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Ensaios -->DICIONÁRIO DE MEMBROS DA ACADEMIA BRASILEIRA DE LETRAS- II -- 13/08/2006 - 15:01 (Mário Ribeiro Martins)
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DICIONÁRIO BIOBIBLIOGRÁFICO DE MEMBROS DA ACADEMIA BRASILEIRA DE LETRAS-II.



Mario Ribeiro Martins*





(REPRODUÇÃO PERMITIDA, DESDE QUE CITADOS ESTE AUTOR, A FONTE E O TÍTULO).





TODOS OS DIREITOS RESERVADOS-





É PROIBIDA A REPRODUÇÃO TOTAL OU PARCIAL DA OBRA,

de qualquer forma ou por qualquer meio sem a autorização prévia e por escrito do autor. A violação dos Direitos Autorais(Lei nº 9610/98) é crime estabelecido pelo artigo 184, do Código Penal Brasileiro.



(Conforme se pode observar o Dicionário teve de ser dividido em partes para que o sistema pudesse aceitar. Em virtude da adequação de espaço, a BIBLIOGRAFIA e o INDICE ONOMÁSTICO foram colocados na última parte- a III. Qualquer informação ou correção queira enviar para mariormartins@hotmail.com ou para a Caixa Postal, 90, Palmas, Tocantins, 77001-970). ).





INTRODUÇÃO



Sempre procurei e não encontrei, talvez por estar longe dos grandes centros produtores de literatura, um livro que trouxesse, num só volume, a biografia de todos os patronos, fundadores e titulares das 40 cadeiras da ACADEMIA BRASILEIRA DE LETRAS.



O site que a Academia possui na internet, por sinal, muito bem escrito, tem estas informações, mas não resolve o problema daquele que viaja de metrô, de trem, de ônibus, de avião, de automóvel que precisa de um texto escrito para leitura rápida, para consulta imediata.



Daí a razão porque resolvi elaborar este DICIONÁRIO. Todos os nomes abaixo biografados, bem como mais de vinte mil outros nomes, já estão no meu DICIONÁRIO BIOBIBLIOGRÁFICO REGIONAL DO BRASIL, na internet, no site www.mariomartins.com.br



Como se vê, este DICIONÁRIO DE MEMBROS DA ACADEMIA BRASILEIRA DE LETRAS, está aparecendo, primeiro na internet, no meu site(www.mariomartins.combr), como um projeto piloto e só depois, com as atualizações que aparecerem, será transformado em livro.



Trata-se de um livro meramente biográfico, sem nenhuma preocupação literária. Foram elaboradas 274 biografias entre os Patronos, Fundadores e Titulares da Academia Brasileira de Letras.



Os Estados brasileiros em que estes biografados nasceram é uma curiosidade muito interessante.



Por exemplo, Alagoas tem 5(cinco) nomes vinculados à Academia Brasileira de Letras. Bahia tem 23 nomes. Ceará tem 8(oito) nomes. Goiás tem 1(um) nome. Maranhão tem 15(quinze) nomes. Mato Grosso do Norte tem 2(dois) nomes. Minas Gerais tem 34 nomes. Pará tem 3(três) nomes. Paraíba tem 7(sete) nomes. Paraná tem 2(dois) nomes. Pernambuco tem 24 nomes. Piauí tem 4(quatro) nomes. Rio de Janeiro tem 83 nomes. Rio Grande do Norte tem 3(três) nomes. Rio Grande do Sul tem 15 nomes. Santa Catarina tem 2(dois) nomes. São Paulo tem 30 nomes. Sergipe tem 7(sete) nomes. França(na Europa) tem 2(dois) nomes. Portugal(na Europa) tem 2(dois) nomes e Uruguai(na América do Sul) tem 1(um) nome.



Portanto, os Estados recordistas são Rio de Janeiro, com 83 nomes, Minas Gerais com 34 nomes e São Paulo com 30 nomes.



Observa-se, por outro lado, que alguns Estados brasileiros jamais tiveram nomes vinculados à Academia Brasileira de Letras. É o caso do Acre, Amapá, Amazonas, Distrito Federal, Espírito Santo, Mato Grosso do Sul, Rodônia, Roraima e Tocantins, num total de 9(nove) Estados. É de se perguntar: ninguém nascido nestes Estados se candidatou? Ou os livros por eles publicados não tiveram repercussão? Somente o futuro dirá.



Este dicionário com nomes exclusivamente vinculados à Academia Brasileira de Letras tem um sentido todo especial. É que sempre gostei das atividades acadêmicas. E, de alguma forma, me especializei em textos de biografias.



Publiquei LETRAS ANAPOLINAS(600 páginas, 1984), JORNALISTAS, POETAS E ESCRITORES DE ANÁPOLIS(610 páginas, 1986), ESTUDOS LITERÁRIOS DE AUTORES GOIANOS(1057 páginas, 1995), ESCRITORES DE GOIÁS(816 páginas, 1996), DICIONÁRIO BIOBIBLIOGRÁFICO DE GOIÁS(1234 páginas, 1999), DICIONÁRIO BIOBIBLIOGRÁFICO DO TOCANTINS(924 páginas, 2001), RETRATO DA ACADEMIA TOCANTINENSE DE LETRAS(470 páginas, 2005).



Portanto, aí estão as biografias. Elas são interessantes.



Uma delas, por exemplo, é de um acadêmico, que não querendo se aposentar compulsoriamente, com 70 anos, no Tribunal de Contas da União, falsificou a sua certidão de nascimento, o que foi descoberto depois, mas ele conseguiu ficar no Tribunal ainda por dois anos.



Existe a biografia daquele que morreu na Tribuna da Academia, quando saudava uma autoridade estrangeira. Há o caso de acadêmicos que tomaram posse e depois de alguma intriga pessoal, jamais voltaram à Academia.



Observe-se, por exemplo, que todas as Cadeiras da Academia, foram criadas praticamente num só dia ou seja entre 28.12.1896 e 28.01.1897, mas algumas cadeiras têm mais titulares do que outras. É que alguns acadêmicos viveram mais do que outros. A Cadeira 4, por exemplo, só tem cinco nomes. Mas a Cadeira 11, tem dez nomes.



Na verdade, cada Cadeira da Academia tem a sua própria história. É que é sempre grande o número de candidatos para cada cadeira, mas só um é eleito. E esse fato, faz a história.



Aliás, seria interessante se fosse possível conseguir todos os nomes daqueles que, ao longo do tempo, foram candidatos à Academia Brasileira de Letras e não conseguiram se eleger. Talvez o nome mais conhecido seja o de Juscelino Kubitscheck, por ter sido ex-presidente da República. Mas, deve haver dezenas de nomes de importância nacional não eleitos.



Pode-se pesquisar por cada cadeira, separadamente, na forma latina dos nomes ou seja por nome de batismo. Ou se pode pesquisar, através de um índice onomástico, colocado no fim do livro, na forma britânica ou seja pelo último sobrenome.



Não se pode negar que o DICIONÁRIO DE MEMBROS DA ACADEMIA BRASILEIRA DE LETRAS foi inspirado no livro de Humberto Crispim Borges “ Retrato da Academia Goiana de Letras”, publicado em Goiânia, pela Editora Oriente, em 1977, com capa de Eddie Esteves Pereira, mas escrito em dezembro de 1976.



Membro da Academia Goiana de Letras, desde 1983 e da Academia Tocantinense de Letras, desde 2001, fui também Fundador e Presidente da Academia Anapolina de Filosofia, Ciências e Letras. Membro correspondente de diferentes academias no Brasil e exterior.



Para se localizar melhor o nome do acadêmico que se deseja pesquisar é só dar um(Ctrl+f). O nome dele vai aparecer em vários lugares. É só continuar a pesquisa para saber se ele é PATRONO, FUNDADOR ou OCUPANTE. Outra forma é ir ao INDICE ONOMÁSTICO no fim do texto e localizar a Cadeira a que o acadêmico está vinculado.





PESQUISE SEMPRE NESTE ENDEREÇO:

http://www.usinadeletras.com.br ou www.mariomartins.com.br











Palmas(TO), agosto de 2006.



*MárioRibeiroMartins

é escritor e Procurador de Justiça.

(mariormartins@hotmail.com)

HomePage:www.genetic.com.br/~mario

Fones:(063)32154496Celular:(062) 9977 93 11.

Orkut: Mario Ribeiro

Site: www.mariomartins.com.br

Caixa Postal, 90, Palmas,

Tocantins,77001-970.







CADEIRA 21

A esta Cadeira, estão vinculados os seguintes nomes:

Joaquim Serra-PATRONO(São Luís, Maranhão, 20.07.1838).

José do Patrocínio-FUNDADOR(Campos, Rio de Janeiro, 09.10.1853).

Mário de Alencar(Rio de Janeiro, RJ, 30.01.1872).

Olegário Mariano(Recife, Pernambuco, 24.03.1889).

Álvaro Moreyra (Porto Alegre, Rio Grande do Sul, 23.11.1888).

Adonias Filho(Ilhéus, Bahia, 27.11.1915).

Dias Gomes(Salvador, Bahia, 19.10.1922).

Roberto Campos(Cuiabá, Mato Grosso, 17.04.1917).

Paulo Coelho(Rio de Janeiro, RJ, 24.08.1947).





BIOGRAFIAS:



PATRONO DA CADEIRA 21-JOAQUIM SERRA(Joaquim Maria Serra Sobrinho), de São Luís, Maranhão, 20.07.1838, escreveu, entre outros, BIOGRAFIA DO ATOR GERMANO FRANCISCO DE OLIVEIRA(1862), JULIETA E CECILIA(Contos-1863), QUEM TEM BOCA VAI A ROMA(Teatro-1863), UM CORAÇÃO DE MULHER(Poemas-1867), AS MULHERES DO MERCADO(Teatro-1870), sem dados biograficos completos nos livros e sem qualquer outra informação ao alcance da pesquisa, via textos editados. Filho de Leonel Joaquim Serra e mãe não referida. Após os estudos primários em sua terra natal, deslocou-se para outros centros, onde também estudou.

Matriculou-se no Liceu de São Luis, cursando ali humanidades. Entre 1854 e 1858, com 20 anos de idade, esteve no Rio de Janeiro para ingresso na antiga Escola Militar, carreira que abandonou, voltando a São Luís. Iniciou-se muito moço no jornalismo e na poesia.

Seus primeiros escritos (1858-60) saíram no jornal PUBLICADOR MARANHENSE, dirigido então por Sotero dos Reis. Em 1862, com alguns amigos, fundou o jornal COALISÃO, que defendia as cores do Partido Liberal. Em 1867, fundou o jornal SEMANÁRIO MARANHENSE.

Por concurso público, em 1864, com 26 anos de idade, tornou-se Professor de gramática e literatura, no Liceu Maranhense. Deputado Provincial pelo Maranhão em (1864-67). Secretário do Governo da Paraíba (1865-67). Foi um dos fundadores do Instituto Literário Maranhense, em 1864. Quando ainda residia na Província do Maranhão, foi apresentado à Corte por Machado de Assis que sobre ele e seu trabalho escreveu uma de suas crônicas no DIÁRIO DO RIO DE JANEIRO, em 24.10.1864.

Quatro anos depois, em 1868, com 30 anos de idade, fixou residência no Rio de Janeiro. Fez parte das redações da GAZETA DE NOTÍCIAS, da FOLHA NOVA e do jornal O PAÍS. Em 1878 e até 1882, com 44 anos, foi Diretor do jornal DIÁRIO OFICIAL, de que, com dignidade, se exonerou por divergências políticas.

Deputado Geral, pelo Maranhão, entre 1878 e 1881, foi um combatente tenaz na campanha abolicionista, "o publicista brasileiro que mais escreveu contra os escravocratas", no dizer de André Rebouças. Escreveu também para o teatro, como autor e tradutor. Suas peças, entretanto, ao que parece, nunca foram impressas.

Adotou vários pseudônimos: Amigo Ausente, Ignotus, Max Sedlitz, Pietro de Castellamare, Tragaldabas. Seu pai Leonel Joaquim Serra foi jornalista e escrevera para o jornal O COMETA(1835) e para o jornal A CRONICA DOS CRONISTAS(1838), de São Luis.

Outros trabalhos: Julieta e Cecília, contos (1863); Mosaico, poesia traduzida (1865); O salto de Leucade (1866); A casca da caneleira, romance de autoria coletiva, cabendo a J.S. a coordenação (1866); Versos (trad.), de Pietro de Castellamare (1868); Um coração de mulher, poema-romance (1867); Quadros, poesias (1873); Sessenta anos de jornalismo, a imprensa no Maranhão, 1820-80, por Ignotus (1883).

Joaquim Serra foi Jornalista, professor, político, teatrólogo. Faleceu no Rio de Janeiro, RJ, em 29.10.1888, com 50 anos de idade.

É o patrono da Cadeira 21, por escolha de José do Patrocínio. Sua Cadeira 21, na Academia Brasileira de Letras tem como Patrono(ele mesmo Joaquim Serra), Fundador José do Patrocinio, sendo também ocupada por Mario de Alencar, Olegário Mariano, Álvaro Moreyra, Adonias Filho, Dias Gomes, Roberto Campos e Paulo Coelho.

Muito bem analisado na ENCICLOPÉDIA DE LITERATURA BRASILEIRA, de Afrânio Coutinho e J. Galante, edição do MEC, 1990, com revisão de Graça Coutinho e Rita Moutinho, em 2001.

Apesar de sua importância, não é estudado no DICIONÁRIO HISTÓRICO-BIOGRÁFICO BRASILEIRO(2001, 5 volumes, 6.211 páginas), da Fundação Getúlio Vargas e nem é convenientemente referido, em nenhuma das enciclopédias nacionais, Delta, Barsa, Larousse, Mirador, Abril, Koogan/Houaiss, Larousse Cultural, etc.

É verbete do DICIONÁRIO BIOBIBLIOGRÁFICO REGIONAL DO BRASIL, de Mário Ribeiro Martins, via INTERNET, dentro de ENSAIO, no site www.usinadeletras.com.br ou www.mariomartins.com.br





FUNDADOR DA CADEIRA 21-JOSÉ DO PATROCÍNIO(José Carlos do Patrocinio), de Campos, Estado do Rio, 09.10.1853, escreveu, entre outros, OS FERRÕES(1875), MOTA COQUEIRO(Romance-1877), OS RETIRANTES(Romance-1879), MANIFESTO DA CONFEDERAÇÃO ABOLICIONISTA(1883), PEDRO ESPANHOL(Romance-1884), sem dados biográficos completos nos livros e sem qualquer outra informação ao alcance da pesquisa, via textos editados. Filho natural do Padre João Carlos Monteiro e de Justina Quitandeira. Após os estudos primários em sua terra natal, deslocou-se para outros centros, onde também estudou.

Passou a infância na fazenda paterna da Lagoa de Cima. Tinha 14 anos de idade, em 1867, quando, tendo recebido apenas a educação primária, foi para o Rio de Janeiro. Começou a trabalhar na Santa Casa de Misericórdia e voltou aos estudos no Externato de João Pedro de Aquino, fazendo os preparatórios do curso de Farmácia.

Ingressou na Faculdade de Medicina como aluno de Farmácia, concluindo o curso em 1874, com 21 anos(naquela época, as Faculdades de Medicina ofereciam os cursos de Farmácia). Foi morar em São Cristóvão, com o amigo João Rodrigues Pacheco Vilanova, seu colega do Externato Aquino.

Para que Patrocínio pudesse aceitar sem constrangimento a hospedagem que lhe era oferecida, o Capitão Emiliano Rosa Sena propôs-lhe que, como pagamento, daria aula para os seus filhos. Patrocínio aceitou a proposta e, desde então, passou também a freqüentar o “Clube Republicano” que funcionava na residência, do qual faziam parte Quintino Bocaiúva, Lopes Trovão, Pardal Mallet e outros.

Não tardou que Patrocínio se apaixonasse por Bibi, filha do Capitão Sena, com quem se casou. José do Patrocínio passou a trabalhar no jornal GAZETA DE NOTÍCIAS. Com Dermeval da Fonseca passou a publicar o jornal OS FERRÕES, que se transformou num livro com dez números. Os dois colaboradores se assinavam com os pseudônimos Notus Ferrão e Eurus Ferrão.

Na GAZETA DE NOTÍCIAS, comandou a coluna “Semana Parlamentar”, que assinava com o pseudônimo Prudhome. Em 1879, com 26 anos, iniciou ali a campanha pela Abolição. Em torno dele formou-se um grande coro de jornalistas e de oradores, entre os quais Ferreira de Meneses, Joaquim Nabuco, Lopes Trovão, Ubaldino do Amaral, Teodoro Sampaio, Paula Nei, todos da Associação Central Emancipadora. Por sua vez, Patrocínio começou a tomar parte nos trabalhos da associação.

Em 1881, com 28 anos, passou para a GAZETA DA TARDE, substituindo Ferreira Meneses, que havia morrido. Na verdade, ele tornou-se o novo proprietário do periódico, comprado com a ajuda do sogro. Patrocínio tinha atingido a grande fase de seu talento e de sua atuação social. Fundou a Confederação Abolicionista e lhe redigiu o manifesto, assinado também por André Rebouças e Aristides Lobo.

Em 1882, foi ao Ceará, levado por Paula Ney, e ali foi cercado de todas as homenagens. Dois anos depois, o Ceará fez a emancipação completa dos escravos. Em 1885, visitou Campos, onde foi saudado como um triunfador. Regressando ao Rio, trouxe a mãe, doente e alquebrada, que veio a falecer pouco depois. Ao enterro compareceram escritores, jornalistas, políticos, todos amigos do glorioso filho.

Em setembro de 1887, deixou a GAZETA DA TARDE e passou a dirigir a CIDADE DO RIO, que havia fundado. Ali se fizeram os melhores nomes das letras e do periodismo brasileiro do momento, todos eles chamados, incentivados e admirados por Patrocínio. Foi de sua tribuna da CIDADE DO RIO que ele saudou, em 13.05.1888, o advento da Abolição, pelo qual tanto lutara.

Em 15.11.1889(Proclamação da República), Patrocínio não teve parte na República e, em 1891, opôs-se abertamente a Floriano Peixoto, sendo desterrado para Cucuí, no Amazonas. Em 1893 foi suspensa a publicação da CIDADE DO RIO, e ele foi obrigado a refugiar-se para evitar agressões. Nos anos subseqüentes a sua participação política foi pouca. Preocupava-se, então, com a aviação. Mandou construir o balão “Santa Cruz”, com o sonho de voar.

Numa homenagem a Santos Dumont, realizada no Teatro Lírico, ele estava saudando o inventor, quando foi acometido de uma hemoptise em meio ao discurso.

Outros trabalhos: Os Ferrões, quinzenário, 10 números. Em colaboração com Dermeval Fonseca (1875); Mota Coqueiro ou A pena de morte, romance (1887); Os retirantes, romance (1879); Manifesto da Confederação Abolicionista (1883); Pedro Espanhol, romance (1884).

Conferência pública, feita no Teatro Politeama, em sessão da Confederação Abolicionista de 17 de maio de 1885; Associação Central Emancipadora, 8 boletins. Artigos nos periódicos da época. Patrocínio usou os pseudônimos: Justino Monteiro (A Notícia, 1905); Notus Ferrão (Os Ferrões, 1875); Prudhome (A Gazeta de Notícias, A Cidade do Rio).

Jornalista, orador, poeta e romancista. Faleceu no Rio de Janeiro, RJ, em 29.01.1905, com 52 anos de idade.

Compareceu às sessões preparatórias da instalação da Academia Brasileira de Letras, em 28.12.1896, e fundou a Cadeira 21, que tem como patrono Joaquim Serra.

Sua Cadeira 21, na Academia Brasileira de Letras tem como Patrono Joaquim Serra, Fundador(ele mesmo, José do Patrocínio) , sendo também ocupada por Mario de Alencar, Olegário Mariano, Álvaro Moreyra, Adonias Filho, Dias Gomes, Roberto Campos e Paulo Coelho.

Pouco analisado na ENCICLOPÉDIA DE LITERATURA BRASILEIRA, de Afrânio Coutinho e J. Galante, edição do MEC, 1990, com revisão de Graça Coutinho e Rita Moutinho, em 2001.

Apesar de sua importância, não é estudado no DICIONÁRIO HISTÓRICO-BIOGRÁFICO BRASILEIRO(2001, 5 volumes, 6.211 páginas), da Fundação Getúlio Vargas e nem é convenientemente referido, em nenhuma das enciclopédias nacionais, Delta, Barsa, Larousse, Mirador, Abril, Koogan/Houaiss, Larousse Cultural, etc.

É verbete do DICIONÁRIO BIOBIBLIOGRÁFICO REGIONAL DO BRASIL, de Mário Ribeiro Martins, via INTERNET, dentro de ENSAIO, no site www.usinadeletras.com.br ou www.mariomartins.com.br





SEGUNDO OCUPANTE DA CADEIRA 21-MÁRIO DE ALENCAR(Mario Cochrane de Alencar), Carioca, do Rio de Janeiro, 30.01.1872, escreveu, entre outros, LAGRIMAS(Poesia-1888), VERSOS(Poesia-1902),DICIONARIO DE RIMAS(1906), SE EU FOSSE POLITICO(Ensaio-1913), CONTOS E IMPRESSÕES(1920), sem dados biográficos completos nos livros e sem qualquer outra informação ao alcance da pesquisa, via textos editados. Filho de José de Alencar e de Ana Cochrane. Após os estudos primários em sua terra natal, deslocou-se para outros centros, onde também estudou. Tinha 5 anos de idade, quando seu pai faleceu em 1877.

Fez os seus primeiros estudos no Colégio Pedro II, do Rio de Janeiro, obtendo o título de Bacharel em Ciências e Letras(secundário). Mudou-se para São Paulo, em 1890, matriculando-se na Faculdade de Direito. Formou-se Bacharel em Ciencias Jurídicas e Sociais, pela Faculdade de Direito de São Paulo, em 1894, com 22 anos de idade.

Desde a adolescência distinguiu-se pela inclinação para a poesia e literatura, nas colaborações que manteve em órgãos da imprensa, entre os quais, ALMANAQUE BRASILEIRO GARNIER, BRASILEA (1917), CORREIO DO POVO (1890), GAZETA DE NOTÍCIAS (1894), O IMPARCIAL E A IMPRENSA (1900), JORNAL DO COMMERCIO, O MUNDO LITERÁRIO, RENASCENÇA, REVISTA BRASILEIRA (1895-1899), REVISTA DA ABL e REVISTA DA LÍNGUA PORTUGUESA, todos do Rio de Janeiro, e também em alguns periódicos paulistas.

Escreveu sob os pseudônimos: Deina e John Alone. Como funcionário público, esteve sempre ligado à Secretaria de Justiça e Negócios Interiores. Foi diretor da Biblioteca da Câmara dos Deputados. Em 1904, na qualidade de secretário do ministro da Justiça e Negócios Interiores, J. J. Seabra, Mário de Alencar conseguiu que o Governo brasileiro alojasse a Academia Brasileira de Letras na ala esquerda de prédio nacional, situado entre a praia da Lapa e o Passeio Público, que recebeu o nome de Silogeu Brasileiro. Era o cumprimento do art. 1º da Lei n. 726, que dava sede oficial à Academia, graças ao empenho de Mário de Alencar.

Outros trabalhos: Lágrimas, poesia (1888); Versos (1092); Ode cívica ao Brasil, poesia (1903); Dicionário de rimas (1906); Alguns escritos, ensaio (1910); O que tinha de ser, romance (1912); Se eu fosse político (1913); Contos e impressões (1920); Acerca da conferência O espírito moderno, Rev. ABL, 15: 247-56 (1924). Organização e prefácio: Machado de Assis, Crítica (1910)0; idem, Teatro (1910); idem A Semana (1914); Catulo da Paixão Cearense, Sertão em flor (1919); José de Alencar, Diva (1921); Páginas escolhidas dos maiores escritores: José de Alencar (1922).

Eleito no ano seguinte(1905), para a Academia, foi segundo-secretário da instituição, de 1907 a 1910, e, nos anos subseqüentes, fez parte da Comissão da Revista (1910, 1917 e 1919), da Comissão de Bibliografia (1912), da Comissão de Lexicografia (1918) e da Comissão de Publicações (1920 e 1923).

Era ainda estudante quando publicou, em 1888, com 16 anos de idade, a sua primeira coleção de poesia, LÁGRIMAS. Poeta, jornalista, contista e romancista. Faleceu no Rio de Janeiro, em 08.12.1925, com 53 anos de idade.

Segundo ocupante da Cadeira 21, eleito em 31.10.1905, na sucessão de José do Patrocínio e recebido pelo Acadêmico Coelho Neto em 14.08.1906. Recebeu os Acadêmicos Alberto Faria, Antônio Austregésilo e Miguel Couto.

Sua Cadeira 21, na Academia Brasileira de Letras tem como Patrono Joaquim Serra, Fundador José do Patrocinio, sendo também ocupada por Mario de Alencar, Olegário Mariano, Álvaro Moreyra, Adonias Filho, Dias Gomes, Roberto Campos e Paulo Coelho.

Pouco analisado na ENCICLOPÉDIA DE LITERATURA BRASILEIRA, de Afrânio Coutinho e J. Galante, edição do MEC, 1990, com revisão de Graça Coutinho e Rita Moutinho, em 2001.

Apesar de sua importância, não é estudado no DICIONÁRIO HISTÓRICO-BIOGRÁFICO BRASILEIRO(2001, 5 volumes, 6.211 páginas), da Fundação Getúlio Vargas e nem é convenientemente referido, em nenhuma das enciclopédias nacionais, Delta, Barsa, Larousse, Mirador, Abril, Koogan/Houaiss, Larousse Cultural, etc.

É verbete do DICIONÁRIO BIOBIBLIOGRÁFICO REGIONAL DO BRASIL, de Mário Ribeiro Martins, via INTERNET, dentro de ENSAIO, no site www.usinadeletras.com.br ou www.mariomartins.com.br





TERCEIRO OCUPANTE DA CADEIRA 21-OLEGÁRIO MARIANO(Olegario Mariano Carneiro da Cunha), de Recife, Pernambuco, 24.03.1889, escreveu, entre outros, ÂNGELUS(Poesia-1911), EVANGELHO DA SOMBRA E DO SILENCIO(Poesia-1912), ULTIMAS CIGARRAS(Poesia-1915), AGUA CORRENTE(Poesia-1918), CIDADE MARAVILHOSA(Poesia-1930), O ENAMORADO DA VIDA(Poesia-1937), QUANDO VEM BAIXANDO O CREPÚSCULO(1944), sem dados biográficos completos nos livros e sem qualquer outra informação ao alcance da pesquisa, via textos editados. Filho de José Mariano Carneiro da Cunha e de Olegária Carneiro da Cunha.

Seu pai foi Deputado Geral no Império e Constituinte em 1891, alem de proprietário de Cartorio. Após o inicio dos estudos primários em sua terra natal, deslocou-se para outros centros, onde também estudou.

Transferiu-se para o Rio de Janeiro, em 1897, com 8 anos de idade. Estudou no Colégio Pestalozzi e no Colégio Pio Americano. Freqüentou a roda literária de Olavo Bilac, Guimarães Passos, Emílio de Meneses, Coelho Neto, Martins Fontes e outros.

Estreou na vida literária aos 22 anos com o volume ANGELUS, em 1911. Matriculou-se na Faculdade de Direito do Rio de Janeiro, mas não concluiu o curso, preferindo trabalhar com o seu pai no Cartório.

Ainda em 1911, casou-se com Maria Clara Sabóia de Albuquerque, com quem foi para a Europa, permanecendo um ano. Representou o Brasil, em 1918, como secretário de embaixada à Bolívia, na Missão Melo Franco.

Em 1926, com 37 anos de idade, recebeu o titulo de PRINCIPE DOS POETAS BRASILEIROS, sucedendo a Alberto de Oliveira. Após a Revolução de 1930, recebeu do Presidente Getulio Vargas, um Cartório de Registro de Imóveis, no Rio de Janeiro.

Em maio de 1933, elegeu-se Deputado à Assembléia Nacional Constituinte, tendo sido sempre reeleito até o advento do Estado Novo, em 1937, que acabou com o legislativo.

Em concurso promovido pela revista FON-FON, em 1938, Olegário Mariano foi eleito, pelos intelectuais de todo o Brasil, PRÍNCIPE DOS POETAS BRASILEIROS. Foi ministro plenipotenciário nos Centenários de Portugal, em 1940. Delegado da Academia Brasileira na Conferência Interacadêmica de Lisboa para o Acordo Ortográfico de 1945.

Em 1953, com 64 anos de idade, tornou-se Embaixador do Brasil em Portugal, o que trouxe muita celeuma, por não ser da carreira diplomática.

De volta ao Brasil, em 1954, foi nomeado Inspetor Federal do Ensino Secundário, bem como Censor Teatral. Foi letrista na musica popular brasileira. Membro da Academia das Ciências de Lisboa, da qual recebeu o premio PALMA DE OURO.

Exerceu o cargo de oficial do 4o Ofício de Registro de Imóveis, no Rio de Janeiro, tendo sido antes tabelião de Notas.

Além da obra poética iniciada em livro em 1911 e enfeixada nos dois volumes de TODA UMA VIDA DE POESIA (1957), publicados pela José Olympio, Olegário Mariano publicou durante anos, nas revistas CARETA e PARA TODOS, sob o pseudônimo de João da Avenida, uma seção de crônicas mundanas em versos humorísticos, mais tarde reunidas em dois livros: BATACLAN E VIDA-CAIXA DE BRINQUEDOS.

Outros trabalhos: Angelus (1911); Sonetos (1921); Evangelho da sombra e do silêncio (1913); Água corrente, com uma carta prefácio de Olavo Bilac (1917); Últimas cigarras (1920); Castelos na areia (1922); Cidade maravilhosa (1923); Bataclan, crônicas em verso (1927); Canto da minha terra (1931); Destino (1931).

Poemas de amor e de saudade (1932); Teatro (1932); Antologia de tradutores (1932); Poesias escolhidas (1932); O amor na poesia brasileira (1933); Vida Caixa de brinquedos, crônicas em verso (1933); O enamorado da vida, com prefácio de Júlio Dantas (1937); Abolição da escravatura e os Homens do Norte, conferência (1939).

Em louvor da língua portuguesa (1940); A vida que já vivi, memórias (1945): Quando vem baixando o crepúsculo (1945); Cantigas de encurtar caminho (1949); Tangará conta histórias, poesia infantil (1953); Toda uma vida de poesia, 2 vols. (1957).

Poeta, político e diplomata. Faleceu no Rio de Janeiro, em 28.11.1958, com 69 anos de idade.

Terceiro ocupante da Cadeira 21, eleito em 23.12.1926, na sucessão de Mário de Alencar e recebido pelo Acadêmico Gustavo Barroso em 20.04.1927. Recebeu o Acadêmico Guilherme de Almeida.

Sua Cadeira 21, na Academia Brasileira de Letras tem como Patrono Joaquim Serra, Fundador José do Patrocinio, sendo também ocupada por Mario de Alencar, Olegário Mariano, Álvaro Moreyra, Adonias Filho, Dias Gomes, Roberto Campos e Paulo Coelho.

Muito bem estudado no DICIONÁRIO BIOBIBLIOGRÁFICO DE POETAS PERNAMBUCANOS(1993), de Lamartine Morais.

Pouco analisado na ENCICLOPÉDIA DE LITERATURA BRASILEIRA, de Afrânio Coutinho e J. Galante, edição do MEC, 1990, com revisão de Graça Coutinho e Rita Moutinho, em 2001.

Com sua importância, é grandemente estudado no DICIONÁRIO HISTÓRICO-BIOGRÁFICO BRASILEIRO(2001, 5 volumes, 6.211 páginas), da Fundação Getúlio Vargas e é convenientemente referido, em todas as enciclopédias nacionais, Delta, Barsa, Larousse, Mirador, Abril, Koogan/Houaiss, Larousse Cultural, etc.

É verbete do DICIONÁRIO BIOBIBLIOGRÁFICO REGIONAL DO BRASIL, de Mário Ribeiro Martins, via INTERNET, dentro de ENSAIO, no site www.usinadeletras.com.br ou www.mariomartins.com.br





QUARTO OCUPANTE DA CADEIRA 21-ÁLVARO MOREYRA(Alvaro Maria da Soledade Pinto da Fonseca Velhinho Rodrigues Moreyra da Silva), de Porto Alegre, Rio Grande do Sul, 23.11.1888, escreveu, entre outros, DEGENERADA(Poesia-1908), CASA DESMORONADA(Poesia-1909), ELEGIA DA BRUMA(Poesia-1910), LEGENDA DA LUZ E DA VIDA(Poesia-1911), A BONECA VESTIDA DE ARLEQUIM(1928), HAVIA UMA OLIVEIRA NO JARDIM(Romance-1958), sem dados biográficos completos nos livros e sem qualquer outra informação ao alcance da pesquisa, via textos editados. Filho de João Moreira da Silva e de Maria Rita da Fonseca. Após os estudos primários em sua terra natal, deslocou-se para outros centros, onde também estudou.

Em 1907, com 19 anos de idade, terminou o curso de humanidades com os jesuítas de São Leopoldo, no Rio Grande do Sul. Em 1908, iniciou-se no jornalismo.

Mudou-se para o Rio de Janeiro em 1910 e passou a trabalhar na revista FON-FON. Bacharelou-se em Ciências Jurídicas e Sociais, na Faculdade de Direito do Rio de Janeiro, em 1913, com 23 anos. Em 1914 esteve em Paris, na França e viajou também pela Itália, Bélgica e Inglaterra.

Foi redator de várias publicações, dentre outras, FON-FON, BAHIA ILUSTRADA, A HORA, BOA NOVA, ILUSTRAÇÃO BRASILEIRA, DOM CASMURRO, DIRETRIZES E PARA TODOS. Fundou no Rio, em 1927, o “Teatro de Brinquedo”, o primeiro movimento estruturado no país de renovação do teatro.

Em 1937, com 49 anos, apresentou à Comissão de Teatro, do Ministério da Educação e Cultura, um plano de organização de uma “Companhia Dramática Brasileira”, que foi aceito. Com ela, Álvaro Moreyra excursionou pelos estados de São Paulo e Rio Grande do Sul, e fez temporada de três meses no Teatro Regina, do Rio.

Dedicando-se à crônica, a partir de 1942, teve destacada atuação no rádio brasileiro, pois além de escrever também interpretava ao microfone sua produção.

Esteve na Rádio Cruzeiro do Sul, entre 1942 e 1945, passando, a seguir, a trabalhar na Rádio Globo, onde celebrizou-se por sua participação no programa “Conversa em Família”. Depois passou a apresentar o “Bom-dia Amigos”, uma crônica diária de cinco minutos, que ele transformou num recado de bom-humor, alegria, conselho, poesia e, sobretudo, de humanismo.

Em 1958, recebeu o prêmio do melhor disco de poesia com os “PREGÕES DO RIO DE JANEIRO”. Era membro da Fundação Graça Aranha, da Sociedade Felipe d Oliveira, da Academia Carioca de Letras e do Pen Clube do Brasil.

Foi casado Eugênia Álvaro Moreyra, líder feminista, e a residência do casal em Copacabana era ponto de encontro de escritores e intelectuais que moravam na cidade ou visitantes.

Outros trabalhos: Degenerada (1909); Casa desmoronada (1909); Elegia da bruma (1910); Legenda da luz e da vida (1911); Lenda das rosas (1916); Circo (1929); Caixinha dos três segredos (1933). Prosa: Um sorriso para tudo (1915); O outro lado da vida (1921); A cidade mulher (1923); Cocaína (1924).

A boneca vestida de Arlequim (1927); O Brasil continua (1933); Tempo perdido (1936); Teatro espanhol na Renascença (1946); As amargas, não... (1954); O dia nos olhos (1955); Havia uma oliveira no jardim (1958). Entre seus discursos, o mais conhecido é o dedicado a Olavo Bilac, na sessão solene do Conselho Municipal de Porto Alegre, em 1916. Para o teatro, escreveu Adão e Eva e outros membros da família (1929).

Poeta, cronista e jornalista. Faleceu no Rio de Janeiro, RJ, em 12.09.1964, com 76 anos de idade.

Quarto ocupante da Cadeira 21, eleito em 13.08.1959, na sucessão de Olegário Mariano e recebido pelo Acadêmico Múcio Leão em 23.11.1959.

Sua Cadeira 21, na Academia Brasileira de Letras tem como Patrono Joaquim Serra, Fundador José do Patrocinio, sendo também ocupada por Mario de Alencar, Olegário Mariano, Álvaro Moreyra, Adonias Filho, Dias Gomes, Roberto Campos e Paulo Coelho.

Pouco analisado na ENCICLOPÉDIA DE LITERATURA BRASILEIRA, de Afrânio Coutinho e J. Galante, edição do MEC, 1990, com revisão de Graça Coutinho e Rita Moutinho, em 2001.

Apesar de sua importância, não é estudado no DICIONÁRIO HISTÓRICO-BIOGRÁFICO BRASILEIRO(2001, 5 volumes, 6.211 páginas), da Fundação Getúlio Vargas e nem é convenientemente referido, em nenhuma das enciclopédias nacionais, Delta, Barsa, Larousse, Mirador, Abril, Koogan/Houaiss, Larousse Cultural, etc.

É verbete do DICIONÁRIO BIOBIBLIOGRÁFICO REGIONAL DO BRASIL, de Mário Ribeiro Martins, via INTERNET, dentro de ENSAIO, no site www.usinadeletras.com.br ou www.mariomartins.com.br





QUINTO OCUPANTE DA CADEIRA 21-ADONIAS FILHO(Adonias Aguiar Filho), de Itajuipe, Bahia, 27.11.1915, escreveu, entre outros, RESNASCIMENTO DO HOMEM(Ensaio-1937), TASSO DA SILVEIRA E O TEMA DA POESIA ETERNA(Ensaio-1940), OS SERVOS DA MORTE(Romance-1946), MEMÓRIAS DE LÁZARO(Romance-1952), MODERNOS FICCIONISTAS BRASILEIROS(Ensaio-1958), HISTORIA DA BAHIA(Ensaio-1963), NOITE SEM MADRUGADA(Romance-1983), sem dados biográficos completos nos livros e sem qualquer outra informação ao alcance da pesquisa, via textos editados. Filho de Adonias Aguiar e de Rachel Bastos de Aguiar. Após os estudos primários em sua terra natal, deslocou-se para outros centros, onde também estudou.

Fez o curso secundário no Ginásio Ipiranga, em Salvador, concluindo-o em 1934, com 19 anos de idade.

Transferiu-se, em 1936, com 21 anos, para o Rio de Janeiro, onde começou a carreira jornalística, colaborando no CORREIO DA MANHÃ. Foi crítico literário dos CADERNOS DA HORA PRESENTE, de São Paulo (1937). Crítico literário de A MANHÃ (1944-1945). Do JORNAL DE LETRAS (1955-1960). Do DIÁRIO DE NOTÍCIAS (1958-1960). Colaborou também no ESTADO DE S. PAULO e na FOLHA DA MANHÃ, de São Paulo, e no JORNAL DO COMMERCIO, do Rio de Janeiro.

Foi nomeado diretor da Editora A Noite (1946-1950). Diretor do Serviço Nacional de Teatro (1954). Diretor da Biblioteca Nacional (1961-1971). Respondeu também pela direção da Agência Nacional, do Ministério da Justiça. Foi eleito vice-presidente da Associação Brasileira de Imprensa (1966).

Membro do Conselho Federal de Cultura (1967, reconduzido em 1969, 1971 e 1973). Presidente da Associação Brasileira de Imprensa (1972). Presidente do Conselho Federal de Cultura (1977-1990).

Detentor de muitos prêmios, dentre os quais, Prêmio Paula Brito(1968). Golfinho de Ouro de Literatura (1968), o Prêmio PEN Clube do Brasil, Prêmio da Fundação Educacional do Paraná (FUNDEPAR) e o Prêmio do Instituto Nacional do Livro (1968-1969). Obteve o Prêmio Brasília de Literatura (1973), conferido pela Fundação Cultural do Distrito Federal. Prêmio Nacional de Literatura (1975), do Instituto Nacional do Livro(1974-1975).

Outros trabalhos: Renascimento do homem, ensaio (1937); Tasso da Silveira e o tema da poesia eterna, ensaio (1940); Memórias de Lázaro, romance (1952); Jornal de um escritor (1954); Modernos ficcionistas brasileiros, ensaio (1958); Cornélio Pena, crítica (1960); Corpo vivo, romance (1962); História da Bahia, ensaio (1963); O bloqueio cultural, ensaio (1964); O forte, romance (1965).

Léguas da promissão, novela (1968); O romance brasileiro de crítica, crítica (1969); Luanda Beira Bahia, romance (1971); O romance brasileiro de 30, crítica (1973); Uma nota de cem, lit. Infantil (1973); As velhas, romance (1975); Fora da pista, lit. infantil (1978); O Largo da Palma, novela (1981); Auto de Ilhéus, teatro (1981); Noite sem madrugada, romance (1983). As obras de Adonias Filho foram traduzidas para o inglês, o alemão, o espanhol, o francês e o eslovaco.

Recebeu o título de Doutor Honoris Causa pela Universidade Federal da Bahia, em 1983. Jornalista, crítico, ensaísta e romancista. Faleceu em Ilheus, Bahia, em 2.08.1990, com 75 anos de idade.

Quinto ocupante da Cadeira 21, eleito em 14.01.1965, na sucessão de Álvaro Moreyra e recebido em 28.04.1965, pelo Acadêmico Jorge Amado. Recebeu a Acadêmica Rachel de Queiroz e os Acadêmicos Otávio de Faria, Joracy Camargo e Mauro Mota.

Sua Cadeira 21 na Academia Brasileira de Letras tem como Patrono Joaquim Serra, Fundador José do Patrocinio, sendo também ocupada por Mario de Alencar, Olegário Mariano, Álvaro Moreira, Adonias Filho, Dias Gomes, Roberto Campos e Paulo Coelho.

Muito bem analisado na ENCICLOPÉDIA DE LITERATURA BRASILEIRA, de Afrânio Coutinho e J. Galante, edição do MEC, 1990, com revisão de Graça Coutinho e Rita Moutinho, em 2001.

Apesar de sua importância, não é estudado no DICIONÁRIO HISTÓRICO-BIOGRÁFICO BRASILEIRO(2001, 5 volumes, 6.211 páginas), da Fundação Getúlio Vargas e nem é convenientemente referido, em nenhuma das enciclopédias nacionais, Delta, Barsa, Larousse, Mirador, Abril, Koogan/Houaiss, Larousse Cultural, etc.

É verbete do DICIONÁRIO BIOBIBLIOGRÁFICO REGIONAL DO BRASIL, de Mário Ribeiro Martins, via INTERNET, dentro de ENSAIO, no site www.usinadeletras.com.br ou www.mariomartins.com.br





SEXTO OCUPANTE DA CADEIRA 21-DIAS GOMES(Alfredo de Freitas Dias Gomes), de Salvador, Bahia, 19.10.1922, escreveu, entre outros, A COMEDIA DOS MORALISTAS(Teatro-1937), PÉ-DE-CABRA(Teatro-1942), O PAGADOR DE PROMESSAS(Teatro-1960), A PONTE DOS SUSPIROS(Novela-1969), APENAS UM SUBVERSIVO(Autobiografia-1998), sem dados biográficos completos nos livros e sem qualquer outra informação ao alcance da pesquisa, via textos editados. Filho de Plínio Alves Dias Gomes e de Alice Ribeiro de Freitas Gomes. Após os estudos primários em sua terra natal, deslocou-se para outros centros, onde também estudou.

Fez o curso primário no Colégio Nossa Senhora das Vitórias, dos Irmãos Maristas e iniciou o secundário no Ginásio Ipiranga, ambos de Salvador, Bahia.

Em 1935, com 13 anos, mudou-se com a família para o Rio de Janeiro, onde prosseguiu o curso secundário no Ginásio Vera Cruz e posteriormente no Instituto de Ensino Secundário. Com apenas 15 anos escreveu sua primeira peça, A COMÉDIA DOS MORALISTAS, que ganhou o 1º lugar no Concurso do Serviço Nacional de Teatro em 1939. Em 1940, fez o curso preparatório para o curso de Engenharia e, no ano seguinte, para o curso de Direito.

Ingressou na Faculdade de Direito do Estado do Rio em 1943, abandonando o curso no 3º ano, quando tinha 21 anos de idade. Estreou no teatro profissional em 1942, com a comédia PÉ-DE-CABRA, encenada no Rio de Janeiro e depois em São Paulo por Procópio Ferreira, que com ele excursionou por todo o país.

Em seguida, escreveu as peças O HOMEM QUE NÃO ERA SEU e JOÃO CAMBÃO. Em 1943, sua peça AMANHÃ SERÁ OUTRO DIA foi encenada pela Comédia Brasileira (companhia oficial do SNT). Assinou contrato de exclusividade com Procópio Ferreira, para a montagem de várias peças subseqüentes.

Em 1944, com 22 anos, a convite de Oduvaldo Viana (pai), foi trabalhar na Rádio Pan-Americana (São Paulo), fazendo adaptações de peças, romances e contos para o "Grande Teatro Pan-Americano". Além de teatro, passou a escrever romances: DUAS SOMBRAS APENAS (1945), UM AMOR E SETE PECADOS (1946), A DAMA DA NOITE (1947) e QUANDO É AMANHÃ (1948).

Em 1948, regressou ao Rio de Janeiro, onde passou a trabalhar em várias rádios, sucessivamente: Rádio Tupi e Rádio Tamoio (1950), Rádio Clube do Brasil (1951) e Rádio Nacional (1956).

Em 1950, com 28 anos de idade, casou-se com Janete Emmer (Janete Clair), com quem teve cinco filhos: Guilherme, Alfredo (falecido), Denise, Alfredo e Marcos Plínio (falecido).

No inicio de 1953, viajou à União Soviética com uma delegação de escritores, para as comemorações do 1º de Maio. Por essa razão, ao voltar ao Brasil, foi demitido da Rádio Clube do Rio. Seu nome foi incluído na "lista negra", e durante nove meses seus textos para a televisão tiveram que ser negociados com a TV Tupi em nome de colegas.

Em 1959, escreveu a peça O PAGADOR DE PROMESSAS, que estreou no TBC, em São Paulo, sob direção de Flávio Rangel e com Leonardo Vilar no papel principal. Dias Gomes ganhou projeção nacional e internacional. A peça, traduzida para mais de uma dúzia de idiomas, foi encenada em todo o mundo. Adaptada pelo próprio autor para o cinema, O PAGADOR DE PROMESSAS, dirigido por Anselmo Duarte, recebeu a Palma de Ouro no Festival de Cannes, em 1962.

Nesse ano, recebeu o Prêmio Cláudio de Sousa, da Academia Brasileira de Letras, com a peça A INVASÃO. Em 1964, Dias Gomes foi demitido da Rádio Nacional, da qual era diretor-artístico, pelo Ato Institucional n. 1, enquanto O PAGADOR DE PROMESSAS estreava em Washington e A INVASÃO era encenada em Montevidéu.

A partir de então, participou de diversas manifestações contra a censura e em defesa da liberdade de expressão. Ele próprio teve várias peças censuradas durante a vigência do regime militar (O BERÇO DO HERÓI, A REVOLUÇÃO DOS BEATOS, O PAGADOR DE PROMESSAS, A INVASÃO, ROQUE SANTEIRO, VAMOS SOLTAR OS DEMÔNIOS OU AMOR EM CAMPO MINADO).

Fez parte do Conselho de Redação da Revista Civilização Brasileira desde seu lançamento, em 1965. Contratado, desde 1969, pela TV Globo, produziu inúmeras telenovelas, além de minisséries, seriados e especiais (telepeças).

Apesar da censura, não interrompeu a produção teatral, e várias peças suas foram encenadas entre 1968 e 1980, destacando-se DR. GETÚLIO, SUA VIDA E SUA GLÓRIA (Vargas), em parceria com Ferreira Gullar, encenada no Teatro Leopoldina, de Porto Alegre, em 1969, O BEM-AMADO, encenada no Teatro Gláucio Gil, do Rio de Janeiro, em 1970, O SANTO INQUÉRITO, no Teatro Teresa Rachel, do RIO, EM 1976, E O REI DE RAMOS, no Teatro João Caetano, em 1979.

Em 1980, em decorrência da decretação da Anistia, foi reintegrado aos quadros da Rádio Nacional, e trabalhos seus, como Roque Santeiro, foram liberados para apresentação. Do período pós-Anistia é a peça CAMPEÕES DO MUNDO, encenada em novembro de 1980 no Teatro Vila-Lobos, do Rio.

Em 1983, Vargas (nova versão de Dr. Getúlio) estreou no Teatro João Caetano, do Rio.

Outros trabalhos: A comédia dos moralistas (1939); Esperidião, (1938); Ludovico, (1940); Amanhã será outro dia (1941); Pé-de-cabra (1942); João Cambão (1942); O homem que não era seu (1942); Sinhazinha (1943); Zeca Diabo (1943); Eu acuso o céu (1943); Um pobre gênio (1943); Toque de recolher (revista), em parceria com José Wanderlei (1943).

Doutor Ninguém (1943); Beco sem saída (1944); O existencialismo (1944); A dança das horas (inédita), adaptação do romance Quando é amanhã (1949); O bom ladrão, (1951); Os cinco fugitivos do Juízo Final (1954); O pagador de promessas (1959); A invasão (1960); A revolução dos beatos (1961); O bem-amado (1962); O berço do herói (1963); O santo inquérito (1966); O túnel (1968).

Vargas (Dr. Getúlio, sua vida e sua glória), em parceria com Ferreira Gullar (1968); Amor em campo minado (Vamos soltar os demônios) (1969); As primícias (1977); Phallus, inédita (1978); O rei de Ramos (1978); Campeões do mundo (1979); Olho no olho, inédita (1986); Meu reino por um cavalo (1988).

Televisão: Telenovelas na TV Globo: A ponte dos suspiros, sob o pseudônimo de Stela Calderón (1969); Verão vermelho, (1969/1970); Assim na terra como no céu (1970/1971); Bandeira 2 (1971/1972); O bem-amado (1973); O espigão (1974); Saramandaia (1976); Sinal de alerta (1978/1979); Roque Santeiro (1985/1986); Mandala, sinopse e primeiros 20 capítulos (1987/1988); Araponga, com Ferreira Gullar e Lauro César Muniz (1990/1991).

Minisséries: Um tiro no coração, em co-autoria com Ferreira Gullar, inédita (1982); O pagador de promessas (1988); Noivas de Copacabana (1993); Decadência (1994); O fim do mundo (1996).

Seriados: O bem-amado (1979/1984); Expresso Brasil (1987). Especiais (Telepeças): O bem-amado, em adaptação de Benjamin Cattan, TV Tupi, TV de Vanguarda (1964); Um grito no escuro (O crime do silêncio), TV Globo, Caso Especial (1971); O santo inquérito, em adaptação de Antonio Mercado, TV Globo, Aplauso (1979); O boi santo, TV Globo (1988); A longa noite de Emiliano, inédita, TV Globo.

Romances: Duas sombras apenas (1945); Um amor e sete pecados (1946); A dama da noite (1947); Quando é amanhã (1948); Sucupira, ame-a ou deixe-a (1982); Odorico na cabeça (1983); Derrocada (1994); Decadência (1995).

Contos: A tarefa ou Onde estás, Castro Alves? In: Livro de cabeceira do homem, ano I, v. III (Civilização Brasileira, 1967); A tortuosa e longa noite de Emiliano Posada, inédito.

Cinema: O pagador de promessas, direção de Anselmo Duarte, Leonardo Vilar, Glória Menezes, Dionísio Azevedo, Geraldo Del Rey, Norma Benguell, Othon Bastos e Antonio Pitanga (1962); O marginal (roteiro), direção de Carlos Manga, com Tarcísio Meira e Darlene Glória (1974); O rei do Rio (adaptação de O rei de Ramos), direção de Bruno Barreto, com Nuno Leal Maia, Milton Gonçalves e Nelson Xavier (1985); Amor em campo minado, direção de Pastor Vera, Cuba (1988).

A obra escrita de Dias Gomes foi reunida na COLEÇÃO DIAS GOMES, coordenação de Antonio Mercado, composta dos seguintes volumes: 1. Os heróis vencidos (1989); 2 . Os falsos mitos (1990); 3. Os caminhos da revolução (1991); 4. Espetáculos musicais (1992); 5. Peças da juventude (1994); 6. Rádio e TV 7. Contos.

No dia 16.11.1980, faleceu sua esposa, a novelista Janete Clair. A peça VAMOS SOLTAR OS DEMÔNIOS (AMOR EM CAMPO MINADO), em que procurou discutir a situação do intelectual dentro de um regime político autoritário, já liberada pela censura, estreou no Teatro Santa Isabel, de Recife, em 1984.

Nesse ano, 1984, com 62 anos de idade, casou-se com Maria Bernardete, com quem teve duas filhas: Mayra e Luana.

Em 1985, criou e dirigiu, até 1987, a Casa de Criação Janete Clair, na TV Globo. A novela ROQUE SANTEIRO foi levada ao ar pela TV Globo, após 10 anos de interdição pela censura. A peça O REI DE RAMOS foi adaptada para o cinema, com o título O REI DO RIO, com direção de Bruno Barreto.

Dias Gomes conquistou numerosos prêmios por sua atuação no Rádio e por sua obra para teatro, cinema e televisão. Poucas obras, no Brasil, foram tão premiadas quanto O PAGADOR DE PROMESSAS, que mereceu, entre outros, o Prêmio Nacional de Teatro, do Instituto Nacional do Livro, o Prêmio Governador do Estado de São Paulo, o Prêmio Padre Ventura, do Círculo Independente de Críticos Teatrais, o Prêmio Melhor Autor Brasileiro, da Associação Brasileira de Críticos Teatrais e o Prêmio Governador Estado da Guanabara.

No exterior, a peça foi laureada no III Festival Internacional de Teatro em Kaltz (Polônia), em 1963, no cinema, recebeu a Palma de Ouro do Festival Internacional de Cinema de Cannes, em 1962, e o Prêmio Fipa de Prata, de Cannes, em 1988.

Outros trabalhos de Dias Gomes também foram distinguidos com os mais importantes prêmios nacionais em sua especialidade. Romancista, contista e teatrólogo. Faleceu em São Paulo no dia 18.05.1999, com 77 anos de idade.

Eleito em 11.04.1991 para a Cadeira 21, na sucessão de Adonias Filho. Foi recebido em 16.07.1991, pelo acadêmico Jorge Amado.

Sua Cadeira 21, na Academia Brasileira de Letras tem como Patrono Joaquim Serra, Fundador José do Patrocinio, sendo também ocupada por Mario de Alencar, Olegário Mariano, Álvaro Moreira, Adonias Filho, Dias Gomes, Roberto Campos e Paulo Coelho.

Não é mencionado no livro BAIANOS ILUSTRES(1979), de Antonio Loureiro de Souza.

Muito bem analisado na ENCICLOPÉDIA DE LITERATURA BRASILEIRA, de Afrânio Coutinho e J. Galante, edição do MEC, 1990, com revisão de Graça Coutinho e Rita Moutinho, em 2001.

Apesar de sua importância, não é estudado no DICIONÁRIO HISTÓRICO-BIOGRÁFICO BRASILEIRO(2001, 5 volumes, 6.211 páginas), da Fundação Getúlio Vargas e nem é convenientemente referido, em nenhuma das enciclopédias nacionais, Delta, Barsa, Larousse, Mirador, Abril, Koogan/Houaiss, Larousse Cultural, etc.

É verbete do DICIONÁRIO BIOBIBLIOGRÁFICO REGIONAL DO BRASIL, de Mário Ribeiro Martins, via INTERNET, dentro de ENSAIO, no site www.usinadeletras.com.br ou www.mariomartins.com.br





SÉTIMO OCUPANTE DA CADEIRA 21-ROBERTO CAMPOS(Roberto de Oliveira Campos), de Cuiabá, Mato Grosso, 17.04.1917, escreveu, entre outros, LANTERNA NA POPA(Memórias-1944), NA VIRADA DO MILENIO(Ensaio-1998), sem dados biográficos completos nos livros e sem qualquer outra informação ao alcance da pesquisa, via textos editados. Filho de Waldomiro Campos e de Honorina de Campos. Após os estudos primários em sua terra natal, deslocou-se para outros centros, onde também estudou.

Foi para Minas Gerais. Formou-se em Filosofia em 1934 e em Teologia em 1937, nos Seminários Católicos de Guaxupé e Belo Horizonte. Em 1938, com 21 anos, lecionou no Ginásio de Batatais, interior paulista. Mudou-se para o Rio de Janeiro. Ingressou no Serviço Diplomático Brasileiro em 1939, com 22 anos de idade, por concurso.

Em 1942, foi para os Estados Unidos. Mestrado em Economia pela Universidade George Washington, Washington D. C. Estudos de pós-graduação na Universidade de Columbia, Nova York. Doutor Honoris Causa pela Universidade de Nova York, NY, 1958. Doutor Honoris Causa pela Universidade Francisco Marroquim, Guatemala, 1996.

Ex-deputado Federal pelo PPB - RJ por duas legislaturas (1990 / 1998), após cumprir oito anos de mandato como senador (1982 / 1990) por Mato Grosso, sua terra natal. Foi Embaixador do Brasil em Washington e em Londres. Participou, ao lado de Eugênio Gudin, do Encontro de Bretton Woods, que criou o Banco Mundial e o FMI - Fundo Monetário Internacional. Negociou os créditos internacionais do Brasil no pós-guerra (origem da Companhia Siderúrgica Nacional - Volta Redonda).

Coordenou as ações econômicas do Plano de Metas do Governo Juscelino Kubitschek e foi ministro do Planejamento e Coordenação Econômica durante o Governo Castelo Branco. Defensor incondicional das liberdades democráticas e da livre iniciativa durante mais de 40 anos, em palestras, conferências, livros e artigos, defendeu a inserção do Brasil no contexto da economia internacional, com base na estabilidade monetária, na redução do tamanho e da influência da máquina administrativa nas atividades produtivas e na modernização das relações entre o Estado e a sociedade.

No seu ideário, estiveram as reformas da Constituição, da Previdência Social, fiscal e partidária, além da aceleração do processo de privatização das empresas estatais. Criador do FGTS - Fundo de Garantia por Tempo de Serviço -, da Caderneta de Poupança, do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico (posteriormente com o apêndice Social) e do Estatuto da Terra.

Crítico ferrenho do dirigismo estatal, irônico nos comentários sobre as teses e diatribes esquerdizantes e profundo observador das transformações sócio-político-econômicas do mundo.

Atividades Profissionais: Conselheiro Econômico da Comissão de Desenvolvimento Econômico Brasil-Estados Unidos (1951 / 1953). Diretor, Gerente Geral e Presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico (1952 / 5 / 9). Secretário-geral do Conselho de Desenvolvimento Econômico (1956 / 1959). Professor das cadeiras de Moeda e Crédito e Conjuntura Econômica da Faculdade de Economia, Universidade do Brasil (1956 / 1961). Embaixador itinerante para negociações financeiras na Europa Ocidental (1961). Delegado a Conferências internacionais, inclusive ECOSOC e GATT (1959 / 1961).

Embaixador do Brasil nos Estados Unidos (1961 / 1961). Ministro de Estado para o Planejamento e Coordenação Econômica (1964 / 1967). Membro do Comitê Interamericano para a Aliança para o Progresso, representando o Brasil, Equador e Haiti (1964 / 1967). Presidente do Conselho Interamericano de Comércio e Produção (CICYP) (1968 / 1970).

Embaixador do Brasil na Corte de Saint James (1975 / 1982). Senador da República, representando o Estado de Mato Grosso (1983 / 1990). Deputado Federal pelo Estado do Rio de Janeiro, eleito em outubro de 1990 e reeleito em 15.11.1994. Membro da Junta de Governadores do Centro de Pesquisas de Desenvolvimento Internacional (Canadá).

Membro da Junta de Diretores da Fundação de Recurso para o Futuro (USA). Membro do Grupo dos Trinta, sobre reforma monetária (USA). Membro do Conselho consultivo do Instituto de Estudos Internacionais da Universidade de Stanford (USA). Presidente do Conselho Municipal de Desenvolvimento - COMUDES - da Cidade do Rio de Janeiro (1999). Membro do Conselho de Administração do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social - BNDES (1999).

Outros trabalhos: Artigos técnicos, relatórios sobre desenvolvimento e economia internacional, publicados em várias revistas e jornais.

Livros: Economia, Planejamento e Nacionalismo - APEC Editora S.A. (1963). Ensaios de História Econômica e Sociologia - APEC Editora S.A. (1964). A Moeda, o Governo e o Tempo - APEC Editora S.A. (1964). Política Econômica e Mitos Políticos - APEC Editora S.A (1965). A Técnica e o Riso - APEC Editora S.A (1967). Reflections on Latin American Development - University of Texas Press (1967). Do Outro Lado da Cerca - APEC Editora S.A (1968).

Ensaios Contra a Maré - APEC Editora S.A (1969). Temas e Sistemas - APEC Editora S.A (1970). Função da Empresa Privada - Gráfica Editora Rainha Lescal Ltda. (1971). O Mundo que Vejo e não Desejo - José Olympio Editora (1976). Além do cotidiano - Editora Record (1985). Ensaios Imprudentes - Editora Record (1987).

Guia para os Perplexos - Editora Nórdica (1988). O Século Esquisito - Editora Topbooks (1990). Reflexões do Crepúsculo - Editora Topbooks (1991). A Lanterna na Popa (Memórias) - Editora Topbooks (1994). Antologia do Bom Senso - Editora Topbooks (1996). Na virada do Milênio (Ensaios) - Editora Topbooks (1998).

Co-autor: Trends in International Trade (Relatório do GATT). Partners in Progress (Relatório do Comitê Pearson do Banco Mundial). A Nova Economia Brasileira (com M.H. Simonsen) - José Olympio Editora (1974). Formas Criativas no Desenvolvimento Brasileiro (com M.H. Simonsen) - APEC Editora S.A. (1975).

Casou-se com Maria Stella Tambelini de Oliveira Campos, com quem teve os filhos Sandra, Roberto e Luís Fernando. Economista, diplomata e professor. Faleceu no Rio de Janeiro, RJ, no dia 09.10.2001, com 84 anos de idade.

Sétimo ocupante da Cadeira 21, eleito em 23.09.1999, na sucessão de Dias Gomes e recebido pelo Acadêmico Antonio Olinto em 26.10.1999.

Sua Cadeira 21 na Academia Brasileira de Letras tem como Patrono Joaquim Serra, Fundador José do Patrocinio, sendo também ocupada por Mario de Alencar, Olegário Mariano, Álvaro Moreira, Adonias Filho, Dias Gomes, Roberto Campos e Paulo Coelho.

Pouco analisado na ENCICLOPÉDIA DE LITERATURA BRASILEIRA, de Afrânio Coutinho e J. Galante, edição do MEC, 1990, com revisão de Graça Coutinho e Rita Moutinho, em 2001.

Com sua importância, é grandemente estudado no DICIONÁRIO HISTÓRICO-BIOGRÁFICO BRASILEIRO(2001, 5 volumes, 6.211 páginas), da Fundação Getúlio Vargas e é convenientemente referido, em todas as enciclopédias nacionais, Delta, Barsa, Larousse, Mirador, Abril, Koogan/Houaiss, Larousse Cultural, etc.

É verbete do DICIONÁRIO BIOBIBLIOGRÁFICO REGIONAL DO BRASIL, de Mário Ribeiro Martins, via INTERNET, dentro de ENSAIO, no site www.usinadeletras.com.br ou www.mariomartins.com.br





OITAVO OCUPANTE DA CADEIRA 21-PAULO COELHO(Paulo Coelho de Sousa), Carioca, do Rio de Janeiro, 24.08.1947, escreveu, entre outros, ARQUIVOS DO INFERNO(1982), BRIDA(1990), O DOM SUPREMO(1991), VALKIRIAS(1992), NA MARGEM DO RIO PEDRA EU SENTEI E CHOREI(1994), sem dados biográficos completos nos livros e sem qualquer outra informação ao alcance da pesquisa, via textos publicados. Após os estudos primários em sua terra natal, deslocou-se para outros centros, onde também estudou. Filho do Engenheiro Pedro Paulo Coelho e de Ligia Coelho. Pouco revela de sua infância e adolescência.

Dedicou-se também à musica, tornando-se Compositor. Foi Diretor da Companhia Discográfica CBS e Diretor do jornal EXPRESS UNDERGROUD.

Em 1981, com 34 anos de idade, casou-se com a Artista Plástica Christina Oiticica. Foi Professor de Teatro e secretario de redação do jornal O GLOBO. Fundou a REVISTA 2001.

Em parceria com Raul Seixas, fez a composição de cerca de 60(sessenta) músicas, tendo como interpretes nomes como Rita Lee e Elis Regina. Tem coluna semanal nos maiores jornais do Brasil, entre os quais, O GLOBO e FOLHA DE SÃO PAULO.

Escreve também para jornais de dezenas de paises, dentre outros, Alemanha, Espanha, Grécia, Itália, Polônia, etc.

Em 1982, com 35 anos, editou ele mesmo seu primeiro livro, ARQUIVOS DO INFERNO, que não teve qualquer repercussão.

Em 1985, mandou recolher o livro O MANUAL PRÁTICO DO VAMPIRISMO, por considera-lo de má qualidade. Publicou dezenas de outros livros, destacando-se DIARIO DE UM MAGO(1987), O ALQUIMISTA(1988), A QUINTA MONTANHA(1996), AS CONFISSÕES DO PEREGRINO(1999), HISTÓRIAS PARA PAIS, FILHOS E NETOS(2001).

É considerado um fenômeno mundial de vendas de livros de sua autoria, tendo vendido até março de 2000, um total de 27 milhões de exemplares. Seu trabalho está traduzido para 56 línguas e editado em mais de 150 países.

Membro do Board do Instituto Shimon Peres Para a Paz. Conselheiro Especial da UNESCO para "Diálogos Interculturais e convergências espirituais". Membro da diretoria da Schwab Foundation for Social Entrepreneurship. Membro da Academia Brasileira de Letras.

Principais prêmios e condecorações: Grand Prix Litteraire Elle (França/95)· Knight of Arts and Letters (França 96)· Flaiano International Award (Itália 96). Super Grinzane Cavour Book Award (Itália 96) · Golden Book (Iugoslávia 95, 96, 97, 98) · Finalist for the "International IMPAC Literary Award (Irlanda, 97) ·

Comendador de Ordem do Rio Branco" (Brasil 1998) · Crystal Award World Economic Forum ( 99) · Golden Medal of Galicia (Espanha, 99) · Chevalier de L Ordre National de la Legion d Honneur (França 2000) · Crystal Mirror Award (Polônia 2000) · Premio Fregene de Literatura (Itália, 2001) · Premio Bambi de Personalidade Cultural do Ano (Alemanha, 2001).

Destaques: Os direitos de filmagem de O ALQUIMISTA foram adquiridos pela Warner Brothers, que deu ao ator Laurence Fishburne a incumbência de dirigir e produzir o filme. O alquimista já foi elogiado por autores como o prêmio Nobel de literatura Kenzaburo, o prêmio Nobel da Paz Shimon Peres, e foi considerado por Madonna e Julia Roberts como o livro favorito.

The Graduate School of Business of the University of Chicago recomenda O ALQUIMISTA no seu currículo de leitura. Também foi adotado em escolas da França, Italia, Portugal, Brasil, Taiwan, Estados Unidos, e Espanha, entre outros países. A edição ilustrada de O alquimista, feita pelo desenhista Moebius, já foi publicada em vários países. BMG Classics lançou o CD A sinfonia do alquimista, pelo compositor Walter Taieb, inspirada no livro.

Outros projetos incluem um musical no Japão, uma peça clássica pelo italiano Irlando Danieli para o Scala de Milão, e peças de teatro no Brasil, Turquia, Iugoslávia, Croácia, Noruega, Polônia, Eslováquia, França. O livro O ALQUIMISTA está adotado em escolas de mais de trinta países. França, Argentina, México, Espanha, tem edições especiais para alunos.

Conseguiu ter três títulos ao mesmo tempo nas listas de mais vendidos na França, Brasil, Polônia, Suíça, Áustria, Argentina, Grécia e Croácia. Sua Santidade o Papa João Paulo II recebeu o autor no Vaticano, em 1998. O escritor italiano Umberto Eco elogiou VERONIKA. O Forum Econômico Mundial distinguiu o autor com o seu prêmio mais importante, o Crystal Award.

Paulo Coelho já foi convidado por cinco vezes consecutivas para participar da reunião do Forum, em Davos, Suíça. Mantem uma coluna semanal em O GLOBO, na FOLHA DE SÃO PAULO, e vários jornais brasileiros, além de jornais no México, Argentina, Chile, Bolívia, Polônia, Itália, Espanha, Venezuela, Chile, Grécia, Taiwan, Romênia, Alemanha, e outros dez países.

No mês de março 2000 o governo francês concedeu ao autor sua mais prestigiosa distinção, Chevalier de L Ordre National de la Legion d Honneur. No mês de Janeiro 2001, passou a fazer parte da Diretoria da Schwab Foundation for Social Entrepreneurship, que distribui anualmente um premio de U$ 1 milhão para os empreendedores sociais.

No ano de 2001, gravou documentários para a TV irlandesa (Seven Days - a Journey with Paulo Coelho), Japonesa ( The road of Kumano em fevereiro, The Road of Santiago em setembro), Canal People & Arts ("Paulo Coelho, o alquimista da palavra"), entre outros. O Demônio e a Srta. Prym atingiu os primeiros lugares da lista dos mais vendidos em todos os países onde já foi publicado.

Outros trabalhos: Arquivos do Inferno (1982); O diário de um mago (1986); O Alquimista (1988); Brida (1990), As Valkírias (1992); Na margem do rio Piedra eu sentei e chorei (1994); a coletânea das melhores colunas publicadas na Folha de São Paulo: Maktub (1994); uma compilação de textos seus em Frases (1995), O Monte Cinco (1996).

O manual do guerreiro da luz (1997), Veronika decide morrer (1998), O demônio e a Srta. Prym (2000), a coletânea de contos tradicionais em Histórias para pais, filhos e netos (2001), Onze Minutos (2003) e O Zahir (2005). Fez também a adaptação de O dom supremo (Henry Drummond) e Cartas de Amor de um profeta (Khalil Gibran). É também co-autor de músicas com Raul Seixas: Eu nasci há dez mil anos atrás, Gita, Al Capone.

Oitavo ocupante da Cadeira 21, eleito em 25.07.2002, na sucessão de Roberto Campos e recebido em 28.10.2002, pelo Acadêmico Arnaldo Niskier.

Sua Cadeira 21, na Academia Brasileira de Letras tem como Patrono Joaquim Serra, Fundador José do Patrocinio, sendo também ocupada por Mario de Alencar, Olegário Mariano, Álvaro Moreyra, Adonias Filho, Dias Gomes, Roberto Campos e Paulo Coelho.

Pouco analisado na ENCICLOPÉDIA DE LITERATURA BRASILEIRA, de Afrânio Coutinho e J. Galante, edição do MEC, 1990, com revisão de Graça Coutinho e Rita Moutinho, em 2001.

Apesar de sua importância, não é estudado no DICIONÁRIO HISTÓRICO-BIOGRÁFICO BRASILEIRO(2001, 5 volumes, 6.211 páginas), da Fundação Getúlio Vargas e nem é convenientemente referido, em nenhuma das enciclopédias nacionais, Delta, Barsa, Larousse, Mirador, Abril, Koogan/Houaiss, Larousse Cultural, etc.

É verbete do DICIONÁRIO BIOBIBLIOGRÁFICO REGIONAL DO BRASIL, de Mário Ribeiro Martins, via INTERNET, dentro de ENSAIO, no site www.usinadeletras.com.br ou www.mariomartins.com.br







CADEIRA 22

A esta Cadeira, estão vinculados os seguintes nomes:

José Bonifácio-PATRONO(Bordéus, França, 08.11.1827).

Medeiros e Albuquerque-FUNDADOR(Recife, Pernambuco, 04.09.1867).

Miguel Osório de Almeida(Rio de Janeiro, RJ, 01.08.1890).

Luís Viana Filho(Paris, França, 28.03.1908).

Ivo Pitanguy(Belo Horizonte, Minas Gerais, 05.07.1926).





BIOGRAFIAS:



PATRONO DA CADEIRA 22-JOSÉ BONIFÁCIO(José Bonifácio de Andrada e Silva, o Moço), de Bordéus, França, 08.11.1827(nasceu durante o exílio dos Andradas na França), escreveu, entre outros, ROSAS E GOIVOS(Poesias-1848), O BARÃO E O SEU CAVALO(Poema-1866), DISCURSOS PARLAMENTARES(1880), sem dados biográficos completos nos livros e sem qualquer outra informação ao alcance da pesquisa, via textos editados. Filho de Martim Francisco e Gabriela Frederica Ribeiro de Andrade. Sobrinho-Neto do Patriarca da Independência José Bonifácio. Após os estudos primários em sua terra natal, deslocou-se para outros centros, onde também estudou.

Voltou para o Brasil ainda jovem. Em 1842, com 15 anos de idade, começou o curso secundário na Escola Militar, mas logo abandonou o projeto da carreira de armas, por motivos de saúde.

Em 1853, com 26 anos, formou-se Bacharel em Ciências Jurídicas e Sociais, pela Faculdade de Direito de São Paulo. Ensinou como substituto na Faculdade de Direito do Recife, entre 1854 e 1858.

Em 1859, com 32 anos, foi para São Paulo, onde se consagrou como professor catedrático nas Arcadas Paulistas. Fez do ensino eficaz instrumento de pregação liberal, exercendo influência em discípulos como Rui Barbosa, Castro Alves, Afonso Pena, Salvador de Mendonça e Joaquim Nabuco. Deputado provincial (1860) e geral, por duas legislaturas (1861-68).

Ministro da Marinha (1862) e do Império (1864) no Ministério Zacarias. Defendeu a descentralização administrativa, os ideais de uma burguesia romântica e progressista e o que, na linguagem parlamentar de então, se dizia a “soberania popular”.

Eleito senador em 1879, foi um dos participantes da campanha abolicionista. Rejeitou, em 1883, a Presidência do Conselho, oferecida por D. Pedro II. Sua conduta política e seu ininterrupto contato com os discípulos tornaram-no o ídolo de toda a geração emancipadora, a que se filiaram Rui Barbosa, Castro Alves e Joaquim Nabuco.

Enquanto orador, desejou ser a voz de todos os problemas do país: na campanha abolicionista, na oposição liberal e na Guerra do Paraguai.

Outros trabalhos: Rosas e goivos, poesia (1848): Memória histórica da Faculdade de Direito de São Paulo (1859); Discursos parlamentares (1880); Poesias, texto organizado e apresentado por Alfredo Bosi e Nilo Scalzo (1962).

Poeta, professor, orador e político. Faleceu, repentinamente, em São Paulo, SP, em 26.10.1886, com 59 anos de idade.

É o patrono da Cadeira 22, por escolha do fundador Medeiros e Albuquerque. Sua Cadeira 22, na Academia Brasileira de Letras tem como Patrono(ele mesmo José Bonifácio), Fundador Medeiros e Albuquerque, sendo também ocupada por Miguel Osório de Almeida, Luis Viana Filho e Ivo Pitanguy.

Pouco analisado na ENCICLOPÉDIA DE LITERATURA BRASILEIRA, de Afrânio Coutinho e J. Galante, edição do MEC, 1990, com revisão de Graça Coutinho e Rita Moutinho, em 2001.

Apesar de sua importância, não é estudado no DICIONÁRIO HISTÓRICO-BIOGRÁFICO BRASILEIRO(2001, 5 volumes, 6.211 páginas), da Fundação Getúlio Vargas e nem é convenientemente referido, em nenhuma das enciclopédias nacionais, Delta, Barsa, Larousse, Mirador, Abril, Koogan/Houaiss, Larousse Cultural, etc.

É verbete do DICIONÁRIO BIOBIBLIOGRÁFICO REGIONAL DO BRASIL, de Mário Ribeiro Martins, via INTERNET, dentro de ENSAIO, no site www.usinadeletras.com.br ou www.mariomartins.com.br





FUNDADOR DA CADEIRA 22- MEDEIROS E ALBUQUERQUE(José Joaquim de Campos da Costa de Medeiros e Albuquerque), de Recife, Pernambuco, em 4.09.1867, escreveu, entre outros, O MEQUETREFE(Poesia-1888), CANÇÕES DA DECADÊNCIA(Poesia-1887), O REMORSO(Poesia-1889), MÃE TAPUIA(Contos-1900), O PERIGO AMERICANO(Ensaio-1919), O ASSASSINATO DO GENERAL(Contos-1926), A ARTE DE CONQUISTAR AS MULHERES(Ensaio-1931), POR TERRAS ALHEIAS(Viagem-1931), SEGREDO CONJUGAL(Contos-1932), O UMBIGO DE ADÃO(Contos-1932), sem dados biográficos completos nos livros e sem qualquer outra informação ao alcance da pesquisa, via textos editados. Filho do quarto casamento de José Joaquim de Campos da Costa de Medeiros e de Maria Carolina Ribeiro de Medeiros.

Seu pai era Conselheiro do Império e faleceu em 1892. Sua mãe era viúva do Caricaturista Henrique Fleuiss. Após os estudos primários em sua terra natal, deslocou-se para outros centros, onde também estudou.

Depois de aprender as primeiras letras com sua mãe, cursou o Colégio Pedro II, no Rio de Janeiro. Em 1880, com 13 anos, acompanhou o pai em viagem para a Europa. Em Lisboa, foi matriculado na Escola Acadêmica, e ali permaneceu até 1884, com 17 anos.

De volta ao Rio de Janeiro, fez um curso de História Natural com Emílio Goeldi e foi aluno particular de Sílvio Romero. Trabalhou inicialmente como professor primário adjunto, entrando em contato com os escritores e poetas da época, como Paula Ney e Pardal Mallet.

Estreou na literatura em 1889, quando tinha 22 anos, com os livros de poesia PECADOS E CANÇÕES DA DECADÊNCIA. Em 1888, com 21 anos, estava no jornal NOVIDADES, ao lado de Alcindo Guanabara. Nas vésperas da proclamação da República, foi a São Paulo em missão junto a Glicério e Campos Sales.

Com a vitória da República, em 15.11.1889, foi nomeado, pelo ministro Aristides Lobo, secretário do Ministério do Interior e, em 1892, por Benjamin Constant, vice-diretor do Ginásio Nacional. Foi professor da Escola de Belas Artes (desde 1890). Vogal e presidente do Conservatório Dramático (1890-1892). Professor das escolas de 2o grau (1890-1897).

É o autor da letra do Hino da República. Simultaneamente às atividades de funcionário público, exercia as de jornalista. Durante o período florianista, dirigiu O FIGARO. Foi nesse jornal que teve ocasião de denunciar a deposição que se tramava em Pernambuco do Governador Barbosa Lima.

Em 1894, com 27 anos de idade, foi eleito Deputado Federal por Pernambuco. Estreou na Câmara conseguindo a votação para a lei dos direitos autorais. Em 1897, foi nomeado Diretor Geral da Instrução Pública do Distrito Federal.

Como opositor do Presidente Prudente de Moraes, foi forçado a pedir asilo à Embaixada do Chile. Demitido do cargo, foi aos tribunais defender seus direitos e obteve a reintegração. Voltou também à Câmara dos deputados, formando nas fileiras de oposição a Hermes da Fonseca.

Durante o quatriênio militar (1912-1916), foi viver em Paris.

De volta ao Brasil, defendeu a entrada do Brasil na guerra que devastava a Europa, em campanha que contribuiu para o rompimento de relações do Brasil com a Alemanha. Suas conferências se tornaram famosas no Rio de Janeiro. Ocupou a Secretaria Geral da Academia Brasileira de Letras de 1899 a 1917.

Foi autor da primeira reforma ortográfica ali promovida. Foi quem respondeu a Graça Aranha, quando do rompimento deste com a Academia. Por ocasião da campanha da Aliança Liberal, esteve ao lado do governo Washington Luís.

Vitoriosa a revolução de 30, refugiou-se na Embaixada do Peru. De 1930 a 1934, dedicou-se às atividades de colaborador diário da GAZETA DE SÃO PAULO e de outros jornais do Rio de Janeiro e às suas múltiplas atividades na Academia, onde fazia parte da Comissão do Dicionário e era redator da Revista.

Empenhou-se nos debates então travados em torno da simplificação da ortografia. Era um grande defensor da idéia da simplificação, e seu último artigo na GAZETA DE SÃO PAULO, publicado no dia de sua morte, versou sobre esse assunto. Na imprensa, escreveu também sob os pseudônimos Armando Quevedo, Atásius Noll, J. dos Santos, Max, Rifiúfio Singapura.

Outros trabalhos: Pecados (1889); Canções da decadência (1889); Poesias 1893-1901 (1904); Fim (1922); Poemas sem versos (1924); Quando eu falava de amor (1933).

Contos: Um homem prático (1898); Mãe Tapuia (1900); Contos escolhidos (1907); O assassinato do general (1926); O umbigo de Adão (1932); Se eu fosse Sherlock Holmes (1932); Segredo conjugal, em colaboração com outros (1934); Surpresas (1934).

Romances: Marta (1920); Mistério, em colaboração (1921); Laura (1933).

Teatro: O escândalo, drama (1910); Teatro meu... e dos outros (1923).

Ensaios e Conferências: Em voz alta (1909); O silêncio é de ouro (1912); Pontos de vista (1913); O Hipnotismo (1921); Graves e fúteis (1922); A obra de Júlio Dantas (s.d.); Literatura alheia (1914); Páginas de crítica (1920); Homens e coisas da Academia (1934).

Memórias e Viagens: Por alheias terras... (1931); Minha vida Da infância à mocidade 1867-1893 (1933); Minha vida Da mocidade à velhice 1893-1934 (1934); Quando eu era vivo... Memórias 1867 a 1934, edição póstuma e definitiva (1942).

Pensamentos e Polêmicas: Pensamentos de Medeiros e Albuquerque. Coligidos por Maurício de Medeiros (s.d.); Polêmicas. Coligidas e anotadas por Paulo de Medeiros e Albuquerque (1941).

Política: O regime presidencial no Brasil (1914); Parlamentarismo e presidencialismo (1932). Publicou ainda discursos e conferências na Revista da Academia; dirigiu e prefaciou a edição das Poesias completas de Pedro II.

Jornalista, professor, político, contista, poeta, orador, romancista, teatrólogo, ensaísta e memorialista.

Perto do seu falecimento, redigiu a nota da própria morte com dados biográficos, pedindo que o sepultassem num caixão de terceira classe e que a família não fizesse luto. Faleceu no Rio de Janeiro, RJ, em 9.06.1934, com 67 anos de idade.

Compareceu às sessões preliminares de instalação da Academia Brasileira de Letras. É o fundador da Cadeira 22, que tem como patrono José Bonifácio, o Moço. Recebeu os Acadêmicos Augusto de Lima, Ataulfo de Paiva e Fernando Magalhães.

Sua Cadeira 22, na Academia Brasileira de Letras tem como Patrono José Bonifácio, Fundador(ele mesmo, Medeiros e Albuquerque), sendo também ocupada por Miguel Osório de Almeida, Luis Viana Filho e Ivo Pitanguy. Foi Presidente da Academia Brasileira de Letras em 1924.

Muito bem estudado no DICIONÁRIO BIOBIBLIOGRÁFICO DE POETAS PERNAMBUCANOS(1993), de Lamartine Morais.

Bem analisado na ENCICLOPÉDIA DE LITERATURA BRASILEIRA, de Afrânio Coutinho e J. Galante, edição do MEC, 1990, com revisão de Graça Coutinho e Rita Moutinho, em 2001.

Apesar de sua importância, não é estudado no DICIONÁRIO HISTÓRICO-BIOGRÁFICO BRASILEIRO(2001, 5 volumes, 6.211 páginas), da Fundação Getúlio Vargas e nem é convenientemente referido, em nenhuma das enciclopédias nacionais, Delta, Barsa, Larousse, Mirador, Abril, Koogan/Houaiss, Larousse Cultural, etc.

É verbete do DICIONÁRIO BIOBIBLIOGRÁFICO REGIONAL DO BRASIL, de Mário Ribeiro Martins, via INTERNET, dentro de ENSAIO, no site www.usinadeletras.com.br ou www.mariomartins.com.br





SEGUNDO OCUPANTE DA CADEIRA 22-MIGUEL OSÓRIO DE ALMEIDA, Carioca, do Rio de Janeiro, 01.08.1890, escreveu, entre outros, HOMENS E COISAS DA CIENCIAS(1925), VULGARIZAÇÃO DO SABER(1931), ALMAS SEM ABRIGO(Romance-1933), TRATADO ELEMENTAR DE FISIOLOGIA(1937), ENSAIOS, CRITICAS E PERFIS(1938), AMBIENTE DE GUERRA NA EUROPA(1943), sem dados biográficos completos nos livros e sem qualquer outra informação ao alcance da pesquisa, via textos editados. Filho de Gabriel de Almeida e Carlota Cardoso Osório de Almeida. Após os estudos primários em sua terra natal, deslocou-se para outros centros, onde também estudou.

Foi educado nos colégios Kopke e Alfredo Gomes. Em 1907, com 17 anos de idade, matriculou-se na Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro, pela qual se doutorou Medico, em 1911, com 21 anos.

Formado, dedicou-se à profissão, ao magistério superior e ao serviço público. Preparador de fisiologia. Interno de clínica médica do prof. Miguel Couto. Foi livre-docente da Faculdade de Medicina. Entre outros cargos, ocupou o de Diretor do Laboratório do Instituto Osvaldo Cruz. Diretor do Instituto de Biologia Animal do Ministério da Agricultura.

Diretor-geral da Diretoria Nacional de Saúde e Assistência Médico-Social, Professor da Escola Superior de Agricultura e Medicina Veterinária. Professor e Reitor da Universidade do Distrito Federal, no Rio de Janeiro. Escreveu trabalhos científicos que viriam a ter repercussão em vários países da Europa.

Como homem de letras, estreou em 1925, quando seu volume de ensaios HOMENS E COISAS DE CIÊNCIA chamou a atenção dos intelectuais.

Em 1931, com 41 anos, publicou um segundo livro de ensaios, A VULGARIZAÇÃO DO SABER. Pertenceu a muitos institutos científicos do Brasil e do exterior, tendo sido laureado com o Prêmio Einstein da Academia de Ciências do Brasil e com o Prêmio Sicard da Faculdade de Medicina de Paris.

Participou de inúmeros congressos internacionais e foi membro da Comissão Internacional de Cooperação Intelectual da Sociedade das Nações.

Outros trabalhos: Homens e coisas de ciência (1925); A vulgarização do saber (1931); Almas sem abrigo (1933); Tratado elementar de Fisiologia (1937); Ensaios, críticas e perfis (1938); Ambiente de guerra na Europa (1943); e mais cento e sessenta memórias, notas e monografias científicas publicadas em várias línguas e em diversas revistas brasileiras, francesas, italianas, alemãs, argentinas e uruguaias.

Na Academia Brasileira de Letras, exerceu os cargos de primeiro-secretário (1936), secretário-geral (1937 e 1945) e presidente (1949). Médico fisiologista, cientista, professor e ensaísta. Faleceu no Rio de Janeiro, em 02.12.1953, com 63 anos de idade.

Segundo ocupante da Cadeira 22, eleito em 5.09.1935, na sucessão de Medeiros e Albuquerque e recebido pelo Acadêmico Roquette-Pinto em 23.11.1935.

Sua Cadeira 22, na Academia Brasileira de Letras tem como Patrono José Bonifácio, Fundador Medeiros e Albuquerque, sendo também ocupada por Miguel Osório de Almeida, Luis Viana Filho e Ivo Pitanguy. Foi Presidente da Academia Brasileira de Letras em 1949.

Pouco analisado na ENCICLOPÉDIA DE LITERATURA BRASILEIRA, de Afrânio Coutinho e J. Galante, edição do MEC, 1990, com revisão de Graça Coutinho e Rita Moutinho, em 2001.

Apesar de sua importância, não é estudado no DICIONÁRIO HISTÓRICO-BIOGRÁFICO BRASILEIRO(2001, 5 volumes, 6.211 páginas), da Fundação Getúlio Vargas e nem é convenientemente referido, em nenhuma das enciclopédias nacionais, Delta, Barsa, Larousse, Mirador, Abril, Koogan/Houaiss, Larousse Cultural, etc.

É verbete do DICIONÁRIO BIOBIBLIOGRÁFICO REGIONAL DO BRASIL, de Mário Ribeiro Martins, via INTERNET, dentro de ENSAIO, no site www.usinadeletras.com.br ou www.mariomartins.com.br





TERCEIRO OCUPANTE DA CADEIRA 22-LUÍS VIANA FILHO, de Paris, França, 28.03.1908, mas (registrado no Distrito da Sé, Salvador, BA), escreveu, entre outros, A SABINADA(Historia-1938), A LINGUA DO BRASIL(Ensaio-1936), A VIDA DE RUI BARBOSA(Biografia-1941), A VERDADE NA BIOGRAFIA(Ensaio-1945), O ULTIMO ANO DE RUI NA BAHIA(Biografia-1972), O CULTO DA BOA CONVERSA(Romance-1985), sem dados biográficos completos nos livros e sem qualquer outra informação ao alcance da pesquisa, via textos editados. Filho de Luís Viana e de Joana Gertrudes Fichtner Viana.

Em virtude da atividade de seu pai, saiu de Salvador e foi para o Rio de Janeiro. Cursou as primeiras letras no Colégio Anchieta, em Friburgo, e no Colégio Aldridge, no Rio de Janeiro. Matriculou-se no Colégio Pedro II (Rio de janeiro). Passou também pelo Ginásio da Bahia (Salvador) e pelo Externato Burlamaqui Moura e em cursos particulares em Salvador.

