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Artigos-->Polícia Penal: um rótulo possivelmente desnecessário -- 13/07/2019 - 21:18 (Lorde Kalidus) Siga o Autor Destaque este autor Destaque este Texto Envie Outros Textos

Não é de hoje que questiono a necessidade de muitos dessa denominação, uma vez que a função do profissional da nossa área já fala por si mesma e independe de sermos ou não considerados policiais. A segurança dos estabelecimentos penitenciários pressupõe indiretamente a atividade de policial no que diz respeito às dependências das unidades seja qual for o seu modelo. O agente não faz apenas o papel de polícia, mas também acaba sendo mais ou menos responsável por tudo que diz respeito à administração de seu local de trabalho, que, muitas vezes, se estende além de onde está lotado. Mecânico, encanador, eletricista, enfermeiro, motorista, técnico de informática, armeiro, recepcionista, porteiro, escolta, são alguns dos papéis desempenhados por este profissional, agente de segurança penitenciária, que carrega nas costas estabelecimentos prisionais que muitas vezes, pra não citar a maioria, carecem de manutenção pesada, sofrem com falta de água, instalações precárias, pra não falar do perigo natural do dia a dia, que é estar sentado num barril de pólvora com pavio de um palmo de comprimento (quando é tão longo)que pode ser aceso a qualquer momento, metáfora de uma população carcerária que pertence a uma espécie que não obedece a qualquer lei senão a própria, uma vez que nossa legislação é extremamente tolerante com o criminoso, já que é preferível para nosso governo que seja assim em vez de investirem em educação e saúde e acabarem criando um povo racional o suficiente para se opor a ele.

Baseado em tudo isso, me pergunto: o agente de segurança penitenciária, representando tudo isso, precisa tão desesperadamente quanto muitos demonstram dessa nomenclatura de “polícia penal”? Honestamente, eu digo que não. O que faz falta para o agente de segurança penitenciária são mudanças, como as que citei anteriormente em meu artigo “mudanças no sistema penitenciário(...)”, cujo link está disponível em minha página “Alfredo José de Souza Brito” no Facebook, e que culminariam não apenas na melhora das condições de trabalho da classe de forma direta como indireta também. Não é necessário mudar a nomenclatura do cargo para que as coisas funcionem melhor e sejamos equiparados à função de polícia no que diz respeito à nossa jurisdição. Melhorias nas condições de trabalho, remuneração e reconhecimento não só de nossa carreira como a de outras profissões insalubres, perigosas e penosas são o que realmente nos falta. Acreditar que o título de policiais nos acrescentaria benefícios é quase o mesmo que acreditar que oficiais de justiça ou fiscais da receita federal precisam se tornar carreiras policiais para serem respeitados e nós sabemos que não há necessidade disso.

Foquemos, então, naquilo que é necessidade real para a classe. A nomenclatura de policiais é um bônus, mas, nem de longe, uma necessidade. No tocante ao que é imediato há mais a ser pleiteado do que isso, mas não vou me prolongar mais, haja visto que sabemos o que é. No mais, mantenhamos o foco...


 

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