Em 1925, com 17 anos de idade, matriculou-se na Faculdade de Direito da Bahia, formando em Ciências Jurídicas e Sociais, em 8.12.1929, com 21 anos.

Ainda em 1925, iniciou-se no jornalismo, trabalhando no DIÁRIO DA BAHIA e posteriormente no jornal A TARDE, onde permaneceu até 1946, inclusive como Redator.

Em 1933, com 25 anos, foi contratado Professor de Direito Internacional Público na Faculdade de Direito da Bahia, em substituição ao professor Bernardino de Sousa. Em 1940, por concurso, tornou-se professor catedrático de Direito Internacional Privado. Em 1943, com 35 anos, fundada a Faculdade de Filosofia da Bahia, foi nomeado professor de História do Brasil, cargo em que se aposentou.

Em 1934, foi eleito Deputado Federal pelo Partido Libertador da Bahia, mandato que exerceu até a dissolução do parlamento pelo golpe de estado de 1937. Em 1945, foi eleito para a Constituinte de 1946, e sucessivamente reeleito deputado federal pela Bahia nas legislaturas iniciadas em 1950, 1954, 1958, 1962 e 1966.

Em 1964, vitoriosa a Revolução, foi nomeado Ministro para Assuntos da Casa Civil da Presidência da República no Governo de Castelo Branco (1964-67), havendo durante algum tempo acumulado com o Ministério da Justiça (1966).

Em 1967, com 59 anos, foi eleito Governador do Estado da Bahia, que governou até 1971. Em 1974, com 66 anos, foi eleito Senador pela Bahia, tendo ocupado a presidência do Senado de 1978 a 1980.

Granjeou renome nacional com a publicação de A VIDA DE RUI BARBOSA, em 1941, biografia a que se seguiram as de Joaquim Nabuco, Barão do Rio Branco, Machado de Assis, José de Alencar e Eça de Queirós, que lhe asseguram lugar de destaque entre os cultores desse gênero, de tal modo que Alceu Amoroso Lima o chamaria de “Príncipe dos nossos biógrafos”.

Não foi, porém, como biógrafo que Luís Viana Filho iniciou-se no campo das letras, e, sim, como autor de trabalhos históricos, dentre os quais se destaca O NEGRO NA BAHIA, publicado em 1946, que logo se tornou um clássico para os estudiosos dos problemas suscitados pela integração e aculturação do negro trazido para o Brasil pela escravidão.

Era membro do Instituto Histórico e Geográfico da Bahia. Membro da Academia de Letras da Bahia. Membro benemérito do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro. Membro correspondente da Academia Internacional de Cultura Portuguesa, da Academia das Ciências de Lisboa e da Academia da História de Portugal.

Em 1971, ano da comemoração do centenário da morte de Castro Alves, promoveu a reconstrução da casa onde nasceu o poeta, na Fazenda Cabaceiras, município de Buriti, Bahia.

Outros trabalhos: A Sabinada. A república baiana de 1837, história (1938); A língua do Brasil, ensaio (1936); A vida de Rui Barbosa, biografia (1941); A verdade na biografia, ensaio (1945); O negro na Bahia, história (1946); Rui & Nabuco, ensaio (1949).

A vida de Joaquim Nabuco, biografia (1951); A vida do Barão do Rio Branco (1959); A vida de Machado de Assis, biografia (1965); O último ano de Rui na Bahia, história (1972); O governo Castelo Branco, história (1975); A vida de José de Alencar (1979); A vida de Eça de Queirós (1984).

Foi casado com Julieta Pontes Viana, com quem teve seis filhos, um deles, Luis Viana Neto que foi também Senador da República. Professor, jornalista, político, biógrafo, historiador e ensaísta.

Seu pai Luis Viana foi também Senador da Republica, em 1920 e nasceu em Casa Nova, Bahia, em 1846. Luis Viana Filho faleceu em São Paulo, SP, em 5.06.1990, com 82 anos de idade.

Terceiro ocupante da Cadeira 22, eleito em 8.04.1954, na sucessão de Miguel Osório de Almeida e recebido pelo Acadêmico Menotti del Picchia em 15.04.1955. Recebeu os Acadêmicos Deolindo Couto e Américo Jacobina Lacombe.

Sua Cadeira 22, na Academia Brasileira de Letras tem como Patrono José Bonifacio, Fundador Medeiros e Albuquerque, sendo também ocupada por Miguel Osório de Almeida, Luis Viana Filho e Ivo Pitanguy.

Não é referido no livro BAIANOS ILUSTRES(1979), de Antonio Loureiro de Souza.

Pouco analisado na ENCICLOPÉDIA DE LITERATURA BRASILEIRA, de Afrânio Coutinho e J. Galante, edição do MEC, 1990, com revisão de Graça Coutinho e Rita Moutinho, em 2001.

Com sua importância, é grandemente estudado no DICIONÁRIO HISTÓRICO-BIOGRÁFICO BRASILEIRO(2001, 5 volumes, 6.211 páginas), da Fundação Getúlio Vargas e é convenientemente referido, em todas as enciclopédias nacionais, Delta, Barsa, Larousse, Mirador, Abril, Koogan/Houaiss, Larousse Cultural, etc.

É verbete do DICIONÁRIO BIOBIBLIOGRÁFICO REGIONAL DO BRASIL, de Mário Ribeiro Martins, via INTERNET, dentro de ENSAIO, no site www.usinadeletras.com.br ou www.mariomartins.com.br





QUARTO OCUPANTE DA CADEIRA 22-IVO PITANGUY(IVO HELCIO JARDIM DE CAMPOS PITANGUY), de Belo Horizonte, Minas Gerais, 05.07.1926, escreveu, entre outros, LES CHEMINS DE LA BEAUTÉ(1983), PARATY(1983), EL ARTE DE LA BELEZA(1984), DIREITO A BELEZA(1984), ANGRA DOS REIS MAGOS(1986), UM JEITO DE VER O RIO(1991), APRENDENDO COM A VIDA(1993), sem dados biográficos completos nos livros e sem qualquer outra informação ao alcance da pesquisa, via textos publicados. Filho de Antonio de Campos Pitanguy e de Maria Staël Jardim de Campos Pitanguy. Após os estudos primários em sua terra natal, deslocou-se para outros centros, onde também estudou.

Começou o curso de Medicina em Belo Horizonte, mas terminou em 1946, na Faculdade de Medicina, da Universidade Federal do Rio de Janeiro(UFRJ). Em 1949, fundou a primeira Clinica de Cirurgia da Mão no Brasil, na Casa da Misericórdia do Rio de Janeiro.

Casou-se, em 1955, com 29 anos de idade, com Marilu Nascimento, com quem tem quatro filhos, Ivo, Gisela, Helcius e Bernardo. Muitos estágios e cursos realizados nos EUA e na Europa. Curso de Psicologia Médica – Santa Casa de Misericórdia do Rio de Janeiro, 1945. Curso de Neurocirurgia – Hospital do Pronto Socorro, Rio de Janeiro, 1945. Residência em Cirurgia Geral – Hospital Souza Aguiar, Rio de Janeiro, 1945-47 e Universidade do Brasil, 1947. Interno do Departamento de Cirurgia Geral – Hospital de Nossa Senhora do Socorro e Hospital Moncorvo Filho, Rio de Janeiro, 1947.

Agraciado com bolsa de estudos por concurso pelo “Institute of International Education”, EUA, 1947. “Houseman”, Interno, “Rotating Internship” e Residente-chefe no Serviço de Cirurgia Geral do Bethesda Hospital, Cincinnati, Ohio, EUA, 1948. “Visiting Fellow” na Mayo Clinic, Rochester, Minnesota, 1949.

Médico Assistente Estrangeiro do Dr. John Longacre, Chefe do Serviço de Cirurgia Plástica no Bethesda Hospital, Cincinnati, Ohio, 1949. Também do Prof. Marc Iselin, Serviço de Cirurgia da Mão, “Clinique de la Montagne” e “Hôspital Américain”, Paris, França, 1950-51. Também dos Profs. C. Dufourmentel e R. Mouly, Serviço de Cirurgia Plástica do “Hôspital Saint Louis”, França, 1951.

Também do Prof. Paul Tessier, Serviço de Cirurgia Plástica do “Hôspital Foche”, Suresnes, França, 1951; de Sir Harold Gillies, Serviço de Cirurgia Plástica do “Park Prewet Hospital”, “Basingstoke and Rooksdownhouse Hospital”, Londres, 1951-1952, de Sir Archibald McIndoe, Serviço de Cirurgia Plástica do “Queen Victoria Hospital”, East Grinstead, Inglaterra 1951-52; do Prof. Kilner, Serviço de Cirurgia Plástica do “Churchill Hospital”, Londres, 1951-52; do Prof. Pulvertaft, Serviço de Cirurgia Plástica do “Royal Orthopedics Hospital”, Derbydhire, Inglaterra, 1952.

“Visiting Fellow” em serviços de cirurgia plástica de vários hospitais e clínicas dos Estado Unidos, França, Inglaterra, Alemanha Suécia e Argentina, 1949 a 1961: “Cincinnati General Hospital”, Cincinnati, Ohio, 1949; “Mayo Clinic”, Rochester, Minnesota, 1949; serviço do Dr. John Marquis Converse, New York, 1949; “Maison Départamentale de Nanterre”, França, 1950-51; serviço do Prof. Schmidt, Stuttgart, 1956; serviço do Prof. Ragnell, Estocolmo, 1956; serviço dos Profs. E. Malbec e Hector Marino, Buenos Aires, 1958; serviço dos Profs. R. Tubiana e Morel Fatio, Paris, 1961.

Chefe do Serviço de Queimaduras e de Cirurgia Reparadora do Hospital Souza Aguiar, Rio de Janeiro, 1952-55; chefe do Serviço de Cirurgia da Mão, 13ª. Enfermaria da Santa Casa da Misericórdia do Rio de Janeiro, 1952-59. Fundador e chefe do Serviço de Cirurgia Plástica, 38ª. Enfermaria da Santa Casa da Misericórdia do Rio de Janeiro, de 1954 até a presente data. Fundador e diretor da Clínica Ivo Pitanguy, Departamento de Cirurgia Plástica da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro, de 1963 até a presente data, e do Instituto de Pós-Graduação Médica Carlos Chagas, Rio de Janeiro, de 1986 até a presente data. Organizador e chefe do Serviço de Queimados do Hospital Antônio Pedro, criado por ocasião do sinistro do Gran Circo Norte-Americano, Niterói, 1961.

Organizador e professor de diversos cursos em sua especialidade: 1º. Curso de Atualização em Cirurgia Plástica, promovido pela Escola de Pós-Graduação da Sociedade de Medicina e Cirurgia, Rio de Janeiro, 1954; 1º. Curso de Cirurgia da Mão, Rio de Janeiro, 1960; 1º. Curso de Extensão Universitária em Cirurgia Plástica da Universidade do Brasil, ministrado no Auditório da Clínica Ivo Pitanguy, 1964; 1º. Curso de Atualização em Cirurgia Plástica do Colégio Brasileiro de Cirurgiões, Rio de Janeiro, 1968.

Curso Teórico-Prático sobre Rinoplastias, Clínica Ivo Pitanguy – Curso de Extensão da Universidade do Brasil, 1968. Organizador do 1º. Curso de Cirurgia Plástica da Academia Nacional de Medicina, 1989. Diretor e Organizador dos Cursos de Verão da Universidade Complutense de Madrid, Madri, 1990-1991. Curso de Cirurgia Plástica do “XXVIII World Congress of the International College of Surgeons”, São Paulo; diversos cursos de reciclagem em Cirurgia Plástica na Academia Nacional de Medicina.

Professor titular do Curso de Especialização em Cirurgia Plástica da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro, de 1960 até a presente data; do Departamento de Cirurgia Plástica da Escola de Medicina da Fundação Educacional Souza Marques, 1975-77; membro participante da 1ª. Missão Cultural e Científica à República Popular da China, 1977.

Professor titular do Curso de Mestrado em Cirurgia Plástica da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro, de 1980 até a presente data; do Curso de Especialização em Cirurgia Plástica do Instituto de Pós-Graduação Médica Carlos Chagas, de 1986 até a presente data.

Responsável pelo treinamento de aproximadamente 500 cirurgiões plásticos do Brasil e de 50 outros países, formados pelo Curso de Especialização em Cirurgia Plástica (3 anos), sob sua orientação na Clínica Ivo Pitanguy e na Santa Casa da Misericórdia do Rio de Janeiro.

Em 1999, com 73 anos de idade, recebeu homenagem especial da Associação dos ex-alunos da Escola de Pós-Graduação Ivo Pitanguy, que completou 25 anos.

Professor convidado em aproximadamente uma centena de instituições (hospitais, universidades e associações de Cirurgia Plástica) de diversos países, para conferências sobre suas técnicas cirúrgicas, destacando-se: a “Maison Départamentale de Nanterre”, a convite do Prof. Marc Iselin, Paris, França, 1961; a Universidade de Bruxelas, a convite de NATO, Bruxelas, Bélgica, 1963; da “New York University”, a convite do Prof. Herbertt Conqay, New York, EUA, 1964; a Escola de Medicina da Universidade de Buenos Aires, Argentina, 1969; a “Freien Universität de Berlin”, a convite dos Profs. E. Harndt e H.H. Naumann, Berlim, Alemanha, 1969; os “Imperial Welfare Organization Hospitals”, a convite de Sua Alteza Imperial, Princesa Farah Diba, Teerã, Irã, 1970.

Também da Universidade de Istambul, a convite do Ministro da Saúde de Istambul, Turquia, 1975; o “King Hussein Medical Center”, a convite de Sua Majestade, Rei Hussein, da Jordânia, 1976; o Ministério da Saúde do Kwait, a convite do Governo do Kwait, Kwait, 1980; a “International Society of Aesthetic Plastic Surgery”, Tóquio, Japão, 1981; o International Symposium of Plastic Surgery, Beijing, China, 1984; a “Association d’Aide aus Paralysés du Sud du Maroc”, Marrocos, 1986; o “Martedi di San Domenico”, a convite do “Centro San Domenico”, Bologna, Itália, 1988.

Também da “Monaco-USA Association”, a convite de Sua Majestade, Príncipe Rainier, Monte Carlo, Mônaco, 1988; o “Westeinde Hospital”, a convite da Dutch Society for Aesthetic Plastic Surgery”, Haia, Holanda, 1988.

Primeiro professor convidado pela Universidade de Berlim para proferir Conferência Magna no Hospital Charité, após a unificação das duas Alemanhas, Berlim, 1991; a Sociedade Alemã de Medicina Estética (Lindau, Alemanha), 1999.

Fez inúmeras demonstrações cirúrgicas em encontros, seminários, simpósios e congressos nacionais e internacionais. Nos anos recentes: XXXIV Congresso de Cirurgia Plástica – Curso Internacional Multidisciplinar: A FACE DO SÉCULO XXI, 1997; Congresso Nacional da Sociedade Italiana de Medicina e Cirurgia (Bolonha, Itália), 1997.

Presidente de honra do XVI Congresso Internacional da Sociedade Francesa de Cirurgia Estética (Paris), 1999; convidado especial do American Society for Aesthetic Plastic Surgery Annual Meeting – New Frontiers in Aesthetic Surgery (Dallas, Texas), 1999; III Congresso Nordeste de Mastologia e XIV Jornada Norte Nordeste de Cirurgia Plástica, 1999; XXXVI Congresso Brasileiro de Cirurgia Plástica (Rio de Janeiro), 1999.

Unico convidado brasileiro do “1999 Symposium Giants in Aesthetic Plastic Surgery & Aesthetic of the Aging Face” (Nova York), 1999; único brasileiro convidado a participar dos “Entretiens du XXème Siècle”, organizados pela UNESCO (Paris), 2000.

Diretor do Departamento de Cirurgia Plástica do Colégio Brasileiro de Cirurgiões (1967-69). Presidente de honra do Centro de Estudos Ivo Pitanguy (1968 até a presente data) e da Associação dos Ex-Alunos do Professor Ivo Pitanguy (1974 até a presente data). Presidente do Capítulo de Estética da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (1980-81). Presidente do Conselho Científico da Sociedade Brasileira de Microcirurgia (1985).

Presidente do Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro (1974-85); membro do Conselho Deliberativo do Instituto Brasileiro de Educação, Ciência e Cultura – Comissão Nacional da UNESCO (1982); membro do Conselho Estadual de Saúde e Higiene do Rio de Janeiro (1986); membro do Comitê sobre Saúde da Comissão de Estudos Constitucionais (1987-88); membro do Conselho Curador do Jardim Botânico (1989).

Escolhido para fazer parte do Proposed Permanent Faculty, como Presidente de Honra do First International School of Aesthetic Plastic Surgery, pelo Ministério da Saúde da República da Iugoslávia e Avicena, Belgrado (1996). Foi membro do Conselho Editorial do Journal of the American Society of Plastic and Reconstructive Surgery e da Head and Neck Magazine.

Atualmente é membro do Conselho Editorial das seguintes publicações: Revista Médica do Colégio Brasileiro de Cirurgiões, Ophthalmic Plastic Surgery Magazine, Revista Brasileira de Cirurgia Plástica, Vascular Surgery Magazine, Revista Ciências Médicas, Argomenti di Oncologia, Westiminster Publications.

Editor da Seção de Cirurgia Plástica Reconstrutora da Clínica Ivo Pitanguy, órgão de divulgação do Departamento de Cirurgia Plástica da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro e do Instituto de Pós-Graduação Médica Carlos Chagas, editado em português e inglês e publicado pela Revista Brasileira de Cirurgia, indexada internacionalmente (de 1971 até a presente data).

Membro Titular da Academia Nacional de Medicina; Membro do Colégio Brasileiro de Cirurgiões e da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica; Membro do Conselho Deliberativo do Instituto Brasileiro de Educação, Ciência e Cultura (Comissão Nacional da UNESCO); Membro da Société Française de Chirurgie Plastique et Reconstructive; Membro do International College of Angiology; Membro da American Academy of Esthetic Dentistry; Membro do American College of Surgeons e do Brazilian College of Surgeons.

Membro da International Society of Aesthetic Plastic Surgery; Membro da Sociedade Brasileira de Angiologia; Membro da Cincinnati Academy of Medicine; Membro da Sociedade Espanhola de Cirurgia Plástica e Reconstrutora; Membro da British Association of Plastic Surgeons; Membro da Royal Society of Plastic Surgery. Membro da Associação Brasileira de Medicina; Membro da Association of Plastic and Reconstructive Surgeons of South Africa. Membro da Academia Mineira de Medicina; Membro da Sociedade Brasileira de Mastologia.

Membro Honorário Estrangeiro da Associação Médica Argentina. Membro Fundador da American Trauma Society; Membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia de Mão e da Associação Brasileira de Reabilitação; Membro Correspondente da Sociedade Peruana de Cirurgia Plástica; Membro da German Society of Esthetic Medicine; Membro da American Society of Plastic Surgery e da American Society of Facial Plastic and Reconstructive Surgery.

Membro Honorário Estrangeiro da Associação Medica Latino-Americana. Membro Editorial da Revista do Médico Residente; Membro do Comitê Parrainage da Revue de Psychanalyse et Clinique Médicale; Membro do Editorial Advisory Board da Revista British Journal of Plastic Surgery; Membro do Comitê Científico da Revista Next Brasil – Instrumentos para inovação; Membro do Conselho editorial da Revista da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica; Membro do Conselho editorial da Revista Ars Curandi, da Editora Lopso.

Membro do Conselho Consultivo da Revista Tempo Brasileiro, fundada (1962) e dirigida pelo ensaísta Eduardo Portella. Consultor Internacional da Revista Gracias Doctor; Membro do Conselho Editorial do Journal of Cutaneous Laser Therapy, USA; Membro do Conseil Medical de Notre Association Friends of the Saanen Hospital; Professor Posgraduate Education in Aesthetic Plastic Surgery pela The Educational Foundation of the International Society of Aesthetic Plastic Surgery; Eleito “Membro de Honra” da Romanian Academy of Medical Sciences, através de seu Presidente Acad. Nicolae Cajal M.D. Ph.D.. Bucharest-Romania.

Título de Membro Honorário da Societãtii Academice Române de Chirurgie Plasticã si Micrichirurgie Reconstructivã, através de seu Presidente Prof. Dr. Ion Lascãr. Bucharest-Romania; Membro de Honra de la Société Française de Chirurgie Esthétique; Homenageado com placa pela Federação Ibero Latinoamericana de Cirurgia Plástica – Iberian Latin America Section – ICPRAS-IPRAF-AMCPER em ocasião de seu XXV Aniversário. Cancun.

Sócio Efetivo da Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular; Eleito Membro Honorário da Academia Amazonense de Medicina. Manaus, Teatro Gebes Medeiros do Ideal Clubeem 27 de junho de 2003.

Doctor Philosophiae Honoris Causa pela Universidade de Tel Aviv, Israel (1986); Doutor Honoris Causa pela Universidade de Santos, SP (1986); Cidadão Honorário do Rio de Janeiro (1976); Chancellier des Universités de Paris (1988); Membro Onorario de la Societá Medica di Bologna, vinculada à Universidade de Bologna (1988).

Professor Honoris Causa da Universidade de Guayaquil e Membro Honorário da Sociedade Equatoriana de Cirurgia Plástica (1994); Doutor Honoris Causa pela Universidade Federal de Alagoas, Maceió (1995); Doutor Honoris Causa pela Universidade Federal da Paraíba, João Pessoa (1996); Cidadão Honorário de Stia, pelas Autoridades Civis e Militares da Região de Toscana, Stia, Itália (1996); Personalidade do Ano, em Nova York (1997); Padre della Chirurgia Estetica Mondiale, conferido pela Sociedade de Cirurgia Estética Italiana (2000).

Eleito o “Cirurgião Plástico do Século”, pela revista Isto É (1999); Eleito um dos “20 Brasileiros Vencedores do Século XX”, em pesquisa realizada pela PPE – Personalidades Patrióticas Empreendedoras (2000). Homenageado pelo Governo do Rio de Janeiro com a Ópera Salomé, no Teatro Municipal do Rio de Janeiro". 24 de setembro de 1998.

Homenageado pelo Governo do Estado de Minas Gerais com a “Medalha Santos Dumont 1998 no Grau Ouro”. Minas Gerais, Município de Santos Dumont, Fazenda Cabungu, 07 de novembro de 1998. Homenageado pelo Colégio Brasileiro de Cirurgiões com a inauguração da “Sala Ivo Pitanguy”, em 1998. Outorgado Diploma correspondente à “Medalha do Mérito Universitário Dr. Fábio Raunheitti”, pela Universidade Iguaçu – UNIG,nos termos de Resolução do Conselho Universitário, por ter prestado públicos e relevantes serviços à causa do Ensino Universitário. Rio de Janeiro, Nova Iguaçu, Campus I, 15 de janeiro de 1999.

Membro do Conselho Superior de Integração Social da Universidade Estácio de Sá. Rio de Janeiro, 1999. Homenageado Especial como “Cirurgião Plástico do Século” pela Revista Nouvelles Esthetiques, no VII Congresso Científico Internacional de Estética. São Paulo, Anhembi, 10-13 de setembro de 1999. Homenageado através da obra oficial “Personalidade Brasileira dos 500 Anos” pelo Centro de Integração Cultural e Empresarial do Estado de São Paulo (CICESP), em comemoração ao V Centenário do Brasil. São Paulo, 2000.

Homenageado como uma das Personalidades do Século pelo Projeto PPE-Brasil 20 (Personalidades Patrióticas Empreendedoras), encartado na Revista Inside Brasil, que focaliza 20 Talentos Brasileiros Vivos Vencedores do Século XX. Brasília, D.F., Espaço Cultural Ivandro Cunha Lima – Anexo I, Senado Federal, 27 de junho de 2000. Homenageado pelo Departamento de Pesquisa da Associação dos Empresários do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná e Mercosul, com o “Troféu Leão de Honra”, que premia e consagra Os Melhores do Ano. São Paulo, 18 de agosto de 2000.

Outorgado Título de "Doutor Honoris Causa" pelo Reitor da Universidade Federal de Santa Maria o Professor Paulo Jorge Sarkis, como reconhecimento à sua meritória atividade médica brasileira à qual deu transcendência mundial. Santa Maria, RS, Universidade Federal de Santa Maria, 10 de novembro de 2000.

Outorgada a “Comenda Ordem do Ponche Verde” no grau oficial pelo Governador do Estado do Rio Grande do Sul Dr. Pedro Simon, por todo seu trabalho realizado à formação de médicos especialistas no Brasil e no Exterior. Rio Grande do Sul, Gabinete do Governador, 10 de novembro de 2000.

Homenageado pelo Parlamento Mundial da Fraternidade Ecumênica, Parla Mundi da LBV, com a “Láurea da Ordem do Mérito da Fraternidade Ecumênica”, na Categoria SAÚDE, como reconhecimento de sua prática humanitária em ações relevantes à solidariedade entre as pessoas e o entendimento entre os povos. São Paulo, 2001.

Condecorado pela Ordem dos Jornalistas do Brasil, através do Presidente José Fernando Miranda Salgado, com a “Medalha do Mérito Jornalístico no Grau de Comendador”, de conformidade com o que dispõe o Decreto Federal no 2605 de 25/05/1998. Rio de Janeiro, 1º de junho de 2001.

Agraciado com o “Diploma de Honra ao Mérito”, pela Câmara Municipal de São João del-Rei, através da Resolução no 1599, pelos relevantes serviços prestados à medicina. Minas Gerais, Câmara Municipal São João del-Rei, 04 de setembro de 2001. Agraciado com o “Título Cidadão Angrense Honorário”, pela Câmara Municipal de Angra dos Reis, de autoria do Vereador Pedro Manoel da Cunha Miguel através do Decreto Legislativo no 483 de 21/08/2001, em razão dos relevantes serviços prestados à Comunidade Angrense. Rio de Janeiro, Angra dos Reis, Teatro Municipal Dr. Câmara Torres – Centro Cultural de Angra dos Reis, 06 de setembro de 2001.

Agraciado com o “Diploma de Oficial R/2 Padrão do Brasil”, pelo Presidente de Honra do III Encontro Nacional de Oficiais da Reserva do Exército (III ENOREX) o General Gleuber Vieira. Rio de Janeiro, Centro de Preparação de Oficiais da Reserva do Rio de Janeiro (CPOR/RJ), 25 de janeiro de 2002. Homenageado com a Comenda “Ordem do Mérito Domingos Martins”, concedendo-lhe o Grau de Grã-Cruz, pela Assembléia Legislativa do Estado do Espirito Santo através do Presid. Dep. José Carlos Gratz (Grão-Mestre Geral da Ordem), em sessão solene de abertura da XV Jornada Centro-Oeste de Cirurgia Plástica. Espírito Santo, Vitória, Plenário da Assembléia Legislativa – Palácio Domingos Martins, 21 de março de 2002.

Homenageado com o “Título Vitalício e a Comenda de Alusiva aos 500 Anos de Angra dos Reis” (Medalha de Bronze), pelo Jornal da Corte e pela Cidade de Angra dos Reis, por reconhecidos serviços prestados em favor do desenvolvimento de Angra dos Reis. Rio de Janeiro, Angra dos Reis, 02 de abril de 2002. Agraciado com a “Medalha Mérito Avante Bombeiro”, pela Secretaria do Estado da Defesa Civil – Secretário Paulo Gomes dos Santos Filho – Cel. BM, através da Portaria CBMERJ no 131 de 11/11/99. Rio de Janeiro, Guadalupe, Escola de Bombeiros Coronel Sarmento, 02 de abril de 2002.

Homenageado com o Troféu "O Amigo do Esteticista" por ocasião da X Jornada Técnica Interdisciplinar em Estética e Cosmetologia do Rio de Janeiro da ASSERJ – Associação Profissional de Estética do Rio de Janeiro, por seu empenho na área da Estética, Saúde e Beleza. Rio de Janeiro, Palácio Capanema, 15 de abril de 2002. Conferido o “Diploma de Mérito Rotário e Reconhecimento” pelo Distrito 4750 de Rotary Internacional, através do Exmo. Sr. Governador Waldenir de Bragança, por sua considerada dedicação à humanidade que se identifica com a Missão Rotary no mundo. Rio de Janeiro, Nova Friburgo, 17 de maio de 2002.

Condecorado com o Prêmio “Personalidade do ano 2002” pela Câmara de Comércio Brasil-França por “seu papel fundamental na consolidação da moderna cirurgia plástica. Rio de Janeiro, Museu Histórico Nacional, 28 de novembro de 2002.

Agraciado com a “Medalha Comemorativa do Centenário do Presidente Juscelino Kubitschek de Oliveira. Rio de Janeiro, Palácio Gustavo Capanema, 06 de dezembro de 2002. Homenageado com a criação do Instituto Brasileiro para Tratamento dos Defeitos Congênitos e Adquiridos Professor Ivo Pitanguy pela Fundação Rômulo Romano. Salvador, 2003.

Recebeu da SBCP o Certificado de Amigo da Memória, por participar com doações relevantes ao Museu Brasileiro de Cirurgia Plástica. São Paulo, 25 de agosto de 2003. Homenageado com Medalha de Honra da UFMG pela Reitora da UFMG e pela Diretora da Cooperação Institucional e Coord. Do Programa Sempre UFMG, Profas. Ana Lúcia A. Gazzola e Maria Cecília Nogueira, como Ex-Aluno Destaque 2003. Belo Horizonte, MG, Auditório de Reitoria – Campus Pampulha, 15 de setembro de 2003.

Conferido Diploma de Amigo do Hospital Central do Exército, por sua contribuição a esta organização militar de saúde, através de seu Diretor Dr. Grimário Nobre de Oliveira. Rio de Janeiro, 15 de outubro de 2003. Homenageado com a inauguração do Espaço Estética Ivo Pitanguy, pelo Centro de Tecnologia em Beleza do SENAC-Rio, através de sua gerente cooperativa Sra. Marilda Vendrame. Rio de Janeiro, SENAC-Rio Beleza, 30 de outubro de 2003.

Homenageado com a inauguração do Centro de Apoio aos Fissurados Ivo Pitanguy, pelo Dr. Pascoal Pinheiro Correia. Teresina, Piauí, novenbro de 2003. Concedido, pela Academia Piauiense de Letras, Diploma e Medalha Lucídio Freitas, através de seu Presidente Dr. Paulo Tarso Mello e Freitas. Teresina, Piauí, 19 de novembro de 2003.

Escolhido para receber o prêmio Personalidade do ano de 1998, pelo "The Brazilian American Chamber of Commerce, Inc.". 22 de outubro de 1998, The Plaza Hotel, Nova York. The AS for APS Inc. em apreciação aos serviços prestados e contribuição no avanço da Cirurgia Estética. Dallas, Texas, 14 a 19 de maio de 1999. O Governo da Cidade de Buenos Aires – Secretaria de Saúde confere “Diploma de Honra “Premio Internacional por La Salud 1999” e “Medalha de Ouro” ao Prof. Ivo Pitanguy – Médico do Ano de 1999 – por seu trabalho exemplar na docência de Cirurgia Plástica na Argentina e humanitário. Buenos Aires (AR), Teatro Colón, 26 de novembro de 1999.

Condecorado com a “La Medaille d’Or” pelo Conseil Supérieur de la Còmmission des Distinctions de la Société d’Encouragement au Progrès – Promotion 1999. Paris, Palais du Luxembourg – Salle Medicis, 22 de janeiro de 2000. Condecorado com o “Grado di Cavaliere de Nell’Ordini Dei Santi Maurizio e Lazzaro. Geneva, Napoli, 15 de junho de 2001.

Conferido o Título de “Honoree Member of Romanian Academy of Medical Sciences” pelo Presidente da RASPSRM Prof. Dr. Ioan Lascar, por sua especial contribuição para o desenvolvimento da especialidade. Bucharest, Romania, 11 de maio de 2002. Outorgado Título de “Doctor Honoris Causa” pela La Universidad Autónoma de Guadalajara, por seus altos méritos científicos, humanitários e docentes, através de seu Reitor Lic. Antonio Leaño Álvarez del Castillo. Guadalajara, Jalisco, México, 22 de julho de 2002.

Membro do Honorary Committee of the Exhibition INVERTED UTOPIAS: Avant-garde in Latin America, organizado pelo The Museum of Fine Arts of Houston. Houston, Texas, USA, 27 de Janeiro de 2004. Título de Doutor Honoris Causa da Universidade Estácio de Sá, Rio de Janeiro, 2004. Nacionais: Medalha Mérito Tamandaré (1969); condecorado Grão-Mestre da Ordem do Rio Branco, grau de Comendador (1970).

Condecorado com a Ordem Grande Medalha da Inconfidência, pelo Governo de Minas Gerais (1979); condecorado com a Medalha Pacificador, pelo Ministério da Guerra, por destacados serviços prestados ao Exército Brasileiro (1980); foi-lhe outorgada a placa Mérito Rotárico, por relevantes serviços prestados à comunidade (1984).

Nomeado Comendador da Ordem do Mérito Judiciário do Trabalho (1986); homenageado com o prêmio “Alfred Jurzykowski” pela Academia Nacional de Medicina (1987); foi-lhe outorgada a Ordem do Poncho Verde, Governo do Estado do Rio Grande do Sul (1988); condecorado com a Medalha do Mérito Médico, pelo Ministério da Saúde (1988); homenageado como ex-aluno do Centro de Preparação de Oficiais da Reserva de Belo Horizonte (1991).

Honrarias Estrangeiras: Condecorado com a Ordem Nacional al Mérito, pela República do Equador (1966); condecorado com o Grand Cordon da Ordem Al-Kawkab Al-Urduni, pela sua Majestade Rei Hussein da Jordânia (1976); condecorado com a Ordem Andrés Bello, pelo Presidente Carlos Andrés Péres, da Venezuela (1979); condecorado com a Medalha Honra ao Mérito, pelo International College of Surgeons (1980).

Homenageado como Primeiro Professor Visitante Kazanjian pela Harvard Medical School e Massachusetts General Hospital, Massachusetts, EUA (1981); homenageado com o prêmio Golden Saw Award, pela American Academy of Facial Plastic and Reconstructive Surgery, EUA (1983); outorgado o primeiro Humanitarian Award pela Auxiliary of the Hathaway Home for Children, Chicago, EUA (1984); outorgado Le Prix de Promotion Internationale – Recherche Medicale pelo Institut International de Promotion et de Prestige afiliado a UNESCO, Genebra, Suíça (1984).

Condecorado com a Ordem Ouissan Alaouite de l’Ordre de Commandeur, por Sua Majestade Rei Hassan II, Marrocos (1984); condecorado com l’Ordre de Chevalier de la Légion d’Honneur, França (1986); outorgado o Humanitarian of the Year Award pelo Mount Sinai Hospital, Chicago, EUA, (1987); convidado de honra da cidade de Berlim por ocasião da celebração dos seus 750 anos, durante o First International Scientific and Cultural Symposium of the Alumini Association of Professor Ivo Pitanguy, Berlim (1987); outorgado Medaille de la Cancellerie des Universités de Paris, pela Sra. Hélène Ahrweiler, Reitora da Academia e Chanceler da Universidade de Paris, França (1988).

Outorgado o prêmio “Cultura per la Pace” pela Sua Santidade o Papa João Paulo II e pela Associação Insieme per la Pace, Itália (1989); Diploma de Reconhecimento Institucional pela Faculdade de Ciências Médicas da Universidade Central do Equador, Quito (1994); outorgado o prêmio Chimera d’Oro, Itália (1996); Grand Prix de la Société d’Or, de la Société d’Encouragement au Progrès, no Palais de Luxembourg, pelo Senado francês (2000).

Grande Oficial da Ordem ao Mérito da República Italiana, Governo Italiano (2000). Participou, em fevereiro de 1992, da comemoração do bicentenário de Dieffenbach, no Hospital Charité, em Berlim, quando foi agraciado com a Medalha Dieffenbach. Presidente Honorário do First International Congress of Lipoplasty, em Marseille (1992); convidado de honra do Eighth International Congress of the S.F.D.E., em San Remo (1992).

Jurado do Prêmio Nacional Jorge Amado de Literatura e Arte, organizado pelo Governo do Estado da Bahia – Secretaria de Cultura e Turismo. Bahia, 10 de agosto de 2002. Participação no Projeto Hands, cuja renda foi revertida para a Instituição Beneficiente TenYad que atua no combate à fome. São Paulo, 22 de setembro de 2003. Participação no Projeto de Pesquisa da Universidade Estácio de Sá – Coleção Gente. Livro com depoimentos biográficos do Prof. Ivo Pitanguy, editado pela Editora Rio. Rio de Janeiro, Copacabana Palace Hotel – Salão Nobre, 10 de setembro de 2003.

Participação no 1o. Encontro Internacional de Ortodontia – Ortopedia Facial, organizado pela Associação Paulista de Cirurgiões Dentistas, sendo representado pelo Dr. Luiz Victor Carneiro Furtuna Júnior, na qualidade de conferencista com o tema: “Aspectos filosóficos e cirúrgicos da harmonia facial”. Marília, SP, Sun Valley Park Hotel, 19 e 20 de abril de 2002.

Conferência sobre “Cirurgia plástica e dignidade humana”realizada no Rotary International – Distrito 4750 – “A humanidade e a nossa missão”, por ocasião da XVII Conferência Distrital: “Encontro das Águias da Paz”. Nova Friburgo(RJ), 17 de maio de 2002. Proferiu palestra sobre o tema:” Tratamento cirúrgico do terço superior da face”, na reunião mensal do curso Integrado dos serviços Credenciados da SBCP. Reg.-Rio de Janeiro. Rio de Janeiro, 28 de agosto de 2002.

Proferiu palestra sobre o tema:”O conceito de beleza através dos tempos”, no Seminário realizado pelo Instituto Ary Carvalho – Mulher, moda e beleza num mundo em transformação. Rio de Janeiro, 28 de agosto de 2002. Participou do Encontro “Economia do Futuro”, conduzido por Henrique Meirelles, como parte do Programa Gestão do Futuro 2002, no Palácio das Artes. Belo Horizonte, 24 de outubro de 2002.

Proferiu palestra sobre: “O Conceito de Beleza Através dos Tempos”, no auditório da H.Stern, no dia 26 de junho de 2003. Participação no II Encontro Nacional de Residentes da SBCP e XXII Jornada Carioca de Cirurgia Plástica Estética, organizados pela SBCP, na qualidade de palestrante com a conferência: “Cirurgia do Contorno Corporal”. Rio de Janeiro, Hotel Sofitel, 31 de julho, 01 e 02 de agosto de 2003.

Participou como palestrante no Centro de Estudos do Instituto Oswaldo Cruz, com o tema: “A Importância Social da Cirurgia Plástica. Rio de Janeiro, Fundação Oswaldo Cruz – IOC, 05 de dezembro de 2003. Participação no III Curso de Avances em Cirugía Estética – Actualización en Liposucción y Abdominoplastia, organizado pela Clínica Mato Ansorena/ Clinica Laluz. Madrid, 19 e 20 de setembro de 2003.Conferência sobre “La Chirurgie esthetique du Wieillissement cutané” no Anti-Aging World Conference 2003 – The Conference Book. Paris, França, AAWC Technical Organization, 28 de fevereiro a 2 de março de 2003.

Participação na Reunião Conjunta com a Academia Nacional de Medicina, Académie Nationale de Médicine e Academie Nationale de Chirurgie, apresentando o tema: “Chirurgie de la Silhouette”. Paris, Academie Nationale de Médicine, 23-25 de março de 2003. Participação no III Simpósio Internacional de Cirurgia Plástica, organizado pelo Dr. Carlos Uebel e Dr. Ewaldo Bolivar, na qualidade de conferencista com o tema: “Cirurgia do Envelhecimento” e Relator do Painel: “Cirurgia da Face: as novidades e o que mudou nos últimos cinco anos”. São Paulo, SP, Maksoud Plaza Hotel, 15 à 17 de março de 2002.

Participou da XV Jornada Centro Oeste de Cirurgia Plástica, organizada pela SBCP-Regional ES, na qualidade de conferencista com o tema: “Cirurgia do Contorno Corporal”. Vitória, ES, Novotel Vitória, 21 a 23 de março de 2002. Participação no 14º. Encontro da AEXPI, organizado pela mesma. Na ocasião foi homenageado pelo Dr. Claudio Rebello. Rio de Janeiro, Hotel Sofitel do Rio Palace, 30 e 31 de julho de 2002.

Participação na XXI Jornada Carioca de Cirurgia Plástica, realizada pela SBCP-Regional Rio, na qualidade de: Congressista; Palestrante da apresentação “Cirurgias ao Vivo – Hospital da Plástica” com a demonstração cirúrgica: “Mastoplastia – Técnica pessoal” e Conferencista com o tema: “Estágio atual da mastoplastia de redução”. Rio de Janeiro, RJ, Hotel Sofitel do Rio Palace, 01 a 03 de agosto de 2002.

Participação no 10o. Congresso Científico Internacional de Estética, promovido pela Revista Les Nouvelles Esthétiques, na qualidade de conferencista com o tema: “O Corpo e o Tempo”. Na ocasião lhe foi conferido o “Diploma de Honra” por sua participação. Rio de Janeiro, Hotel Intercontinental, 01 a 04 de agosto de 2002.

Participou da XXI Jornada de Cirurgia Plástica, organizada pela SBCP-Regional Rio, na qualidade de palestrante da: Conferência I:”Estágio atual da mastoplastia de redução”e Mesa Redonda I: “Debate sobres as demonstrações cirúrgicas”. Rio de Janeiro, RJ, Hotel Sofitel, 03 de agosto de 2002. Participou do IV Congresso Brasileiro de Cirurgia Plástica Videoendoscópica e XI Jornada Mineira de Cirurgia Plástica, organizados pela SBCP-Regional de Minas Gerais, na qualidade de Conferencista com o tema: “Aspectos filosóficos e cirúrgicos da cirurgia do envelhecimento facial”. Belo Horizonte, MG, Centro de Convenções Lifecenter, 12 a 14 de setembro de 2002.

Participação no XXXIX Congresso Brasileiro de Cirurgia Plástica Curso Internacional Avançado, na qualidade de Co-autor do trabalho: Inclusão de implante mamário via transaréolomamilar apresentado na sessão: Tema livre 13: Próteses. Salvador, BA, Centro de Convenções, 20 a 23 de novembro de 2002.

Participação na Jornada sobre Avanços em Medicina, organizado pela Federação Brasileira de Academias de Medicina e Academia Amazonense de Medicina, na qualidade de palestrante com o tema: “Avanços em Cirurgia Plástica”. Manaus, AM, Escola Superior de Ciências da Saúde da Universidade do Estado do Amazonas, 27 de junho de 2003. Participação no XII Congresso Médico Acadêmico da Unicamp, organizado pela Faculdade de Ciências Médicas Unicamp, na qualidade de conferencista com o tema: “A Importância Social da Cirurgia Plástica”. Campinas, SP, 6 a 8 de outubro de 2003.

Participação no 40o Congresso Brasileiro de Cirurgia Plástica – Curso Internacional Avançado, organizado pela SBCP, na qualidade de congressista, co-autor dos trabalhos nas sessões de temas livres: STL 5 – Medicina Estética: “Cirurgia Plástica no paciente idoso – Experiência na 38a Enfermaria da Sta Casa de Misericórdia do RJ.

STL 6 – Cirurgia Reparadora: “Doença de Von Recklinghausen – Abordagem cirúrgica no Serviço do Prof. Ivo Pitanguy; SRL 7 – Lipoaspiração: “Torsoplastia em homens: aspectos psicossociais da cirurgia do contorno corporal masculino; STL 8 – Mama: “Avaliação da incisão transareolomamilar; STL 12 – Rinoplastia: “Abordagem cirúrgica do rinofima no Serviço do Prof. Ivo Pitanguy; STL 31 – Miscelânea: “Sistematização do tratamento do Nevus Piloso Gigante no Serv. De C.P. e Reparadora do Prof. Ivo Pitanguy.

STL 34 – Redução de Mama: “Mamaplastia Redutora: correlação clínica, radiológica e histológica; STL 35 – MMS/MMI: “Condutas de rejuvenescimento do membro superior: indicação, técnica cirúrgica e resultados; e relator 1 da Mesa Redonda 16: Mama. Fortaleza, CE, Centro de Convenções, 22 de novembro de 2003.

Participação no New Horizon in Cosmetic Surgery Symposium, organizado por PSEF e ASAPS, na qualidade de congressista. Indian Wells, Califórnia, 23 a 25 de janeiro de 2004. The Aesthetic Meeting 2003 – Revolutions in Cosmetic Surgery – Blending Beauty and Technology – Annual Meeting of ASAPS & ASERF – (36 th. Aniversary Meeting), como Professor do Teaching Course com os temas: “Personal Experience in the Treatment of Different Breast Deformities” e “Practical Adjuncts to your Facial Rejuvenation Practice”. Boston, MA, May, 15-21, 2003. 48th.

Meeting and World Congress of the International Academy of Cosmetic Surgery at the Black Sea, organizado pela National Bulgarian Society for Aesthetic Surgery and Aesthetic Medicine, como convidado de Honra, conferencista com os temas: “Surgery in Facial Ageing” e “Corporal Contour”. Riviera, Varna, Bulgária, Jun. 6-9 de 2003.

Participação no 18th Annual Surgery Symposium, organizado pelo Northside Hospital, Plastic Surgery Education Foundation and Southeastern Society of Plastic and Reconstructive Surgeons, na qualidade de observador da demonstração cirúrgica: “Correction of Aesthetic Breast Problems: A Thirty Year Experience”. Atlanta, Georgia, Grand Hyatt Hotel, 25 a 27 de janeiro de 2002.

Participação no Aesthetic Meeting 2002 – ASPAS 35th Aniversary Meeting – Pursuit of Excellence and Precisions in Cosmetic Surgery, organizado pela ASAPS / ASERF, na qualidade de Teaching Course com o tema: “Surgical Correction of Different Breast Deformities”. Las Vegas, Nevada, USA, april 27- may 3, 2002.

Participação no First International Congress of Romanian Academic Society of plastic and Reconstructive Microsurgery, organizado pela mesma, na qualidade de Guest of Honor. Bucharest, Romanian, 8-11 may, 2002. Participação no The XVI Congress of ISAPS, organizado pela mesma, na qualidade de Speakers com os temas: “Body Contouring and Lipoplasty” no dia 27/05 e “Correction of Aesthetic Breast Deformities” no dia 28/05. Turquia, Istambul, Istambul Lütfi Kirdar Convention and Exhibition Center (ICEC), 26 a 29 de maio de 2002.

Participação no 19ème. Congrès International de la Société Française de Chirurgie Esthétique et Fédération Européenne des Sociétés Nationales de Chirurgie Esthétique, na qualidade de: Presidente de Honra e Lecture sobre os temas: “My Philosophy and Experience in Body Contouring” e “Facial Rejuvenation Surgery”. Paris, Hôtel Novotel Tour Eiffel, 03 de maio a 02 de junho de 2002.

Participação no XIème. Congrès International CRON-OM 2002 – Esthétique Oro-facial: pour une convergence des concepts, na qualidade de Membro de Honra e conferencista. Marrakech, 02 de outubro de 2002.

Participação no Advances in Aesthetic Plastic Surgery: The Cutting Edga Symposium, organizado pelo Department of Plastic and Reconstructive Plastic Surgery - The Manhattan Eye, Ear and Throat Hospital, apresentando os temas: “Surgical Approach to the Aging Face in over 7500 cases”; “Surgical Correction of Bening Breast Deformities: a 30 years overview” e “My Experience with Body Contouring Surgery”. New York, Waldorf Astoria Hotel, 22 a 26 de outubro de 2002.

Participação no The Aesthetic Meeting 2003 – Revolutions in Cosmetic Surgery – Blending Beauty and Technology, organizado pela ASAPS & ASERF, apresentando os temas: “Personal Experience in the Treatment of Different Breast Deformities e “Practical Adjuncts to Your Facial Rejuvenation Practice. Boston, MA, 15-21 de maio de 2003.

Participação no 48th. Meeting and World Congress of International Academy of Cosmetic Surgery, organizado pela Bulgarian Accreditation Council for Continuous Medical Education, como convidado de honra e apresentando o tema: “Surgery in Facial Ageing.Varna, Bulgária, Black Sea Held at Riviera Holiday Club, 6-9 de junho de 2003.

Outros trabalhos: Mamaplastias. Rio de Janeiro, Guanabara Koogan, 1976. Plastiche Eingriffe and der Ohrmuschel. Stuttgart, Springer Thiem Verlag, 1976. Aesthetic Surgery of the Head and Body. Heidelberg, Springer Thiem Verlag, 1981. Premiado como o melhor livro científico do ano, na Feira Internacional do Livro de Frankfurt, 1981. Plastic Operations of the Auricle. New York, Springer Thiem Verlag, 1982.

Les Chemins de la Beauté.Paris, Editions J. C. Lattés, 1983. Paraty. São Paulo, Gráfica Editora Hamburg, 1983. El Arte de la Belleza. Barcelona, Ediciones Grijalbo, 1984. Le Vie della Bellezza. Milão, Rizzoli Editore, 1984. Direito à Beleza. Rio de Janeiro, Editora Record, 1984. Angra dos Reis - Baía dos Reis Magos. São Paulo, Marprint Ind. Gráfica, 1986.

Um jeito de ver o Rio. Texto de Ivo Pitanguy. Fotografias de Pedro Henrique. Projeto Gráfico de Ziraldo. Rio, 1991. Aprendendo com a vida. São Paulo, Best Seller, 1993. Tradução italiana: Imparando com la vita. Milano, Mediamix, 1996. Atlas de Cirurgia Palpebral. Rio de Janeiro: Colina/Revinter, 1994. Chirurgia Estetica-Strategie preoperatorieria-Tecniche Chirurgiche. 2 vol. Torino:UTET, 1997. Cirugia Estetica-Estrategia preoperatoria-Tecnicas quirúrgicas-Cara y Cuerpo. Caracas:Actualidades Medico Odontológicas Latinoamerica, CA, 1999. Pitanguy, I. Organizado por Luiz Carls Lisboa. Rio de Janeiro: Editora Rio.

Coleção Gente. 2003. Pitanguy, I. et alii Cirurgia Reparadora do Contorno Corporal. In: Petroianu, Andy - Terapeutica Cirurgia: Indicações-Decisoes-Tática-Tecnica. Rio de Janeiro:Guanabara Koogan. p. 1054, Cap. 120. 2001. Pitanguy. I. Laser Resusfacing as an adjunct to the “Round-Lifting” Technique. In: Laser in Surgery and Dentistry - Zlatko Simunovic (ed. E Coord.), European Medical Laser Association. Rijeka, Croatia:Vitagraf, p.347. 2001. Pitanguy, I.

Pensando a Cirurgia Plástica. In: Seminário de Saúde e Previdência Social (2:2001: Rio de Janeiro) Saúde e Previdência Social desafios para o terceiro milênio. Organizadores: Fátima Bayma e Istran Kasznar. São Paulo:Pearson Education, p. 269. 2002. Pitanguy, I. and Radwanski, H.N. The Surgical importance of the dermocartilaginous ligament of the nose. In: Saban, Y. et alii: Rhinoplasties. França: AMPLIFON, pp.19-23. 2002. Pitanguy, I.

Bioética em cirurgia plástica. In: Urban, Cícero de A.- Bioética Clínica. Rio de Janeiro:Revinter, 2003.Pitanguy, I. Reduções mamárias - Técnicas pessoais sem descolamento cutâneo. In: Mélega, J. Cirurgia Plástica Fundamentos e Arte: Cirurgia Estética. Rio de Janeiro:Medsi, p.477. 2003.

Prefácios: A mão do homem (org. J. Napier). Rio de Janeiro, Zahar Editores, 1983. Aspectos fundamentais da Cirurgia Plástica (org. R. E. Istúriz). Venezuela, 1983. Livro do século. Rio de Janeiro, Rioarte / MEC, 1986. A Woman’s Guide to her Breast (org. R. Gros). Berlin-New York, Walter Gruyter, 1987. Cirurgia Plástica: Estética e Reconstrutora (org. J. M. Mélega). Rio de Janeiro, Medsi, 1988.

Cirurgia Plástica da Mama (org. L. Ribeiro). Rio de Janeiro, MEDSI, 1989. Cirurgia Plástica na infância (org. J. Avelar). São Paulo, Hipócrates, 1989. Móveis e objetos de arte em decoração (org. G. Magalhães). Rio de Janeiro, Salamandra, 1990.

É também autor de mais de 800 trabalhos publicados em Anais e Atas de Congressos de Cirurgia Plástica, em Boletins de Cirurgia Plástica da Revista Brasileira de Cirurgia e em vários periódicos internacionais (Plastic Reconstructive Surgery Magazine, Aesthetic Plastic Surgery, Revista Latino-Americana de Cirurgia Plástica, Annales de Chirurgie Plastique et Esthétique, British Journal of Plastic Surgery, Head and Neck Surgery, Minerva Chirurgica, Zentralblatt fur Chirurgie). Pitanguy, I.

Prefácio do Annals of the International Symposium Raps 92 Recent Advances in Plastic Surgery. Soc.Bras.Cir.Plast.Reconstrutiva, march 14-15. São Paulo, Luiz Sérgio Toledo (ed.), p.204. 1992. Pitanguy, I. Prefácio do livro Manual de Somatopirias o Quemaduras do Dr. Manuel Antonio Montalvo. Quito-Ecuador, Graficas Arboleda Offset, 1992. Pitanguy, I.

Prefácio do livro Adenectomias mamárias: indicaciones-tecnicas-resultados do Dr. Helio Sánchez Velasco. Buenos Aires, Ascume, 1992. Pitanguy, I. Prefácio do livro La Beauté em Harmonie - Les progrès de la chirurgie esthétique do Dr. Sydney Ohana. Paris, Edition 1, 1994. Pitanguy, I. Prefácio do livro Le Cheveu retrouvé: La révolution par la microgreffe capillaire do Dr. Gerard Boutboul et Dr. Jean-Pierre Agarra. Toulon: Plein Sud, 1997. Pitanguy, I.

Prefácio do livro Lipoaspiração superficial do Dr. Ewaldo Bolívar de Souza Pinto. Rio de Janeiro: Revinter, 1999. Pitanguy, I. Prefácio do livro Estética Clínica e Cirúrgica da Dra. Edith Kawano Horibe. Rio de Janeiro: Revinter, 2000. Pitanguy, I. Prefácio do livro Hair Restoration: micrografts and flaps do Dr. Carlos Oscar Uebel. São Paulo: Carlos Oscar Uebel, 2001. Pitanguy, I. Prefácio do livro Contribuições à Cirurgia Plástica do Dr. Juarez Avelar. São Paulo: Hipócrates, 2001. Pitanguy, I.

Prefácio do livro Abdominoplasty: without panniculus undermining and resection. Organizado e editado pelo Dr. Juarez Avelar - vários colaboradores. São Paulo: Hipócrates, 2002. Pitanguy, I. Prefácio do livro Transformações - Arte e Cirurgia Plástica do Dr. Moisés Wolfenson. Rio de Janeiro: Revan, 2002. Pitanguy, I. Prefácio do livro Tratado de Queimaduras editado pelo Dr. Edmar Maciel L. Júnior e Dra. Maria Cristima do Valle Freitas Serra. São Paulo: Atheneu, 2003. Pitanguy, I.

Prefácio do livro Cirurgia Plástica: fundamentos e arte do Dr. José Marcos Melega. Vol. 3 . Rio de Janeiro: Medsi, 2003. Pitanguy, I. Prefácio do livro Tratado de Medicina Estética, organizado pelo Dr. Maurício de Maio. São Paulo: Roca, 2004.

Artigos em revistas: PITANGUY, I. e RADWANSKI, H.N. Associated procedures in torsoplasty. Operative Techniques in Plastic and Reconstructive Surgery, 8(1):28-39, 2002. Pitanguy, I. et alii. Repeated expansion in burn sequela. Burns, 28(1):494-499, 2002. Pitanguy, I. et alii. Major burn injury caused by helium vapour. Pitanguy, I. And Amorim, NFG. Forehead Lifting: The juxtapilose subperiosteal Approach. Aesthetic Plastic Surgery, 27(1):58-62, 2003. Pitanguy, I. Breast Reduction and Augementation. Body Language, Spring 2003, Issue # 9, pags.15-18. Pitanguy, I. Cirurgia estetica facil.

Papeles Confidenciales de Medicina, estetica y longevidad, numero 1, março de 2003. PITANGUY, I. e RADWANSKI, H.N. Facial Aesthetic surgery. Body Language, Issue # 11, 12-14, 2003. Contribuições em obras coletivas, destacando-se as seguintes: “Treatment of some deformities of the lower extremity”, em The Year Book of Orthopedics, Traumatic and Plastic Surgery (org. H. Young). Chicago, Year Book Medical Publishers, Inc., 1964. “Facial clefts as seen in large series of untreated adults and their later management”, em Craniofacial Anomalis Pathogenesis and Repair (org. J. Longacre). Filadélfia, J. B. Lippincott, 1968.

“Cirurgia reconstrutora e estética da glândula mamária”, em Atualização cirúrgica (org. H. W. Pinotti). São Paulo, Johnson & Johnson, 1971. “Thigh lift and abdominal lipectomy”, em Unfavorable Results in Plastic Surgery (org. R. M. Goldwyn). Boston, Little, Brown & Co., 1972. “Lipetomy”, em Plastic Surgery: A Concise Guide to Clinical Practice (org. W. C. Grabb e J. W. Smith). Boston, Little, Brown & Co., 1973. “Personal preferences for reduction mammaplaty”, em Plastic and Reconstructive Surgery of the Breast (org. R. M. Goldwyn). Boston, Little, Brown & Co., 1976.

“Dermolipectomy of the abdominal wall, thighs, buttocks and upper extremity”, em Reconstruction Plastic Surgery (org. J. M. Converse). Filadélfia, W. B. Saunders, 1977. “Hemifacial atrophy”, em Plastic Surgery in Infancy and Childhood (org. J. C. Mustardé). Edinburgh, Churchill Livingstone, 1979. Naked Face (orgs. L. Carlsen e B. Slatt). Ontario, General Publishing Co. Ltd., 1979.

“Reconstrução de mama pós-mastectomia”, em Cancerologia: Conceitos atuais (orgs. J. Marsillac e A. Rocha). Rio de Janeiro, Interamericana, 1981. “Fissuras crânio-faciais raras”, em Tratamento das fissuras lábio-palatinas (orgs. S. Lessa e S. Carreirão). Rio de Janeiro, Guanabara Koogan, 1980. “Plastic operations on the auricle”, em Head and Neck Surgery (org. H. Naumann). New York, Springer-Verlag, 1982. “Breast reduction and ptosis”, em Aesthetic Breast Surgery (org. N. Georgiade). Baltimore, Williams & Wilkins Co., 1983.

“Reduction mammaplasty”, em The Breast: An Atlas of Reconstruction (org. H. J. Wallace, H. J. Chang e J. J. Petry). Baltimore, Williams & Wilkins Co., 1984. “Rinoplastia estética”, em Otorrinolaringologia (org. H. Hungria). Rio de Janeiro, Guanabara Koogan, 1984. “Upper facial anatomy and forehead lift”, em Symposium on Problems and Complications in Aesthetic Plastic Surgery of the Face (orgs. B. L. Kaye e G. P. Grandinger). St. Louis, The C. V. Mosby Co., 1984.

“Reconstrução de mama”, em Terapêutica em Mastologia (org. J. A. Pinotti). São Paulo, Ed. Manole, 1984. “Plásticas Mamárias”, em Mastologia (org. A. F. Montoro). São Paulo, Sarvier Ed. de Livros Médicos Ltda., 1984. “The forehead lift problems and complications - Comments”, em The Unfavorable Results ins Plastic Surgery - Avoidance and Treatment (org. R. M. Goldwyn). 2ª ed., Boston, Little, Brown & Co., 1984. “Cirurgia plástica”, em Memória da Sociedade de Medicina e Cirurgia do Rio de Janeiro num Século de Vida (org. J. Sanderson de Queiroz). Rio de Janeiro, RioArte/MEC, 1986.

“Cirurgia estetica de los miembros inferiores y de las regiones gluteas”, “Mamoplastia de redución”, “Cirurgia de cara y cuello”, em Texto de Cirurgia Plastica, Reconstructiva y Estetica (org. F. Coiffman). Barcelona, Salvat, 1986. “Reconstrução de mama pós-mastectomia”, em Alternativas Diagnósticas e Terapêuticas no Câncer de Mama (org. A. F. Montoro, J. Mélega e O. Gianotti Fº). São Paulo, BRADEPCA, 1987.

O Destino, Rio de Janeiro, Terceira Imagem, 1988. “Fissura labial bilateral”, “Tratamento multidisciplinar das deformidades da infância”, em Cirurgia Plástica na Infância (org. J. M. Avelar). São Paulo, Hipócrates, 1989. “Thigh and buttock lift”, em The Arte of Aesthetic Surgery (org. J. R. Lewis). Boston, Little, Brown & Co., 1989. “Principles of reduction mammaplasty”, em Aesthetic Surgery of the Breast (org. N. Georgiade). Filadélfia, W. B. Saunders, 1990. “Reduction Mammaplasty.

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Aspectos filosóficos e psicossociais da Cirurgia Plástica em Psicossomática hoje (Júlio de Mello Filho). Porto Alegre, Artes Médicas, 1992. “Dermocartilaginous ligament of the nose. Its Surgical Importance in different ethinical group in Plastic Surgery” (U.T. Hinderer). Amsterdam, Excerpta Médica, 1992. “Rinoplastia: Conduta pessoal em Cirurgia do Nariz: rinoplastia e rinoplastia funcional, reparadora e estética” (S. A. Zanini et alii). Rio de Janeiro, RevinteR. 1994.

Tratamento cirúrgico das deformidades benignas da mama em Mastologia Atual (Ezio N. dias et alii). Rio de Janeiro. RevinteR. 1994. “Philosophy and Principles in the Correction of the Breast Hypertrophy in Aesthetische Chirurgie” (W. L Mang e H. G. Bull). Alemanha, Einhorn-Presse Verlag, 1996. “Ritidoplastia facial y cervical em Cirurgia Plástica Reconstructiva y Estética” (F. Coiffman). Barcelona, Msson-Salvat, 1994. "Tratamento da fissura labial bilateral" em Tratamento da Fissuras Lábio-palatinas (S. Carreirão e S. Lessa). 2ª ed. Rio de Janeiro, RevinteR. 1996. "Fissuras craniofaciais raras" em Tratamento das Fissuras Lábio-palatinas. (S. Carreirão e S. Lessa). 2ª ed. Rio de Janeiro, RevinteR. 1996.

"Perspectivas filosóficas e psicossociais da harmonia facial" em Ortodontia Clínica (C. Cabrera e M. Cabrera). Curitiba, Ed. Produções Interativas, 1997. "Tratamento cirúrgico do envelhecimento da face e seu terço superior" em Cirurgia de Rejuvenescimento facial (Cláudio Cardoso de Castro). Rio de Janeiro, Medsi, 1998.

Abdominoplastia em Cirurgia Estética - técnicas Quirúrgicas - Cara y Cuerpo (eds. Ivo Pitanguy e F. Ferrari). Caracas, Actualidades Médico Odontológicas Latinoamérica, C. A., 1999. “Cirurgia plástica na obesidade e no pós-emagrecimento, em Tratado de Endocrinologia e Cirurgia Endócrina (V. Coronha et alii). Rio de Janeiro, Guanabara Koogan, 2001.

Artigos mais recentes: Iatrogenia e cirurgia cirurgia plástica. In: Rev. Bras. de Cirurgia, 87 (I): 33-44, 1997. Numeral Modeling of facial aging. In: Plast. Reconstr. Surgery, 102(I): 2002-24, 1998. Treatment of the aging face usin’ the “Round-Lifting” technique. In: Aesth. Plast. Surgery, 19(3): 216-222, 1999. Facial cosmetic surgery: A 30 year perspective. In: Plast. Reconstr. Surg., 105(4): 1517-1526, 2000.

Evaluation of body contouring surgery today: A 30 year perspective. In: Plast. Reconstr. Surg., 105(4): 1499-1514, 2000. “Train sufers”: Analysis of cases of electrical burns caused by high tension railways overhead cables: In: Burns, 26: 470-473, 2000. The round-lifting technique. In: Facial Plastic Surgery, 16(3): 255-267, 2000. Revisiting the dermocartilaginous ligament. In: Plas. Reconstr. Surgery, 107(I): 264-266, 2001.

Discursos: Discurso de posse na Academia Nacional de Medicina, Rio de Janeiro, 1973. Discurso por ocasião da nomeação como Professor Titular do Instituto de Pós-Graduação Médica Carlos Chagas, Rio de Janeiro, 1985. Discurso de recepção aos novos integrantes do Corpo Docente da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, 1986. Discurso por ocasião da nomeação como Membro Honorário da Academia Mineira de Medicina, Belo Horizonte, 1986.

Discurso por ocasião do recebimento do título “Doctor Philosophiae Honoris Causa” da Universidade de Tel Aviv, Rio de Janeiro, 1986. Discurso por ocasião da Celebração dos 750 Anos da Cidade de Berlim, Berlim, 1987. Discurso por ocasião do recebimento do título de “Chancellier des Universités de Paris”, outorgado pelo Universidade de Sorbonne, Paris, 1988. Discurso por ocasião do recebimento do prêmio “Cultura per la Pace” da Associação “Insieme per la Pace”, Roma, 1989.

Discurso por ocasião da homenagem recebida, como Primeiro Professor Convidado a proferir Conferência Magna no Hospital Charité, após a unificação das duas Alemanhas, Berlim, 1991. Discurso por ocasião do recebimento da Medalha da Cidade de Paris, em reconhecimento ao ensino e à divulgação da Cirurgia Plástica. Paris, 23 de maio de 1992. Discurso por ocasião do recebimento do Prêmio Kroton de Medicina. Crotone, Itália, 2 de setembro de 1993.

Discurso proferido ao tomar posse da Cadeira nº 101 do Instituto de História da Medicina - Patrono: Dr. Antonio de Campos Pitanguy. Belo Horizonte, 30 de maio de 1994. Discurso proferido ao ser homenageado “Médico do Ano 1994”, pela Sociedade de Medicina e Cirurgia do Rio de Janeiro. Rio de Janeiro, Colégio Brasileiro de Cirurgiõs, novembro de 1994.

Algumas Conferências e Palestras recentes: “Complecation in Aesthetic Surgery. What experience has taught us in the years”. Israel Society of Plastic Reconstructive and Aesthetic Surgery, 1996. “A dignidade no envelhecer - A busca do equilíbrio entre o corpo e o tempo”, Belo Horizonte, Santa Casa de Misericórdia, 1997.

“Os médicos” membros da Academia Brasileira de Letras, Rio de Janeiro, ABL. 1997. "Cirurgia do contorno corporal", palestra proferida em inúmeras entidades culturais e científicas, 1998-1999. “Beleza e cultura”, no ciclo de palestras A mulher na sociedade contemporânea, do Comitê Feminino da ABL, 1999.

Quarto ocupante da Cadeira 22, eleito em 11.10.1990, na sucessão de Luís Viana Filho e recebido em 24.09.1991, pelo Acadêmico Carlos Chagas Filho.

Sua Cadeira 22 na Academia Brasileira de Letras tem como PatronoJosé Bonifácio, Fundador Medeiros e Albuquerque, sendo também ocupada por Miguel Osório de Almeida, Luis Viana Filho e Ivo Pitanguy.

Pouco analisado na ENCICLOPÉDIA DE LITERATURA BRASILEIRA, de Afrânio Coutinho e J. Galante, edição do MEC, 1990, com revisão de Graça Coutinho e Rita Moutinho, em 2001.

Apesar de sua importância, não é estudado no DICIONÁRIO HISTÓRICO-BIOGRÁFICO BRASILEIRO(2001, 5 volumes, 6.211 páginas), da Fundação Getúlio Vargas e nem é convenientemente referido, em nenhuma das enciclopédias nacionais, Delta, Barsa, Larousse, Mirador, Abril, Koogan/Houaiss, Larousse Cultural, etc.

É verbete do DICIONÁRIO BIOBIBLIOGRÁFICO REGIONAL DO BRASIL, de Mário Ribeiro Martins, via INTERNET, dentro de ENSAIO, no site www.usinadeletras.com.br ou www.mariomartins.com.br







CADEIRA 23

A esta Cadeira, estão vinculados os seguintes nomes:

José de Alencar-PATRONO(Mecejana, Ceará, 10.05.1829).

Machado de Assis-FUNDADOR(Rio de Janeiro, RJ, 21.06.1839).

Lafayette Rodrigues Pereira(Queluz, Minas Gerais, 28.03.1834).

Alfredo Pujol(São João Marcos, RJ, 20.03.1865).

Otávio Mangabeira(Salvador, Bahia, 27.08.1886).

Jorge Amado(Itabuna, Bahia, 10.08.1912).

Zélia Gattai(São Paulo, SP, 02.07.1916).



Luiz Paulo Horta(Rio de Janeiro, 14.08.1943).









BIOGRAFIAS:



PATRONO DA CADEIRA 23-JOSÉ DE ALENCAR(José Martiniano de Alencar), de Mecejana, Ceará, 01.05.1829, escreveu, entre outros, O GUARANI(Romance-1857), CINCO MINUTOS(Romance-1860), A VIUVINHA(Romance-1860), LUCIOLA(Romance-1862), DIVA(Romance-1864), A PATA DA GAZELA(Romance-1870), SENHORA(Romance-1875), O SERTANEJO(Roamce-1876), sem dados biográficos completos nos livros e sem qualquer outra informação ao alcance da pesquisa, via textos editados. Filho de José Martiniano de Alencar e de Ana Josefina de Alencar. Seu pai foi Padre e depois Senador.

O pai de José de Alencar, o José Martiniano quando era Seminarista no Crato, Ceará, passou quatro anos preso em Salvador, Bahia, juntamente com sua mãe Bárbara de Alencar, por ter aderido ao movimento revolucionário irrompido em Pernambuco. Após os estudos primários em sua terra natal, José de Alencar deslocou-se para outros centros, onde também estudou.

Entre 1837 e 1838, quando tinha 9 anos de idade, em companhia dos pais, viajou do Ceará à Bahia, pelo interior.

Transferiu-se com a família para o Rio de Janeiro, onde o pai desenvolvia carreira política como Senador. Freqüentou o Colégio de Instrução Elementar.

Em 1844, com 15 anos, foi para São Paulo. Terminou o curso preparatório e matriculou-se na Faculdade de Direito de São Paulo. No ano de 1847, resolveu fazer o terceiro ano na Faculdade de Direito de Olinda, em Pernambuco. Voltou, no entanto, para São Paulo, formando-se Bacharel em Ciências Jurídicas e Sociais, em 1850, com 21 anos de idade.

Em 1851, foi para o Rio de Janeiro, começando a advogar e a colaborar no jornal CORREIO MERCANTIL, convidado por Francisco Otaviano de Almeida Rosa, seu colega de Faculdade. Passou a escrever para o JORNAL DO COMMERCIO, do Rio de Janeiro, os folhetins que, em 1874, reuniu sob o título de AO CORRER DA PENA.

Foi Redator-chefe do DIÁRIO DO RIO DE JANEIRO em 1855. Filiado ao Partido Conservador, foi eleito várias vezes Deputado Geral pelo Ceará. De 1868 a 1870, foi Ministro da Justiça. Pretendeu ser Senador, mas não conseguiu. Desgostoso com a política, passou a dedicar-se exclusivamente à literatura.

A sua notoriedade começou com as CARTAS SOBRE A CONFEDERAÇÃO DOS TAMOIOS, publicadas em 1856, com o pseudônimo de Ig, no DIÁRIO DO RIO DE JANEIRO, nas quais critica veementemente o poema épico de Domingos Gonçalves de Magalhães, favorito do Imperador e considerado então o chefe da literatura brasileira.

Estabeleceu-se, entre ele e os amigos do poeta, apaixonada polêmica de que participou, sob pseudônimo, o próprio Pedro II. A crítica por ele feita ao poema denota o grau de seus estudos de teoria literária e suas concepções do que devia caracterizar a literatura brasileira, para a qual, a seu ver, era inadequado o gênero épico. Optou, ele próprio, pela ficção, por ser um gênero moderno e livre.

Ainda em 1856, publicou o seu primeiro romance CINCO MINUTOS. Em 1857, publicou O GUARANI, que lhe deu grande popularidade. Daí para frente escreveu romances indianistas, urbanos, regionais, históricos, romances-poemas de natureza lendária, obras teatrais, poesias, crônicas, ensaios e polêmicas literárias, escritos políticos e estudos filológicos.

A parte de ficção histórica, testemunho da sua busca de tema nacional para o romance, concretizou-se em duas direções: os romances de temas propriamente históricos e os de lendas indígenas. Por estes últimos, José de Alencar incorporou-se no movimento do indianismo na literatura brasileira do século XIX, em que a fórmula nacionalista consistia na apropriação da tradição indígena na ficção, a exemplo do que fez Gonçalves Dias na poesia.

Em 1866, Machado de Assis, em artigo no DIÁRIO DO RIO DE JANEIRO, elogiou calorosamente o romance Iracema, publicado no ano anterior. José de Alencar confessou a alegria que lhe proporcionou essa crítica em COMO E PORQUE SOU ROMANCISTA, onde apresentou também a sua doutrina estética e poética, dando um testemunho de quão consciente era a sua atitude em face do fenômeno literário.

Outros trabalhos: cartas sobre a confederação dos Tamoios (1856); O Guarani (1857); Cinco minutos (1857); Verso e reverso (1857); A noite de São João (1857); O demônio familiar (1858); A viuvinha (1860); As asas de um anjo (1860); Mãe (1862); Lucíola (1862); Os filhos de Tupã (1863); Escabiosa (sensitiva) (1863); Diva (1864); Iracema (1865); Cartas de Erasmo (1865); As minas de prata (1865); A expiação (1867); O gaúcho (1870); A pata da gazela (1870).

O tronco do ipê (1871); Sonhos d ouro (1872); Til (1872); O garatuja (1873); A alma de Lázaro (1873); Alfarrábios (1873); A guerra dos mascates (1873); Voto de graças (1873); O ermitão da Glória (1873); Como e porque sou romancista (1873); Ao correr da pena (1874); O nosso cancioneiro (1874); Ubirajara (1874); Senhora (1875); Encarnação (1893, póstumo). Obra completa, Rio de Janeiro: Ed. Aguilar, 1959.

Machado de Assis sempre teve José de Alencar na mais alta conta e, ao fundar-se a Academia Brasileira de Letras, em 1897, escolheu-o como patrono de sua Cadeira. Advogado, jornalista, político, orador, romancista e teatrólogo. Faleceu no Rio de Janeiro, RJ, em 12.12.1877, com 48 anos de idade.

É o patrono da Cadeira 23, por escolha de Machado de Assis. Sua Cadeira 23, na Academia Brasileira de Letras tem como Patrono(ele mesmo, José de Alencar), Fundador Machado de Assis, sendo também ocupada por Lafayette Rodrigues Pereira, Alfredo Pujol, Otavio Mangabeira, Jorge Amado e Zélia Gattai.

Muito bem analisado na ENCICLOPÉDIA DE LITERATURA BRASILEIRA, de Afrânio Coutinho e J. Galante, edição do MEC, 1990, com revisão de Graça Coutinho e Rita Moutinho, em 2001.

Apesar de sua importância, não é estudado no DICIONÁRIO HISTÓRICO-BIOGRÁFICO BRASILEIRO(2001, 5 volumes, 6.211 páginas), da Fundação Getúlio Vargas e nem é convenientemente referido, em nenhuma das enciclopédias nacionais, Delta, Barsa, Larousse, Mirador, Abril, Koogan/Houaiss, Larousse Cultural, etc.

É verbete do DICIONÁRIO BIOBIBLIOGRÁFICO REGIONAL DO BRASIL, de Mário Ribeiro Martins, via INTERNET, dentro de ENSAIO, no site www.usinadeletras.com.br ou www.mariomartins.com.br







FUNDADOR DA CADEIRA 23-MACHADO DE ASSIS(Joaquim Maria Machado de Assis), Carioca, do Rio de Janeiro, RJ, em 21.06.1839, escreveu, entre outros, CRISALIDAS(Poesia-1864), FALENAS(Poesia-1870), CONTOS FLUMINENSES(1870), RESSURREIÇÃO(Romance-1872), HISTORIAS DA MEIA-NOITE(Contos-1873), IAIÁ GARCIA(Romance-1878), MEMORIAS POSTUMAS DE BRAS CUBAS(Romance-1881), DOM CASMURRO(Romance-1900), MEMORIAL DE AIRES(Romance-1908), sem dados biográficos completos nos livros e sem qualquer outra informação ao alcance da pesquisa, via textos editados. Filho de Francisco José Machado de Assis e de Leopoldina Machado de Assis. Após os estudos primários em sua terra natal, deslocou-se para outros centros, onde também estudou.

Perdeu a mãe muito cedo. Pouco se conhece de sua infância e adolescência. Foi criado no morro do Livramento, no Rio de Janeiro e ajudou a celebrar Missa na igreja da Lampadosa.

Em 1855, com 16 anos incompletos, publicou o primeiro trabalho literário, o poema "ELA", no jornal de Francisco de Paula Brito, MARMOTA FLUMINENSE, datado de 12.01.1855.

Em 1856, entrou para o jornal IMPRENSA NACIONAL, como aprendiz de tipógrafo. Conheceu Manuel Antônio de Almeida, que se tornou seu protetor. Em 1859, com 20 anos, já era revisor e colaborador no CORREIO MERCANTIL.

Em 1860, a convite de Quintino Bocaiúva, passou para a redação do DIÁRIO DO RIO DE JANEIRO. Passou a escrever regularmente também para a revista O ESPELHO, onde estreou como crítico teatral. Colaborou com A SEMANA ILUSTRADA, entre 1860 e 1875. Foi colaborador do JORNAL DAS FAMÍLIAS, no qual publicava seus contos.

Em 1861, com 22 anos de idade, publicou seu primeiro livro, na tipografia de Paula Brito, com o título QUEDA QUE AS MULHERES TÊM PARA OS TOLOS, mas o nome de Machado aparecia aí como tradutor.

Em 1862, tornou-se Censor Teatral, cargo que lhe dava ingresso livre nos teatros. Começou também a colaborar no jornal O FUTURO, órgão dirigido por Faustino Xavier de Novais, irmão de sua futura esposa. Seu primeiro livro de poesias, CRISÁLIDAS, saiu em 1864, quando tinha 25 anos.

Em 1867, com 28 anos, foi nomeado ajudante do diretor de publicação do DIÁRIO OFICIAL. Em 12.11.1869, com 30 anos de idade, casou-se com Carolina Augusta Xavier de Novais, irmã de Faustino Xavier de Novais. Em 1872, publicou seu primeiro romance RESSURREIÇÃO. Ainda em 1872, foi nomeado primeiro oficial da Secretaria de Estado do Ministério da Agricultura, Comércio e Obras Públicas, iniciando assim a carreira de burocrata que lhe seria até o fim o meio principal de sobrevivência.

Em 1874, começou a publicar, no jornal O GLOBO, de Quintino Bocaiúva, em folhetins, o romance A MÃO E A LUVA. Intensificou a colaboração em jornais e revistas, como O CRUZEIRO, A ESTAÇÃO, REVISTA BRASILEIRA, escrevendo crônicas, contos, poesia, romances, que iam saindo em folhetins e depois eram publicados em livros. Teve sua peça TU, SÓ TU, PURO AMOR, levada à cena no Imperial Teatro Dom Pedro II, em junho de 1880, por ocasião das festas organizadas pelo Real Gabinete Português de Leitura para comemorar o tricentenário de Camões.

De 1881 a 1897, quando tinha 58 anos, publicou na GAZETA DE NOTÍCIAS as suas melhores crônicas. Em 1881, foi convidado pelo Ministro interino da Agricultura, Comércio e Obras Públicas, Pedro Luis Pereira de Sousa, para seu Oficial de Gabinete. Ainda em 1881, saiu também o livro MEMÓRIAS PÓSTUMAS DE BRÁS CUBAS, que ele publicara em folhetins na REVISTA BRASILEIRA de 15.03.1879 a 15.12.1880.

Revelou-se também extraordinário contista em PAPÉIS AVULSOS, de 1882 e nas várias coletâneas de contos que se seguiram. Em 1889, com 50 anos, foi promovido a diretor da Diretoria do Comércio no Ministério em que servia.

Do grupo de intelectuais que se reunia na Redação da REVISTA BRASILEIRA, e principalmente de Lúcio de Mendonça, partiu a idéia da criação da Academia Brasileira de Letras, projeto que Machado de Assis apoiou desde o início.

Compareceu às reuniões preparatórias e no dia 28.01.1897, quando se instalou a Academia, foi eleito presidente da instituição, à qual ele se devotou até o fim da vida. Com as dezenas de obra que publicou, tornou-se o escritor maior das letras brasileiras e um dos maiores autores da literatura de língua portuguesa. Enquanto vida teve, suas obras foram publicadas pela LIVRARIA GARNIER.

Em 1936, W. M. Jackson, do Rio de Janeiro, publicou as Obras completas, em 31 volumes. Raimundo Magalhães Júnior organizou e publicou, pela Civilização Brasileira, os seguintes volumes de Machado de Assis: CONTOS E CRÔNICAS (1958), CONTOS ESPARSOS (1966), CONTOS ESQUECIDOS (1966), CONTOS RECOLHIDOS (1966), CONTOS AVULSOS (1966), CONTOS SEM DATA (1966), CRÔNICAS DE LÉLIO (1966), DIÁLOGOS E REFLEXÕES DE UM RELOJOEIRO (1966).

Outros trabalhos: Desencantos, comédia (1861); Queda que as mulheres têm para os tolos, sátira em prosa (1861); Teatro, volume que se compõe de duas comédias, O protocolo e O caminho da porta (1863); Quase ministro, comédia (s.d.); Crisálidas, poesia (1864); Os deuses de casaca, comédia (1866); Falenas, poesia (1870); Contos fluminenses (1870); Ressurreição, romance (1872); Histórias da meia-noite, contos (1873); A mão e a luva, romance (1874); Americanas, poesia (1875); Helena, romance (1876); Iaiá Garcia, romance (1878).

Memórias póstumas de Brás Cubas, romance (1881); Tu, só tu, puro amor, comédia (1881); Papéis avulsos, contos (1882); Histórias sem data (1884); Quincas Borba, romance (1891); Várias histórias (1896); Páginas recolhidas, contos, ensaios, teatro (1899); Dom Casmurro, romance (1899); Poesias completas (1901); Esaú e Jacó, romance (1904); Relíquias da casa velha, contos, crítica, teatro (1906); Memorial de Aires, romance (1908).

Publicações póstumas: Crítica (1910); Outras relíquias, contos, crítica, teatro (1932); Crônicas, quatro volumes (1937) ; Correspondência (1932); Crítica literária (1937); Páginas escolhidas (1921); Casa velha (1944).

Em 1975, a Comissão Machado de Assis, instituída pelo Ministério da Educação e Cultura e encabeçada pelo presidente da Academia Brasileira de Letras, organizou e publicou, também pela Civilização Brasileira, as Edições críticas de obras de Machado de Assis, em 15 volumes, reunindo contos, romances e poesias desse escritor máximo da literatura brasileira. Jornalista, contista, cronista, romancista, poeta e teatrólogo. Faleceu também no Rio de Janeiro, em 29.09.1908, com 69 anos de idade.

É o fundador, não só da Academia, mas também da Cadeira 23, da Academia Brasileira de Letras. Ocupou, por mais de dez anos, a presidência da Academia, que passou a ser chamada também de Casa de Machado de Assis.

Sua Cadeira 23, na Academia Brasileira de Letras tem como Patrono José de Alencar, Fundador(ele mesmo, Machado de Assis), sendo também ocupada por Lafayette Rodrigues Pereira, Alfredo Pujol, Otavio Mangabeira, Jorge Amado e Zélia Gattai. Foi Presidente da Academia Brasileira de Letras entre 1897 e 1908.

Muito bem analisado na ENCICLOPÉDIA DE LITERATURA BRASILEIRA(que lhe dedicou 9 páginas), de Afrânio Coutinho e J. Galante, edição do MEC, 1990, com revisão de Graça Coutinho e Rita Moutinho, em 2001.

Apesar de sua importância, não é estudado no DICIONÁRIO HISTÓRICO-BIOGRÁFICO BRASILEIRO(2001, 5 volumes, 6.211 páginas), da Fundação Getúlio Vargas, mas é convenientemente referido, em todas as enciclopédias nacionais, Delta, Barsa, Larousse, Mirador, Abril, Koogan/Houaiss, Larousse Cultural, etc.

É verbete do DICIONÁRIO BIOBIBLIOGRÁFICO REGIONAL DO BRASIL, de Mário Ribeiro Martins, via INTERNET, dentro de ENSAIO, no site www.usinadeletras.com.br ou www.mariomartins.com.br





SEGUNDO OCUPANTE DA CADEIRA 23-LAFAYETTE RODRIGUES PEREIRA, de Queluz, Minas Gerais, 28.03.1834, escreveu, entre outros, A ATUALIDADE(1858), LE BRESIL(1862), A REPUBLICA(1870), VINDICIAE(1899), sem dados biográficos completos nos livros e sem qualquer outra informação ao alcance da pesquisa, via textos editados. Filho de Antônio Rodrigues Pereira e mãe não identificada. Após os estudos primários em sua terra natal, deslocou-se para outros centros, onde também estudou. Completou os estudos secundários em Minas Gerais.

Em 1853, com 19 anos de idade, mudou-se para São Paulo, matriculando-se na Faculdade de Direito. Em 1857, com 23 anos, Bacharelou-se em Ciências Jurídicas e Sociais, pela Faculdade de Direito de São Paulo. Formado, partiu para Ouro Preto, Minas Gerais, onde se dedicou à advocacia.

Em 1858, com 24 anos, mudou-se para a Capital do Império, Rio de Janeiro. Foi trabalhar a princípio no escritório de Teixeira de Freitas. Simultaneamente, dedicava-se ao jornalismo. Fundou, com Pedro Luís e Flávio Farnese, o jornal ATUALIDADE, em que escreveu excelentes artigos, de 1858 a 1860.

Exerceu a Presidência do Ceará, entre 1864 e 1865 e a Presidência do Maranhão entre 1865 e 1866, quando tinha 32 anos de idade.

Regressando ao Rio, aceitou a colaboração que lhe era oferecida em A OPINIÃO LIBERAL e NO DIÁRIO DO POVO. Nos anos seguintes, foi redator também no LE BRÉSIL, no DIÁRIO DO POVO e, de 1870 a 1874, em A REPÚBLICA.

Alguns anos depois, entretanto, Lafayette serviu como Ministro de Justiça do gabinete Sinimbu(João Lins Vieira Cansansão de Sinimbu). Criticada no Senado e na Câmara a sua atitude contraditória, procurou defender-se, explicando as razões pelas quais aceitou fazer parte do Ministério.

Nesse episódio político, como em outros posteriores, Lafayette reafirmou-se, nas suas réplicas, como formidável orador e também ironista incomparável.

Em 1879, seu nome figurava, não como vencedor, em uma lista tríplice, apresentada pelo eleitorado mineiro, para dela ser procedida a escolha de um Senador. A escolha da Coroa recaiu sobre o nome do ministro Lafayette, vindo a sua nomeação em 22. 11.1879.

Em maio de 1883, com 49 anos, a convite do Imperador, o senador Lafayette organizou um gabinete no qual ele era o presidente do Conselho e ministro da Fazenda, dele fazendo parte também Afonso Pena como ministro da Agricultura. O gabinete Lafayette teve duração de um ano e doze dias, e foi marcado, sobretudo, por fatos da chamada questão militar, pela qual o ministro da Guerra, Rodrigues Júnior, foi obrigado a afastar-se do cargo.

Em 6.06.1884, o gabinete Lafayette foi substituído pelo gabinete Dantas. O conselheiro Lafayette passou então a servir ao Brasil em outros setores, tais como Senador, Conselheiro de Estado, Diplomata e, sobretudo, grande jurista e escritor que sempre fora. Foi, em 1885, com 51 anos, nomeado ministro em missão especial no Chile, para servir de árbitro nas reclamações italianas, inglesas e francesas motivadas pela Guerra do Pacífico entre o Chile, de um lado, e o Peru e a Bolívia, do outro.

Em 1889, foi de novo ministro em missão especial, de parceria com Amaral Valente e Salvador de Mendonça, para constituir a delegação do Brasil à primeira Conferência Internacional Americana. Abandonou o posto em 17.11.1889, por não aceitar a renovação dos seus poderes pelo Governo Provisório da República recém-proclamada. Deixou, dessa forma, de assinar os atos finais da Conferência, como o que criou a União Internacional das Repúblicas Americanas, depois União Pan-Americana.

Grande polemista, jurista de reputação internacional e membro da Corte de Arbitragem de Haia, a sua bibliografia apresenta várias obras jurídicas, além de Vindiciae, em que defendeu Machado de Assis da crítica injusta de Sílvio Romero. Pseudônimo: Labieno.

Outros trabalhos: Direitos de família (1869); Direito das coisas, 2 vols. (1887); Escravatura, parecer (1884); Vindiciae. O sr. Silvio Romero crítico e filósofo, assinado com o pseudônimo Labieno (1899); Princípios de Direito Internacional, 2 vols. (1903): Projeto de Código de Direito Internacional Privado (1911); Pareceres (1921 e 1927).

Advogado, jornalista, jurista, orador, político, diplomata e Conselheiro de Estado. Faleceu no Rio de Janeiro, RJ, em 29.01.1917, com 83 anos de idade.

Segundo ocupante da Cadeira 23, eleito em 01.05.1909, na sucessão de Machado de Assis, tomou posse por carta, lida e registrada na Ata da sessão de 3.09.1910.

Sua Cadeira 23, na Academia Brasileira de Letras tem como Patrono José de Alencar, Fundador Machado de Assis, sendo também ocupada por Lafayette Rodrigues Pereira, Alfredo Pujol, Otavio Mangabeira, Jorge Amado e Zélia Gattai.

Pouco analisado na ENCICLOPÉDIA DE LITERATURA BRASILEIRA, de Afrânio Coutinho e J. Galante, edição do MEC, 1990, com revisão de Graça Coutinho e Rita Moutinho, em 2001.

Apesar de sua importância não é estudado no DICIONÁRIO HISTÓRICO-BIOGRÁFICO BRASILEIRO(2001, 5 volumes, 6.211 páginas), da Fundação Getúlio Vargas e nem é convenientemente referido, em nenhuma das enciclopédias nacionais, Delta, Barsa, Larousse, Mirador, Abril, Koogan/Houaiss, Larousse Cultural, etc.

É verbete do DICIONÁRIO BIOBIBLIOGRÁFICO REGIONAL DO BRASIL, de Mário Ribeiro Martins, via INTERNET, dentro de ENSAIO, no site www.usinadeletras.com.br ou www.mariomartins.com.br







TERCEIRO OCUPANTE DA CADEIRA 23-ALFREDO PUJOL(Alfredo Gustavo Pujol), de São João Marcos, Estado do Rio de Janeiro, 20.03.1865, escreveu, entre outros, MOCIDADE E POESIA(Ensaio-1915), MACHADO DE ASSIS(Biografia-1917), DISCURSO DE POSSE NA ACADEMIA BRASILEIRA DE LETRAS(1918), sem dados biográficos completos nos livros e sem qualquer outra informação ao alcance da pesquisa, via textos editados. Filho de Hyppolyte Gustave Pujol e de Maria Castro Pujol. Após os estudos primários em sua terra natal, deslocou-se para outros centros, onde também estudou.

Iniciou os estudos primários com o pai. Transferiu-se para São Paulo, onde concluiu os cursos preparatórios. Em 1885, com 20 anos de idade, matriculou-se na Faculdade de Direito de São Paulo. Bacharelou-se em Ciências Jurídicas e Sociais, tornando-se Advogado, em 1890, com 25 anos de idade.

Quando ainda estudante, trabalhou como revisor de jornais, exercendo também o magistério particular. Como Advogado, distribuiu a sua atividade no foro criminal e no civil. Foi Consultor Jurídico da Associação Comercial de São Paulo. Escreveu em jornais de São Paulo, como o DIARIO MERCANTIL e o ESTADO DE SÃO PAULO, alem de jornais de Campinas e do Rio de Janeiro.

Iniciou a carreira política em 1888, com 23 anos, ainda estudante do 3º ano do Curso Jurídico. Em 1892, com 27 anos, elegeu-se Deputado Estadual, pelo Partido Republicano Paulista. Em 1895, tornou-se Secretario do Interior e Justiça. No Governo do Presidente Campos Sales, abandonou o mandato de Deputado em virtude de divergências políticas.

A sua estréia literária se fez com um artigo sobre o romance A CARNE, de Júlio Ribeiro, fazendo uma critica negativa. Dedicou-se também à Conferencia Literária. Notabilizou-se pelas sete conferencias feitas aos sócios da CULTURA ARTISTICA de São Paulo, em 1917, num curso literário sobre a personalidade e a obra de Machado de Assis.

As conferencias, posteriormente reunidas em livro, valeu-lhe a consagração da Academia e o mérito de ser um dos primeiros estudiosos da vida e da obra do maior escritor brasileiro. Sempre que ia a Europa, assistia as conferencias literárias no Colégio de França e na Sorbonne.

Foi o advogado da Academia no inventário do livreiro Francisco Alves para os bens deixados por ele para a Academia Brasileira de Letras, em São Paulo.

Outros trabalhos: Mocidade e poesia, conferência (s.d.); Homenagem à memória de Sadi Carnot, discurso (1894); Floriano Peixoto, discurso (1895); O Direito na confederação (1898); Manual de audiências, em colaboração com Eugênio Egas (1908); Processos Criminais (1908); Machado de Assis, conferências (1917). Análise de A carne, de Júlio Ribeiro (Revista do Brasil, n. 23).(Encontram-se trabalhos de Alfredo Pujol na revista do Tribunal de Justiça de São Paulo, e no Estado de São Paulo).

Foi membro da Academia Paulista de Letras e do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro. Advogado e Político. Faleceu em São Paulo, em 20.05.1930, com 65 anos de idade.

Terceiro ocupante da Cadeira 23, eleito em 14.11.1917, na sucessão de Lafayette Rodrigues Pereira e recebido em 23.07.1919, pelo Acadêmico Pedro Lessa. Recebeu o Acadêmico Cláudio de Sousa.

Sua Cadeira 23, na Academia Brasileira de Letras tem como Patrono José de Alencar, Fundador Machado de Assis, sendo também ocupada por Lafayette Rodrigues Pereira, Alfredo Pujol, Otavio Mangabeira, Jorge Amado e Zélia Gattai.

Não é referido no DICIONARIO BIOBIBLIOGRAFICO DE ESCRITORES CARIOCAS(1965), de J. S. Ribeiro Filho.

Pouco analisado na ENCICLOPÉDIA DE LITERATURA BRASILEIRA, de Afrânio Coutinho e J. Galante, edição do MEC, 1990, com revisão de Graça Coutinho e Rita Moutinho, em 2001.

Apesar de sua importância, não é estudado no DICIONÁRIO HISTÓRICO-BIOGRÁFICO BRASILEIRO(2001, 5 volumes, 6.211 páginas), da Fundação Getulio Vargas e nem é convenientemente referido, em nenhuma das enciclopédias nacionais, Delta, Barsa, Larousse, Mirador, Abril, Koogan/Houaiss, Larousse Cultural, etc.

É verbete do DICIONÁRIO BIOBIBLIOGRÁFICO REGIONAL DO BRASIL, de Mário Ribeiro Martins, via INTERNET, dentro de ENSAIO, no site www.usinadeletras.com.br ou www.mariomartins.com.br







QUARTO OCUPANTE DA CADEIRA 23-OTÁVIO MANGABEIRA(Otavio Cavalcanti Mangabeira), de Salvador, Bahia, 27.08.1886, escreveu, entre outros, HALLEY E O COMETA DE SEU NOME(Ensaio-1910), VOTO DE SAUDADE(Ensaio-1930), PELOS FOROS DO IDIOMA(Ensaio-1930), CHRISTUS IMPERAT(Ensaio-1930), sem dados biográficos completos nos livros e sem qualquer outra informação ao alcance da pesquisa, via textos editados. Filho do farmacêutico Francisco Cavalcanti Mangabeira e de Augusta Mangabeira. Após os estudos primários em sua terra natal, deslocou-se para outros centros, onde também estudou.

Fez os estudos primários e secundários na cidade natal no Colégio São Salvador(Ginásio São Salvador). Em 1900, com 14 anos, matriculou-se no curso de Engenharia, da Escola Politécnica da Bahia, da hoje Universidade da Bahia. Em 1904, tornou-se colunista do DIARIO DE NOTICIAS da Bahia e foi Redator dos jornais GAZETA DO POVO e O DEMOCRATA. Em 1905, com 19 anos, formou-se em Engenharia Civil e Bacharelou-se em Ciências Físicas e Matemáticas, tendo sido Orador da Turma.

Em 1906, com 20 anos, tornou-se Professor da Escola Politécnica da Bahia, lecionando, entre outras, TRIGONOMETRIA ESFÉRICA. Ainda em 1906, foi nomeado Engenheiro Fiscal da Companhia Canadense Light and Power.

Em 1907, foi eleito Vereador à Câmara Municipal de Salvador. Em 1909, deixou os cargos de Engenheiro que ocupava. Em dezembro de 1911, elegeu-se Deputado Federal pela Bahia, tendo sido reeleito até 1926. Com a posse do Presidente da Republica Washington Luis, em novembro de 1926, foi nomeado Ministro das Relações Exteriores.

Em 24.10.1930, com a queda de Washington Luis, foi destituído do cargo de Ministro e preso no Quartel de Cavalaria do Exercito do Rio, por ordem de João Batista Luzardo. Solto, em 25.11.1930, exilou-se na Europa, residindo em diferentes paises.

Com a anistia concedida pela Assembléia Nacional Constituinte, retornou ao Brasil, em 10.08.1934. Em outubro de 1934, foi eleito Deputado Federal pela Bahia. Em março de 1938, com 52 anos de idade, foi novamente preso, junto com o Coronel Euclides Figueiredo e outros, na Casa de Correção do Rio de Janeiro, depois transferido para o Hospital da Policia Militar.

Foi condenado a dois anos de prisão pelo Tribunal de Segurança Nacional, mas foi solto depois de quatro meses, por Hábeas Corpus, do Supremo Tribunal Federal. Partiu para o exílio na Europa em 29.10.1938. Depois foi para Nova Yorque, onde se tornou tradutor da edição brasileira da revista READER`S DIGEST.

Foi novamente anistiado em 02.04.1945 e retornou ao Brasil, depois que 500(quinhentos) advogados brasileiros impetraram um Hábeas Corpus no Supremo Tribunal Federal. Com a deposição do Presidente Getulio Vargas, em 29.10.1945, foi readmitido na Escola Politécnica da Bahia e ainda recebera uma indenização pelos anos de afastamento. Em 05.02.1946, tomou posse como Deputado da Bahia à Assembléia Nacional Constituinte.

Em janeiro de 1947, com 61 anos de idade, foi eleito Governador da Bahia. Tomou posse em abril de 1947, substituindo o interventor federal General Candido Caldas. Como Governador da Bahia, foi responsável pela construção do Estádio Fonte Nova e do Fórum Rui Barbosa. Em 31.01.1951, entregou o governo ao Governador eleito Régis Pacheco.

Em outubro de 1954, com 68 anos, foi novamente eleito Deputado Federal pela Bahia. Em outubro de 1958, com 72 anos, foi eleito Senador pela Bahia.

Outros trabalhos: Halley e o cometa do seu nome, astronomia (1910); Voto da saudade, ensaio (1930); Pelos foros do idioma, discursos e artigos (1930); Christus Imperat, ensaio (1930); Tradições navais do Brasil (1930); A Nação e os problemas de governo. Saudação aos Drs. Washington Luís e Mello Viana (1930); Introdução ao Relatório do Ministério das Relações Exteriores, de 1926 a 1930.

As últimas horas da legalidade(história) (1930); Machado de Assis, antologia de contos e excertos de romances, precedidos de introdução (1954); A situação nacional, três discursos de 1955 na Câmara dos Deputados (1956). Conferências: Cinqüentenário da morte de Francisco Mangabeira (1954); Cinqüentenário da morte de Machado de Assis; Centenário de Gil Vicente. Otávio Mangabeira Discursos parlamentares, seleção e introdução de Josaphat Marinho (1978).

Além desses trabalhos, há as Atas do Conselho Municipal de Salvador, de 1909 a 1911; as Mensagens governamentais dirigidas à Assembléia Legislativa da Bahia, datadas de 1948 a 1951; os discursos parlamentares publicados nos Anais da Câmara dos Deputados e do Senado, entre 1912 a 1960 (muitos deles incluídos no volume dos Discursos parlamentares), bem como conferências e entrevistas constantes de avulsos, revistas e jornais.

Foi casado com Ester Pinto Mangabeira, com quem teve dois filhos. Engenheiro civil, jornalista, professor, político, diplomata, orador e ensaísta. Faleceu no Rio de Janeiro, RJ, em 29.11.1960, com 74 anos de idade.

Quarto ocupante da Cadeira 23, eleito em 25.12.1930, na sucessão de Alfredo Pujol e recebido pelo Acadêmico Afonso Celso em 01.09.1934.

Sua Cadeira 23, na Academia Brasileira de Letras tem como Patrono José de Alencar, Fundador Machado de Assis, sendo também ocupada por Lafayette Rodrigues Pereira, Alfredo Pujol, Otavio Mangabeira, Jorge Amado e Zélia Gattai.

Bem referido no livro BAIANOS ILUSTRES(1979), de Antonio Loureiro de Souza.

Pouco analisado na ENCICLOPÉDIA DE LITERATURA BRASILEIRA, de Afrânio Coutinho e J. Galante, edição do MEC, 1990, com revisão de Graça Coutinho e Rita Moutinho, em 2001.

Com sua importância, é grandemente estudado no DICIONÁRIO HISTÓRICO-BIOGRÁFICO BRASILEIRO(2001, 5 volumes, 6.211 páginas), da Fundação Getúlio Vargas e é convenientemente referido, em todas as enciclopédias nacionais, Delta, Barsa, Larousse, Mirador, Abril, Koogan/Houaiss, Larousse Cultural, etc.

É verbete do DICIONÁRIO BIOBIBLIOGRÁFICO REGIONAL DO BRASIL, de Mário Ribeiro Martins, via INTERNET, dentro de ENSAIO, no site www.usinadeletras.com.br ou www.mariomartins.com.br





QUINTO OCUPANTE DA CADEIRA 23-JORGE AMADO(Jorge Leal Amado de Faria), da Fazenda Auricídia, em Ferradas, Itabuna, Bahia, em 10.08.1912, escreveu, entre outros, O PAIS DO CARNAVAL(Romance-1932), CACAU(Romance-1933), MAR MORTO(Romance-1936), CAPITÃES DE AREIA(Romance-1937), O CAVALEIRO DA ESPERANÇA(Carlos Prestes-1942), SEARA VERMELHA(Romance-1946), GABRIELA, CRAVO E CANELA(Romance-1958), DONA FLOR E SEUS DOIS MARIDOS(Romance-1966), TOCAIA GRANDE(Romance-1984), NAVEGAÇÃO DE CABOTAGEM(Memórias-1992), MILAGRE DOS PASSAROS(Contos-1997), sem dados biográficos completos nos livros e sem qualquer outra informação ao alcance da pesquisa, via textos editados. Filho do Coronel João Amado de Faria e de Eulália Leal Amado. Após os estudos primários em sua terra natal, deslocou-se para outros centros, onde também estudou.

Com um ano de idade, em 1913, foi para Ilhéus, onde passou a infância e aprendeu as primeiras letras. Ainda pequeno, escrevia para o jornal da cidade A LUNETA. Cursou o secundário no Colégio Antônio Vieira e no Ginásio Ipiranga, em Salvador, Bahia. Fugiu do internato do Colégio dos Jesuítas em Salvador, em 1925, e foi para a casa do avô em Itaporanga, Sergipe.

De volta a Salvador, foi para o Colégio Ipiranga. Com 14 anos, em 1926, na Bahia, começou a trabalhar em jornais e a participar da vida literária, sendo um dos fundadores da "ACADEMIA DOS REBELDES", grupo de jovens que, juntamente com os do "ARCO & FLECHA" E DO "SAMBA", desempenhou importante papel na renovação das letras baianas.

Comandados por Pinheiro Viegas, figuraram na "Academia dos Rebeldes", além de Jorge Amado, os escritores João Cordeiro, Dias da Costa, Alves Ribeiro, Edison Carneiro, Sosígenes Costa, Válter da Silveira, Áidano do Couto Ferraz e Clóvis Amorim.

Em 1930, mudou-se para o Rio de Janeiro. Fez os estudos universitários no Rio de Janeiro, na Faculdade de Direito, pela qual formou-se Bacharel em Ciências Jurídicas e Sociais, em 1935, com 23 anos de idade, não tendo, no entanto, jamais exercido a advocacia.

Em 1932, retornou a Ilhéus, onde escreveu o livro Cacau. Seu romance CACAU, publicado em 1933, teve a edição apreendida, o mesmo ocorrendo com o romance CAPITÃES DE AREIA, em 1937.

Foi casado com Zélia Gattai e com ela teve dois filhos: João Jorge, sociólogo e autor de peças para teatro infantil, e Paloma, psicóloga, casada com o arquiteto Pedro Costa. De seu primeiro casamento, teve uma filha.

Foi irmão do médico neuropediatra Joelson Amado e do escritor James Amado. Mas também são seus parentes: Genolino, Gildasio, Gilson e Gilberto Amado.

Nos anos seguintes, mudou-se para São Paulo. Em 1942, viveu na França e na União Soviética. Ao retornar ao Brasil, em outubro de 1943, foi preso na Bahia. Em 1945, foi eleito Deputado Federal pelo Estado de São Paulo, tendo participado da Assembléia Constituinte de 1946 (pelo Partido Comunista Brasileiro) e da primeira Câmara Federal após o Estado Novo, sendo responsável por várias leis que beneficiaram a cultura.

Em janeiro de 1948, teve seu mandato cassado, exilando-se em Praga, na Tchecoslováquia. Em 1954, de volta ao Brasil, foi eleito Vice-Presidente da União Brasileira de Escritores. Em julho de 1960, junto com Peregrino Junior organizou o I Festival do Escritor Brasileiro. Em 1980, passou a morar definitivamente em Paris, na França. Viajou pelo mundo todo.

Viveu exilado na Argentina e no Uruguai (1941-42), em Paris (1948-50) e em Praga (1951-52). Escritor profissional, viveu exclusivamente dos direitos autorais de seus livros.

Recebeu no estrangeiro os seguintes prêmios: Prêmio Internacional Lênin (Moscou, 1951), Prêmio de Latinidade (Paris, 1971), Prêmio do Instituto Ítalo-Latino-Americano (Roma, 1976), Prêmio Risit d Aur (Udine, Itália, 1984), Prêmio Moinho, Itália (1984), Prêmio Dimitrof de Literatura, Sofia — Bulgária (1986), Prêmio Pablo Neruda, Associação de Escritores Soviéticos, Moscou (1989), Prêmio Mundial Cino Del Duca da Fundação Simone e Cino Del Duca (1990), e Prêmio Camões (1995).

No Brasil: Prêmio Nacional de Romance do Instituto Nacional do Livro (1959), Prêmio Graça Aranha (1959), Prêmio Paula Brito (1959), Prêmio Jabuti (1959 e 1970), Prêmio Luísa Cláudio de Sousa, do Pen Club do Brasil (1959), Prêmio Carmen Dolores Barbosa (1959), Troféu Intelectual do Ano (1970), Prêmio Fernando Chinaglia, Rio de Janeiro (1982), Prêmio Nestlé de Literatura, São Paulo (1982), Prêmio Brasília de Literatura — Conjunto de Obras (1982), Prêmio Moinho Santista de Literatura (1984), prêmio BNB de Literatura (1985).

Recebeu também diversos títulos honoríficos, nacionais e estrangeiros, entre os quais: Comendador da Ordem Andrés Bello, Venezuela (1977), Commandeur de l Ordre des Arts et des Lettres, da França (1979), Commandeur de la Légion d Honneur (1984), Doutor Honoris Causa pela Universidade Federal da Bahia (1980) e do Ceará (1981), Doutor Honoris Causa pela Universidade Degli Studi de Bari, Itália (1980) e pela Universidade de Lumière Lyon II, França (1987).

Grão Mestre da Ordem do Rio Branco (1985) e Comendador da Ordem do Congresso Nacional, Brasília (1986).

Foi membro correspondente da Academia de Ciências e Letras da República Democrática da Alemanha, da Academia das Ciências de Lisboa, da Academia Paulista de Letras, e membro especial da Academia de Letras da Bahia. Obá do Axê do Opó Afonjá, na Bahia, onde viveu, cercado de carinho e admiração de todas as classes sociais e intelectuais.

Exerceu atividades jornalísticas desde bem jovem quando ingressou como repórter no DIÁRIO DA BAHIA (1927-29), época em que também escrevia na revista literária baiana A LUVA. Depois, no Sul, atuou sempre na imprensa, tendo sido redator-chefe da revista carioca Dom Casmurro (1939) e colaborador, no exílio (1941-42), em periódicos portenhos — La Crítica, Sud e outros.

Retornando ao Brasil, redigiu a seção "Hora da Guerra", no jornal O Imparcial (1943-44), em Salvador, e, mudando-se para São Paulo, dirigiu o diário Hoje (1945). Anos após, participou, no Rio, da direção do semanário Para Todos (1956-58). Estreou na literatura em 1930, com a publicação, por uma editora do Rio, da novela Lenita, escrita em colaboração com Dias da Costa e Édison Carneiro.

Os seus livros, que ao longo de 36 anos (de 1941 a 1977) foram editados pela Livraria Martins Editora, de São Paulo, integraram a coleção Obras Ilustradas de Jorge Amado.

Atualmente, as obras de Jorge Amado são editadas pela Distribuidora Record, do Rio. Publicados em 52 países, seus livros foram traduzidos para 48 idiomas e dialetos, a saber: albanês, alemão, árabe, armênio, azerbaijano, búlgaro, catalão, chinês, coreano, croata, dinamarquês, eslovaco, esloveno, espanhol, esperanto, estoniano, finlandês, francês, galego, georgiano, grego, guarani, hebreu, holandês, húngaro, iídiche, inglês, islandês, italiano, japonês, letão, lituano, macedônio, moldávio, mongol, norueguês, persa, polonês, romeno, russo (também três em braile), sérvio, sueco, tailandês, tcheco, turco, turcomano, ucraniano e vietnamita.

Teve livros adaptados para o cinema, o teatro, o rádio, a televisão, bem como para histórias em quadrinhos, não só no Brasil mas também em Portugal, na França, na Argentina, na Suécia, na Alemanha, na Polônia, na Tcheco-Eslováquia, na Itália e nos Estados Unidos.

Outros trabalhos: O país do carnaval, romance (1931); Cacau, romance (1933); Suor, romance (1934); Jubiabá, romance (1935); Mar morto, romance (1936); Capitães de areia, romance (1937); A estrada do mar, poesia (1938); ABC de Castro Alves, biografia (1941); O cavaleiro da esperança, biografia (1942); Terras do sem fim, romance (1943); São Jorge dos Ilhéus, romance (1944); Bahia de Todos os Santos, guia (1945); Seara vermelha, romance (1946).

O amor do soldado, teatro (1947); O mundo da paz, viagens (1951); Os subterrâneos da liberdade, romance (1954); Gabriela, cravo e canela, romance (1958); A morte e a morte de Quincas Berro d Água, romance (1961); Os velhos marinheiros ou o Capitão de longo curso, romance (1961); Os pastores da noite, romance (1964).

Dona Flor e seus dois maridos, romance (1966); Tenda dos milagres, romance (1969); Teresa Batista cansada de guerra, romance (1972); O gato Malhado e a andorinha Sinhá, historieta (1976); Tieta do Agreste, romance (1977); Farda, fardão, camisola de dormir, romance (1979).

Do recente milagre dos pássaros, conto (1979); O menino grapiúna, memórias (1982); A bola e o goleiro, literatura infantil (1984); Tocaia grande, romance (1984); O sumiço da santa, romance (1988); Navegação de cabotagem, memórias (1992); A descoberta da América pelos turcos, (1994); O milagre dos pássaros, (1997).

Jornalista, romancista e memorialista. Faleceu em Salvador, Bahia, no dia 06.08.2001, com 89 anos de idade.

Quinto ocupante da Cadeira 23, eleito em 6.04.1961, na sucessão de Otávio Mangabeira e recebido pelo Acadêmico Raimundo Magalhães Júnior em 17.07.1961. Recebeu os Acadêmicos Adonias Filho e Dias Gomes.

Sua Cadeira 23, na Academia Brasileira de Letras tem como Patrono José de Alencar, Fundador Machado de Assis, sendo também ocupada por Lafayette Rodrigues Pereira, Alfredo Pujol, Otavio Mangabeira, Jorge Amado e Zélia Gattai.

Não é referido no livro BAIANOS ILUSTRES(1979), de Antonio Loureiro de Souza.

Muito bem analisado na ENCICLOPÉDIA DE LITERATURA BRASILEIRA, de Afrânio Coutinho e J. Galante, edição do MEC, 1990, com revisão de Graça Coutinho e Rita Moutinho, em 2001.

Com sua importância, é grandemente estudado no DICIONÁRIO HISTÓRICO-BIOGRÁFICO BRASILEIRO(2001, 5 volumes, 6.211 páginas), da Fundação Getúlio Vargas e é convenientemente referido, em todas as enciclopédias nacionais, Delta, Barsa, Larousse, Mirador, Abril, Koogan/Houaiss, Larousse Cultural, etc.

É verbete do DICIONÁRIO BIOBIBLIOGRÁFICO REGIONAL DO BRASIL, de Mário Ribeiro Martins, via INTERNET, dentro de ENSAIO, no site www.usinadeletras.com.br ou www.mariomartins.com.br





SEXTO OCUPANTE DA CADEIRA 23-ZÉLIA GATTAI AMADO, de São Paulo, Capital, 02.07.1916, escreveu, entre outros, ANARQUISTAS, GRAÇAS A DEUS(Memórias-1979), UM CHAPÉU PARA VIAGEM(Memórias-1982), SENHORA DONA DO BAILE(Memórias-1984), REPORTAGEM INCOMPLETA(Memória-1987), JARDIM DE INVERNO(Memória-1988), CHÃO DE MENINOS(1992), CRONICA DE UMA NAMORADA(Romance-1995), A CASA DO RIO VERMELHO(Memórias-1999), CITTÀ DI ROMA(Memórias-2000), sem dados biográficos completos nos livros e sem qualquer outra informação ao alcance da pesquisa, via textos editados. Filha de Ernesto Gattai e Angelina Da Col Gattai, ambos italianos. O pai a registrou como nascida em 04.08.1916. Após os estudos primários em sua terra natal, deslocou-se para outros centros, onde também estudou.

Seu pai fazia parte do grupo de imigrantes políticos que chegou ao Brasil no fim do século XIX, para fundar a célebre “Colonia Cecília”, na tentativa de criar uma comunidade anarquista na selva brasileira. A família de sua mãe, católica, veio para o Brasil após a Abolição da Escravatura para trabalhar nas plantações de café, em São Paulo.

Na década de 1930, com 14 anos de idade, tornou-se amiga de diversos artistas e intelectuais da época, entre os quais, Oswald de Andrade, Lasar Segall, Tarsila do Amaral, Mário de Andrade, Rubem Braga, Zora Seljan, Aparecida e Paulo Mendes de Almeida, Letícia, Carlos Lacerda, Aldo Bonadei, Vinícius de Moraes e outros.

Em 1939, com 23 anos, casou-se com Aldo Veiga, com quem teve o filho Luis Carlos Veiga, nascido no dia 12.08.1942. Em meados de 1945, com 29 anos, casou-se com Jorge Amado, com quem teve o filho João Jorge Amado, nascido no Rio de Janeiro, no dia 25.11.1947.

Em 1948, em virtude da situação política de seu marido Jorge Amado, foi para a Europa, onde permaneceu durante cinco anos, entre Paris(França) e Praga(Tchecoslováquia). Conheceu personalidades como Pablo Neruda, Nicolás Guillén, Jean-Paul Sartre, Simone de Beauvoir, Aragón, Paul Éluard, Fréderic Juliot Curie, Picasso e Ilya Eremburg.

Em Paris, iniciou-se na arte da fotografia. Em 1949, com 33 anos de idade, concluiu o curso de Língua e Civilização Francesa, na Sorbonne, na França. Em 1950, juntamente com o marido, passou a residir no Castelo da União dos Escritores, em Dobris, na Tchecoslováquia.

No dia 19.08.1951, nasceu sua filha Paloma Jorge Amado, em Praga. Em 1952, com 36 anos de idade, voltou para o Brasil, passando a residir no apartamento do sogro, no Rio de Janeiro, durante 10(dez) anos.

Em 1963, com 47 anos, passou a morar em Salvador, na Bahia.

É detentora de dezenas de Prêmios, entre os quais: Prêmio Dante Alighieri (1980). Prêmio Revelação Literária, concedido pela Associação de Imprensa (1980). Diploma de Sócia Benemérita da Ordem Brasileira dos Poetas da Literatura de Cordel. Placa “As dez mulheres mais bem sucedidas do Brasil” pela Mac Keen (1980). Título de Sócia Benemérita do Clube Baiano da Trova (1981).

Título de Cidadã Honorária da Cidade de Salvador, Bahia, concedido pela Câmara Municipal da Cidade (1984). Título de Cidadã Honorária da Cidade de Mirabeau (1985). Título no grau de Grande Oficial da Ordem do Infante Dom Henrique, concedido pelo governo português (1986). Homenagem da Ordem Brasileira dos Poetas da Literatura de Cordel que lhe concede o diploma de Madrinha dos Trovadores. Medalha do Mérito Castro Alves, da Secretaria da Educação e Cultura do Estado da Bahia (1987).

Diploma de Reconhecimento do Povo Carioca pelos relevantes serviços prestados à Cultura e ao Turismo, da Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro. Prêmio Destaque do Ano (1988). O Conselho Nacional da Mulher a declara eleita A Mulher do Ano (1989). Diploma de Magnífica Amiga dos Trovadores Capixabas, Espírito Santo (1991). Comenda das Artes e das Letras dada pela ministra da França, Caterine Trautmann (1998). Comenda Maria Quitéria pela Câmara Municipal de Salvador (1999).

Em 2001, a Prefeitura Municipal de Taperoá, na Bahia, criou a Fundação de Cultura e Turismo Zélia Gattai. Seu livro ANARQUISTAS GRAÇAS A DEUS foi transformado em seriado na Rede Globo de Televisão.

Viúva de Jorge Amado, em 06.08.2001, publicou outros livros, entre os quais, CÓDIGOS DE FAMILIA e JORGE AMADO-UM BAIANO SENSUAL E ROMÂNTICO(2002). Recebeu dezenas de homenagens, entre as quais, do governo de Portugal, em 1986, com o titulo de GRANDE OFICIAL DA ORDEM DO INFANTE DOM HENRIQUE.

Outros trabalhos: Anarquistas graças a Deus - 1979 (memórias). Um chapéu para viagem - 1982 (memórias). Senhora dona do baile - 1984 (memórias). Reportagem incompleta - 1987 (fotobiografia). Jardim de inverno - 1988 (memórias). Pipistrelo das mil cores - 1989 (literatura infantil). O segredo da rua 18 - 1991 (literatura infantil). Chão de meninos - 1992 (memórias). Crônica de uma namorada - 1995 (romance). A casa do Rio vermelho - 1999 (memórias). Cittá di Roma - 2000 (memórias). Jonas e a sereia - 2000 (literatura infantil). Códigos de família - 2001 (memórias). Jorge Amado um baiano sensual e romântico - 2002 (memórias).

Memorialista, romancista e fotógrafa.

Sexta ocupante da Cadeira 23, eleita em 7.12.2001, na sucessão de Jorge Amado e recebida em 21.05.2002, pelo Acadêmico Eduardo Portella.

Sua Cadeira 23, na Academia Brasileira de Letras tem como Patrono José de Alencar, Fundador Machado de Assis, sendo também ocupada por Lafayette Rodrigues Pereira, Alfredo Pujol, Otavio Mangabeira, Jorge Amado e Zélia Gattai.

Não é referida no livro DICIONARIO DE AUTORES PAULISTAS(1954), de Luis Correia de Melo.

Pouco analisada na ENCICLOPÉDIA DE LITERATURA BRASILEIRA, de Afrânio Coutinho e J. Galante, edição do MEC, 1990, com revisão de Graça Coutinho e Rita Moutinho, em 2001.

Apesar de sua importância, não é estudada no DICIONÁRIO HISTÓRICO-BIOGRÁFICO BRASILEIRO(2001, 5 volumes, 6.211 páginas), da Fundação Getúlio Vargas, mas é convenientemente referida, em todas as enciclopédias nacionais, Delta, Barsa, Larousse, Mirador, Abril, Koogan/Houaiss, Larousse Cultural, etc.

É verbete do DICIONÁRIO BIOBIBLIOGRÁFICO REGIONAL DO BRASIL, de Mário Ribeiro Martins, via INTERNET, dentro de ENSAIO, no site www.usinadeletras.com.br ou www.mariomartins.com.br



SÉTIMO OCUPANTE DA CADEIRA 23. Luiz Paulo Horta, do Rio de Janeiro, 14.08.1943, escreveu, entre outros, “CADERNO DE MÚSICA". Rio de Janeiro: ed. Zahar, 1983. DICIONÁRIO DE MÚSICA ZAHAR (editor). Rio de Janeiro: ed. Zahar, 1984. "VILLA-LOBOS - UMA INTRODUÇÃO". Rio de Janeiro: ed. Zahar,1987 .GROVE´S DICITONARY OF MUSIC & MUSICIANS (coordenador, com Luiz Paulo Sampaio, da edição brasileira). Rio de Janeiro: ed. Zahar, 1994. GUIA DA MÚSICA CLÁSSICA EM CD. Rio de Janeiro: ed. Zahar, 1997. "MÚSICA DAS ESFERAS". Rio de Janeiro: ed. Zahar, 1999. "SETE NOITES COM OS CLÁSSICOS". Rio de Janeiro: ed. Zahar, 1999. "À PROCURA DE UM CÂNONE". Rio de Janeiro: ed. TopBooks, 2008. Apos os estudos primários em sua terra natal, deslocou-se para outros centros, onde também estudou. Em 1962, com 19 anos, iniciou o curso de Direito na PUC-RJ, logo abandonado pela militância no jornalismo. Entrou para o Correio da Manhã em 1963, e para o Jornal do Brasil em 1964, onde ficou até 1990. Transferiu-se então para O Globo, onde continua a trabalhar como editorialista e crítico de música. Em 1986, com 43 anos de idade, fundou e dirigiu a seção de música do Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro. Em 2000 e 2001, dirigiu um grupo de estudos bíblicos no Centro Loyola da PUC.RJ. Pertence à Academia Brasileira de Música e à Academia Brasileira de Arte. É membro do Conselho de Desenvolvimento da PUC-RJ e da Comissão Cultural da Arquidiocese do Rio de Janeiro. Em 2000 recebeu o Prêmio Padre Ávila de Ética no Jornalismo, concedido pela PUC-RJ. Eleito em 21 de agosto de 2008, com 65 anos, na sucessão de Zélia Gattai, e recebido em 28 de novembro do mesmo ano pelo acadêmico Tarcísio Padilha. Apesar de sua importância, não é suficientemente mencionado na ENCICLOPÉDIA DE LITERATURA BRASILEIRA, de Afrânio Coutinho e J. Galante, edição do MEC, 1990, com revisão de Graça Coutinho e Rita Moutinho, em 2001 ou DICIONÁRIO HISTÓRICO-BIOGRÁFICO BRASILEIRO(2001, 5 volumes, 6.211 páginas), da Fundação Getúlio Vargas e nem, em nenhuma das enciclopédias nacionais, Delta, Barsa, Larousse, Mirador, Abril, Koogan/Houaiss, Larousse Cultural, etc. É verbete do DICIONÁRIO BIOBIBLIOGRÁFICO REGIONAL DO BRASIL, de Mário Ribeiro Martins, via INTERNET, dentro de ENSAIO, no site www.usinadeletras.com.br ou www.mariomartins.com.br.



CADEIRA 24

A esta Cadeira, estão vinculados os seguintes nomes:

Júlio Ribeiro-PATRONO(Sabará, Minas Gerais, 16.04.1845).

Garcia Redondo-FUNDADOR(Rio de Janeiro, RJ, 07.01.1854).

Luís Guimarães Filho(Rio de Janeiro, RJ, 30.10.1878).

Manuel Bandeira(Recife, Pernambuco, 19.04.1886).

Cyro dos Anjos(Montes Claros, Minas Gerais, 05.10.1906).

Sábato Magaldi(Belo Horizonte, Minas Gerais, 09.05.1927).





BIOGRAFIAS:



PATRONO DA CADEIRA 24-JÚLIO RIBEIRO(Julio César Ribeiro Vaughan), de Sabará, Minas Gerais, 16.04.1845, escreveu, entre outros, O PADRE BELCHIOR DE PONTES(Folhetim-1876), CARTAS SERTANEJAS(1885), A CARNE(Romance-1888), sem dados biográficos completos nos livros e sem qualquer outra informação ao alcance da pesquisa, via textos editados. Filho de George Washington Vaughan e Maria Francisca Ribeiro Vaughan. Após os estudos primários em sua terra natal, deslocou-se para outros centros, onde também estudou.

Com sua mãe que era professora, fez os estudos de instrução primária, matriculando-se depois no Colégio de Sabará. Em 1862, com 17 anos de idade, mudou-se para o Rio de Janeiro, para estudar na Escola Militar do Rio.

Em 1865, com 20 anos, interrompeu o curso militar para se dedicar ao jornalismo e ao magistério. Tinha adquirido, para essas atividades, os mais completos recursos, eis que conhecia bem o latim e o grego e tinha conhecimentos de línguas modernas, além de conhecer música.

Fez concurso para o curso anexo da Faculdade de Direito de São Paulo, na cadeira de Latim, ainda na Monarquia, onde foi Professor. Na República, de cuja propaganda participara, foi professor de Retórica no Instituto de Instrução Secundária(Instituto de Educação de São Paulo), em substituição ao Barão de Loreto. O jornalismo talvez tenha sido o seu campo de atividade intelectual mais constante.

Foi proprietário e diretor de diversos jornais, como o SOROCABANO, em 1870, quando tinha 25 anos de idade, em Sorocaba. Dirigiu também A PROCELÁRIA (1887) e O REBATE (1888), em São Paulo. Colaborou também no jornal ESTADO DE S. PAULO, no DIÁRIO MERCANTIL, na GAZETA DE CAMPINAS, no ALMANAQUE DE SÃO PAULO, nos quais publicava seus estudos sobre filologia, arqueologia e erudição em geral.

Foi um jornalista combativo, panfletário, polemista, ao defender a própria literatura contra os que o atacavam. Quanto ao filólogo, procurou ajustar o rigor lusitano da língua aos moldes do linguajar nativo. Apesar disso, a sua GRAMÁTICA PORTUGUESA envelheceu, superada pelos estudos de filólogos posteriores.

Como romancista, filiou-se ao Naturalismo. Seu romance A CARNE (1888) constituiu grande êxito, ao menos pela polêmica então suscitada, e com ele Júlio Ribeiro ficou incorporado ao grupo dos principais romancistas do seu tempo.

Vários críticos, entre eles José Veríssimo e Alfredo Pujol, atacaram o romance. O ataque principal partiu do padre Sena Freitas, com o seu artigo "A carniça", publicado no Diário Mercantil. O romancista, espírito orgulhoso e altivo, republicano, inimigo acérrimo de batinas, revidou com uma série de artigos intitulados "O Urubu Sena Freitas", publicados em dezembro de 1888.

Este episódio está recolhido no livro UMA POLÊMICA CÉLEBRE. Manuel Bandeira, em estudo que dedicou a Júlio Ribeiro, fez justiça ao romancista e ao seu romance.

Outros trabalhos: Gramática portuguesa (1881); O padre Belchior de Pontes, romance, 2 vols. (1876-77); Cartas sertanejas (1885); A carne, romance (1888); Uma polêmica célebre (Edições Cultura Brasileira, 1934).

Jornalista, filólogo e romancista. Faleceu em Santos, SP, em 01.11.1890, com 45 anos de idade.

É o patrono da Cadeira 24, por escolha do fundador Garcia Redondo. Sua Cadeira 24, na Academia Brasileira de Letras tem como Patrono(ele mesmo, Julio Ribeiro), Fundador Garcia Redondo, sendo também ocupada por Luis Guimarães Filho, Manuel Bandeira, Cyro dos Anjos e Sábato Magaldi.

Pouco analisado na ENCICLOPÉDIA DE LITERATURA BRASILEIRA, de Afrânio Coutinho e J. Galante, edição do MEC, 1990, com revisão de Graça Coutinho e Rita Moutinho, em 2001.

Apesar de sua importância não é estudado no DICIONÁRIO HISTÓRICO-BIOGRÁFICO BRASILEIRO(2001, 5 volumes, 6.211 páginas), da Fundação Getúlio Vargas e nem é convenientemente referido, em nenhuma das enciclopédias nacionais, Delta, Barsa, Larousse, Mirador, Abril, Koogan/Houaiss, Larousse Cultural, etc.

É verbete do DICIONÁRIO BIOBIBLIOGRÁFICO REGIONAL DO BRASIL, de Mário Ribeiro Martins, via INTERNET, dentro de ENSAIO, no site www.usinadeletras.com.br ou www.mariomartins.com.br





FUNDADOR DA CADEIRA 24-GARCIA REDONDO(Manuel Ferreira Garcia Redondo), Carioca, do Rio de Janeiro, 07.01.1854, escreveu, entre outros, ARMINHOS(Contos-1882), MARIO(Drama-1882), O DEDO DE DEUS(1883), O URSO BRANCO(1884), CARA ALEGRE(Humor-1912), sem dados biográficos completos nos livros e sem qualquer outra informação ao alcance da pesquisa, via textos editados. Filho de Manuel Ferreira de Sousa Redondo e de Francisca Carolina Garcia Redondo. Após os estudos primários em sua terra natal, deslocou-se para outros centros, onde também estudou.

Cursou humanidades na Universidade de Coimbra, Portugal, por algum tempo. De volta ao Brasil, ingressou, em 1872, com 18 anos de idade, na Escola Politécnica do Rio de Janeiro, pela qual obteve o grau de Engenheiro e Bacharel em Ciências Físicas e Matemáticas.

Foi companheiro de poetas e escritores portugueses e brasileiros, entre os quais Gonçalves Crespo, Guerra Junqueiro e Cândido de Figueiredo. Em 1878, mudou-se para Santos, em São Paulo, eis que nomeado Engenheiro Fiscal de obras de Alfândega de Santos. Aí residiu até 1884, ano em que se transferiu para a capital de Paulista.

Em Portugal, colaborou no Novo Almanaque Luso-brasileiro de Lembranças e fundou O Peregrino, periódico literário, onde teve por companheiros de redação Augusto Bittencourt e Sergio de Castro. No Rio de Janeiro, colaborou na República em sua primeira fase, quando redigida por Salvador de Mendonça, e na segunda fase em 1878.

Colaborou na Idéia, periódico literário, no Mosquito, semanário humorístico, no Jornal do Commercio, no Repórter, onde publicou folhetins semanais, e na Revista de Engenharia. Usou vários Pseudônimos, dentre outros, Um contemporâneo, Um plebeu, Cabrion, Pepelet, Gavarni, Nemo, Childe Harold.

Outros trabalhos: Arminhos, contos (1882); Mário, drama (1882); O dedo de Deus, comédia (1883); O urso branco, comédia (1884); Carícia, botânica amorosa (1895); A choupana das rosas, contos (1897); Moléstias e bichos, comédia (1899); Viagens pelo país da ternura (1907); Através da Europa, viagem (1908); Novos contos (1910); O descobrimento do Brasil, conferência (1911); Cara alegre, humor (1912); Na pele do outro, comédia.

Engenheiro, jornalista, professor, contista e teatrólogo. Faleceu em São Paulo, SP, em 6.10.1916, com 62 anos de idade.

Convidado a comparecer à última sessão preparatória para a criação da Academia Brasileira de Letras, fundou a Cadeira 24, que tem como patrono Júlio Ribeiro.

Sua Cadeira 24 na Academia tem como Patrono Julio Ribeiro, Fundador(ele mesmo Garcia Redondo), sendo também ocupada por Luis Guimarães Filho, Manuel Bandeira, Cyro dos Anjos e Sábato Magaldi.

Pouco analisado na ENCICLOPÉDIA DE LITERATURA BRASILEIRA, de Afrânio Coutinho e J. Galante, edição do MEC, 1990, com revisão de Graça Coutinho e Rita Moutinho, em 2001.

Apesar de sua importância, não é estudado no DICIONÁRIO HISTÓRICO-BIOGRÁFICO BRASILEIRO(2001, 5 volumes, 6.211 páginas), da Fundação Getúlio Vargas e nem é convenientemente referido, em nenhuma das enciclopédias nacionais, Delta, Barsa, Larousse, Mirador, Abril, Koogan/Houaiss, Larousse Cultural, etc.

É verbete do DICIONÁRIO BIOBIBLIOGRÁFICO REGIONAL DO BRASIL, de Mário Ribeiro Martins, via INTERNET, dentro de ENSAIO, no site www.usinadeletras.com.br ou www.mariomartins.com.br





SEGUNDO OCUPANTE DA CADEIRA 24-LUÍS GUIMARÃES FILHO, Carioca, do Rio de Janeiro, 30.10.1878, escreveu, entre outros, VERSOS INTIMOS(Poesia-1894), LIVRO DE MINHA ALMA(Poesia-1895), IDOLOS CHINESES(Poesia-1897), AVE-MARIA(Poesia-1900), UMA PAGINA DE QUOVADIS(Poesia-1901), BRASIL-TERRA DA PROMISSÃO(Ensaio-1930), FREI ANGELICO(Ensaio-1938), sem dados biográficos completos nos livros e sem qualquer outra informação ao alcance da pesquisa, via textos editados. Filho de Luís Caetano Pereira Guimarães Junior e de Cecília Canongia Guimarães. Após os estudos primários em sua terra natal, deslocou-se para outros centros, onde também estudou.

Com o falecimento de sua mãe, com 28 anos, portanto ainda jovem, Luís Guimarães, juntamente com suas duas irmãs e o irmão Horácio, foram entregues aos cuidados da avó materna, que residia em Portugal, enquanto o pai continuava a vida diplomática.

Feitos os estudos iniciais com a avó materna e em Escolas Particulares, matriculou-se na Universidade de Coimbra, onde recebeu o grau de Bacharel em Filosofia em 1895, com 17 anos de idade.

Seguindo o exemplo do pai, Luís Guimarães, ingressou na carreira diplomática. Em setembro de 1901, com 23 anos de idade, foi nomeado secretário do Congresso Pan-Americano do México. Em 1902 foi nomeado, por concurso, segundo secretário de legação em Buenos Aires, na Argentina. Também foi segundo secretário de legação em Montevidéu(Uruguai), Tóquio(Japão) e Pequim(China).

Conselheiro de legação em Havana(Cuba) e Berna(Suíça). Encarregado de negócios em Tóquio(Japão), Pequim(China), Havana(Cuba) e Berna(Suíça).

Ministro plenipotenciário em Caracas(Venezuela), São Petersburgo, Montevidéu e Haia(Holanda). Promovido a Embaixador, ocupou o posto em Madri(Espanha) e na Cidade do Vaticano(Roma). Colaborou na imprensa, sobretudo na GAZETA DE NOTÍCIAS e NO CORREIO DA MANHÃ.

Seu primeiro livro VERSOS ÍNTIMOS, foi publicado em 1894, com 16 anos. Publicou também PEDRAS PRECIOSAS (1906). Este livro foi traduzido para o italiano, em 1923, com o título PIETRE PREZIOSE. Seu livro de crônicas SAMURAIS E MANDARINS, publicado em 1912, teve grande êxito literário.

Sua última obra foi o ensaio biográfico FREI ANGÉLICO, em que reconstituiu a vida do grande artista da Renascença e a sua época histórica. Era membro da Academia das Ciências de Lisboa, da Real Academia Espanhola e de várias associações culturais brasileiras e portuguesas. Recebeu as mais altas condecorações nos países em que viveu.

Outros trabalhos: Versos íntimos (1894); Livro de minha alma, poesia (1895); Ídolos chineses, poesia (1897); Ave-Maria, poesia (1900); Uma página do Qua vadis, poesia (1901); Pedras preciosas, poesia (1906); Samurais e mandarins, crônicas (1912); Cantos de luz, poesia (1919); Hollanda, impressões e viagens (1928); Fra Angélico, ensaio biográfico (1938).

Seu pai(Guimarães Junior) que também era poeta lírico, foi diplomata e Ministro do Brasil em Lisboa, alem de fundador da Cadeira 31, da Academia Brasileira de Letras.

Quanto a Guimarães Filho, foi Diplomata, poeta, cronista. Faleceu em Petrópolis, Estado do Rio, 19.04.1940, com 62 anos de idade.

Segundo ocupante da Cadeira 24, eleito em 17.05.1917, na sucessão de Garcia Redondo e recebido pelo Acadêmico Paulo Barreto (João do Rio) em 19.07.1917.

Sua Cadeira 24, na Academia Brasileira de Letras tem como Patrono Julio Ribeiro, Fundador Garcia Redondo, sendo também ocupada por Luis Guimarães Filho, Manuel Bandeira, Cyro dos Anjos e Sábato Magaldi.

Pouco analisado na ENCICLOPÉDIA DE LITERATURA BRASILEIRA, de Afrânio Coutinho e J. Galante, edição do MEC, 1990, com revisão de Graça Coutinho e Rita Moutinho, em 2001.

Apesar de sua importância e de ter sido Embaixador do Brasil na Espanha e em Roma, não é estudado no DICIONÁRIO HISTÓRICO-BIOGRÁFICO BRASILEIRO(2001, 5 volumes, 6.211 páginas), da Fundação Getúlio Vargas e nem é convenientemente referido, em nenhuma das enciclopédias nacionais, Delta, Barsa, Larousse, Mirador, Abril, Koogan/Houaiss, Larousse Cultural, etc.

É verbete do DICIONÁRIO BIOBIBLIOGRÁFICO REGIONAL DO BRASIL, de Mário Ribeiro Martins, via INTERNET, dentro de ENSAIO, no site www.usinadeletras.com.br ou www.mariomartins.com.br







TERCEIRO OCUPANTE DA CADEIRA 24-MANUEL BANDEIRA(Manuel Carneiro de Sousa Bandeira Filho), de Recife, Pernambuco, 19.04.1886, escreveu, entre outros, A CINZA DAS HORAS(Poesia-1917), CARNAVAL(Poesia-1919), LIBERTINAGEM(Poesia-1930), ESTRELA DA MANHÃ(Poesia-1936), CRONICAS DA PROVINCIA DO BRASIL(1937), MAFUÁ DE MALUNGO(Poesia-1948), ITINERARIO DE PASÁRGADA(Memórias-1954), ESTRELA DA VIDA INTEIRA(Poesia-1966), MEUS POEMAS PREFERIDOS(1968), sem dados biograficos completos nos livros e sem qualquer outra informação ao alcance da pesquisa, via textos editados. Filho de Manuel Carneiro de Sousa Bandeira e de Francelina Ribeiro de Sousa Bandeira. Após os estudos primários, em sua terra natal, deslocou-se para outros centros, onde também estudou.

Em 1896, com 10 anos de idade, foi para o Rio de Janeiro, onde cursou o secundário no Externato do Ginásio Nacional, hoje Colégio Pedro II, de 1897 a 1902, bacharelando-se em ciências e letras(secundário).

Em 1903, com 17 anos, matriculou-se na Escola Politécnica de São Paulo para fazer o curso de Engenheiro-Arquiteto.

No ano seguinte abandonou os estudos por motivo de doença. Fez estações de cura da tuberculose em Campanha, Minas Gerais, Teresópolis e Petrópolis, RJ, e por fim em Clavadel, na Suíça, onde se demorou de junho de 1913 a outubro de 1914. Em Clavadel teve como companheiro de sanatório o poeta Paul Eluard. Sua vida poderia ter sido breve, face às lesões que tinha nos pulmões.

Viveu até os 82 anos, construindo uma vida de convivência com os amigos, escritores e intelectuais do seu tempo e uma das maiores obras poéticas da moderna literatura brasileira. De volta ao Brasil, em 1914, em virtude da Primeira Guerra Mundial, iniciou a sua produção literária em periódicos.

Perdeu, sucessivamente, mãe, irmã, pai e irmão. Instalou-se sozinho e enfermo no Rio de Janeiro, numa casa no Morro do Curvelo, onde já residia o Poeta Ribeiro Couto, seu amigo. Passou a viver do MONTEPIO deixado pelo pai.

Em 1917, com 31 anos de idade, publicou A CINZA DAS HORAS, onde reuniu poemas compostos durante o período de sua doença. Em 1919 publicou seu segundo livro de poemas, CARNAVAL. Neste livro se encontra o poema OS SAPOS, que veio a ser declamado, três anos depois, durante a Semana de Arte Moderna(1922), pela voz de Ronald de Carvalho.

Por intermédio do amigo Ribeiro Couto, conheceu os escritores paulistas que, em 1922, lançaram o movimento modernista. Não participou diretamente da Semana, mas colaborou na revista KLAXON e mantinha amizade com os modernistas.

Colaborou também na Revista ANTROPOFAGIA, LANTERNA VERDE, TERRA ROXA e A REVISTA. Em 1927, viajou ao Norte do Brasil, até Belém, parando em Salvador, Recife, Paraíba, Natal, Fortaleza e São Luís do Maranhão.

De 1928 a 1929 permaneceu no Recife como fiscal de bancas examinadoras de preparatórios. Em 1935, com 49 anos, foi nomeado inspetor de ensino secundário, pelo Ministro da Educação Gustavo Capanema. Em 1938, professor de Literatura Universal no Externato do Colégio Pedro II.

Em 1942, com 56 anos, tornou-se Professor de Literaturas Hispano-Americanas na Faculdade Nacional de Filosofia, sendo aposentado por lei especial do Congresso em 1956, com 70 anos de idade.

Desde 1938, era membro do Conselho Consultivo do Departamento do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional e, em 1942, foi eleito membro da Sociedade Felipe d’Oliveira. Recebeu o prêmio da Sociedade Felipe d’Oliveira por conjunto de obra (1937) e o prêmio de poesia do Instituto Brasileiro de Educação e Cultura, também por conjunto de obra (1946).

Durante toda a vida, fez crítica de ARTES PLÁSTICAS, CRÍTICA LITERÁRIA e MUSICAL para vários jornais e revistas. Em 1925, colaborou na seção "Mês modernista" do jornal A NOITE, na revista A IDÉIA ILUSTRADA e NA REVISTA MUSICAL para o DIÁRIO NACIONAL, de São Paulo.

Entre 1930-31, escreveu crítica de cinema para o DIÁRIO DA NOITE, do Rio de Janeiro, e para A PROVÍNCIA, do Recife. Em 1941, fez crítica de artes plásticas para o jornal A MANHÃ, do Rio de Janeiro. Em 1954, publicou DE POETAS E DE POESIA. Em 1955, começou a escrever crônicas para o JORNAL DO BRASIL. De 1961 a 1963, escreveu crônicas semanais para o programa "QUADRANTE", da Rádio Ministério da Educação.

De 1963 a 1964, para os programas "VOZES DA CIDADE" e "GRANDES POETAS DO BRASIL", da Rádio Roquette-Pinto.

Sobre seu livro A ESTRELA DA MANHÃ, disse NO ITINERÁRIO DE PASÁRGADA: “Em 1936, aos cinqüenta anos de idade, pois não tinha eu ainda público que me proporcionasse editor para os meus versos, A ESTRELA DA MANHÃ saiu a lume em papel doado por meu amigo Luis Camilo de Oliveira Neto e a sua impressão foi custeada por subscritores. Declarou-se uma tiragem de 57(cinqüenta e sete) exemplares. Mas a verdade é que o papel só deu para 50 exemplares”.

Outros trabalhos: Poesias, reunindo A cinza das horas, Carnaval, O ritmo dissoluto (1924); Libertinagem (1930); Estrela da manhã (1936); Poesias escolhidas (1937); Poesias completas, reunindo as obras anteriores e mais Lira dos cinqüet anos (1940); Poesias completas, 4a edição, acrescida de Belo belo (1948); Poesias completas, 6a edição, acrescida de Opus 10 (1954); Poemas traduzidos (1945).

Mafuá do malungo, versos de circunstância (1948); Obras poéticas (1956); 50 Poemas escolhidos pelo autor (1955); Alumbramentos (1960); Estrela da tarde (1960).

Prosa: Crônicas da província do Brasil (1936); Guia de Ouro Preto (1938); Noções de história das literaturas (1940); Autoria das Cartas chilenas, separata da Revista do Brasil (1940); Apresentação da poesia brasileira (1946); Literatura hispano-americana (1949); Gonçalves Dias, biografia (1952).

Itinerário de Pasárgada (1954); De poetas e de poesia (1954); A flauta de papel (1957); Prosa, reunindo obras anteriores e mais Ensaios literários, Crítica de Artes e Epistolário (1958); Andorinha, andorinha, crônicas (1966); Os reis vagabundos e mais 50 crônicas (1966); Colóquio unilateralmente sentimental, crônica (1968).

Antologias: Antologia dos poetas brasileiros da fase romântica (1937); Antologia dos poetas brasileiros da fase parnasiana (1938); Antologia dos poetas brasileiros bissextos contemporâneos (1946). Organizou os Sonetos completos e Poemas escolhidos de Antero de Quental; as Obras poéticas de Gonçalves Dias (1944); as Rimas de José Albano (1948) e, de Mário de Andrade, Cartas a Manuel Bandeira (1958).

Professor, poeta, cronista, crítico e historiador literário. Faleceu no Rio de Janeiro, RJ, em 13.10.1968, com 82 anos de idade.

Terceiro ocupante da Cadeira 24, eleito em 29.08.1940, na sucessão de Luís Guimarães e recebido pelo Acadêmico Ribeiro Couto em 30.11.1940. Recebeu os Acadêmicos Peregrino Júnior e Afonso Arinos de Melo Franco.

Sua Cadeira 24, na Academia Brasileira de Letras tem como Patrono Julio Ribeiro, Fundador Garcia Redondo, sendo também ocupada por Luis Guimarães Filho, Manoel Bandeira, Cyro dos Anjos e Sábato Magaldi.

Muito bem estudado no DICIONÁRIO BIOBIBLIOGRÁFICO DE POETAS PERNAMBUCANOS(1993), de Lamartine Morais.

Bem analisado na ENCICLOPÉDIA DE LITERATURA BRASILEIRA, de Afrânio Coutinho e J. Galante, edição do MEC, 1990, com revisão de Graça Coutinho e Rita Moutinho, em 2001.

Apesar de sua importância, não é estudado no DICIONÁRIO HISTÓRICO-BIOGRÁFICO BRASILEIRO(2001, 5 volumes, 6.211 páginas), da Fundação Getúlio Vargas, mas é convenientemente referido, em todas as enciclopédias nacionais, Delta, Barsa, Larousse, Mirador, Abril, Koogan/Houaiss, Larousse Cultural, etc.

É verbete do DICIONÁRIO BIOBIBLIOGRÁFICO REGIONAL DO BRASIL, de Mário Ribeiro Martins, via INTERNET, dentro de ENSAIO, no site www.usinadeletras.com.br ou www.mariomartins.com.br







QUARTO OCUPANTE DA CADEIRA 24-CYRO DOS ANJOS(Cyro Versiani dos Anjos), de Montes Claros, Minas Gerais, 05.10.1906, escreveu, entre outros, O AMANUENSE BELMIRO(Romance-1937), ABDIAS(Romance-1945), EXPLORAÇÕES NO TEMPO(Memórias-1952), A MENINA DO SOBRADO(Memórias-1979), sem dados biográficos completos nos livros e sem qualquer outra informação ao alcance da pesquisa, via textos editados. Filho de Antônio dos Anjos e Carlota Versiani dos Anjos. Após os estudos primários em sua terra natal, deslocou-se para outros centros, onde também estudou.

Foi o 13º dos quatorze filhos do casal. Fez o curso primário em Montes Claros e começou seus estudos secundários, aos 13 anos, na Escola Normal da mesma cidade. Em fins de 1923, foi para Belo Horizonte, a fim de estudar humanidades e fazer o curso de Direito na Universidade Federal de Minas Gerais, pela qual se formou em 1932, com 26 anos de idade.

Durante os anos de faculdade, trabalhou como funcionário público e jornalista. Trabalhou no DIÁRIO DA TARDE (1927), NO DIÁRIO DO COMÉRCIO (1928), NO DIÁRIO DA MANHÃ (1920), NO DIÁRIO DE MINAS (1929-31), em A TRIBUNA (1933) E NO ESTADO DE MINAS (1934-35).

Depois de formado, tentou a advocacia na sua cidade natal. Desistindo da profissão, voltou à imprensa e ao serviço público. Em Minas, exerceu os seguintes cargos: Oficial de gabinete do secretário das Finanças (1931-35). Oficial de gabinete do governador (1935-38). Diretor da Imprensa Oficial (1938-40). Membro do Conselho Administrativo do Estado (1940-42). Presidente do mesmo Conselho (1942-45).

Foi professor de Literatura Portuguesa na Faculdade de Filosofia de Minas Gerais (1940-46), na qualidade de fundador. Em 1933, como redator de A TRIBUNA, publicou uma série de crônicas que seriam o germe do seu mais famoso romance, O AMANUENSE BELMIRO (1937), de análise psicológica, escrito na linha machadiana, explorando a vida de um funcionário público da capital mineira.

Em 1946, com 40 anos de idade, transferiu-se para o Rio de Janeiro, onde ocupou, durante o governo Dutra, as funções de assessor do ministro da Justiça, diretor do Instituto de Previdência e Assistência dos Servidores do Estado IPASE (1946-51), e presidente do mesmo Instituto, em 1947. Colaborou também em diversos órgãos da imprensa carioca.

Convidado, em 1952, pelo Itamarati, a reger a cadeira de Estudos Brasileiros, junto à Universidade do México, residiu nesse país até 1954, quando foi transferido para igual posto na Universidade de Lisboa. Em Portugal publicou o ensaio A CRIAÇÃO LITERÁRIA (1954).

Em fins de 1955 regressou ao Brasil, e, em 1957, foi nomeado subchefe do gabinete civil da Presidência da República. Com o governo Kubitschek, transferiu-se para Brasília, onde exerceu, depois, as funções de Conselheiro do Tribunal de Contas e de Professor da Universidade de Brasilia.

Participou da Comissão designada pelo Governo Federal, em 1960, para planejar a Universidade Nacional do Brasília, vindo a ocupar a função de coordenador do Instituto de Letras da mesma Universidade. Ali regeu, na qualidade de professor titular extraordinário, em 1962, o curso "Oficina Literária". Aposentado em 1976, com 70 anos, voltou a residir no Rio.

Não se desligou das atividades do ensino, continuando a ministrar, na Faculdade da Universidade Federal do Rio de Janeiro, o curso "Oficina Literária".

Recebeu os seguintes prêmios literários: da Academia Brasileira de Letras, pelo romance ABDIAS (1945), do PEN-Clube do Brasil e da Câmara Brasileira do Livro, pelos livros EXPLORAÇÕES NO TEMPO (1963) e A MENINA DO SOBRADO (1979).

Outros trabalhos: O amanuense Belmiro, romance (1937); Abdias, romance (1945); A criação literária, ensaio (1954); Montanha, romance (1956); Explorações no tempo, memórias (1963; com o texto revisto, passou a integrar A menina do sobrado, sob o título de Santana do Rio Verde); Poemas coronários (1964); A menina do sobrado, memórias (1979). Seu romance O AMANUENSE BELMIRO foi traduzido para o inglês e o francês.

Jornalista, professor, cronista, romancista, ensaísta e memorialista. Faleceu no Rio de Janeiro, RJ, em 4.08.1994, com 88 anos de idade.

Eleito em 10 de abril de 1969 para a Cadeira 24, na sucessão de Manuel Bandeira, foi recebido em 21.10.1969, pelo acadêmico Aurélio Buarque de Holanda. Sua Cadeira 24, na Academia Brasileira de Letras tem como Patrono Julio Ribeiro, Fundador Garcia Redondo, sendo também ocupada por Luis Guimarães Filho, Manoel Bandeira, Cyro dos Anjos e Sábato Magaldi.

Pouco analisado na ENCICLOPÉDIA DE LITERATURA BRASILEIRA, de Afrânio Coutinho e J. Galante, edição do MEC, 1990, com revisão de Graça Coutinho e Rita Moutinho, em 2001. Mencionado no DICIONARIO DE ESCRITORES DE BRASILIA(1994), de Napoleão Valadares.

Apesar de sua importância, não é estudado no DICIONÁRIO HISTÓRICO-BIOGRÁFICO BRASILEIRO(2001, 5 volumes, 6.211 páginas), da Fundação Getúlio Vargas e nem é convenientemente referido, em nenhuma das enciclopédias nacionais, Delta, Barsa, Larousse, Mirador, Abril, Koogan/Houaiss, Larousse Cultural, etc.

É verbete do DICIONÁRIO BIOBIBLIOGRÁFICO REGIONAL DO BRASIL, de Mário Ribeiro Martins, via INTERNET, dentro de ENSAIO, no site www.usinadeletras.com.br ou www.mariomartins.com.br





QUINTO OCUPANTE DA CADEIRA 24-SÁBATO MAGALDI(Sábato Antônio Magaldi), de Belo Horizonte, Minas Gerais, em 9.05.1927, escreveu, entre outros, PANORAMA DO TEATRO BRASILEIRO(Ensaio-1962), ASPECTOS DA DRAMATURGIA MODERNA(Ensaio-1963), TEMAS DA HISTORIA DO TEATRO(Ensaio-1963), INICIAÇÃO AO TEATRO(1965), O TEXTO NO TEATRO(Ensaio-1989), AS LUZES DA ILUSÃO(Discurso-1995), sem dados biográficos completos nos livros e sem qualquer outra informação ao alcance da pesquisa, via textos editados. Filho de pais não referidos em sua biografia. Após os estudos primários em sua terra natal, deslocou-se para outros centros, onde também estudou.

Em 1949, com 22 anos de idade, tornou-se Bacharel em Direito pela Universidade de Minas Gerais, em Belo Horizonte. Em 1953, com 26 anos, obteve o certificado de Estética da Sorbonne, com bolsa de estudos concedida pelo Governo francês. Foi crítico teatral do DIÁRIO CARIOCA de 1950 a 1952.

Transferindo-se para São Paulo, em 1953, com 26 anos, a convite de Alfredo Mesquita, passou a lecionar História do Teatro na Escola de Arte Dramática, onde criou, em 1962, a disciplina de História do Teatro Brasileiro.

Redator do jornal O ESTADO DE S. PAULO, de 1953 a 1972, tornou-se, em 1956, titular da coluna de Teatro de seu Suplemento Literário. Redator-chefe e crítico teatral da revista TEATRO BRASILEIRO, que se publicou em São Paulo (nove números, de novembro de 1955 a setembro de 1956).

Crítico teatral do JORNAL DA TARDE, desde sua fundação, em 1966, aposentando-se do cargo em fins de 1988, com 61 anos de idade.

Professor da Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo, desde 1970, doutorou-se na Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas, em 1972, com uma tese sobre o Teatro de Oswald de Andrade.

Em 1983, com 56 anos, fez livre-docência na ECA, defendendo a tese "NELSON RODRIGUES: DRAMATURGIA E ENCENAÇÕES". Prestou, em 1985, concurso para professor adjunto, tornando-se, em março de 1988, professor titular de Teatro Brasileiro.

Nos anos letivos de 1985-86 e 1986-87, lecionou, como Professor Associado, no Instituto de Estudos Portugueses e Brasileiros da Universidade de Paris III (Sorbonne Nouvelle), e, nos anos letivos de 1989-90 e 1990-91.

Professor associado, no Instituto de Estudos Portugueses e Brasileiros da Universidade de Provence, em Aix-en-Provence. Proferiu conferências e deu cursos, em épocas diversas, no Chile, na França, na Alemanha, na Itália, em Portugal e na Áustria, além de numerosas cidades brasileiras.

Outras Atividades: Iniciando-se na administração pública em 1948, no Rio de Janeiro, chefiou o gabinete do Departamento de Assistência do Instituto de Previdência e Assistência dos Servidores do Estado, então dirigido por Cyro do Anjos, sendo depois chefe de Divisão e Procurador da entidade.

Foi o primeiro secretário municipal de Cultura de São Paulo, de abril de 1975 a julho de 1979, na administração de Olavo Egydio Setúbal. Criador, junto com o cenógrafo Aldo Calvo, das Bienais de Artes Plásticas de Teatro, realizadas no quadro das Bienais de São Paulo.

Primeiro representante do Serviço Nacional de Teatro, em São Paulo, na administração Edmundo Moniz. Membro do Conselho Federal de Cultura de 1975 a 1985, licenciando-se, para lecionar em Paris. Membro do Conselho Cultural da Coordenadoria Cultural da Universidade de São Paulo, do qual se licenciou, em 1989, para lecionar em Aix-en-Provence.

Eleito Segundo-Secretário da Academia Brasileira de Letras, para a Diretoria de 1996, e Primeiro-Secretário para a Diretoria de 1997-1998.

Prêmios e Distinções: Medalha de Ouro da Associação Paulista de Críticos Teatrais como Personalidade Teatral de 1962. Prêmio Jabuti de Teatro, da Câmara Brasileira do Livro, em 1963 e 1965. Medalha do Mérito Literário, categoria Teatro, do PEN Clube de São Paulo, em 1972.

Prêmio Especial de Teatro da Associação Paulista de Críticos de Artes, em 1976. Prêmio Molière (Especial) da Air France, em 1976. Medalha de Honra da Inconfidência, do Governo de Minas Gerais, em 1982. Menção especial da Associação Paulista de Críticos de Artes, em 1988. Troféu Mambembe em São Paulo, da Fundação Nacional de Artes Cênicas, na categoria: Grupo, Movimento ou Personalidade. Troféu Mambembe no Rio de Janeiro, da FUNDACEN, na categoria: Grupo, Movimento ou Personalidade.

Prêmio Sérgio Milliet de Ensaio, da União Brasileira de Escritores, em 1988. Prêmio Jorge Andrade (destinado ao Melhor Ensaio sobre Dramaturgia), da Associação Brasileira de Crítica Literária. Prêmio Machado de Assis, da Academia Brasileira de Letras, pelo conjunto da obra, em 1990.

Prêmio por "relevante desempenho na área de pesquisa" na Escola de Comunicações e Artes, concedido pela Reitoria da Universidade de São Paulo, em 1993. Prêmio Especial da Associação de Produtores de Espetáculos Teatrais de São Paulo, em 1994. Homenagem do Sindicato dos Artistas e Técnicos em Espetáculos de Diversões no Estado de São Paulo, em 1995.

Prêmio da Sociedade Brasileira de Autores Teatrais, em 1995. Prêmio Juca Pato - Intelectual do Ano de 1997, da União Brasileira de Escritores.

Títulos Honoríficos: Chevalier des Arts et Lettres do Governo Francês, em 1967. Chevalier de l Ordre National du Mérite do Governo Francês, em 1979. Professor Emérito da Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo, em 2000.

Outros trabalhos: O cenário do avesso. São Paulo: Editora Perspectiva, 1991. 2ª edição. Um palco brasileiro (O Arena de S. Paulo).São Paulo, Editora Brasiliense, 1984. Nélson Rodrigues: dramaturgia e encenações. São Paulo: Editora Perspectiva, 1992. O texto no teatro. São Paulo, Editora Perspectiva e Editora da Universidade de São Paulo, 1989. As luzes da ilusão. Com Lêdo Ivo.Global Editora, 1995.

Moderna dramaturgia brasileira. São Paulo, Editora Perspectiva, 1998. Cem anos de teatro em São Paulo, em parceria com Maria Thereza Vargas. São Paulo, Editora SENAC, 2000. Depois do espetáculo. São Paulo: Editora Perspectiva, 2003. Teatro da ruptura:Oswald de Andrade.São Paulo: Global Editora, 2004. Teatro da obsessão: Nelson Rodrigues. São Paulo: Global Editora, 2004.

Participação em obras coletivas: O período moderno. Rio de Janeiro, Museu Nacional de Belas Artes, 1981 - com o capítulo "O teatro moderno". Literatura brasileira: Ensaios - Crônica, teatro e crítica, vol. I. São Paulo, Norte Editora, 1986 - com o capítulo "O texto no moderno teatro brasileiro". Brecht no Brasil - Experiências e influências. Rio de Janeiro, Editora Paz e Terra, 1987 - com o capítulo "O papel de Brecht no teatro brasileiro: uma avaliação". Sobre Anatol Rosenfeld. São Paulo, Com-Arte, s.d. - com o capítulo "O crítico de teatro".

O teatro através da história. Vol. II. O teatro brasileiro. Rio de Janeiro, Centro Cultural Banco do Brasil e Entourage Produções Artísticas, 1994 - com o capítulo "Dramaturgia brasileira moderna". Homenagem a Décio de Almeida Prado. São Paulo, União Brasileira de Escritores/SP e João Scortecci Editora, 1995 - com o capítulo "Saudação". Theaterstücke aus Brasilien. antologia do moderno teatro brasileiro, em colaboração com Henry Thorau. Berlim: Edition Dia, 1996.

"O texto no moderno teatro brasileiro", in Stepalcos. Revista da Cena Lusófona. Associação Portuguesa para o Intercâmbio Teatral, nº. 3, setembro de 1998. "A mulher no teatro brasileiro moderno", no ciclo de palestras A mulher na sociedade contemporânea, Academia Brasileira de Letras, 16 nov. 1998.

"Princípios estéticos desentranhados das peças de Pirandello sobre teatro", in J. Guinsburg (org.) Pirandello - Do teatro no teatro. São Paulo, Editora Perspectiva, 1999. "Depoimento", in Maria M. Delgado e Paul Heritage (or.) Diálogos no palco - 26 Diretores falam de teatro. Rio de Janeiro, Francisco Alves, 1999.

"Narrativa e drama fundidos", in Gilgamesh (adaptação de Antunes Filho), in Théâtre / Public, revista bimestral do Théâtre de Gennevilliers, 1999. "Le mauvais tour que la vie" (sobre a dramaturgia de Nelson Rodrigues), in Théâtre / Public, revista bimestral do Théâtre de Gennevilliers, 1999. "O diálogo em Machado de Assis", no Ciclo Machado de Assis. Academia Brasileira de Letras, 1999. "Os dramaturgos", in Cem Anos de Cultura Brasileira, Ciclo de Conferências - I Centenário da Academia Brasileira de Letras, 2002.

Direção e consultoria de coleções:Direção e organização da Série Teatro Universal da Editora Brasiliense de São Paulo, constante de 34 volumes de peças, publicadas de 1965 a 1969. Consultoria da coleção Teatro Vivo da Abril Cultural, constante de 35 peças, publicadas em 1976 e 1977. Organização e introdução do Teatro completo de Nelson Rodrigues, publicado em 4 volumes. Rio de Janeiro, Editora Nova Fronteira, 1981 a 1989; organização geral e prefácio do Teatro completo de Nelson Rodrigues, em um volume. Rio de Janeiro, Editora Nova Aguilar, 1993; reimpressão, 1994.

Direção da coleção "O Melhor Teatro", publicada pela Editora Global de São Paulo. Volumes aparecidos: Oduvaldo Vianna Filho, Gianfrancesco Guarnieri e CPC. Consultor da Enciclopédia Abril. Autor do verbete sobre o Teatro Brasileiro, na Enciclopédia Mirador Internacional.

Autor de cerca de 30 prefácios de peças e estudos sobre teatro. Autor do verbete sobre o Teatro Brasileiro, no Dictionnaire des Littératures. Presses Universitaires de France. Crítico teatral da revista Visão, de 1968 a 1975; organizador, junto com Décio de Almeida Prado, do Dossiê Teatro, publicado no número 14 da Revista USP - junho a agosto de 1992. Autor de verbetes sobre o Teatro no Dicionário Aurélio. Editora Nova Fronteira, 1999.

Quinto ocupante da Cadeira 24, eleito em 8.12.1994, na sucessão de Ciro dos Anjos e recebido em 25.07.1995, pelo Acadêmico Lêdo Ivo.

Sua Cadeira 24, na Academia Brasileira de Letras tem como Patrono Julio Ribeiro, Fundador Garcia Redondo, sendo também ocupada por Luis Guimarães Filho, Manoel Bandeira, Cyro dos Anjos e Sábato Magaldi.

Pouco analisado na ENCICLOPÉDIA DE LITERATURA BRASILEIRA, de Afrânio Coutinho e J. Galante, edição do MEC, 1990, com revisão de Graça Coutinho e Rita Moutinho, em 2001.

Apesar de sua importância, não é estudado no DICIONÁRIO HISTÓRICO-BIOGRÁFICO BRASILEIRO(2001, 5 volumes, 6.211 páginas), da Fundação Getúlio Vargas e nem é convenientemente referido, em nenhuma das enciclopédias nacionais, Delta, Barsa, Larousse, Mirador, Abril, Koogan/Houaiss, Larousse Cultural, etc.

É verbete do DICIONÁRIO BIOBIBLIOGRÁFICO REGIONAL DO BRASIL, de Mário Ribeiro Martins, via INTERNET, dentro de ENSAIO, no site www.usinadeletras.com.br ou www.mariomartins.com.br







CADEIRA 25

A esta Cadeira, estão vinculados os seguintes nomes:

Junqueira Freire-PATRONO(Salvador, Bahia, 31.12.1832).

Franklin Dória-FUNDADOR(Itaparica, Bahia, 12.07.1836).

Artur Orlando da Silva(Recife, Pernambuco, 22.06.1858).

Ataulfo de Paiva(São João Marcos, Rio de Janeiro, 01.02.1867).

José Lins do Rego(Pilar, Paraíba, 03.07.1901).

Afonso Arinos de Melo Franco(Belo Horizonte, Minas Gerais, 27.11.1905).

Alberto Venancio Filho(Rio de Janeiro, RJ, 23.01.1934).





BIOGRAFIAS:



PATRONO DA CADEIRA 25-JUNQUEIRA FREIRE(Luís José Junqueira Freire), de Salvador, Bahia, 31.12.1832, escreveu, entre outros, INSPIRAÇÕES DO CLAUSTRO(POESIAS-1855), sem dados biográficos completos no livro e sem qualquer outra informação ao alcance da pesquisa, via textos editados. Filho de José Vicente de Sá Freire e Felicidade Augusta Junqueira. Após os estudos primários em sua terra natal, deslocou-se para outros centros, onde também estudou.

Feitos os estudos primários e os de latim, de maneira irregular por motivo de saúde, matriculou-se em 1849, com 17 anos de idade, no Liceu Provincial, onde foi excelente aluno, grande ledor e já poeta.

Por motivos familiares, ingressou na Ordem dos Beneditinos em 1851, aos 19 anos, sem vocação, professando no ano seguinte com o nome de Frei Luís de Santa Escolástica Junqueira Freire. Na clausura do Mosteiro de São Bento, de Salvador, Bahia, viveu amargurado, revoltado e arrependido por certo da decisão irrevogável que tomara.

Mas ali pôde fazer suas leituras prediletas e escrever poesias, além de exercer atividade como professor. Em 1853, com 21 anos, pediu a secularização e deixou o Mosteiro, que lhe permitiria libertar-se da disciplina monástica, embora permanecendo sacerdote, por força dos votos perpétuos.

Obtida a secularização no ano seguinte, 1854, recolheu-se à casa dos pais, onde redigiu a breve Autobiografia, em que manifesta um senso agudo de auto-análise.

Ao mesmo tempo, cuidou da impressão de uma coletânea de versos, a que deu o nome de INSPIRAÇÕES DO CLAUSTRO, impressa na Bahia pouco antes de sua morte, aos 23 anos, em 1855, motivada por moléstia cardíaca de que sofria desde a infância.

Outros trabalhos: Inspirações do claustro (1855); Elementos de retórica nacional (1869); Obras, edição crítica por Roberto Alvim, 3 vols. (1944); Junqueira Freire, org. por Antonio Carlos Vilaça (Coleção Nossos Clássicos, nº 66); Desespero na solidão, org. por Antonio Carlos Vilaça (1976); Obra poética de Junqueira Freire (1970).

Monge beneditino, sacerdote e poeta. Faleceu em Salvador, Bahia, em 24.06.1855, com 23 anos de idade.

É o patrono da Cadeira 25, por escolha do fundador Franklin Dória. Sua Cadeira 25, na Academia Brasileira de Letras tem como Patrono(ele mesmo, Junqueira Freire), Fundador Franklin Doria, sendo também ocupada por Artur Orlando da Silva, Ataulfo de Paiva, José Lins do Rego, Afonso Arinos de Melo Franco e Alberto Venâncio Filho.

Pouco analisado na ENCICLOPÉDIA DE LITERATURA BRASILEIRA, de Afrânio Coutinho e J. Galante, edição do MEC, 1990, com revisão de Graça Coutinho e Rita Moutinho, em 2001. Estudado no livro BAIANOS ILUSTRES(1979), de Antonio Loureiro de Souza.

Apesar de sua importância não é estudado no DICIONÁRIO HISTÓRICO-BIOGRÁFICO BRASILEIRO(2001, 5 volumes, 6.211 páginas), da Fundação Getúlio Vargas e nem é convenientemente referido, em nenhuma das enciclopédias nacionais, Delta, Barsa, Larousse, Mirador, Abril, Koogan/Houaiss, Larousse Cultural, etc.

É verbete do DICIONÁRIO BIOBIBLIOGRÁFICO REGIONAL DO BRASIL, de Mário Ribeiro Martins, via INTERNET, dentro de ENSAIO, no site www.usinadeletras.com.br ou www.mariomartins.com.br





FUNDADOR DA CADEIRA 25-FRANKLIN DÓRIA(Franklin Américo de Menezes Doria, Barão de Loreto), da Ilha dos Frades, Itaparica, Bahia, 12.07.1836, escreveu, entre outros, ENLEVOS(Poesias-1859), ESTUDO SOBRE LUIS JOSÉ JUNQUEIRA FREIRE(1869), CANTICO COMEMORATIVO DA GUERRA DO PARAGUAI(Poesia-1870), EVANGELINA(Poema-1874), QUESTÕES JUDICIÁRIAS(1881), DOIS DISCURSOS(1884), sem dados biograficos completos nos livros e sem qualquer outra informação ao alcance da pesquisa, via textos editados. Filho de José Inácio de Menezes Dória e de Águeda Clementina de Menezes Dória. Após os estudos primários em sua terra natal, deslocou-se para outros centros, onde também estudou.

Em 1859, com 23 anos de idade, Bacharelou-se em Ciências Jurídicas e Sociais, na Faculdade de Direito do Recife, tendo como colegas Aristides Lobo, Gusmão Lobo e Joaquim Medeiros e Albuquerque. No mesmo ano de sua formatura, aos 23 anos, publicou ENLEVOS, seu único volume de poesia.

Dedicou-se, então, à advocacia e à política. Como advogado, foi Defensor de Pontes Visgueiro, autor de famoso crime no Maranhão. Exerceu as funções de promotor, delegado e juiz. Em 1863, foi eleito deputado provincial na Bahia.

Em 1864, com 28 anos de idade, foi nomeado Governador do Piauí. Em 1866, Governador do Maranhão, e em 1880, Governador de Pernambuco. Em 1872, foi eleito para a Câmara Federal, sendo reeleito, em mandatos alternados, até 1885. Ocupou a presidência da Câmara.

Foi Ministro da Guerra no Gabinete Saraiva (1881), quando, entre outras iniciativas, fundou a Biblioteca do Exército, que perdura até hoje. Ministro do Império no último gabinete da Monarquia, do Visconde de Ouro Preto (1889). Conselheiro do Império.

Recebeu o título de Barão de Loreto em 1888, com 52 anos. Ligado à Família Imperial, acompanhou-a no exílio. De volta ao Brasil, dedicou-se à advocacia e à literatura.

Foi professor de literatura por concurso no Colégio Pedro II, com a tese DA POESIA – CARACTERES ESSENCIAIS, DIFERENÇA DA PROSA- QUALIDADE DA POESIA.

Outros trabalhos: Enlevos, poesia (1859); Estudo sobre Luís José Junqueira Freire (1869); Cântico comemorativo da Guerra do Paraguai, poesia (1870); Evangelina, tradução do poema de Longfellow (1874); Discursos sobre instrução, oratória (1877).

Da Poesia, caracteres essenciais; diferença da prosa; qualidade de poeta: tese para o concurso da cadeira de Retórica, Poética e Literatura Nacional do Externato do Colégio Pedro II (1878); Questões judiciais, direito (1881); Dois discursos, oratória (1884); Discurso e poesia em homenagem a Camões (1886); "A instrução", no volume A década republicana (1889).

Pertenceu ao Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro. Faleceu no Rio de Janeiro, em 28.10.1906, com 70 anos de idade.

Fundador da Cadeira 25. Foi eleito pelos trinta membros que compareceram à sessão de instalação da Academia, em 28.01.1897, para completar o quadro da Academia, em número de 40. Franklin Dória é o fundador da Cadeira nº. 25, que tem como patrono o poeta Junqueira Freire, de quem foi grande amigo.

Sua Cadeira 25 na Academia tem como Patrono Junqueira Freire, Fundador(ele mesmo Franklin Dória), sendo também ocupada por Artur Orlando da Silva, Ataulfo de Paiva, José Lins do Rego, Afonso Arinos de Melo Franco e Alberto Venâncio Filho.

Pouco analisado na ENCICLOPÉDIA DE LITERATURA BRASILEIRA, de Afrânio Coutinho e J. Galante, edição do MEC, 1990, com revisão de Graça Coutinho e Rita Moutinho, em 2001. Estudado sob o título de BARÃO DE LORETO no livro BAIANOS ILUSTRES(1979), de Antonio Loureiro de Souza.

Apesar de sua importância, não é suficientemente estudado no DICIONÁRIO HISTÓRICO-BIOGRÁFICO BRASILEIRO(2001, 5 volumes, 6.211 páginas), da Fundação Getúlio Vargas e nem é convenientemente referido, em nenhuma das enciclopédias nacionais, Delta, Barsa, Larousse, Mirador, Abril, Koogan/Houaiss, Larousse Cultural, etc.

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SEGUNDO OCUPANTE DA CADEIRA 25-ARTUR ORLANDO DA SILVA, de Recife, Pernambuco, 22.06.1858, escreveu, entre outros, FILOCRÍTICA (1886) e ENSAIOS DE CRÍTICA (1904), sem dados biográficos completos nos livros e sem qualquer outra informação ao alcance da pesquisa, via textos editados. Filho de José Caetano da Silva e de Belarmina Augusta Morais Mesquita Pimental da Silva. Após os estudos primários em sua terra natal, deslocou-se para outros centros, onde também estudou.

Bacharelou-se em Ciências Jurídicas e Sociais, pela Faculdade de Direito do Recife, em 1881, com 23 anos de idade. Desde logo se destacou nos meios literários, escrevendo sobre temas filosóficos. Seus primeiros livros refletem as idéias que se formaram em torno da Escola de Recife, tendo como modelo Tobias Barreto.

Dedicou-se à advocacia e, em 1885, com 27 anos, prestou concurso para a cadeira de Retórica e Poética do Curso Anexo da Escola do Recife. Conseguiu o primeiro lugar, mas desistiu ao verificar que a Congregação se indispusera contra ele.

Em 1889, tornou-se diretor geral da Instrução Pública do Recife, e dois anos depois Secretário do Estado dos Negócios da Indústria Pública e Particular, Assistência Pública e Estatística, mas por motivos políticos não chegou a tomar posse.

De 1893 a 1895, com 37 anos, foi Deputado Estadual, e em 1901, Senador pelo seu Estado, renunciando dois anos depois para tomar lugar na Câmara Federal, até 1914. Participou da revisão do Código Penal.

Colaborou em vários jornais, dentre outros, 24 DE FEVEREIRO, A ESMOLA, HOMENS E LETRAS, CONCENTRAÇÃO, FOLHA DO NORTE, JORNAL DO RECIFE, PROVÍNCIA.

Colaborou também na Revista Brasileira, na Revista Americana, na Revista da Academia Brasileira de Letras e na Revista do Instituto Histórico e Geográfico de São Paulo.

Foi redator-chefe do DIÁRIO DE PERNAMBUCO, de 1901 a 1911. Foi um dos primeiros, no Brasil, a insistir na tese do pan-americanismo. Como integrante da Escola do Recife, pregou o evolucionismo filosófico.

Foi membro da Academia Pernambucana de Letras e da Americana de Ciência Política e Social, de Filadélfia. Sócio correspondente do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro, da Sociedade de Geografia de Lisboa, e de outras associações culturais.

Outros trabalhos: Philocritica, com introdução de Martins Júnior (1886); O meu álbum, com introdução de Clóvis Beviláqua (1891); Propedêutica político-jurídica (1904); Ensaios e crítica (1904); Pernambuco, memória apresentada pelo representante do estado de Pernambuco (s.d.); Novos ensaios (1905); Pan-americanismo (1906).

Reforma do ensino, discurso pronunciado na Câmara Federal (1907); Porto e cidade do Recife (1908); São Paulo versus Alexandre VI memória apresentada ao 2º Congresso de Geografia, realizado em São Paulo (1910); O clima brasileiro memória apresentada ao 3º Congresso de Geografia, realizado no Panamá (1911); O Brasil: a terra e o homem, estudo sociológico (1914).

Jurista, Politico e ensaísta. Faleceu no Recife, em 27.03.1916, com 58 anos de idade.

Segundo ocupante da Cadeira 25, eleito em 27.06.1907, na sucessão de Franklin Dória e recebido pelo Acadêmico Oliveira Lima em 28.12.1907.

Sua Cadeira 25, na Academia Brasileira de Letras tem como Patrono Junqueira Freire, Fundador Franklin Dória, sendo também ocupada por Artur Orlando da Silva, Ataulfo de Paiva, José Lins do Rego, Afonso Arinos de Melo Franco e Alberto Venâncio Filho.

Não é analisado na ENCICLOPÉDIA DE LITERATURA BRASILEIRA, de Afrânio Coutinho e J. Galante, edição do MEC, 1990, com revisão de Graça Coutinho e Rita Moutinho, em 2001.

Muito bem estudado no DICIONÁRIO BIOBIBLIOGRÁFICO DE POETAS PERNAMBUCANOS(1993), de Lamartine Morais.

Apesar de sua importância, não é referido no DICIONÁRIO HISTÓRICO-BIOGRÁFICO BRASILEIRO(2001, 5 volumes, 6.211 páginas), da Fundação Getúlio Vargas, mas é convenientemente referido, em todas as enciclopédias nacionais, Delta, Barsa, Larousse, Mirador, Abril, Koogan/Houaiss, Larousse Cultural, etc.

É verbete do DICIONÁRIO BIOBIBLIOGRÁFICO REGIONAL DO BRASIL, de Mário Ribeiro Martins, via INTERNET, dentro de ENSAIO, no site www.usinadeletras.com.br ou www.mariomartins.com.br





TERCEIRO OCUPANTE DA CADEIRA 25-ATAULFO DE PAIVA(Ataulfo Nápoles de Paiva), de São João Marcos(Rio Claro), Estado do Rio, 01.02.1867, escreveu, entre outros, ASSISTENCIA PUBLICA(1907), ELOGIO DE ARTUR ORLANDO(Discurso-1918), ORAÇÕES NA ACADEMIA(1944), sem dados biograficos completos nos livros e sem qualquer outra informação ao alcance da pesquisa, via textos editados. Filho de Joaquim Pinto de Paiva e de Feliciana Rosa do Vale Paiva. Após os estudos primários em sua terra natal e também em Barra Mansa, no Estado do Rio, deslocou-se para outros centros, onde também estudou.

Foi estudar no Colégio Alberto Brandão, em Vassouras, interior do Rio, terminando ali o secundário. Não tendo ainda idade para entrar na Faculdade, tornou-se Professor de Inglês do dito colégio.

Em 1883, matriculou-se na Faculdade de Direito de São Paulo, formando-se em 1887, com 20 anos de idade. De volta a Barra Mansa, passou a advogar e a escrever para o jornal AURORA BARRAMANSENSE. Foi nomeado por Prudente de Morais, então Presidente(Governador) de São Paulo, em 1889, Juiz de Direito da Comarca de Pindamonhangaba, onde fez o primeiro alistamento eleitoral da Republica. Em 1897, com 30 anos, foi nomeado Juiz do Tribunal Civil e Criminal.

Em 1905, com 38 anos, foi nomeado Desembargador da Corte de Apelação do Distrito Federal(Rio de Janeiro), tendo sido seu Presidente em 1912. Foi eleito Presidente do Tribunal de Justiça do Distrito Federal, em 1925, quando, no ano de 1926, inaugurou a nova sede do Palácio da Justiça.

Em 1932, tornou-se Presidente do Tribunal Regional Eleitoral do Distrito Federal.

Em 05.04.1934, com 67 anos, foi nomeado Ministro do Supremo Tribunal Federal, aposentando-se no dia 16.11.1937, com 70 anos. Em 1940, foi nomeado Presidente do Conselho Nacional do Serviço Social, órgão do Ministério da Educação e Saúde. No mesmo ano, recebeu o grau de CHANCELER DA ORDEM NACIONAL DO MERITO.

Outros trabalhos: O Brasil no Congresso Internacional de Direit Comparado de Paris (1900); Justiça e assistência: os novos horizontes (1916); Discursos na Academia (1944); Assistência pública e privada no Rio de Janeiro; Os loucos criminosos e os criminosos loucos - Discurso no centenário De Franklin Dória, Barão de Loreto.

Membro de várias entidades, entra as quais, Liga de Defesa Nacional, Associação Brasileira de Imprensa, Cruz Vermelha Brasileira, Pen Clube do Brasil, Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro. Faleceu no Rio de Janeiro, RJ, em 8.05.1955, com 88 anos de idade.

Terceiro ocupante da Cadeira 25, eleito em 9.12.1916, na sucessão de Artur Orlando e recebido pelo Acadêmico Medeiros e Albuquerque em 23.05.1918. Recebeu os Acadêmicos J. C. de Macedo Soares, Dom Aquino Correia e Getúlio Vargas.

Sua Cadeira 25 na Academia Brasileira de Letras tem como Patrono Junqueira Freire, Fundador Franklin Dória, sendo também ocupada por Artur Orlando da Silva, Ataulfo de Paiva, José Lins do Rego, Afonso Arinos de Melo Franco e Alberto Venâncio Filho. Foi Presidente da Academia Brasileira de Letras em 1937.

Pouco analisado na ENCICLOPÉDIA DE LITERATURA BRASILEIRA, de Afrânio Coutinho e J. Galante, edição do MEC, 1990, com revisão de Graça Coutinho e Rita Moutinho, em 2001.

Com sua importância, é grandemente estudado no DICIONÁRIO HISTÓRICO-BIOGRÁFICO BRASILEIRO(2001, 5 volumes, 6.211 páginas), da Fundação Getúlio Vargas e é convenientemente referido, em todas as enciclopédias nacionais, Delta, Barsa, Larousse, Mirador, Abril, Koogan/Houaiss, Larousse Cultural, etc.

É verbete do DICIONÁRIO BIOBIBLIOGRÁFICO REGIONAL DO BRASIL, de Mário Ribeiro Martins, via INTERNET, dentro de ENSAIO, no site www.usinadeletras.com.br ou www.mariomartins.com.br





QUARTO OCUPANTE DA CADEIRA 25-JOSÉ LINS DO REGO CAVALCANTI, de Engenho Corredor, Pilar, Paraíba, 03.07.1901, escreveu, entre outros, MENINO DE ENGENHO(Romance-1932), DOIDINHO(Romance-1933), BANGUÊ(Romance-1934), MOLEQUE RICARDO(Romance-1935), USINA(Romance-1936), HISTORIAS DA VELHA TOTÔNIA(Infantil-1936), BOTA DE SETE LEGUAS(Cronica-1952, GREGOS E TROIANOS(Ensaio-1957), sem dados biográficos completos nos livros e sem qualquer informação ao alcance da pesquisa, via textos editados. Filho de João do Rego Cavalcanti e de Amélia Lins Cavalcanti. Após os estudos primários em sua terra natal, deslocou-se para outros centros, onde também estudou.

Matriculou-se no Colégio de Itabaiana, interior paraibano. Mudou-se depois para João Pessoa, Capital da Paraíba, estudando no Instituto N. S. do Carmo e no Colégio Diocesano Pio X de João Pessoa.

Foi para o Recife, em Pernambuco, estudando no Colégio Carneiro Leão e Osvaldo Cruz, em Recife. Em 1923, com 22 anos de idade, formou-se Bacharel em Ciências Jurídicas e Sociais, na Faculdade de Direito do Recife.

Tornou-se amigo de José Américo de Almeida, Osório Borba, Luís Delgado, Aníbal Fernandes. Desde então revelaram-se seus pendores literários. Passou a colaborar no JORNAL DO RECIFE. Em 1922 fundou o semanário DOM CASMURRO, homenageando o livro de Machado de Assis, com o mesmo título.

Casou-se com Filomena (Naná) Masa Lins do Rego, em 1924, com 23 anos. Ingressou no Ministério Público como Promotor Publico(naquela época, os Promotores não faziam concurso e eram nomeados a bel prazer dos governantes. Por isso, permaneciam pouco tempo no cargo) em Manhuaçu, Minas Gerais, em 1925, com 24 anos onde não se demorou.

Transferiu-se, em 1926, com 25 anos, para a Capital de Alagoas, Maceió, onde passou a exercer as funções de fiscal de bancos, até 1930, e fiscal de consumo, de 1931 a 1935.

Em Maceió, tornou-se colaborador do JORNAL DE ALAGOAS e passou a fazer parte do grupo de Graciliano Ramos, Rachel de Queiroz, Aurélio Buarque de Holanda, Jorge de Lima, Valdemar Cavalcanti, Aloísio Branco, Carlos Paurílio e outros.

Em 1932, com 31 anos, em Maceió, publicou o seu primeiro livro, MENINO DE ENGENHO, obra que se revelou de importância fundamental na história do moderno romance brasileiro. Além das opiniões elogiosas da crítica, sobretudo de João Ribeiro, o livro mereceu o Prêmio da Fundação Graça Aranha.

Em 1933, publicou DOIDINHO, o segundo livro do "Ciclo da Cana-de-Açúcar". Em 1935, com 34 anos, já nomeado fiscal do imposto de consumo, transferiu-se para o Rio de Janeiro, onde passou a residir. Integrando-se plenamente ao ambiente carioca, continuou a fazer jornalismo, colaborando em vários jornais com crônicas diárias.

Foi secretário geral da Confederação Brasileira de Desportos de 1942 a 1954. Revelou-se, então, por essa época, a faceta esportiva de sua personalidade, sofrendo e vivendo as paixões desencadeadas pelo futebol, o esporte de sua predileção, como torcedor do Flamengo.

Prêmios recebidos: Prêmio da Fundação Graça Aranha, pelo romance MENINO DE ENGENHO (1932), Prêmio Felipe d Oliveira, pelo romance ÁGUA-MÃE (1941), e Prêmio Fábio Prado, pelo romance EURÍDICE (1947).

Outros trabalhos: Menino de engenho (1932); Doidinho (1933); Bangüê (1934); O moleque Ricardo (1935); Usina (1936); Pureza (1937); Pedra Bonita (1938); Riacho Doce (1939); Água-mãe (1941); Fogo morto (1943); Eurídice (1947); Cangaceiros (1953); Romances reunidos e ilustrados, 5 vols. (1980).

Memórias: Meus verdes anos (1956). Literatura infantil: Histórias da velha Totônia (1936). Crônicas: Gordos e magros (1942); Poesia e vida (1945); Homens, seres e coisas (1952); A casa e o homem (1954); Presença do Nordeste na literatura brasileira (1957); O vulcão e a fonte (1958).

Viagem: Bota de sete léguas (1951); Roteiro de Israel (1955); Gregos e troianos (1957). Filmes: Pureza, direção de Chianca de Garcia (1940); Menino de engenho, direção de Valter Lima (1965); Fogo morto, direção de Marcos Farias (1976).

Romances de José Lins do Rego foram traduzidos na Alemanha, Argentina, Espanha, Estados Unidos, França, Inglaterra, Itália, Portugal e Coréia.

Jornalista e romancista. Faleceu no Rio de Janeiro, RJ, em 12.09.1957, com 56 anos de idade.

Quarto ocupante da Cadeira 25, eleito em 15.09.1955, na sucessão de Ataulfo de Paiva e recebido pelo Acadêmico Austregésilo de Athayde em 15.12.1956.

Sua Cadeira 25, na Academia Brasileira de Letras tem como Patrono Junqueira Freire, Fundador Franklin Doria, sendo também ocupada por Artur Orlando da Silva, Ataulfo de Paiva, José Lins do Rego, Afonso Arinos de Melo Franco e Alberto Venâncio Filho.

Bem analisado na ENCICLOPÉDIA DE LITERATURA BRASILEIRA, de Afrânio Coutinho e J. Galante, edição do MEC, 1990, com revisão de Graça Coutinho e Rita Moutinho, em 2001.

Apesar de sua importância não é estudado no DICIONÁRIO HISTÓRICO-BIOGRÁFICO BRASILEIRO(2001, 5 volumes, 6.211 páginas), da Fundação Getúlio Vargas e nem é convenientemente referido, em nenhuma das enciclopédias nacionais, Delta, Barsa, Larousse, Mirador, Abril, Koogan/Houaiss, Larousse Cultural, etc.

É verbete do DICIONÁRIO BIOBIBLIOGRÁFICO REGIONAL DO BRASIL, de Mário Ribeiro Martins, via INTERNET, dentro de ENSAIO, no site www.usinadeletras.com.br ou www.mariomartins.com.br





QUINTO OCUPANTE DA CADEIRA 25-AFONSO ARINOS DE MELO FRANCO(o segundo), de Belo Horizonte, Minas Gerais, 27.11.1905, escreveu, entre outros, INTRODUÇÃO À REALIDADE BRASILEIRA(Ensaio-1934), PREPARAÇÃO AO NACIONALISMO(Ensaio-1935), CONCEITO DE CIVILIZAÇÃO BRASILEIRA(Ensaio-1936), ROTEIRO LIRICO DE OURO PRETO(Poesia-1937), REGIONALISMO E NACIONALISMO(1939), HOMENAGEM A PEDRO NAVA(1983), sem dados biográficos completos nos livros e sem qualquer outra informação ao alcance da pesquisa, via textos editados. Filho de Afrânio de Melo Franco(AFRÂNIO CAMORIM JACAÚNA DE OTINGI) e de Sylvia Alvim de Melo Franco. Após os estudos primários em sua terra natal, deslocou-se para outros centros, onde também estudou.

Freqüentou o Colégio Anglo-Mineiro, em Belo Horizonte, o Colégio Melo e Souza e o Colégio Pedro II, no Rio de Janeiro. Em 1927, com 22 anos, formou-se Bacharel em Ciências Jurídicas e Sociais, pela então Faculdade Nacional de Direito do Rio de Janeiro.

De volta a Minas Gerais, foi nomeado pelo então presidente Antônio Carlos, Promotor de Justiça da Comarca de Belo Horizonte exercendo o cargo nos anos de 1927 a 1928(naquela época, os Promotores não faziam concurso e eram nomeados a bel prazer dos governantes. Por isso, permaneciam pouco tempo no cargo).

Em 1932, com 27 anos, estudou em Genebra, na Suíça, quando representou o Brasil na Conferencia do Desarmamento.

Por concurso público, tornou-se Professor de História da Civilização Brasileira, entre 1936 e 1937, na antiga Universidade do Distrito Federal, fundada por Anísio Teixeira.

Em 1938, ministrou cursos de História Econômica do Brasil na Universidade de Montevidéu, Uruguai. No ano seguinte, ministrou um curso na Sorbonne, em Paris, sobre cultura brasileira, sob os auspícios do Instituto Franco-Brasileiro de Alta Cultura.

Em 1944, voltou a lecionar no exterior cursos de literatura na Faculdade de Letras da Universidade de Buenos Aires. Em 1946, foi nomeado professor de História do Brasil do Instituto Rio Branco (curso de preparação para a carreira diplomática, do Ministério das Relações Exteriores).

Obteve, após concurso as cátedras de Direito Constitucional na Universidade do Estado do Rio de Janeiro e na Universidade do Brasil, hoje UFRJ.

Foi eleito Deputado Federal por Minas Gerais em três legislaturas (de 1947 a 1958, com 53 anos). Na Câmara dos Deputados, foi membro da Comissão de Constituição e Justiça e da Comissão Mista de Leis Complementares. Relator da Comissão Especial constituída para emitir parecer acerca da emenda parlamentarista à Constituição. Membro da Comissão de Reforma Administrativa. Líder da União Democrática Nacional até 1956, e depois líder do bloco da oposição até 1958.

Relator da Comissão Especial para emitir parecer sobre a autonomia do Distrito Federal e autor da lei contra a discriminação racial, que tomou o seu nome-LEI AFONSO ARINOS- (Lei n. 1.390, de 3 de julho de 1951). Jurista, professor, político, historiador, crítico, ensaísta e memorialista.

Em 1958, foi eleito Senador pelo antigo Distrito Federal, hoje Estado do Rio de Janeiro. No Senado, foi membro e Presidente da Comissão de Relações Exteriores. Membro e Presidente da Comissão de Constituição e Justiça. Relator da Comissão Especial sobre a competência do Senado na apreciação dos empréstimos estaduais.

Não tendo pleiteado a reeleição, despediu-se do Senado numa série de discursos em torno do projeto da Constituição. A pedido do então líder da maioria na Câmara Federal, deputado Pedro Aleixo, e do senador Daniel Kieger, líder da maioria no Senado, é de sua autoria o capítulo sobre declaração de direitos e garantias individuais na Constituição de 1967.

Em 1961, ocupou no governo do Presidente Jânio Quadros a pasta das Relações Exteriores, iniciando a fase da chamada política externa independente.

Foi o primeiro chanceler brasileiro a visitar a África, sendo recebido no Senegal pelo Presidente Leopold Senghor (1961). Foi chefe da delegação do Brasil nas Nações Unidas, durante as XVI e XVII Assembléias Gerais (1961 e 1962).

Na categoria de embaixador extraordinário, compareceu ao Concílio Vaticano II (1962). Chefiou em seguida a delegação brasileira à Conferência do Desarmamento, em Genebra (1963). Pela segunda vez, voltou a exercer o posto de ministro das Relações Exteriores, no governo parlamentarista do primeiro-ministro Francisco Brochado da Rocha (1963).

Foi nomeado, pelo presidente da República, presidente da Comissão Provisória de Estudos Constitucionais (denominada Comissão Afonso Arinos), criada pelo Decreto n. 91.450 de 18.7.85, que preparou anteprojeto de Constituição.

Eleito Senador Federal em 1988, participou da Assembléia Nacional Constituinte que preparou o projeto de Constituição como presidente da Comissão de Sistematização Constitucional. Foi membro do Instituto dos Advogados Brasileiros. Sócio efetivo do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro. Membro do Conselho Federal de Cultura (nomeado em 1967, quando da sua criação, e reconduzido em 1973).

Professor emérito da Universidade Federal do Rio de Janeiro e da Universidade Estadual do Rio de Janeiro. Foi eleito Intelectual do Ano em 1973 (Prêmio Juca Pato, da Sociedade Paulista de Escritores).

Recebeu o Prêmio Luísa Cláudio de Sousa, do Pen Clube do Brasil, pela sua biografia de Rodrigues Alves, e o Prêmio Jabuti, da Câmara do Livro de São Paulo, por duas vezes, quando da publicação de dois dos seus volumes de Memórias.

Outros trabalhos: O índio brasileiro e a Revolução Francesa; as origens brasileiras da teoria da bondade natural (1937); Síntese da história econômica do Brasil (1938); Um soldado do Reino e do Império; vida do Marechal Callado (1942); Homens e temas do Brasil (1944); Desenvolvimento da civilização material no Brasil (1944); História do Banco do Brasil. Primeira fase: 1808-1835 (1944); Um estadista da República: Afrânio de Melo Franco e seu tempo (1955); História do povo brasileiro; fase nacional. Em colaboração com Antonio Houaiss e Francisco de Assis Barbosa, 3 vols. (1968); Rodrigues Alves; apogeu e declínio do presidencialismomo, 2 vols. (1973); História das idéias políticas no Brasil (1972).

Direito: As leis complementares da Constituição. Tese de concurso à cadeira de Direito Constitucional apresentada à Faculdade de Direito do Rio de Janeiro (1948); História e teoria do partido político no Direito Constitucional brasileiro. Tese de concurso à cadeira de Direito Constitucional apresentada à Faculdade Nacional de Direito (1948); Curso de Direito Constitucional I. Teoria geral (1958); II Formação constitucional do Brasil (1960); Instituições políticas no Brasil e nos Estados Unidos. Direito comparado (1974); Direito Constitucional. Teoria da Constituição (1976).

Política: Introdução à realidade brasileira (1933); Preparação ao nacionalismo (1934); Conceito de civilização brasileira (1936); Parlamentarismo ou presidencialismo? (1958); Evolução da crise brasileira (1965); Problemas políticos brasileiros (1976).

Memórias: A alma do tempo; formação e mocidade (1961); A escalada (1965); Planalto (1968); Alto-mar maralto (1976); Diário de bolso seguido de Retrato de noiva (1979); Amor a Roma (1982).

Crítica: Espelho de três faces (1937); Idéia e tempo (1939); Mar de sargaços (1944); Portulano (1945); O som do outro sino (1978). A obra de Afonso Arinos de Melo Franco consta ainda de numerosos trabalhos parlamentares, discursos e conferências, prefácios e de um Roteiro lírico de Ouro Preto (1937).

Foi casado com Ana Guilhermina Pereira de Melo Franco, com quem teve dois filhos, Afonso Arinos de Melo Franco Filho e Francisco de Melo Franco. Faleceu no Rio de Janeiro, RJ, em 27.08.1990, com 85 anos de idade.

Quinto ocupante da Cadeira 25, eleito em 23.01.1958, na sucessão de José Lins do Rego e recebido em 19.09.1958, pelo Acadêmico Manuel Bandeira. Recebeu os Acadêmicos Oscar Dias Corrêa, Otto Lara Resende, Antonio Houaiss e Guimarães Rosa.

Sua Cadeira 25 na Academia Brasileira de Letras tem como Patrono Junqueira Freire, Fundador Franklin Dória, sendo também ocupada por Artur Orlando da Silva, Ataulfo de Paiva, José Lins do Rego, Afonso Arinos de Melo Franco e Alberto Venâncio Filho. Não deve ser confundido com o Afonso Arinos de Melo Franco, da Cadeira 17, mas que nasceu em 1930.

Muito bem analisado na ENCICLOPÉDIA DE LITERATURA BRASILEIRA, de Afrânio Coutinho e J. Galante, edição do MEC, 1990, com revisão de Graça Coutinho e Rita Moutinho, em 2001.

Com sua importância, é grandemente estudado no DICIONÁRIO HISTÓRICO-BIOGRÁFICO BRASILEIRO(2001, 5 volumes, 6.211 páginas), da Fundação Getúlio Vargas e é convenientemente referido, em todas as enciclopédias nacionais, Delta, Barsa, Larousse, Mirador, Abril, Koogan/Houaiss, Larousse Cultural, etc.

É verbete do DICIONÁRIO BIOBIBLIOGRÁFICO REGIONAL DO BRASIL, de Mário Ribeiro Martins, via INTERNET, dentro de ENSAIO, no site www.usinadeletras.com.br ou www.mariomartins.com.br





SEXTO OCUPANTE DA CADEIRA 25-ALBERTO VENANCIO FILHO, Carioca, do Rio de Janeiro, 23.01.1934, escreveu, entre outros, O ENSINO JURIDICO NOS PARECERES DE RUI BARBOSA(Ensaio-1969), ELOGIO A AFONSO ARINOS(Ensaio-1992), sem dados biográficos completos nos livros e sem qualquer outra informação ao alcance da pesquisa, via textos editados. Filho de Francisco Venancio Filho e Dina Fleischer Venâncio. Após os estudos primários em sua terra natal, deslocou-se para outros centros, onde também estudou.

Bacharelou-se, em 1956, com 22 anos de idade, em Ciências Jurídicas e Sociais pela Faculdade Nacional de Direito da Universidade do Brasil, hoje Universidade Federal do Rio de Janeiro.

Dedicou-se à advocacia desde 1957, exercendo ao mesmo tempo funções administrativas e educacionais. Organizou o plano inicial da Faculdade de Direito da Universidade de Brasília (1960). Foi assistente da direção do Ensino Superior do Ministério da Educação e Cultura (1961-1963). Diretor executivo do Centro de Estudos e Pesquisas no Ensino do Direito da Universidade do Estado da Guanabara (1966-1968).

Participou da diretoria do Instituto dos Advogados Brasileiros (1974-1977, com 43 anos). Foi membro do Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (1979-1981). Do Conselho Consultivo da Fundação Casa de Rui Barbosa (1980-1985). Diretor do Instituto de Estudos Políticos e Sociais – IEPES (1980-2001). Membro da Comissão Provisória de Estudos Constitucionais (Comissão Afonso Arinos), que preparou anteprojeto de Constituição (1985-1986).

Membro do Conselho Consultivo da Fundação Casa de Rui Barbosa (1980-85). Membro da Comissão Provisória de Estudos Constitucionais (1985-1986). Membro do Conselho de Administração da Fundação Petrônio Portela (1986-1988). Membro do Conselho de Defesa dos Direitos da Pessoa Humana (1986-1989).

Presidente da Comissão designada pela Portaria nº 2/89 do Presidente do Conselho Administrativo de Defesa Econômica para elaborar o projeto da nova lei antitruste (1989). Presidente do Conselho de Administração do Instituto Brasileiro de Administração Municipal – IBAM (1995 – 2002 ).

Tesoureiro da Academia Brasileira de Letras (1994-1995 e 1997). Foi professor da cadeira de Introdução ao Desenvolvimento Brasileiro da Escola Brasileira de Administração Pública – EBAP, da Fundação Getúlio Vargas (1961-1964).

Foi Coordenador do curso de Direito Especializado, realizado em convênio entre o Ministério das Minas e Energia e a Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (1971-1972) e responsável pela matéria de Direito Público da Faculdade de Economia.

Professor da cadeira de Pensamento Político Contemporâneo do Instituto Rio Branco (1971-1975). Membro da American Political Science Association. Sócio efetivo do Instituto dos Advogados Brasileiros (1947). Sócio efetivo do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro (1989). Membro vitalício do Conselho Diretor da Associação Brasileira de Educação (1992). Membro da Academia Brasileira de Letras (1992).

Membro da Société Internationale des Amis de Montaigne, Paris (1992). Membro da Academia Brasileira de Educação (1996). Membro da Association Internationale – Maison d`Auguste Comte, Paris (2000).

Outros trabalhos: A maior parte de sua obra constitui-se de artigos sobre ensino jurídico, história, política e direito, dispersos em inúmeros periódicos, entre os quais a Revista do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro, a Revista Brasileira de Estudos Políticos, a Revista Forense, o Digesto Econômico, os Cadernos da UnB. Esses artigos, bem como as introduções que escreveu a obras de vários autores, constituem por si sós verdadeiros ensaios sobre temas atuais.

A intervenção do Estado no domínio econômico (1968); Das arcadas ao bacharelismo: cento e cinqüenta anos de ensino jurídico no Brasil (1977); A liberdade e os grupos de pressão, tese apresentada à VII Conferência Nacional de Advogados (1980); Notícia histórica da Ordem dos Advogados do Brasil 1930-1980 (1983).

Elogio de Afonso Arinos (Discurso de posse na Academia Brasileira de Letras e resposta de Américo Jacobina Lacombe), 1992. Francisco Venancio Filho - Um educador brasileiro, organização, apresentação e esboço biográfico (1995).

Introduções e prefácios: Bibliografia sobre Empresas Públicas. Boletim da Biblioteca da Câmara dos Deputados (15) (2), 1966. Oliveira Vianna. Problemas de política objetiva. Rio de Janeiro, Ed.Record,1974. Os Estatutos do Visconde de Cachoeira. Rio de Janeiro, Instituto dos Advogados do Brasil, 1977. Victor Nunes Leal. Coronelismo: The Municipality and Representative Government in Brazil. Cambridge, Cambridge University Press, 1977. Zacarias de Góis e Vasconcelos.

Perfis parlamentares (9). Brasília, Câmara dos Deputados, 1979. Um Momento do Pensamento Político Brasileiro. Introdução ao volume de Aníbal Freire. O Poder Executivo na República Brasileira. Brasília, Câmara dos Deputados, Editora Universidade de Brasíla, 1981. À margem da história da República. Brasília, Câmara dos Deputados, 1981. Castro Nunes, J.F. Do Estado federado e sua organização municipal. Brasília, Câmara dos Deputados, 1983. Oliveira Vianna.

Problemas de Direito Corporativo. Brasília, Câmarados Deputados, 1984. Conversa entre amigos (Correspondência entre Monteiro Lobato e Anísio Teixeira). Salvador, Fundação Cultural da Bahia, 1986. Afonso Pena Junior. A Arte de Furtar e o seu autor. Rio de Janeiro, Academia Brasileira de Letras, 2001. Pe. Fernando Bastos de Ávila. Folhas de Outono. São Paulo, Ed. Loyola, 2001. Sílvio Romero. Doutrina contra doutrina. São Paulo, Companhia das Letras, 2001. Lourenço Filho. Uma bibliografia. Brasília, LWER, 2001.

Os Melhores Contos de Ribeiro Couto. Rio de Janeiro,Global Ed., 2001. Quarto volume da "História do Supremo Tribunal Federal" de Leda Boechat Rodrigues, 2002. Graça Aranha - um Senhor Modernista de Maria Helena Costa Azevedo. Academia Brasileira de Letras, 2002. Interpretação de Os Sertões de Olímpio de Souza Andrade. Academia Brasileira de Letras, 2002.

Artigos sobre História, Política e Direito: L´Evolution politique du Brésil. In: Cahiers d`Histoire Mondiale, 5 (3), 1959. Notas sobre a vida política brasileira. In: Revista Brasileira de Estudos Políticos, nº 9, 1960. A elaboração do Código Comercial de 1850. In: Revista de Direito Mercantil, Industrial, Econômico e Financeira, XV (23), 1976, pp.53-64.

Euclides da Cunha e seus amigos. In: Revista do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro, vol. 271, abr-jun, 1967. Le Droit Economique dans un pays sud-américain: le Brésil. In: Il Diritto dell´Economia. Milão, n.6,1968. Carlos Peixoto e o "Jardim de Infância". In: Revista do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro, vol. 297, out.-dez., 1973.

A ordenação jurídica da economia - Um decênio (1964-1973). In: Digesto Econômico, nº 235, jan.-fev., 1974. Intervenção do Estado e liberdade econômica no Direito Constitucional Brasileiro. In:As tendências atuais do Direito Público (Estudos em homenagem ao prof. Afonso Arinos), Rio de Janeiro, Ed. Forense, 1976, pp. 419-450. A Constituição de 1934. In: Câmara dos Deputados. O pensamento constitucional brasileiro. Brasília, 1978. A liberdade e os grupos de pressão (Tese apresentada à VII Conferência Na cional de Advogados). Manaus, 1980.

Maquiavel e o Brasil. In: Maquiavel (Seminário na Universidade de Brasília). Cadernos da Universidade de Brasília, 1981. Afonso Arinos e o Direito Constitucional. In: Afonso Arinos na UnB (volume com a colaboração de Francisco de Assis Barbosa, José Sarney, José Guilherme Merquior e Luiz Viana Filho). Brasília, 1981. Desenvolvimento econômico e democracia: a problemática mediação do Estado. In: Direito, Cidadania e Participação (Vários). Queiroz, 1981.

Francisco Gê Acaiaba de Montezuma, Visconde de Jequitonhonha, 1º Presidente do Instituto dos Advogados Brasileiros. In: Boletim da Biblioteca do Instituto dos Advogados Brasileiros, nov.-dez., 1983. Observações críticas sobre a parte geral do Código Civil. Tese à X Conferência Nacional dos Advogados. Recife, 1984.

Francisco Venancio Filho - Um educador brasileiro. Conferência pronunciada na Associação Brasileira de Educação em 2 de julho de 1984. Democracia e informação. In: Revista Brasileira de Estudos Políticos, nº 60 / 6, jul.-dez., 1985. Francisco Venancio Filho e o Movimento Euclidianista. Conferência pronunciada na Semana Euclidiana de São José do Rio Pardo em 14 de agosto de 1986. 1988. História e liberalismo. Discurso de posse no PEN Clube, em 1987.

Saudação de Marcílio Marques Moreira. O Movimento dos Pioneiros da Escola Nova. Discurso de posse no Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro, em 1989. Saudação de Francisco de Assis Barbosa. O presidente Philadelpho de Barros Azevedo. In: Revista Forense, vol. 300, 1987. O Manifesto Republicano. In: Revista do Brasil, nº 8/9, ano 4, dez. 1989.

Notas sobre a evolução da idéia republicana no Brasil. In: Tempo Brasileiro, vol.99, out.-dez., 1989. Historiografia republicana: A contribuição de Afonso Arinos. In: Estudos Históricos - Cultura e Povo. Fundação Getúlio Vargas, vol. III, nº VI, 1990, pp.151-160. Luiz Viana Filho, biógrafo de Anísio Teixeira. In: Homenagem a Luiz Viana Filho. (Edvaldo Boaventura - org.) Senado Federal, 1991, pp. 21-25. Sobral Pinto - O Advogado. In: A Ordem, vol. 84, jan.-dez., 1993. Educação e humanismo.

Discurso de posse na Academia Brasileira de Educação, 1994. Fernando de Azevedo- Um humanista na educação. In: Revista Brasileira (ABL). Ano I, nº III, abr.-jun., 1995. Lourenço Filho, um educador brasileiro. In: Estudos e documentos - Faculdade de Educação da USP, 1996. Afrânio Peixoto e a Academia Brasileira de Letras. In:Revista Brasileira nº 11, abr.-jun., 1997. Aspectos das Relações entre o Direito Português e o Direito Brasileiro no século XIX. In:Revistado IHGB nº 398, jul.-set., 1997. Henri Hauser e o Brasil. In: Revista do IHGB nº 398, jul.-set., 1997.

Os juristas e a Academia. Conferência pronunciada na ABL, em 2 de setembro de 1997. A obra de historiador do Prof. Eduardo de Castro Rebello. In: Revista do IHGB nº 399, abr.-jun., 1998. Á memória de Francisco Iglésias. In:Revista do IHGB nº 404, jul.-set., 1999. Os cadernos do nosso tempo. Estudos em homenagem a Helio Jaguaribe, 1999.

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Artigos sobre ensino jurídico: Organização da Faculdade de Direito da Universidade de Brasília. In: Educação e Ciências Sociais, 9(16), 1961. O ensino jurídico nos pareceres de Rui Barbosa. In: Estudos da Universidade Federal de Pernambuco, 9(1), março de 1969. Uma prova de concurso. In: (Anibal Freire) Digesto Eonômico, nº 227, set.-out., 1972.

San Tiago Dantas e o ensino jurídico. In: Jurídica, Revista do Instituto de Açúcar e do Ácool, 120, jan.-mar., 1973. O ensino do Direito e suas relações com as ciências políticas e econômicas. In: Digesto Econômico, nº 232, jul.-ago., 1973. A criação dos cursos jurídicos, símbolo da independência nacional. In: Revista do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro, vol.229, abr.-jun., 1973.

O ensino jurídico, instrumento de realização do Estado de Direito. Tese apresentada à VII Conferência Nacional da Ordem dos Advogados do Brasil. Curitiba, maio de 1978. Análise histórica do ensino jurídico no Brasil. In: Cadernos da UnB - Ensino Jurídico. Editora Universidade de Brasília, 1978-79. A criação dos cursos jurídicos no Brasil. Conferência pronunciada em setembro de 1977 no Museu Imperial de Petróplis na série comemorativa do sesquicentenário dos cursos jurídicos. In: Anais do Museu Imperial, vol. 37/41, 1976-1980-1983.

O ensino juídico no Segundo Reinado. In: Anais do Congresso de História do Segundo Reinado promovido pelo Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro, 1986. A obra de Direito Constitucional de Levi Carneiro. In: Revista Forense, vol. 299, 1987. San Tiago Dantas - Pensador do Direito. In: Cadernos de Pós-graduação (Faculdade de Direito - UERJ), Ano I, nº 1, setembro de 1995. O Ensino Superior no contexto social, cultural e político do Império. In: Revista do IHGB n.396, jan.-mar., 1996.

Advogado, jurista, professor e historiador.

Sexto ocupante da Cadeira nº 25, eleito em 25.07.1991, na sucessão de Afonso Arinos de Melo Franco e recebido em 14.04.1992, pelo Acadêmico Américo Jacobina Lacombe. Recebeu o Acadêmico Padre Fernando Bastos de Ávila.

Sua Cadeira 25 na Academia Brasileira de Letras tem como Patrono Junqueira Freire, Fundador Franklin Doria, sendo também ocupada por Artur Orlando da Silva, Ataulfo de Paiva, José Lins do Rego, Afonso Arinos de Melo Franco e Alberto Venâncio Filho.

Não se encontra no DICIONARIO DE ESCRITORES DE BRASILIA(1994), de Napoleão Valadares.

Pouco analisado na ENCICLOPÉDIA DE LITERATURA BRASILEIRA, de Afrânio Coutinho e J. Galante, edição do MEC, 1990, com revisão de Graça Coutinho e Rita Moutinho, em 2001.

Apesar de sua importância, não é estudado no DICIONÁRIO HISTÓRICO-BIOGRÁFICO BRASILEIRO(2001, 5 volumes, 6.211 páginas), da Fundação Getúlio Vargas e nem é convenientemente referido, em nenhuma das enciclopédias nacionais, Delta, Barsa, Larousse, Mirador, Abril, Koogan/Houaiss, Larousse Cultural, etc.

É verbete do DICIONÁRIO BIOBIBLIOGRÁFICO REGIONAL DO BRASIL, de Mário Ribeiro Martins, via INTERNET, dentro de ENSAIO, no site www.usinadeletras.com.br ou www.mariomartins.com.br







CADEIRA 26

A esta Cadeira, estão vinculados os seguintes nomes:

Laurindo Rabelo-PATRONO(Rio de Janeiro, RJ, 08.07.1826).

Guimarães Passos-FUNDADOR(Maceió, Alagoas, 22.03.1867).

Paulo Barreto(João do Rio)( Rio de Janeiro, RJ, 05.08.1881).

Constâncio Alves(Salvador, Bahia, 16.07.1862).

Ribeiro Couto(Santos, SP, 12.03.1898).

Gilberto Amado(Estância, Sergipe, 07.05.1887).

Mauro Mota(Recife, Pernambuco, 16.08.1911).

Marcos Vilaça(Nazaré da Mata, Pernambuco, 30.06.1939).





BIOGRAFIAS:



PATRONO DA CADEIRA 26-LAURINDO RABELO(Laurindo José da Silva Rabelo), Carioca, do Rio de Janeiro, 08.07.1826, escreveu, entre outros, TROVAS(1853), sem dados biograficos completos no livro e sem qualquer outra informação ao alcance da pesquisa, via textos editados. Filho de Ricardo José da Silva Rabelo e de Luísa Maria da Conceição. Após os estudos primários em sua terra natal, deslocou-se para outros centros, onde também estudou.

Pretendendo seguir a carreira eclesiástica, cursou as aulas do Seminário São José, no Rio de Janeiro e recebeu as ordens religiosas, mas abandonou o seminário por intrigas de colegas. Fez estudos na Escola Militar, outra vez tentando em vão fazer carreira.

Em 1851, com 25 anos, ingressou no curso de Medicina no Rio de Janeiro. Transferiu-se, no entanto, para Salvador, na Bahia, concluindo o curso Medico, na Bahia, em 1856, com 30 anos de idade. Morava em Salvador, na casa do Dr. Salustiano Ferreira Souto, Professor da Faculdade de Medicina da Bahia.

Defendeu sua tese, no entanto, no Rio de Janeiro. Mandou imprimir a tese, mas nunca retirou os exemplares impressos por falta de dinheiro. Em 1857, ingressou como oficial-médico no Corpo de Saúde do Exército, servindo no Rio Grande do Sul, até 1863.

Em 1860, com 34 anos, casou-se com Adelaide Luiza Cordeiro, que, bem situada financeiramente, lhe tirou da pobreza extrema em que vivia. Em 1864, voltou ao Rio, como professor de história, geografia e português no curso preparatório à Escola Militar.

Foi cognominado "o Bocage brasileiro", pela sua irreverencia.

Outros trabalhos: Trovas (1853); Tese apresentada e sustentada perante a Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro (1856); Poesias do dr. Laurindo da Silva Rabelo, colig. por Eduardo de Sá Pereira de Castro (1867); Compêndio de gramática da língua portuguesa, adotado pelo Governo Imperial para o uso das escolas regimentais (1867; reed. em 1872); Obras completas (poesia, prosa e gramática), org., intr. e notas por Osvaldo Melo Braga (1946).

Médico, professor e poeta. Pertenceu ao período romântico. Atacado por problemas cardíacos, faleceu no Rio de Janeiro, aos 38 anos de idade, em 28.09.1864.

É o patrono da Cadeira 26, por escolha do fundador Guimarães Passos. Sua Cadeira 26, na Academia Brasileira de Letras tem como Patrono(ele mesmo, Laurindo Rabelo), Fundador Guimarães Passos, sendo também ocupada por Paulo Barreto(João do Rio), Constancio Alves, Ribeiro Couto, Gilberto Amado, Mauro Mota e Marcos Vilaça.

Biografado no DICCIONARIO BIBLIOGRAPHICO BRAZILEIRO(1899), de Augusto Victorino Alves Sacramento Blake.

Pouco analisado na ENCICLOPÉDIA DE LITERATURA BRASILEIRA, de Afrânio Coutinho e J. Galante, edição do MEC, 1990, com revisão de Graça Coutinho e Rita Moutinho, em 2001. Referido no DICIONARIO BIOBIBLIOGRAFICO DE ESCRITORES CARIOCAS(1965), de J. S. Ribeiro Filho.

Apesar de sua importância não é estudado no DICIONÁRIO HISTÓRICO-BIOGRÁFICO BRASILEIRO(2001, 5 volumes, 6.211 páginas), da Fundação Getúlio Vargas e nem é convenientemente referido, em nenhuma das enciclopédias nacionais, Delta, Barsa, Larousse, Mirador, Abril, Koogan/Houaiss, Larousse Cultural, etc.

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FUNDADOR DA CADEIRA 26-GUIMARÃES PASSOS(Sebastião Cícero Guimarães Passos), de Maceió, Alagoas, 22.03.1867, escreveu, entre outros, VERSOS DE UM SIMPLES(Poesia-1891), PIMENTÕES(Poesia-1897), HIPNOTISMO(Teatro-1900), HORAS MORTAS(Poesia-1901), DICIONÁRIO DE RIMAS(1904), TRATADO DE VERSIFICAÇÃO(1905), EXCELÊNCIAS DOS LUSIADES DE CAMÕES(1909), sem dados biográficos completos nos livros e sem qualquer outra informação ao alcance da pesquisa, via textos editados. Filho do Major Tito Alexandre Ferreira Passos e de Rita Vieira Guimarães Passos. Após os estudos primários e secundários em sua terra natal, deslocou-se para outros centros, onde também estudou.

Com 19 anos, em 1886, mudou-se para o Rio de Janeiro, onde se tornou jornalista e boêmio. Entrou para a redação de diferentes jornais, fazendo parte do grupo de Paula Ney, Olavo Bilac, Coelho Neto, José do Patrocínio, Luís Murat e Artur Azevedo.

Trabalhou na GAZETA DA TARDE, na GAZETA DE NOTÍCIAS e em A SEMANA. Nas suas colunas ia publicando crônicas e versos. Nos vários lugares em que trabalhou, escrevia também sob pseudônimos: Filadelfo, Gill, Floreal, Puff, Tim e Fortúnio.

Foi também arquivista da Secretaria da Mordomia da Casa Imperial. Em 1890, com 23 anos, casou-se com a filha da poetisa Carmen Freire, Baronesa de Mamamguape. Ficou viúvo em 1893.

Com a proclamação da República, em 15.11.1889, perdeu o cargo e passou a viver como “free lancer”, produzindo matérias para jornais. Lutou contra Floriano Peixoto no Governo Revolucionário instalado no Paraná, em 06.09.1893.

Exilou-se em Buenos Aires, na Argentina, durante 1 ano e meio. Colaborou nos jornais LA NACION e LA PRENSA, escrevendo sobre assuntos brasileiros.

Outros trabalhos: Versos de um simples (1891); Hipnotismo (1900); Horas mortas (1901); Dicionário de rimas, com Olavo Bilac (1905); Tratado de versificação, com Olavo Bilac (1905).

Voltou do Exílio em 1896 e foi logo convidado para fundar a Academia Brasileira de Letras, no dia 28.12.1896. Foi o Fundador da Cadeira 26. Sua Cadeira 26 na Academia tem como Patrono Laurindo Rabelo, Fundador(ele Guimarães Passos), sendo também ocupada por Paulo Barreto(João do Rio), Constâncio Alves, Ribeiro Couto, Gilberto Amado, Mauro Mota e Marcos Vilaça.

Faleceu em Paris, na França, em 09.09.1909, com 42 anos de idade.

Em 1921, a Academia Brasileira conseguiu fazer trasladar os restos mortais para o Brasil.

Muito bem analisado na ENCICLOPÉDIA DE LITERATURA BRASILEIRA, de Afrânio Coutinho e J. Galante, edição do MEC, 1990, com revisão de Graça Coutinho e Rita Moutinho, em 2001.

Apesar de sua importância, não é estudado no DICIONÁRIO HISTÓRICO-BIOGRÁFICO BRASILEIRO(2001, 5 volumes, 6.211 páginas), da Fundação Getúlio Vargas e nem é convenientemente referido, em nenhuma das enciclopédias nacionais, Delta, Barsa, Larousse, Mirador, Abril, Koogan/Houaiss, Larousse Cultural, etc.

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SEGUNDO OCUPANTE DA CADEIRA 26-PAULO BARRETO(João Paulo Emílio Cristóvão dos Santos Coelho Barreto-João do Rio)-Carioca, do Rio de Janeiro, 05.08.1881, escreveu, entre outros, AS RELIGIÕES DO RIO(Reportagem-1906), CRONICAS E FRASES DE GODOFREDO DE ALENCAR(Cronicas-1916), A ALMA ENCANTADORA DAS RUAS(Crônicas-1918), sem dados biográficos completos nos livros e sem qualquer outra informação ao alcance da pesquisa, via textos editados. Filho de Alfredo Coelho Barreto e de Florência Cristóvão dos Santos Barreto. Após os estudos primários em sua terra natal, deslocou-se para outros centros, onde também estudou.

Como seu pai era adepto do Positivismo, fez com que o filho fosse batizado na Igreja Positivista. Fez os estudos elementares e de humanidades com o pai que era Professor. Aos 16 anos, em 1897, ingressou na imprensa.

Em 1918, estava no jornal CIDADE DO RIO, ao lado de José do Patrocínio e o seu grupo de colaboradores. Surgiu então o pseudônimo de João do Rio, com o qual se consagraria literariamente.

Seguiram-se outras redações de jornais, e João do Rio se notabilizou como o primeiro homem da imprensa brasileira a ter o senso da reportagem moderna. Começou a publicar suas grandes reportagens, que tanto sucesso obtiveram no Rio e em todo o Brasil, entre as quais "AS RELIGIÕES NO RIO" e também "MOMENTO LITERÁRIO", ambos reunidos depois em livros ainda hoje de leitura proveitosa, sobretudo o segundo, pois constitui excelente fonte de informações acerca do movimento literário do final do século XIX no Brasil.

Nos diversos jornais em que trabalhou, granjeou enorme popularidade, sagrando-se como o maior jornalista de seu tempo. Usou vários pseudônimos, além de João do Rio, destacando-se: Claude, Caran d’ache, Joe, José Antônio José.

Como homem de letras, deixou obras de valor, sobretudo como cronista. Foi o criador da crônica social moderna. Como teatrólogo, teve grande êxito a sua peça A BELA MADAME VARGAS, representada pela primeira vez em 22 de outubro de 1912, no Teatro Municipal. Deixou obra vasta, mas efêmera, que de modo algum corresponde à imensa popularidade que desfrutou em vida. Traduziu os seguintes textos, SALOMÉ, de Oscar Wilde, O BEBÊ DE TARLATANA ROSA(Contos-1925), OS ESCOTEIROS(1929), O RETRATO DE DORIAN GRAY, O LEQUE DE LADY WINDERMARE, etc.

Outros trabalhos: As religiões do Rio, reportagens (1905); Chic-chic, teatro (1906); A última noite, teatro (1907); O momento literário, inquérito (1907); A alma encantadora das ruas, crônicas (1908); Cinematógrafo, crônicas (1909); Dentro da noite, contos (1910); Vida vertiginosa, crônicas (1911); Os dias passam, crônicas (1909).

Dentro da noite, contos (1910); Vida vertiginosa, crônicas (1911); Os dias passam, crônicas (1912); A bela madame Vargas, teatro (1912); A profissão de Jacques Pedreira, novela (1913); Eva, teatro (1915); Crônicas e frases de Godofredo de Alencar (1916); No tempo de Wenceslau, crônicas (1916); A correspondência de uma estação de cura, romance (1918); Na conferência da paz, inquérito (1919); A mulher e os espelhos, contos (1919).

Ao falecer, era diretor do diário A PÁTRIA, que fundara em 1920. Seu corpo ficou na redação de A PÁTRIA, exposto à visitação pública. O enterro realizou-se com cortejo de cerca de cem mil pessoas. Na Academia, que então ficava no Silogeu Brasileiro, na praia da Lapa, disse-lhe o discurso de adeus Carlos de Laet.

Jornalista, cronista, contista e teatrólogo. Faleceu no Rio de Janeiro, em 23.06.1921, com 40 anos de idade.

Segundo ocupante da Cadeira 26, eleito em 7.05.1910, na sucessão de Guimarães Passos e recebido pelo Acadêmico Coelho Neto em 12.08.1910. Recebeu o Acadêmico Luís Guimarães Filho.

Sua Cadeira 26, na Academia Brasileira de Letras tem como Patrono Laurindo Rabelo, Fundador Guimarães Passos, sendo também ocupada por Paulo Barreto(João do Rio), Constancio Alves, Ribeiro Couto, Gilberto Amado, Mauro Mota e Marcos Vilaça.

Bem analisado na ENCICLOPÉDIA DE LITERATURA BRASILEIRA, de Afrânio Coutinho e J. Galante, edição do MEC, 1990, com revisão de Graça Coutinho e Rita Moutinho, em 2001.

Muito bem referido no DICIONARIO BIOBIBLIOGRAFICO DE ESCRITORES CARIOCAS(1965), de J. S. Ribeiro Filho.

Apesar de sua importância, não é estudado no DICIONÁRIO HISTÓRICO-BIOGRÁFICO BRASILEIRO(2001, 5 volumes, 6.211 páginas), da Fundação Getúlio Vargas e nem é convenientemente referido, em nenhuma das enciclopédias nacionais, Delta, Barsa, Larousse, Mirador, Abril, Koogan/Houaiss, Larousse Cultural, etc.

É verbete do DICIONÁRIO BIOBIBLIOGRÁFICO REGIONAL DO BRASIL, de Mário Ribeiro Martins, via INTERNET, dentro de ENSAIO, no site www.usinadeletras.com.br ou www.mariomartins.com.br





TERCEIRO OCUPANTE DA CADEIRA 26-CONSTÂNCIO ALVES(Antônio Constancio Alves), de Salvador, Bahia, 16.07.1862, escreveu, entre outros, DA CREMAÇÃO E INUMAÇÃO PERANTE A HIGIENE(Tese-1885), FIGURAS(Biografia-1921), A SENSIBILIDADE ROMANTICA(1928), MEMORIAS DE ANTONIO IPIRANGA(1928), sem dados biográficos completos nos livros e sem qualquer outra informação ao alcance da pesquisa, via textos editados. Filho de pais não referidos em sua biografia.

Iniciou o curso de Direito em Recife, em 1880, com 18 anos de idade. No entanto, abandonou o curso e voltou para Salvador.

Matriculou-se na Faculdade de Medicina da Bahia, formando-se Médico, em 1885, com 23 anos. Passou a exercer o jornalismo desde os tempos de estudante.

Em 1890, com 28 anos, transferiu-se para o Rio de Janeiro e entrou para o JORNAL DO BRASIL, de Rodolfo Dantas, onde manteve, durante muitos anos, uma seção diária, com notas cheias de ironia, de malícia, de humorismo e de sabedoria.

Em 1896, com 34 anos, foi para o JORNAL DO COMMERCIO, publicando a seção "Dia a dia". Durante 36 anos permaneceu no JORNAL DO COMMERCIO, do Rio de Janeiro, tratando de tudo, menos de política. Costumava assinar apenas C. A.

Outros trabalhos: Da cremação e inumação perante a higiene, tese (1885); Figuras, perfis biográficos (1921); A sensibilidade romântica, conferência (1928); Memórias de Antônio Ipiranga, romance coletivo, cap. 4, na Revista da ABL (1928); Gregório de Matos, in: Obras de Gregório de Matos, IV Satírica, vol. 1 (1930); Santo Antônio. Rio de Janeiro: Academia Brasileira de Letras, 1943.

Embora fosse médico, nunca exerceu a medicina. Além de jornalista, foi funcionário da Biblioteca Nacional, onde ingressou em 1895, com 33 anos, tendo chegado a diretor da seção de manuscritos, de 1903 a 1913.

Em 1922, com 60 anos de idade, apresentou-se como candidato na Academia Brasileira de Letras, tendo sido eleito. Na Academia, foi tesoureiro (1924, 1929), bibliotecário (1923,1925 e 1926) e redator da Revista (1927). Fez o elogio a Ernest Renan (1923) e a Anatole France (1924).

Fez o discurso sobre Laurindo Rabelo, no centenário de nascimento do poeta em 1926. Fez a conferência no centenário de Júlio Verne (1928). Pronunciou o discurso de adeus a Rui Barbosa em nome da Academia (1923).

Jornalista, Médico, ensaísta e orador. Faleceu no Rio de Janeiro, RJ, em 13.02.1933, com 71 anos de idade.

Eleito em 6.07.1922 para a Cadeira 26, na sucessão de Paulo Barreto. Foi recebido em 22.08.1922, pelo acadêmico Félix Pacheco. Sua Cadeira 26, na Academia Brasileira de Letras tem como Patrono Laurindo Rabelo, Fundador Guimarães Passos, sendo também ocupada por Paulo Barreto(João do Rio), Constancio Alves, Ribeiro Couto, Gilberto Amado, Mauro Mota e Marcos Vilaça.

Bem analisado na ENCICLOPÉDIA DE LITERATURA BRASILEIRA, de Afrânio Coutinho e J. Galante, edição do MEC, 1990, com revisão de Graça Coutinho e Rita Moutinho, em 2001.

Não é estudado na antologia A POESIA BAIANA NO SÉCULO XX(1999), de Assis Brasil.

Apesar de sua importância, não é mencionado no livro BAIANOS ILUSTRES(1979), de Antonio Loureiro de Souza, não é estudado no DICIONÁRIO HISTÓRICO-BIOGRÁFICO BRASILEIRO(2001, 5 volumes, 6.211 páginas), da Fundação Getúlio Vargas e nem é convenientemente referido, em nenhuma das enciclopédias nacionais, Delta, Barsa, Larousse, Mirador, Abril, Koogan/Houaiss, Larousse Cultural, etc.

É verbete do DICIONÁRIO BIOBIBLIOGRÁFICO REGIONAL DO BRASIL, de Mário Ribeiro Martins, via INTERNET, dentro de ENSAIO, no site www.usinadeletras.com.br ou www.mariomartins.com.br





QUARTO OCUPANTE DA CADEIRA 26-RIBEIRO COUTO(Rui Ribeiro Couto), de Santos, São Paulo, 12.03.1898, escreveu, entre outros, O JARDIM DAS CONFIDÊNCIAS(Novela-1921), A CASA DO GATO CINZENTO(Contos-1922), UM HOMEM NA MULTIDÃO(Poesia-1926), CANÇÕES DE AMOR(Poesia-1928), CANCIONEIRO DO AUSENTE(Poesia-1943), DOIS RETRATOS DE MANUEL BANDEIRA(Ensaio-1960), SENTIMENTO LUSITANO(Ensaio-1961), sem dados biograficos completos nos livros e sem qualquer outra informação ao alcance da pesquisa, via textos editados. Filho de José de Almeida Couto e de Nísia da Conceição Esteves Ribeiro. Após os estudos primários em sua terra natal, deslocou-se para outros centros, onde também estudou.

Cursou a Escola de Comércio José Bonifácio, em Santos. Estreou no jornalismo em 1912, na imprensa de sua cidade natal.

Em 1915, iniciou o curso da Faculdade de Direito de São Paulo, trabalhando no JORNAL DO COMMERCIO, em 1916, e depois no CORREIO PAULISTANO.

Transferiu-se para o Rio de Janeiro e, em 1919, bacharelou-se na Faculdade de Ciências Jurídicas e Sociais do Rio de Janeiro, com 21 anos de idade.

Publicou o seu primeiro livro de poesias, O JARDIM DAS CONFIDÊNCIAS, em 1921. Trabalhou em diversos jornais, até 1922.

Participou da Semana de Arte Moderna e, em seguida, retirou-se para o interior de São Paulo, em tratamento de saúde. Naquele ano saíram os volumes de contos A CASA DO GATO CINZENTO e O CRIME DO ESTUDANTE BATISTA.

Residiu dois anos em Campos do Jordão, passando a exercer depois o cargo de delegado de polícia em São Bento do Sapucaí. Nomeado promotor público(nesta época, os promotores eram nomeados sem concurso, a bel prazer dos governantes e por isso não se demoravam no cargo) em São José do Barreiro, ocupou esse cargo até 1925, ano em que se transferiu para Pouso Alto, Minas Gerais, em busca de um clima propício à sua saúde. Ali exerceu a promotoria pública até 1927.

Em 1928, com 30 anos, regressou ao Rio de Janeiro, entrando para o JORNAL DO BRASIL como redator. Designado para o posto de auxiliar de consulado em Marselha, partiu em fins de 1928 para aquela cidade francesa, onde o cônsul-geral Matheus de Albuquerque o indicou para vice-cônsul honorário.

Em 1931, com 33 anos, foi removido para Paris, onde serviu um ano como adido junto ao consulado geral. O governo provisório, por designação do ministro Afrânio de Melo Franco, em 1932, promoveu-o a cônsul de terceira classe.

Foi 2o secretário de legação na Holanda, de 1935 a 1940. Foi 1o secretário de legação, em 1942. Foi encarregado de Negócios em Lisboa, de 1944 a 1946. Ministro plenipotenciário na Iugoslávia, de 1947 a 1952.

Embaixador do Brasil na Iugoslávia, de 1952 até aposentar-se. Durante a sua permanência na Europa, ocupou-se também de divulgar a literatura brasileira. Não interrompeu a colaboração para o JORNAL DO BRASIL, O GLOBO e A PROVÍNCIA (de Pernambuco), sobre literatura e acontecimentos do estrangeiro.

Outros trabalhos: O jardim das confidências (1921); Poemetos de ternura e de melancolia (1924); Um homem na multidão (1926); Canções de amor (1930); Noroeste e outros poemas do Brasil (1932); Província (1934); Cancioneiro de Dom Afonso (1939); Cancioneiro do ausente (1943); O dia é longo (1944); Rive etrangère (1951); Entre mar e rio (1952); Le jour est long (1958); Poesias reunidas (1960); Longe (1961).

PROSA: A casa do gato cinzento, contos (1922); O crime do estudante Batista, contos (1922); A cidade do vício e da graça, crônicas (1924); Baianinha e outras mulheres, contos (1927); Cabocla, romance (1931); Espírito de São Paulo, crônicas (1932); Clube das esposas enganadas, contos (1933); Presença de Santa Teresinha, ensaio (1934); Chão de França, viagem (1935); Conversa inocente, crônicas (1935); Prima Belinha, romance (1940); Largo da Matriz, contos (1940); Barro do município, crônicas (1956); Dois retratos de Manuel Bandeira (1960); Sentimento lusitano, ensaio (1961). Numerosas obras de Ribeiro Couto foram traduzidas para o italiano, francês, húngaro, sueco, servo-croata.

Jornalista, magistrado, diplomata, poeta, contista e romancista. Faleceu em Paris, França, em 30.05.1963, com 65 anos de idade.

Quarto ocupante da cadeira 26, eleito em 28.03.1934, na sucessão de Constâncio Alves e recebido pelo Acadêmico Laudelino Freire em 17.11.1934. Recebeu o Acadêmico Manuel Bandeira. Sua Cadeira 26, na Academia Brasileira de Letras tem como Patrono Laurindo Rabelo, Fundador Guimarães Passos, sendo também ocupada por Paulo Barreto(João do Rio), Constancio Alves, Ribeiro Couto, Gilberto Amado, Mauro Mota e Marcos Vilaça.

Bem analisado na ENCICLOPÉDIA DE LITERATURA BRASILEIRA, de Afrânio Coutinho e J. Galante, edição do MEC, 1990, com revisão de Graça Coutinho e Rita Moutinho, em 2001.

Apesar de sua importância e de ter sido Embaixador do Brasil, na Iugoslávia, em 1952, não é estudado no DICIONÁRIO HISTÓRICO-BIOGRÁFICO BRASILEIRO(2001, 5 volumes, 6.211 páginas), da Fundação Getúlio Vargas e nem é convenientemente referido, em nenhuma das enciclopédias nacionais, Delta, Barsa, Larousse, Mirador, Abril, Koogan/Houaiss, Larousse Cultural, etc.

É verbete do DICIONÁRIO BIOBIBLIOGRÁFICO REGIONAL DO BRASIL, de Mário Ribeiro Martins, via INTERNET, dentro de ENSAIO, no site www.usinadeletras.com.br ou www.mariomartins.com.br





QUINTO OCUPANTE DA CADEIRA 26-GILBERTO AMADO(Gilberto de Lima Azevedo Sousa Ferreira Amado de Faria), de Estância, Sergipe, 07.05.1887, escreveu, entre outros, A CHAVE DE SALOMÃO E OUTROS ESCRITOS(Ensaio-1914), A SUAVE ASCENSÃO(Poesia-1917), GRÃO DE AREIA(Ensaio-1919), APARENCIAS E REALIDADES(Ensaio-1922), MINHA FORMAÇÃO NO RECIFE(Memórias-1955), MOCIDADE NO RIO E PRIMEIRA VIAGEM À EUROPA(Memórias-1956), DEPOIS DA POLITICA(Memórias-1960), sem dados biográficos completos nos livros e sem qualquer outra informação ao alcance da pesquisa, via textos editados. Filho de Melchisedech Amado e Ana Amado.

O primeiro dos 14 filhos. Entre seus irmãos mais famosos, destacam-se Genolino Amado, Gildásio Amado e Gilson Amado. De Jorge Amado é apenas primo. Após os estudos primários em sua terra natal, Itaporanga, Sergipe, deslocou-se para outros centros, onde também estudou.

Passou pelo Ateneu Sergipano de Aracaju. Começou o curso de Farmácia na Bahia, até então feito na Faculdade de Medicina da Bahia que também formava os dentistas.

Em 1904, com 17 anos, foi nomeado Professor da Escola Normal de Sergipe, em Aracaju. Logo foi para o Recife e matriculou-se, em 1905, na Faculdade de Direito de Recife. Formado Bacharel em Ciências Jurídicas e Sociais, tornou-se, ainda muito moço, catedrático de Direito Penal. Nesta época, passou a escrever para o DIARIO DE PERNAMBUCO.

Em 1909, foi nomeado Promotor Publico de Aracaju(nesta época, os promotores eram nomeados sem concurso, a bel prazer dos governantes e por isso não se demoravam no cargo).

Em 1910, com 23 anos de idade, transferiu-se para o Rio de Janeiro, iniciando a sua colaboração na imprensa, no JORNAL DO COMMERCIO com um estudo sobre Luís Delfino. Passou depois a ocupar uma coluna semanal, em O PAÍS. Em 1911, com 24 anos, casou-se com Alice do Rego Barros Gibson. Em 1912, realizou sua primeira viagem à Europa. Em 1914, foi candidato à Academia Brasileira de Letras, mas não se elegeu.

Em 1915,com 28 anos, foi eleito Deputado Federal por Sergipe. Em junho de 1915, já Deputado Federal, matou a tiros o Poeta Aníbal Teófilo, dentro do JORNAL DO COMMERCIO, do Rio. Aníbal era militar e secretário do Teatro Municipal. Preso, Gilberto foi absolvido tempos depois.

Em 1926, com 39 anos, foi eleito Senador pelo mesmo Estado de Sergipe. Em 1927, foi Diretor da Caixa Econômica Federal. Encerrou a carreira política, com a Revolução de 1930.

Em 1931 realizou uma série de conferências sobre regime eleitoral, publicado no livro ELEIÇÃO E REPRESENTAÇÃO (1932). Por essa época, voltou ao magistério superior, na Faculdade Nacional de Direito do Distrito Federal(Rio de Janeiro).

Em 1934, foi nomeado consultor jurídico do Ministério das Relações Exteriores, sucedendo a Clóvis Beviláqua. Nos anos seguintes e a partir de 1936, foi Embaixador e Ministro Plenipotenciário em vários paises, inclusive no Chile.

De 1939 a 1947, foi Ministro na Finlândia. A partir de 1948, tornou-se membro da Comissão de Direito Internacional da ONU, sediada em Genebra.

Outros trabalhos: A chave de Salomão e outros escritos, ensaios (1914); A suave ascensão, poesia (1917); Grão de areia, ensaio (1919); Aparências e realidades, ensaio (1922); Eleição e representação, conferências (1932).

Dança sobre o abismo, ensaio (1932); Espírito do nosso tempo, ensaio (1933); Dias e horas de vibração, crônicas (1933); Inocentes e culpados, romance (1941); Os interesses da companhia, romance (1942); Poesias (1954); Assis Chateaubriand, ensaio (1953).

Memórias: História da minha infância (1954); Minha formação no Recife (1955); Mocidade no Rio e primeira viagem à Europa (1956); Presença na política (1958); Depois da política (1960).

Político, ensaísta, memorialista e diplomata. Faleceu no Rio de Janeiro, em 27.08.1969, com 82 anos.

Quinto ocupante da Cadeira 26, eleito em 3.10.1963, na sucessão de Ribeiro Couto e recebido pelo Acadêmico Alceu Amoroso Lima em 29.08.1964.

Sua Cadeira 26 na Academia tem como Patrono Laurindo Rabelo, Fundador Guimarães Passos, sendo também ocupada por Paulo Barreto(João do Rio), Constancio Alves, Ribeiro Couto, Gilberto Amado, Mauro Mota e Marcos Vilaça.

Muito bem analisado na ENCICLOPÉDIA DE LITERATURA BRASILEIRA, de Afrânio Coutinho e J. Galante, edição do MEC, 1990, com revisão de Graça Coutinho e Rita Moutinho, em 2001.

Pela sua importância, é grandemente estudado no DICIONÁRIO HISTÓRICO-BIOGRÁFICO BRASILEIRO(2001, 5 volumes, 6.211 páginas), da Fundação Getúlio Vargas e é convenientemente referido, em todas as enciclopédias nacionais, Delta, Barsa, Larousse, Mirador, Abril, Koogan/Houaiss, Larousse Cultural, etc.

É verbete do DICIONÁRIO BIOBIBLIOGRÁFICO REGIONAL DO BRASIL, de Mário Ribeiro Martins, via INTERNET, dentro de ENSAIO, no site www.usinadeletras.com.br ou www.mariomartins.com.br





SEXTO OCUPANTE DA CADEIRA 26-MAURO MOTA(Mauro Ramos da Mota e Albuquerque), de Recife, Pernambuco, 16.08.1911, escreveu, entre outros, ELEGIAS(Poesia-1952), PROVINCIA E ACADEMIA(Ensaio-1954), O CAJUEIRO NORDESTINO(Ensaio-1956), A TECELÃ(Poesia-1956), O GALO E O CATAVENTO(Poesia-1962), O NAVEGANTE GILBERTO AMADO(Ensaio-1970), PERNAMBUCANCIA(Poesia-1980), ANTOLOGIA EM VERSO E PROSA(1982), BARÃO DE CHOCOLATE E COMPANHIA(Ensaio-1983), sem dados biograficos completos nos livros e sem qualquer outra informação ao alcance da pesquisa, via textos editados. Filho de José Feliciano da Mota e Albuquerque e de Aline Ramos da Mota e Albuquerque. Após os estudos primários em sua terra natal, deslocou-se para outros centros, onde também estudou.

Passou parte da infância, em Nazaré da Mata, Pernambuco, tendo estudado na Escola Dom Vieira. Em 1924, com 13 anos, foi para o Recife, viver com os avós. Matriculou-se no Ginásio do Recife que tinha como Diretor o Padre Félix Barreto. Transferiu-se para o Colégio Salesiano, publicando seus primeiros poemas no jornal O COLEGIAL.

Em 1928, com 17 anos, junto com Álvaro Lins e outros, retornou ao Ginásio do Recife, onde fez o curso preparatório. Passou a atuar no jornalismo, ao lado de José Condé e João Condé. Divulgou suas poesias no jornal A PILHERIA e na REVISTA DO RECIFE.

Em 1933, matriculou-se na Faculdade de Direito do Recife, Bacharelando-se em Ciências Jurídicas e Sociais, em 1937, com 26 anos de idade. Formado, tornou-se Secretario e Redator-Chefe do DIARIO DA MANHÃ. Professor de História do Ginásio do Recife e em várias escolas particulares.

Catedrático de Geografia do Brasil, por concurso público, do Instituto de Educação de Pernambuco. Desde os anos universitários colaborava na imprensa. Foi secretário, redator-chefe e diretor do DIÁRIO DE PERNAMBUCO, a partir de 1941, quando tinha 30 anos.

Colaborador literário do CORREIO DA MANHÃ, do DIÁRIO DE NOTÍCIAS e do JORNAL DE LETRAS do Rio de Janeiro. De 1956 a 1971, quando já tinha 60 anos de idade, foi Diretor Executivo do Instituto Joaquim Nabuco de Pesquisas Sociais. Diretor do Arquivo Público de Pernambuco, de 1973 até 1983, quando já tinha 72 anos.

Membro do Seminário de Tropicologia da Universidade Federal de Pernambuco e da Fundação Joaquim Nabuco. Foi membro do Conselho Federal de Cultura de Pernambuco e do Conselho Federal de Cultura. Publicou ELEGIAS, em 1952, com 41 anos, onde se encontra o "BOLETIM SENTIMENTAL DA GUERRA DO RECIFE", um dos seus poemas mais conhecidos.

Recebeu o Prêmio Olavo Bilac da Academia Brasileira de Letras e o Prêmio da Academia Pernambucana de Letras por suas ELEGIAS (1952), o Prêmio Jabuti, da Câmara Brasileira do Livro, e o Prêmio PEN Clube do Brasil, pelo livro de poesias ITINERÁRIO (1975).

Outros trabalhos: Elegias (1952); A tecelã (1956); Os epitáfios (1959); O galo e o catavento (1962); Canto ao meio (1964); Antologia poética (1968); Itinerário (1975); Pernambucânia ou cantos da comarca e da memória (1979); Pernambucânia dois (1980); Antologia em verso e prosa (1982).

Ensaio, Crônicas: O cajueiro nordestino (1954); Província e academia (1954); Itinerário da escola (1956); Paisagem das secas (1958); Capitão de fandango (1960); Geografia literária (1961); Terra e gente (1963); História em rótulos de cigarros (1965); Quem foi Delmiro Gouveia? (1967); O criador de passarinhos (1968); O pátio vermelho, crônica de uma pensão de estudantes (1968).

Votos e ex-votos, aspectos da vida social do Nordeste (1968); Os bichos na fala da gente (1969); Pernambuco sim, em colaboração com Gilberto Freyre e Roberto Cavalcanti (1972); Modas e modos (1977); A estrela de pedra e outros ensaios nordestinos (1981); Barão de chocolate e companhia (1983).

Escreveu prefácios a vários livros e colaborações em obras coletivas, como a enciclopédia Mirador Internacional, e textos seus foram inseridos em antologias nacionais e estrangeiras. Tem registros sonoros em disco (Boletim sentimental da guerra do Recife e Mauro Mota em prosa e verso) e em gravação para o Museu da Imagem e do Som do Rio de Janeiro e de Pernambuco.

Jornalista, professor, poeta, cronista, ensaísta e memorialista. Faleceu no Recife, em 22.11.1984, com 73 anos de idade.

Sexto ocupante da Cadeira 26, eleito em 8.01.1970, na sucessão de Gilberto Amado e recebido pelo Acadêmico Adonias Filho em 27.08.1970.

Sua Cadeira 26, na Academia Brasileira de Letras tem como Patrono Laurindo Rabelo, Fundador Guimarães Passos, sendo também ocupada por Paulo Barreto(João do Rio), Constancio Alves, Ribeiro Couto, Gilberto Amado, Mauro Mota e Marcos Vilaça.

Muito bem estudado no DICIONÁRIO BIOBIBLIOGRÁFICO DE POETAS PERNAMBUCANOS(1993), de Lamartine Morais.

Pouco analisado na ENCICLOPÉDIA DE LITERATURA BRASILEIRA, de Afrânio Coutinho e J. Galante, edição do MEC, 1990, com revisão de Graça Coutinho e Rita Moutinho, em 2001.

Apesar de sua importância, não é mencionado no DICIONÁRIO HISTÓRICO-BIOGRÁFICO BRASILEIRO(2001, 5 volumes, 6.211 páginas), da Fundação Getúlio Vargas e nem é convenientemente referido, em nenhuma das enciclopédias nacionais, Delta, Barsa, Larousse, Mirador, Abril, Koogan/Houaiss, Larousse Cultural, etc.

É verbete do DICIONÁRIO BIOBIBLIOGRÁFICO REGIONAL DO BRASIL, de Mário Ribeiro Martins, via INTERNET, dentro de ENSAIO, no site www.usinadeletras.com.br ou www.mariomartins.com.br







SÉTIMO OCUPANTE DA CADEIRA 26-MARCOS VILAÇA(MARCOS VINICIOS RODRIGUES VILAÇA), de Nazaré da Mata, Pernambuco, 30.06.1939, escreveu, entre outros, CONCEITO DE VERDADE(Ensaio-1958), A ESCOLA E LIMOEIRO(Ensaio-1958), EM TORNO DA SOCIOLOGIA DO CAMINHÃO(Ensaio-1961), COOPERAÇÃO, CULTURA E RURALISMO(Ensaio-1964), DA MANJEDOURA DE IGARASSU AO MAGISTERIO REVOLUCIONARIO(Ensaio-1967), NORDESTE-SECOS E MOLHADOS(Ensaio-1972), O MENINO GILBERTO FREYRE(Biografia-1980), NO TERRITORIO DO SENTIMENTO(Ensaio-1992), sem dados biográficos completos nos livros e sem qualquer outra informação ao alcance da pesquisa, via textos editados. Filho único de Antônio de Souza Vilaça e Evalda Rodrigues Vilaça. Após os estudos primários em sua terra natal, deslocou-se para outros centros, onde também estudou.

Cursos Primário e Ginasial no Ginásio de Limoeiro, Pernambuco. Curso Clássico no Colégio Nóbrega, do Recife. Superior: Bacharel em Ciências Jurídicas e Sociais pela Faculdade de Direito da Universidade Federal de Pernambuco em 1962, com 23 anos de idade.

Cursou o Mestrado, na Faculdade de Direito da UFPE. Professor de História do Brasil, no Ginásio de Limoeiro, em 1958, com 19 anos. Professor de Direito Internacional Público, na Faculdade de Direito da Universidade Federal de Pernambuco, de 1964 a 1994. Professor de História Político-Econômica e Social do Brasil, na Faculdade de Filosofia do Recife, em 1964, com 25 anos.

Professor de Direito Internacional Público na Faculdade de Direito da Universidade Católica de Pernambuco, em 1964. Professor do Seminário Especial para líderes estudantis brasileiros, co-patrocinado pela Universidade de Harvard (EUA), no verão de 1965. Professor de Direito Administrativo na Faculdade de Direito da Universidade Federal de Pernambuco, de 1967 a 1968.

Conferencista da Escola Superior de Guerra, 1970-1985, com 46 anos de idade. Conferencista da Escola de Comando e Estado-Maior do Exército (1994 e 1995). Conferencista da Escola de Guerra Naval da República Argentina, Buenos Aires (1996). Conferencista da Escola de Comando e Estado-Maior da Aeronáutica (2002).

Outras atividades exercidas: Diretor do Departamento de Cultura do Diretório Acadêmico da Faculdade de Direito da Universidade Federal de Pernambuco. Presidente do Departamento Acadêmico Jurídico Assistencial da Faculdade de Direito da Universidade Federal de Pernambuco. Coordenador da Associação Universitária Interamericana em Pernambuco. Diretor do Departamento de Cultura do Diretório Acadêmico de Direito (1959). Presidente do Departamento Acadêmico Jurídico Assistencial (1961).

Fundador da Academia dos Novos, em Limoeiro (PE). Fundador e presidente do Instituto de Intercâmbio Internacional, que funcionou na Faculdade de Direito, da Universidade Federal de Pernambuco.

Funções atuais: Ministro do Tribunal de Contas da União, a partir de 1988, com 49 anos de idade. Membro da Comissão Mista de Cooperação Técnica, Científica e Cultural entre os Tribunais de Contas dos Países de Língua Portuguesa. Membro do Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural, na qualidade de representante da sociedade civil (Ministério da Cultura). Membro titular do “Conselho Pernambucano Pacto 21” por designação do Governador do Estado.

Membro do Conselho Editorial da REVISTA PORTUGUESA E BRASILEIRA DE GESTÃO - RPBG – Fundação Getúlio Vargas, 2002. Membro representante da Academia Brasileira de Letras, na Comissão Filatélica Nacional, para a seleção de selos postais comemorativos e especiais para o ano de 2003.

Integrante do júri do Prêmio Portugal Telecom de Literatura Brasileira, 2003. Representação político-administrativa e cultural (funções anteriores): Diretor da Caixa Econômica Federal. Membro do Conselho Diretor do PIS-PASEP. Secretário Executivo do Programa Especial de Módulos Esportivos – PEME (Extinto). Membro do Conselho do Centro Nacional de Referência Cultural – CNRC (Extinto).

Coordenador do “Programa Nacional de Centros Sociais Urbanos – CSU” (Vinculado à SEPLAN – Presidência da República – Extinto). Presidente do Conselho da Medalha Pernambucana do Mérito, em 1966. Diretor do Departamento de Aplicação de Capital do Instituto de Previdência dos Servidores do Estado de Pernambuco, 1966.

Chefe da Casa Civil do Governo de Pernambuco, em 1966. Secretário de Estado do Governo de Pernambuco de 1971 a 1973.

Presidente do Conselho das Medalhas do Mérito Cultural “Oliveira Lima” e do Mérito Empresarial “Conde da Boa Vista”, de 1971 e 1973. Membro do Conselho Deliberativo do Conselho de Desenvolvimento de Pernambuco de 1971 a 1973. Assessor Jurídico da Assembléia Legislativa do Estado de Pernambuco.

Presidente da Fundação Legião Brasileira de Assistência – LBA (1985 a 1988). Vice-Presidente do Conselho Consultivo da Fundação Legião Brasileira de Assistência- LBA. Membro do Conselho de Administração Financeira do SINPAS, do Ministério da Previdência e Assistência Social. Membro do Conselho Superior da Previdência e Assistência Social (MPAS). Membro efetivo do Conselho de Justiça, Segurança Pública, Direitos Humanos e Defesa das Vítimas de Delito, do Governo do Estado do Rio de Janeiro.

Membro do Conselho Curador da Fundação Nacional Pró-Memória, do Ministério da Cultura, já tendo sido seu Presidente. Membro do Conselho Diretor da Fundação Joaquim Nabuco de Pesquisas Sociais (MEC), 1966-1972, e novamente nomeado pelo Ministério da Educação e Cultura para os períodos de 1978-1984, 1984-1990, tendo ocupado também cargos na Procuradoria Jurídica e na Assessoria Especial deste Instituto.

Membro do Conselho de Administração da Fundação Nacional do Livro Infanto-Juvenil. Membro do Conselho Curador da Organização para o Desenvolvimento da Ciência e da Cultura – Rio de Janeiro (RJ). Chefe da Assessoria Jurídica do Grupo Especial para a Racionalização da Agroindústria Canavieira do Nordeste (GERAN), 1969 (Extinto). Secretário da Cultura do Ministério da Educação e Cultura.

Membro do Conselho Federal de Cultura. Presidente do Conselho Consultivo do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, do Ministério da Educação e Cultura. Presidente da Fundação Nacional Pró-Memória, do Ministério da Cultura. Presidente da Fundação Nacional de Arte – FUNARTE, do Ministério da Cultura.

Presidente do Conselho Curador dos Museus Raymundo Ottoni de Castro Maya, do Ministério da Cultura. Membro do Conselho Editorial do Instituto Nacional do Livro, do Ministério da Cultura. Membro do Conselho Diretor da Fundação Centro Brasileiro de TV Educativa, do Ministério da Educação e Cultura. Presidente da Comissão Executiva do “Dia Nacional da Cultura”, por Decreto do Presidente da República – 1985.

Membro do Comitê Assessor do Centro de Desenvolvimento e Apoio Técnico à Educação – CEDATE – do Ministério da Educação e Cultura. Membro do Conselho Nacional de Cinema, do Ministério da Cultura. Membro do Conselho Consultivo da Fundação Casa de Rui Barbosa, do Ministério da Cultura. Membro do Conselho Deliberativo do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação, do Ministério da Educação.

Membro do Conselho Deliberativo da Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste – SUDENE – Representando o Ministério do Trabalho (por um período de dez anos). Membro do Conselho Deliberativo da Fundação Alexandre de Gusmão, do Ministério das Relações Exteriores. Membro da Comissão Nacional para as Comemorações do V Centenário do Descobrimento da América – 1984.

Secretário Particular para Assuntos Especiais do Presidente da República (Presidente José Sarney, 1985). Membro do Diretório Regional da extinta Aliança Renovadora Nacional (ARENA-PE). Já tinha sido seu Primeiro-Secretário.

Suplente de Senador da República (ARENA), pelo Estado de Pernambuco (Titular: Nilo de Souza Coelho). Membro do Diretório Regional de Pernambuco, do Partido Democrático Social. Fundador, Delegado às Convenções Nacionais, na representação de Pernambuco e Membro do Diretório Nacional do Partido Democrático Social.

Membro Fundador do Partido da Frente Liberal e Membro do Diretório Regional em Pernambuco. Membro da Comissão de Avaliação e Acompanhamento do Programa de Apoio à Pesquisa na Área de Ciências Políticas e Sociais, da Câmara dos Deputados. Membro da Comissão Interministerial, destinada a estudar e propor medidas para a criação da Guarda Costeira (Portaria nº. 622, de 18/04/83 do Ministério da Marinha).

Membro da Comissão do “Prêmio Casa Grande & Senzala”, 1983, do Ministério da Educação e Cultura. Membro da Comissão Julgadora do Concurso “Símbolo dos 150 Anos do Banco Econômico”. Membro da Comissão de Honra das 1as. Jornadas Luso-Brasileiras do Patrimônio, Lisboa, 1984 (Governo do Brasil e de Portugal). Membro da Comissão Especial para a escolha do Prêmio BNB de Literatura – Conselho de Administração do Banco do Nordeste do Brasil – 1984 e 1985.

Membro do Conselho Nacional da Campanha Nacional de Escolas da Comunidade. Fundador e Secretário Executivo do Instituto Cultural Brasil-Argentina, do Recife - PE. Membro do Seminário de Tropicologia, da Universidade Federal de Pernambuco. Fundador e Diretor Cultural da Associação Cultural Brasil-Japão, do Recife - PE.

Presidente da Academia Pernambucana de Letras (1970-71). Membro do Conselho Editorial da Fundação Projeto Rondon, do Ministério do Interior. Membro do Conselho de Administração da Associação de Assistência à Criança Defeituosa. Presidente da Comissão Julgadora do Concurso da Marca “Rio Internacional” patrocinado pela Secretaria de Indústria, Comércio e Turismo do Rio de Janeiro e Federação das Associações Comerciais, Industriais e Agro-Pastoris do Rio de Janeiro.

Membro do Conselho Consultivo do Centenário do Clube Internacional do Recife. Membro nato do Conselho Curador da Fundação Banco do Brasil, do Ministério da Fazenda. Membro do Conselho Consultivo da Escolinha de Arte do Recife. Membro do Conselho Consultivo do Projeto Guararapes. Presidente da Comissão do Prêmio Serzedello Corrêa (Tribunal de Contas da União), 1990.

Membro do Conselho de Administração da Fundação do Sangue (São Paulo). Vice-Presidente do Tribunal de Contas da União, no exercício de 1994.

Presidente do Tribunal de Contas da União, no exercício de 1995, com 56 anos de idade. Membro do Conselho Diretor da Organização Latino-Americana do Caribe das Entidades Fiscalizadoras Superiores – OLACEFS. Vice-Presidente da International Organization of The Supreme Audit Institutions – INTOSAI. Membro do Comitê de Assessoramento da Comissão Nacional para as Comemorações do V Centenário do Descobrimento do Brasil.

Representante da Academia Brasileira de Letras no Comitê Assessor da Comissão Nacional para as Comemorações do V Centenário do Descobrimento do Brasil. Coordenador-Geral por parte do Brasil do “Congresso Brasil-Portugal: Ano 2000”, integrante das Comemorações do V Centenário do Descobrimento do Brasil.

Membro da Comissão Organizadora das Comemorações do Centenário de Nascimento de Gilberto Freyre. Membro da Comissão instituída pelo Ministério da Cultura com a finalidade de elaborar propostas visando ao estabelecimento de critérios, normas e formas de acautelamento do patrimônio imaterial brasileiro.

Presidente da Fundação Bernardo Elis (Goiânia, 1997). Primeiro-Secretário da Academia Brasileira de Letras (1999). Presidente do Comitê Coordenador da exposição da Coleção Albert Eckhout, no Recife, em 2002. Membro da Comissão Especial instituída pelo Ministério da Cultura, criada com a incumbência de estabelecer prioridades para as obras de conservação do “Projeto Monumenta”.

Atividades empresariais (anteriormente exercidas): Membro do Conselho Consultivo do Banco Bamerindus do Brasil. Gerente Técnico da Cooperativa de Crédito Rural de Limoeiro Ltda., Limoeiro (PE). Presidente do Sindicato do Comércio Atacadista de Algodão e outras Fibras Vegetais do Estado de Pernambuco.

Presidente da Cooperativa Agropecuária de Limoeiro Ltda. Membro do Conselho de Administração da Indústria Brasilit da Amazônia S.A., Belém (PA). Entidades a que pertence: Membro da Academia Brasileira de Letras (Cadeira nº. 26). Membro da Academia Pernambucana de Letras (Cadeira nº. 35). Membro da Academia Brasiliense de Letras (Cadeira nº. 1). Sócio Correspondente da Academia de Ciências de Lisboa (Câmara de Letras). Correspondente Estrangeiro da Academia Internacional da Cultura Portuguesa.

Sócio Titular do PEN Clube do Brasil. Sócio do Instituto Arqueológico, Histórico e Geográfico de Pernambuco. Sócio Correspondente da Academia Catarinense de Letras. Membro Associado do Instituto Hispano-Luso-Americano de Direito Internacional. Membro da Sociedade Brasileira de Direito Internacional. Membro Correspondente do Instituto dos Advogados do Brasil, seção de Pernambuco. Membro da Associação de Imprensa de Pernambuco. Sócio Correspondente do Instituto Histórico de Goiana (PE). Membro da Academia de Letras do Colégio Nóbrega do Recife (PE).

Membro da Associação dos Servidores da Legião Brasileira de Assistência. Sócio Correspondente do Instituto Histórico e Geográfico do Distrito Federal. Sócio Honorário do Instituto Cultural Maurício de Nassau (1996). Sócio Honorário do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro (1997). Membro da Academia de Letras dos Funcionários do Banco do Brasil (1997). Membro do Instituto Histórico e Geográfico da Bahia (1999). Sócio Correspondente da Academia catarinense de Letras, no Estado de Pernambuco. Membro Associado do Instituto Hispano-Luso-Americano de Direito Internacional. Membro da Sociedade Brasileira de Direito Internacional.

Membro da Associação Argentina de Direito Internacional. Membro Correspondente do Instituto Sanmartiniano do Brasil. Membro e Fundador do Instituto dos Advogados de Pernambuco. Associado da Ordem dos Advogados do Brasil, seção de Pernambuco. Membro da Associação de Imprensa de Pernambuco. Sócio Correspondente do Instituto Histórico e Geográfico do Distrito Federal, em Pernambuco. Membro Honorário da Academia de Letras dos Funcionários do Banco do Brasil S.A. Membro do Grupo Euclides da Cunha de Estudos Brasileiros do PEN Clube do Brasil.

Entidades beneficentes: Membro da Venerável Irmandade de N.S. do Pilar de Ouro Preto (MG). Irmão benfeitor da Irmandade do Santíssimo Sacramento da Matriz de Santo Antônio do Recife (1983). Benfeitor da Imperial Irmandade de N.S. da Glória do Outeiro, Rio de Janeiro. Sócio Honorário da Sociedade Pestalozzi de Campinas, Estado de São Paulo. Sócio Benemérito da São Luiz para Velhice (Fundada em 1890), Rio de Janeiro.

Honrarias: Ordem do Rio Branco, no Grau de Grande Oficial (Ministério das Relações Exteriores). Ordem Nacional do Mérito Cultural (1997). Ordem do Congresso Nacional, no Grau de Comendador. Ordem do Mérito do Trabalho, no Grau de Comendador (Ministério do Trabalho). Ordem do Mérito Judiciário Militar, no Grau de Grã-Cruz (1996). Ordem do Mérito das Forças Armadas, no Grau de Oficial (Estado-Maior das Forças Armadas-EMFA).

Ordem do Mérito Militar, no Grau de Grande Oficial (Ministério do Exército). Ordem do Mérito Naval, no Grau de Comendador (Ministério da Marinha). Ordem do Mérito Judiciário do Trabalho, no Grau de Grã-Cruz (Tribunal Superior do Trabalho). Ordem Nacional do Mérito da Aeronáutica, no Grau de Grã-Cruz (1998). Medalha do Pacificador (Ministério do Exército). Medalha do Mérito Santos Dumont (Ministério da Aeronáutica). Medalha do Mérito Tamandaré (Ministério da Marinha).

Medalha do Centenário da Academia Brasileira de Letras (1997). Ordem Militar de Cristo, na Classe de Oficial (Governo de Portugal). Ordem do Mérito Infante D. Henrique, na Classe de Oficial (Governo de Portugal). Medalha de Prata – Bicentenário do Marechal Sucre – Venezuela (1995). Medalha do Centenário da Academia Venezuelana da Língua (1983). Ordem do Mérito dos Guararapes, Grau de Grande Oficial (Governo de Pernambuco). Medalha Joaquim Nabuco, comemorativa dos 160 anos de funcionamento do Poder Legislativo no Estado de Pernambuco. Medalha do Mérito Cultural Oliveira Lima, Classe Ouro (Governo de Pernambuco). Medalha Pernambucana do Mérito, Classe Ouro (Governo de Pernambuco). Medalha Nilo Coelho do Tribunal de Contas da União.

Ordem do Mérito Capibaribe da Cidade do Recife, no quadro de Graduados Especiais, no Grau de Grande Oficial (Prefeitura Municipal do Recife). Medalha do Mérito da Cidade do Recife, Classe Ouro (Prefeitura Municipal do Recife). Medalha do Senador Nilo Coelho do Mérito Petrolinense, set/2000. Medalha do Mérito Judiciário Desembargador Nunes Machado – Tribunal de Justiça de Pernambuco. Medalha Pernambucana do Mérito Policial Militar de Pernambuco.

Medalha Comemorativa do Centenário do Corpo de Bombeiros, do Estado de Pernambuco. Ordem do Mérito Legislativo do Estado de Minas Gerais, no Grau Grande Mérito. Ordem do Mérito do Estado de Tocantins, no Grau de Grã-Cruz. Ordem do Mérito da Bahia, Grau de Comendador. Medalha do Mérito Cultural Castro Alves (Secretaria da Educação e Cultura da Bahia). Ordem do Ponche Verde, Grau de Grande Oficial (Governo do Rio Grande do Sul). Ordem do Mérito de Brasília, no Grau de Grande Oficial. Ordem do Mérito de Brasília, no Grau de Grã-Cruz. Ordem do Mérito Cultural do Distrito Federal, nov./1999.

Ordem do Mérito do Estado do Amazonas. Medalha de Honra da Inconfidência (Governo de Minas Gerais). Medalha do Mérito Cultural da Costa e Silva – Estado do Piauí. Ordem Estadual do Mérito Renascença do Piauí, no Grau de Comendador. Medalha da Abolição (Ceará). Ordem da Estrela do Acre, no Grau de Oficial. Ordem do Mérito Aperipe – Governo de Sergipe. Medalha do Mérito Jorge de Lima – Governo de Alagoas.

Medalha do Mérito Câmara Cascudo – Rio Grande do Norte. Medalha do Mérito Anita Garibaldi – Governo de Santa Catarina. Medalha “Tiradentes” – Assembléia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro. Medalha do Mérito “Alberto Maranhão” – Governo do Rio Grande do Norte. Medalha Imperador D. Pedro II – Corpo de Bombeiros do DF. Medalha Conselheiro João Alfredo Corrêa de Oliveira – TRT/ 6a. Região. Medalha da Ordem do Mérito Ministro Silvério Fernandes de Araújo Jorge, no Grau da Grã-Cruz – TRT/19a. Região-AL.

Ordem do Mérito Araribóia, no Grau de Grande Oficial, Niterói (RJ). Medalha do Mérito Saldanha da Gama, Campos-RJ. Ordem do Mérito Municipal, Campos-RJ. Medalha do Mérito Cidade de Igarassú, Classe Ouro – Pernambuco. Medalha do Mérito Legislativo, Classe Ouro – Câmara Municipal de Limoeiro (PE). Medalha de Honra ao Mérito do Município de Gravatá-PE. Medalha do Mérito Legionário – Legião Brasileira de Assistência – Ministério da Previdência e Assistência Social. Comenda “Martim Afonso de Souza” – Instituto Histórico e Geográfico Guarujá-Bertioga (São Paulo), 1983.

Comenda do Mérito Cultural José Maria dos Santos – Instituto Histórico e Geográfico Paraibano. Medalha do Mérito Cultural Oskar Nobiling, da Universidade do Estado do Rio de Janeiro. Medalha Carneiro Vilela, Classe Ouro (Academia Pernambucana de Letras). Medalha do Mérito Frei Caneca (Academia Pernambucana de Letras). Medalha Comemorativa do 70o. Aniversário da Academia Pernambucana de Letras.

Diploma Cultural Oliveira Lima (Personalidade Cultural) – Conselho de Cultura de Pernambuco. Medalha do Mérito Joseph Turton, da Federação das Indústrias do Estado de Pernambuco. Grã-Cruz do Mérito Educativo Sistema Esuda de Educação - Classe Ouro (Pernambuco). Medalha Decenária do Mérito Educacional Radier, Classe Ouro (Pernambuco). Professor Honoris Causa, do Centro de Estudos Superiores de Maceió, Estado de Alagoas.

Membro do Conselho Literário da Sociedade Brasileira de Língua e Literatura, da Universidade do Estado do Rio de Janeiro. Medalha Rodrigo de Melo Franco de Andrade, comemorativa do 50o. Aniversário do Patrimônio Histórico e Artístico Cultural. Medalha Comemorativa do Quadragésimo Aniversário do Museu Imperial. Medalha Comemorativa do Centenário de Nascimento de Rui Barbosa , Ministério da Cultura, Fundação Casa de Rui Barbosa.

Medalha Comemorativa dos 75 Anos de Construção do Edifício do Museu Nacional de Belas Artes – Rio de Janeiro / 1983. Comenda Bispo Azeredo Coutinho – Academia de Artes e Letras de Pernambuco (1986). Medalha do Cinqüentenário de Criação do Museu Nacional de Belas Artes (Ministério da Cultura), 1987. Título de “Benemérito do Estado do Rio de Janeiro”, Assembléia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro. Medalha Marechal Mascarenhas de Moraes (Associação Nacional dos Veteranos da FEB). Medalha do Mérito da Fundação Joaquim Nabuco.

Medalha Comemorativa dos 40 anos da Fundação Joaquim Nabuco, 1989. Medalha Comemorativa dos 50 Anos da Fundação Joaquim Nabuco, 1999. Medalha Comemorativa do Octogésimo Aniversário do Nascimento de Gilberto Freyre (Fundação Joaquim Nabuco). Medalha do Cinqüentenário do Rotary Clube do Recife - 1981. Troféu Cavalo Marinho – Recife - Ouro (Empresa Pernambucana de Turismo). Diploma do Mérito Cultural, da União Brasileira de Escritores, pelo Boletim SPHAN (Pró-Memória), 1983.

Comendador da Ordem do Mérito Médico e Científico Carlos Chagas, São Paulo, 1985. Troféu “Cultura Viva” – Governo de Pernambuco, 1985. Medalha do Centenário, 1985, Comemorativa dos 100 Anos do Clube Internacional, Recife (PE). Prêmio Tendência – Categoria Desenvolvimento Social – Bloch Editores, 1986. Medalha Amigo da Marinha. Medalhão Comemorativo do Cinqüentenário do Correio Aéreo Nacional. Medalha Comemorativa do 10o Aniversário da FUNDARPE – 1983.

Título Benfeitor da Irmandade do Santíssimo Sacramento da Matriz de Santo Antônio do Recife - 1983. Título de Benfeitor da Imperial Irmandade de N.S. da Glória do Outeiro – Rio de Janeiro. Destaque – A Lavoura – 90 anos (Sociedade Nacional de Agricultura). Prêmio Destaque 1987 – CEBRAE – Centro Brasileiro de Apoio à Pequena e Média Empresa. Medalha Centenário do TCU, 1990.

Medalhas Comemorativas dos 70 Anos da Universidade Federal do Rio de Janeiro e 15 Anos da Fundação Universitária José Bonifácio,1990. Prêmio Cidade de Brasília, 28/02/91. Diploma do Mérito nº. 01 do Tribunal de Contas do Estado do Piauí, Maio/96.

Diversos títulos de cidadania honorária: Estados do Rio de Janeiro, Piauí e Paraíba; Cidades: Recife (PE), Olinda (PE), Ouro Preto (MG), S. Ângelo (RS), Maceió (AL), Natal (RN), Fortaleza (CE), Manaus (AM), Rio Branco (AC), Niterói (RJ), Campina Grande (PB), Itaguaí (RJ), Campos (RJ), São Fidélis (RJ), Limoeiro (PE), Italva (RJ), Miguel Pereira (RJ), entre outros.

Título de Sócio Benemérito da Associação Beneficente dos Amigos de Águas Claras - Salvador (BA). Sócio Honorário da Sociedade Pestalozzi e Campinas, São Paulo. Diploma do Mérito da Bola de Ouro – Edição 1991 – Entregue pela Federação Metropolitana de Futebol - DF. Medalha Comemorativa dos 35 Anos da UNEI - União Nacional dos Economiários Inativos, 1993. Sócio Honorário do Instituto Cultural Maurício de Nassau - 15/05/96.

Certificado do Museu da Cidade do Recife – Memória Viva do Recife – março/97. Diploma de Honra ao Mérito da Real e Soberana Ordem da “Isabel a Redentora” e Organização Nacional de Assistência aos Municípios. Sócio Benemérito da Casa São Luiz para a Velhice – Rio de Janeiro. Diploma Oliveira Lima – Personalidade Cultural – pelo Conselho Estadual de Cultura de Pernambuco (1996). Membro da Venerável Irmandade de N.S. do Pilar de Ouro Preto - MG. Sócio Benemérito da Federação Comunitária de Pernambuco. Sócio Benemérito da Associação dos Servidores da Legião Brasileira de Assistência – Superintendência Estadual do Rio de Janeiro. Sócio Honorário do Instituto Materno Infantil de Pernambuco (Recife).

Ordem do Mérito Judiciário Militar, no Grau de Grã-Cruz (1996). Ordem Nacional do Mérito Cultural (1997). Ordem do Mérito Legislativo do Estado de Minas Gerais, no Grau de Grande Mérito (1997). Medalha Tiradentes, da Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro (1998). Grã-Cruz da Ordem Nacional do Mérito Aeronáutico (1998). Medalha de Honra Luís de Camões, da Universidade Autônoma de Lisboa (1999).

Medalha do Sesquicentenário de Joaquim Nabuco, da Assembléia Legislativa de Pernambuco (1999). Medalha do Mérito Domingos de Brito Peixoto, do Município de Laguna, SC (1999). Medalha de Ouro Rui Barbosa, da Fundação Casa de Rui Barbosa (1999). Medalha de Prata do Real Hospital Português de Beneficência em Pernambuco – set./99. Medalha concedida em Comemoração ao Sesquicentenário de Nascimento de Rui Barbosa – out./99.

Medalha do Mérito de Nova Jerusalém, concedida pela Sociedade Teatral de Fazenda Nova – abril/2000. Medalha José Joaquim de Almeida, concedida pela Caixa de Assistência dos Advogados de Pernambuco – junho/2000. Troféu Cultural, entregue pelo II Congresso Brasileiro de Escritores em Pernambuco – set./2000. Medalha José Américo de Almeida – Fundação Casa de José Américo – PB, janeiro/2002. Medalha do Mérito de Administração - Escola Brasileira de Administração Pública e de Empresas da Fundação Getúlio Vargas, março/2002.

Homenageado de Honra do III Congresso Nacional de Escritores, promovido pela UBE - Recife, março/2002. Medalha Gilberto Freyre da União Brasileira de Escritores - PE, julho/2002. Diploma de Honra ao Mérito do Conselho Nacional dos Secretários de Estado da Justiça, Direitos Humanos e Administração Penitenciária – CONSEJ - março/2002. Medalha Comemorativa do Sesquicentenário da Biblioteca Pública do Estado de Pernambuco, outubro/2002. Medalha Albert Eckhout – Brasil (Ministério da Cultura) – Dinamarca, outubro/202.

Medalha do Mérito Cultural Plínio Pacheco – abril/2003. Medalha Odorico Mendes, Patriarca do Humanismo Maranhense (1999). Medalha Comemorativa do Centenário de Nascimento de Gilberto Freyre, da Fundação Gilberto Freyre (2000). Medalha de Honra do Gabinete Português de Leitura de Pernambuco (2000). Honrarias estrangeiras: Ordem do Mérito de Cristo, na Classe de Oficial (Governo de Portugal).

Ordem do Mérito Infante D. Henrique, na Classe de Oficial (Governo de Portugal). Medalha do Centenário da Academia Venezuelana da Língua (1983). Medalha de Prata – Bicentenário do Marechal Sucre – Venezuela (1995). Medalha de Honra Luís de Camões, da Universidade Autônoma de Lisboa (1999). Medalha Comemorativa dos 150 Anos do Tribunal de Contas de Portugal nº. 63/500, nov./99.

Imprensa: Colaborador da Revista Acadêmica, Faculdade de Direito da Universidade Federal de Pernambuco. Colaborador da revista Política, da Fundação Milton Campos (Brasília). Colaborador do Jornal do Commercio e Diário de Pernambuco (Recife), Correio Brasiliense (Brasília) e Última Hora (Rio de Janeiro). Colaborador da revista Nordeste Econômico (Recife).

Atividades oficiais no exterior: Em visitas oficiais, esteve a convite do Departamento de Estado (1960 e 1971) e da Associação Universitária Interamericana (1965) nos Estados Unidos da América e duas vezes na Argentina, a fim de proferir conferências, bem assim na Alemanha, 1972 e 1976, e no Japão em 1976.

Como convidado especial participou do VII Congresso Hispano-Luso-Americano de Direito Internacional, realizado em Buenos Aires, em agosto de 1969. Vice-Chefe da Delegação Brasileira à Conferência da UNESCO sobre Políticas Culturais, México, 1982. Chefe das Delegações Brasileiras às 6a., 7a. e 8a. Reuniões do Comitê do Patrimônio Mundial da UNESCO (Paris – 1982, Florença – 1983, Buenos Aires - 1984).

Integrou, como Convidado Especial, as comitivas do presidente da república em visitas oficiais a Portugal (1985) e Estados Unidos da América (1986), República Popular da China (1988), União das Repúblicas Socialistas Soviéticas (1988) e Moçambique (2001). Membro da Delegação do Brasil no XIII Congresso Internacional das Entidades Fiscalizadoras Superiores, em Berlim (1989).

Palestra proferida na Câmara de Comércio Brasil-Estados Unidos - Nova York. Tema: “Privatização: o caso brasileiro”. Palestra proferida na Pontifícia Universidade Javeriana, Santa Fé de Bogotá – Colômbia:“El Control de las cuentas públicas: una experiencia brasileña”. Nov./92.

Delegado brasileiro à VIII Reunião do Conselho Diretor da OLACEF, Buenos Aires – Argentina, nov./93; XI Reunião do Conselho Diretor da OLACEF – Cartagena, Colômbia, jun./95; XII Reunião do Conselho Diretor da OLACEF- Lima, Peru, nov./95; V Assembléia Geral da OLACEF – Lima, Peru, nov./95. II Congresso Internacional de Auditoria Integral, Buenos Aires – Argentina, jun./95. XI Reunião do Conselho Diretor da OLACEFS – Cartagena – Colômbia – junho/95. I Encontro dos Tribunais de Contas dos Países de Língua Portuguesa – Lisboa, Portugal, jun./ 95.

Visita oficial a convite do Tribunal de Contas da África do Sul, a Pretória e Cidade do Cabo, e II Encontro dos Tribunais de Contas dos Países de Língua Portuguesa, em Maputo, Moçambique (1997); reunião dos Tribunais de Contas dos Países de Língua Portuguesa realizada em Lisboa (1999). XV Congresso Internacional das Entidades Fiscalizadoras Superiores, Cairo, 1995. XII Reunião do Conselho Diretor da OLACEFS – Peru - Lima, novembro/1995. V Assembléia Geral da OLACEFS, Peru - Lima, novembro/1995.

Encontro das Entidades Fiscalizadoras Superiores do Mercosul, Buenos Aires. Março/96. Chefe da Delegação Brasileira na Conferência Interamericana sobre Probidade Cívica e Ética em Caracas, Venezuela, março/96. Acordo de Cooperação Técnica, Científica e Cultural assinado com a Controladoria Geral da República da Venezuela, março/96. Reunião para assinatura do Acordo de Cooperação dos Tribunais de Contas dos Países do Mercosul – Assunção / julho /1996. 42a. Reunião do Conselho Diretor da INTOSAI, Viena – junho/1996.

Visita Oficial ao National Audit Office do Reino Unido, a convite de Sir John Bourn/1996. Reunião para assinatura do Acordo de Cooperação Técnica, Científica e Cultural assinado com a Controladoria Geral da República da Venezuela, março/1996. Simpósio Internacional “Controle das Privatizações”, em Buenos Aires - Argentina, setembro/1996. II Encontro dos Tribunais de Contas dos Países de Língua Portuguesa, Praia - Cabo Verde, novembro/1996. VI Assembléia Anual da OLACEFS, Guatemala - novembro/1996.

Visita Oficial à Auditoria Geral da África do Sul, a convite do Sr. Bertie Loots. Novembro/1996. Reunião para assinatura do Acordo de Cooperação Técnica, Científica e Cultural com a Controladoria Geral da Costa Rica, novembro/1996. Acordo de Cooperação Técnica, Científica e Cultural assinado com a Controladoria Geral da República da Venezuela, março/1996. Acordo de Cooperação dos Tribunais de Contas dos Países do Mercosul – Assunção, julho/1996.

Visitas Oficiais às Entidades Fiscalizadoras Superiores do Japão e da Austrália, a convite do Presidente do Tribunal de Contas do Japão, Sr. Shuro Hikita, e do Auditor Geral da Austrália, Sr. Pat Barrett - junho/1997. III Encontro dos Tribunais de Contas dos Países de Língua Portuguesa, Maputo - Moçambique, outubro/1997.

Visitas Oficiais às Entidades Fiscalizadoras Superiores da China e da Índia, para Assinatura de Acordos de Cooperação Técnica - abril/1998. Coordenador Geral do Congresso Brasil-Portugal Ano 2000, comemorativo dos 500 Anos do Descobrimento do Brasil (1999-2000). Participou da Jornada da Lusofonia nas universidades de Estocolmo, Gotemburgo e Lund, Suécia (2000). Integrou a delegação brasileira à III Conferência da Comunidade dos Países e Língua Portuguesa (2000).

Outros trabalhos: A Escola e Limoeiro – Recife – 1958.Americanas (Crônicas de Viagem) – Recife – 1960. Conceito de Verdade – Recife – 1958. A Escola e Limoeiro – Recife, 1958. Em Torno da Sociologia do Caminhão – Edição do INPS, do Ministério da Educação e Cultura e “Prêmio Joaquim Nabuco”, da Academia Pernambucana de Letras – Recife, 1961 (1ª edição); Editora Tempo Brasileiro – RJ 1969 (2ª Edição); Editora Tempo Brasileiro e Universidade Federal Fluminense – Rio – 1987 (3ª edição).

Presença na Faculdade (Discursos) – Edição da Revista Estudantes, do D.A. da Faculdade de Direito da Universidade Federal de Pernambuco – 1962. Cooperação, Cultura e Ruralismo – Edição da Cooperativa Agropecuária de Limoeiro – Recife, 1964. Coronel, Coronéis – Editora Tempo Brasileiro – Rio, 1965 (1ª edição) – em colaboração com Roberto Cavalcanti de Albuquerque, 2ª edição – Co-edição Editora Tempo Brasileiro e Editora Universidade de Brasília – Rio, 1978. 3ª edição 1988. 4ª edição – Editora Bertrand Brasil, Rio 2003.

Da Manjedoura de Igarassu ao Magistério Revolucionário-Votos e Ex-Votos – (Discurso na Academia Pernambucana de Letras – Recife, 1967, em colaboração com Mauro Mota). Política Internacional e Trópico – Edição da Faculdade de Direito da Universidade Federal de Pernambuco – Recife, 1970. Academia Setuagenária e Menina – Edição da Academia Pernambucana de Letras – Recife, 1971. Ato de Semeadura – Edição do Governo de Pernambuco – Recife, 1971.

Nordeste: Secos & Molhados – Edição do Governo de Pernambuco, 1972. Recife Azul, líquido do céu – Dialgraf – Recife, 1972. Falas do Ofício – Edição do Governo de Pernambuco – Recife, 1973. Uma revolução a serviço da modernização econômica e do reformismo político – “Confidencial Econômico-NE” – Recife, 1975. Palavras e Letras – Edição do Governo de Pernambuco e Academia Pernambucana de Letras – Recife, 1977.

O Menino Gilberto Freyre – “Confidencial Econômico-NE” – Recife, 1980. Livraria Luiz Delgado – em colaboração com José Luiz Delgado – Fundação Joaquim Nabuco – Recife, 1980. Pernambuco e o Liberalismo Brasileiro – (Discursos na Academia Brasiliense de Letras, em colaboração com Aderbal Jurema) – Edição do Senado Federal – Brasília, 1981. Homenagem a Drummond – (Apresentação da Exposição Comemorativa dos 80 anos do poeta) – Fundação Casa de Rui Barbosa – Rio de Janeiro, 1982.

Limoeiro: Pensamento e Memória – Dialgraf – 1982. O Tempo e o Sonho – Pool Editorial Ltda. – Recife, 1983. Olinda, Olindíssima – (Pronunciamento no Palácio Campo das Princesas – Recife-PE – 21.03.83) – Fundação Nacional Pró-Memória/MEC 1983. Por uma Política Nacional de Cultura – Ministério da Educação e Cultura – Brasília, 1984. Cultura e Estado – Ministério da Educação e Cultura – Brasília, 1985.

Posse na Academia Brasileira de Letras – Cadeira 26 – (em colaboração com José Sarney) – Pool Editorial, Rio de Janeiro, 1985. Opção do Agir – LBA – Rio de Janeiro, 1985. LBA: um compromisso com a democracia – LBA – Rio de Janeiro – 1985. Tecido social brasileiro precisa ser refeito – LBA – Rio de Janeiro – 1985. Prioridade social e dignidade da família – LBA – Rio de Janeiro – 1985. Liberdade para os servidores – LBA – Rio de Janeiro -1985.

Política de pessoal sem casuísmo – LBA – Rio de Janeiro - 1985. LBA, agência de desenvolvimento social – LBA – Rio de Janeiro - 1985. Administração Marcos Vilaça – Discurso na LBA-CE – 1985. Microempresa, uma Resposta Social da LBA – Brasília, 1986. Avocações e Evocações – Ministério da Previdência e Assistência Social – Rio de Janeiro – RJ – 1986. O idoso e a ânsia de viver – LBA – Rio de Janeiro – 1986. A Experiência e o Saber dos Idosos – Conferência proferida no ciclo O Idoso e a Constituinte – Assembléia Legislativa do Rio Grande do Sul – 1987.

Bolsas de Trabalho: uma proposta concreta – LBA – Brasília 1987. A Assistência Social e a nova Constituição, uma proposta da LBA – Rio de Janeiro – 1986. Discursos de Marcos Vinícios Vilaça e Eduardo Portella – Posse no Pen Club do Brasil – 1987. Política de Investimentos na Área Social: Um Gesto para o Futuro. Vitória-ES – 1988. Democracia e Contas Públicas –

Discurso de posse no Tribunal de Contas da União – Brasília – 1988. Uma Nova Política para o Idoso – 1989. Intenção e Gesto – Editora Tempo Brasileiro – Universidade Federal Fluminense – Rio de Janeiro – 1989. Ariano Suassuna na Academia Brasileira de Letras – Companhia Editora de Pernambuco – Rio de Janeiro-RJ, 1990. No Território do Sentimento – Prefácio de Nélida Piñon - Fundação de Cultura Cidade do Recife, 1992.

O Judiciário, Literatura e Conjuntura Nacional – Discurso Comemorativo do 171º aniversário do Tribunal de Justiça de Pernambuco, Recife – Agosto/1993. A Ética e os Poderes das Entidades Fiscalizadoras Superiores – Conferência na VIII Reunião do Conselho Diretor da Organização Latino-Americana e do Caribe das Entidades Fiscalizadoras Superiores em Buenos Aires – Novembro – 1993. Ritos da Iniciação – Tribunal de Contas da União, Brasília – 1995.

Retorno à Palavra – Prefácio de Ledo Ivo - Letras & Artes Editora – Recife – 1995. Democracia: Vigência e Vivência – Discurso de abertura dos trabalhos no Tribunal de Contas da União – Brasília/Janeiro/1996. Uma experiência democrática nas contas públicas – (em colaboração com Fernando Henrique Cardoso, Paulo Affonso Martins de Oliveira e Jatir Batista da Cunha) Tribunal de Contas da União – Brasília – 1996.

O Tribunal de Contas da União como expressão democrática – Palestra proferida na Escola de Comando e Estado Maior do Exército-RJ – 1996. Tribunais de Contas e Privatização – Tese apresentada e aprovada, por unanimidade, por ocasião do II Encontro dos Tribunais de Contas dos Países de Língua Portuguesa – Cabo Verde – 1996. Feitiço da Palavra - Academia de Letras dos Funcionários do Banco do Brasil – 06.11.97. Itinerário na Corte – Letras e Artes Editora Ltda. Recife – 1997.

Os Tribunais de Contas na melhoria da Administração Pública – Tese apresentada e aprovada, por unanimidade, por ocasião do III Encontro dos Tribunais de Contas dos Países de Língua Portuguesa – Moçambique – 1997 – Publicada na revista do Tribunal de Contas de Portugal nº 28 – Jun./Dez. 1997. No Paladar das Palavras – Prefácio de Evandro Lins e Silva - Edições Bagaço – Recife - 1999.

Discursos do Ministro Marcos Vilaça no Congresso Brasil-Portugal: Ano 2000 – 1999. Discurso na Academia Brasileira de Letras (em colaboração com Alberto da Costa e Silva) – Rio de Janeiro, 2001. De Ícones e Dedicações – Prefácio de Carlos Heitor Cony - Edições Bagaço – Recife - 2002. Trajetória e Convicções – Prefácio de Luis Octavio Gallotti – Edições Bagaço – 2003.

O Coronelismo no Nordeste Brasileiro – Apresentação José F. F. Tavares – Lisboa – 2004. Pronunciamento na solenidade de entrega do Prêmio CNI/SESI Marcantonio Vilaça para as Artes Plásticas no Teatro Santa Isabel – Recife, 30 de agosto de 2004. Discurso de posse na presidência da Academia Brasileira de Letras – dezembro de 2005. Da Arca Sacra – Prefácio Moacyr Scliar – Recife, 2005.

Edição em língua estrangeira: Lords of the Backlands (Do original em português: Coronel, Coronéis). – Wyvern-Sel, London 1987 (em colaboração com Roberto Cavalcanti de Albuquerque). Señores de la Tierra (Do original em português: Coronel, Coronéis) – Fundación Biblioteca Ayacucho – Caracas – 1999 (em colaboração com Roberto Cavalcanti de Albuquerque). I signori della terra (Do original em português: Coronel, Coronéis), Roma, 2000.

Pouvoir et Domination au Nordeste du Brésil: Les Seigneurs des Terres (Do original em português: Coronel, Coronéis), L´Harmatan – Paris – 2002 (em colaboração com Roberto Cavalcanti de Albuquerque. Per una Sociologia del Camionista (Do original em português: Em Torno da Sociologia do Caminhão) – Antonio Pellicani Editore – Roma – 1999. Sociologie du Camion (Do original em português: Em Torno da Sociologia do Caminhão) – L´Harmatan – Paris – 2003.

Nordeste Brasileno – Una Visión informativa o sentimental – Edição do Instituto Cultural Brasil – Argentina – Recife – 1968. El Control de las Cuentas Publicas: Una Experiencia Brasileña – Palestra proferida na Pontifícia Universidad Javeriana – Santa Fé de Bogotá/Nov/92. La Ética y los Poderes de las Agencias Fiscales del Estado – (Do original em português: A Ética e os Poderes das Entidades Fiscalizadoras Superiores) – Conferência na VIII Reunião do Conselho Diretor da Organização Latino-Americana e do Caribe das Entidades Fiscalizadoras Superiores em Buenos Aires – Novembro/1993.

La Conferencia Interamericana sobre Probidad Cívica y Ética – (Do original em português: Conferência Interamericana sobre Probidade Cívica e Ética – Caracas – Venezuela – Março 96. Control Externo y Mercosur – (Do original em português: Controle Externo e Mercosul) – Paraguai – Julho/96.

Atlantico Sur y Brasil – (Do original em português: Atlântico Sul e Brasil) – Buenos Aires – Setembro/96. Privatizations and Tribunal de Contas da União – The External Control in Brazil (Do original em português: Tribunais de Contas e Privatizações) –– Austrália – Junho/97 (versão também em japonês – 1997). Die Grundherren - (Do original em português: Coronel, Coronéis). – Mettingen – 2005 (em colaboração com Roberto Cavalcanti de Albuquerque).

Casou-se com Maria do Carmo Duarte Vilaça, com quem os filhos, Marcantônio (falecido em 2000), Rodrigo Otaviano e Taciana Cecília.

Sétimo ocupante da Cadeira 26, eleito em 11.04.1985, na sucessão de Mauro Mota e recebido em 2.07.1985, pelo Acadêmico José Sarney. Recebeu os Acadêmicos Ariano Suassuna, Alberto da Costa e Silva e Marco Maciel. Tomou posse como Presidente da ABL em 15.12.2005. É o atual(2006) Presidente da Academia Brasileira de Letras.

Sua Cadeira 26, na Academia Brasileira de Letras tem como Patrono Laurindo Rabelo, Fundador Guimarães Passos, sendo também ocupada por Paulo Barreto(João do Rio), Constancio Alves, Ribeiro Couto, Gilberto Amado, Mauro Mota e Marcos Vilaça.

Pouco analisado na ENCICLOPÉDIA DE LITERATURA BRASILEIRA, de Afrânio Coutinho e J. Galante, edição do MEC, 1990, com revisão de Graça Coutinho e Rita Moutinho, em 2001. Não é mencionado no DICIONÁRIO BIOBIBLIOGRÁFICO DE POETAS PERNAMBUCANOS(1993), de Lamartine Morais.

Apesar de sua importância, eis que Ministro do Tribunal de Contas da União, não é referido no DICIONÁRIO HISTÓRICO-BIOGRÁFICO BRASILEIRO(2001, 5 volumes, 6.211 páginas), da Fundação Getúlio Vargas e nem é convenientemente referido, em nenhuma das enciclopédias nacionais, Delta, Barsa, Larousse, Mirador, Abril, Koogan/Houaiss, Larousse Cultural, etc.

É verbete do DICIONÁRIO BIOBIBLIOGRÁFICO REGIONAL DO BRASIL, de Mário Ribeiro Martins, via INTERNET, dentro de ENSAIO, no site www.usinadeletras.com.br ou www.mariomartins.com.br





CADEIRA 27

A esta Cadeira, estão vinculados os seguintes nomes:

Maciel Monteiro-PATRONO(Recife, Pernambuco, 30.04.1804).

Joaquim Nabuco-FUNDADOR(Recife, Pernambuco, 19.08.1849).

Dantas Barreto(Bom Conselho, Pernambuco, 22.03.1850).

Gregório da Fonseca(Cachoeira, Rio Grande do Sul, 17.11.1875).

Levi Carneiro(Niterói, RJ, 08.08.1882).

Otávio de Faria(Rio de Janeiro, RJ, 15.10.1908).

Eduardo Portella(Salvador, Bahia, 08.10.1932).





BIOGRAFIAS:



PATRONO DA CADEIRA 27-MACIEL MONTEIRO(Antônio Peregrino Maciel Monteiro), de Recife, Pernambuco, 30.04.1804, escreveu, entre outros, DISSERTATION SUR LA NATURE, LES SYMPTOMES DO L`INFLAMMATION DE L`ARACHNOIDE ET SON RAPPORT AVEC L`ENCÉPHALITE(Tese-Paris-1829), POESIAS(Póstuma-1905), sem dados biográficos completos nos livros e sem qualquer outra informação ao alcance da pesquisa, via textos editados. Filho de Manuel Francisco Maciel Monteiro e de Manuela Lins de Melo. Após os estudos primários em sua terra natal, deslocou-se para outros centros, onde também estudou.

Fez os estudos preparatórios em Olinda, Pernambuco. Em 1823, com 19 anos de idade, foi para a França. Ingressou na Universidade de Paris, onde recebeu o grau de BACHAREL EM LETRAS(Secundário), em 1824 e em CIÊNCIAS, em 1826. Em 1829, com 25 anos, Doutorou-se em Medicina.

Regressou em 1829 ao Recife, onde exerceu alguns cargos médicos, mas logo abandonou a profissão pela política e pela diplomacia. Foi vereador junto à Câmara Municipal do Recife, em 1833. Foi diretor do Teatro Público. Ligado ao Partido Conservador, foi eleito Deputado Provincial, ainda em 1833. Foi Deputado Geral, entre 1834 e 1853. Ministro dos Negócios Estrangeiros de 1837 a 1844.

Foi Diretor da Faculdade de Direito de Olinda, em 1839, com 35 anos de idade. Nomeado membro do Conselho do Imperador em julho de 1841. Diretor geral da Instrução Pública em Pernambuco, em 1852, com 48 anos de idade. Foi redator e colaborador do jornal O LIDADOR, órgão do Partido Republicano, de 1845 a 1848.

Colaborador do jornal A CARRANCA, periódico político-moral-satírico-cômico, Recife, 1846. Colaborador do jornal A UNIÃO, órgão do Partido Conservador, Recife, 1848 a 1851.

Abandonando a política, foi para Lisboa, em Portugal, em 1853, quando tinha 49 anos, como enviado extraordinário e Ministro Plenipotenciário do Brasil.

Outros trabalhos: Dissertation sur la nature, les symptômes de l inflammation de l arachnoïde et son rapport avec l encephalite (1829); Poesias, sob a direção de João Batista Regueira Costa e Alfredo de Carvalho (1905); Discurso por ocasião da fundação da Sociedade de Medicina Pernambucana (4.4.1841), in: Anais de medicina pernambucana. Anais do parlamento brasileiro, de 1834 a 1853.

Faleceu em Lisboa, Portugal, quando estava a serviço do Brasil, em 5.01.1868, com 64 anos de idade.

Seus restos mortais foram trasladados para Pernambuco em 1870 e enterrados em 1872 no mausoléu que a Câmara Municipal do Recife mandou erigir no cemitério do Senhor Bom Jesus da Redenção em Santo Amaro.

Médico, jornalista, diplomata, político, orador e poeta.

É o patrono da Cadeira 27, por escolha do fundador Joaquim Nabuco. Sua Cadeira 27, na Academia Brasileira de Letras tem como Patrono(ele mesmo, Maciel Monteiro), Fundador Joaquim Nabuco, sendo também ocupada por Dantas Barreto, Gregório da Fonseca, Levi Carneiro, Otávio de Faria e Eduardo Portella.

Biografado no DICCIONARIO BIOGRAPHICO DE PERNAMBUCANOS CÉLEBRES(1882), de Francisco Augusto Pereira da Costa.

Muito bem analisado na ENCICLOPÉDIA DE LITERATURA BRASILEIRA, de Afrânio Coutinho e J. Galante, edição do MEC, 1990, com revisão de Graça Coutinho e Rita Moutinho, em 2001.

Apesar de sua importância e de ter sido Diplomata e Ministro Plenipotenciário do Brasil(1853) em Lisboa, não é estudado no DICIONÁRIO HISTÓRICO-BIOGRÁFICO BRASILEIRO(2001, 5 volumes, 6.211 páginas), da Fundação Getúlio Vargas e nem é convenientemente referido, em nenhuma das enciclopédias nacionais, Delta, Barsa, Larousse, Mirador, Abril, Koogan/Houaiss, Larousse Cultural, etc.

É verbete do DICIONÁRIO BIOBIBLIOGRÁFICO REGIONAL DO BRASIL, de Mário Ribeiro Martins, via INTERNET, dentro de ENSAIO, no site www.usinadeletras.com.br ou www.mariomartins.com.br





FUNDADOR DA CADEIRA 27-JOAQUIM NABUCO(Joaquim Aurélio Barreto Nabuco de Araújo), de Recife, Pernambuco, 19.08.1849, escreveu, entre outros, CAMÕES E OS LUSIADAS(Ensaio-1872), AMOUR ET DIEU(1874), O ABOLICIONISTA(1883), UM ESTADISTA DO IMPERIO(1897), ESCRITOS E DISCURSOS LITERARIOS(1901), PENSÉES DETACHÉES ET SOUVENIRS(1906), sem dados biográficos completos nos livros e sem qualquer outra informação ao alcance da pesquisa, via textos editados. Filho do Senador José Tomás Nabuco de Araújo e de Ana Benigna Barreto Nabuco de Araújo. Após os estudos primários em sua terra natal, no Engenho Massangana, no Cabo, de sua madrinha, deslocou-se para outros centros, onde também estudou.

Cursou humanidades no Colégio Pedro II, do Rio de Janeiro, então Colégio Nascional. Em 1865, com 16 anos de idade, seguiu para São Paulo, onde fez os três primeiros anos de Direito. Publicou ODE À POLÔNIA, impresso em luxuoso folheto. Escreveu o drama OS DESTINOS, assistido pelo Imperador no TEATRO GINÁSIO, do Rio de Janeiro. Transferiu-se para sua terra natal, Recife, matriculando-se na Faculdade de Direito do Recife, onde se Bacharelou em Ciências Jurídicas e Sociais, em 1870, com 21 anos de idade.

Entrou logo para o serviço diplomático, como adido de primeira classe em Londres, depois em Washington, de 1876 a 1879. Atraído pela política interna, foi eleito Deputado Geral pela Província de Pernambuco, passando a residir no Rio de Janeiro. Sua entrada para a Câmara marcou o início de sua campanha em favor do Abolicionismo, que logo se tornou causa nacional, na defesa da qual ele tanto cresceu na admiração de todos os brasileiros.

De 1881 a 1884, com 35 anos de idade, Nabuco viajou pela Europa. Em 1883, em Londres, publicou O ABOLICIONISMO. De regresso ao país, foi novamente eleito Deputado por Pernambuco, retomando o lugar de líder da campanha abolicionista, que cinco anos depois era coroada de êxito.

Ao ser proclamada a República, em 15.11.1889, permaneceu intransigente nas convicções monarquistas e, mais de uma vez, resistiu ao apelo que lhe dirigiam os chefes da nova política para tornar ao serviço diplomático. Retirou-se da vida pública, dedicando-se à sua obra e ao estudo.

Passou a viver no Rio de Janeiro, exercendo a advocacia e fazendo jornalismo. Freqüentava a redação da REVISTA BRASILEIRA, onde estreitou relações e amizade com as mais altas figuras da vida literária brasileira, Machado de Assis, José Veríssimo, Lúcio de Mendonça, de cujo convívio nasceria a Academia Brasileira de Letras, em 1897.

Em 1900, o Presidente Campos Sales conseguiu demovê-lo a aceitar o posto de enviado extraordinário e Ministro Plenipotenciário em missão especial em Londres, na questão do Brasil com a Inglaterra, a respeito dos limites da Guiana Inglesa.

Em 1901, era acreditado em missão ordinária, como Embaixador do Brasil em Londres e, a partir de 1905, em Washington. Em 1906, veio ao Rio de Janeiro para presidir a 3ª. Conferência Pan-Americana. Em sua companhia veio o Secretário de Estado norte-americano Elihu Root. Ambos eram defensores do pan-americanismo, no sentido de uma ampla e efetiva aproximação continental.

Em 1909, fez uma viagem oficial a Havana, para assistir à restauração do governo nacional de Cuba. Nesse mesmo ano assinou em Washington várias convenções de Arbitramento com os Estados Unidos, Panamá, Equador, Costa Rica e Cuba.

Nas Universidades Americanas proferiu muitas conferências, propaganda viva de cultura brasileira. Quando faleceu, em Washington, seu corpo foi conduzido, com solenidade excepcional, para o cemitério da capital norte-americana, e depois foi trasladado para o Brasil, no cruzador North Caroline. Do Rio de Janeiro foi transportado para o Recife, a cidade que o viu nascer.

Em 28.09.1915, Recife lhe inaugurou uma de suas praças públicas-PRAÇA JOAQUIM NABUCO e nela uma Estátua.

Outros trabalhos: Camões e os Lusíadas (1872); Amour et Dieu, poesias líricas (1874); O Abolicionismo (1883); O erro do Imperador, história (1886); Escravos, poesia (1886); Porque continuo a ser monarquista (1890); Balmaceda, biografia (1895); A intervenção estrangeira durante a revolta, história diplomática (1896); Um estadista do Império, biografia, 3 tomos (1897-1899).

Minha formação, memórias (1900); Escritos e discursos literários (1901); Pensées detachées et souvenirs (1906); Discursos e conferências nos Estados Unidos, tradução do inglês de Artur Bomilcar (1911); Obras completas, 14 vols. org. por Celso Cunha (1947-1949).

Diplomata, político, orador, poeta e memorialista. Faleceu em Washington, EUA, em 17.01.1910, com 61 anos de idade.

Compareceu às sessões preliminares de instalação da Academia Brasileira, onde fundou a Cadeira 27, que tem como patrono Maciel Monteiro. Designado secretário-geral da Instituição na sessão de 28.01.1897, exerceu o cargo até 1899 e de 1908 a 1910.

Sua Cadeira 27, na Academia Brasileira de Letras tem como Patrono Maciel Monteiro, Fundador(ele mesmo, Joaquim Nabuco), sendo também ocupada por Dantas Barreto, Gregório da Fonseca, Levi Carneiro, Otavio de Faria e Eduardo Portella.

Muito bem analisado na ENCICLOPÉDIA DE LITERATURA BRASILEIRA, de Afrânio Coutinho e J. Galante, edição do MEC, 1990, com revisão de Graça Coutinho e Rita Moutinho, em 2001.

Apesar de sua importância e de ter sido Embaixador do Brasil em Londres, não é estudado no DICIONÁRIO HISTÓRICO-BIOGRÁFICO BRASILEIRO(2001, 5 volumes, 6.211 páginas), da Fundação Getúlio Vargas e nem é convenientemente referido, em nenhuma das enciclopédias nacionais, Delta, Barsa, Larousse, Mirador, Abril, Koogan/Houaiss, Larousse Cultural, etc.

É verbete do DICIONÁRIO BIOBIBLIOGRÁFICO REGIONAL DO BRASIL, de Mário Ribeiro Martins, via INTERNET, dentro de ENSAIO, no site www.usinadeletras.com.br ou www.mariomartins.com.br





SEGUNDO OCUPANTE DA CADEIRA 27-DANTAS BARRETO(Emídio Dantas Barreto), de Bom Conselho, Pernambuco, em 22.03.1850, escreveu, entre outros, A CONDESSA HERMINIA(Teatro-1883), MARGARIDA NOBRE(Romance-1886), ULTIMA EXPEDIÇÃO A CANUDOS(Memória-1898), IMPRESSÕES MILITARES(1910), DISCURSO POLITICO(1912), sem dados biograficos completos nos livros e sem qualquer outra informação ao alcance da pesquisa, via textos editados. Filho de pais não referidos em sua biografia. Após os estudos primários em sua terra natal, deslocou-se para outros centros, onde também estudou.

Com apenas 15 anos de idade, em 1865, alistou-se como voluntário na campanha do Paraguai, onde obteve medalha por sua atuação. Em 1868, foi promovido a oficial. Após o término da guerra, voltou ao Brasil e fez o curso de artilharia na Escola Militar do Rio de Janeiro. Tomou parte na campanha de Canudos, tendo sido seus esforços coroados com a promoção a coronel.

Em 1910, com 60 anos de idade, era general-de-divisão. Foi ministro da Guerra de Hermes da Fonseca. Demitiu-se para assumir o governo de Pernambuco (1911-1915), Estado que o elegeu senador (1916-1918). Participou do chamado salvacionismo, movimento do qual se desligou mais tarde.

Reformou-se como marechal-de-exército em 1918, com 68 anos. Embora recebesse sempre importantes encargos militares e políticos, Dantas Barreto dedicou-se também à literatura, tornando-se conhecido por suas atividades de cronista, romancista e autor teatral. Colaborou na REVISTA AMERICANA do Rio de Janeiro e no JORNAL DO COMÉRCIO de Porto Alegre.

Outros trabalhos: A condessa Hermínia, teatro, 4 atos (1883); Lucinda e Coleta, episódios da vida fluminense (1883); Margarida Nobre, romance (1886); A última expedição de Canudos, história (1898); A revolução de 1906 (1907); Impressões militares (1910); A destruição de Canudos, ensaio histórico (1912); Discurso político (1912); Conspirações (1917).

Marechal-de-exército, historiador militar, jornalista, romancista e teatrólogo. Faleceu no Rio de Janeiro, RJ, em 8 de março de 1931, com 81 anos de idade.

Eleito em 10.09.1910 para a Cadeira 27, na sucessão de Joaquim Nabuco. Foi recebido em 7.01.1911, pelo acadêmico Carlos de Laet. A sessão de posse realizou-se no Palácio Monroe.

Sua Cadeira 27, na Academia Brasileira de Letras tem como Patrono Maciel Monteiro, Fundador Joaquim Nabuco, sendo também ocupada por Dantas Barreto, Gregório da Fonseca, Levi Carneiro, Otávio de Faria e Eduardo Portella.

Pouco analisado na ENCICLOPÉDIA DE LITERATURA BRASILEIRA, de Afrânio Coutinho e J. Galante, edição do MEC, 1990, com revisão de Graça Coutinho e Rita Moutinho, em 2001.

Apesar de sua importância, não é estudado no DICIONÁRIO HISTÓRICO-BIOGRÁFICO BRASILEIRO(2001, 5 volumes, 6.211 páginas), da Fundação Getúlio Vargas e nem é convenientemente referido, em nenhuma das enciclopédias nacionais, Delta, Barsa, Larousse, Mirador, Abril, Koogan/Houaiss, Larousse Cultural, etc.

É verbete do DICIONÁRIO BIOBIBLIOGRÁFICO REGIONAL DO BRASIL, de Mário Ribeiro Martins, via INTERNET, dentro de ENSAIO, no site www.usinadeletras.com.br ou www.mariomartins.com.br





TERCEIRO OCUPANTE DA CADEIRA 27-GREGÓRIO DA FONSECA(Gregório Porto da Fonseca), de Cachoeira, Rio Grande do Sul, 17.11.1875, escreveu, entre outros, TEMPLO SEM DEUSA(Poesias-1907), DUAS CONFERÊNCIAS(1914), sem dados biográficos completos nos livros e sem qualquer outra informação ao alcance da pesquisa, via textos editados. Filho de pais não referidos em sua biografia. Após os estudos primários em sua terra natal, deslocou-se para outros centros, onde também estudou.

Com 15 anos de idade, em 1890, trabalhou como caixeiro, recitando sonetos de Olavo Bilac. Abandonando o comércio, por ter sido demitido, em virtude de sua recitação de poesia, estudou engenharia na Escola Militar de Porto Alegre. Engenheiro militar, poeta, biógrafo, ensaísta e conferencista

Transferiu-se para o Rio de Janeiro, aproximando-se dos escritores da época, entre eles Olavo Bilac. Preterido no exército, mais de uma vez, apesar de ser engenheiro, reformou-se como tenente-coronel.

Foi diretor da Secretaria da Presidência da República durante os primeiros anos do governo Getúlio Vargas (1930-1934). Pertenceu à roda de literatos em torno de Alcides Maya, no Rio de Janeiro, da qual participou também Lima Barreto.

Outros trabalhos: Templo sem deusa, poesia (1907); Duas conferências: A estética das batalhas e Ciúme dos deuses (1914); Vida e obra do Marechal Bento Ribeiro (1922); Heroísmo e arte, ensaio (1936).

Faleceu no Rio de Janeiro, RJ, em 23 de abril de 1934, com 59 anos de idade.

Terceiro ocupante da Cadeira 27, eleito em 16 de julho de 1931 na sucessão de Dantas Barreto e recebido pelo Acadêmico Alcides Maya em 29 de outubro de 1932.

Sua Cadeira 27 na Academia tem como Patrono Maciel Monteiro, Fundador Joaquim Nabuco, sendo também ocupada por Dantas Barreto, Levi Carneiro, Otávio de Faria e Eduardo Portela.

Apesar de sua importância, não é estudado no DICIONÁRIO HISTÓRICO-BIOGRÁFICO BRASILEIRO(2001, 5 volumes, 6.211 páginas), da Fundação Getúlio Vargas e nem é convenientemente referido, em nenhuma das enciclopédias nacionais, Delta, Barsa, Larousse, Mirador, Abril, Koogan/Houaiss, Larousse Cultural, etc.

É verbete do DICIONÁRIO BIOBIBLIOGRÁFICO REGIONAL DO BRASIL, de Mário Ribeiro Martins, via INTERNET, dentro de ENSAIO, no site www.usinadeletras.com.br ou www.mariomartins.com.br





QUARTO OCUPANTE DA CADEIRA 27-LEVI CARNEIRO(Levi Fernandes Carneiro), de Niterói, Estado do Rio, 08.08.1882, escreveu, entre outros, DO JUDICIARIO FEDERAL(1916), A NOVA LEGISLAÇÃO DA INFANCIA(1924), FEDERALISMO E JUDICIARISMO(1931), PROBLEMAS MUNICIPAIS(1932), NA ACADEMIA(1943), NA ACADEMIA 2(1954), DISCURSOS E CONFERENCIAS(1955), EM DEFESA DE RUI BARBOSA(1967), sem dados biograficos completos nos livros e sem qualquer outra informação ao alcance da pesquisa, via textos editados. Filho de Francisco Fernandes Carneiro e de Maria Josefina de Souza Carneiro. Após os estudos primários em sua terra natal, deslocou-se para outros centros, onde também estudou.

Matriculou-se no Colégio Backheuser. Foi aluno do Mosteiro de São Bento e estudou no Liceu de Humanidades de Niterói. Bacharel em Ciências Jurídicas e Sociais pela Faculdade de Direito do Rio de Janeiro, em 1903, com 21 anos de idade.

Dedicou-se desde cedo à advocacia que foi sua atividade principal. Ocupou vários cargos administrativos na classe. Foi secretário da Delegação Brasileira à Conferência Internacional de Jurisconsultos, em 1912, com 30 anos.

Fundador e primeiro presidente da Ordem dos Advogados do Brasil. Consultor Geral da República, de 1930 a 1932, com 50 anos. Como representante das classes liberais, participou da Constituinte de 1934, mas perdeu o mandato de Deputado Federal, em 1937. Foi membro da Comissão Permanente de Codificação do Direito Internacional Público.

Delegado do Brasil à VIII Conferência Pan-Americana de Lima, em 1938 e à Conferência Interamericana para a Manutenção da Paz e da Segurança do Continente (1947) e a várias outras conferências e congressos internacionais.

Consultor jurídico do Ministério das Relações Exteriores. Membro da Comissão de Codificação do Direito Internacional Público. Membro brasileiro da Corte Permanente de Arbitragem de Haia. Juiz da Corte Internacional de Justiça em Haia, de 1951 a 1954, sucedendo a Philadelpho Azevedo.

Foi responsável pela REVISTA BRASILEIRA de 1941 a 1944. Foi presidente da Academia Brasileira de Letras em 1941, quando tinha 59 anos. O “LIVRO DE UM ADVOGADO” (1943) retrata sua atuação como fundador e 1º Presidente da Ordem dos Advogados do Brasil e do Instituto dos Advogados Brasileiros.

Membro correspondente da Academia das Ciências de Lisboa. Membro benemérito do Instituto dos Advogados Brasileiros, da Associação Brasileira de Educação e do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro.

Membro da Sociedade Brasileira de Direito Internacional. Membro de várias academias internacionais e estaduais. Jurista e ensaísta. Presidente do Instituto Cultural Brasil-Uruguai. Presidente do Instituto Brasil-Estados Unidos. Vice-Presidente do Centro Cultural Brasil-França e do Instituto Brasil-Polônia.

Outros trabalhos: A nova legislação da infância (1930); Federalismo e judiciarismo (1930); Conferências sobre a Constituição (1937); O livro de um advogado (1943); Na Academia (1943); O Direito internacional e a democracia (1945); Pareceres do consultor geral da República, 3 vols. (1954).

Discursos e conferências (1954); Dois arautos da democracia: Rui Barbosa e Joaquim Nabuco (1954); Uma experiência de parlamentarismo (1965); Em defesa de Rui Barbosa (1967); Pareceres do consultor jurídico do Ministério das Relações Exteriores (1967).

Foi casado com Noeme de Melo Carneiro. Faleceu no Rio de Janeiro, RJ, em 5.09.1971, com 89 anos de idade.

Quarto ocupante da Cadeira 27, eleito em 23.07.1936, na sucessão de Gregório Fonseca e recebido pelo Acadêmico Alcântara Machado em 7.08.1937. Recebeu os Acadêmicos Afrânio Coutinho e Elmano Cardim.

Sua Cadeira 27, na Academia Brasileira de Letras tem como Patrono Maciel Monteiro, Fundador Joaquim Nabuco, sendo também ocupada por Dantas Barreto, Gregório da Fonseca, Levi Carneiro, Otavio de Faria e Eduardo Portella. Foi Presidente da Academia Brasileira de Letras, em 1941.

Não é mencionado no DICIONARIO BIOBIBLIOGRAFICO DE ESCRITORES CARIOCAS(1965), de J. S. Ribeiro Filho.

Pouco analisado na ENCICLOPÉDIA DE LITERATURA BRASILEIRA, de Afrânio Coutinho e J. Galante, edição do MEC, 1990, com revisão de Graça Coutinho e Rita Moutinho, em 2001.

Com sua importância, é grandemente estudado no DICIONÁRIO HISTÓRICO-BIOGRÁFICO BRASILEIRO(2001, 5 volumes, 6.211 páginas), da Fundação Getúlio Vargas e é convenientemente referido, em todas as enciclopédias nacionais, Delta, Barsa, Larousse, Mirador, Abril, Koogan/Houaiss, Larousse Cultural, etc.

É verbete do DICIONÁRIO BIOBIBLIOGRÁFICO REGIONAL DO BRASIL, de Mário Ribeiro Martins, via INTERNET, dentro de ENSAIO, no site www.usinadeletras.com.br ou www.mariomartins.com.br





QUINTO OCUPANTE DA CADEIRA 27-OTÁVIO DE FARIA, Carioca, do Rio de Janeiro, 15.10.1908, escreveu, entre outros, MAQUIAVEL E O BRASIL(Ensaio-1931), DESTINO DO SOCIALISMO(Ensaio-1933), MUNDOS MORTOS(Romance-1937), OS CAMINHOS DA VIDA(Romance-1939), FRONTEIRAS DA SANTIDADE(Ensaio-1940), O LODO DAS RUAS(Romance-1942), O ANJO DE PEDRAS(Romance-1944), PEQUENA INTRODUÇÃO À HISTORIA DO CINEMA(Ensaio-1964), O PASSARO OCULTO(Romance-1979), sem dados biográficos completos nos livros e sem qualquer outra informação ao alcance da pesquisa, via textos editados. Filho de Alberto de Faria e de Maria Teresa de Almeida Faria. Após os estudos primários em sua terra natal, deslocou-se para outros centros, onde também estudou.

Passou a infância entre o Rio e Petrópolis, onde a família costumava veranear, numa casa hoje tombada pelo Patrimônio Histórico, e que pertenceu ao Barão de Mauá, antes de ser adquirida pelo pai de Otávio e hoje pertencente a Lucília de Faria Proença, irmã do romancista.

Fez os estudos primários e secundários no Colégio Santo Antônio Maria Zacarias, da ordem dos padres Barnabitas, de 1922 a 1926. Em 1927, com 19 anos, matriculou-se na Escola Nacional de Direito do Rio de Janeiro. Bacharelou-se em Ciências Jurídicas e Sociais, em 1931, com 23 anos de idade.

Participou do Centro de Estudos Jurídicos e Sociais (Caju), dos estudantes da Faculdade Nacional de Direito, no qual ingressou mediante apresentação da tese DESORDEM DO MUNDO MODERNO, e em cujos trabalhos culturais e jurídicos tomou parte, ao lado de San Tiago Dantas, Antonio Galloti, Gilson Amado, Vicente Constantino Chermont de Miranda, Américo Jacobina Lacombe, Hélio Vianna, Thiers Martins Moreira, Plínio Doyle, Antonio Balbino, Vinícius de Morais, e outros.

Em 1927, com 19 anos, iniciou sua colaboração no jornal A ORDEM, órgão do Centro D. Vital, e na revista LITERATURA, dirigida por Augusto Frederico Schmidt, onde fez crítica literária e de cinema.

Bacharel em Direito, nunca exerceu a advocacia, preferindo consagrar-se à literatura. Foi colaborador de revistas literárias e políticas, entre as quais, BOLETIM DE ARIEL, PELO BRASIL, HIERARQUIA, REVISTA DE ESTUDOS SOCIAIS, A ÉPOCA, LETRAS E ARTES, LEITURA, REVISTA ACADÊMICA E PANORAMA.

Manteve colaborações regulares em jornais tais como O CORREIO DA MANHÃ, JORNAL DO COMMERCIO, JORNAL DOS SPORTS. Participou da fundação do Chaplin Clube, juntamente com Plínio Sussekind Rocha, Almir de Castro e Cláudio Melo, organização destinada ao estudo dos problemas do cinema, e colaborou no seu órgão oficial, O FÃ.

Estreou na literatura em 1931, com 23 anos, com o ensaio MAQUIAVEL E O BRASIL. Publicou depois DESTINO DO SOCIALISMO (1933) e DOIS POETAS (1935), este ultimo versando sobre Schmidt e Vinicius de Morais.

Seu primeiro romance, MUNDOS MORTOS, foi publicado em 1937 e era o início de uma obra planejada para vinte volumes. De seu titulo A TRAGÉDIA BURGUESA, alcançou publicar treze volumes em vida. Na TRAGÉDIA BURGUESA apresentou um amplo painel da vida carioca, articulando os problemas sociais do processo da burguesia, em espaço brasileiro, com os grandes problemas do homem.

O ponto de partida, base de compreensão para o ciclo, é o romance MUNDOS MORTOS. Seus personagens adolescentes retornam em todos os romances do ciclo, como componentes ou testemunhas. Conclui o ciclo em 1977, com o volume O PÁSSARO OCULTO, encerrando a sua grande obra antes de completar 70 anos de idade.

Outros trabalhos: Maquiavel e o Brasil (1931); Destino do socialismo (1933); Dois poetas: Augusto Frederico Schmidt e Vinicius de Morais (1935); Cristo e César (1937); Fronteiras da santidade. Ensaio sobre Léon Bloy (1940); Significação do Far-west. Estudos sobre cinema (1942); Pequena introdução à história do cinema (1964); Coelho Neto, coleção Nossos Clássicos, v. 15 (1958); Léon Bloy, textos escolhidos (s.d.).

Tragédia Burquesa (romances): I Mundos mortos (1937); II Os caminhos da vida (1939); III O lodo das ruas (1942); IV O anjo de pedra (1944); V Os renegados (1947); VI Os loucos (1952); VII O senhor do mundo (1957); VIII O retrato da morte (1961): IX Ângela ou Areias do mundo (1964); X A sombra de Deus (1966); XI O cavaleiro da Virgem (1972); XII O indigno (1976); O pássaro oculto (1979).

Edição completa da Tragédia burguesa foi publicada, em 4 volumes, pela Palas Editora (1984-1985), com acréscimo de dois inéditos: A atração e A montanheta, respectivamente os vols. 8° e 10° na edição completa. As Novelas de masmorra, 2 vols. (1966), constituem obra à parte.

Fez traduções de Jacob Wassermann, Thomas Hardy, Jean Lartéguy e Joseph Kessel. Ocupou vários cargos públicos: diretor da Escola de Filosofia e Letras da Universidade do Distrito Federal, em 1936. Membro do Conselho Federal de Cultura, pertencente à Câmara de Artes, no período de 1969-74, e onde permaneceu até sua morte, em 1980.

Pertenceu ao Fluminense Futebol Clube, do qual foi sócio benemérito e perseverante torcedor.

Recebeu os seguintes prêmios literários: Felipe d’Oliveira pelo romance O LODO DAS RUAS (1942). Prêmio Luiza Claudio de Souza, do Pen Clube do Brasil, pelo romance A SOMBRA DE DEUS (1967). Golfinho de Literatura, do Museu da Imagem e do Som (1968). Prêmio Instituto Nacional do Livro (ficção), pelo livro NOVELAS DA MASMORRA (1968). Prêmio Machado de Assis, para conjunto de obra, da Academia Brasileira de Letras (1970). Prêmio Fernando Chinaglia, pelo romance O CAVALEIRO DA VIRGEM (1972). Crítico, ensaísta, romancista e tradutor.

Seu pai foi membro da Academia Brasileira de Letras, autor do livro MAUÁ, biografia de Irineu Evangelista de Sousa, e sua mãe era filha de Tomás Coelho de Almeida, por duas vezes ministro do Império e fundador do Colégio Militar.

Era cunhado de Afrânio Peixoto e Alceu Amoroso Lima. Faleceu no Rio de Janeiro, em 17.10.1980, com 72 anos de idade.

Quinto ocupante da Cadeira 27, eleito em 13.01.1972, na sucessão de Levi Carneiro e recebido pelo Acadêmico Adonias Filho em 6.06.1972.

Sua Cadeira 27, na Academia Brasileira de Letras tem como Patrono Maciel Monteiro, Fundador Joaquim Nabuco, sendo também ocupada por Dantas Barreto, Gregório da Fonseca, Levi Carneiro, Otávio de Faria e Eduardo Portella.

Bem analisado na ENCICLOPÉDIA DE LITERATURA BRASILEIRA, de Afrânio Coutinho e J. Galante, edição do MEC, 1990, com revisão de Graça Coutinho e Rita Moutinho, em 2001.

Pouco estudado no DICIONARIO BIOBIBLIOGRAFICO DE ESCRITORES CARIOCAS(1965), de J. S. Ribeiro Filho.

Apesar de sua importância, não é mencionado no DICIONÁRIO HISTÓRICO-BIOGRÁFICO BRASILEIRO(2001, 5 volumes, 6.211 páginas), da Fundação Getúlio Vargas e nem é convenientemente referido, em nenhuma das enciclopédias nacionais, Delta, Barsa, Larousse, Mirador, Abril, Koogan/Houaiss, Larousse Cultural, etc.

É verbete do DICIONÁRIO BIOBIBLIOGRÁFICO REGIONAL DO BRASIL, de Mário Ribeiro Martins, via INTERNET, dentro de ENSAIO, no site www.usinadeletras.com.br ou www.mariomartins.com.br



SEXTO OCUPANTE DA CADEIRA 27-EDUARDO PORTELLA(Eduardo Mattos Portella), de Salvador, Bahia, 8.05.1932, escreveu, entre outros, ASPECTOS DE LA POESIA BRASILEÑA CONTEMPORANEA(Ensaio-1953), AFRICA, COLONOS E CUMPLICES(Ensaio-1961), FUNDAMENTO DA INVESTIGAÇÃO LITERARIA(Ensaio-1970), AÇÃO CULTURAL E DIFERENÇA NACIONAL(Ensaio-1987), sem dados biográficos completos nos livros e sem qualquer outra informação ao alcance da pesquisa, via textos editados. Filho de Enrique Portella e de Maria Diva Mattos Portella. Após os estudos primários em sua terra natal, deslocou-se para outros centros, onde também estudou.

Fez seus primeiros estudos em Feira de Santana e os secundários no Recife. Bacharelou-se em Ciências Jurídicas e Sociais pela Faculdade de Direito do Recife, em 1955, com 23 anos de idade.

Iniciou a crítica literária, com um rodapé no JORNAL UNIVERSITÁRIO. Começou sua colaboração regular de crítico no DIÁRIO DE PERNAMBUCO, pela mão de Mauro Mota. Entrou no convívio de Gilberto Freyre, Aníbal Fernandes, Lucilo Varejão, Moacyr de Albuquerque.

Fez parte do grupo de jovens intelectuais que fundou o Editorial Sagitário. Durante e após o curso de Direito, viajou pela Europa. Em Madri, fez curso de jornalismo e, na Faculdade de Letras, estudou Estilística e Crítica Literária com Dámaso Alonso e Carlos Bousoño, além de cursos complementares de teatro, pintura, romance e, sobretudo, filosofia, com Xavier Zubiri e Julián Marías.

Foi assistente da cadeira de Estudos Brasileiros na Faculdade de Filosofia. Recebeu diploma de Estudo de Problemas Contemporâneos pela Universidade Internacional Menéndez Pelayo, em Santander. Ainda em Madri, estreou em livro, em 1953, com ASPECTOS DE LA POESÍA BRASILEÑA CONTEMPORÁNEA, trabalho em que ampliou a tese apresentada às primeiras Jornadas de Lengua y Literatura Hispanoamericanas, de Salamanca.

Na França, em Paris, freqüentou as aulas de Bataillon, no Collège de France, e aulas na Sorbonne. Na Itália, em Roma, assistiu a aulas de Giuseppe Ungaretti, sobre Literatura Italiana, na Faculdade de Letras.

Em 1956, transferiu-se para o Rio de Janeiro. Foi nomeado Técnico de Educação, do Ministério da Educação e Cultura, sendo logo depois convidado a servir no Gabinete Civil da Presidência da República. Foi chefe de Gabinete da Secretaria de Educação da antiga Guanabara. Regente de Cultura Brasileira da Faculdade Nacional de Filosofia.

Pesquisador do CNPq. Professor titular por concurso de Teoria Literária da Faculdade de Letras da Universidade Federal do Rio de Janeiro (1976). Diretor da Faculdade de Letras da UFRJ (1978). Implantador e coordenador dos cursos de pós-graduação da Faculdade de Letras da UFRJ. De 1979 a 1980, foi Ministro da Educação e Cultura no Governo de João Figueiredo. Integra o Conselho de Pesquisa e Ensino para Graduados da UFRJ e o Conselho Estadual de Cultura.

Como conferencista, participa de encontros e seminários sobre cultura e literatura brasileira realizados no Brasil e no exterior. Apesar de sua ação permanente nos campos da educação, ciência e cultura, Eduardo Portella considera-se apenas crítico literário. A sua atividade se tem confirmado e ampliado através de colaboração regular em jornais e revistas, nacionais e estrangeiras.

Colaborou no CORREIO DA MANHÃ, NO JORNAL DE LETRAS e NO JORNAL DO COMMERCIO. Recebeu o Prêmio Golfinho de Ouro do Museu da Imagem e Som. Prêmio Crítica Literária da Academia Brasileira de Letras (1959). Prêmio Renovação Prefeitura do Rio de Janeiro (1959). Prêmio Fernando Chinaglia da UBE (1971). Medalha Massangana da Fundação Joaquim Nabuco (1984): Prêmio de Ensaio para Conjunto de Obra, do PEN Clube do Brasil (1987). Crítico literário, professor, ensaísta e conferencista.

Em 1986, foi candidato a Deputado Federal Constituinte, pelo Rio de Janeiro, mas não foi eleito.

Em julho de 1996, com 64 anos, foi nomeado Presidente da Fundação Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro, em substituição a Afonso Romano de Santana que tinha entrado em atrito com o Ministro da Cultura Francisco Weffort. Em 1997, tornou-se Professor Emérito da Universidade Federal do Rio de Janeiro.

Outros trabalhos: Aspectos de la poesía brasileña contemporánea (1953); Dimensões I (1958); Dimensões II (1959); Dimensões III (1965); José de Anchieta, antologia crítica (1959); África, colonos e cúmplices, ensaio (1961); Nota prévia a Cruz e Sousa, crítica (1961); Literatura e realidade nacional, ensaio (1963); Política externa e povo livre, ensaio (1963).

Teoria da comunicação literária, ensaio (1970); Crítica literária: método e ideologia, tese (1970); Fundamento da investigação literária, crítica (1974); Teoria literária, crítica, em equipe (1975); O paradoxo romântico, crítica (1976); Vanguarda e cultura de massa, ensaio (1978); A letra viva da Universidade, ensaio (1980); Retrato falado da educação brasileira, educação (1978); Democracia transitiva, ensaio (1983); O intelectual e o poder, ensaio (1983); Brasil à vista, ensaio (1985).

Casado com Célia Portella, com quem tem uma filha.

Sexto ocupante da Cadeira 27, eleito em 19.03.1981, derrotando Mario Quintana, na sucessão de Otávio de Faria e recebido em 18.08.1981, pelo Acadêmico Afrânio Coutinho. Com 48 anos, foi o mais jovem escritor a entrar na Academia. Recebeu as Acadêmicas Lygia Fagundes Telles e Zélia Gattai e os Acadêmicos Carlos Nejar, Celso Furtado, Candido Mendes de Almeida, João Ubaldo Ribeiro, Ivan Junqueira e Alfredo Bosi.

Sua Cadeira 27, na Academia Brasileira de Letras tem como Patrono Maciel Monteiro, Fundador Joaquim Nabuco, sendo também ocupada por Dantas Barreto, Gregório da Fonseca, Levi Carneiro, Otavio de Faria e Eduardo Portella.

Não é mencionado no livro BAIANOS ILUSTRES(1979), de Antonio Loureiro de Souza.

Muito bem analisado na ENCICLOPÉDIA DE LITERATURA BRASILEIRA, de Afrânio Coutinho e J. Galante, edição do MEC, 1990, com revisão de Graça Coutinho e Rita Moutinho, em 2001.

Com sua importância, é grandemente estudado no DICIONÁRIO HISTÓRICO-BIOGRÁFICO BRASILEIRO(2001, 5 volumes, 6.211 páginas), da Fundação Getúlio Vargas e é convenientemente referido, em todas as enciclopédias nacionais, Delta, Barsa, Larousse, Mirador, Abril, Koogan/Houaiss, Larousse Cultural, etc.

É verbete do DICIONÁRIO BIOBIBLIOGRÁFICO REGIONAL DO BRASIL, de Mário Ribeiro Martins, via INTERNET, dentro de ENSAIO, no site www.usinadeletras.com.br ou www.mariomartins.com.br







CADEIRA 28

A esta Cadeira, estão vinculados os seguintes nomes:

Manuel Antônio de Almeida-PATRONO(Rio de Janeiro, RJ, 17.11.1830).

Inglês de Sousa-FUNDADOR(Óbidos, Pará, 28.12.1853).

Xavier Marques(Itaparica, Bahia, 03.12.1861).

Menotti del Picchia(São Paulo, SP, 20.03.1892).

Oscar Dias Corrêa(Itaúna, Minas Gerais, 01.02.1921).

Domício Proença Filho(Rio de Janeiro, RJ, 25.01.1936).





BIOGRAFIAS:



PATRONO DA CADEIRA 28-MANUEL ANTÔNIO DE ALMEIDA, Carioca, do Rio de Janeiro, 17.11.1830, escreveu, entre outros, MEMORIAS DE UM SARGENTO DE MILICIAS(Romance-1854), DOIS AMORES(Teatro-1861), sem dados biográficos completos nos livros e sem qualquer outra informação ao alcance da pesquisa, via textos editados. Filho de Antônio de Almeida e de Josefina Maria de Almeida. Após os estudos primários em sua terra natal, deslocou-se para outros centros, onde também estudou.

Órfão de pai aos 11 anos, em 1844, pouco se sabe dos seus estudos elementares e preparatórios. Em 1848, ingressou na Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro. Só concluiu o curso em 1855, com 25 anos de idade. Não conseguiu exercer a Medicina. Partiu para o jornalismo e para as letras.

De junho de 1852 a julho de 1853, no jornal CORREIO MERCANTIL, publicou, anonimamente e aos poucos, os folhetins que compõem as MEMÓRIAS DE UM SARGENTO DE MILÍCIAS, reunidas em livro em 1854 (1o volume) e 1855 (2o volume) com o pseudônimo de "UM BRASILEIRO". O seu nome apareceu apenas na 3a edição, já póstuma, em 1863. Da mesma época data ainda a peça DOIS AMORES e a composição de versos esparsos.

Em 1858, com 28 anos de idade, foi nomeado Administrador da Tipografia Nacional, quando encontrou Machado de Assis, que lá trabalhava como aprendiz de tipógrafo. Em 1859, foi nomeado 2o oficial da Secretaria da Fazenda.

Em 1861, desejou candidatar-se à Assembléia Provincial do Rio de Janeiro. Dirigia-se a Campos, para iniciar as consultas eleitorais, quando morreu no naufrágio do navio Hermes, próximo a Macaé, no dia 28.11.1861.

Além do romance, publicou a tese de doutoramento em Medicina e um livreto de ópera. A sua produção jornalística, via crônicas, críticas literárias permanece dispersa. O seu livro teve grande êxito de público, embora a crítica só mais tarde viesse a compreendê-lo devidamente, reservando-lhe um lugar de relevo na literatura, como o primeiro romance urbano brasileiro.

Escrito em 1852, em plena voga do Romantismo, retrata a vida do Rio de Janeiro no início do século XIX, época da presença da corte portuguesa no Brasil, entre 1808 e 1821. É um romance de cunho realista, sem os artifícios com que a técnica romântica fantasiava, deformava, embelezava ou idealizava a realidade.

A crítica mais recente aponta como influência mais positiva em sua elaboração e no seu personagem protagonista o romance picaresco e costumista espanhol.

Outros trabalhos: Memórias de um sargento de milícias, romance publicado em folhetins no Correio Mercantil (1852-1853), editado em livro, 2 vols. (1854-1855); Dois amores, teatro (1861).

Jornalista, cronista, romancista, crítico literário. Faleceu em Macaé, RJ, em 28.11.1861, com 31 anos de idade.

É o patrono da Cadeira 28, por escolha do fundador Inglês de Sousa. Sua Cadeira 28, na Academia Brasileira de Letras tem como Patrono(ele mesmo, Manoel Antonio de Almeida), Fundador Inglês de Sousa, sendo também ocupada por Xavier Marques, Menotti Del Picchia, Oscar Dias Correia e Domicio Proença Filho.

Bem analisado na ENCICLOPÉDIA DE LITERATURA BRASILEIRA, de Afrânio Coutinho e J. Galante, edição do MEC, 1990, com revisão de Graça Coutinho e Rita Moutinho, em 2001. É referido no DICIONARIO BIOBIBLIOGRAFICO DE ESCRITORES CARIOCAS(1965), de J. S. Ribeiro Filho.

Apesar de sua importância, não é estudado no DICIONÁRIO HISTÓRICO-BIOGRÁFICO BRASILEIRO(2001, 5 volumes, 6.211 páginas), da Fundação Getúlio Vargas, mas é convenientemente referido, em todas as enciclopédias nacionais, Delta, Barsa, Larousse, Mirador, Abril, Koogan/Houaiss, Larousse Cultural, etc.

É verbete do DICIONÁRIO BIOBIBLIOGRÁFICO REGIONAL DO BRASIL, de Mário Ribeiro Martins, via INTERNET, dentro de ENSAIO, no site www.usinadeletras.com.br ou www.mariomartins.com.br



FUNDADOR DA CADEIRA 28-INGLÊS DE SOUSA(Herculano Marcos Inglês de Sousa), de Óbidos, Pará, 28.12.1853, escreveu, entre outros, O CACAULISTA(Romance-1876), HISTORIA DE UM PESCADOR(Romance-1876), O CORONEL SANGRADO(Romance-1877), O MISSIONARIO(Romance-1891), CONTOS AMAZONICOS(Contos-1893), sem dados biográficos completos nos livros e sem qualquer outra informação ao alcance da pesquisa, via textos editados. Após os estudos primários em sua terra natal, deslocou-se para outros centros, onde também estudou.

Esteve em São Luis, no Maranhão, em 1868, com 15 anos. Mudou-se para São Paulo, onde recomeçou os estudos. Em 1876, com 23 anos de idade, Bacharelou-se em Ciências Jurídicas e Sociais, pela Faculdade de Direito de São Paulo. Escreveu também sob o pseudônimo de Luis Dolzani, Sousa Alemão.

Em 1877, com Antonio Carlos Ribeiro de Andrade e Silva publicou a REVISTA NACIONAL. Foi presidente das províncias de Sergipe e Espírito Santo. Fixou-se no Rio de Janeiro, como advogado, banqueiro, jornalista e professor de Direito Comercial e Marítimo na Faculdade Livre de Ciências Jurídicas e Sociais.

Foi presidente do Instituto dos Advogados Brasileiros. Deputado Federal.

Outros trabalhos: O cacaulista, romance (1876); História de um pescador, romance (1876); O coronel sangrado, romance (1877); O missionário, romance (1891); Contos amazônicos (1893). Escreveu diversas obras jurídicas e colaborou na imprensa de São Paulo e do Rio de Janeiro.

Advogado, professor, jornalista, contista e romancista. Faleceu no Rio de Janeiro, RJ, em 6 de setembro de 1918, com 65 anos.

Compareceu às sessões preparatórias da criação da Academia Brasileira de Letras, em 28.12.1896, onde fundou a Cadeira 28, que tem como patrono Manuel Antônio de Almeida. Na sessão de 28 de janeiro de 1897 foi nomeado tesoureiro da recém-criada Academia de Letras.

Sua Cadeira 28 na Academia Brasileira de Letras, tem como Patrono Manoel Antonio de Almeida, Fundador(ele mesmo Inglês de Sousa) , sendo também ocupada por Xavier Marques, Menotti Del Picchia, Oscar Dias Correa e Domicio Proença Filho.

Pouco analisado na ENCICLOPÉDIA DE LITERATURA BRASILEIRA, de Afrânio Coutinho e J. Galante, edição do MEC, 1990, com revisão de Graça Coutinho e Rita Moutinho, em 2001.

Apesar de sua importância, não é estudado no DICIONÁRIO HISTÓRICO-BIOGRÁFICO BRASILEIRO(2001, 5 volumes, 6.211 páginas), da Fundação Getúlio Vargas e nem é convenientemente referido, em nenhuma das enciclopédias nacionais, Delta, Barsa, Larousse, Mirador, Abril, Koogan/Houaiss, Larousse Cultural, etc.

É verbete do DICIONÁRIO BIOBIBLIOGRÁFICO REGIONAL DO BRASIL, de Mário Ribeiro Martins, via INTERNET, dentro de ENSAIO, no site www.usinadeletras.com.br ou www.mariomartins.com.br



SEGUNDO OCUPANTE DA CADEIRA 28-XAVIER MARQUES(Francisco Xavier Ferreira Marques), de Itaparica, Bahia, 03.12.1861, escreveu, entre outros, TEMAS E VARIAÇÕES(Poesia-1884), SIMPLES HISTORIAS(Ensaio-1886), UMA FAMILIA BAIANA(Romance-1888), INSULARES(Poesia-1896), DOIS FILÓSOFOS BRASILEIROS(Ensaio-1916), CULTURA DA LINGUA NACIONAL(Ensaio-1933), TERRAS MORTAS(Novela-1936), sem dados biograficos completos nos livros e sem qualquer outra informação ao alcance da pesquisa, via textos editados. Filho de pais não referidos em sua biografia. Após os estudos primários em sua terra natal, deslocou-se para outros centros, onde também estudou.

Cedo se transferiu da Ilha de Itaparica para a cidade de Salvador, matriculando-se no Colégio do Cônego Francisco Bernardino de Sousa. Na capital baiana dedicou-se ao jornalismo. Colaborou no JORNAL DE NOTICIAS, de que foi mais tarde Redator.

Em 1884, com 23 anos de idade, publicou seu livro de versos TEMAS E VARIAÇÕES. Em 1886, editou o livro de contos SIMPLES HISTORIAS. Em 1888, publicou o romance UMA FAMILIA BAIANA. Em 1897, editou o livro de contos BOTO E COMPANHIA. Posteriormente, este livro foi reeditado com o titulo de O FEITICEIRO.

O romance praieiro JANA E JOEL foi traduzido para o francês por Philéas Lebesgue e M. Calisto, em 1899. Publicou também em 1900, o livro PINDORAMA. Em 1901, editou o romance SARGENTO PEDRO, que foi premiado pela Academia Brasileira de Letras. Em 1902, publicou o romance HOLOCAUSTO. Ao longo da vida editou outros livros, como MARIA ROSA, TERRAS MORTAS, etc.

Outros trabalhos: Temas e variações, poesia (1884); Simples histórias (1886); Uma família baiana, romance (1888); Insulares, poesia (1896); Boto e companhia, romance (1897); Jana e Joel, romance (1899); Pindorama, romance (1900); Holocausto, romance (1900); Praieiros, edição conjunta das novelas Maria Rosa e O arpoador e mais A noiva do golfinho (1902).

O sargento Pedro, romance (1910); Vida de Castro Alves, biografia (1911); A arte de escrever, estilística (1913); A boa madrasta, romance (1919); A cidade encantada, contos (1919); O feiticeiro, romance (1922); Ensaio histórico sobre a Independência (1924); As voltas da estrada, romance (1930).

Letras acadêmicas, ensaios (1933); Cultura da língua nacional, filologia (1933); Terras mortas, novela (1936); Ensaios, 2 vols. (1944); Evolução da crítica literária no Brasil e outros estudos (1944).

Em 1915, com 54 anos, foi eleito Deputado Estadual, pela Bahia, permanecendo até 1920. Em 1921, foi eleito Deputado Federal, pela Bahia, permanecendo até 1924.

Jornalista, político, romancista, poeta e ensaísta. Faleceu em Salvador, Bahia, em 30.10.1942, com 81 anos de idade.

Segundo ocupante da Cadeira 28, eleito em 24.07.1919, na sucessão de Inglês de Sousa e recebido pelo Acadêmico Goulart de Andrade em 17.09.1920.

Sua Cadeira 28, na Academia Brasileira de Letras tem como Patrono Manoel Antonio de Almeida, Fundador Inglês de Sousa, sendo também ocupada por Xavier Marques, Menotti Del Picchia, Oscar Dias Correia e Domicio Proença Filho.

É mencionado no livro BAIANOS ILUSTRES(1979), de Antonio Loureiro de Souza.

Pouco analisado na ENCICLOPÉDIA DE LITERATURA BRASILEIRA, de Afrânio Coutinho e J. Galante, edição do MEC, 1990, com revisão de Graça Coutinho e Rita Moutinho, em 2001.

Apesar de sua importância, não é estudado no DICIONÁRIO HISTÓRICO-BIOGRÁFICO BRASILEIRO(2001, 5 volumes, 6.211 páginas), da Fundação Getúlio Vargas, mas é convenientemente referido, em todas as enciclopédias nacionais, Delta, Barsa, Larousse, Mirador, Abril, Koogan/Houaiss, Larousse Cultural, etc.

É verbete do DICIONÁRIO BIOBIBLIOGRÁFICO REGIONAL DO BRASIL, de Mário Ribeiro Martins, via INTERNET, dentro de ENSAIO, no site www.usinadeletras.com.br ou www.mariomartins.com.br



TERCEIRO OCUPANTE DA CADEIRA 28-MENOTTI DEL PICCHIA(Paulo Menotti del Picchia), de São Paulo, Capital, 20.03.1892, escreveu, entre outros, POEMAS DO VICIO E DA VIRTUDE(1913), JUCA MULATO(Poema-1917), MASCARAS(Poema-1920), O HOMEM E A MORTE(Poema-1922), O CRIME DAQUELA NOITE(Poema-1924), REPUBLICA DOS ESTADOS UNIDOS DO BRASIL(Ensaio-1928), NO PAIS DAS FORMIGAS(Ensaio-1939), A LONGA VIAGEM(Memórias-1972), sem dados biográficos completos nos livros e sem qualquer outra informação ao alcance da pesquisa, via textos editados. Filho de Luiz del Picchia e Corina del Corso del Picchia. Após os estudos primarios em sua terra natal, deslocou-se para outros centros, onde tambem estudou.

Passou pelo Grupo Escolar de Itapira(perto de Moji-Mirim). Em 1903, com 11 anos, começou o curso ginasial em Campinas, interior paulista. Concluiu o Bacharel em Ciências e Letras(secundário) em Pouso Alegre, Minas Gerais, onde fundou o jornal MANDU. Em 1910, mudou-se para São Paulo, Capital e matriculou-se na Faculdade de Direito de São Paulo, Bacharelando-se em Ciências Jurídicas e Sociais, em 1913, com 21 anos de idade.

Durante o curso publicou seu primeiro livro de poesias, POEMAS DO VÍCIO E DA VIRTUDE, em 1913. Foi agricultor e advogado em Itapira, onde dirigiu o jornal CIDADE DE ITAPIRA e fundou o jornal político O GRITO. Lá escreveu os poemas MOISÉS e JUCA MULATO, além do romance LAIS, todos publicados em 1917.

Depois de residir em Santos, onde dirigiu o jornal A TRIBUNA, passou a residir em São Paulo, Capital. Foi redator de diversos jornais, entre os quais A GAZETA e O CORREIO PAULISTANO. Fundou o jornal A NOITE. Dirigiu, com Cassiano Ricardo, os mensários SÃO PAULO E BRASIL NOVO. Colaborou assiduamente no DIÁRIO DA NOITE, onde por muitos anos manteve uma seção diária sob o pseudônimo de Hélios, seção que ele criara, em 1922, no Correio Paulistano, através da qual divulgou as notícias do Movimento Modernista.

Com Graça Aranha, Oswald de Andrade, Mário de Andrade e outros, foi um dos arautos do Movimento, participando da Semana de Arte Moderna de 11 a 18 de fevereiro de 1922. Com Cassiano Ricardo, Plínio Salgado e outros, realizou o movimento Verdamarelo.

Depois, com Cassiano Ricardo e Mota Filho, chefiou o movimento cultural da Bandeira. Além de jornalista militante exerceu inúmeros cargos públicos. Foi o primeiro diretor do Departamento de Imprensa e Propaganda do Estado de São Paulo. Deputado Estadual em duas legislaturas. Membro da Constituinte do Estado. Deputado Federal pelo Estado de São Paulo em três legislaturas. Presidiu a Associação dos Escritores Brasileiros, seção de São Paulo.

Em 1982, com 90 anos de idade, foi proclamado PRÍNCIPE DOS POETAS BRASILEIROS, o quarto e último deste título que pertenceu anteriormente a Olavo Bilac, Alberto de Oliveira e Olegário Mariano. Em 1984, recebeu o Prêmio Moinho Santista Categoria Poesia.

Casou-se, primeiro, com Francisca Avelina Cunha Sales Del Picchia, com quem teve sete filhos. Casou-se depois com Antonia Rudge. Foi também tabelião e proprietário do Cartório do 20º Oficio de São Paulo. Poeta, jornalista, político, romancista, contista, musico, escultor, pintor, cronista e ensaísta.

Foi Presidente do Sindicato dos Proprietários de Jornais e Revistas de São Paulo. Fundou, em 1920, a produtora INDEPENDENCIA FILMES.

Outros trabalhos: Poemas do vício e da virtude (1913); Moisés (1917); Juca Mulato (1917); Máscaras (1919); A angústia de D. João (1922); O amor de Dulcinéia (1926); República dos Estados Unidos do Brasil (1928); Chuva de pedra (1925); Jesus, tragédia sacra (1958); Poesias, seleção (1958); O Deus sem rosto, introdução de Cassiano Ricardo (1968).

Romance: Flama e argila (1920; após a 4a ed., intitulou-se A tragédia de Zilda); Laís (1921); Dente de Ouro (1923); O crime daquela noite (1924); A república 3000 (1930; posteriormente intitulado A filha do Inca, 1949); A tormenta (1932); O árbitro (1958); Kalum, o mistério do sertão (1936); Kummunká (1938); Salomé (1940).

Conto, Crônica e novela: O pão de Moloch (1921); A mulher que pecou (1922); O nariz de Cleópatra (1922); Toda nua (s.d.); A outra perna do Saci (1926); O despertar de São Paulo (Episódios do século XVI e do século XX na Terra Bandeirante).

Literatura Infanto-Juvenil: No país das formigas; Viagens de Pé-de-Moleque e João Peralta; Novas aventuras de Pé-de-Moleque e João Peralta.

Ensaio e Monografia: A crise da democracia; A crise brasileira: soluções nacionais (1935); A revolução paulista (1932); Pelo amor do Brasil, discursos parlamentares; O governo Júlio Prestes e o ensino primário; O Curupira e o Carão; O momento literário brasileiro; Sob o signo de Polymnia, discursos; A longa viagem, memórias, 2 vols. (1970-1972).

Teatro: Suprema conquista (1921); Jesus; Máscaras; A fronteira. Obras completas, A Noite, 10 vols.; Obras de Menotti del Picchia, Livraria Martins Editora, 14 vols. Entardecer, antologia de prosa e verso (1978).

Faleceu em São Paulo, em 23.08.1988, com 96 anos de idade.

Terceiro ocupante da Cadeira 28, eleito em 01.04.1943, na sucessão de Xavier Marques e recebido pelo Acadêmico Cassiano Ricardo em 20.12.1943. Recebeu o Acadêmico Luís Viana Filho.

Sua Cadeira 28, na Academia Brasileira de Letras tem como Patrono Manoel Antonio de Almeida, Fundador Inglês de Sousa, sendo também ocupada por Xavier Marques, Menotti Del Picchia, Oscar Dias Correia e Domicio Proença Filho.

Bem estudado no DICIONARIO BIOBIBLIOGRAFICO LUSO-BRASILEIRO(1965), de Victor Brinches.

Pouco analisado na ENCICLOPÉDIA DE LITERATURA BRASILEIRA, de Afrânio Coutinho e J. Galante, edição do MEC, 1990, com revisão de Graça Coutinho e Rita Moutinho, em 2001.

Muito bem estudado no DICIONARIO DE AUTORES PAULISTAS(1954), de Luis Correia de Melo.

Com sua importância, é grandemente estudado no DICIONÁRIO HISTÓRICO-BIOGRÁFICO BRASILEIRO(2001, 5 volumes, 6.211 páginas), da Fundação Getúlio Vargas e é convenientemente referido, em todas as enciclopédias nacionais, Delta, Barsa, Larousse, Mirador, Abril, Koogan/Houaiss, Larousse Cultural, etc.

É verbete do DICIONÁRIO BIOBIBLIOGRÁFICO REGIONAL DO BRASIL, de Mário Ribeiro Martins, via INTERNET, dentro de ENSAIO, no site www.usinadeletras.com.br ou www.mariomartins.com.br



QUARTO OCUPANTE DA CADEIRA 28-OSCAR DIAS CORRÊA, de Itaúna, Minas Gerais, 01.02.1921, escreveu, entre outros, BRASILIO(Romance-1968), ELOGIO DE JOSÉ AMERICO DE ALMEIDA(Ensaio-1984), POEMAS(1995), MEMORIA POLITICA DE MINAS GERAIS(Ensaio-2000), sem dados biograficos completos nos livros e sem qualquer outra informação ao alcance da pesquisa, via textos editados. Filho de Manoel Dias Corrêa e de Maria da Fonseca Corrêa. Após os estudos primários em sua terra natal, deslocou-se para outros centros, onde também estudou.

Fez o curso primário no Grupo Escolar Augusto Gonçalves, em Itaúna, Minas Gerais e o ginasial no Ginásio Mineiro (hoje Colégio Estadual) de Belo Horizonte. Em 1935, com 14 anos, ganhou um concurso de oratória com o discurso “A PAZ NO CHACO” (publicado no Minas Gerais de 29-8-1935).

Fez o curso pré-jurídico e o curso de Bacharelado na Faculdade de Direito da UMG (hoje UFMG), formando-se em 1942. Em 1943, com 22 anos de idade, ganhou o Concurso Nacional de Monografias e o Concurso Nacional de Oratória, promovidos pelo Instituto dos Advogados Brasileiros.

Em 1946, com 25 anos, foi nomeado Oficial de Gabinete do Secretário de Finanças do Estado de Minas Gerais (Prof. João Franzen de Lima). Em 1947, assumiu o mandato de deputado à Assembléia Legislativa do Estado, reelegendo-se para a legislatura seguinte (1951-1955). Nessa condição participou, como relator da Subcomissão de Municípios e Discriminação de Rendas, da Comissão Constitucional (1947).

Foi membro de várias outras comissões e vice-líder da UDN. Em 1955, com 34 anos, foi eleito deputado federal, sendo reeleito para as legislaturas seguintes (1959-63 e 1963-67), participando ativamente das atividades parlamentares como membro de várias comissões (Constituição e Justiça, Economia, Orçamento, Legislação Social, Vale do São Francisco) e como vice-líder e líder da bancada da UDN.

Representando a Câmara dos Deputados, integrou as delegações parlamentares às Conferências Interparlamentares do Peru (1959), Lausanne (1962), Lucerna (1964), Genebra (1965), Teerã (1966) e a delegação especial ao Japão (1958) e Estados Unidos (1960). Também foi representante da Câmara na Comissão da Rádio do Congresso Nacional.

Em 1961, com 40 anos, foi nomeado secretário da Educação do Governo de Minas Gerais (Governo Magalhães Pinto). Em 1966, tornou-se Professor de Introdução à Economia, da Universidade de Brasília(UNB).

Em 19-01-1989, com 68 anos, foi nomeado Ministro do Estado da Justiça, cargo que exerceu até 08-08-89. Professor catedrático de Economia (concurso de títulos e provas) da Faculdade de Direito da UMG (hoje UFMG), em 1951. Professor de Direito do Trabalho da Escola de Serviço Social da Universidade Católica de Minas Gerais (1947-1954). Professor de Noções de Direito da Escola de Serviço Social da Universidade Católica de Minas Gerais (1947).

Professor catedrático de Economia (concurso de títulos e provas) da Faculdade de Ciências Econômicas da Universidade do Brasil (hoje Faculdade de Economia e Administração da UFRJ), 1957. Professor de Economia do Curso de Doutorado da UEG (hoje UERJ), em 1957.

Professor titular de Economia da Universidade de Brasília (1966), com 45 anos. Professor titular (interino) de Ciência das Finanças da Faculdade de Direito da UERJ (1967-1968). Professor titular de Economia da Faculdade de Direito da Universidade do Estado do Rio de janeiro, interino desde 1968 e efetivo em 1971 (concurso de títulos).

Professor de Direito do Comércio Exterior no Curso de Pós-Graduação da Faculdade de Direito da UFRJ. Professor titular de Introdução à Economia das Faculdades Integradas Bennet (1971). Professor Emérito da UFRJ. Conferencista da Escola Superior de Guerra.

Outras atividades no magistério superior: Diretor da Faculdade de Economia e Administração da UFRJ (1968). Decano do Centro de Ciências Jurídicas e Econômicas (1971-80). Membro dos Conselhos Superiores de Ensino de Graduação e de Coordenação Executiva e do Conselho Universitário da UFRJ. Vice-diretor (1971-76) e diretor (1976-80) da Faculdade de Direito da UERJ, além de chefe de Departamento e membro do Conselho Universitário. Diretor da Faculdade de Economia, diretor da Faculdade de Direito e Superintendente da área de Ciências Humanas ns Faculdades Integradas Bennet.

Participou de inúmeras bancas examinadoras de concursos para magistério: na Universidade de São Paulo, na Universidade do Estado da Guanabara (hoje Universidade do Estado do Rio de Janeiro), na Universidade Federal o Rio de Janeiro, na Universidade Federal de Goiás e na Universidade Rural de Viçosa. Integrou o júri do Premio Moinho Santista de Economia (1962) e de Direito (1972). Conferencista da EMERJ (Escola da Magistratura do Rio de Janeiro). Conferencista da ECEMAR (Escola de Comando do Estado Maior da Aeronáutica).

Em 1982, com 61 anos, foi nomeado ministro do Supremo Tribunal Federal. Nessa qualidade, foi membro do Conselho Nacional da Magistratura, de 27-8-84 a 24-9-96.

Eleito membro substituto do Tribunal Superior Eleitoral em 9-12-82, efetivado em 28-2-85. Eleito vice-presidente do TSE em 1-10-85 e depois presidente, sendo empossado em 31-3-87, cargo que ocupou até 16-1-89, quando, nomeado ministro de Estado da Justiça, assumiu o cargo, em 19-1-89. À época, havia sido eleito vice-presidente do STF.

Participou de inúmeras comissões, entre as quais a de Elaboração e Reforma da Lei eleitoral e da Lei dos Partidos (a convite do Presidente Castelo Branco e do Ministro Milton Campos), da Comissão Elaboradora do Ante-Projeto de Constituição do Estado do Rio de Janeiro e do Ante-Projeto de Constituição do Brasil (no IAB), da Comissão encarregada da Elaboração das sugestões a serem encaminhadas pelo STF ao Projeto de Constituição (1986), da Comissão de Juristas encarregada de elaborar o projeto de regulamentação do Art. 102, parágrafo único, da Constituição Federal (1997).

Presidente de honra do VI Congresso Nacional de estudos Tributários (1998) e do VII Congresso nacional de Direito Tributário (1999), promovidos pela Academia Brasileira de Direito Tributário. No XXI Congresso Brasileiro de Direito Constitucional (São Paulo, 2000) presidiu o painel sobre “Direito e garantias fundamentais”. O que ocorreu também em painéis dos Congressos de 2001 e 2002.

Membro das seguintes instituições: Ordem dos Advogados Brasileiros, Instituto dos Advogados de Minas Gerais, Instituto Brasileiro de Direito Constitucional, Associação Brasileira de Direito Constitucional, Academia Internacional de Jurisprudência e Direito Comparado, Academia Brasileira de Ciências Econômicas e Administrativas, Instituto Histórico e Geográfico de Minas Gerais, PEN Clube do Brasil, Academia Mineira de Letras, Academia Carioca de Letras, Academia de Letras do Estado do Rio de Janeiro, Academia Brasileira de Letras, Academia Mineira de Direito, Academia Brasileira de Letras Jurídicas e Academia Brasiliense de Letras. Membro honorário da Força Aérea Brasileira.

Em 1999, quando tinha 78 anos, foi inaugurada, na Faculdade de Direito da UERJ, uma sala com o seu nome. Nessa ocasião recebeu a Ordem José Bonifácio, pelos relevantes serviços prestados ao Direito, à Justiça e à Liberdade.

Outros trabalhos: Aspectos da racionalização econômica. Belo Horizonte, Imprensa Oficial, 1949. Economia política. Introdução. Conceitos fundamentais. Belo Horizonte, 1951. Introdução crítica à economia política. Rio de Janeiro, Forense, 1957. Economia política (tradução de Economie politique, de Henri Guitton - Précis Dalloz). Rio de Janeiro, Editora Fundo de Cultura, 1959. 4 vols. Brasílio (romance). Rio de Janeiro, Editora Record, 1968.

A Constituição de 1967 - Contribuição crítica.Rio, Forense, 1969. A Constituição da República Federativa do Brasil - Texto da ECL/69 com observações e notas. Rio, Editora Alba, 1970. A defesa do Estado de Direito e a emergência constitucional. Rio, Presença, 1980. De beca, borla e capelo - Perfis (em colaboração com Nicola Falabella). Belo Horizonte, Ed., Comunicação. Vultos e retratos (coletânea de discursos acadêmicos, conferências e um estudo sobre o Visconde de Cairu). Brasília, Gráfica do Senado, 1986.

A crise da Constituição, a Constituinte e o Supremo Tribunal Federal. São Paulo, Revista dos Tribunais, 1986. O Supremo Tribunal Federal, Corte Constitucional do Brasil. Rio, Forense, 1987. Manoel Dias Corrêa, um brasileiro nascido em Portugal. Rio, Forense, 1987. Vozes de Minas (Bilac Pinto, Haroldo Valladão e Milton Campos). Rio, Forense Universitária, 1988.

Discurso de posse na Academia Brasileira de Letras (Manuel Antônio de Almeida, Inglês de Sousa, Xavier Marques e Menotti dês Picchia). Rio, Forense Universitária, 1990. A Constituição de 1988 - Contribuição crítica. Rio de Janeiro, Forense, 1991. O Sistema político-econômico do futuro: o societarismo. Rio, Forense Universitária, 1994.

Poemas (com Geraldo Vidigal, Ives Gandra, Miguel Reale e Saulo Ramos). São Paulo, Editora LTr, 1995. "A influência da Constituição Portuguesa na Constituição Brasileira de 1988". In. Perspectivas Constitucionais. 20 anos da Constituição Portuguesa de 1976. Coimbra Editora, 1997.

Duas visões da política mineira: Depoimentos de Oscar Dias Corrêa e Pio Soares Canedo. Org. Alisson Mascarenhas Faz. BDMG Cultural, 1998. Meus versos dos outros - Tradução de poetas italianos. Rio de Janeiro, ABL, 1999. (Coleção Afrânio Peixoto, 46.)

Coleção Memória Política de Minas Gerais.Assembléia Legislativa de Minas Gerais, 2000. 2 vols. Quase ficção (contos). Rio de Janeiro, ABL, 2003. (Coleção Austregésilo de Athayde, 12). Viagem com Dante. Rio de Janeiro: Ed. Topbooks/ABL, 2005.

Foi casado com Diva Gordilho Corrêa e teve dois filhos: Oscar Júnior e Ângela. Faleceu no Rio de Janeiro em 30.11.2005, com 84 anos de idade.

Quarto ocupante da Cadeira 28, eleito em 6.04.1989, na sucessão de Menotti del Picchia e recebido em 20.07.1989, pelo Acadêmico Afonso Arinos de Melo Franco.

Sua Cadeira 28, na Academia Brasileira de Letras tem como Patrono Manoel Antonio de Almeida, Fundador Inglês de Sousa, sendo também ocupada por Xavier Marques, Menotti Del Picchia, Oscar Dias Correia e Domicio Proença Filho.

Pouquíssimo analisado na ENCICLOPÉDIA DE LITERATURA BRASILEIRA, de Afrânio Coutinho e J. Galante, edição do MEC, 1990, com revisão de Graça Coutinho e Rita Moutinho, em 2001.

Não é estudado na antologia A POESIA MINEIRA NO SÉCULO XX(1998), de Assis Brasil.

Com sua importância, é grandemente estudado no DICIONÁRIO HISTÓRICO-BIOGRÁFICO BRASILEIRO(2001, 5 volumes, 6.211 páginas), da Fundação Getúlio Vargas e é convenientemente referido, em todas as enciclopédias nacionais, Delta, Barsa, Larousse, Mirador, Abril, Koogan/Houaiss, Larousse Cultural, etc.

É verbete do DICIONÁRIO BIOBIBLIOGRÁFICO REGIONAL DO BRASIL, de Mário Ribeiro Martins, via INTERNET, dentro de ENSAIO, no site www.usinadeletras.com.br ou www.mariomartins.com.br



QUINTO OCUPANTE DA CADEIRA 28-DOMÍCIO PROENÇA FILHO, Carioca, do Rio de Janeiro, 25.01.1936, escreveu, entre outros, UM ROMANCE DE ADONIAS FILHO(Ensaio-1974), ESTILOS DE ÉPOCA NA LITERATURA(Ensaio-1978), O CERCO AGRESTE(Poesia-1979), O LIVRO DO SEMINARIO(Antologia-1982), DIONISIO ESFACELADO(Poesia-1984), ORATORIO DO INCONFIDENTE(Poesia-1989), BREVES HISTORIAS DE VERA CRUZ DAS ALMAS(Ficção-1991), CAPITU-MEMÓRIAS PÓSTUMAS(Romance-1998), PÓS MODERNISMO E LITERATURA(Ensaio-1999), OS DEUSES, MENOS O PAI(Ficção-2000), sem dados biográficos completos nos livros e sem qualquer outra informação ao alcance da pesquisa, via textos editados. Filho de pais não referidos em sua biografia oficial da Academia. Após os estudos primários em sua terra natal, deslocou-se para outros centros, onde também estudou.

Curso primário na Escola Joaquim Manuel de Macedo, na Ilha de Paquetá, no Rio de Janeiro, onde viveu sua infância e adolescência. Fez curso ginasial e curso clássico no Colégio Pedro II(Rio de Janeiro) –Internato. Bacharel e Licenciado em Letras Neolatinas pela antiga Faculdade Nacional de Filosofia da Universidade do Brasil. Com curso de especialização em Língua e Literatura Espanhola.

Doutor em Letras e Livre - Docente em Literatura Brasileira pela Universidade Federal de Santa Catarina. Professor Titular de Literatura Brasileira e Professor Emérito da Universidade Federal Fluminense, aposentado, após 38 anos de trabalho docente, nos cursos de graduação e de pós-graduação.

Atuou em inúmeros outros estabelecimentos de ensino médio e superior no Brasil e no exterior, entre outros:

Na Faculdade de Letras da Universidade Federal do Rio de Janeiro: Professor de Língua Portuguesa e Literaturas de Língua Portuguesa no Curso de Jornalismo. Professor de Teoria da Literatura. Professor de Literatura Brasileira.

Na Faculdade de Ciências e Letras Santa Úrsula: Professor de Língua Portuguesa. Professor de Didática da Língua Portuguesa: Professor de Língua e Literatura Espanholas. Professor de Didática Especial de Espanhol. Professor de Literatura Hispano-americana. Professor de Cultura Literária.

Na Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro: Professor de Literatura Brasileira.

Na Universidade de Colônia, Alemanha: Professor Titular Convidado (Gastprofessor).

No Institut für Romanische Philologie der Rheinisch Westf. Technischen Hochschule Aachen, Alemanha: Professor Titular Convidado (Gastprofessor).

Na Faculdade Hélio Alonso- Rio de Janeiro: Professor de Redação Jornalística.

Na rede de ensino médio do Estado do Rio de Janeiro: Professor de Português.

No Colégio Pedro II: Professor de Português, Professor de Espanhol. No Colégio Bennet: Professor de Português. No Colégio Andrews: Professor de Literatura Brasileira. Ensaísta e crítico literário.

Promotor cultural, criou o Projeto Bienal Nestlé de Literatura Brasileira e coordenou a primeira , em 1982 e a segunda, em 1984. Foi também autor de dezenas de projetos desenvolvidos pelo Departamento de Cultura da Secretaria de Educação e Cultura da Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro., entre 1975-79, quando tinha 43 anos de idade.

No âmbito da comunicação de massa, idealizou e produziu, para o Serviço de Radiodifusão Educativa do Ministério da Educação e Cultura, entre outras atividades, as séries " Nos caminhos da comunicação" ( cerca de 100 programas) e "Os romances de Érico Veríssimo".

Como Pesquisador, têm-se dedicado aos seguintes projetos: "Gramática da língua portuguesa revisitada". Concluído. Base do livro Noções de gramática da língua portuguesa em tom de conversa, lançado em 2003. " Língua portuguesa: usos e origens". Base de livro em preparo. "Pós-modernismo e Literatura". Base do livro publicado com o mesmo título, pela Editora Ática, 1991, 3. ed. 1999."

Manifestações da poesia brasileira contemporânea. Iniciado em 1998. Resultados parciais: base do texto da exposição da Biblioteca Nacional na Feira Internacional do Livro de Frankfurt, 1995. Publicado.

Administrador educacional, desempenhou as seguintes atividades: Na Universidade Federal Fluminense (UFF) : Chefe do Departamento de Literatura do Instituto de Letras ( 1979-1984). Chefe do Departamento de Letras Clássicas e Vernáculas do Instituto de Letras ( 1989-1972).

Coordenador da área de Literatura Brasileira do Curso de Pós-Graduação –Mestrado do Instituto de Letras ( 1979-1992). Coordenador do Setor de Literatura Brasileira do Departamento de Letras Clássicas e Vernáculas do Instituto de Letras ( 1974-1992). Membro da Comissão de Assessoramento Superior da Coordenação de Pós-Graduação e Pesquisa da Universidade Federal Fluminense (1975-79). Membro da Comissão Editorial da Universidade Federal Fluminense.

Autor do primeiro Plano de Edições da Universidade Federal Fluminense. Integrante da Comissão de Alto Nível encarregada de definir o perfil acadêmico e administrativo do Centro de Estudos Gerais da UFF 1982-83). Integrante da Segunda Comissão de Alto Nível encarregada do Anteprojeto de reforma da Universidade Federal Fluminense (1984). Integrante da Comissão encarregadas das comemorações do tricentenário de Zumbi dos Palmares. Centro de Artes UFF/Câmara de Vereadores de Niterói. (1994- 95).

Em outros espaços: Membro do Conselho Editorial da revista Poesia sempre, da Fundação Biblioteca Nacional ( 1994-96 ). Diretor de Texto da Enciclopédia Século XX . publicada por J.Olympio/ Expressão e Cultura, 1971. Especialista e Coordenador da Equipe de Especialistas de Alto Nível responsável pelo Projeto de Implementação da Sistemática de Busca de Colidências para Marcas e Expressões de Propaganda desenvolvido pela FAPERJ ( Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro) em convênio com o INPI ( Instituto Nacional de Propriedade Industrial) do Ministério da Indústria e Comércio. (1979-81). Em colaboração com Evanildo Bechara.

Secretário Geral do Conselho Estadual de Cultura do antigo Estado da Guanabara ( 1968-1972). Membro da Comissão Organizadora do I Encontro de Cultura da Guanabara, promovido pelo Conselho Estadual de Cultura do antigo Estado da Guanabara e pelo Departamento de Cultura da Secretaria de Educação e Cultura do mesmo Estado (1968).

Secretário - Executivo da Revista Cultura - GB, órgão oficial do Conselho Estadual de Cultura do antigo Estado da Guanabara. 1972-75. Assistente do Secretário de Estado de Educação do antigo Estado da Guanabara ( gestão Celso Kelly) (1972- 1975). Assistente do Diretor do Departamento Geral de Cultura da Secretaria Municipal de Educação e Cultura da Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro (1975-79).

Membro da Comissão que elaborou o Plano de Ação Cultural Integrada desenvolvido no Município do Rio de Janeiro entre 1975-79. Coordenador do Sub-sistema de elaboração de projetos culturais do Departamento Geral de Cultura da Secretaria de Educação e Cultura da Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro. (1975-79). Subsecretário de Educação e Cultura da Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro ( gestão Prefeito Israel Klabin) ( 1979-1981).

Consultor ad hoc do CNPq. Consultor ad hoc da CAPES. Consultor ad hoc do CEPEG/UFRJ. Consultor ad hoc da FAPERJ. Integrante de inúmeras Comissões Julgadoras de Concursos literários. Integrante de dezenas de bancas de concursos públicos.

Entidades culturais de que faz parte: Academia Brasileira de Filologia, P.E.N. Club do Brasil, Associação Brasileira de Literatura Comparada (ABRALIC), Academia de Artes, Ciências e Letras da Ilha de Paquetá e Circulo Literário da Marinha.

Distinções comunitárias: Personalidade Cultural do Ano – 1982 Associação Brasileira de Críticos de Arte de São Paulo. 1982. Personalidade Cultural do Ano – 1992. Associação Brasileira de Escritores- Seção Rio de Janeiro. Medalha Tiradentes, por serviços prestados à comunidade do Rio de Janeiro, na área da Cultura e da Educação. Assembléia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro – 1995.

Medalha Machado de Assis por serviços prestados à Cultura, à Educação e à Literatura Brasileira. Círculo de Amigos de Eça de Queirós do Rio de Janeiro. 2001. Medalha Pedro Ernesto, por serviços prestados na área da Cultura e da Educação. Câmara dos Vereadores da Cidade do Rio de Janeiro. Aluno Eminente do Colégio Pedro II, 2002.

Recebeu referências elogiosas de dezenas de autoridades literárias nacionais e internacionais, entre as quais:

COUTINHO, Afrânio & SOUSA, J. Galante. Enciclopédia de Literatura Brasileira. 2 ed. revista, ampliada, atualizada e ilustrada sob a coordenação de Graça Coutinho e Rita Moutinho. São Paulo: Global Editora, Rio de Janeiro:

Fundação Biblioteca Nacional /DNL : Academia Brasileira de Letras, 2001. V . 2, p. 1316 e 428. Grande Enciclopédia Delta-Larousse .Rio de Janeiro, Delta, 1970.

COUTINHO, Afrânio, dir. A Literatura no Brasil 2.ed. Rio de Janeiro, Editorial Sul-Americana, 1971, v.6, p. 237. LISBOA, Luís Carlos. Tudo o que você precisa saber para não ser um rato de biblioteca. São Paulo, MU, 1973, p. 241.

SENNA, Marta Rocha e Silva de. A Literatura no segundo grau hoje. Littera 8, maio/ago, 1973, p. 119. UCHOA, Carlos Eduardo Cavalcanti. Língua portuguesa, literatura nacional e a reforma do ensino. PFROM NETO et al. O livro na educação. Rio de Janeiro, Primor/ INL,p.203.

NUNES, Benedito. "Dionísio esfacelado: Cancioneiro do Quilombo dos Palmares". In: O Estado de São Paulo. Ano IV, n. 223, (Cultura) 16.09.84, p. 10.

PEIXOTO, Dinah Terra. Uma poesia negra no final do século XX. In: Caleidoscópio. Estudos literários. Faculdade de São gonçalo. AOEC. N.5, 1985, p. 103-26 e n.6 , 1986, p. 156-58. MARTINS, Wilson. De re poetica. Jornal do Brasil.

MARTINS, Wilson. A crítica literária no Brasil. Rio de Janeiro, Francisco Alves, 1983. V. 2 p. 814. BERND, Zilá. Negritude e literatura na América Latina. Porto Alegre, Mercado Aberto, 1987, p. 112-118. BERND, Zilá. Introdução à literatura negra São Paulo, 1988, p. 82-84.

BERND, Zilá. ORG. Poesia negra brasileira. Porto Alegre, AGE: IRL:IGEL, 1992, p. 72-79. PUCHEU, Alberto & MEIRA, Caio, org. Guia conciso de autores brasileiros [Brazilian Authors concise Guide] Rio de Janeiro: Fundação Biblioteca Nacional, Dep. Nacional do Livro; São Paulo: Imprensa Oficial do Estado, 2002. p. 131-32 .

VILAÇA, Antônio Carlos. Domício Proença. In: Diário de Faxinal do Céu. Rio de Janeiro: Lacerda Editores, 1998.p. 161-162.

Outros trabalhos: Estilos de época na Literatura. 15.ed. rev. e ampl. 4ª reimpressão. São Paulo: Ática, 2002. Um dos raros clássicos da literatura paradidática no país. Com sucessivas edições ao longo dos últimos 39 anos e considerado pela crítica especializada o melhor livro do gênero publicado no Brasil. A linguagem literária. 7.ed. São Paulo: Ática, 1999.

Introdução à linguagem literária, estudada através das características e das funções que apresenta, quando confrontada com o discurso cotidiano. Nessa perspectivaectiva, indica, entre outros aspectos, a abertura do texto para o social, por via da conotação. Pós-modernismo e literatura, 3.ed. São Paulo: Ática, 1999.

Uma das primeiras tentativas na área do livro paradidático brasileiro de configuração dos novos procedimentos presentificados em manifestações artíticas , notadamente na literatura ocidental , que permitem depreender a existência de um novo estilo estético, o chamado Pós-modernismo.

Língua portuguesa, literatura nacional e a reforma do ensino. Rio de Janeiro: Liceu, 1974. Esgotado. Visão crítica da aplicação da Lei 5692/71 e suas repercussões no ensino de Língua Portuguesa e de Literatura Brasileira. Um romance de Adonias Filho ( uma leitura de Corpo vivo). Tese de Livre - Docência. Rio de Janeiro, 1974 (mimeo).

Manual de estilo da Enciclopédia Século XX. (circulação interna) .1969. Português e literatura. Rio de Janeiro: Liceu, 1974. Livro didático para o ensino de segundo grau. Considerado, pela crítica especializada, na época do seu lançamento, um marco renovador do ensino de língua portuguesa e de literatura brasileira. Esgotado.

Comunicação em português. São Paulo: Ática, 1979. 4 volumes. Edição reformulada e atualizada da série didática para ensino de primeiro grau. 20 anos em catálogo. Português. Rio de Janeiro: Liceu, 1969-70. 4 volumes. Série didática considerada pela crítica especializada, no seu lançamento, marco renovador do ensino de língua portuguesa. Comunicação em português. Livro do professor. São Paulo: Ática, 1979. 4 volumes.

Orientação didático - pedagógica para o melhor aproveitamento da série. Noções de gramática da língua portuguesa. São Paulo: Editora do Brasil, 2003. Por dentro das palavras da nossa língua portuguesa. 1ª e 2ª ed. Rio de Janeiro: Record, 2003. Língua portuguesa, comunicação, cultura. 4 v. Série didática. São Paulo, Ed. do Brasil, 2004 Roteiro de Dom Casmurro. Em fase de pré-publicação. Leitura crítica do texto do romance machadiano.

Textos publicados nas seguintes obras: Enciclopédia século XX. Rio de Janeiro: Expressão e Cultura/ J. Olympio, 1971. Verbetes e monografias das áreas de Teoria Literária e de Literatura Brasileira. CASTRO Sílvio, dir. História da Literatura Brasileira. Lisboa: Alfa, 1999, v. 2. 5 capítulos: sobre Manuel Antônio de Almeida, Bernardo Guimarães, Visconde de Taunay, Aluísio Azevedo.

Graça Aranha e a continuidade da prosa impressionista. MOTA, Lourenço Dantas & ABDALLA JUNIOR, Benjamin, org. Personae- Grandes personagens da Literatura Brasileira. São Paulo: Editora SENAC São Paulo, 2001: Capitu, a moça dos olhos de água.

Ensaios: A participação da literatura no processo abolicionista. Revista Tempo Brasileiro. Rio de Janeiro, 92/93, p. 9-32 , jan.-jun. 1998. Permanência e atualidade de Machado de Assis. Letras e Artes. Ano III, nº 4, p. 3-4 , Rio de Janeiro, ag 1989. Poesia brasileira contemporânea: percursos contemporâneos. Letras e Artes, Ano III, nº 5, p. 1-2, Rio de Janeiro, set. 1989. Jorge Amado, do Brasil. Exu, n. 16-17, jul ago./set. out. , p. 34-37. Casa de Jorge Amado, 1990. Atualidade da ficção do brasileiro Machado de Assis. Rassegna Iberística, n. 37, p. 23-29, Milano, Cisalpino, 1990.

O estudo sócio-histórico do texto literário e a Literatura Brasileira. In: REIS, Roberto. Sociology and Criticism: Selected Procedures of the conference "Luso-Brazilian Literatures. A Social-Critical Approach". Arizona State University. Center for Latin American Studies, 1991, p.1-20. Uma leitura de "Graciliano Ramos", o poema de João Cabral de Melo Neto. In: Range rede.Revista de Literatura. Rio de Janeiro, Ano I, n.0 , 1994. La república de las letras de Nélida Piñon. In: El Urogallo. Revista literaria y cultural. Madrid, n. 110/111, jul./ago. 1995, p. 73-77.

Incursões para além da pele. Prefácio do livro de poemas Incursões sobre a pele, de Nei Lopes. Rio de Janeiro, Artium , 1996. Pioneirismo e sertão em D.Guidinha do poço. Estudo introdutório do romance do mesmo nome, de Manoel de Oliveira Paiva, Artium, 1997. O filho do pescador - o primeiro romance brasileiro, estudo introdutório do romance de Teixeira e Sousa.Rio de Janeiro: Artium, 1997. A normalista.Espelho, denúncia, atualidade.

Estudo introdutório do romance de Adolfo Caminha. Rio de Janeiro: Artium,1998. "Rubem Braga, Mestre da Crônica" In: Um cartão de Paris. De Rubem Braga. 1999. "Prefácio" - In: Aventuras, coletânea de crônicas de Rubem Braga. 2000. Eduardo Portella, o humanizador das palavras. Revista Tempo Brasileiro, 151: 45/55, out. -dez., 2002. A trajetória do negro na literatura brasileira. Revista Estudos Avançados.São Paulo. Instituto de Estudos Avançados da USP, 50: 161-193. jan. abr. 2004.

Poesia: O cerco agreste. Belo Horizonte: Comunicação, 1979. Centrado em dimensões existenciais. Dionísio esfacelado (Quilombo dos Palmares). Rio de Janeiro: Achiamé, 1984. Um recuperar poético da presença do negro na formação do Brasil. Oratório dos Inconfidentes. Rio de Janeiro: Leo Christiano Ed., 1ª e 2ª Ed. 1989, ilustrado com inéditos de Portinari. Um canto à liberdade, único livro de poemas comemorativo do bicentenário da Conjuração Mineira. Vários poemas integrantes dessas obras , traduzidos para o italiano, figuram em antologia organizada por Sílvio de Castro. Aguardam publicação na área dois outros livros, ainda inéditos:O risco do jogo e Cantar d amor d amigo.

Ficção: Breves estórias de Vera Cruz das Almas. Rio de Janeiro: Fractal, 1991. 1º lugar no Concurso Literário da Secretaria de Cultura e da Fundação do Distrito Federal, 1990. Esgotado. Estórias da mitologia - O cotidiano dos deuses. Rio de Janeiro: Leviatã, 1995. "Uma extravagância ficcional, num bem - humorado estilo borgiano". Esgotado. Capitu- memórias póstumas. Romance. Rio de Janeiro: Artium, 1998. 1ª edição esgotada em oito meses, 2ª lançada em outubro de 1999. Esgotado. Eu, Zeus. Narrativa ficcional. São Paulo: Global, 2000. 2ª ed. 2005. Nós, as deusas do Olimpo. São Paulo: Global, 2000. 2ª ed. 2005. Os deuses, menos o pai. São Paulo: Global, 2000. 2ª ed. 2005.

Organização e prefácios: Os melhores contos de Machado de Assis. 13ª ed. São Paulo: Global, 2001. Ofícios perigosos. Antologia de contos de Edilberto Coutinho. Porto Alegre: Mercado Aberto, 1998. Esgotado. A poesia dos Inconfidentes .Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 1996. 2ª ed. 2002. Reúne, pela primeira vez num único volume, a obra completa de Tomás Antônio Gonzaga, Cláudio Manuel da Costa e Alvarenga Peixoto. Pequena antologia didática de Rubem Braga. Rio de Janeiro: Record, 2ª ed. 1997. 6ª ed. 2001. Um cartão de Paris. Rio de Janeiro: Record, 1997. Último livro de crônicas de Rubem Braga. Aventuras.de Rubem Braga. Rio de Janeiro: Record, 2000. O livro do Seminário da 1ª Bienal Nestlé de Literatura Brasileira. São Paulo, L/R Ed. 1982. Esgotado. Literatura Brasileira:Ensaios I: crônica , teatro, crítica. São Paulo: Norte, 1986. Esgotado.

Literatura Brasileira: Ensaios II: romance, conto, poesia. São Paulo: Norte, 1986. Esgotado. Consultor editorial, organizou, para a Editora Artium. também edições de romances, entre eles, O filho do pescador, de Teixeira e Sousa, D. Guidinha do Poço, de Manoel de Oliveira Paiva, Bom-Crioulo e A normalista, de Adolfo Caminha, A menina morta e Repouso, de Cornélio Pena, Macário, de Álvares de Azevedo, Os Bruzundangas de Lima Barreto, obras lançadas em 1997, 1998, 1999.

Romancista, poeta, ensaísta, crítico literário, antologista, professor universitário, filólogo, pesquisador, conferencista e promotor cultural.

Quinto ocupante da Cadeira 28, eleito em 23.03.2006, com 70 anos de idade, na sucessão do Acadêmico Oscar Dias Corrêa.

Sua Cadeira 28, na Academia Brasileira de Letras tem como Patrono Manoel Antonio de Almeida, Fundador Inglês de Sousa, sendo também ocupada por Xavier Marques, Menotti Del Picchia, Oscar Dias Correia e Domicio Proença Filho.

Não é referido no DICIONARIO BIOBIBLIOGRAFICO DE ESCRITORES CARIOCAS(1965), de J. S. Ribeiro Filho.

Pouco analisado na ENCICLOPÉDIA DE LITERATURA BRASILEIRA, de Afrânio Coutinho e J. Galante, edição do MEC, 1990, com revisão de Graça Coutinho e Rita Moutinho, em 2001.

Apesar de sua importância, não é estudado no DICIONÁRIO HISTÓRICO-BIOGRÁFICO BRASILEIRO(2001, 5 volumes, 6.211 páginas), da Fundação Getúlio Vargas, mas é convenientemente referido, em todas as enciclopédias nacionais, Delta, Barsa, Larousse, Mirador, Abril, Koogan/Houaiss, Larousse Cultural, etc.

É verbete do DICIONÁRIO BIOBIBLIOGRÁFICO REGIONAL DO BRASIL, de Mário Ribeiro Martins, via INTERNET, dentro de ENSAIO, no site www.usinadeletras.com.br ou www.mariomartins.com.br







CADEIRA 29

A esta Cadeira, estão vinculados os seguintes nomes:

Martins Pena-PATRONO(Rio de Janeiro, RJ, 05.11.1815).

Artur Azevedo-FUNDADOR(São Luís, Maranhão, 07.07.1855).

Vicente de Carvalho(Santos, São Paulo, 05.04.1866).

Cláudio de Sousa(São Roque, São Paulo, 20.10.1876).

Josué Montello(São Luís, Maranhão 21.08.1917).

José Mindlin(São Paulo, SP, 1915).

Geraldo Egidio da Costa Holanda Cavalcanti), de Recife, Pernambuco, 06.02.1929.





BIOGRAFIAS:



PATRONO DA CADEIRA 29-MARTINS PENA(Luís Carlos Martins Pena), Carioca, do Rio de Janeiro, 05.11.1815, escreveu, entre outros, A FAMILIA E A FESTA DA ROÇA(Drama-1843), O JUIZ DE PAZ DA ROÇA(Drama-1843), sem dados biográficos completos nos livros e sem qualquer outra informação ao alcance da pesquisa, via textos editados. Filho de João Martins Pena e Francisca de Paula Julieta Pena. Após os estudos primários em sua terra natal, deslocou-se para outros centros, onde também estudou.

Órfão de pai com um ano de idade, em 1816, e de mãe aos dez anos, em 1825, foi destinado pelos tutores à vida comercial. Completou o curso do comércio em 1835, com 20 anos. Cedendo à vocação, passou a freqüentar a Academia de Belas Artes, onde estudou arquitetura, estatuária, desenho e música. Simultaneamente estudava línguas, história, literatura e teatro.

Em 1838, com 23 anos de idade, entrou para o Ministério dos Negócios Estrangeiros, onde exerceu cargos, até chegar ao posto de adido à Legação do Brasil em Londres. Doente de tuberculose, e fugindo ao frio de Londres, veio a falecer em Lisboa, em trânsito para o Brasil, com 33 anos, em 1848.

De 1846 a 1847, fez crítica teatral como folhetinista do JORNAL DO COMMERCIO, do Rio de Janeiro. Seus textos foram reunidos em Folhetins, entre os quais A SEMANA LÍRICA. Mas foi como teatrólogo a sua maior contribuição como o fundador da comédia de costumes.

O JUIZ DE PAZ DA ROÇA, comédia em um ato, foi representada pela primeira vez, em 4.10.1838, no Teatro de São Pedro.

A BARRIGA DE MEU TIO, comédia burlesca em três atos, foi representada no mesmo teatro em 17.12.1846. Escreveu aproximadamente 30 peças, quase tantas obras quantos anos de idade, pois o autor tinha apenas 33 anos quando faleceu.

Sua galeria de tipos, constituindo um retrato realista do Brasil na época, compreende, entre outros, funcionários, meirinhos, juízes, malandros, matutos, estrangeiros, falsos cultos, profissionais da intriga social, em torno de casos de família, casamentos, heranças, dotes, dívidas, festas da roça e das cidades.

Outros trabalhos: Vitiza ou O Nero de Espanha (1841); O juiz de paz da roça, comédia em 1 ato (repr. 1838); A família e a festa na roça, comédia em 1 ato (repr. 1840); O Judas no sábado de aleluia, comédia em 1 ato (repr. 1844); O namorador ou A noite de São João, comédia em 1 ato (1845); A barriga do meu tio (1846).

Os ciúmes de um pedestre (1846); As desgraças de uma criança (1846); O Dilletanti !1846); Os meirinhos (1846); Um segredo de estado (1846); O caixeiro da taverna (1847); Os irmãos das almas (1847); Quem casa quer casa (1847); O noviço, comédia em 3 atos (1853); Os dois e o inglês maquinista (1871) e diversas outras comédias e dramas.

Foram reunidas no volume Comédias, editado pela Garnier (1898) e em Teatro de Martins Pena, 2 vols., editado pelo Instituto Nacional do Livro (1965). O volume Folhetins. A semana lírica (1965, ed. MEC/INL), abrange a colaboração do autor no Jornal do Commercio, de agosto de 1846 a outubro de 1847.

Faleceu em Lisboa, Portugal, em 7.12.1848, com 33 anos de idade.

É o patrono da Cadeira 29, por escolha do fundador Artur Azevedo. Sua Cadeira 29, na Academia Brasileira de Letras tem como Patrono(ele mesmo, Martins Pena), Fundador Artur Azevedo, sendo também ocupada por Vicente de Carvalho, Cláudio de Sousa e Josué Montello(falecido).

Estudado no DICIONARIO BIOBIBLIOGRAFICO DE ESCRITORES CARIOCAS(1965), de J. S. Ribeiro Filho.

Bem analisado na ENCICLOPÉDIA DE LITERATURA BRASILEIRA, de Afrânio Coutinho e J. Galante, edição do MEC, 1990, com revisão de Graça Coutinho e Rita Moutinho, em 2001.

Apesar de sua importância, não é estudado no DICIONÁRIO HISTÓRICO-BIOGRÁFICO BRASILEIRO(2001, 5 volumes, 6.211 páginas), da Fundação Getúlio Vargas, mas é convenientemente referido, em todas as enciclopédias nacionais, Delta, Barsa, Larousse, Mirador, Abril, Koogan/Houaiss, Larousse Cultural, etc.

É verbete do DICIONÁRIO BIOBIBLIOGRÁFICO REGIONAL DO BRASIL, de Mário Ribeiro Martins, via INTERNET, dentro de ENSAIO, no site www.usinadeletras.com.br ou www.mariomartins.com.br





FUNDADOR DA CADEIRA 29-ARTUR AZEVEDO(Artur Nabantino Gonçalves de Azevedo), de São Luís, Maranhão, 07.07.1855, escreveu, entre outros, CARAPUÇAS(Poesia-1872), SONETOS(1876), CONTOS FORA DA MODA(1897), A FILHA DE MARIA ANGU(Teatro-1876), A CAPITAL FEDERAL(Teatro-1897), O DOTE(Teatro-1907), sem dados biográficos completos nos livros e sem qualquer outra informação ao alcance da pesquisa, via textos editados. Filho de David Gonçalves de Azevedo e Emília Amália Pinto de Magalhães. Após os estudos primários em sua terra natal, deslocou-se para outros centros, onde também estudou.

Muito cedo começou a trabalhar no comércio. Depois foi empregado na administração provincial, de onde foi demitido por ter publicado sátiras contra autoridades do governo. Ao mesmo tempo lançava as primeiras comédias nos teatros de São Luís. Aos quinze anos escreveu a peça AMOR POR ANEXINS, que teve grande êxito, com mais de mil representações no século passado.

Ao incompatibilizar-se com a administração provincial, concorreu a um concurso aberto, em São Luís, para o preenchimento de vagas de Amanuense da Fazenda.

Obtida a classificação, transferiu-se para o Rio de Janeiro, no ano de 1873, com 18 anos de idade. Com o concurso que fizera, foi transferido e obteve emprego no Ministério da Agricultura.

A princípio, dedicou-se também ao magistério, ensinando Português no Colégio Pinheiro. Mas foi no jornalismo que ele pôde desenvolver atividades que o projetaram como um dos maiores contistas e teatrólogos brasileiros.

Fundou publicações literárias, como A GAZETINHA, VIDA MODERNA E O ÁLBUM. Colaborou em A ESTAÇÃO, ao lado de Machado de Assis, e no jornal NOVIDADES, onde seus companheiros eram Alcindo Guanabara, Moreira Sampaio, Olavo Bilac e Coelho Neto.

Foi um dos grandes defensores da abolição da escravatura, em seus ardorosos artigos de jornal, em cenas de revistas dramáticas e em peças dramáticas, como O LIBERATO E A FAMÍLIA SALAZAR, esta escrita em colaboração com Urbano Duarte, proibida pela censura imperial e publicada mais tarde em volume, com o título de O ESCRAVOCRATA.

Escreveu mais de quatro mil artigos sobre eventos artísticos, principalmente sobre teatro, nas seções que manteve, sucessivamente, em O PAÍS ("A Palestra"), no DIÁRIO DE NOTÍCIAS ("De Palanque"), em A NOTÍCIA (o folhetim "O Teatro"). Multiplicava-se em pseudônimos: Elói o herói, Gavroche, Petrônio, Cosimo, Juvenal, Dorante, Frivolino, Batista o trocista, e outros.

A partir de 1879, com 24 anos, dirigiu, com Lopes Cardoso, a REVISTA DO TEATRO. Por cerca de três décadas sustentou a campanha vitoriosa para a construção do Teatro Municipal, a cuja inauguração não pôde assistir. Embora escrevendo contos desde 1871, só em 1889 animou-se a reunir alguns deles no volume CONTOS POSSÍVEIS, dedicado a Machado de Assis, seu companheiro na secretaria da Viação e um de seus mais severos críticos.

Em 1894, publicou o segundo livro de histórias curtas, CONTOS FORA DE MODA, e mais dois volumes, CONTOS CARIOCAS E VIDA ALHEIA, constituídos de histórias deixadas por Artur de Azevedo nos vários jornais em que colaborara.

No conto e no teatro, Artur Azevedo foi um descobridor do cotidiano da vida carioca e observador dos hábitos da capital. Os namoros, as infidelidades conjugais, as relações de família ou de amizade, as cerimônias festivas ou fúnebres, tudo o que se passava nas ruas ou nas casas forneceu assunto para as histórias.

No teatro foi o continuador de Martins Pena e de França Júnior. Teve em vida cerca de uma centena de peças de vários gêneros e mais trinta traduções e adaptações livres de peças francesas encenadas em palcos nacionais e portugueses. Ainda hoje continua vivo como a mais permanente e expressiva vocação teatral brasileira de todos os tempos, através de peças como A JÓIA, A CAPITAL FEDERAL, A ALMANARRA, O MAMBEMBE, e outras.

Outra atividade a que se dedicou foi a poesia. Foi um dos representantes do Parnasianismo, e isso meramente por uma questão de cronologia, porque pertenceu à geração de Alberto de Oliveira, Raimundo Correia e Olavo Bilac, todos sofrendo a influência de poetas franceses como Leconte de Lisle, Banville, Coppée, Heredia.

Mas Artur Azevedo, pelo temperamento alegre e expansivo, não tinha nada que o filiasse àquela escola. É um poeta lírico, sentimental, e seus sonetos estão perfeitamente dentro da tradição amorosa dos sonetos brasileiros.

Outros trabalhos: Carapuças, poesia (1871); Sonetos (1876); Um dia de finados, sátira (1877); Contos possíveis (1889); Contos fora da moda (1894); Contos efêmeros (1897); Contos em verso (1898); Rimas, poesia (1909); Contos cariocas (1928); Vida alheia (1929); Histórias brejeiras, seleção e prefácio de R. Magalhães Júnior (1962); Contos (1973).

Teatro: Amor por anexins (1872); A filha de Maria Angu (1876); Uma véspera de reis (1876); Jóia (1879); O escravocrata, em colaboração com Urbano Duarte (1884); Almanjarra (1888); A capital federal (1897); O retrato a óleo (1902); O dote (1907); O oráculo (1956); Teatro (1983).

Faleceu no Rio de Janeiro, RJ, em 22.10.1908, com 53 anos de idade.

Fundador da Cadeira 29. Artur Azevedo jornalista e teatrólogo, figurou, ao lado do irmão Aluísio de Azevedo, no grupo fundador da Academia Brasileira de Letras, onde criou a Cadeira 29.

Sua Cadeira 29, na Academia Brasileira de Letras tem como Patrono Martins Pena, Fundador(ele mesmo, Artur Azevedo), sendo também ocupada por Vicente de Carvalho, Cláudio de Sousa e Josué Montello(falecido).

Muito bem analisado na ENCICLOPÉDIA DE LITERATURA BRASILEIRA, de Afrânio Coutinho e J. Galante, edição do MEC, 1990, com revisão de Graça Coutinho e Rita Moutinho, em 2001.

Não é estudado na antologia A POESIA MARANHENSE NO SÉCULO XX(1994), de Assis Brasil.

Apesar de sua importância, não é referido no DICIONÁRIO HISTÓRICO-BIOGRÁFICO BRASILEIRO(2001, 5 volumes, 6.211 páginas), da Fundação Getúlio Vargas, mas é convenientemente referido, em todas as enciclopédias nacionais, Delta, Barsa, Larousse, Mirador, Abril, Koogan/Houaiss, Larousse Cultural, etc.

É verbete do DICIONÁRIO BIOBIBLIOGRÁFICO REGIONAL DO BRASIL, de Mário Ribeiro Martins, via INTERNET, dentro de ENSAIO, no site www.usinadeletras.com.br ou www.mariomartins.com.br



SEGUNDO OCUPANTE DA CADEIRA 29-VICENTE DE CARVALHO(Vicente Augusto de Carvalho), de Santos, Estado de São Paulo, 05.04.1866, escreveu, entre outros, ARDENTIAS(Poesia-1885), RELICARIO(Poesia-1888), POEMAS E CANÇÕES(Poesia-1908), VERSOS DA MOCIDADE(Poesia-1909), PAGINAS SOLTAS(Poesia-1911), A VOZ DO SINO(Poesia-1916), LUISINHA(Romance-1924), sem dados biográficos completos nos livros e sem qualquer outra informação ao alcance da pesquisa, via textos editados. Filho de Higino José Botelho de Carvalho e de Augusta Bueno Botelho de Carvalho. Após os estudos primários em sua terra natal, deslocou-se para outros centros, onde também estudou.

Com 12 anos de idade, em 1878, seguiu para São Paulo, Capital, matriculando-se no Colégio Mamede e, depois, no Seminário Episcopal e no Colégio Norton, onde fez os estudos preparatórios. Com 16 anos, em 1882, matriculou-se na Faculdade de Direito de São Paulo, Bacharelando-se em Ciências Jurídicas e Sociais, em 1886, com 20 anos.

Em 1887, já formado em Direito, foi trabalhar com os seus primos Advogados Martim Francisco Filho e Silva Jardim. Republicano combativo, cursava ainda o 4o ano quando foi eleito membro do Diretório Republicano. Em 1887, foi delegado ao Congresso Republicano, reunido em São Paulo. Em 1888, foi Vereador Municipal em Santos.

Em 1891, com 25 anos, foi eleito Deputado ao Congresso Constituinte do Estado. Em 1892, na organização do primeiro governo constitucional do Estado, foi escolhido para a Secretaria do Interior. Por ocasião do golpe de Estado de Deodoro, abandonou o cargo que vinha exercendo.

Mudou-se, então, para Franca, interior paulista, e tornou-se fazendeiro. Em 1889, foi redator do DIÁRIO DE SANTOS, fundando, no mesmo ano, o DIÁRIO DA MANHÃ, de Santos. Em 1901, com 35 anos, regressou a Santos, dedicando-se à advocacia. Fundou, em 1905, O JORNAL.

Em 1907, mudou-se para São Paulo, Capital, onde foi nomeado Juiz de Direito. Foi Juiz Criminal da Capital. Em 1908, em virtude de uma infecção, teve de amputar o braço. Em 1914, com 48 anos, foi promovido a Ministro do Tribunal da Justiça do Estado de São Paulo(correspondente a Desembargador). Foi, durante toda a sua vida, um jornalista combativo.

Até 1914, sua atuação na imprensa foi quase ininterrupta. Daí em diante, dedicou-se mais ao Tribunal de Justiça de São Paulo. Manteve ainda colaboração em A TRIBUNA. Em 1913, colaborou no jornal ESTADO DE SÂO PAULO.

No fim da vida, cansou-se do jornalismo, mas continuou em contato com seus leitores através dos versos que publicava nas páginas da revista A CIGARRA.

Outros trabalhos: Ardentias (1885); Relicário (1888); Rosa, rosa de amor (1902); Poemas e canções (1908); Versos da mocidade (1909); Verso e prosa, incluindo o conto Selvagem (1909); Páginas soltas (1911); A voz dos sinos (1916); Luizinha, contos (1924); discursos e obras políticas e jurídicas.

Advogado, jornalista, político, magistrado, poeta e contista. Faleceu em Santos, SP, em 22.04.1924, com 58 anos de idade.

Segundo ocupante da Cadeira 29, eleito em 01.05.1909, na sucessão de Artur Azevedo e recebido por carta na sessão de 7.05.1910.

Sua Cadeira 29, na Academia Brasileira de Letras tem como Patrono Martins Pena, Fundador Artur Azevedo, sendo também ocupada por Vicente de Carvalho, Cláudio de Sousa, Josué Montello e José Mindlin.

Muito bem estudado no DICIONARIO DE AUTORES PAULISTAS(1954), de Luis Correia de Melo.

Pouco analisado na ENCICLOPÉDIA DE LITERATURA BRASILEIRA, de Afrânio Coutinho e J. Galante, edição do MEC, 1990, com revisão de Graça Coutinho e Rita Moutinho, em 2001.

Apesar de sua importância, não é estudado no DICIONÁRIO HISTÓRICO-BIOGRÁFICO BRASILEIRO(2001, 5 volumes, 6.211 páginas), da Fundação Getúlio Vargas, mas é convenientemente referido, em todas as enciclopédias nacionais, Delta, Barsa, Larousse, Mirador, Abril, Koogan/Houaiss, Larousse Cultural, etc.

É verbete do DICIONÁRIO BIOBIBLIOGRÁFICO REGIONAL DO BRASIL, de Mário Ribeiro Martins, via INTERNET, dentro de ENSAIO, no site www.usinadeletras.com.br ou www.mariomartins.com.br



TERCEIRO OCUPANTE DA CADEIRA 29-CLÁUDIO DE SOUSA(Claudio Justiniano de Sousa), de São Roque, Estado de São Paulo, 20.10.1876, escreveu, entre outros, MATA-A OU ELA TE MATARÁ(Teatro-1896), EU ARRANJO TUDO(Teatro-1916), UM HOMEM QUE DÁ AZAR(Teatro-1918), O HUMORISMO DE MACHADO DE ASSIS(Ensaio-1939), PIRANDELLO SEU TEATRO(Ensaio-1946), sem dados biográficos completos nos livros e sem qualquer outra informação ao alcance da pesquisa, via textos editados. Filho de Cláudio Justiniano de Sousa e de Antônia Barbosa de Sousa. Após os estudos primários em sua terra natal, deslocou-se para outros centros, onde também estudou.

Feitos os estudos preliminares em São Roque, interior de São Paulo, seguiu para o Rio de Janeiro, onde se formou em Medicina em 1897, com 21 anos de idade. Já com 16 anos colaborava na imprensa carioca, em O CORREIO DA TARDE e A CIDADE DO RIO.

Diplomado, foi residir em São Paulo. Ali instalou consultório médico e continuou colaborando na imprensa paulistana. Foi professor de Terapêutica na Escola de Farmácia de São Paulo, hoje integrada à USP. Em 1909, com 33 anos, juntamente com um grupo de intelectuais, foi um dos fundadores da Academia Paulista de Letras.

Na imprensa, escreveu também sob os pseudônimos Mário Pardal e Ana Rita Malheiros. Em 1913, mudou-se para o Rio de Janeiro. Passou então a dedicar-se inteiramente à ficção e ao teatro, deixando a clínica médica. Naquele ano estreou na literatura com o romance PATER, muito bem recebido pela crítica.

Suas peças de teatro, como FLORES DE SOMBRA (1916) e O TURBILHÃO (1921), obtiveram extraordinário êxito, com sucessivas representações. Iniciador do teatro ligeiro de comédia, escreveu diversas peças, todas muito apreciadas e levadas com idêntico sucesso no país e no exterior.

Viajou pela Europa, Japão, Oriente Médio e Grécia. Percorreu depois os Estados Unidos, a América Central e países da América do Sul, até a Terra do Fogo.

Pronunciou muitas conferências, no Brasil e no exterior, reunindo-as em volumes. Publicou igualmente diversos livros registrando impressões de viagem.

Foi presidente da Academia Brasileira de Letras por duas vezes, em 1938 e 1946. No ano em que transcorreu o cinqüentenário de fundação da ABL, achava-se ele na presidência, tendo promovido as solenidades comemorativas e editado o volume ilustrado REVISTA DO CINQÜENTENÁRIO.

Outros trabalhos: Mata-a ou ela te matará (1896); Eu arranjo tudo (1916); Flores de sombra (1916); O assustado das Pedrosas (1917); Um homem que dá azar (1918); Outono e primavera (1918); A jangada (1920); A sensitiva (1920); O turbilhão (1921); O exemplo de papai (1921); O milhafre (1921); Os bonecos articulados (1921); Uma tarde de maio (1921); Ave, Maria (1921); O galho seco (1922).

O conto do mineiro (1923); A escola da mentira (1923); Noves fora... nada (1924); A matilha (1924); A arte de seduzir (1927); Os mestres do amor (1928); Os arranha-céus (1929); O que não existe; Rosas da Espanha (1933); O grande cirurgião (1933); Papai, mamãe, vovó (1936); Fascinação (1936); Pátria e bandeira, cinema; Le Sieur de Beaumarchais (1942).

Ficção, viagens e ensaios: Das belas-artes, conferência (1910); Pater, romance (1913); A conversão, novela; Ritmos e idéias, ensaios; Da Eva antiga à Eva moderna, conferência (1917); Maria e as mulheres bíblicas, conferência (1921); De Paris ao Oriente, viagem, 2 vols. (1921); Os infelizes, romance (1926); As mulheres fatais, romance (1928).

As conquistas amorosas de Casanova, romance (1931); Um romance antigo (1933); Três novelas (1933); Nosso primeiro comediógrafo, conferência (1934); O teatro brasileiro, conferência (1935); Viagem à região do Pólo Norte (1939); Terra do Fogo, viagem (1939); O humorismo de Machado de Assis, conferência (1939); Impressões do Japão (1940); Os paulistas, seu passado, seu presente, conferência (1941); O teatro luso-brasileiro do século XVI ao XIX, conferência (1941); Raul Pompéia, conferência (1941).

Os últimos dias de Stefan Zweig, ensaio biográfico (1942); A vida e o destino, contos (1944); Sol e sombra, contos (1945); Assistência aos escritores, conferência (1944); Pirandello e seu teatro, conferência (1946); e obras de medicina. Numerosas obras de Cláudio de Sousa foram traduzidas para o espanhol, o francês e o italiano.

Médico, ensaísta, teatrólogo, romancista e orador. Foi casado com Luísa Leite de Sousa. Faleceu no Rio de Janeiro, RJ, em 28.06.1954, com 78 anos de idade.

Eleito em 28.08.1924, para a Cadeira 29, na sucessão de Vicente de Carvalho, foi recebido em 28.10.1924, pelo acadêmico Alfredo Pujol.

Sua Cadeira 29, na Academia Brasileira de Letras tem como Patrono Martins Pena, Fundador Artur Azevedo, sendo também ocupada por Vicente de Carvalho, Cláudio de Sousa, Josué Montello e José Mindlin. Foi Presidente da Academia Brasileira de Letras em 1938 e 1946.

Muito bem analisado na ENCICLOPÉDIA DE LITERATURA BRASILEIRA, de Afrânio Coutinho e J. Galante, edição do MEC, 1990, com revisão de Graça Coutinho e Rita Moutinho, em 2001.

Apesar de sua importância, não é estudado no DICIONÁRIO HISTÓRICO-BIOGRÁFICO BRASILEIRO(2001, 5 volumes, 6.211 páginas), da Fundação Getúlio Vargas e nem é convenientemente referido, em nenhuma das enciclopédias nacionais, Delta, Barsa, Larousse, Mirador, Abril, Koogan/Houaiss, Larousse Cultural, etc.

É verbete do DICIONÁRIO BIOBIBLIOGRÁFICO REGIONAL DO BRASIL, de Mário Ribeiro Martins, via INTERNET, dentro de ENSAIO, no site www.usinadeletras.com.br ou www.mariomartins.com.br



QUARTO OCUPANTE DA CADEIRA 29-JOSUÉ MONTELLO(Josué de Souza Montello), de São Luís, Maranhão, 21.08.1917, escreveu, entre outros, JANELAS FECHADAS(Romance-1941), A LUZ DA ESTRELA MORTA(Romance-1948), O LABIRINTO DE ESPELHOS(Romance-1952), A DÉCIMA NOITE(Romance-1959), OS DEGRAUS DO PARAISO(Romance-1965), DIARIO DO ENTARDECER(1991), DIARIO DA NOITE ILUMINADA(1994), UM APARTAMENTO NO CÉU(1995), sem dados biográficos completos nos livros e sem qualquer outra informação ao alcance da pesquisa, via textos editados. Filho de Antônio Bernardo Montello e Mância de Souza Montello. Após os estudos primários em sua terra natal, deslocou-se para outros centros, onde também estudou.

Prosseguiu os estudos em São Luís do Maranhão, concluindo o seu curso secundário em Belém do Pará.

Em dezembro de 1936, com 19 anos de idade, transferiu-se para o Rio de Janeiro. Especializou-se em Educação. Doutor HONORIS CAUSA pela Universidade Federal do Maranhão.

Cargos exercidos: Inspetor Federal do Ensino Comercial, no Rio de Janeiro, em 1937, com 20 anos. Técnico de Educação (por concurso de provas e títulos), do Ministério da Educação (1938 a 1971). Diretor Substituto do Ensino Comercial, do Ministério da Educação. Técnico de Educação do DASP (Divisão de Aperfeiçoamento) (1942-1944). Professor de Organização e Administração de Bibliotecas, dos Cursos de Administração do DASP (1943-1944).

Professor de Organização de Bibliotecas, do Curso Fundamental de Biblioteconomia da Biblioteca Nacional (1945-1947). Professor de História da Literatura, do Curso de Biblioteconomia, da Biblioteca Nacional. Coordenador dos Cursos da Biblioteca Nacional, em 1944, com 27 anos. Diretor dos Cursos da Biblioteca Nacional.

Diretor Geral da Biblioteca Nacional (nomeado em 1947), com 30 anos. Diretor do Serviço Nacional do Teatro, do Ministério da Educação. Secretário Geral do Estado do Maranhão (1946 – na intervenção de Saturnino Belo). Subchefe da Casa Civil da Presidência da República (fevereiro de 1956 a fevereiro de 1957).

Professor da Cadeira de Estudos Brasileiros, da Universidade Maior de São Marcos, em Lima, Peru (1953-1955). Diretor Geral do Museu Histórico Nacional. Diretor e fundador do Museu da República (Palácio do Catete). Professor da Cadeira de Literatura Brasileira, da Universidade de Lisboa (1957).

Professor da Cadeira de História e Literatura Brasileira, da Universidade de Madri, em 1958, com 41 anos. Presidente do Conselho Federal de Cultura (1967-1968). Conselheiro Cultural da Embaixada do Brasil em Paris (1969-1970).

Reitor da Universidade Federal do Maranhão. Professor de Teoria da Literatura da Faculdade de Letras Pedro II (FAHUPE). Embaixador do Brasil junto à UNESCO (1985 a 1989). Presidente da Academia Brasileira de Letras (1994 a 1995).

Reformas administrativas realizadas: Reforma da estrutura técnica e administrativa da Biblioteca Nacional (1944). Reforma dos Cursos da Biblioteca Nacional (1944). Reforma do Ensino Primário e Normal no Estado do Maranhão (1946). Organização e instalação do Museu da República (1960). Organização e instalação do Conselho Federal de Cultura (1967-1968).

Organização e instalação do Museu Histórico e Artístico do Maranhão (1973). Instalação da Diretoria da ABL no Centro Cultural do Brasil, compreendendo toda a sua administração (1994-1995). Criação da Sala Machado de Assis na ABL, com as relíquias e originais do primeiro Presidente da Academia (1994-1995). Criação da Sala dos Fundadores do Petit Trianon com a reposição do prédio primitivo (1994-1995).

Criação do jardim circular da ABL, com a modificação e transferência da estátua de Machado de Assis (1994-1995). Reforma do Salão Nobre, com a colocação do busto de Machado de Assis, obra de Rodolfo Berardinelli, e ainda a homenagem do busto de Austregésilo de Athayde no mesmo espaço nobre (1994-1995). Construção da escada de aço, com 29 andares, no Palácio Austregésilo de Athayde (1994-1995).

Eliminação de dois prédios de alvenaria contíguos aos prédios a ABL, permitindo a construção do jardim circular da instituição (1994-1995). Reforma geral do mausoléu da ABL, no cemitério São João Batista (1994-1995). Construção do conjunto de vitrines para as exposições periódicas da ABL, no Centro Cultural do Brasil (1994-1995).

Colegiados a que pertenceu: Membro do Conselho de Serviço Social Rural. Membro do Conselho da Sudene (como representante do Ministério da Educação). Membro do Conselho do Patrimônio Histórico. Membro da Comissão Diretora da Biblioteca do Exército (1961-1968). Membro do Conselho Federal de Educação (1962-1967). Membro do Conselho Federal de Cultura (1967-1989). Membro da Comissão Diretora da Casa José de Alencar (Universidade do Ceará). Membro da Comissão Machado de Assis (para fixação dos textos básicos da literatura brasileira).

Instituições que fundou: Museu da República (Palácio do Catete). Museu de História Literária (no Museu Histórico Nacional, com o acervo básico do arquivo contendo quase todos os originais manuscritos de José de Alencar e obtido por doação). Museu Filatélico (no Museu Histórico Nacional, com uma doação feita pelo Banco de Boston). Conselho Federal de Cultura (foi autor do Projeto e Decreto-Lei respectivo assinado pelo Presidente Castelo Branco e bem assim dos atos complementares que permitiram a implantação do colegiado).

Museu Histórico e Geográfico do Maranhão. Museu Sacro do Maranhão. Sede da Reitoria da Universidade do Maranhão, “Palácio Cristo Rei”, na praça Gonçalves Dias, São Luís, Maranhão. Casa de Cultura Josué Montello, São Luís, Maranhão.

Outras funções exercidas: Presidente do Grupo de Trabalho incumbido de estudar a reforma e atualização das instituições culturais do País (Decreto de 10 de outubro de 1968, do Presidente Artur da Costa e Silva). Membro do Grupo de Estudos da Indústria do Livro e dos Problemas do Escritor (GEILPE). Representante do Ministério da Educação e Cultura na Exposição do Livro Brasileiro em Buenos Aires (1961).

Membro da Comissão Examinadora das Monografias sobre Joaquim Nabuco (Portaria do Ministro da Educação, de 16 de agosto de 1949). Membro da Banca Examinadora do Concurso de Provas e Títulos da Cadeira de Literatura de Literatura Brasileira, da Faculdade de Letras da Universidade Federal do Rio de Janeiro. Membro da Banca Examinadora do Concurso de Provas e Títulos para Catedrático de Literatura Espanhola da mesma Faculdade. Membro da Comissão Julgadora do Concurso Benjamim Constant, do Clube Militar do Rio de Janeiro (1976).

Colaborador permanente do JORNAL DO BRASIL ( a partir de 1954). Diretor da Revista Brasileira, da Academia Brasileira de Letras. Membro do Conselho Diretor da Editora José Olympio. Membro do Conselho Diretor da Editora Nova Fronteira. Presidente do Conselho Editorial da DIFEL (Difusora Européia do Livro). Presidente da Câmara de Letras do Conselho Federal de Cultura. Sócio benfeitor da Policlínica Geral do Rio de Janeiro.

Doação dos originais de O MULATO, de Aluízio de Azevedo, que há 52 anos estavam em seu poder (2001). Inaugurada em São Luís a Avenida Josué Montello, homenagem da Universidade CEUMA (2001). Membro da Comissão Organizadora das Comemorações do Primeiro Centenário de Nascimento do Presidente Juscelino Kubitschek de Oliveira, promovida pelo Ministério da Cultura (2001).

Instituições a que pertenceu: Membro efetivo da Academia Brasileira de Letras. Membro efetivo do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro. Membro da Academia Maranhense de Letras. Membro do Instituto Histórico e Geográfico do Maranhão. Sócio Fundador da Sociedade Brasileira de Amigos das Nações Unidas. Membro da Academia Internacional da Cultura Portuguesa. Membro da Sociedade de Geografia de Lisboa. Membro da Academia das Ciências de Lisboa. Membro da Academia Portuguesa de História.

Catedrático Honorário da Universidade Nacional Maior de São Marcos (Lima, Peru). Membro da Association Internationale des Critiques Littéraires (Paris). Irmão da Santa Casa de Misericórdia do Rio de Janeiro. Sócio correspondente do Instituto Histórico e Geográfico de Brasília. Sócio benemérito da União Brasileira de Escritores. Membro honorário da Academia Pernambucana de Letras.

Sócio correspondente do Instituto Histórico e Geográfico de Santa Catarina. Membro da Academia Venezuelana de Letras. Membro da Academia Espanhola de História. Sócio correspondente do Instituto Histórico e Geográfico do Uruguai.

Exposições de caráter cultural e cívico que organizou: Na Biblioteca Nacional (como Diretor da Instituição): Exposição de Chateaubriand. Exposição de Balzac. No Museu Histórico Nacional (como Diretor da Instituição): Exposição retrospectiva de Cinco Séculos da Marinha (agosto de 1960). Exposição comemorativa da Semana de Caxias (agosto de 1961). Exposição comemorativa do 1º. Centenário da Batalha Naval do Riachuelo (junho de 1965). Exposição comemorativa do IV Centenário do Rio de Janeiro (março de 1965).

Exposição comemorativa do Centenário da Batalha de Tuiuti – inaugurada a 24 de maio de 1966, compreendendo o seguinte ciclo de conferências, presididas por Josué Montello: I- A Batalha de Tuiuti (em 24 de maio de 1966). II- Perfil de Osório (em 8 de junho de 1966). III-De Monte Caseros a Tuiuti. Exposição comemorativa do Bicentenário da Casa do Trem. Exposição da História do Brasil no Século XVIII. Exposição sobre Arte do Retrato.

Prêmios recebidos: Prêmio “Sílvio Romero” de Crítica e História, da Academia Brasileira de Letras, 1945, com a publicação de HISTÓRIAS DA VIDA LITERÁRIA. Prêmio “Artur Azevedo” de Teatro, da Academia Brasileira de Letras, 1947, com a publicação de ESCOLA DA SAUDADE. Prêmio “Coelho Neto” de Romance, da Academia Brasileira de Letras, 1953, com a publicação de LABIRINTO DE ESPELHOS. Prêmio “Paula Brito” de Romance, da Prefeitura do Distrito Federal, 1959, com a publicação de A DÉCIMA NOITE.

Prêmio “Fernando Chinaglia” de Romance, da União Brasileira de Escritores, 1965, com a publicação de OS DEGRAUS DO PARAÍSO. Prêmio “Luísa Cláudio Souza” de Romance, do PEN Clube do Brasil, 1967, com a publicação de OS DEGRAUS DO PARAÍSO.

Prêmio “Intelectual do Ano”, da União Brasileira de Escritores e da FOLHA DE SÃO PAULO, 1971, com a publicação de CAIS DA SAGRAÇÃO. Prêmio de Romance da Fundação Cultural de Brasília, 1972, com a publicação de CAIS DA SAGRAÇÃO. Prêmio de Romance da Associação Paulista de Críticos de Arte, 1978, com a publicação de NOITE SOBRE ALCÂNTARA. Prêmio Nacional de Romance do Instituto Nacional do Livro, 1979, com a publicação de NOITE SOBRE ALCÂNTARA. Prêmio “Personagem Literária do Ano 1982”- da Câmara Brasileira do Livro, de São Paulo, pelo seu conjunto de obra.

Prêmio Brasília de Literatura para conjunto de obra “1982”, da Fundação Cultural do Distrito Federal, 1983, para conjunto de obras. Grande Prêmio da Academia Francesa, 1987. Prêmio São Sebastião de Cultura, da Associação Cultural da Arquidiocese do Rio de Janeiro, 1994. Prêmio Ateneu Rotário do Rotary Clube de São Paulo, ao ser eleito “Personalidade do Ano” na área de Letras, 1997.

Prêmio Guimarães Rosa, de prosa, do Ministério da Cultura, 1998. Prêmio Oliveira Martins, da União Brasileira de Escritores, pela publicação de OS INIMIGOS DE MACHADO DE ASSIS, 2000. Prêmio Ivan Lins (Ensaio) da Academia Carioca de Letras, pela obra O JUSCELINO KUBITSCHEK DAS MINHAS RECORDAÇÕES, 2000.

Medalhas e condecorações: Grande Oficial da Ordem Militar de Sant´Iago da Espada, de Portugal. Grande Oficial da Ordem do Infante Dom Henrique, de Portugal. Grande Oficial da Ordem do Mérito das Forças Armadas. Grã-Cruz da Ordem Andrés Bello, da Venezuela. Grã-Cruz da Ordem do Infante Dom Henrique, de Portugal. Grã-Cruz da Ordem do Mérito de Brasília. Oficial da Ordem Nacional da Legião de Honra da República Francesa. Oficial da Ordem do Mérito Militar.

Oficial da Ordem Nacional do Mérito Educativo. Comendador da Ordem do Mérito Naval, do Brasil. Comendador da Ordem do Mérito Grão Pará. Comendador da Ordem do Congresso Nacional. Comendador da Ordem “Al Mérito por Servicios Distinguidos”, Peru. Medalha da Imperatriz Leopoldina do Instituto Histórico de São Paulo. Medalha Marechal Hermes, do Ministério da Justiça. Medalha do Sesquicentenário do Arquivo do Exército.

Medalha Comemorativa do Bicentenário da Casa do Trem, do Ministério da Guerra. Medalha Comemorativa da inauguração do Museu de Artilharia, do Ministério da Guerra. Medalha Anchieta, do Distrito Federal. Medalha Companheiros da Aliança, do Ministério das Relações Exteriores. Medalha Timbira, do Estado do Maranhão.

Diploma Honoris Causa do Instituto de Geografia e História Militar, do Clube Militar e da Biblioteca do Exército. Diploma de Reconhecimento da Escola Superior de Guerra. Diploma do Armorial Universal, de Bruxelas, conferindo-lhe o título de “Président d`honneur pour le Brésil”. Grande Oficial da Ordem do Mérito das Forças Armadas. Grã-Cruz da Ordem do Mérito de Brasília.

Medalha de ouro comemorativa dos 40 anos da Universidade Federal do Ceará. Grã-Cruz da Ordem do Infante Dom Henrique. Ordem do Mérito do Livro, da Fundação Biblioteca Nacional. Medalha do Padre Antônio Vieira, da União Brasileira de Escritores, 1997. Diploma de Reconhecimento do Rotary Clube do Rio de Janeiro, em homenagem aos seus 80 anos, 1997.

Inaugurada em São Luís do Maranhão a primeira “Biblioteca Farol de Educação Josué Montello”, no Governo Roseana Sarney, 1997. Medalha comemorativa dos 75 anos do Museu Histórico Nacional, de que foi Diretor de 1960 a 1967. Ordem do Mérito Cultural da França, 1999.

Medalha Comemorativa dos 40 anos da fundação do Museu da República, de que foi o organizador e primeiro Diretor, 2000. Medalha do Mérito Cultural Acadêmico Austregésilo de Athayde da Academia de Letras e Artes de Paranapuã, 2002.

Outros trabalhos: Janelas fechadas. Rio de Janeiro: Pongetti, 1941. 2ª ed. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1982. A luz da estrela morta. Rio de Janeiro: José Olympio, 1948. 5ª ed. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1995. Labirinto de espelhos. Rio de Janeiro: José Olympio, 1952. 4ª ed. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1995.

A décima noite. Rio de Janeiro: José Olympio, 1959. 6ª ed. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1982. Os degraus do paraíso. São Paulo: Martins, 1965. 6ª ed. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1994. 6ª imopressão. Cais da Sagração. São Paulo: Martins, 1971. 9ª. ed. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1996. Os tambores de São Luís. Rio de Janeiro: José Olympio / INL, 1975. 6ª ed. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1991. 6ª. impressão.

Noite sobre Alcântara. Rio de Janeiro: José Olympio, 1978. 4ª ed. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1996. 3ª impressão. A coroa de areia. Rio de Janeiro: José Olympio, 1979. 2ª ed. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1984. 1ª impressão. O silêncio da confissão. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1980. 3ª ed. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1983. 2ª impressão.

Largo do Desterro. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1981. 2ª ed. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1982. 2ª impressão. Aleluia. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1982. 5ª ed. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1991. Pedra viva. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1983. 2ª ed. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1984. 2ª impressão. Uma varanda sobre o silêncio. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1984. 4ª ed. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1993. 5ª impressão. Perto da meia-noite. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1985. 2ª ed. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1990. 2ª impressão.

Antes que os pássaros acordem. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1987. 2ª ed. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1995. 2ª impressão. A última convidada. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1989. 2ª ed. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1990. 2ª impressão. Um beiral para os bem-te-vis. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1989. 2ª ed. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1990. 2ª impressão. O camarote vazio. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1990. 3ª ed. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1995. 3ª impressão.

O baile da despedida. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1992. 6ª ed. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1994. 8ª impressão. A viagem sem regresso. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1993. 2ª ed. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1993. 4ª impressão. Uma sombra na parede. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1995. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1995. 3ª impressão.

A mulher proibida. In: Romances escolhidos. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1996. 2ª impressão. Enquanto o tempo não passa. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1996. Sempre serás lembrada. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2000. 2ª impressão. A herdeira do trono (a sair). A mais bela noiva de Vila Rica. Rio de Janeiro: Nova Fronteira (a sair).

Romances traduzidos: Coronation Quay. Tradução inglesa de Cais da Sagração por Myriam Henderson, Londres: Rex Collings, 1975. Muelle de la Consagración. Tradução castelhana de Cais da Sagração por Maria José Crespo. Buenos Aires: Macondo Editiones, 1979. Les Tribulations de Maître Séverin. Tradução francesa de Cais da Sagração por Florence Benoist, com a colaboração de Isa de Ricquesen. Paris: Éditions Maritimes et d`Outres-Mer, 1981.

Les Tambours noirs. Tradução francesa de Os tambores de São Luís por Jacques Thiérot, Marie-Pierre Mezeas, Monique le Moing. Paris: Flammarion, 1987. Natt över Alcântara. Tradução sueca de Noite sobre Alcântara por Margareta Ahlberg. Estocolmo: Ed. Nordan, 1988. Notte su Alcantara. Tradução italiana de Noite sobre Alcântara por Adelina Aletti. Milano: Bompiani, 1997.

Ensaio: Gonçalves Dias (Ensaios biobibliográficos). Rio de Janeiro: publicações da Academia Brasileira de Letras, 1942. Histórias da vida literária. Rio de Janeiro: Nosso Livro Ed., 1944. O Hamlet de Antônio Nobre. Rio de Janeiro: Ser. Doc. MEC, 1949. Cervantes e o moinho de vento. Rio de Janeiro: Gráfica Tupy, 1950. Título mudado:

Viagem ao mundo do Dom Quixote. In: MONTELLO, Josué. Caminho da fonte, Rio de janeiro: INL, 1959, p. 203-78. Viagem ao mundo do Dom Quixote. Fortaleza: Universidade Federal do Ceará, 1983. Fontes tradicionais de Antônio Nobre. Rio de Janeiro: Serv. Doc., MEC, 1953. Ricardo Palma, clássico da América. Rio de Janeiro: Gráfica Olímpica, 1954. Artur Azevedo e a arte do conto. Rio de Janeiro: Liv.São José, 1956. Estampas literárias. Rio de Janeiro: Organização Simões, 1956.

A oratória atual do Brasil. Rio de Janeiro: Serv. Doc. DASP, 1959. Caminho da fonte. Rio de Janeiro:INL, 1959. "Ford, o mágico dos automóveis". In: Grandes vocações.São Paulo: Donato Ed., 1960, v.2. O Presidente Machado de Assis. 1ª edição, São Paulo: Martins, 1961. 2ª ed. Edição para cegos - gravação em cassetes do Livro falado São Paulo: Fundação para o Livro do Cego no Brasil, 1978. Santos de casa. Fortaleza: Imprensa Universitária do Ceará, 1966.

Uma afinidade de Manuel Bandeira: Vicente de Carvalho. Fortaleza: Imprensa Universitária do Ceará, 1967. "O conto brasileiro: de Machado de Assis a Monteiro Lobato". In: MONTELLO, Josué. Caminho da fonte. 1ª ed. Rio de Janeiro: INL, 1959, pp. 279-365. 2ª ed. Rio de Janeiro: Edições de Ouro, 1967. O assunto é padre. De colaboração com Adonias Filho, Armando Fontes, Cassiano Ricardo e outros. Rio de Janeiro: Agir, 1968, pp. 99-120:

"Bispos de outrora" (ensaio de Josué Montello). "Marcas literárias da comunidade luso-brasileira". Lisboa: Comissão Executiva do V Centenário de Nascimento de Pedro Álvares Cabral, 1968. In: Separata do Boletim da Academia Internacional de Cultura Portuguesa. Lisboa, nº 4, 1968. Uma palavra depois de outra. Rio de Janeiro: INL, 1969.

Un maître oublié de Stendhal. Paris: Éditions Seghers, 1970. Esse estudo de Josué Montello publicado em Paris a respeito do Abbé de Saint-Real, que viveu na França no século XVII, determinou a reedição de duas obras desse autor na Suíça, com a expressa declaração da contribuição de Josué Montello.

Estante giratória. Rio de Janeiro: Liv. São José, 1971. "A transição da cultura brasileira". In: Separata da Revista do Arquivo Municipal de São Paulo, 1973, nº 185 a 200. A cultura brasileira. Conferência proferida na Escola Superior de Guerra. Rio de Janeiro: Departamento de Estudos da Escola Superior de Guerra, 1977. Rui, o parlamentar. De colaboração com Américo Lacombe, Luís Viana Filho, Pedro Calmon e Pinto de Aguiar. Salvador: ABC Gráfica, 1978, p. 5-20: "O estilo de Rui Barbosa" (ensaio de Josué Montello).

Para entender os anos 70. De colaboração com Roberto Campos, Murilo Melo Filho, Carlos Heitor Cony e outros. Rio de Janeiro: Bloch, 1980, p.111-19: "Entre o jogo-de-armar e o best-seller" (ensaio de Josué Montello). Brazilian culture. Estocolmo: Embaixada do Brasil, 1983. (Editado em inglês). Compreende: palestra de Josué Montello na Universidade de Estocolmo (1982); entrevista de Josué Montello à radio sueca (1982); entrevista de Josué Montello à imprensa sueca (1982).

Os caminhos. São Luís: Departamento de Estradas de Rodagem do Maranhão, 1984. Lanterna vermelha. São Luís: Academia Maranhense, 1985. Alcântara. De colaboração com Barnabás Bossahart e Hugo Loetscher, 1989. Janela de mirante. São Luís: SIGE, 1993. O Modernismo na Academia - Testemunhos e documentos. Rio de Janeiro: ABL, Coleção Afrânio Peixoto, 1994.

O tempo devolvido - Cenas e figuras da História do Brasil. Rio de Janeiro: ABL, Coleção Afrânio Peixoto, 1996. Fachada de azulejo. São Luís: AML, 1996. Condição literária: São Luís: CEUMA, 1996. Memórias Póstumas de Machado de Assis. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1997. 2ª impressão. Lúcio de Mendonça. Rio de Janeiro: ABL, 1997. Coordenação e prefácio. Baú da juventude. São Luís: Academia Maranhense de Letras, 1997.

Diário da viagem ao Rio Negro. Introdução extensa ao estudo de Gonçalves Dias, levantando todo o trabalho de pesquisa do poeta. Rio de Janeiro: ABL, 1997. Coleção Afrânio Peixoto, 30. Os inimigos de Machado de Assis. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1998. 2ª impressão. O Juscelino Kubitschek de minhas recordações. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1999. 2ª impressão.

Crônicas: Os bonecos indultados. Rio de Janeiro: A Casa do Livro, 1973. História: História dos homens de nossa história. Em colaboração com Nélio Reis. Belém: Oficinas Gráficas do Inst. Lauro Sodré, 1936. Os holandeses no Maranhão. 1ª edição Rio de Janeiro: DIP, 1945. 2ª ed. Rio de Janeiro: Serv. Doc. MEC, 1946. Theremin. Álbum de gravuras com introdução de Josué Montello. Rio de Janeiro: Biblioteca Nacional, 1949. História da Independência do Brasil. Introdução, planejamento e direção geral da obra. Rio de Janeiro: A Casa do Livro, 1972, 4 vols. Pedro I e a Independência do Brasil à luz da correspondência epistolar. Rio de Janeiro: Associação Comercial, 1972.

História literária: Pequeno anedotário da Academia Brasileira. Anedotário dos Fundadores. São Paulo: Martins, 1974. 2ª ed. Rio de Janeiro: Francisco Alves, 1980. Aluísio Azevedo e a polêmica d`"O Mulato". Rio de Janeiro: José Olympio. Brasília: INL, 1975. A polêmica de Tobias Barreto com os padres do Maranhão.Rio de Janeiro: José Olympio. Brasília: INL, 1978. Primeiras notícias da Academia Brasileira de Letras. Rio de Janeiro: ABL, 1997. A Academia Brasileira entre o Silogeu e o Petit Trianon. Rio de Janeiro: ABL, 1997. Coleção Afrânio Peixoto, 33.

Discursos: Discurso de posse como Diretor da Biblioteca Nacional, 1948; Discurso na cerimônia de despedida de Pedro Calmon como Ministro da Educação, 1951; Discurso de posse na Academia Brasileira de Letras. Discurso de Viriato Corrêa recebendo Josué Montello. Rio de Janeiro: Serv. Doc. MEC, 1956; Discurso de saudação ao presidente do Peru, Manuel Prado, na Academia Brasileira de Letras, 1962; Discurso de posse na Academia Internacional de Cultura Portuguesa sobre a "Autonomia literária no Brasil". Lisboa, 1968.

Quatro discursos em defesa da cultura. Rio de Janeiro: Conselho Federal de Cultura, 1968; Discursos acadêmicos. Discurso de saudação a Cândido Motta Filho na Academia Brasileira de Letras; discurso de recepção de Cândido Motta Filho. Rio de Janeiro: Publicações da Academia Brasileira, 1972.

Discurso de Reitor da Universidade Federal do Maranhão. Rio de Janeiro: Gráfica Olímpica, 1973; Discurso de saudação ao escritor português Joaquim Paço d`Arcos como sócio correspondente da Academia Brasileira de Letras, 1976; Discurso de saudação a José Jansen Ferreira na Academia Maranhense de Letras, 1977; Discurso na Academia Brasileira, na inauguração do Edifício Centro Cultural do Brasil, de saudação ao representante da Academia Argentina de Letras, Angel Batistessa, 1979;

Discurso de saudação a Pedro Neiva de Santana na Academia Maranhense de Letras, 1980; Posse na Academia Brasileira de Letras. Discurso de saudação a José Sarney. Brasília, 1981; Discurso de recepção de José Guilherme Merquior na Academia Brasileira de Letras e resposta de Josué Montello. Rio de Janeiro: 1983; Discurso de posse na Academia de Ciências de Lisboa, como sócio correspondente. " Um escritor esquecido: José Antônio de Freitas", 1983.

Discurso de saudação a Evaristo de Moraes Filho na Academia Brasileira de Letras, 1984; Discurso de saudação a Herberto Salles no PEN Clube do Brasil, 1985; Discurso de posse como acadêmico correspondente brasileiro na Academia Portuguesa de História (Lisboa). "Um português esquecido na história cultural do Brasil: Manoel Bettencourt", 1985; Discurso de posse como acadêmico brasileiro na Academia Portuguesa de História (Lisboa) - Elogio de Pedro Calmon, 1988.

Discurso na presidência da Academia Brasileira de Letras, 1994; Discurso por ocasião da abertura da 46ª Feira do Livro de Frankfurt, 1994; Discurso na inauguração das obras de restauração da sede da Academia, 1995; Discurso pronunciado na ABL, em homenagem a Barbosa Lima Sobrinho por ocasião de seu centenário, 1997.

Discurso de agradecimento pronunciado em São Luís, no CEUMA (Centro de Ensino Unificado do Maranhão) na inauguração do "Auditório Josué Montello", quando recebeu o título de "Patrono Emérito e Perpétuo do Curso de Letras das Faculdades Integradas do CEUMA", 1997; Discurso pronunciado na ABL de saudação ao crítico Wilson Martins pelo Prêmio José Ermírio de Moraes, 1997; Discurso recebendo Evandro Lins e Silva na ABL, 1998.

Discurso pronunciado em São Luís, na CCJM em cerimônia presidida pelo Secretário Perpétuo da Academia Francesa Maurice Druon, de agradecimento ao governo francês através do Ministério da Cultura e da Comunicação da República Francesa, pelo recebimento da condecoração da "Ordem do Mérito Cultural das Artes e Letras", 1999; Discurso na ABL por ocasião da entrega do Prêmio José Ermírio de Moraes a Cícero Sandroni e Laura Sandroni, 1999.

Palestra proferida na ABL com o título "Liderança da língua portuguesa: José de Alencar, Rui Barbosa e Mário de Andrade", no curso A língua portuguesa nos 500 anos do Brasil, 1999; Discurso recebendo o editor Carlos Augusto Lacerda no PEN Clube do Brasil, 1999; Discurso por ocasião da inauguração da reunião Internacional do Instituto Brasil Estados Unidos em São Luís, 1999.

Palestra proferida no PEN Clube do Brasil: "A evocação de Maeterlink", 2000; Palestra: "O Cronista Machado de Assis" proferida na ABL, na abertura do Ciclo Machado de Assis - cronista e poeta, 2000; Palestra proferida no PEN Clube do Brasil sobre "O humor de Machado de Assis", 2001; Palestra sobre "José Lins do Rego", proferida na ABL em comemoração ao seu centenário, 2001.

Discurso de recepção a Paulo Coelho no PEN Clube do Brasil, 2001; Discurso na ABL; "Como presidi a Academia", 2003.

Antologias (que organizou): Aluísio Azevedo (Trechos escolhidos). Apresentação em duas partes: a) situação histórica; b) estudo crítico. Rio de Janeiro:Agir, 1963. Machado de Assis. Estudo introdutório e antologia. Lisboa: Editorial Verbo, 1972. (Gigantes da Literatura Universal). Para conhecer melhor Gonçalves Dias. Estudo introdutório e Antologia. Rio de Janeiro: Bloch, 1973. Para conhecer melhor José de Alencar. Estudo introdutório e Antologia. Rio de Janeiro: Bloch, 1973.

Educação: O sentido educativo da arte dramática. Tese de concurso, 1937. Reforma do Ensino Normal no Maranhão. São Luís: Ser. de Imprensa Oficial, 1946. Os feriados nacionais. Rio de Janeiro: MEC, 1953. Literatura para professores do 1º grau. In: Biblioteca Educação é Cultura. Rio de Janeiro: Bloch, 1980, 2.

Novelas: O fio da meada. Rio de Janeiro: Ed. O Cruzeiro, 1955. Duas vezes perdida. São Paulo: Martins, 1966. Numa véspera de Natal. Rio de Janeiro: Gráfica Tupy, 1967. Uma tarde, outra tarde. 1ª ed. São Paulo: Martins, 1968. 2ª ed. São Paulo: Martins, 1971. "Um rosto de menina". 1ª ed. In: Uma tarde, outra tarde. São Paulo: Martins, 1968, pp. 11-40. 4ª ed. São Paulo: Difel, 1983. A indesejada aposentadoria. Brasília: Ebrasa. Ed. de Brasília, 1972. Glorinha. São Paulo: Clube do Livro, 1977. O melhor do conto brasileiro - de colaboração com Aníbal Machado, Lygia Fagundes Telles e Orígenes Lessa (1979). Pelo telefone - com 11 colaboradores (1981).

Novelas traduzidas: "La campana de soledade". O Cruzeiro Internacional, Rio de Janeiro, 16 de outubro de 1964. Tradução castelhana de "O sino da soledade", in: O fio meada. "La sencilla y complicada historia del viejo diplomata". O Cruceiro Internacional, Rio de Janeiro, 1 de julho de 1965. Tradução castelhana de "O velho diplomata", in: Duas vezes perdida. "Faded lives" in: Courrier de Messagéries Maritimes. Paris, jan.-fev./1970, nº 114. Tradução inglesa de "Vidas apagadas" in: Duas vezes perdida. "Viés éteintes" in: Courrier Messagéries Maritimes. Paris,jan.-fev./1970, nº 114. Tradução francesa de "Vidas apagadas", in: Duas vezes perdida.

Romances e novelas editados em Portugal: Um rosto de menina (novela). Lisboa: Difel, 1984. A coroa de areia (romance). Lisboa: Livros do Brasil, 1987. Os tambores de São Luís (romance). Lisboa: Livros do Brasil, 1990. Largo do Desterro (romance). Lisboa: Livros do Brasil, 1993.

Teatro: Precisa-se de um anjo.Comédia em 3 atos. Representada no Rio de Janeiro pela Companhia Delorges, no Teatro Rival. Estréia em 26 de novembro de 1943. Escola da saudade.

Comédia em 3 atos. São Luís: imprensa Oficial do Maranhão, 1946. Representada no Rio de Janeiro pela Companhia Jayme Costa, no Teatro Glória. Estréia em 19 de agosto de 1947. O verdugo. Drama em 1 ato. Rio de Janeiro: Gráfica Olímpica, 1954. Representada em Lima pelo Teatro Universitário da Universidade Nacional Maior de São Marcos, no Auditório da Universidade. Estréia em 13 de janeiro de 1956. Representada no Rio de Janeiro pelo Teatro de Amadores, no Teatro Mesbla. Estréia em 5 de janeiro de 1957.

A miragem. Comédia em 3 atos. Rio de Janeiro: José Olympio, 1959. Através do olho mágico. Rio de Janeiro: Serv. Nac. do Teatro, 1959. Comédia em 3 atos. Representada no Rio de Janeiro pelo teatro de estudantes, por iniciativa da Sociedade Propagadora das Belas-Artes, no auditório de O Globo. Estréia em 6 de dezembro de 1963.

O anel que tu me deste. Comédia em 3 atos. Representada em Paraíba do Sul pelo Teatro de Amadores, na inauguração do Teatro Paroquial de Paraíba do Sul. Estréia em 26 de novembro de 1960. A baronesa. Comédia em 3 atos. Rio de Janeiro: José Olympio, 1960. Representada no Rio de Janeiro pelo "Studio A", sob a direção de Pernambuco de Oliveira, no Teatro Dulcina. Estréia em 17 de março de 1961.

Alegoria das três capitais. Espetáculo oficial da inauguração de Brasília, 1960. Apresentação na Praça dos Três Poderes, em 21 de abril de 1960. Texto de Josué Montello em colaboração com Chianca de Garcia, música de Villa-Lobos e Hekel Tavares. Um apartamento no céu. Rio de Janeiro: Edições Consultor, 1995. O baile da despedida. Romance transcrito para teatro com o título O último baile do Império, representada em Coimbra, Portugal, no "Festival da Tondela", 1996. Em Lisboa, no Teatro Barraca, em 1997.

Biblioteconomia: Curso de organização e administração de bibliotecas. Rio de Janeiro: Dasp, 1943. Problemas da Biblioteca Nacional. Discurso de posse do Diretor da Biblioteca Nacional. Rio de Janeiro: Imprensa Nacional, 1948.

Literatura infantil: O tesouro de Dom José. Rio de Janeiro: Gráfica Ed. "O Malho", 1944. (Biblioteca Infantil d´O Tico-Tico). As aventuras do Calunga.Rio de Janeiro: Gráfica Ed. "O Malho", 1945. (Biblioteca Infantil d`O Tico-Tico). O bicho do circo. Rio de Janeiro: Gráfica Ed. "O Malho", 1945. (Biblioteca Infantil d`O Tico-Tico).

A viagem fantástica. Rio de Janeiro: Gráfica Ed. "O Malho", 1946. (Biblioteca Infantil d`O Tico-Tico). Conversa do Tio Juca. Publicado semanalmente em O Tico-Tico. Rio de Janeiro: Gráfica ed. "O Malho", 1947 a 1948. A cabeça de ouro. Rio de Janeiro: Gráfica Ed. "O Malho", 1949. (Biblioteca Infantil d`O Tico-Tico).

As três carruagens e outras histórias. São Paulo: LISA; Brasília: INL, 1979. (Coleção Estrela da Manhã). Fofão, Antena e o Vira-Lata inteligente. Rio de Janeiro: José Olympio, 1980. O carrasco que era santo. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1994. 4ª. impressão. A formiguinha que aprendeu a dançar. Rio de Janeiro: Consultor, 1997.

Diários: Diário da manhã. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1984. Diário da tarde. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1988. Diário do entardecer. Rio de Janeiro: Nova Fronteira,1991. Diário da noite iluminada. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1994. Diário das minhas vigílias (a sair). Confissões de um romancista (a sair).

Prefácios: Mais e cem obras foram prefaciadas por Josué Montello, destacando-se os prefácios a: Ficção completa, de José Lins do Rego. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1976. O fruto do vosso ventre, romance de Herberto Sales, na sua tradução japonesa publicada em Tóquio: Shinsekaisha Ltda., 1977. Cartas do próprio punho, de Gilberto Freyre. Rio de Janeiro: Conselho Federal de Cultura, 1978. Mestre Cícero Dias. Livro de arte, com inclusão de uma tela sobre Os tambores de São Luís, 2001.

Antologias (com seus contos): MONTEIRO, Jerônimo. O conto fantástico (antologia). Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1959, pp. 209-23: "O sino da soledade", novela de Josué Montello, in: O fio da meada. MAGALHÃES Júnior, R.

O conto do Norte (antologia). Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1959, v.2; pp.145-61: "O orador" , novela de Josué Montello, in: O fio da meada. José de Barros Martins - 30 anos (antologia comemorativa do trigésimo aniversário de fundação da Livraria Martins Editora). São Paulo: Martins, 1967; pp. 219-28:

"Vidas apagadas", novela de Josué Montello, in: Duas vezes perdida. NEVES, João Alves das. Mestres do conto brasileiro (antologia). Lisboa:Editorial Verbo, 1972, pp.127-44: "Numa véspera de Natal" , novela de Josué Montello, in: Uma tarde, outra tarde. MORAIS Filho, Nascimento. Esperando a missa do Galo (antologia de contos de Natal). São Luís: Edições SIOGE, 1973; pp. 233 a 251: "Numa véspera de Natal", novela de Josué Montello, in: Uma tarde, outra tarde. PROENÇA, Ivan Cavalcanti.

O melhor do conto brasileiro (antologia). Rio de Janeiro: José Olympio, 1979; pp. 51-61: "Numa véspera de Natal", novela de Josué Montello, in: Uma tarde, outra tarde. Pelo telefone (antologia de contos a respeito do telefone). Edição especial. São Paulo: Telecomunicações de São Paulo S.A , 1981; pp. 115-37: "A extensão", novela de Josué Montello, in:Um rosto de menina.

Edições para cegos: Gravações em cassetes do Livro falado, pela Fundação para o Livro do Cego no Brasil, com sede em São Paulo, das seguintes obras: Cais da Sagração (romance), 1976. O presidente Machado de Assis (ensaio), 1978. Aleluia (romance), 1982.

Cinema: Novelas de Josué Montello que foram transpostas para o cinema: "Uma tarde, outra tarde". Com o subtítulo O amor aos 40 (cinema). In: Uma tarde, outra tarde (novela). São Paulo: Martins, 1968, pp. 1810213. Novela filmada e dirigida pelo cineasta William Cobbett, sob o patrocínio da Embrafilme, em 1974. Adaptação para o cinema com texto do próprio autor. Exibição do filme em Brasília, Rio de Janeiro e São Paulo, em 1976. "O monstro". Com o título O monstro de Santa Teresa (cinema). In: Duas vezes perdida (novela). São Paulo: Martins, 1966, pp. 11-46.

Novela filmada e dirigida pelo cineasta William Cobbett, sob o patrocínio da Embrafilme, em 1975. Adaptação para o cinema com texto do próprio autor e do cineasta. Exibição do filme no Rio de Janeiro em 1978. Filme-documentário a respeito do romance Os tambores de São Luís. Produzido por Renato Bittencourt, para a Agência Nacional - Jornal nº. 96, de 1975. Filme-documentário, rodado em São Luís, a respeito de sua vida e obra literária, com o cenário de sua terra natal. Produzido por Pedro Braga dos Santos, em 1978.

Televisão: Documentário sobre a vida e a obra literária de Josué Montello. Dirigido e apresentado por Araken Távora na TV Educativa para a série "Os Mágicos". Entrevista a respeito do Prêmio Nacional de Romance do INL. Entrevistado por Márcio Braga a respeito do Prêmio Nacional de Romance do INL, conferido a Josué Montello pela publicação de Noites sobre Alcântara e A coroa de areia, 1980.

Filme-documentário sobre a vida e a obra de Josué Montello. Apresentado pela televisão maranhense, filmado em São Luís e dirigido por Pedro Braga dos Santos, 1980. Entrevista a respeito da Academia Brasileira de Letras. Entrevistado pela TV Educativa, na Academia Brasileira de Letra, para o Programa Os imortais, 1981.

Entrevistado por Roberto d`Ávila para a TV Educativa, no Programa Um nome na História, 1981. Transposta para o teleconto a novela de Josué Montello O velho diplomata.Apresentada pela TV Cultura de São Paulo e TV Educativa do Rio de Janeiro, inaugurando o gênero "Teleconto" nessas emissoras de televisão. Seriada em cinco capítulos, com texto adaptado por Jorge Andrade e Abujamra, 1981. Longa entrevista a respeito de sua vida e obra literária e a Casa de Cultura Josué Montello, em São Luís.

Entrevistado em São Paulo por Benedito Buzar para a TV Bandeirantes, no Programa Maré Alta, em 1983. Entrevista a respeito do romance Pedra viva. Entrevista para a TV Manchete, a respeito de sua obra literária e o seu romance Pedra viva, em 1983.

Depoimento a respeito de Alceu Amoroso Lima. Depoimento de Josué Montello para o Arquivo da Fundação Cândido Mendes, gravado em vídeo, para o circuito interno de televisão, em 1983. Entrevista a respeito da publicação do Diário da manhã. Entrevistado para a TV Manchete, no jornal Manchete panorama a respeito do Diário da manhã, em 1984.

Longo depoimento para Araken Távora, para circuito fechado de televisão. A respeito de sua vida, obra e vocação literária, para divulgação no Brasil e no exterior, em universidades e instituições culturais, com a participação da IBM e da TV Educativa, onde se encontra arquivada uma cópia da gravação, em 1984. Entrevistado em São Luís por Benedito Buzar para a TV Bandeirantes, no Programa Maré Alta, em 1984.

Depoimento a respeito de Uma varanda sobre o silêncio. Apresentado pela TV Manchete, no jornal Manchete Panorama, em 1984. Especial de literatura com Josué Montello-Mar-Amar-Maranhão. Longo documentário apresentado pela TV Educativa, filmado em São Luís, e pequena parte no Rio de Janeiro, focalizando os cenários dos romances de Josué Montello, juntamente com seus depoimentos, em 1984.

Depoimento a propósito do romance Uma varanda sobre o silêncio. Apresentado por Danuza Leão, juntamente com a cantora Gal Costa, na TV Record, no programa Encontro Marcado, em 1984. Depoimento para o programa Sem Censura, da TV Educativa do Rio de Janeiro a respeito de Memórias Póstumas de Machado de Assis, 1997. Depoimento para a TV Manchete, no programa Campus Universitário sobre Machado de Assis, vida e obra, e a publicação de Memórias Póstumas de Machado de Assis, 1997.

Depoimento para o programa Sem Censura da TV Educativa, a respeito de Os inimigos de Machado de Assis, 1998. Depoimento para o programa Sem Censura da TV Educativa a respeito de O Juscelino Kubitschek das minhas recordações, 1999. Depoimento para o programa Sem Censura a respeito do romance Sempre serás lembrada, 2000.

Entrevistado pela TV Educativa para o programa Observatório da Imprensa sobre a personalidade do grande jornalista Carlos Castello Branco, 2000. Entrevistado sobre Darcy Ribeiro em programa transmitido pela TV Senado, 2001. Participação no programa Primeiro time da TV Educativa, em que alude à doação dos originais de O Mulato à ABL, 2001.

Rádio: Radiofonização em Lisboa, pela Rádio Renascença, no programa Páginas do Brasil, nº. 31, de duas cenas do romance de Josué Montello, A décima noite, precedidas de um breve estudo. Produção do Departamento de Rádio do Escritório de Propaganda e Expansão do Brasil em Lisboa, 1960. Radiofonização da peça de Josué Montello A baronesa, por Dias Gomes, pela Rádio Nacional do Rio de Janeiro, 1961.

Radiofonização da novela de Josué Montello A aposentadoria, pelo produtor Allan Lima, através da Rádio Ministério da Educação e Cultura, programa Vida e fantasia, 1964. Radiofonização de passagens do Pequeno anedotário da Academia Brasileira de Letras, pela Rádio Ministério da Educação e Cultura, 1965.Transnmitida pela Rádio Emissora BBC de Londres, conversa de Josué Montello sobre "O sistema nacional de cultura no Brasil", 1968.

Entrevista de Josué Montello em Paris, para a Rádio Francesa, a propósito do livro de ensaios Un maître oublié de Stendhal, publicado pela Editora Seghers, 1970. Josué Montello "Especial". Entrevista gravada a respeito de sua obra, focalizando seu romance A coroa de areia, transmitida pela Rádio Jornal do Brasil, 1980. Entrevista à Rádio Jornal do Brasil a respeito do romance Aleluia, transmitida no Noticiário da Manhã, 1982.

Entrevistado em Estocolmo pela Rádio Suécia Internacional, no programa Debate, transmitido em português para a Europa, África e América Latina, 1982. Entrevistado pela rádio francesa a respeito de sua obra literária, no Rio de Janeiro, pela jornalista Carmen Bernard, para ser transmitida em Paris pela Radio France Culture no programa cultural Panorama, 1983. Entrevistado pela Rádio Roquette-Pinto, do Ministério da Educação e Cultura, a respeito de sua obra literária, 1983.

Radiofonização pela Rádio Ministério da Educação e Cultura da novela de Josué Montello Numa véspera de Natal, caracterizada pelos seus personagens, dentro da programação especial da Rádio O Natal na visão do contista, 1984. Entrevistado ao vivo pela Rádio MEC, prestando depoimento sobre a publicação de Memórias póstumas de Machado de Assis, 1997.

Obra completa: Romances e novelas de Josué Montello, em três volumes, papel bíblia, edição Aguilar, incluindo toda a ficção do autor até 1986, e mais uma longa introdução no primeiro volume, "Confissões de um romancista".

Faleceu no Rio de Janeiro em 15.03.2006, com 89 anos de idade.

Quarto ocupante da Cadeira 29, eleito em 4.11.1954, na sucessão de Cláudio de Sousa e recebido em 4.06.1955, pelo Acadêmico Viriato Corrêa. Recebeu os Acadêmicos Cândido Mota Filho, Evaristo de Moraes Filho, José Sarney, José Guilherme Merquior, Evandro Lins e Silva e Roberto Marinho.

Sua Cadeira 29, na Academia Brasileira de Letras tem como Patrono Martins Pena, Fundador Artur Azevedo, sendo também ocupada por Vicente de Carvalho, Cláudio de Sousa, Josué Montello e José Mindlin. Foi Presidente da Academia Brasileira de Letras entre 1994 e 1995.

Muito bem analisado na ENCICLOPÉDIA DE LITERATURA BRASILEIRA, de Afrânio Coutinho e J. Galante, edição do MEC, 1990, com revisão de Graça Coutinho e Rita Moutinho, em 2001.

Não é estudado na antologia A POESIA MARANHENSE NO SÉCULO XX(1994), de Assis Brasil.

Apesar de sua importância não é referido no DICIONÁRIO HISTÓRICO-BIOGRÁFICO BRASILEIRO(2001, 5 volumes, 6.211 páginas), da Fundação Getúlio Vargas e nem é convenientemente referido, em nenhuma das enciclopédias nacionais, Delta, Barsa, Larousse, Mirador, Abril, Koogan/Houaiss, Larousse Cultural, etc.

É verbete do DICIONÁRIO BIOBIBLIOGRÁFICO REGIONAL DO BRASIL, de Mário Ribeiro Martins, via INTERNET, dentro de ENSAIO, no site www.usinadeletras.com.br ou www.mariomartins.com.br



QUINTO OCUPANTE DA CADEIRA 29-JOSÉ MINDLIN(José Ephim Mindlin), de São Paulo, Capital, 08.09.1914, escreveu, entre outros, THE GENTLE MADNESS OF A GUARDIAN OF RELICS: A CHAT WITH J. M(Entrevista-1990), O LIVRO NO BRASIL: BIBLIOTECAS E TIPOGRAFIAS(1991), TECNOLOGIA COMO FATOR BÁSICO DO DESENVOLVIMENTO, UMA VIDA ENTRE LIVROS: REENCONTROS COM O TEMPO(1997), sem dados biográficos completos nos livros e sem qualquer outra informação ao alcance da pesquisa, via textos editados. Filho de Ephim Henrique Mindlin e Fanny Mindlin, imigrantes russos. Após os estudos primários em sua terra natal, deslocou-se para outros centros, onde também estudou.

Começou sua militância cultural em 1930, aos 15 anos, quando se tornou redator do jornal O ESTADO.

Com 22 anos de idade, em 1936, formou-se Bacharel em Ciências Jurídicas e Sociais, pela Faculdade de Direito, da Universidade de São Paulo. Foi um dos fundadores da METAL LEVE, industria de Autopeças. Foi Diretor da FIESP(Federação das Industrias do Estado de São Paulo).

Entre 1974 e 1975, com 61 anos de idade, tornou-se Secretário da Cultura do Estado de São Paulo. Tem sido Conselheiro dos principais Museus do Brasil. Com o passar do tempo, tornou-se um dos maiores bibliófilos brasileiro, sendo possuidor da maior biblioteca particular do mundo. Grande incentivador de atividades culturais.

Financiou com recursos próprios, as reedições fac-similadas das principais revistas do modernismo, entre as quais, REVISTA DE ANTROPOFAGIA.

Em 1988, com 74 anos, fundou a VITAE, entidade destinada a apoiar a cultura e a educação. Casou-se com Guita Kauffmann Mindlin, com quem tem vários filhos, destacando-se Betty e Diana.

Seu irmão, Arquiteto Henrique Ephim Mindlin nasceu em 1911 e se formou pela Escola de Engenharia da Universidade Mackenzie, em 1932.

Em 14 de maio, em cerimônia realizada na Reitoria da Universidade de São Paulo (USP), Mindlin doou a sua Biblioteca Brasiliana, com mais de 25 mil volumes, para o Instituto de Estudos Brasileiros (IEB). A coleção irá para a Biblioteca Mindlin no futuro prédio do instituto. O projeto da nova sede deve ser concluído em 2009. Doutor Honoris Causa pela Universidade de Brasília(UNB). Doutor Honoris Causa pela Universidade de São Paulo.

Outros trabalhos: “Uma vida entre Livros – Reencontros com o tempo”, “Memórias esparsas de uma biblioteca”, “Destaques da Biblioteca Indisciplinada de Guita e José Mindlin”. Lançou em 1998 o cd “O Prazer da Poesia”.

É membro honorário do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro, membro colaborador da Academia Brasileira de Ciências, membro do Grolier Club e da International Society of Bibliophiles. Recebeu o Prêmio Juca Pato como Intelectual do Ano de 1998 e foi eleito para a Academia Paulista de Letras em 1999. Doutor Honoris Causa da Brown University. Membro do Conselho Diretor do CNPq (Conselho Nacional de Pesquisas).

Iniciou sua biblioteca, hoje com 38.000 títulos, em 1927, aos 13 anos de idade. Promoveu edições de cerca de 20 de livros e revistas de arte e literatura, e de bibliografia brasileira.

Com a morte de Josué Montello, em 15.03.2006, foi eleito para a Academia Brasileira de Letras, em 20.06.2006, com 92 anos de idade.

Quinto ocupante da Cadeira 29, eleito em 20.06.2006, na sucessão de Josué Montello. Sua Cadeira 29, na Academia Brasileira de Letras tem como Patrono Martins Pena, Fundador Artur Azevedo, sendo também ocupada por Vicente de Carvalho, Cláudio de Sousa, Josué Montello, José Mindlin.

Ele concorreu com quatro candidatos: Áureo de Mello (poeta, contista e ex-senador), Júlio Romão (escritor e teatrólogo, membro da Academia Piauiense de Letras), Nelson Valente (psicólogo e escritor) e Vilma Guimarães Rosa (escritora e filha do autor de Grande Sertão: Veredas).

Não é estudado no DICIONÁRIO DE AUTORES PAULISTAS(1954), de Luis Correia de Melo. Pouco analisado na ENCICLOPÉDIA DE LITERATURA BRASILEIRA, de Afrânio Coutinho e J. Galante, edição do MEC, 1990, com revisão de Graça Coutinho e Rita Moutinho, em 2001.

Muito bem analisado no DICIONÁRIO DAS FAMÍLIAS BRASILEIRAS(1999), de Carlos Eduardo de Almeida Barata e Antonio Henrique da Cunha Bueno.

Apesar de sua importância não é estudado no DICIONÁRIO HISTÓRICO-BIOGRÁFICO BRASILEIRO(2001, 5 volumes, 6.211 páginas), da Fundação Getúlio Vargas e nem é convenientemente referido, em nenhuma das enciclopédias nacionais, Delta, Barsa, Larousse, Mirador, Abril, Koogan/Houaiss, Larousse Cultural, etc.

É verbete do DICIONÁRIO BIOBIBLIOGRÁFICO REGIONAL DO BRASIL, de Mário Ribeiro Martins, via INTERNET, dentro de ENSAIO, no site www.usinadeletras.com.br ou www.mariomartins.com.br

Faleceu em São Paulo, com 96 anos de idade, em março de 2010. Doou parte de sua biblioteca para a USP, com a finalidade de formar a Biblioteca Brasiliana, cujo prédio está em construção.



SEXTO OCUPANTE DA CADEIRA N.º 29. GERALDO HOLANDA CAVALCANTI(Geraldo Egidio da Costa Holanda Cavalcanti), de Recife, Pernambuco, 06.02.1929, escreveu, entre outros, O MANDIOCAL DE VERDES MÃOS, 1964, Rio de Janeiro, Editora Tempo Brasileiro, Coleção Tempoesia. O ELEFANTE DE LUDMILA, 1965, Moscou, edição privada, mimeografada; texto reproduzido no n° 42/43, de julho/dezembro de 1975, "Poesia Brasileira Hoje", da revista Tempo Brasileiro. A PALAVRA, 1965, Moscou, edição privada, mimeografada, texto reproduzido no nº 48, de janeiro/março de 1977, "Literatura Brasileira: Vertentes", da revista Tempo Brasileiro. POESIA REUNIDA, 1998, Rio de Janeiro, Fundação Biblioteca Nacional em co-edição com Editora Bertrand. (Prêmio Fernando Pessoa 2000, da União Brasileira de Escritores. ESTAÇÃO RECIFE – COLETÂNEA POÉTICA: ANTOLOGIA DE DEZ POETAS PERNAMBUCANOS, 2003, Fundação de Cultura da Cidade do Recife. O CÂNTICO DOS CÂNTICOS – UM ENSAIO DE INTERPRETAÇÃO ATRAVÉS DE SUAS TRADUÇÕES, 2005, São Paulo, EDUSP. Prêmio de Tradução 2006, da Academia Brasileira de Letras. Fez o curso secundário no Colégio Nóbrega. Diplomou-se em Ciências Jurídicas e Sociais pela Faculdade de Direito do Recife, em 1951, com 22 anos de idade, após estágio realizado na Academia de Direito Internacional da Haia, no ano anterior. Concluído o curso de Direito mudou-se para o Rio de Janeiro, assumindo a Chefia de Redação do Boletim das Classes Dirigentes do Instituto Brasileiro de Opinião Pública e Estatística (IBOPE). Em 1952, convidado a trabalhar na então Legação do Brasil na capital holandesa, colaborou com o Ministro Plenipotenciário Joaquim de Souza Leão na realização da primeira retrospectiva das obras do pintor Franz Post, apresentada na Maurtishuis (Casa de Maurício), na Haia. Carreira diplomática: Terceiro Secretário. Entrou para o serviço diplomático, por concurso direto, em 1954. Serve na Divisão Cultural e no Departamento Econômico e Consular, ocupando-se de aspectos jurídicos das relações internacionais em ambos as funções. Removido para a Embaixada em Washington, em 1956, participa da Comissão Encarregada de Redigir os Estatutos do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). Em 1959, com 30 anos, convidado pelo Embaixador Roberto Campos, à época Presidente do então Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico (BNDE), regressa ao Rio de Janeiro e cria, na estrutura do banco, a Divisão de Contratos e Convênios do Departamento de Operações internacionais, da qual foi o primeiro chefe. Em 1960 é designado Cônsul em Genebra. Em 1961, no início do Governo Itamar Franco, é convidado pelo Embaixador Roberto Campos para assessorá-lo nas negociações para consolidação da dívida pública brasileira e a obtenção de créditos financeiros e de desenvolvimento junto aos governos e as instituições bancárias da República Federal da Alemanha, Bélgica, França, Holanda, Itália, Reino Unido, Suécia e Suiça. Segundo Secretário. Em 1962, é promovido a Segundo Secretário e removido, outra vez, para a Embaixada em Washington. Participa, como delegado, nas conferências internacionais sobre o café (1962) e o cacau (1963). Em 1963 é designado Coordenador Geral da Preparação à Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento (UNCTAD) da qual participa como delegado. Em 1964 é removido para a Embaixada em Moscou, onde assume a direção do setor econômico. Primeiro Secretário. Em 1966, com 37 anos, é promovido a Primeiro Secretário e assume o setor político da Embaixada em Moscou. Em 1969, no início do Governo do Presidente Médici, é convidado pelo novo Ministro da Fazenda, Antonio Delfim Neto, para assumir o Instituto Brasileiro do Café, em Nova York onde permanece três anos durante os quais, além da chefia do Escritório exerce, as funções de Presidente do Bureau Panamericano do Café e do Comitê Mundial de Promoção do Café, além das de Representante junto ao Conselho Internacional do Café, estas duas últimas instituições situadas em Londres. Em 1970, com 41 anos, é convidado pelo Chanceler Mário Gibson Barbosa para ocupar, como Encarregado, o Consulado Geral em Hong Kong, com a função de observador da China continental. Autorizado a viajar a Cantão e a Beijing como membro de uma pioneira missão comercial de caráter privado, encontrava-se na capital chinesa no dia em que a República Popular da China (RPC) foi admitida na ONU em substituição a Taiwan. Ministro de Segunda Classe. Em 1972 é promovido a Ministro de Segunda Classe. Removido, no ano seguinte, para a República Federal da Alemanha, assume as funções de Ministro-Conselheiro na embaixada em Bonn. Em 1974, é convidado pelo Embaixador Antonio Azeredo da Silveira, indicado Chanceler pelo Presidente eleito Ernesto Geisel, para assessorá-lo na preparação do programa de política externa do novo Governo. Exerce, a seguir, as funções de vice-chefe do Gabinete do Chanceler, e, posteriormente, de Assessor Especial na área de planejamento estratégico. Ministro de Primeira Classe. Em 1976 é promovido a Ministro de Primeira Classe e designado para o recém-criado cargo de Secretário Especial de Assuntos Políticos e Econômicos da Área Internacional Bilateral. Em 1978 é designado Embaixador junto à UNESCO. Suas seguintes chefias de missão diplomática serão junto ao Governo do México, em 1982, e junto à Comissão das Comunidades Européias, posteriormente União Européia, em 1986. Em 1990, com 61 anos de idade, ao tomar posse o Presidente Fernando Collor, requereu sua aposentadoria do serviço diplomático. Após a Carreira diplomática. Afastado do serviço diplomático, preside, durante dois anos, a companhia Ericsson Telecomunicações do Brasil, com sede em São Paulo. Em 1993 volta a atuar na esfera diplomática, agora como Representante Pessoal do Presidente da República, inicialmente do Presidente Itamar Franco, convidado a chefiar a seção brasileira da Comissão de Vizinhança com a Colômbia para tratar da colaboração nas áreas de fronteira, e, no ano seguinte, a delegação do Brasil à Conferência Mundial sobre População, realizada no Cairo. Em 1995 é designado pelo Presidente Fernando Henrique Cardoso para representá-lo no Grupo de Chefes de Estado e de Governo de Apoio ao Multilateralismo (Grupo Carlsson) e, no ano seguinte, para chefiar a delegação à Conferência Mundial sobre o Habitat, em Istambul. Em 1996 é eleito Secretário Geral da União Latina, organismo internacional que trata da proteção e difusão dos idiomas e das culturas de expressão latina, sediado em Paris. Regressa definitivamente ao Brasil em 2001, passando a dedicar-se exclusivamente à atividade literária. Em 2004, com 75 anos, foi eleito Presidente do Pen Clube do Brasil. É Vice-Presidente da Fundação Miguel de Cervantes de Apoio à Leitura, membro do Conselho Editorial da Revista Poesia Sempre da Fundação Biblioteca Nacional, e do Conselho Técnico da Confederação Nacional do Comércio, Indústria e Turismo (CNC). Condecorações recebidas: Nacionais: Grã-Cruz na Ordem do Rio Branco; Grande Oficial nas Ordens do Mérito Naval, do Mérito Militar, do Mérito Aeronáutico e do Mérito das Forças Armadas; Medalhas Lauro Muller (do Ministério das Relações Exteriores), do Pacificador, do Mérito Tamandaré e do Mérito Santos Dumont. Como reconhecimento do papel desempenhado pela delegação do Brasil na UNESCO em favor da inclusão de Olinda na lista do Patrimônio Cultural da Humanidade, recebeu, da Municipalidade de Olinda, Pernambuco, em 1978, a Comenda da Ordem do Mérito dos Caetés. Estrangeiras: Grã-Cruz da Ordem do Mérito da Alemanha; da Ordem da Águia Asteca do México, da Ordem Acadêmica do Direito, da Cultura e da Paz, do México, da Ordem Francisco de Miranda da Venezuela e da Ordem ao Mérito por Serviços Distinguidos, do Peru. Grande Oficial da Ordem de São Miguel e São Jorge, do Reino Unido; da Ordem do Mérito da Itália; da Ordem do Tesouro do Japão; das Ordens do Cristo e do Infante Dom Henrique, de Portugal; e da Ordem Nacional do Leão, do Senegal. Apesar de sua importância, não é suficientemente mencionado na ENCICLOPÉDIA DE LITERATURA BRASILEIRA, de Afrânio Coutinho e J. Galante, edição do MEC, 1990, com revisão de Graça Coutinho e Rita Moutinho, em 2001 ou DICIONÁRIO HISTÓRICO-BIOGRÁFICO BRASILEIRO(2001, 5 volumes, 6.211 páginas), da Fundação Getúlio Vargas e nem, em nenhuma das enciclopédias nacionais, Delta, Barsa, Larousse, Mirador, Abril, Koogan/Houaiss, Larousse Cultural, etc. É verbete do DICIONÁRIO BIOBIBLIOGRÁFICO REGIONAL DO BRASIL, de Mário Ribeiro Martins, via INTERNET, dentro de ENSAIO, no site www.usinadeletras.com.br ou www.mariomartins.com.br.



CADEIRA 30

A esta Cadeira, estão vinculados os seguintes nomes:

Pardal Mallet-PATRONO(Bagé, Rio Grande do Sul, 09.12.1864).

Pedro Rabelo-FUNDADOR(Rio de Janeiro, RJ, 19.10.1868).

Heráclito Graça(Icó, Ceará, 18.10.1837).

Antônio Austregésilo(Recife, Pernambuco, 21.04.1876).

Aurélio Buarque de Hollanda Ferreira(Passo de Camaragibe, Alagoas, 03.05.1910).

Nélida Piñon(Rio de Janeiro, RJ, 03.05.1937).





BIOGRAFIAS:



PATRONO DA CADEIRA 30-PARDAL MALLET(João Carlos de Medeiros Pardal Mallet), de Bagé, Rio Grande do Sul, 09.12.1864, escreveu, entre outros, O HOSPEDE(Romance-1887), MEU ALBUM(Contos-1887), LAR(Romance-1888), O ESQUELETO-MISTERIOS DA CASA DE BRAGANÇA(Romance-1890), sem dados biográficos completos nos livros e sem qualquer outra informação ao alcance da pesquisa, via textos editados. Filhos de pais não referidos em sua biografia. Após os estudos primários em sua terra natal, deslocou-se para outros centros, onde também estudou.

Aprendeu na infância três línguas, francês, inglês e português. Depois dos estudos preparatórios na terra natal, mudou-se para o Rio de Janeiro para estudar Medicina. Deixou o curso de Medicina no 4o ano porque o visconde de Sabóia o ameaçava reprová-lo se não abandonasse as idéias republicanas que expressava em artigos na imprensa carioca.

Diante disto, abandonou o curso e foi estudar Direito em São Paulo. Transferiu-se depois para Recife, em Pernambuco. Formou-se Bacharel em Ciências Jurídicas e Sociais, na Faculdade de Direito do Recife, em 1887, com 23 anos de idade.

Em Pernambuco, manteve-se no jornalismo e publicou um livro de contos, MEU ÁLBUM(1887), e um romance, O HÓSPEDE(1887). O dia da colação de grau foi um ponto alto em sua vida: republicano arraigado, recusou-se a fazer o juramento legal. Não se sujeitaria às palavras que garantiam o respeito ao regime monárquico. Perante a Congregação declarou que não desejaria ser perjuro no primeiro passo da mocidade.

Só com a intervenção de Joaquim Nabuco o diretor da Faculdade concedeu-lhe o grau a que tinha direito.

Voltando ao Rio, em 1888, com 24 anos de idade, não exerceu a advocacia. Participou dos movimentos abolicionista e republicano. O jornalismo foi a sua grande paixão espiritual.

Foi periodista na GAZETA DA TARDE, colaborou em quase todas as folhas cariocas, na GAZETA DE NOTÍCIAS, no DIÁRIO DE NOTÍCIAS, escrevendo muitas vezes sob pseudônimos: Armand de Saint Victor, Vítor Leal e Souvarine.

Secretariou o jornal CIDADE DO RIO, de José do Patrocínio. Fundou o jornal A RUA, dirigindo-o ao lado de Luís Murat, Olavo Bilac e Raul Pompéia. Com Paula Ney, a princípio, e depois com Coelho Neto, Pardal Mallet teve grande êxito no panfleto O MEIO, publicação periódica de preocupação social, política, literária e artística.

Fundou também o jornal O COMBATE, saindo o primeiro número em 12.01.1892, quando já tinha 28 anos de idade. No artigo de fundo, que lhe serve de programa, Pardal Mallet se declara socialista moderno, científico e construtor. Ali defendeu suas idéias e combateu o governo de Floriano Peixoto, até ser agredido por florianistas exaltados.

O governo mandou fechar o jornal O COMBATE e Pardal Mallet foi desterrado para Tabatinga, na Amazônia. A agressão que sofreu dos florianistas contribuiu para piorar seu estado de saúde.

Depois de algum tempo voltou para o Rio, onde passou breve temporada no palacete da família, seguindo depois para a casa de veraneio da família, em Caxambu, Minas Gerais, onde ele esperava curar-se da tuberculose, mas lá veio a falecer, antes de completar 30 anos.

Outros trabalhos: Meu álbum, contos (1887); O hóspede, romance (1887); Lar, romance (1888); A pandilha, costumes gaúchos (1889);O esqueleto: mistérios da Casa de Bragança, romance com Olavo Bilac (1890); Paula Matos ou O monte de socorro, romance com Aluísio Azevedo, Coelho Neto e Olavo Bilac (1891); Pelo divórcio!, panfleto (1894).

Jornalista e romancista. Faleceu em Caxambu, Minas Gerais, 24.11.1894, com 30 anos de idade.

É o patrono da Cadeira 30, por escolha do fundador Pedro Rabelo. Sua Cadeira 30, na Academia Brasileira de Letras tem como Patrono(ele mesmo, Pardal Mallet), Fundador Pedro Rabelo, sendo também ocupada por Heráclito Graça, Antonio Austregésilo, Aurélio Buarque de Holanda e Nélida Piñon.

Pouco analisado na ENCICLOPÉDIA DE LITERATURA BRASILEIRA, de Afrânio Coutinho e J. Galante, edição do MEC, 1990, com revisão de Graça Coutinho e Rita Moutinho, em 2001.

Apesar de sua importância, não é estudado no DICIONÁRIO HISTÓRICO-BIOGRÁFICO BRASILEIRO(2001, 5 volumes, 6.211 páginas), da Fundação Getúlio Vargas e nem é convenientemente referido, em nenhuma das enciclopédias nacionais, Delta, Barsa, Larousse, Mirador, Abril, Koogan/Houaiss, Larousse Cultural, etc.

É verbete do DICIONÁRIO BIOBIBLIOGRÁFICO REGIONAL DO BRASIL, de Mário Ribeiro Martins, via INTERNET, dentro de ENSAIO, no site www.usinadeletras.com.br ou www.mariomartins.com.br



FUNDADOR DA CADEIRA 30-PEDRO RABELO(Pedro Carlos da Silva Rabelo), Carioca, do Rio de Janeiro, RJ, em 19.10.1868, escreveu, entre outros, OPERA LIRICA(Poesia-1894), A ALMA ALHEIA(Contos-1895), FILHOTADAS(Humor-1897), CASOS ALEGRES-HISTORIAS PARA GENTE SORUMBÁTICA(Humor-1905), sem dados biográficos completos nos livros e sem qualquer outra informação ao alcance da pesquisa, via textos editados. Filho de Joaquim de Oliveira Rabelo e de Firmina Rodrigues Silva Rabelo. Após os estudos primários em sua terra natal, deslocou-se para outros centros, onde também estudou.

Com o passar do tempo, tornou-se Diretor da Secretaria do Conselho Municipal do Rio de Janeiro. Foi também Redator da Câmara dos Deputados. Muito jovem começou a colaborar na imprensa e firmou seu nome como jornalista, participando, antes dos vinte anos, da campanha abolicionista.

Foi colaborador do jornal DIARIO DE NOTICIAS, bem como da GAZETA DE NOTICIAS, CORREIO DO POVO, O PAIS, O TEMPO e DIARIO DO COMERCIO. Dirigiu a revista A CIGARRA. Estava presente nas rodas boêmias de então. Seus amigos mais próximos, além de Pardal Mallet, foram Olavo Bilac e Guimarães Passos. Como todos do grupo, colaborou em inúmeros jornais. Faleceu com apenas 37 anos, e sua obra publicada é pequena.

Como poeta, deixou um livro de versos líricos, subjetivos, enquanto que, como contista registrou aspectos da vida familiar do seu tempo.

Outros trabalhos: Opera lírica, poesia (1894); Alma alheia, contos (1895); Filhotadas, versos humorísticos (1898); Casos alegres: histórias para gente sorumbática (1905).

Jornalista, contista e poeta. Faleceu no Rio de Janeiro, em 27.12.1905, com 37 anos de idade.

Quando da fundação da Academia Brasileira de Letras, ele tinha apenas 28 anos, mas seu nome como contista já estava firmado. Participou das reuniões de instalação da Academia, indicando como seu patrono na Cadeira 30, o nome do amigo de todas as horas, Pardal Mallet, que falecera dois anos antes.

Sua Cadeira 30, na Academia Brasileira de Letras tem como Patrono Pardal Mallet, Fundador(ele mesmo, Pedro Rabelo), sendo também ocupada por Heráclito Graça, Antonio Austregésilo, Aurélio Buarque de Holanda Ferreira e Nélida Piñon.

Pouco analisado na ENCICLOPÉDIA DE LITERATURA BRASILEIRA, de Afrânio Coutinho e J. Galante, edição do MEC, 1990, com revisão de Graça Coutinho e Rita Moutinho, em 2001.

Apesar de sua importância, não é estudado no DICIONÁRIO HISTÓRICO-BIOGRÁFICO BRASILEIRO(2001, 5 volumes, 6.211 páginas), da Fundação Getúlio Vargas e nem é convenientemente referido, em nenhuma das enciclopédias nacionais, Delta, Barsa, Larousse, Mirador, Abril, Koogan/Houaiss, Larousse Cultural, etc.

É verbete do DICIONÁRIO BIOBIBLIOGRÁFICO REGIONAL DO BRASIL, de Mário Ribeiro Martins, via INTERNET, dentro de ENSAIO, no site www.usinadeletras.com.br ou www.mariomartins.com.br



SEGUNDO OCUPANTE DA CADEIRA 30-HERÁCLITO GRAÇA(Heráclito de Alencastro Pereira da Graça), de Icó, Ceará, 18.10.1837, escreveu, entre outros, FATOS DA LINGUAGEM(1904), sem dados biográficos completos no livro e sem qualquer outra informação ao alcance da pesquisa, via textos editados. Filho de José Pereira da Graça, Barão do Aracati, e de Maria Adelaide da Graça, e tio de Graça Aranha. Após os estudos primários em sua terra natal, deslocou-se para outros centros, onde também estudou.

Fez o curso preparatório no Recife. Bacharelou-se em Ciências Jurídicas e Sociais, na Faculdade de Direito do Recife, em 1857, com 20 anos de idade. Depois de formado, foi viver com a família no Maranhão, onde seu pai era desembargador.

Foi Promotor de Justiça em São Luís(naquela época, os Promotores não faziam concurso e eram nomeados pelos governantes. Por isso, quase não permaneciam nos cargos). Pediu demissão do cargo e se dedicou à advocacia, à política e ao jornalismo.

Fez parte do Partido Conservador. Fundou o jornal A SITUAÇÃO, em que defendeu as idéias do partido. Trabalhou num jornal literário que também tinha a colaboração de Joaquim Serra, Gentil Braga, Trajano Galvão e outros.

Fez jornalismo político e literário. Tomou o Maranhão como sua terra adotiva. Em 1968 foi eleito para a assembléia geral, legislatura 1869-1872. Foi Presidente da Paraíba. Reeleito deputado para a legislatura 1872-1875, e para a seguinte.

Foi Presidente do Ceará em fins de 1874. Teve participação efetiva na reforma judiciária (1871), no recrutamento eleitoral (1875) e na Lei do Ventre Livre. Em 1877, voltou ao Rio de Janeiro, indo a princípio advogar em companhia de José de Alencar, de quem era grande amigo.

Além de profundo conhecedor do vernáculo, era ainda jurista eminente, e, como tal, o barão do Rio Branco convidou-o para advogado do Brasil nos tribunais arbitrais com o Peru e a Bolívia, sendo depois disso nomeado consultor jurídico do Ministério das Relações Exteriores.

Outros trabalhos: Fatos da linguagem (1904). Nova edição, com prefácio do historiador Raimundo Girão, foi organizada em 1968, pela Secretaria da Cultura do Ceará.

Advogado, magistrado, jurista, político, jornalista e filólogo. Faleceu no Rio de Janeiro, RJ, em 16.04.1914, com 77 anos de idade.

Segundo ocupante da Cadeira 30, eleito em 30.07.1906, na sucessão de Pedro Rabelo, tomou posse por carta em 11.07.1907.

Sua Cadeira 30 na Academia tem como Patrono Pardal Mallet, Fundador Pedro Rabelo, sendo também ocupada por Heráclito Graça, Antonio Austregésilo, Aurélio Buarque de Holanda e Nélida Piñon.

Pouco analisado na ENCICLOPÉDIA DE LITERATURA BRASILEIRA, de Afrânio Coutinho e J. Galante, edição do MEC, 1990, com revisão de Graça Coutinho e Rita Moutinho, em 2001.

Não é referido na antologia A POESIA CEARENSE NO SÉCULO XX(1996), de Assis Brasil.

Não é estudado no DICIONARIO BIOBIBLIOGRAFICO LUSO-BRASILEIRO(1965), de Victor Brinches.

Apesar de sua importância, não é mencionado no DICIONÁRIO HISTÓRICO-BIOGRÁFICO BRASILEIRO(2001, 5 volumes, 6.211 páginas), da Fundação Getúlio Vargas e nem é convenientemente referido, em nenhuma das enciclopédias nacionais, Delta, Barsa, Larousse, Mirador, Abril, Koogan/Houaiss, Larousse Cultural, etc.

É verbete do DICIONÁRIO BIOBIBLIOGRÁFICO REGIONAL DO BRASIL, de Mário Ribeiro Martins, via INTERNET, dentro de ENSAIO, no site www.usinadeletras.com.br ou www.mariomartins.com.br



TERCEIRO OCUPANTE DA CADEIRA 30-ANTÔNIO AUSTREGÉSILO(Antônio Austregésilo Rodrigues Lima), de Recife, Pernambuco, 21.04.1876, escreveu, entre outros, MANCHAS(Prosa-1898), PALAVRAS ACADEMICAS(1916), PEQUENOS MALES(Ensaio-1917), O MAL DA VIDA(Ensaio-1920), LIVRO DOS SOFRIMENTOS(Ensaio-1923), PERFIL DA MULHER BRASILEIRA(Ensaio-1924), ASCENSÃO ESPIRITUAL(Ensaio-1934), sem dados biográficos completos nos livros e sem qualquer outra informação ao alcance da pesquisa, via textos editados. Filho de José Austregésilo Rodrigues Lima e de Maria Adelaide Feitosa Lima. Após os estudos primários em sua terra natal, deslocou-se para outros centros, onde tambem estudou.

Matriculou-se no Colégio das Artes, no Recife. Lá conheceu Tobias Barreto e participou, precocemente, do movimento literário e artístico da Escola de Recife.

Com 16 anos, em 1892, mudou-se para o Rio de Janeiro para cursar a Faculdade de Medicina. Teve, entre seus mestres, Francisco de Castro, que exerceu grande influência sobre ele.

Formou-se em 1899, com 23 anos de idade, defendendo a tese ESTUDO CLÍNICO DO DELÍRIO. Foi o início da copiosa bibliografia sobre doenças mentais. Em 1902, tornou-se médico da Santa Casa de Misericórdia, do Rio.

No governo Rodrigues Alves (1902-1906), integrou a equipe do professor Juliano Moreira, que assumira a Diretoria de Assistência aos Alienados. Foi o seu reencontro com a neurologia, que veio a ser sua especialização.

Em 1909, foi designado, pela Congregação da Faculdade de Medicina, para professor substituto de Clínica Médica, Patologia Interna e Clínica Propedêutica. Em 1912, com 36 anos de idade, foi designado professor da recém-fundada cátedra de Neurologia na Universidade do Brasil. Principiou ali a sua grande obra de mestre, lançando no Brasil as bases de uma especialidade nova e criando a primeira escola de Neurologia.

Fundador dos Arquivos Brasileiros de Medicina e dos Arquivos Brasileiros de Neurologia e de Psiquiatria, representou o Brasil em vários congressos internacionais de Neurologia. Foi Deputado Federal por Pernambuco, de 1922 a 1930. Membro da Academia Nacional de Medicina e da Sociedade Brasileira de Neurologia, das quais foi Presidente. Membro correspondente da Academia das Ciências de Lisboa. Membro correspondente da Academia de Medicina de Paris e da Academia de Medicina de Nova York. Membro honorário de todas as associações médicas do Brasil e da América do Sul.

Professor Honorário da Faculdade de Medicina de Pernambuco. Professor emérito da Universidade do Brasil. Além de numerosas obras de medicina e psicologia, escreveu ensaios que evidenciam as qualidades do escritor. Seu pendor literário foi para o Simbolismo.

Outros trabalhos: Manchas, prosa poética (1898); Palavras acadêmicas, discursos (1916); Pequenos males, ensaio (1917); O mal da vida, ensaio (1920); Em Pernambuco, discursos e impressões de viagem (1920); Preceitos e conceitos, ensaio (1921); Educação da alma, ensaio (1921); Pessimismo risonho, ensaio (1922); Livro dos sentimentos, ensaio (1923); Meditações, ensaio (1923).

Perfil da mulher brasileira, ensaio (1924); As forças curativas do espírito, ensaio (1926); O meu e o teu, forças psicológicas, ensaio (1932); Caracteres humanos, ensaio (1933); Lições da vida, ensaio (1934); Disciplina espiritual, ensaio (1934); Ascensão espiritual, ensaio (1934): Pensar, sentir e atuar, ensaio (1935); Viagem interior (1935); Estátuas harmoniosas, ensaio (1940); Perfis de loucos, estudos psicológicos (1943); Afeto e inteligência, ensaio (1943); Moral biológica, ensaio (1945); Da biótica humana, ensaio (1953); Vidas desgraçadas, romance (1950).

Medicina e Psicologia: Estudo clínico do delírio, tese (1899); Clínica neurológica, 3 vols. (1917, 1923 e 1945); Clínica médica (1917); As psiconeuroses (1933); Novas aquisições no domínio da neurologia (1934); L Analyse mentale dans les psychoneuroses (1936); Patologia mental (1948); Psicologia e psicoterapia (1951).

Quase todas as obras de Antônio Austregésilo foram traduzidas para o espanhol. As obras completas foram publicadas, em 10 volumes, pela Editora Guanabara (1945-1947).

Médico, professor e ensaísta. Faleceu no Rio de Janeiro, RJ, em 23.12.1960, com 84 anos de idade.

Terceiro ocupante da Cadeira 30, eleito em 29.08.1914, na sucessão de Heráclito Graça e recebido pelo Acadêmico Mário de Alencar em 3.12.1914.

Sua Cadeira 30, na Academia Brasileira de Letras tem como Patrono Pardal Mallet, Fundador Pedro Rabelo, sendo também ocupada por Heráclito Graça, Antonio Austregésilo, Aurélio Buarque de Holanda e Nélida Piñon. Foi Presidente da Academia Brasileira de Letras em 1939.

Pouco analisado na ENCICLOPÉDIA DE LITERATURA BRASILEIRA, de Afrânio Coutinho e J. Galante, edição do MEC, 1990, com revisão de Graça Coutinho e Rita Moutinho, em 2001.

Muito bem estudado no DICIONÁRIO BIOBIBLIOGRÁFICO DE POETAS PERNAMBUCANOS(1993), de Lamartine Morais.

Apesar de sua importância, não é estudado no DICIONÁRIO HISTÓRICO-BIOGRÁFICO BRASILEIRO(2001, 5 volumes, 6.211 páginas), da Fundação Getúlio Vargas e nem é convenientemente referido, em nenhuma das enciclopédias nacionais, Delta, Barsa, Larousse, Mirador, Abril, Koogan/Houaiss, Larousse Cultural, etc.

É verbete do DICIONÁRIO BIOBIBLIOGRÁFICO REGIONAL DO BRASIL, de Mário Ribeiro Martins, via INTERNET, dentro de ENSAIO, no site www.usinadeletras.com.br ou www.mariomartins.com.br



QUARTO OCUPANTE DA CADEIRA 30-AURÉLIO BUARQUE DE HOLLANDA FERREIRA, de Passo de Camaragibe, Alagoas, 03.05.1910, escreveu, entre outros, DOIS MUNDOS(Contos-1942), LINGUAGEM E ESTILO DE EÇA DE QUEIROZ(Ensaio-1945), CONTOS GAUCHESCOS E LENDOS DO SUL(1950), O ROMANCE BRASILEIRO(1952), NOVO DICIONARIO AURELIO(1975), sem dados biográficos completos nos livros e sem qualquer outra informação ao alcance da pesquisa, via textos editados. Filho de Manuel Hermelindo Ferreira e de Maria Buarque Cavalcanti Ferreira. Após os estudos primários em sua terra natal e em Porto das Pedras, Alagoas, deslocou-se para outros centros, onde também estudou.

De Porto de Pedras mudou para Porto Calvo, em 1920, de onde seguiu para Maceió, em 1923, passando a estudar no Colégio Quinze de Março, no Ginásio Adriano Jorge e no Liceu Alagoano. Fez os preparatórios no Liceu Alagoano, em Maceió. Aos 15 anos de idade, em 1925, ingressou no magistério e passou a se interessar pela língua e literatura portuguesas. Tornou-se professor particular e fundou a revista “MARACANÔ.

Mudando-se para Pernambuco, diplomou-se em Direito pela Faculdade do Recife, em 1936, com 26 anos de idade. Em 1930 fez parte de um grupo de intelectuais que exerceria forte influência literária no Nordeste, entre outros, Valdemar Cavalcanti, José Lins do Rego, Graciliano Ramos, Raul Lima, Rachel de Queiroz.

Em 1936 e 1937, foi professor de Português, Literatura e Francês no Colégio Estadual de Alagoas. Em 1937 e 1938, foi Diretor da Biblioteca Municipal de Maceió.

Em 1938, com 28 anos, transferiu-se para o Rio de Janeiro. Continuou no magistério, como professor de Português e Literatura Brasileira no Colégio Anglo-Americano em 1939 e 1940. Em 1940, foi nomeado professor do Colégio Dom Pedro II, do Rio de Janeiro.

Em 1941, quando tinha trinta e um(31) anos de idade, começou a trabalhar no PEQUENO DICIONÁRIO, cuja primeira edição só saiu alguns anos depois. Viajou por vários países da América e da Europa, como conferencista. Professor de Português no Colégio Pedro II, de 1940 a 1969. Professor de Ensino Médio do Estado do Rio de Janeiro, de 1949 a 1980.

Contratado pelo Ministério das Relações Exteriores, exerceu a cadeira de Estudos Brasileiros na Universidade Autônoma do México, de junho de 1954 a dezembro de 1955. Colaborou na imprensa carioca, com contos e artigos. Foi secretário da REVISTA DO BRASIL (1939 - 1947), quando era seu diretor Otávio Tarquínio de Sousa, de 1939 a 1943.

Nessa época, evidenciava-se o escritor, nos contos de DOIS MUNDOS, livro publicado em 1942 e premiado em 1944 pela Academia Brasileira de Letras, e no ensaio "LINGUAGEM E ESTILO DE EÇA DE QUEIRÓS", publicado em 1945. Em 1941 começou Aurélio Buarque a atividade que o iria absorver a vida inteira e que, de certa forma, iria suplantar o Aurélio escritor: o Aurélio dicionarista.

Foi quando o convidaram a executar, pela primeira vez, um trabalho lexicográfico, como colaborador do PEQUENO DICIONÁRIO DA LÍNGUA PORTUGUESA. Em janeiro de 1945, tomou parte no I Congresso Brasileiro de Escritores, realizado em São Paulo.

Em 1947, iniciou no Suplemento Literário do DIÁRIO DE NOTÍCIAS a seção "O Conto da Semana", que durararia até 1960 e, a partir de 1954, teria a colaboração de Paulo Rónai. Essa colaboração entre os dois amigos vinha desde 1941, quando se conheceram na redação da REVISTA DO BRASIL, e se concretizou no trabalho conjunto dos cinco volumes da coleção MAR DE HISTÓRIAS, antologia do conto mundial, o primeiro deles publicado em 1945.

A partir de 1950 Aurélio Buarque manteve, na revista SELEÇÕES DO READER S DIGEST, a seção "Enriqueça o seu vocabulário", que em 1958 ele iria reunir e publicar no volume de igual título.

Em 1963, tomou parte, em Bucareste, representando a Academia, no Simpósio de Língua, História, Folclore e Arte do Povo Romeno, visitando na mesma ocasião a Bulgária, Iugoslávia, Tchecoslováquia e Grécia. Foi membro da Comissão Nacional do Folclore e da Comissão Machado de Assis.

A preocupação pela língua portuguesa, a paixão pelas palavras levou-o à imensa tarefa de elaborar o próprio dicionário, e esse trabalho lexicográfico ocupou-o durante muitos anos.

Finalmente, em 1975, saiu o NOVO DICIONÁRIO DA LÍNGUA PORTUGUESA, conhecido como o dicionário Aurélio. Desde a sua publicação, Mestre Aurélio atendeu a muitos convites, no Brasil inteiro, para falar do Dicionário e dos mistérios e sutilezas da língua portuguesa, que ele enriqueceu de tantos brasileirismos, fazendo do brasileiro comum um consulente de dicionário e um usuário consciente do seu idioma.

Pronunciou numerosas conferências, sobre assuntos literários e lingüísticos, no México, Estados Unidos, Cuba, Guatemala e Venezuela.

Pertenceu à Associação Brasileira de Escritores, seção do Rio de Janeiro (1944-49). Era membro da Academia Brasileira de Filologia, do Pen Clube do Brasil, do Instituto Histórico e Geográfico de Alagoas, da Academia Alagoana de Letras e da Hispanic Society of America.

Com o passar do tempo, o dicionário de sua autoria, passou a ser conhecido pelo seu próprio nome: “DICIONÁRIO AURÉLIO DA LINGUA PORTUGUESA”. Com o seu falecimento no Rio de Janeiro, em 1989, o dicionário passou a ser atualizado pela sua esposa Marina Baird Ferreira, a quem coube a Coordenação e Edição do “NOVO AURÉLIO SÉCULO XXI-O DICIONÁRIO DA LINGUA PORTUGUESA”, editado pela Nova Fronteira, no ano 2000.

Outros trabalhos: Dois mundos, contos (1942); Linguagem e estilo de Eça de Queirós, in Livro do centenário de Eça de Queirós (1945); Mar de histórias (Antologia do conto mundial), em colaboração com Paulo Rónai, I vol. (1945); II vol. (1951); III vol. (1958); IV vol. (1963); V vol. (1981); Contos gauchescos e lendas do sul, de Simões Lopes Neto. Edição crítica, com amplo estudo sobre a linguagem e o estilo do autor (1949); O romance brasileiro (de 1752 a 1930); Roteiro literário do Brasil e de Portugal (Antologia da língua portuguesa), em colaboração com Álvaro Lins (1956); Território lírico, ensaios (1958).

Enriqueça o seu vocabulário, filologia (1958); Vocabulário ortográfico brasileiro (1969); O chapéu de meu pai, edição revista e reduzida de Dois mundos (1974); Novo dicionário da língua portuguesa (1975); Minidicionário da língua portuguesa (1977).

Além dos contos traduzidos para a coleção Mar de Histórias, Aurélio Buarque de Holanda traduziu romances de vários autores, os Poemas de amor e os Pequenos poemas em prosa, de Charles Baudelaire.

Biografado no DICIONÁRIO BIOBIBLIOGRÁFICO DO TOCANTINS, de Mário Ribeiro Martins, MASTER, Rio de Janeiro, 2001. Ensaísta, filólogo e lexicógrafo. Faleceu no Rio de Janeiro, RJ, em 28.02.1989, com 79 anos de idade.

Quarto ocupante da cadeira 30, eleito em 4.05.1961, na sucessão de Antônio Austregésilo e recebido pelo Acadêmico Rodrigo Octavio Filho em 18.12.1961. Recebeu os Acadêmicos Bernardo Elis, Marques Rebelo e Cyro dos Anjos.

Sua Cadeira 30, na Academia Brasileira de Letras tem como Patrono Pardal Mallet, Fundador Pedro Rabelo, sendo também ocupada por Heráclito Graça, Antonio Austregésilo, Aurélio Buarque de Holanda e Nélida Piñon.

Pouco analisado na ENCICLOPÉDIA DE LITERATURA BRASILEIRA, de Afrânio Coutinho e J. Galante, edição do MEC, 1990, com revisão de Graça Coutinho e Rita Moutinho, em 2001.

Apesar de sua importância, não é estudado no DICIONÁRIO HISTÓRICO-BIOGRÁFICO BRASILEIRO(2001, 5 volumes, 6.211 páginas), da Fundação Getúlio Vargas, mas é convenientemente referido, em todas as enciclopédias nacionais, Delta, Barsa, Larousse, Mirador, Abril, Koogan/Houaiss, Larousse Cultural, etc.

É verbete do DICIONÁRIO BIOBIBLIOGRÁFICO REGIONAL DO BRASIL, de Mário Ribeiro Martins, via INTERNET, dentro de ENSAIO, no site www.usinadeletras.com.br ou www.mariomartins.com.br



QUINTO OCUPANTE DA CADEIRA 30-NÉLIDA PIÑON, Carioca, do Rio de Janeiro, 03.05.1937, escreveu, entre outros, GUIA MAPA DE GABRIEL ARCANJO(Romance-1961), MADEIRA FEITA CRUZ(Romance-1963), TEMPO DAS FRUTAS(Contos-1966), FUNDADOR(Romance-1969), A CASA DA PAIXÃO(Romance-1972), SALA DE ARMAS(Contos-1973), TEBAS DO MEU CORAÇÃO(Romance-1974), A FORÇA DO DESTINO(Romance-1978), A REPUBLICA DOS SONHOS(Contos-1984), A DOCE CANÇÃO DE CAETANA(1987), O JARDIM DAS OLIVEIRAS(Contos-1998), O CALOR DAS COISAS E OUTROS CONTOS(2000), sem dados biográficos completos nos livros e sem qualquer outra informação ao alcance da pesquisa, via textos editados. Filha de Olivia Carmen Cuiñas Piñon e Lino Piñon Muiños, ele, oriundo de Cotobade, Galicia, Espanha. Pai espanhol e mãe brasileira. Seu pai, veio para o Brasil, em 1920.

Em 1947, quando tinha 10 anos de idade, mudou-se com a família para a Galicia, Espanha. Apos os estudos primarios em sua terra natal, deslocou-se para outros centros, onde também estudou. Foi aluna dos beneditinos na Espanha, durante alguns anos.

Em 1949, com 12 anos de idade, retornou ao Brasil, continuando seus estudos, no Rio de Janeiro. Em 1961, com 24 anos, publicou o seu primeiro romance GUIA-MAPA DE GABRIEL ARCANJO.

Formou-se no Curso de Jornalismo da Faculdade de Filosofia da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro. Fez estágio no jornal O GLOBO. Em 1963, editou o romance MADEIRA FEITA CRUZ.

Em 1965, com a bolsa de estudos LEADER GRANT, viajou pelos Estados Unidos e muitos outros paises, fazendo conferencias e palestras em Seminários e Cursos, como na City University, de Nova York, na Sorbonne, da França e na Complutense de Madrid, Espanha.

Em 1966, com 29 anos, tornou-se Redatora Assistente dos Cadernos Brasileiros. Em 1969, publicou o romance FUNDADOR. Em 1970, com 33 anos de idade, inaugurou a primeira cadeira de Criação Literária, da Universidade Federal do Rio de Janeiro, Brasil.

Em 1976, fez parte do Conselho Consultivo da revista TEMPO BRASILEIRO. Em 1990, com 53 anos de idade, candidatou-se a uma vaga na UNIVERSIDADE DE MIAMI, ficando no quinto lugar, entre oitenta(80) concorrentes.

Em 1991, assumiu a cadeira, passando a lecionar literatura comparada para alunos de Pós-Graduação.

Em 1993, com 57 anos, foi nomeada por Fernando Henrique Cardoso, membro do Conselho Nacional de Política Cultural. Sócia-Correspondente da Academia das Ciências de Lisboa desde 02.12.1999. Eleita para a Academia de Filosofia do Brasil – Rio de Janeiro – 2004. Visiting – Writer: Harvard University, em Cambridge , 2001. Georgetown University, Washington,DC-1999. John Hopkins University. Baltimore, década de 80. Columbia University, Nova York –1978.

Ocupante da Cátedra Alfonso Reyes, em setembro de 2002, em Guadalajara, México, fundada por Carlos Fuentes e outros intelectuais. Ocupante da Cátedra Júlio Cortazár , em novembro de 2001 , em Guadalajara, México. Fundada por Gabriel Garcia Márquez e Carlos Fuentes.

Prêmios Internacionais: 2005 - 15 de junho- laureada com o Prêmio Príncipe de Asturias –Letras, indicada por um júri formado por 20 intelectuais espanhóis, presidido pelo Presidente da Real Academia, Don Victor Garcia de La Concha, em Oviedo-Españha. Entregue pelos Príncipes de Asturias no dia 21.10.2005, em Oviedo.

Primeiro escritor de língua portuguesa a receber esta láurea. 2004 - abril – nomeada Puterbaugh Fellow para 2004 - prêmio oferecido pela Universidade de Oklahoma e a revista The World Literature Today. Primeiro escritor brasileiro a receber esta láurea concedida anteriormente a: Octavio Paz, Carlos Fuentes, Mario Vargas Llosa. 2003 - laureada com o Prêmio Internacional Menéndez Pelayo – entregue em Santander pela Ministra de Educação e Cultura de Espanha , no dia 10.07.2003 – Primeiro intelectual de língua lusa e primeira mulher a receber este prêmio.

O laudatio havendo sido feito pelo escritor Mário Vargas Llosa. 2002 - Laureada com o Prêmio Rosalía de Castro, para conjunto de obra em língua portuguesa – Galícia , em Espanha , concedido pelo Pen Clube da Galícia, em maio de 2002 . Nesta mesma oportunidade , ganhou o referido prêmio, em língua espanhola, o escritor argentino Ernesto Sábato. 2001 – setembro - Laureada com o Prêmio Ibero americano de Narrativa Jorge Isaacs, de Cali , Colômbia – para conjunto de obra.

Primeiro autor de língua portuguesa e primeira mulher a receber tal prêmio. 1995 – novembro -Laureada com o Prêmio Juan Rulfo de Literatura Latino-americana e do Caribe, no México, entregue em Guadalajara, na Feira Internacional do Livro, para conjunto de obra. O laudatio havendo sido feito pelo escritor Carlos Fuentes. Primeiro autor de língua portuguesa e primeira mulher a receber tal prêmio.

Prêmios Nacionais: Prêmio Golfinho – conjunto de obra – Brasil. Prêmio Nestlê – conjunto de obra – Brasil. Prêmio Mário de Andrade – melhor livro do ano, com o romance A CASA DA PAIXÃO – Brasil. Prêmio Walmap - Brasil e outros prêmios. Prêmio Jabuti, de Letras, com o livro VOZES DO DESERTO, melhor romance do ano. 2005.

Recebeu os seguintes títulos internacionais: Doutor Honoris Causa da Universidade de Florida Atlantic,USA- 1996. Doutor Honoris Causa da Universidade de Poitiers, França, l997. Doutor Honoris Causa da Universidade de Santiago de Compostela, Espanha, em 1998. A primeira mulher a receber o título em 503 anos. Doutor Honoris Causa da University of Rutgers, USA, 1998. Doctor Honoris Causa da Université de Montréal, Canadá – maio 2004.

Condecorações recebidas (entre outras): Ordem do Mérito da Mulher, concedido pelo govêrno do Rio de Janeiro – 8 de março 2004. Medalha Castelao, concedida pelo govêrno da Galícia, Espanha. Medalha Cruzeiro do Sul, concedida pelo Presidente da República do Brasil, Brasília. Medalha Ordem do Rio Branco, concedida em Brasília pelo Presidente da República. Medalha Aguila do México, concedida pelo Presidente da República, do México.

Medalha Dom Afonso Henriques, concedida pelo Presidente de Portugal. Medalha Lazo de Dama ,de Isabel, La Católica, concedida pelo rei de Espanha. Medalha Mérito Cultural, concedida pelo Presidente da República ,do Brasil, em Brasília. Medalha Gabriela Mistral,Orden al Merito Cultural, Gran Oficial, concedida pelo Presidente da República, do Chile. Chevalier des Arts et des Letres, concedido pelo Governo Francês. Condecoração Reina Isabel, La Catolica, concedida pelo rei de España, 2000.

Traduções: Livros traduzidos em mais de 20 países. Participou de inúmeras antologias brasileiras e internacionais. Participou de inúmeros congressos nacionais e internacionais.

Outros títulos: Guia mapa de Gabriel Arcanjo, romance, 1961. Madeira feita cruz, romance, 1963. Tempo das frutas, contos, 1966. Fundador, romance, 1969 (Prêmio Walmap ). A casa da paixão, romance, 1972(Prêmio Mario de Andrade). Sala de armas, contos, 1973. Tebas do meu coração, romance, 1974. A força do destino, romance, 1977. O calor das coisas, contos, 1980.

A República dos sonhos, romance, 1984 (Prêmio APCA – Prêmio Pen clube). A doce canção de Caetana, romance, 1987 (Prêmio UBE, SP). O pão de cada dia, fragmentos, 1994. A roda do vento, romance infanto-juvenil, 1996. Até amanhã, outra vez, crônicas, 1999. O cortejo do divino - Porto Alegre. O Presumível Coração da América, discursos, 2002. Vozes do Deserto - romance, 2004.

Palestras no Brasil e no exterior. Seminários internacionais sobre sua obra: Seminário promovido pela Universidade de Miami, Florida, com vários escritores e professores internacionais - Coral Gables, 1991. Seminário sobre sua obra promovida pela Universidade de Poitiers, em Poitier, França, em1997.

Seminário promovido pela Universidade de Santiago de Compostela, com vários professores espanhois e internacionais. Em Santiago de Compostela, Galícia. Seminário promovido pela Universidade de Oklahoma, em Norman, com professores americanos e internacionais, por motivo do prêmio Puterbaugh que lhe foi outorgado. Em Norman, OK, fevereiro de 2004.

Jurada dos Prêmios: Prêmio Norma-2005-Cali, Colômbia. Prêmio Menendez Pelayo , 2004- Madrid. Prêmio Alfaguara, 2003 -Madrid. Prêmio José Saramago, em Lisboa, anos 2005, 2003, 2001, 1999. Neustadt 1988 (USA). Casa de América - 1982 (Cuba). Latino-americano de Novela –1987 –Nicarágua. Santiago do Chile – novela. Juan Rulfo, 1996 (México). Guimarães Rosa, Paris-França.

Membro, entre outros Conselhos, do: Conselho Federal de Cultura. Conselho Estadual de Cultura. Conselho Nacional dos Direitos da Mulher. Centro de Liderança da Mulher. Conselho Consultivo revista Nexo, México. Conselho Revista Tempo Brasileiro. Foro Ibero Americano constituído por Carlos Fuentes, nos anos 2000, 2001, 2003, 2004, com 30 intelectuais, empresários, políticos de todas as Américas e da Península Ibérica. Locais: México, Argentina, Brasil,Colombia.

Conselho da Cátedra Júlio Cortazar, Guadalajara 2004. Conselho da Cátedra Alfonso Reyes, em Monterey, 2003. Fundação Casa França-Brasil. Fundação Roberto Marinho. Fundação Biblioteca Nacional. Comissão de Honra da Presidência da República, por motivo do V Centenário do Brasil - 2000.

Designada pelo Presidente de Governo Zapatero, de Espanha, membro do Conselho de honra do Don Quijote, assumiu em dezembro de 2004, em Madrid.

Quinta ocupante da Cadeira 30, eleita em 27.07.1989, na sucessão de Aurélio Buarque de Holanda e recebida em 3.05.1990, pelo Acadêmico Lêdo Ivo. Em 1996-1997, com 60 anos de idade, tornou-se a primeira mulher, em 100 anos, a presidir a Academia Brasileira de Letras, no ano do seu I Centenário.

Sua Cadeira 30, na Academia Brasileira de Letras tem como Patrono Pardal Mallet, Fundador Pedro Rabelo, sendo também ocupada por Heráclito Graça, Antonio Austregésilo, Aurélio Buarque de Holanda e Nélida Piñon. Foi Presidente da Academia Brasileira de Letras em 1997.

Bem estudada no DICIONARIO CRITICO DE ESCRITORAS BRASILEIRAS(2002), de Nelly Novaes Coelho.

Muito bem analisada na ENCICLOPÉDIA DE LITERATURA BRASILEIRA, de Afrânio Coutinho e J. Galante, edição do MEC, 1990, com revisão de Graça Coutinho e Rita Moutinho, em 2001.

Apesar de sua importância, não é estudada no DICIONÁRIO HISTÓRICO-BIOGRÁFICO BRASILEIRO(2001, 5 volumes, 6.211 páginas), da Fundação Getúlio Vargas e nem é convenientemente referida, em nenhuma das enciclopédias nacionais, Delta, Barsa, Larousse, Mirador, Abril, Koogan/Houaiss, Larousse Cultural, etc.

É verbete do DICIONÁRIO BIOBIBLIOGRÁFICO REGIONAL DO BRASIL, de Mário Ribeiro Martins, via INTERNET, dentro de ENSAIO, no site www.usinadeletras.com.br ou www.mariomartins.com.br





CADEIRA 31

A esta Cadeira, estão vinculados os seguintes nomes:

Pedro Luís-PATRONO(Araruama, Rio de Janeiro, 13.12.1839).

Guimarães Júnior-FUNDADOR(Rio de Janeiro, RJ, 17.02.1847).

João Ribeiro(Laranjeiras, Sergipe, 24.06.1860).

Paulo Setúbal(Tatuí, São Paulo, 01.01.1893).

Cassiano Ricardo(José dos Campos, SP, 26.07.1895).

José Cândido de Carvalho(Campos, RJ, 05.08.1914).

Geraldo França de Lima(Araguari, Minas Gerais, 24.04.1914).

Moacyr Scliar(Porto Alegre, Rio Grande do Sul, 23.03.1937).





BIOGRAFIAS:



PATRONO DA CADEIRA 31-PEDRO LUÍS(Pedro Luis Pereira de Sousa), de Araruama, Estado do Rio, 13.12.1839, escreveu, entre outros, TERRIBILIS(Poesia-1860), OS VOLUNTARIOS DA MORTE(Poesia-1864), A SOMBRA DE TIRADENTES E NUNES MACHADO(Poesia-1866), PRISCA FIDES(Poesia-1876), sem dados biográficos completos nos livros e sem qualquer outra informação ao alcance da pesquisa, via textos editados. Filho de pais não referidos em sua biografia. Após os estudos primários em sua terra natal, deslocou-se para outros centros, onde também estudou.

Matriculou-se no Colégio de São Vicente de Paulo, de Nova Friburgo, interior do Rio. Mudou-se para São Paulo, em 1855. Em 1860, com 21 anos de idade, Bacharelou-se em Ciências Jurídicas e Sociais, na Faculdade de Direito de São Paulo. Voltou para o Rio de Janeiro e estabeleceu-se como advogado na antiga Capital Federal, sendo também advogado no Conselho de Dom Pedro II.

Na política, filiou-se ao Partido Liberal. Deputado em duas legislaturas (1864-1866 e 1878-1881), revelou-se um orador fluentíssimo. Foi ministro dos Negócios Estrangeiros (1880), acumulando com a pasta dos Negócios da Agricultura, quando faleceu o conselheiro Buarque de Macedo. Nesse período teve como funcionário Machado de Assis.

Não alcançando ser reeleito deputado, por ocasião de dissolução da Câmara, o conselheiro Pedro Luís renunciou o cargo de ministro. Em 1882, com 43 anos de idade, foi Presidente da Província da Bahia. Entre outras condecorações, era titular da Legião de Honra e grande dignitário da Ordem da Rosa.

Outros trabalhos: Terribilis, poesia (1860); Os voluntários da morte, canto épico, dedicado à Polônia (1864); A sombra de Tiradentes e Nunes Machado, poesia (1866); Prisca Fides, poesia (1876); Poesias (1897).Em 1934, a Academia Brasileira de Letras publicou os seus Dispersos, com nota preliminar de Afrânio Peixoto.

Advogado, jornalista, político, orador e poeta. Faleceu em Bananal, Estado de São Paulo, em 16.07.1884, com 45 anos de idade.

É o patrono da Cadeira 31, da Academia Brasileira de Letras, por escolha de Luís Guimarães Júnior.

Sua Cadeira 31, na Academia Brasileira de Letras tem como Patrono(ele mesmo, Pedro Luis), Fundador Guimarães Junior, sendo também ocupada por João Ribeiro, Paulo Setúbal, Cassiano Ricardo, José Candido de Carvalho, Geraldo França de Lima e Moacyr Scliar.

Pouco analisado na ENCICLOPÉDIA DE LITERATURA BRASILEIRA, de Afrânio Coutinho e J. Galante, edição do MEC, 1990, com revisão de Graça Coutinho e Rita Moutinho, em 2001.

Não é referido no DICIONARIO BIOBIBLIOGRAFICO DE ESCRITORES CARIOCAS(1965), de J. S. Ribeiro Filho.

Apesar de sua importância, não é estudado no DICIONÁRIO HISTÓRICO-BIOGRÁFICO BRASILEIRO(2001, 5 volumes, 6.211 páginas), da Fundação Getúlio Vargas e nem é convenientemente referido, em nenhuma das enciclopédias nacionais, Delta, Barsa, Larousse, Mirador, Abril, Koogan/Houaiss, Larousse Cultural, etc.

É verbete do DICIONÁRIO BIOBIBLIOGRÁFICO REGIONAL DO BRASIL, de Mário Ribeiro Martins, via INTERNET, dentro de ENSAIO, no site www.usinadeletras.com.br ou www.mariomartins.com.br



FUNDADOR DA CADEIRA 31-GUIMARÃES JÚNIOR(Luís Caetano Guimarães Júnior), Carioca, do Rio de Janeiro, 17.02.1847, escreveu, entre outros, LIRIO BRANCO(Romance-1862), UMA CENA CONTEMPORÂNEA(Teatro-1862), CORIMBOS(Poesia-1866), A FAMILIA AGULHA(Romance-1870), NOTURNOS(Poesia-1872), FILIGRANAS(Ficção-1872), SONETOS E RIMAS(Poesia-1880), A ALMA DO OUTRO MUNDO(Novela-1913), sem dados biográficos completos nos livros e sem qualquer outra informação ao alcance da pesquisa, via textos editados. Filho de Luís Caetano Pereira Guimarães, português, e de Albina de Moura, brasileira. Após os estudos primários em sua terra natal, deslocou-se para outros centros, onde também estudou.

Foi para São Paulo e depois para o Recife, onde, entre 1864 e 1869, concluiu o curso de Ciências Jurídicas e Sociais, na Faculdade de Direito do Recife, com 22 anos de idade. Aos 28 anos, apaixonou-se por Cecília Canongia.

Pedro Luís, então ministro dos Negócios Estrangeiros, ofereceu-lhe um lugar na diplomacia como secretário de Legação em Londres. De 1873 a 1894, passou por vários outros postos, em Santiago do Chile, em Roma, onde serviu sob as ordens de Gonçalves de Magalhães, e em Lisboa.

Foi, depois, como enviado extraordinário, para Veneza, na Itália.

Outros trabalhos: Lírio branco, romance (1862); Uma cena contemporânea, teatro (1862); Corimbos, poesia (1866); A família agulha, romance (1870); Noturnos, poesia (1872); Filigranas, ficção (1872); Sonetos e rimas, poesia (1880); Teatro: As quedas fatais; André Vidal; As jóias indiscretas; Um pequeno demônio; O caminho mais curto; Os amores que passam; Valentina; A alma do outro mundo (1913).

Diplomata, Poeta, Romancista e Teatrólogo. Viveu intensamente no Brasil entre 1862 a 1872. Em 1894, transferiu-se, já aposentado, para Lisboa, onde veio a falecer, em 20.05.1898, com 51 anos de idade.

Foi Fundador da Cadeira 31, da Academia Brasileira de Letras, em 28.12.1896. Sua Cadeira 31 na Academia tem como Patrono Pedro Luis, Fundador(ele próprio Guimarães Júnior), sendo também ocupada por João Ribeiro, Paulo Setúbal, Cassiano Ricardo, José Cândido de Carvalho, Geraldo França de Lima e Moacyr Scliar.

Apesar de sua importância, não é convenientemente mencionado na ENCICLOPÉDIA DE LITERATURA BRASILEIRA, de Afrânio Coutinho e J. Galante, edição do MEC, 1990, com revisão de Graça Coutinho e Rita Moutinho, em 2001.

Bem estudado no DICIONARIO BIOBIBLIOGRAFICO DE ESCRITORES CARIOCAS(1965), de J. S. Ribeiro Filho.

Não é referido no DICIONÁRIO HISTÓRICO-BIOGRÁFICO BRASILEIRO(2001, 5 volumes, 6.211 páginas), da Fundação Getúlio Vargas e nem é suficientemente estudado, em nenhuma das enciclopédias nacionais, Delta, Barsa, Larousse, Mirador, Abril, Koogan/Houaiss, Larousse Cultural, etc.

É verbete do DICIONÁRIO BIOBIBLIOGRÁFICO REGIONAL DO BRASIL, de Mário Ribeiro Martins, via INTERNET, dentro de ENSAIO, no site www.usinadeletras.com.br ou www.mariomartins.com.br



SEGUNDO OCUPANTE DA CADEIRA 31-JOÃO RIBEIRO(João Batista Ribeiro de Andrade Fernandes), de Laranjeiras, Sergipe, 24.06.1860, escreveu, entre outros, DICIONARIO GRAMATICAL(1889), VERSOS(1890), ESTUDOS FILOLOGICOS(1902), PAGINAS DE ESTETICA(Ensaio-1905), FRASES FEITAS(1908), COMPENDIO DE HISTORIA LITERARIA BRASILEIRA(1909), A LINGUA NACIONAL(1933), sem dados biográficos completos nos livros e sem qualquer outra informação ao alcance da pesquisa, via textos editados. Filho de Manuel Joaquim Fernandes e de Guilhermina Ribeiro Fernandes. Após os estudos primários em sua terra natal, deslocou-se para outros centros, onde também estudou.

Muito cedo ficou órfão de pai e foi residir em casa do avô, Joaquim José Ribeiro, que era um espírito liberal. A formação do seu espírito se deu nessa fase de sua vida, quando as excelentes coleções de livros do avô caíram-lhe nas mãos. Além de dedicar-se à leitura, iniciou-se na pintura e na música.

Depois de ter concluído na cidade natal os primeiros estudos, transferiu-se para o Ateneu de Sergipe, em Aracaju, onde sempre se destacou como o primeiro da classe.

Foi para a Bahia e matriculou-se no primeiro ano da Faculdade de Medicina de Salvador. Constatando que a sua vocação não era a de médico, abandonou o curso e embarcou para o Rio de Janeiro, para matricular-se na Escola Politécnica, tendo também abandonado o curso.

Simultaneamente continuava a estudar arquitetura, pintura e música, bem como os vários ramos da literatura e sobretudo filologia. Desde 1881, com 21 anos de idade, dedicou-se ao jornalismo e fez-se amigo dos grandes jornalistas do momento, Quintino Bocaiúva, José do Patrocínio e Alcindo Guanabara.

Ao chegar ao Rio, trazia os originais de uma coletânea de poesias, OS IDÍLIOS MODERNOS. Seu amigo e conterrâneo Sílvio Romero leu esses versos e publicou sobre eles um alentado artigo na Revista Brasileira (tomo IX, 1881). Mesmo assim João Ribeiro decidiu não publicá-los.

Trabalhou, a princípio, no jornal ÉPOCA (1887-1888), multiplicando-se por várias seções, sob diversos pseudônimos: Xico-Late, Y., N., Nereu. Em 1888-89 estava no CORREIO DO POVO, com o seu "Através da Semana", onde assinava com as suas iniciais e também com o pseudônimo "Rhizophoro".

Apaixonado pelos assuntos da filologia e da história, João Ribeiro desde cedo dedicou-se ao magistério. Professor de colégios particulares desde 1881.

Em 1887, com 27 anos de idade, submeteu-se a concurso no Colégio Pedro II, para a cadeira de Português, para a qual escreveu a tese "MORFOLOGIA E COLOCAÇÃO DOS PRONOMES."

Contudo, só foi nomeado três anos depois, em 1890, para a cadeira de História Universal. Foi também professor da Escola Dramática do Distrito Federal, cargo em que ainda estava em exercício quando faleceu.

A sua atividade no magistério iria se desdobrar com a do autor de uma vasta obra nas áreas da filologia, da história e do ensaio. Escrevia então para o jornal A SEMANA, de Valentim de Magalhães, ao lado de Machado de Assis, Lúcio de Mendonça e Rodrigo Octavio, entre outros.

Ali publicou os artigos que iriam constituir os seus ESTUDOS FILOLÓGICOS (1902). A partir de 1895 fez inúmeras viagens à Europa, ora por motivos particulares, ora em missões oficiais. Representou o Brasil no Congresso de Propriedade Literária, reunido em Dresden, bem como na Sociedade de Geografia de Londres.

Mantinha-se em contato com seus leitores brasileiros através de colaborações no JORNAL DO COMMERCIO(Rio), no jornal O DIA(Rio) e no jornal COMÉRCIO DE SÃO PAULO. A última fase de sua atividade na imprensa foi no JORNAL DO BRASIL(Rio), desde 1925 até a morte, em 1934. Ali escreveu crônicas, ensaios e crítica.

Vinculado ao Tocantins, por ter escrito sobre o norte de Goiás, hoje Tocantins, focalizando os aspectos folclóricos da região, em seu livro “O FOLCLORE”(1919).

Outros trabalhos: Dicionário gramatical (1889); Versos (1890); Estudos filológicos (1902); Páginas de estética, ensaios (1905); Frases feitas, filologia (1908); Compêndio de história da literatura brasileira, história literária (1909); O fabordão, filologia (1910); Colméia, ensaios (1923).

Cartas devolvidas (1926); Curiosidades verbais, filologia (1927); Floresta de exemplos, contos (1931); Goethe (1932); A língua nacional, filologia (1933); Crítica (org. Múcio Leão); Os modernos (1952); Clássicos e românticos brasileiros (1952); Poetas, Parnasianismo e Simbolismo (1957); Autores de ficção (1959).

Em 1897, ao criar-se a Academia, ele estava ausente do Brasil. Por isso não foi incluído no quadro dos fundadores.

Em 1898, já de volta ao Rio, ocorreu, em Lisboa, o falecimento de Luís Guimarães Júnior. A Academia o escolheu para essa sua primeira vaga. Foi eleito no dia 8.08.1898, por 17 votos, tendo tido como concorrente José Vicente de Azevedo Sobrinho que não teve voto, com três votos em branco.

Foi recebido em 30 de novembro daquele mesmo ano, saudando-o José Veríssimo. Na Academia, fez parte de numerosas comissões, entre as quais a Comissão do Dicionário e a Comissão de Gramática. Foi um dos principais promotores da reforma ortográfica de 1907.

Seu nome foi apresentado diversas vezes como o de um possível presidente da instituição, mas ele declinou sistematicamente de aceitar tal investidura. Em 22.12.1927, com 67 anos, porém, a Academia o elegeu presidente. João Ribeiro apresentou, imediatamente, sua renúncia ao cargo. Jornalista, crítico, filólogo, historiador, pintor, tradutor. Faleceu no Rio de Janeiro, em 13.04.1934, com 74 anos de idade.

Segundo ocupante da Cadeira 31, eleito em 8.08.1898, na sucessão de Luís Guimarães Júnior e recebido pelo Acadêmico José Veríssimo em 30.11.1898. Sua Cadeira 31, na Academia Brasileira de Letras tem como Patrono Pedro Luis, Fundador Guimarães Junior, sendo também ocupada por João Ribeiro, Paulo Setúbal, Cassiano Ricardo, José Candido de Carvalho, Geraldo França de Lima e Moacyr Scliar.

Muito bem analisado na ENCICLOPÉDIA DE LITERATURA BRASILEIRA, de Afrânio Coutinho e J. Galante, edição do MEC, 1990, com revisão de Graça Coutinho e Rita Moutinho, em 2001.

Bem estudado na antologia A POESIA SERGIPANA NO SÉCULO XX(1998), de Assis Brasil.

Apesar de sua importância, não é estudado no DICIONÁRIO HISTÓRICO-BIOGRÁFICO BRASILEIRO(2001, 5 volumes, 6.211 páginas), da Fundação Getúlio Vargas e nem é convenientemente referido, em nenhuma das enciclopédias nacionais, Delta, Barsa, Larousse, Mirador, Abril, Koogan/Houaiss, Larousse Cultural, etc.

É verbete do DICIONÁRIO BIOBIBLIOGRÁFICO REGIONAL DO BRASIL, de Mário Ribeiro Martins, via INTERNET, dentro de ENSAIO, no site www.usinadeletras.com.br ou www.mariomartins.com.br



TERCEIRO OCUPANTE DA CADEIRA 31-PAULO SETÚBAL(Paulo Setubal de Oliveira), de Tatuí, Estado de São Paulo, 01.01.1893, escreveu, entre outros, ALMA CABOCLA(Poesia-1920), A MARQUESA DE SANTOS(Romance-1925), O PRINCIPE DE NASSAU(Romance-1926), AS MALUQUICES DO IMPERADOR(Contos-1927), NOS BASTIDORES DA HISTORIA(Contos-1928), O SONHO DAS ESMERALDAS(Ensaio-1935), sem dados biográficos completos nos livros e sem qualquer outra informação ao alcance da pesquisa, via textos editados. Filho de pais não referidos em sua biografia. Após os estudos primários em sua terra natal, deslocou-se para outros centros, onde também estudou.

Órfão de pai aos quatro anos(1897), sua mãe cuidou sozinha de nove filhos pequenos. Estudou interno no colégio do seu Chico Pereira e começou a trabalhar para viver e sustentar os irmãos. Transferindo-se com a família para São Paulo, entrou para o Ginásio Nossa Senhora do Carmo, dos Irmãos Maristas, onde estudou durante seis anos. Aí começou o interesse pela literatura e pela filosofia. Leu Kant, Spinoza, Rousseau, Schopenhauer, Voltaire e Nietzsche.

Na literatura, influenciou-o sobretudo a leitura de Guerra Junqueiro e Antero de Quental. Muitas passagens do seu primeiro livro de poesias, ALMA CABOCLA, lembram a MUSA EM FÉRIAS de Guerra Junqueiro.

Em 1914, com 21 anos de idade, Bacharelou-se em Ciências Jurídicas e Sociais, pela Faculdade de Direito de São Paulo. No segundo ano de Direito, começou a trabalhar em jornais. Ingressou como revisor do jornal A TARDE e logo a seguir ganhou sua primeira coluna como redator. Começou a sentir os primeiros sinais da Tuberculose. Concluído o curso de Direito, iniciou carreira na advocacia em São Paulo.

Antes, porem, foi Promotor Público de São Paulo(nesta época, os Promotores não faziam concurso e eram nomeados a bel prazer dos governantes que os tiravam, quando queriam).

Em 1918, com 25 anos, devido à gripe espanhola, partiu para Lages, em Santa Catarina, onde morava o irmão mais velho, e lá tornou-se um advogado bem-sucedido. Levava, porém, uma vida dissoluta, às voltas com mulheres e com o jogo.

Cansado de tudo, voltou para São Paulo, e também lá se estabeleceu como advogado. Em 1928, com 35 anos de idade, foi eleito Deputado Estadual de São Paulo. Foi reeleito, mas teve de abandonar a política por causa da saúde. Fez diversas viagens à Europa, tentando a cura para a sua tuberculose. Iniciou-se, então, a principal fase de sua produção literária, que o levaria a ser o escritor mais lido do país.

Destaca-se, especialmente, pelo gênero do romance histórico, com A MARQUESA DE SANTOS (1925) e O PRÍNCIPE DE NASSAU (1926). Os sucessivos livros que escreveu sobre o ciclo das bandeiras, a começar com O OURO DE CUIABÁ (1933) até O SONHO DAS ESMERALDAS (1935), tinham o sentido social de levantar o orgulho do povo bandeirante na fase pós-Revolução Constitucionalista (1932) em São Paulo, trazendo o passado em socorro do presente.

Em 1935, Paulo Setúbal chegou ao apogeu, sendo consagrado pela Academia Brasileira de Letras. Aos problemas crônicos de saúde acrescentava-se a minagem psicológica ocasionada pela desilusão com os rumos da política e consigo mesmo. Passou a freqüentar fervorosamente a Igreja da Imaculada Conceição, perto de sua residência em São Paulo e a ler a Bíblia e livros como a Psicologia da fé e A imitação de Cristo.

É quando escreve o CONFÍTEOR, livro de memórias, a narrativa de sua conversão, que ficou inacabado.

Outros trabalhos: Alma cabocla, poesia (1920); A marquesa de Santos, romance-histórico (1925); O príncipe de Nassau, romance histórico (1926); As maluquices do Imperador, contos-históricos (1927); Nos bastidores da história, contos (1928).

O ouro de Cuiabá, história (1933); Os irmãos Leme, romance (1933); El-dourado, história (1934); O romance da prata, história (1935);O sonho das esmeraldas (1935); Um sarau no Paço de São Cristóvão (1936); A fé na formação da nacionalidade, ensaio (1936); Confíteor, memórias (1937).

Advogado, jornalista, ensaísta, poeta e romancista. Faleceu em São Paulo, SP, em 4.05.1937, com 44 anos de idade.

Terceiro ocupante da Cadeira 31, eleito em 6.12.1934, na sucessão de João Ribeiro e recebido pelo Acadêmico Alcântara Machado em 27.07.1935.

Sua Cadeira 31, na Academia Brasileira de Letras tem como Patrono Pedro Luis, Fundador Guimarães Junior, sendo também ocupada por João Ribeiro, Paulo Setúbal, Cassiano Ricardo, José Candido de Carvalho, Geraldo França de Lima e Moacyr Scliar.

Muito bem estudado no DICIONARIO DE AUTORES PAULISTAS(1954), de Luis Correia de Melo.

Pouco analisado na ENCICLOPÉDIA DE LITERATURA BRASILEIRA, de Afrânio Coutinho e J. Galante, edição do MEC, 1990, com revisão de Graça Coutinho e Rita Moutinho, em 2001.

Apesar de sua importância, não é estudado no DICIONÁRIO HISTÓRICO-BIOGRÁFICO BRASILEIRO(2001, 5 volumes, 6.211 páginas), da Fundação Getúlio Vargas e nem é convenientemente referido, em nenhuma das enciclopédias nacionais, Delta, Barsa, Larousse, Mirador, Abril, Koogan/Houaiss, Larousse Cultural, etc.

É verbete do DICIONÁRIO BIOBIBLIOGRÁFICO REGIONAL DO BRASIL, de Mário Ribeiro Martins, via INTERNET, dentro de ENSAIO, no site www.usinadeletras.com.br ou www.mariomartins.com.br



QUARTO OCUPANTE DA CADEIRA 31-CASSIANO RICARDO LEITE, de São José dos Campos, Estado de São Paulo, 26.07.1895, escreveu, entre outros, DENTRO DA NOITE(1915), A FLAUTA DE PAN(1917), A MENTIROSA DE OLHOS VERDES(1924), MARCHA PARA O OESTE(1940), O HOMEM CORDIAL(1959), sem dados biograficos completos nos livros e sem qualquer outra informação ao alcance da pesquisa, via textos editados. Filho de Francisco Leite Machado e Minervina Ricardo Leite. Após os estudos primários em sua terra natal, deslocou-se para outros centros, onde também estudou.

Matriculou-se na Faculdade de Direito de São Paulo, mas só conseguiu concluir o curso na Faculdade de Direito da Universidade do Brasil, no Rio de Janeiro, em 1917, quando estava com 22 anos de idade.

De volta a São Paulo, foi um dos líderes do movimento de reforma literária iniciada na Semana de Arte Moderna de 1922, participando ativamente dos grupos "Verde Amarelo" e "Anta", ao lado de Plínio Salgado, Menotti del Picchia, Raul Bopp, Cândido Mota Filho e outros.

No jornalismo, Cassiano Ricardo trabalhou no CORREIO PAULISTANO (de 1923 a 1930), como redator. Dirigiu o jornal A MANHÃ, do Rio de Janeiro (de 1940 a 1944). Em 1924, fundou a NOVÍSSIMA, revista literária dedicada à causa dos modernistas e ao intercâmbio cultural pan-americano. Também foi o criador das revistas PLANALTO (1930) e INVENÇÃO (1962).

Em 1937, com 42 anos, fundou, com Menotti del Picchia e Mota Filho, a "Bandeira", movimento político que se contrapunha ao Integralismo. Dirigiu, naquele tempo, o jornal O ANHANGÜERA.

Eleito, em 1950, com 55 anos de idade, Presidente do Clube da Poesia de São Paulo, tendo sido reeleito várias vezes. Em sua gestão, começou um curso de Poética e iniciou a publicação da coleção "NOVÍSSIMOS", destinada a publicar e apresentar valores representativos daquela fase da poesia brasileira.

Entre 1953 e 1954, foi chefe do Escritório Comercial do Brasil em Paris. Publicou também A FLAUTA DE PÃ (1917), VAMOS CAÇAR PAPAGAIOS (1926), BORRÕES DE VERDE E AMARELO (1927) e MARTIM CERERÊ (1928) que estão entre as mais representativas do modernismo. Editou também O SANGUE DAS HORAS (1943) e UM DIA DEPOIS DO OUTRO (1947), bem como ainda JEREMIAS SEM-CHORAR(1964).

Pertenceu ao Conselho Federal de Cultura e à Academia Paulista de Letras. Na Academia Brasileira de Letras, teve atuação viva e constante. Relator da Comissão de Poesia em 1937, redigiu parecer concedendo a láurea ao livro VIAGEM, de Cecília Meireles. Ao lado de Manuel Bandeira, Alceu Amoroso Lima e Múcio Leão, Cassiano Ricardo levou adiante o processo de renovação da Instituição.

Outros trabalhos: Dentro da noite (1915); A flauta de Pan (1917); Jardim das hespérides (1920); A mentirosa de olhos verdes (1924); Vamos caçar papagaios (1926); Borrões de verde e amarelo (1927); Martim Cererê (1928), Deixa estar, jacaré (1931).

Canções da minha ternura (1930); O sangue das horas (1943); Um dia depois do outro (1947); Poemas murais 1950; A face perdida (1950); O arranha-céu de vidro (1956); João Torto e a fábula (1956); Poesias completas (1957); Montanha russa (1960); A difícil manhã (1960); Jeremias sem-chorar (1964).

Ensaio: O Brasil no original (1936); O negro da bandeira (1938); A Academia e a poesia moderna (1939); Marcha para Oeste (1940); A poesia na técnica do romance (1953); O tratado de Petrópolis (1954); Pequeno ensaio de bandeirologia (1959); 22 e a poesia de hoje (1962); Algumas reflexões sobre a poética de vanguarda (1964).

Numerosos poemas de Cassiano Ricardo foram traduzidos para o italiano, espanhol, francês, inglês, húngaro, holandês e servo-croata.

Marcha para Oeste foi traduzido pelo Fondo de Cultura Económica do México, com o título La Marcha hacia el Oeste e Martim Cererê, do qual Gabriela Mistral já havia traduzido alguns poemas, foi depois integralmente vertido para o castelhano, pela escritora cubana Emília Bernal, e publicado em Madri, pelo Instituto de Cultura Hispânica, em 1953.

Jornalista, poeta e ensaísta. Faleceu no Rio de Janeiro, RJ, em 14.01.1974, com 79 anos de idade.

Foi eleito em 9.09.1937, para a Cadeira 31, na sucessão de Paulo Setúbal. Foi recebido em 28.12.1937, pelo acadêmico Guilherme de Almeida.

Sua Cadeira 31, na Academia Brasileira de Letras tem como Patrono Pedro Luis, Fundador Guimarães Junior, sendo também ocupada por João Ribeiro, Paulo Setúbal, Cassiano Ricardo, José Candido de Carvalho, Geraldo França de Lima e Moacyr Scliar.

Muito bem analisado na ENCICLOPÉDIA DE LITERATURA BRASILEIRA, de Afrânio Coutinho e J. Galante, edição do MEC, 1990, com revisão de Graça Coutinho e Rita Moutinho, em 2001.

Bem estudado no DICIONÁRIO DE AUTORES PAULISTAS(1954), de Luis Correia de Melo.

Apesar de sua importância, não é estudado no DICIONÁRIO HISTÓRICO-BIOGRÁFICO BRASILEIRO(2001, 5 volumes, 6.211 páginas), da Fundação Getúlio Vargas e nem é convenientemente referido, em nenhuma das enciclopédias nacionais, Delta, Barsa, Larousse, Mirador, Abril, Koogan/Houaiss, Larousse Cultural, etc.

É verbete do DICIONÁRIO BIOBIBLIOGRÁFICO REGIONAL DO BRASIL, de Mário Ribeiro Martins, via INTERNET, dentro de ENSAIO, no site www.usinadeletras.com.br ou www.mariomartins.com.br



QUINTO OCUPANTE DA CADEIRA 31-JOSÉ CÂNDIDO DE CARVALHO, de Campos, Estado do Rio, 05.08.1914, escreveu, entre outros, OLHA PARA O CEU, FREDERICO(Romance-1939), O CORONEL E O LOBISOMEM(Romance-1964), NINGUEM MATA O ARCO-IRIS(Crônicas-1972), DISCURSOS NA ACADEMIA(1976), NOTAS DE VIAGEM AO RIO NEGRO(1983), sem dados biográficos completos nos livros e sem qualquer outra informação ao alcance da pesquisa, via textos editados. Filho de Bonifácio de Carvalho e Maria Cândido de Carvalho.

Seus pais vieram de Trás-os-Montes, norte de Portugal e se fixaram em Campos de Goitacases, no Estado do Rio. Após os estudos primários em sua terra natal, deslocou-se para outros centros, onde também estudou.

Com oito anos de idade, em 1922, em virtude da doença do pai, morou algum tempo no Rio de Janeiro, quando trabalhou, como estafeta, na Exposição Internacional de 1922. Logo voltou a Campos, onde continuou a estudar em escolas públicas.

Nas férias trabalhava como ajudante de farmacêutico, cobrador de uma firma de aguardente e trabalhador de uma refinação de açúcar.

Na Revolução de 30, com 16 anos, trocou o comércio pelo jornal. Iniciou a atividade de jornalista na revisão de O LIBERAL. Entre 1930 e 1939, exerceu funções de redator e colaborador em diversos periódicos de Campos, como a FOLHA DO COMÉRCIO. Passou depois para o jornal O DIA, onde passou a comentar a política internacional, e ainda na GAZETA DO POVO e no MONITOR CAMPISTA.

Admirador de Rachel de Queiroz e José Lins do Rego, começou a escrever, em 1936, o romance OLHA PARA O CÉU, FREDERICO!, publicado em 1939, pela Vecchi, na coleção "Novos Autores Brasileiros".

Concluiu seus preparatórios no Liceu de Humanidades de Campos e formou-se Bacharel em Ciencias Jurídicas e Sociais, em 1937, com 23 anos, pela Faculdade de Direito do Rio de Janeiro.

Passou a morar no Rio, em Santa Teresa, entrando para a redação de A NOITE, um jornal de quatro edições diárias. Como funcionário público, conseguiu um cargo de redator no Departamento Nacional do Café, mas ali ficou por pouco tempo.

Em 1942, com 28 anos de idade, Amaral Peixoto, então interventor no Estado do Rio, convidou-o para trabalhar em Niterói, onde foi dirigir O ESTADO, um dos grandes diários fluminenses, e onde passou a residir.

Com o desaparecimento de A Noite, em 1957, vai chefiar o copidesque de O CRUZEIRO e dirigir, substituindo Odylo Costa Filho, a edição internacional dessa importante revista.

Somente 25 anos depois de ter publicado o primeiro romance, publicou, em 1964, pela Empresa Editora de O CRUZEIRO, o romance O CORONEL E O LOBISOMEM, uma das obras-primas da ficção brasileira, que teve imediatamente grande sucesso. A segunda edição saiu também pela empresa de O CRUZEIRO.

A partir de 1970, a Editora José Olympio passou a reeditar o romance, que em 1996 atingiu a 41a edição. Não demorou a ser publicado também em Portugal e ser traduzido para o francês e o espanhol. Obteve o Prêmio Jabuti, da Câmara Brasileira do Livro, o Prêmio Coelho Neto, da Academia Brasileira, e o Prêmio Luísa Cláudio de Sousa, do PEN Clube do Brasil.

Em 1970, com 56 anos, foi diretor da Rádio Roquette-Pinto, onde se manteve até 74, quando assumiu a direção do Serviço de Radiodifusão Educativa do MEC. Em 1975, foi eleito presidente do Conselho Estadual de Cultura do Estado do Rio de Janeiro. De 1976 a 1981, foi presidente da Fundação Nacional de Arte (Funarte), cargo para o qual foi convidado pelo ministro Nei Braga.

De 1982 a 1983 foi presidente do Instituto Municipal de Cultura do Rio de Janeiro (Rioarte). Estava escrevendo um novo romance, O REI BALTAZAR, que ficou inacabado.

Outros trabalhos: Olha para o céu, Frederico!, romance (1939); O coronel e o lobisomem, romance (1964); Porque Lulu Bergantim não atravessou o Rubicon, (1970); Um ninho de mafagafos cheio de mafagafinhos (1972); Ninguém mata o arco-íris, crônicas (1972); Manequinho e o anjo de procissão, contos (1974); Notas de viagem ao Rio Negro (1983).

Jornalista, contista e romancista. Faleceu em Niterói, RJ, em 01.08.1989, com 75 anos de idade.

Quinto ocupante da Cadeira 31, eleito em 23.05.1974, com 60 anos, na sucessão de Cassiano Ricardo e recebido pelo Acadêmico Herberto Sales em 01.10.1974.

Sua Cadeira 31, na Academia Brasileira de Letras tem como Patrono Pedro Luis, Fundador Guimarães Junior, sendo também ocupada por João Ribeiro, Paulo Setúbal, Cassiano Ricardo, José Candido de Carvalho, Geraldo França de Lima e Moacyr Scliar.

Não é referido no DICIONARIO BIOBIBLIOGRAFICO DE ESCRITORES CARIOCAS(1965), de J. S. Ribeiro Filho.

Pouco analisado na ENCICLOPÉDIA DE LITERATURA BRASILEIRA, de Afrânio Coutinho e J. Galante, edição do MEC, 1990, com revisão de Graça Coutinho e Rita Moutinho, em 2001.

Apesar de sua importância, não é estudado no DICIONÁRIO HISTÓRICO-BIOGRÁFICO BRASILEIRO(2001, 5 volumes, 6.211 páginas), da Fundação Getúlio Vargas e nem é convenientemente referido, em nenhuma das enciclopédias nacionais, Delta, Barsa, Larousse, Mirador, Abril, Koogan/Houaiss, Larousse Cultural, etc.

É verbete do DICIONÁRIO BIOBIBLIOGRÁFICO REGIONAL DO BRASIL, de Mário Ribeiro Martins, via INTERNET, dentro de ENSAIO, no site www.usinadeletras.com.br ou www.mariomartins.com.br



SEXTO OCUPANTE DA CADEIRA 31-GERALDO FRANÇA DE LIMA, de Araguari, Minas Gerais, 24.04.1914, escreveu, entre outros, SERRAS AZUIS(Romance-1961), BREJO ALEGRE(Romance-1964), BRANCA BOLA(Romance-1965), JAZIGO DOS VIVOS(Romance-1968), OS PÁSSAROS E OUTRAS HISTÓRIAS(Romance-1999), sem dados biográficos completos nos livros e sem qualquer outra informação ao alcance da pesquisa, via textos editados. Filho de Alfredo Simões de Lima e de Corina França de Lima. Após os estudos primários em sua terra natal no Colégio Regina Pacis, em 1926, dos padres holandeses, deslocou-se para outros centros, onde também estudou.

Em 1929, matriculou-se no internato do Ginásio Mineiro, em Barbacena, Minas Gerais. Em 1932, Geraldo França de Lima foi eleito Presidente da Arcádia Ginasiana de Letras e diretor do jornal O Kepi. Romancista, contista, poeta, advogado e professor. Nos anos seguintes, transferiu-se para o Rio de Janeiro.

Em 1934, no Rio de Janeiro, ingressou na Faculdade de Direito da Universidade do Brasil. Tornou-se revisor do jornal A BATALHA, de Júlio Barata, estreando também como articulista. Em 1935, Bastos Tigre publicou as poesias de Geraldo França de Lima na revista Fon-Fon.

Em 9.12.1938, formou-se Bacharel em Ciências Jurídicas e Sociais. Retornou a Minas Gerais. Depois de rápida passagem por Araguari, voltou para Barbacena, como professor do Ginásio Mineiro, nomeado pelo governador Benedito Valadares.

Em 1951, com 37 anos, acompanhando o Ministro da Justiça Bias Fortes, retornou definitivamente ao Rio de Janeiro, sendo nomeado advogado da Estrada de Ferro Central do Brasil, de onde passou para a Procuradoria Geral da República e daí para a Consultoria Geral da República.

Em 1958, aprovado em concurso de provas e títulos, foi nomeado professor do Colégio Pedro II, e posteriormente, admitido como professor de Literatura Brasileira na Faculdade de Letras da UFRJ. Foi assessor de Tancredo Neves e do Presidente Juscelino Kubitschek.

Foi casado com Lygia Bias Fortes da Rocha Lagoa França de Lima, que faleceu em 2002. Detentor de muitos prêmios literários, entre os quais, o Prêmio Fernando Chinaglia, o Troféu Guimarães Rosa, o Prêmio Paula Brito Revelação Literária, etc.

Membro de diferentes instituições sociais, culturais e de classe, dentre outras, Academia de Letras do Triângulo Mineiro, União Brasileira de Escritores, Academia Brasileira de Arte e PEN Clube do Brasil.

Em 1988, quando da elaboração da Constituição Brasileira, fez parte da Comissão contra a emancipação do Triângulo Mineiro, ao lado de Afonso Arinos de Melo Franco, Otto Lara Resende e Osvaldo França Júnior.

Outros trabalhos: Serras azuis, romance (1961); Brejo alegre, romance (1964); Branca Bola, romance (1965); Jazigo dos vivos, romance (1969); O nó cego, romance (1973); A pedra e a pluma, romance (1979); A herança de Adão, romance (1983).

A janela e o morro, romance (1988); Naquele Natal, romance histórico (1988); Rio da vida, romance (1991); Folhas ao léu, contos (1994); Sob a curva do sol, romance (1997). Os pássaros e outras histórias (1999); O sino e o som (2002).

Faleceu no Rio de Janeiro, em 22.03.2003, com 89 anos de idade.

Sexto ocupante da Cadeira 31, eleito em 30.11.1989, na sucessão de José Cândido de Carvalho e recebido em 19.07.1990, pelo Acadêmico Lêdo Ivo. Recebeu o Acadêmico Antonio Olinto.

Sua Cadeira 31 na Academia tem como Patrono Pedro Luis, Fundador Guimarães Junior, sendo também ocupada por João Ribeiro, Paulo Setúbal, Cassiano Ricardo, José Candido de Carvalho, Geraldo França de Lima e Moacyr Scliar.

Pouco analisado na ENCICLOPÉDIA DE LITERATURA BRASILEIRA, de Afrânio Coutinho e J. Galante, edição do MEC, 1990, com revisão de Graça Coutinho e Rita Moutinho, em 2001.

Não é estudado na antologia A POESIA MINEIRA NO SÉCULO XX(1998), de Assis Brasil.

Apesar de sua importância, não é estudado no DICIONÁRIO HISTÓRICO-BIOGRÁFICO BRASILEIRO(2001, 5 volumes, 6.211 páginas), da Fundação Getúlio Vargas e nem é convenientemente referido, em nenhuma das enciclopédias nacionais, Delta, Barsa, Larousse, Mirador, Abril, Koogan/Houaiss, Larousse Cultural, etc.

É verbete do DICIONÁRIO BIOBIBLIOGRÁFICO REGIONAL DO BRASIL, de Mário Ribeiro Martins, via INTERNET, dentro de ENSAIO, no site www.usinadeletras.com.br ou www.mariomartins.com.br



SÉTIMO OCUPANTE DA CADEIRA 31-MOACYR SCLIAR(Moacyr Jaime Scliar), de Porto Alegre, Rio Grande do Sul, 23.03.1937, escreveu, entre outros, HISTORIAS DE MEDICO EM FORMAÇÃO(Contos-1962), O CARNAVAL DOS ANIMAIS(Contos-1968), A GUERRA DO BOM FIM(Romance-1972), HISTORIAS DA TERRA TREMULA(Contos-1976), A ESTRANHA NAÇÃO DE RAFAEL MENDES(Romance-1983), DICIONARIO DO VIAJANTE INSÓLITO(Crônicas-1995), O AMANTE DA MADONNA(Contos-1997), OS LEOPARDOS DE KAFKA(Romance-2000), sem dados biográficos completos nos livros e sem qualquer outra informação ao alcance da pesquisa, via textos editados. Filho de José Scliar e Sara Scliar. Após os estudos primários em sua terra natal, deslocou-se para outros centros, onde também estudou.

Em 1951, concluiu o ginásio no Colegio Rosário (Porto Alegre). Em 1954, com 17 anos, terminou o curso científico no Colégio Estadual Julio de Castilhos. Em 1955, Ingressou na Faculdade de Medicina de Porto Alegre.

Em 1962, com 25 anos de idade, publicou seu primeiro livro, HISTÓRIAS DE MÉDICO EM FORMAÇÃO, contos baseados em sua experiência como estudante. Também em 1962, formou-se em Medicina.

Em 1963, fez residência em Clínica Médica. Em 1965, com 28 anos, casou-se com Judith Vivien Oliven, com quem tem o filho Roberto.

Em 1968, publicou O CARNAVAL DOS ANIMAIS, contos, que considera de fato sua primeira obra. Em 1969, com 32 anos, começou a trabalhar em saúde pública. Em 1970, fez Pós-graduação no exterior (Israel).

Em 1971, publicou o primeiro romance: A GUERRA NO BOM FIM. Em 1993, com 56 anos, tornou-se professor visitante na Brown University(Department of Portuguese and Brazilian Studies), e na Universidade do Texas (Austin) nos Estados Unidos.

É autor de 67 livros em vários gêneros: ficção, ensaio, crônica, literatura juvenil. Obras suas foram publicadas nos Estados Unidos, França, Alemanha, Espanha, Portugal, Inglaterra, Itália, Rússia, Tchecoslováquia, Suécia, Noruega, Polônia, Bulgária, Japão, Argentina, Colômbia, Venezuela, Uruguai, Canadá, Israel e outros países, com grande repercussão crítica.

É detentor dos seguintes prêmios, entre outros: Prêmio Academia Mineira de Letras (1968), Prêmio Joaquim Manoel de Macedo (Governo do Estado do Rio, 1974), Prêmio Cidade de Porto Alegre (1976), Prêmio Brasília (1977), Prêmio Guimarães Rosa (Governo do Estado de Minas Gerais, 1977), Prêmio Jabuti (1988, 1993 e 2000), Prêmio Casa de las Americas (1989), Prêmio PEN Clube do Brasil (1990), Prêmio Açorianos (Prefeitura de Porto Alegre, 1997 e 2002), Prêmio José Lins do Rego (Academia Brasileira de Letras, 1998), Prêmio Mário Quintana (1999).

Freqüentemente é convidado para conferências e encontros de literatura no país e no exterior. É colunista dos jornais ZERO HORA (Porto Alegre) e FOLHA DE SÃO PAULO. Colabora com vários órgãos da imprensa no país e no exterior. Tem textos adaptados para o cinema, teatro, tevê e rádio, inclusive no exterior.

É médico, especialista em Saúde Pública e Doutor em Ciências pela Escola Nacional de Saúde Pública.

Duas influências são importantes na obra de Scliar. Uma é a sua condição de filho de imigrantes, que aparece em obras como A GUERRA NO BOM FIM, O EXÉRCITO DE UM HOMEM SÓ, O CENTAURO NO JARDIM e A ESTRANHA NAÇÃO DE RAFAEL MENDES. A outra influência é a sua formação de médico de saúde pública, que lhe oportunizou uma vivência com a doença, o sofrimento e a morte, bem como uma conhecimento da realidade brasileira.

O que é perceptível em obras ficcionais, como A MAJESTADE DO XINGU e não-ficcionais, COMO A PAIXÃO TRANSFORMADA: HISTÓRIA DA MEDICINA NA LITERATURA.

Outros trabalhos: O carnaval dos animais. Porto Alegre, Movimento, 1968. Rio, Ediouro, 2001. A balada do falso Messias. São Paulo, Ática, 1976. Histórias da terra trêmula. São Paulo, Escrita, 1976. O anão no televisor. Porto Alegre, Globo, 1979 * Os melhores contos de Moacyr Scliar. São Paulo, Global, 1984.

Dez contos escolhidos. Brasília, Horizonte, 1984. * O olho enigmático. Rio, Guanabara, 1986. * Contos reunidos. São Paulo, Companhia das Letras, 1995. O amante da Madonna. Porto Alegre, Mercado Aberto, 1997. Os contistas. Rio, Ediouro, 1997. Histórias para (quase) todos os gostos. Porto Alegre, L&PM, 1998. Pai e filho, filho e pai. Porto Alegre, L&PM, 2002.

Romance: A guerra no Bom Fim. Rio, Expressão e Cultura, 1972. Porto Alegre, L&PM. O exército de um homem só. Rio, Expressão e Cultura, 1973. Porto Alegre, L&PM. Os deuses de Raquel. Rio, Expressão e Cultura, 1975. Porto Alegre L&PM. O ciclo das águas. Porto Alegre, Globo, 1975; Porto Alegre, L&PM, 1996. Mês de cães danados. Porto Alegre, L&PM, 1977. Doutor Miragem. Porto Alegre, L&PM, 1979. Os voluntários. Porto Alegre, L&PM, 1979.

O centauro no jardim. Rio, Nova Fronteira, 1980. Porto Alegre, L&PM. Max e os felinos. Porto Alegre, L&PM, 1981. A estranha nação de Rafael Mendes. Porto Alegre, L&PM, 1983. Cenas da vida minúscula. Porto Alegre, L&PM, 1991. Sonhos tropicais. São Paulo, Companhia das Letras, 1992. A majestade do Xingu. São Paulo, Companhia das Letras, 1997. A mulher que escreveu a Bíblia. São Paulo, Companhia das Letras, 1999. Os leopardos de Kafka. São Paulo, Companhia das Letras, 2000. Na Noite do Ventre, o Diamante. Rio de Janeiro: Ed. Objetiva, 2005. Os Vendilhões do Templo. Ed. Companhia das letras, 2006.

Ficção infanto-juvenil: Cavalos e obeliscos. Porto Alegre, Mercado Aberto, 1981; São Paulo, Ática, 2001. A festa no castelo. Porto Alegre, L&PM, 1982. Memórias de um aprendiz de escritor. São Paulo, Cia. Editora Nacional, 1984.* No caminho dos sonhos. São Paulo, FTD, 1988. O tio que flutuava. São Paulo, Ática, 1988. Os cavalos da República. São Paulo, FTD, 1989. Prá você eu conto. São Paulo, Atual, 1991. Uma história só pra mim. São Paulo, Atual, 1994. Um sonho no caroço do abacate. São Paulo, Global, 1995.

O Rio Grande farroupilha. São Paulo, Ática, 1995. Câmera na mão, o Guarani no coração. São Paulo, Ática, 1998. A colina dos suspiros. São Paulo, Moderna, 1999. Livro da medicina. São Paulo, Companhia das Letrinhas, 2000. O mistério da Casa Verde. São Paulo, Ática, 2000. O ataque do comando P.Q. São Paulo, Ática, 2001.

O sertão vai virar mar, São Paulo, Ática, 2002. Aquele estranho colega, o meu pai. São Paulo, Atual, 2002. Éden-Brasil. São Paulo, Companhia das Letras, 2002. O irmão que veio de longe. Idem, idem. Nem uma coisa, nem outra. Rio, Rocco, 2003. O navio das cores. São Paulo, Berlendis&Vertecchia, 2003.

Crônica: A massagista japonesa. Porto Alegre, L&PM, 1984. Um país chamado infância. Porto Alegre, Sulina, 1989. Dicionário do viajante insólito. Porto Alegre, L&PM, 1995. Minha mãe não dorme enquanto eu não chegar. Porto Alegre, L&PM, 1996. Artes e Ofícios, 2001 @ O imaginário cotidiano. São Paulo, Global, 2001. A língua de três pontas: crônicas e citações sobre a arte de falar mal. Porto Alegre.

Ensaio: A condição judaica. Porto Alegre, L&PM, 1987. Do mágico ao social: a trajetória da saúde pública. Porto Alegre, L&PM, 1987; SP, Senac, 2002. Cenas médicas. Porto Alegre, Editora da Ufrgs, 1988. Artes&Ofícios, 2002. Se eu fosse Rotschild. Porto Alegre, L&PM, 1993. Judaísmo: dispersão e unidade. São Paulo, Ática, 1994. Oswaldo Cruz. Rio, Relume-Dumará, 1996.

A paixão transformada: história da medicina na literatura. São Paulo, Companhia das Letras, 1996. Meu filho, o doutor: medicina e judaísmo na história, na literatura e no humor. Porto Alegre, Artes Médicas, 2000. Porto de histórias: mistérios e crepúsculos de Porto Alegre. Rio de Janeiro, Record, 2000. A face oculta: inusitadas e reveladoras histórias da medicina. Porto Alegre, Artes e Ofícios, 2000. A linguagem médica. São Paulo, Publifolha, 2002.

Oswaldo Cruz & Carlos Chagas: o nascimento da ciência no Brasil. São Paulo, Odysseus, 2002. Saturno nos trópicos: a melancolia européia chega ao Brasil. São Paulo, Companhia das Letras, 2003. Judaísmo. São Paulo, Abril, 2003. Um olhar sobre a saúde pública. São Paulo, Scipione, 2003. O Olhar do Médico. Ed. Ágora, 2005.

Bibliography in English: The Centaur in the Garden (novel). New York, Ballantine Books, 1985. Pocket Edition, 1988; The University of Winscosin Press, 2003. The Gods of Raquel (novel). New York, Ballantine Books, 1986. Pocket Edition, 1988). The Carnival of the Animals (short stories). New York, Ballantine Books, 1986. The Ballad of the False Messiah (short stories). New York, Ballantine Books, 1987.

The Strange Nation of Rafael Mendes (novel). New York, Crown Books, 1988. The Volunteers (novel). New York, Ballantine Books, 1988. The Enigmatic Eye (short stories). New York, Ballantine Books, 1989. Max and the Cats (novel). New York, Ballantine Books, 1990; New York, Plume, 2003; Toronto, Key Porter Books, 2003. The Collected Stories of Moacyr Scliar. Albuquerque, New Mexico University Press, 1999.

Bibliography in Spanish: El Centauro en el Jardín (novela). Madrid , Editorial Swan, 1985; Barcelona, Círculo de Letras, 1986. La Extraña Nación de Rafael Mendes (novela). Barcelona, Circe Ediciones, 1988. El Ejercito de un Solo Hombre (novela). Buenos Aires, Contexto, 1987; Bogota, Tercer Mundo, 1988. La Oreja de Van Gogh. La Habana, Casa de las Americas, 1989. Las Plagas y Otros Relatos. Caracas, Editorial Memorias de Altagracia, 1996. La Mujer que Escribió la Biblia. Mexico, Alfaguara, 2001.

Bibliography in French: Le Centaure dans le Jardin (roman). Paris, Presses de la Renaissance, 1985. L Étrange Naissance de Rafael Mendes (roman). Paris, Presses de la Renaissance, 1986. Le Carnaval des Animaux (contes). Paris, Presse de la Renaissance, 1987; Le Serpent à Plumes, 1998. Max et les Chats (roman). Paris, Presses de la Renaissance, 1991. Oswaldo Cruz le Magnifique (roman). Paris, Belfond, 1994. Sa Majesté des Indiens (roman). Paris, Albin Michel, 1998. Max et les Félins (roman) Québec, Les Intouchables, 2003.

Bibliography in German: Der Zentaur im Garten (Roman). Hamburg, Hoffman und Campe, 1985; Berlin (DDR), Verlages Volk und Welt, 1988; Hamburg, Rowolt, 1989. Die Ein-Mann-Armee (Roman). Stuttgart, Edition Weitbrecht, 1987; Goldmann Verlag, 1989. Das Seltsame Volk des Rafael Mendes (Roman). Stuttgat, Edition Weitbrecht, 1989. (All books translated by Karin von Schweder-Schreiner).

Bibliography in Portuguese (Portugal): O centauro no jardim (romance). Lisboa, Caminho Editorial, 1986. A orelha de Van Gogh (Contos). Lisboa, Pergaminho, 1994. A majestade do Xingu . Lisboa, Caminho Editorial, 2001.

Bibliography in Dutch: De Centaur in de Tuin (Roman). Amsterdam, Werldsbibliothek, 1994. Bibliography in Hebrew . Hakentaur ba Gan. Tel Aviv, Maariv Book Guild, 1988.

Bibliography in Italian: L Orecchio di Van Gogh. Roma, Voland, 2000. Il Centauro nel Giardino, Roma, Voland, 2002. Bibliography in Czech: Leopardi Franze Kafky. Praha, Aurora, 2002.

Bibliography in Russian: (The Centaur in the Garden, O centauro no jardim). Moscow, Amphora, 2002. Participation in Anthologies (Foreign) Opowidanic brazylijskie. Krakow, Widawinctwo Literackie, 1977. Brazil - an Anthology of the Literary Review. New Jersey, Farleigh Dickinson University, 1978. Unsere Freunde die Diktatoren. Munchen, Verlag Autoren Edition, 1980.

Humor and Satire. Varno, Bulgaria, Georgy Bakalov Publishing House, 1980. Latin-America Forteller. Oslo, den Norske Booklusen, 1980. Zitrongras. Köln, Kiepenheuser & Witsch, 1982. Diser Tag Voller Vulkane. Bremen, Verlay Atelier, 1983. Nouvelles brésiliennes. Montreal, Dérivés, 1983. A posse da terra. Lisboa, Imprensa Nacional, 1985. Contes et chroniques d expression portugaise. Paris, Presses Pocket, 1986. Ein neuer Name, ein Freundes fesicht. Sarmstad, Lunchterhand, 1987.

Cuentos judíos latinoamericanos. Buenos Aires, Raíces, 1989. The Faber Book of Contemporary Latin American Short Stories. London, Faber and Faber, 1989. Cuentos Brasileños Contemporáneos. La Habana, Editorial Arte y Literatura, 1991. Der Lauf der Sonne in den Gemässigten Zonen. Berlin, Edition Dia, 1991. A Hammock Beneath the Mangoes: Stories from Latin America. New York, Dutton, 99 .

Fallen die Perlen von Mond. München, Piper, 1992. Nachdenken über Eine Reise Ohne Ende. Berlin, Babel Verlag, 1994. Lire en Portugais (Contes). Paris, Le Livre de Poche, 1994. Brasilien Erzählt. Frankfurt am Main, Fischer, 1994. Nueva Antología del Cuento Brasileño Contemporaneo. Mexico, Unam, 1996.

Brasil Littéraire. Paris, Liberté, 1996. Trettí Breh Reky. Praha, Dauphin, 1996. Contes de Noël Brésiliens. Paris, Albin Michel, 1997. The Picador Book of Latin American Stories (eds.: Carlos Fuentes & Julio Ortega). London, Picador, 1998. Here I Am: Contemporary Jewish Stories from Around the World. Philadelphia and Jerusalem, The Jewish Publication Society, 1998.

Sétimo ocupante da Cadeira 31, eleito em 31.07.2003, na sucessão de Geraldo França de Lima e recebido em 22.10.2003, com 66 anos de idade, pelo Acadêmico Carlos Nejar.

Sua Cadeira 31, na Academia Brasileira de Letras tem como Patrono Pedro Luis, Fundador Guimarães Junior, sendo também ocupada por João Ribeiro, Paulo Setúbal, Cassiano Ricardo, José Candido de Carvalho, Geraldo França de Lima e Moacyr Scliar.

Pouco analisado na ENCICLOPÉDIA DE LITERATURA BRASILEIRA, de Afrânio Coutinho e J. Galante, edição do MEC, 1990, com revisão de Graça Coutinho e Rita Moutinho, em 2001.

Apesar de sua importância, não é estudado no DICIONÁRIO HISTÓRICO-BIOGRÁFICO BRASILEIRO(2001, 5 volumes, 6.211 páginas), da Fundação Getúlio Vargas e nem é convenientemente referido, em nenhuma das enciclopédias nacionais, Delta, Barsa, Larousse, Mirador, Abril, Koogan/Houaiss, Larousse Cultural, etc.

É verbete do DICIONÁRIO BIOBIBLIOGRÁFICO REGIONAL DO BRASIL, de Mário Ribeiro Martins, via INTERNET, dentro de ENSAIO, no site www.usinadeletras.com.br ou www.mariomartins.com.br







CADEIRA 32

A esta Cadeira, estão vinculados os seguintes nomes:

Araújo Porto-Alegre-PATRONO(José do Rio Pardo, Rio Grande do Sul, 29.11.1806).

Carlos de Laet-FUNDADOR(Rio de Janeiro, RJ, 03.10.1847).

Ramiz Galvão(Rio Pardo, Rio Grande do Sul, 16.06.1846).

Viriato Correia(Pirapemas, Maranhão, 23.01.1884).

Joracy Camargo(Rio de Janeiro, RJ, 18.10.1898).

Genolino Amado(Itaporanga, Sergipe, 03.08.1902).

Ariano Suassuna(João Pessoa, Paraíba, 16.06.1927).





BIOGRAFIAS:



PATRONO DA CADEIRA 32-ARAÚJO PORTO-ALEGRE(Manuel José de Araújo Porto-Alegre, Barão de Santo Ângelo), de Rio Pardo, Rio Grande do Sul, 29.11.1806, escreveu, entre outros, PRÓLOGO DRAMATICO(Teatro-1837), A RESTAURAÇÃO DE PERNAMBUCO(Teatro-1852), OS VOLUNTARIOS DA PATRIA(Teatro-1877), sem dados biográficos completos nos livros e sem qualquer outra informação ao alcance da pesquisa, via textos editados. Filho de Francisco José de Araújo e de Francisca Antônia Viana. Após os estudos primários em sua terra natal, deslocou-se para outros centros, onde também estudou.

Em 1826, com 20 anos de idade, foi para o Rio de Janeiro estudar pintura com Debret na Academia de Belas Artes. Cursou também a Escola Militar e fez aulas de anatomia no curso médico, além de Filosofia.

Em 1831, em virtude de uma subscrição promovida por Evaristo da Veiga, e graças à proteção dos Andradas, seguiu Debret, indo para a Europa, a fim de aperfeiçoar-se como pintor.

De volta ao Rio de Janeiro, desenvolveu intensa atividade artística, educacional, administrativa e literária. Colaborou com Domingos de Magalhães na criação da revista NITERÓI (1836) e fundou com Joaquim de Macedo e Gonçalves Dias a revista GUANABARA (1849).

Em 1858 ingressou na carreira consular, servindo como cônsul do Brasil na Prússia, com sede em Berlim, depois na Saxônia, com sede em Dresden (1860-1866), e finalmente em Lisboa, Portugal(1866-1879), onde veio a falecer.

Escreveu artigos, biografias, peças de teatro, estudos políticos, poesias, que ainda não foram todas reunidas, tendo ele publicado as principais nas Brasilianas (1863). Escreveu sob o pseudônimo de Tibúrcio do Amarante. Fez parte do primeiro grupo romântico brasileiro, cuja poesia é marcada por um forte nacionalismo. Abandonou a mitologia clássica em proveito da temática nacional. O seu forte literário, contudo, foi o poema épico Colombo, em que trabalhou desde 1840, publicando episódios em revistas da época a partir de 1850.

Endeusava reverentemente o amigo Domingos de Magalhães, atribuindo-lhe a chefia da "regeneração das nossas letras", mas tinha ele mesmo a noção da influência da sua obra como início da cor local nativista.

Outros trabalhos: Brasilianas, poesia (1863); Colombo, poema épico, 2 tomos (1866). Escreveu várias peças teatrais, entre as quais: Prólogo dramático (1837); Angélica e Firmino (1845); A estátua amazônica (1851); A restauração de Pernambuco (1852); Os judas (1858); Canto inaugural (1859); O prestígio da lei (1859); Os voluntários da pátria (1877). Também encontram-se publicadas as suas Cartas a Monte Alverne (1964) e a Correspondência com Paulo Barbosa da Silva, na Coleção Afrânio Peixoto, da ABL (1990).

Poeta, pintor, professor, jornalista, diplomata e teatrólogo. Faleceu em Lisboa, Portugal, em 30.12.1879, com 73 anos de idade.

É o patrono da Cadeira 32, por escolha do fundador Carlos de Laet. Sua Cadeira 32, na Academia Brasileira de Letras tem como Patrono(ele mesmo, Araújo Porto-Alegre), Fundador Carlos de Laet, sendo também ocupada por Ramiz Galvão, Viriato Correia, Joracy Camargo, Genolino Amado e Ariano Suassuna.



Pouco analisado na ENCICLOPÉDIA DE LITERATURA BRASILEIRA, de Afrânio Coutinho e J. Galante, edição do MEC, 1990, com revisão de Graça Coutinho e Rita Moutinho, em 2001.

Apesar de sua importância, não é estudado no DICIONÁRIO HISTÓRICO-BIOGRÁFICO BRASILEIRO(2001, 5 volumes, 6.211 páginas), da Fundação Getúlio Vargas e nem é convenientemente referido, em nenhuma das enciclopédias nacionais, Delta, Barsa, Larousse, Mirador, Abril, Koogan/Houaiss, Larousse Cultural, etc.

É verbete do DICIONÁRIO BIOBIBLIOGRÁFICO REGIONAL DO BRASIL, de Mário Ribeiro Martins, via INTERNET, dentro de ENSAIO, no site www.usinadeletras.com.br ou www.mariomartins.com.br



FUNDADOR DA CADEIRA 32-CARLOS DE LAET(Carlos Maximiliano Pimenta de Laet), Carioca, do Rio de Janeiro, 03.10.1847, escreveu, entre outros, POESIAS(1873), EM MINAS(Ensaio-1894), ANTOLOGIA NACIONAL(1895), A DESCOBERTA DO BRASIL(1900), HERESIA PROTESTANTE(1907), DUAS PEROLAS LITERARIAS(1909), DISCURSO(1920), sem dados biográficos completos nos livros e sem qualquer outra informação ao alcance da pesquisa, via textos editados. Filho de Joaquim Ferreira Pimenta de Laet e de Emília Ferreira de Laet. Após os estudos primários em sua terra natal, com sua mãe, deslocou-se para outros centros, onde também estudou.

Já tinha 14 anos, em 1861, quando se matriculou no primeiro ano do Colégio Pedro II. Formado em Ciências e Letras(secundário), matriculou-se na Escola Central, depois Escola Politécnica. Formado em Engenharia, não quis seguir a carreira preferindo voltar-se para o magistério e o jornalismo.

Em 1873, com 26 anos, fez concurso no Colégio Pedro II para a cadeira de Português, Geografia e Aritmética, disciplinas que formavam o primeiro ano do curso. Em 1889, com 42 anos, foi eleito Deputado, mas com o advento da República, perdeu a cadeira. Manteve-se monarquista e fiel ao culto de Dom Pedro II. Em 1915, com a reforma da instrução secundária, foi nomeado professor de Português.

Proclamada a República, tentou o Governo Provisório substituir o nome do Colégio Pedro II pelo de Instituto Nacional de Instrução Secundária. Como na sessão da congregação da casa de 2.05.1890, foi contrario a essa tentativa, foi demitido, com demissão publicada no DIARIO OFICIAL do dia 03.05.1890.

Este ato de demissão foi transformado em aposentadoria pelo primeiro Ministro da Educação, do novo governo, Benjamin Constant. Só no governo de Venceslau Brás foi ele reconduzido ao seu posto no magistério secundário. Aposentou-se verdadeiramente, em 1925, com 78 anos de idade, depois de ter sido Professor e Diretor do Internato do Colégio Pedro II.

Foi professor do Externato de São Bento e do Seminário de São José, entre outros estabelecimentos de ensino particular. No jornalismo, estreou no DIÁRIO DO RIO em 1876, com 29 anos, passando em 1878 para o JORNAL DO COMÉRCIO, onde durante dez anos escreveu os textos do seu "Microcosmo".

Trabalhou também, como colaborador ou como redator, na TRIBUNA LIBERAL, no JORNAL DO BRASIL, no JORNAL DO COMÉRCIO DE SÃO PAULO, nos quais deixou uma vasta produção de páginas sobre arte, história, literatura, crítica de poesia e crítica de costumes.

Por suas convicções monarquistas sofreu perseguição também em 1893, por ocasião da revolta da Armada. Refugiou-se então em São João del Rei, Minas Gerais, onde se dedicou a escrever o livro EM MINAS.

Católico fervoroso, serviu à Igreja no Brasil, como presidente do Círculo Católico da Mocidade, sendo-lhe conferido pelo Vaticano o título de CONDE. Jornalista, professor e poeta. Escreveu sob os pseudônimos de Laetancio, Cosme Peixoto, Acácio Ramos, Carolino de Louvet.

Outros trabalhos: Poesias (1873); Em Minas (1894); Antologia nacional, em colaboração com Fausto Barreto (1895); Os bacharéis em letras pelo Imperial Colégio Pedro II e Ginásio Nacional, 1897; A descoberta do Brasil (1900); O Estado e a Religião. Procedência obrigatória do casamento civil, 1901; A imprensa, 1902; Heresia protestante, (1907).

Duas pérolas literárias, 1907; Discurso, 1920; O frade estrangeiro e outros escritos, 1953; Polêmica de C.L. com Constâncio Alves, 1957; C.L. textos escolhidos, 1964; Obras seletas: I Crônicas; II Polêmicas; III Discursos e conferências. Prefácio de Homero Senna. Edição da Fundação Casa de Rui Barbosa (1983).

Foi eleito Presidente da Academia em 1919, na vaga de Rui Barbosa, ficando até 1922, quando renunciou. Foi presidente da primeira comissão do Dicionário da Academia. Faleceu também no Rio de Janeiro em 7.12.1927, com 80 anos.

Convidado para a última sessão preparatória da instalação da Academia, em 28.01.1897, fundou a Cadeira 32, que tem como patrono Araújo Porto-Alegre.

Sua Cadeira 32, na Academia Brasileira de Letras tem como Patrono Araújo Porto-Alegre, Fundador(ele mesmo, Carlos de Laet), sendo também ocupada por Ramiz Galvão, Viriato Correia, Joracy Camargo, Genolino Amado e Ariano Suassuna. Foi Presidente da Academia Brasileira de Letras entre 1919 e 1922.

Pouco analisado na ENCICLOPÉDIA DE LITERATURA BRASILEIRA, de Afrânio Coutinho e J. Galante, edição do MEC, 1990, com revisão de Graça Coutinho e Rita Moutinho, em 2001.

Bem referido no DICIONARIO BIOBIBLIOGRAFICO DE ESCRITORES CARIOCAS(1965), de J. S. Ribeiro Filho.

Não é estudado na antologia A POESIA FLUMINENSE NO SÉCULO XX(1998), de Assis Brasil.

Apesar de sua importância, não é estudado no DICIONÁRIO HISTÓRICO-BIOGRÁFICO BRASILEIRO(2001, 5 volumes, 6.211 páginas), da Fundação Getúlio Vargas e nem é convenientemente referido, em nenhuma das enciclopédias nacionais, Delta, Barsa, Larousse, Mirador, Abril, Koogan/Houaiss, Larousse Cultural, etc.

É verbete do DICIONÁRIO BIOBIBLIOGRÁFICO REGIONAL DO BRASIL, de Mário Ribeiro Martins, via INTERNET, dentro de ENSAIO, no site www.usinadeletras.com.br ou www.mariomartins.com.br



SEGUNDO OCUPANTE DA CADEIRA 32-RAMIZ GALVÃO(Benjamin Franklin Ramiz Galvão), de Rio Pardo, Rio Grande do Sul, 16.06.1846, escreveu, entre outros, BIOGRAFIA DE FREI CAMILO DE MONSERRATE(1887), VOCABULARIO ETIMOLOGICO, ORTOGRAFICO E PROSODICO DAS PALAVRAS PORTUGUESAS DERIVADAS DA LINGUA GREGA(1909), A RETIRADA DA LAGUNA(1919), O POETA FAGUNDES VARELA(Ensaio-1920), sem dados biográficos completos nos livros e sem qualquer outra informação ao alcance da pesquisa, via textos editados. Filho de João Galvão e de Maria Joana Ramiz Galvão. Após os estudos primários em sua terra natal, deslocou-se para outros centros, onde também estudou.

Com seis anos, em 1852, mudou-se para o Rio de Janeiro. Após os estudos primários no Colégio Amante da Instrução, fez gratuitamente, com o apoio do Imperador, toda a instrução secundária no Colégio Pedro II, bacharelando-se em letras, em 1861. Aos 19 anos escrevia o seu grande livro, O PÚLPITO NO BRASIL, publicado em 1867. Formou-se Médico, na Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro, em 1868, com 22 anos.

Trabalhou inicialmente como cirurgião no Hospital Militar da Ponta da Armação, abraçando depois o magistério. Helenista emérito, foi professor de grego no Colégio Pedro II e de química orgânica, zoologia e botânica na Escola de Medicina do Rio de Janeiro.

Gozou da amizade de D. Pedro II desde os anos escolares. De 1882 a 1889, foi preceptor dos príncipes imperiais, netos de D. Pedro II e filhos do Conde d’Eu e da Princesa Isabel. Teve assim ocasião de conviver com o Imperador, que o chamou ao exercício de cargos honrosos.

Teve, tanto no Império como na República, ocasião de ocupar vários cargos importantes, graças à sua capacidade de trabalho, valor intelectual e profunda cultura.

Por decreto do governo imperial de 18 de junho de 1888, recebeu o título de Barão de Ramiz. Dirigiu a Biblioteca Nacional e, por duas vezes, foi diretor geral da Instrução Pública do Distrito Federal.

Foi também o primeiro Reitor da Universidade do Brasil. Nos doze anos em que dirigiu a Biblioteca Nacional, organizou a exposição camoniana de 1880 e a de História do Brasil, no ano seguinte, com os respectivos e preciosos catálogos. Também promoveu a publicação dos Anais daquela repartição.

Organizou o Asilo Gonçalves de Araújo, instituição destinada a educar crianças pobres, conforme vontade expressa do seu doador, e foi seu diretor desde 1899 até 1931.

A presença de Ramiz Galvão na história da filologia ficou marcada com o seu VOCABULARIO ETYMOLOGICO, ORTOGRAPHICO E PROSODICO DAS PALAVRAS PORTUGUEZAS DERIVADAS DA LINGUA GREGA, publicado em 1909, quando tinha 63 anos de idade, suscitando polêmicas vivazes.

A mais extremada delas foi com Cândido de Figueiredo, que produziu 22 páginas de críticas, formando quase um capítulo do seu livro VÍCIOS DA LINGUAGEM MÉDICA, também de 1909.

Em resposta, Ramiz Galvão deu a lume os REPAROS À CRÍTICA, em 1910, reunindo artigos então publicados no JORNAL DO COMMERCIO, do Rio de Janeiro.

Outros trabalhos: O púlpito no Brasil, in: Biblioteca do Instituto dos Bacharéis em Letras, vol. 1 (1867); Apontamentos históricos (s.d.); Biografia do frei Camilo de Monserrate (1887); Vocabulário etimológico, ortográfico e prosódico das palavras portuguesas derivadas da língua grega (1909).

Reparos à crítica (1910); O poeta Fagundes Varela, conferência (1920); Teatro educativo, ensaio (1938). Traduziu A retirada da Laguna, da 3ª ed. francesa do Visconde de Taunay (1919).

Só entrou para a Academia em 1928, aos 82 anos. Já havia concorrido em 1912 à vaga do Barão do Rio Branco, quando perdeu para Lauro Müller, motivando isso o afastamento de José Veríssimo das atividades acadêmicas, inconformado com o resultado do pleito.

Fez parte da Comissão do Dicionário (1928), da Comissão de Gramática (1929) e foi presidente (1934) da Academia. Foi sócio grande benemérito do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro, do qual foi sempre orador. Membro honorário da Academia Nacional de Medicina e de diversas Associações Científicas e Literárias.

Médico, professor, filólogo, biógrafo e orador. Faleceu no Rio de Janeiro, RJ, em 9.03.1938, com 92 anos de idade.

Segundo ocupante da Cadeira 32, eleito em 12.04.1928, na sucessão de Carlos de Laet e recebido pelo Acadêmico Fernando Magalhães em 23.06.1928.

Sua Cadeira 32, na Academia Brasileira de Letras tem como Patrono Araújo Porto-Alegre, Fundador Carlos de Laet, sendo também ocupada por Ramiz Galvão, Viriato Correia, Joracy Camargo, Genolino Amado e Ariano Suassuna. Foi Presidente da Academia Brasileira de Letras entre 1934.

Pouco analisado na ENCICLOPÉDIA DE LITERATURA BRASILEIRA, de Afrânio Coutinho e J. Galante, edição do MEC, 1990, com revisão de Graça Coutinho e Rita Moutinho, em 2001.

Apesar de sua importância, não é estudado no DICIONÁRIO HISTÓRICO-BIOGRÁFICO BRASILEIRO(2001, 5 volumes, 6.211 páginas), da Fundação Getúlio Vargas e nem é convenientemente referido, em nenhuma das enciclopédias nacionais, Delta, Barsa, Larousse, Mirador, Abril, Koogan/Houaiss, Larousse Cultural, etc.

É verbete do DICIONÁRIO BIOBIBLIOGRÁFICO REGIONAL DO BRASIL, de Mário Ribeiro Martins, via INTERNET, dentro de ENSAIO, no site www.usinadeletras.com.br ou www.mariomartins.com.br



TERCEIRO OCUPANTE DA CADEIRA 32-VIRIATO CORREIA(Manuel Viriato Correia Baima do Lago Filho), de Pirapemas, Maranhão, 23.01.1884, escreveu, entre outros, ERA UMA VEZ(Infantil-1908), CONTOS DO SERTÃO(1912), TERRA DE SANTA CRUZ(Crônica-1922), HISTORIA DA NOSSA TERRA(Crônica-1921), O BRASIL DOS MEUS AVOS(Crônica-1927), A HISTORIA DO BRASIL PARA CRIANÇAS(1932), O GRANDE AMOR DE GONÇALVES DIAS(Ensaio-1959), sem dados biograficos completos nos livros e sem qualquer outra informação ao alcance da pesquisa, via textos editados. Filho de Manuel Viriato Correia Baima e de Raimunda N. Silva Baima. Após os estudos primários em sua terra natal, deslocou-se para outros centros, onde também estudou.

Fez o secundário em São Luís do Maranhão. Começou a escrever aos 16 anos, em 1900, os seus primeiros contos e poesias. Em 1903, com 19 anos de idade, saiu no Maranhão, o seu primeiro livro de contos, MINARETES, marcando o aparecimento de Viriato Correa como escritor. O livro não agradou a João Ribeiro, que descarregou contra ele toda a sua crítica.

Considerou afetado o título, proveniente do árabe, porque uma mesquita não tem nada de comum com contos sertanejos, que foi o tema da obra.

Concluídos os preparatórios, mudou-se para Recife, cuja Faculdade de Direito freqüentou por três anos. Transferiu-se logo depois para o Rio de Janeiro, onde continuou o curso. Bacharelou-se em Ciências Jurídicas e Sociais, com 23 anos, em 1907.

Por interferência de Medeiros e Albuquerque, de quem se tornara amigo, obteve colocação na GAZETA DE NOTÍCIAS, iniciando carreira jornalística que se estenderia por longos anos e no exercício da qual seria colunista do CORREIO DA MANHÃ, DO JORNAL DO BRASIL E DA FOLHA DO DIA.

Foi fundador do jornal FAFAZINHO e de A RUA. Colaborou também em CARETA, ILUSTRAÇÃO BRASILEIRA, COSMOS, A NOITE ILUSTRADA, PARA TODOS, O MALHO, TICO-TICO.

Muitas das suas obras de ficção consagradas em livro foram divulgadas pela primeira vez em páginas de jornais. Assim ocorreu com os CONTOS DO SERTÃO, que, estampados primitivamente na GAZETA DE NOTÍCIAS, foram reunidos em volume e publicados em 1912, redimindo Viriato Correia do insucesso de Minaretes.

Escreveu no gênero mais de uma dezena de títulos, entre os quais se destacam HISTÓRIAS DA NOSSA HISTÓRIA (1921), BRASIL DOS MEUS AVÓS (1927) e ALCOVAS DA HISTÓRIA (1934). Escreveu perto de 30 peças, entre dramas e comédias, que focalizam ambientes sertanejos e urbanos, vinculando-o à tradição do teatro de costumes que vem de Martins Pena e França Júnior.

Outros trabalhos: Terra de Santa Cruz (1921); Histórias da nossa história (1921); Brasil dos meus avós (1927); Baú velho (1927); Gaveta de sapateiro (1932); Alcovas da história (1934); Mata galego (1934); Casa de Belchior (1936); O país do pau de tinta (1939).

Contos: Minaretes (1903); Contos do sertão (1912); Novelas doidas (1921); Histórias ásperas (1928). Romance: Balaiada (1927).

Literatura Infantil: Era uma vez... (1908); Contos da história do Brasil (1921); Varinha de condão (1928); Arca de Noé (1930); No reino da bicharada (1931); Quando Jesus nasceu (1931); A macacada (1931); Os meus bichinhos (1931); História do Brasil para crianças (1934); Meu torrão (1935); Bichos e bichinhos (1938); No país da bicharada (1938); Cazuza (1938); A descoberta do Brasil (1930); História de Caramuru (1939); A bandeira das esmeraldas (1945); As belas histórias da história do Brasil (1948); A macacada (1949).

Teatro: Sertaneja (1915); Manjerona (1916); Morena (1917); Sol do sertão (1918); Juriti (1919); Sapequinha (1920); Nossa gente (1924); Zuzú (1924); Uma noite de baile (1926); Pequetita (1927); Bombonzinho (1931); Sansão (1932); Maria (1933); Bicho papão (1936); O homem da cabeça de ouro (1936); A marquesa de Santos (1938); Carneiro de batalhão (1938); O caçador de esmeraldas (1940).

Rei de papelão (1941); Pobre diabo (1942); O príncipe encantador (1943); O gato comeu (1943); À sombra dos laranjais (1944); Estão cantando as cigarras (1945); Venha a nós (1946); Dinheiro é dinheiro (1949); O grande amor de Gonçalves Dias (1959).

Foi Deputado Estadual no Maranhão, em 1911, e Deputado Federal pelo Estado do Maranhão em 1927 e 1930. Jornalista, contista, romancista, teatrólogo. Faleceu no Rio de Janeiro, RJ, em 10.04.1967, com 83 anos de idade.

Terceiro ocupante da Cadeira 32, eleito em 14.07.1938, na sucessão de Ramiz Galvão e recebido pelo Acadêmico Múcio Leão em 29.10.1938. Recebeu os Acadêmicos Josué Montello, Luís Edmundo e Raimundo Magalhães Júnior.

Sua Cadeira 32, na Academia Brasileira de Letras tem como Patrono Araújo Porto-Alegre, Fundador Carlos de Laet, sendo também ocupada por Ramiz Galvão, Viriato Correia, Joracy Camargo, Genolino Amado e Ariano Suassuna.

Não é estudado na antologia A POESIA MARANHENSE NO SÉCULO XX(1995), de Assis Brasil.

Pouco analisado na ENCICLOPÉDIA DE LITERATURA BRASILEIRA, de Afrânio Coutinho e J. Galante, edição do MEC, 1990, com revisão de Graça Coutinho e Rita Moutinho, em 2001.

Apesar de sua importância, não é estudado no DICIONÁRIO HISTÓRICO-BIOGRÁFICO BRASILEIRO(2001, 5 volumes, 6.211 páginas), da Fundação Getúlio Vargas e nem é convenientemente referido, em nenhuma das enciclopédias nacionais, Delta, Barsa, Larousse, Mirador, Abril, Koogan/Houaiss, Larousse Cultural, etc.

É verbete do DICIONÁRIO BIOBIBLIOGRÁFICO REGIONAL DO BRASIL, de Mário Ribeiro Martins, via INTERNET, dentro de ENSAIO, no site www.usinadeletras.com.br ou www.mariomartins.com.br



QUARTO OCUPANTE DA CADEIRA 32-JORACY CAMARGO(Joracy Schafflor Camargo), Carioca(Engenho Velho), do Rio de Janeiro, 18.10.1898, escreveu, entre outros, CALMA NO BRASIL(Teatro-1925), O MACACO AZUL(Teatro-1927), SANTINHA DO PAU OCO(Teatro-1928), O AMIGO DA FAMILIA(Teatro-1929), BODAS DE AURORA(Teatro-1953), sem dados biográficos completos nos livros e sem qualquer outra informação ao alcance da pesquisa, via textos editados. Filho de João Drummond Camargo e de Julieta Schafflor Camargo. Após os estudos primários em sua terra natal, deslocou-se para outros centros, onde também estudou.

Fez o curso primário na Escola Ramiz Galvão e o ginásio no Colégio Americano-Brasileiro e no Ginásio Federal. Graduou-se em ciências comerciais pelo Instituto Comercial do Rio de Janeiro. Iniciou a vida pública em 1916, com 18 anos de idade, como funcionário das OBRAS CONTRA AS SECAS, com exercício no interior de Pernambuco.

Regressou ao Rio em 1918, exercendo outros cargos burocráticos, até 1930, quando passou a dedicar-se exclusivamente ao jornalismo. Ingressara em 1919 na redação de O IMPARCIAL, do qual se afastou em 1920 para colaborar com João do Rio na fundação do jornal A PÁTRIA.

Como redator desse jornal, passou a interessar-se pelas letras teatrais. Escreveu a sua primeira peça de sucesso movido por dificuldades financeiras e atendendo a um pedido da Empresa Pinto & Neves, do Teatro Recreio Dramático.

Em colaboração com Pacheco Filho, escreveu uma peça intitulada ME LEVA, MEU BEM, representada no Teatro Recreio, em 1925, pela Companhia Margarida Max, com grande êxito. A peça CALMA BRASIL, surgida no ano seguinte, atingiu o mesmo sucesso. Em 1927, com 29 anos, vieram as comédias DE QUEM É A VEZ? e A MENINA DOS OLHOS, com interpretação de Leopoldo Fróis, Dulcina de Morais, Plácido Ferreira e outros.

Estava, assim, firmada a reputação de Joracy Camargo como autor teatral e como jornalista, passando a escrever continuadamente para todos os teatros, tendo sido convidado por Mário Rodrigues para participar da redação de A MANHÃ.

Em 1931, com 33 anos, escreveu a primeira comédia para o ator Procópio Ferreira, com o título O BOBO DO REI, considerada pela crítica como o início do teatro social no Brasil, e tal foi a sua repercussão que recebeu o Prêmio De Teatro da Academia Brasileira de Letras em 1932.

Ainda em 1932, escreveu a peça DEUS LHE PAGUE, representada pela primeira vez no Teatro Boa Vista, em São Paulo, no dia 30 de dezembro, pela Companhia Procópio Ferreira. Em 15 de junho de 1933 era representada no Teatro Cassino Beira-Mar, no Rio de Janeiro.

O sucesso foi instantâneo, e todas as companhias brasileiras passaram a ter DEUS LHE PAGUE em seus repertórios. Vertida para o castelhano, por José Siciliano e Roberto Talice, foi representada em Buenos Aires, simultaneamente, em quatro teatros.

Em 1936, foi incluída no repertório das companhias de todos os países latino-americanos. Na Universidade de Baltimore, nos Estados Unidos, a peça foi adotada como livro auxiliar para os estudantes de língua portuguesa, tendo sido então representada, pelos alunos, não só naquela instituição como na Academia Militar de West-Point.

Em 1935 Procópio Ferreira alcançou grande sucesso com as representações da peça em Lisboa. Em 1947 foi representada em Madri e em todo o interior da Espanha, em tradução do marquês Juán Inácio Luca de Tena. Essa peça foi vertida para muitos idiomas, inclusive o polonês, hebraico, iídiche e japonês, e constituiu, ainda, o maior sucesso de livraria da literatura teatral.

Em vida do autor, alcançou, no Brasil, trinta edições, cinco em Portugal, três na Argentina, duas no Chile e nos Estados Unidos e uma em diversos outros países.

Em 1941, com 43 anos de idade, organizou uma companhia de comédias, com a qual percorreu as principais cidades do país. Prestou serviços de colaboração na Campanha de Educação de Adultos e realizou inquéritos para o Instituto Nacional de Estudos Pedagógicos, do Ministério da Educação e Cultura, visitando, durante cinco anos consecutivos, todo o território nacional, proferindo conferências e palestras e realizando cursos intensivos de artes cênicas para amadores teatrais.

Organizou o I Congresso Brasileiro de Teatro. Foi professor de Técnica Teatral no Curso de Especialização Teatral para Professores e de Estética no Conservatório Nacional de Teatro, do Ministério da Educação e Cultura. Professor de História do Teatro na Academia de Teatro da Fundação Brasileira de Teatro. Como delegado do Brasil, participou dos congressos internacionais de autores e compositores, realizados em diversos países, de 1935 a 1966.

Em 1967, participou da Conferência Diplomática de Estocolmo para a revisão da Convenção de Berna para a Propriedade Intelectual. Foi presidente da Sociedade Brasileira de Autores Teatrais (SBAT). Vice-presidente do Instituto Brasileiro de Educação, Ciência e Cultura (IBECC). Vice-presidente do Conselho Curador da Fundação Brasileira de Teatro. Secretário-geral do Sindicato dos Compositores do Estado da Guanabara. Presidente do Conselho Diretor do Serviço de Defesa do Direito Autoral.

Membro do Conselho Administrativo da Associação Brasileira de Imprensa. Agraciado com a Ordem do Mérito Jornalístico e a do Mérito do Trabalho. Membro efetivo da Associação Brasileira de Críticos Teatrais, da qual recebeu a Medalha de Ouro de Melhor Autor e do Instituto Brasileiro de Teatro.

É vasta a produção deixada por Joracy Camargo. Além de revistas teatrais, comédias e dramas, escreveu livros de literatura infantil, peças históricas para o rádio, os argumentos dos filmes A VOZ DO CARNAVAL (1933), VINTE E QUATRO HORAS DE SONHO (1941) e colaborou no roteiro de VENDAVAL MARAVILHOSO, sobre a vida de Castro Alves (1950).

Escreveu ainda as letras das canções "Favela", "Guacira" e do choro "Quem é".

Outros trabalhos: Revistas Teatrais: Me leva, meu bem, em colaboração com Pacheco Filho (1925): Calma no Brasil (1925); Dondoca, em colaboração com José do Patrocínio (1926); Aleluia (1929); Isto é carnaval, em colaboração com Álvaro Moreyra (1955).

Comédias e Dramas: De quem é a vez (1927); A menina dos olhos (1927); O irresistível Roberto (1927); O macaco azul (1927); Tenho uma raiva e você (1927); Santinha-do-pau-oco (1927); O bobo do rei (1931); O sol e a lua (1931); O amigo da família (1931); Mania de grandeza (1951); Uma semana de prazer (1932); Deus lhe pague (1932).

O neto de Deus (1933); Meu soldadinho (1932); Marabá (1934); Anastácio (1936); Fora da vida (1938); Bazar de brinquedos (1939); Maria Cachuda (1940); O sábio e O burro (1940); Maktub (1941); O homem que voltou da posteridade (1941).

Sindicato dos mendigos (1942); A pupila dos meus olhos (1942); Bonita demais (1945); Nós, as mulheres (1946); Grande mulher (1946); Lili do 47 (1947); Bagaço (1951); A santa madre (1953); Figueira do inferno (1954).

Teatro de Joracy Camargo: Deus lhe pague - Figueira do inferno - Um corpo de luz, São Paulo, Martins (1961).

Peças históricas para o rádio: A Lei Áurea; A proclamação da República; A retirada da laguna; O fim do Segundo Reinado; Festa das personagens de Machado de Assis; O grito do Ipiranga; O duque de Caxias; Tamandaré; O sorteio militar. (Estas peças foram irradiadas pela Hora do Brasil e editadas pelo Departamento de Difusão Cultural do Ministério da Justiça, em 1938).

Ensaio: O teatro soviético (1937); Getúlio Vargas e a inteligência nacional (1940).

Jornalista, cronista, professor e teatrólogo. Faleceu no Rio de Janeiro, em 11.03.1973, com 75 anos de idade.

Quarto ocupante da Cadeira 32, eleito em 17.08.1967, com 69 anos de idade, na sucessão de Viriato Correia e recebido pelo Acadêmico Adonias Filho em 16.10.1967.

Sua Cadeira 32, na Academia Brasileira de Letras tem como Patrono Araújo Porto-Alegre, Fundador Carlos de Laet, sendo também ocupada por Ramiz Galvão, Viriato Correia, Joracy Camargo, Genolino Amado e Ariano Suassuna.

Pouco estudado no DICIONARIO DE CINEASTAS BRASILEIROS(1990), de Luiz F. A Miranda.

Bem analisado na ENCICLOPÉDIA DE LITERATURA BRASILEIRA, de Afrânio Coutinho e J. Galante, edição do MEC, 1990, com revisão de Graça Coutinho e Rita Moutinho, em 2001.

Apesar de sua importância, não é estudado no DICIONÁRIO HISTÓRICO-BIOGRÁFICO BRASILEIRO(2001, 5 volumes, 6.211 páginas), da Fundação Getúlio Vargas e nem é convenientemente referido, em nenhuma das enciclopédias nacionais, Delta, Barsa, Larousse, Mirador, Abril, Koogan/Houaiss, Larousse Cultural, etc.

É verbete do DICIONÁRIO BIOBIBLIOGRÁFICO REGIONAL DO BRASIL, de Mário Ribeiro Martins, via INTERNET, dentro de ENSAIO, no site www.usinadeletras.com.br ou www.mariomartins.com.br



QUINTO OCUPANTE DA CADEIRA 32-GENOLINO AMADO, de Itaporanga, Sergipe, 03.08.1902, escreveu, entre outros, VOZES DO MUNDO(Ensaio-1937), UM OLHAR SOBRE A VIDA(Ensaio-1937), OS INOCENTES DO LEBLON(Crônicas-1947), O PASSARO FERIDO(Crônicas-1948), UM MENINO SERGIPANO(Memórias-1977), sem dados biográficos completos nos livros e sem qualquer outra informação ao alcance da pesquisa, via textos editados. Filho de Melchisedech Amado e Ana Amado. Tinha 14 irmãos, entre os quais, Gilberto Amado. Após os estudos primários em sua terra natal Itaporanga, deslocou-se para outros centros, onde também estudou.

Fez o curso de humanidades no Colégio Carneiro em Salvador, na Bahia. Com 17 anos de idade, em 1919, matriculou-se na Faculdade de Direito da Bahia, tendo sido colega de Hermes Lima, Pedro Calmon, Nestor Duarte e Adalicio Nogueira. Mas só concluiu o curso de Direito, no Rio de Janeiro, em 1924, com 22 anos. Jornalista, professor, cronista, ensaísta e teatrólogo.

Em 1925, mudou-se para São Paulo, onde passou a Advogar. Indicado por Menotti Del Picchia, tornou-se um dos redatores do CORREIO PAULISTANO, escrevendo sob o pseudônimo de GENO. Em 1928, foi nomeado Chefe da Censura Teatral e Cinematográfica de São Paulo. Conviveu com Oswald de Andrade, Menotti, Cassiano Ricardo, Cândido Motta Filho, Galeão Coutinho, Brito Broca e Orígenes Lessa.

Com a Revolução de 1930 perdeu o cargo de Censor e voltou ao jornalismo como Redator do Suplemento Literário do DIÁRIO DE SÃO PAULO. Escreveu para o DIARIO DA NOITE e trabalhou na Radio Record, como cronista radiofônico, convidado por César Ladeira.

Voltou para o Rio em 1933, tornando-se redator-editorialista de O JORNAL. Foi nomeado professor de curso secundário da então Prefeitura do Distrito Federal, na reforma de Anísio Teixeira. Escreveu para a Rádio Mayrink Veiga, na interpretação de César Ladeira. Esteve também na Rádio Nacional. Seu livro AVATAR, de 1946, foi usado como leitura na Academia Militar de West Point para os cadetes americanos. Foi Professor do Curso de Jornalismo da Faculdade Nacional de Filosofia e Letras.

No último governo de Getúlio Vargas, em 1954, assumiu o cargo de Diretor da Agência Nacional. Logo depois foi nomeado Procurador do Estado da Guanabara. Seus pareceres jurídicos foram publicados na Revista da Procuradoria Geral.

Outros trabalhos: Vozes do mundo, ensaios (1937); Um olhar sobre a vida, ensaios (1937); Os inocentes do Leblon, crônicas (1946); O pássaro ferido, crônicas (1948); O reino perdido, memórias (1971); Um menino sergipano, memórias (1977);Teatro: Avatar, comédia (1948); Dona do mundo, comédia (1948).

Faleceu no Rio de Janeiro, RJ, em 4.03.1989, com 87 anos de idade.

Quinto ocupante da Cadeira 32 , eleito em 9.08.1973, na sucessão de Joracy Camargo e recebido em 14.11.1973, pelo Acadêmico Hermes Lima.

Sua Cadeira 32 na Academia tem como Patrono Araújo Porto Alegre. Fundador Carlos de Laet, sendo também ocupada por Ramiz Galvão, Viriato Correia, Joracy Camargo, Genolino Amado e Ariano Suassuna.

Pouco analisado na ENCICLOPÉDIA DE LITERATURA BRASILEIRA, de Afrânio Coutinho e J. Galante, edição do MEC, 1990, com revisão de Graça Coutinho e Rita Moutinho, em 2001.

Não é estudado na antologia A POESIA SERGIPANA NO SÉCULO XX(1998), de Assis Brasil.

Apesar de sua importância, não é estudado no DICIONÁRIO HISTÓRICO-BIOGRÁFICO BRASILEIRO(2001, 5 volumes, 6.211 páginas), da Fundação Getúlio Vargas e nem é convenientemente referido, em nenhuma das enciclopédias nacionais, Delta, Barsa, Larousse, Mirador, Abril, Koogan/Houaiss, Larousse Cultural, etc.

É verbete do DICIONÁRIO BIOBIBLIOGRÁFICO REGIONAL DO BRASIL, de Mário Ribeiro Martins, via INTERNET, dentro de ENSAIO, no site www.usinadeletras.com.br ou www.mariomartins.com.br



SEXTO OCUPANTE DA CADEIRA 32-ARIANO SUASSUNA(Ariano Vilar Suassuna), de João Pessoa, Paraiba, 16.06.1927, escreveu, entre outros, ODE(1955), COLETANEA DA POESIA POPULAR NORDESTINA(1964), ROMANCE DA PEDRA DO REINO(1971), O PRINCIPE DO SANGUE DO VAI-E-VOLTA(1971), O MOVIMENTO ARMORIAL(1974), SELETA EM PROSA E VERSO(1975), HISTORIA DO REI DEGOLADO NAS CAATINGAS DO SERTÃO(Romance-1976), sem dados biográficos completos nos livros e sem qualquer outra informação ao alcance da pesquisa, via textos editados. Filho de João Suassuna e de Cássia Villa Suassuna. Após os estudos primários em sua terra adotiva, Taperoá, deslocou-se para outros centros, onde também estudou.

No ano seguinte(1928), seu pai deixa o Governo da Paraíba e a família passa a morar no sertão paraibano, na fazenda Acauhan.

Durante a revolução de 30, seu pai foi assassinado por motivos políticos no Rio de Janeiro e a família mudou-se para Taperoá, interior paraibano, onde residiu de 1933 a 1937.

Nessa cidade, Ariano fez seus primeiros estudos e assistiu pela primeira vez a uma peça de mamulengos e a um desafio de viola, cujo caráter de “improvisação” seria uma das marcas registradas também da sua produção teatral.

A partir de 1942, com 15 anos de idade, passou a viver em Recife, onde terminou, em 1945, os estudos secundários no Ginásio Pernambucano e no Colégio Oswaldo Cruz. No ano seguinte, iniciou a Faculdade de Direito, onde conheceu Hermílio Borba Filho. E, junto com ele, fundou o Teatro do Estudante de Pernambuco.

Em 1947, escreveu sua primeira peça, UMA MULHER VESTIDA DE SOL. Em 1948, sua peça CANTAM AS HARPAS DE SIÃO (ou O DESERTOR DE PRINCESA) foi montada pelo Teatro do Estudante de Pernambuco. OS HOMENS DE BARRO foi montada no ano seguinte.

Em 1950, com 23 anos de idade, formou-se na Faculdade de Direito do Recife e recebeu o Prêmio Martins Pena pela peça AUTO DE JOÃO DA CRUZ. Para curar-se de doença pulmonar, viu-se obrigado a mudar-se de novo para Taperoá. Lá escreveu e montou a peça TORTURAS DE UM CORAÇÃO em 1951.

Em 1952, voltou a residir em Recife. Deste ano a 1956, dedicou-se à advocacia, sem abandonar, porém, a atividade teatral. São desta época O CASTIGO DA SOBERBA (1953), O RICO AVARENTO (1954) e o AUTO DA COMPADECIDA (1955), peça que o projetou em todo o Brasil.

Em 1956, com 29 anos de idade, abandonou a advocacia para tornar-se professor de Estética na Universidade Federal de Pernambuco. No ano seguinte, foi encenada a sua peça O CASAMENTO SUSPEITOSO, em São Paulo, pela Cia. Sérgio Cardoso, e O SANTO E A PORCA.

Em 1958, foi encenada a sua peça O HOMEM DA VACA E O PODER DA FORTUNA. Em 1959, A PENA E A LEI, premiada dez anos depois no Festival Latino-Americano de Teatro.

Em 1959, em companhia de Hermílio Borba Filho, fundou o Teatro Popular do Nordeste, que montou em seguida a FARSA DA BOA PREGUIÇA (1960) E A CASEIRA E A CATARINA (1962).

No início dos anos 60, interrompeu sua bem sucedida carreira de dramaturgo para dedicar-se às aulas de Estética na UFPe. Em 1976, na Universidade Federal de Pernambuco, defendeu a tese de livre-docência A ONÇA CASTANHA E A ILHA BRASIL: UMA REFLEXÃO SOBRE A CULTURA BRASILEIRA.

Aposentou-se como professor em 1994, com 67 anos de idade. Membro fundador do Conselho Federal de Cultura (1967). Nomeado, pelo Reitor Murilo Guimarães, tornou-se Diretor do Departamento de Extensão Cultural da UFPe (1969).

Ligado diretamente à cultura, iniciou em 1970, em Recife, o “Movimento Armorial”, interessado no desenvolvimento e no conhecimento das formas de expressão populares tradicionais. Convocou nomes expressivos da música para procurarem uma música erudita nordestina que viesse juntar-se ao movimento, lançado no Recife, em 18.10.1970, com o concerto “TRÊS SÉCULOS DE MÚSICA NORDESTINA – DO BARROCO AO ARMORIAL" e com uma exposição de gravura, pintura e escultura.

Secretário de Cultura do Estado de Pernambuco, no Governo Miguel Arraes (1994-1998).

Entre 1958-1979, dedicou-se também à prosa de ficção, publicando o ROMANCE D´A PEDRA DO REINO E O PRÍNCIPE DO SANGUE DO VAI-E-VOLTA (1971) E HISTÓRIA DO REI DEGOLADO NAS CAATINGAS DO SERTÃO / AO SOL DA ONÇA CAETANA (1976), classificados por ele de “romance armorial-popular brasileiro”.

Outros trabalhos: Uma mulher vestida de sol (1947), Recife, Imprensa Universitária, 1964. Especial da Rede Globo de Televisão, 1994. Cantam as harpas de Sião (ou O desertor de Princesa) (1948). Peça em um ato. Inédita. Os homens de barro (1949). Peça em 3 atos. Inédita. Auto de João da Cruz (1950). Prêmio Martins Pena. Peça inspirada em três folhetins da literatura de cordel. Inédita.

Torturas de um coração (1951). Peça para mamulengos. O arco desolado (1952). O castigo da soberba (1953). Entremês popular em um ato. Auto da Compadecida (1955). Medalha de ouro da Associação Brasileira de Críticos Teatrais. Rio de Janeiro, Livraria Agir, 1957; 34ª. ed., Agir, 1999. Estréia no cinema, 1969. Mini-série da Rede Globo de Televisão, 1994, e no cinema, 2000. O desertor de Princesa (reescritura de Cantam as harpas de Sião), 1958. Inédita.

O casamento suspeitoso (1957). Encenada em São Paulo pela Cia. Sérgio Cardoso. Recife, Igarassú, 1961. Rio de Janeiro, José Olympio, 1974, junto com O santo e a porca, 8ª edição, 1989. O santo e a porca, imitação nordestina de Plauto (1957). Recife, Imprensa Universitária, 1964. Medalha de ouro da Associação Paulista de Críticos Teatrais. Rio de Janeiro, José Olympio, 1974, junto com O casamento suspeitoso, 8ª edição, 1989.

O homem da vaca e o poder da fortuna (1958). Entremês popular. A pena e a lei (1959). Peça em três atos.Premiada no Festival Latino-Americano de Teatro em 1969. Rio de Janeiro, Agir, 1971, 4ª ed., 1998. Farsa da boa preguiça (1960). Estampas de Zélia Suassuna. Peça em três atos. Rio de Janeiro, José Olympio, 1974, 2ª ed., 1979.

Episódio de Terça Nobre, Rede Globo de Televisão, 1995. A caseira e a Catarina (1962). Peça em um ato. Inédita. As conchambranças de Quaderna (1987). Estréia no Teatro Waldemar de Oliveira, Recife, 1988. A história de amor de Romeu e Julieta. Suplemento “Mais”, da Folha de São Paulo”, 1997.

Ficção: A história de amor de Fernando e Isaura. Romance inédito, 1956. Romance d`A pedra do reino e o príncipe do sangue vai-e-volta. Romance armorial-popular. Nota de Rachel de Queiroz. Posfácio de Maximiano Campos. Rio de Janeiro, Borsoi, 1971. 2ª ed., Rio de Janeiro, José Olympio, 1972. Adaptação teatral por Romero e Andrade Lima, 1997.

As infâncias da Quaderna. Folhetim semanal do Diário de Pernambuco, 1976-77. História d`O rei degolado nas caatingas do sertão / Ao sol da Onça Caetana. Romance armorial e novela romançal brasileira. Com estudo de Idelette Muzart F. dos Santos. Rio de Janeiro, José Olympio, 1977. Fernando e Isaura (1956). Recife, Bagaço, 1994.

Outras obras: O pasto incendiado (1945-70). Livro inédito de poemas. Ode. Recife, O Gráfico Amador, 1955. Coletânea de poesia popular nordestina. Romances do ciclo heróico. Recife, Deca, 1964. O Movimento Armorial. Recife, UFPe, 1974. Iniciação à estética. Recife, UFPe, 1975. A Onça Castanha e a Ilha Brasil: uma reflexão sobre a cultura brasileira (tese de livre-docência em História da Cultura Brasileira). Centro de Filosofia e Ciências Humanas, UFPe, 1976.

Sonetos com mote alheio. Recife, edição manuscrita e iluminogravada pelo autor, 1980. Sonetos de Albano Cervonegro. Recife, edição manuscrita e iluminogravada pelo autor, 1985. Seleta em prosa e verso. Estudos, comentários e notas do Prof. Silviano Santiago. Rio de Janeiro, José Olympio / INL. 1974 (coleção Brasil Moço). Poemas. Seleção, organização e notas de Carlos Newton Júnior. Recife, Universidade Federal de Pernambuco / Editora Universitária, 1999. CD – Poesia viva de Ariano Suassuna. Recife, Ancestral, 1998.

Obra traduzida: Para o alemão: Das Testament de Hundes oder das Spiel von Unserer Leiben Frau der Mitleidvollen (Auto da Compadecida). Tradução de Willy Keller St. Gallen / Wuppertal. Edition diá, 1986. Der Stein des Reiches oder die Geschichte des Fürsten vom Blut des Geh-und-kehr-zurück (Romance d A Pedra do Reino e o píncipe do sangue do Vai-e-Volta). Tradução e notas de Georg Rudolf Lind. Sttutgart, Hobbit Presse/Kllett-Cotta, 1979, 2a ed., 1988.

Para o espanhol: Auto de la Compadecida. Adaptação e tradução de José María Pemán. Madri, Ediciones Alfil, 1965. El anto y la chancha (O santo e a porca). Tradução de Montserrat Mira. Buenos Aires, Losangue, 1966.

Para o francês: Le jeu de la Miséricordieuse ou Le testament du chien (Auto da Compadecida). Tradução de Michel Simon. Paris, Gallimard, 1970. La Pierre du Royaume: version pour européens et brésiliens de bom sens (Romance d A Pedra do Reino). Tradução de Idelette Muzart Fonseca dos Santos. Paris, Editions Métailié, 1998.

Para o holandês: Her testament van den hond (Auto da Compadecida). Tradução de J.J. van den Besselaar. Nederlandse, Nos Leekenspel, Bussum, 1966.

Para o inglês: The rogue s trial (O santo e a porca).Tradução de Dillwyn F. Ratcliff. Berkeley/ Los Angeles, University of California Press, 1963. Para o italiano: Auto da Compadecida. Tradução de L. Lotti. Forli, Nuova Compagnia, 1992.

Para o polonês: História o milosiernej czyli testament psa (Auto da Compadecida). Tradução de Witold Wojciechowski e Danuta Zmij. Dialog. Rok IV Pazdziernik 1959, NR 10 (42), pp. 24-64. Sobre Ariano Suassuna:

Dissertações e teses, artigos em jornais, livros e ensaios incluídos em livros encontram-se relacionados nos Cadernos de Literatura Brasileira - Número 10, novembro de 2000.

Membro da Academia Paraibana de Letras e Doutor Honoris Causa da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (2000).

Sexto ocupante da Cadeira 32, eleito em 3.08.1989, na sucessão de Genolino Amado e recebido em 9.08.1990, pelo Acadêmico Marcos Vinicios Vilaça.

Sua Cadeira 32, na Academia Brasileira de Letras tem como Patrono Araújo Porto-Alegre, Fundador Carlos de Laet, sendo também ocupada por Ramiz Galvão, Viriato Correia, Joracy Camargo, Genolino Amado e Ariano Suassuna.

Muito bem analisado na ENCICLOPÉDIA DE LITERATURA BRASILEIRA, de Afrânio Coutinho e J. Galante, edição do MEC, 1990, com revisão de Graça Coutinho e Rita Moutinho, em 2001.

Apesar de sua importância, não é estudado no DICIONÁRIO HISTÓRICO-BIOGRÁFICO BRASILEIRO(2001, 5 volumes, 6.211 páginas), da Fundação Getúlio Vargas e nem é convenientemente referido, em nenhuma das enciclopédias nacionais, Delta, Barsa, Larousse, Mirador, Abril, Koogan/Houaiss, Larousse Cultural, etc.

É verbete do DICIONÁRIO BIOBIBLIOGRÁFICO REGIONAL DO BRASIL, de Mário Ribeiro Martins, via INTERNET, dentro de ENSAIO, no site www.usinadeletras.com.br ou www.mariomartins.com.br







CADEIRA 33

A esta Cadeira, estão vinculados os seguintes nomes:

Raul Pompéia-PATRONO(Angra dos Reis, RJ, 12.04.1863).

Domício da Gama-FUNDADOR(Maricá, RJ, 23.10.1862).

Fernando Magalhães(Rio de Janeiro, RJ, 18.02.1878).

Luís Edmundo(Rio de Janeiro, RJ, 26.06.1878).

Afrânio Coutinho(Salvador, Bahia, 15.03.1911).

Evanildo Cavalcante Bechara(Recife, Pernambuco, 26.02.1928).





BIOGRAFIAS:



PATRONO DA CADEIRA 33-RAUL POMPÉIA(Raul de Ávila Pompeia), de Jacuecanga, Angra dos Reis, Estado do Rio, 12.04.1863, escreveu, entre outros, UMA TRAGÉDIA NO AMAZONAS(Novela-1880), O ATENEU(Romance-1888), CANÇÕES SEM METRO(Poema-1900), sem dados biograficos completos nos livros e sem qualquer outra informação ao alcance da pesquisa, via textos editados. Filho de Antônio de Ávila Pompéia e de Rosa Teixeira Pompéia. Após os estudos primários em sua terra natal, deslocou-se para outros centros, onde também estudou.

Mudou-se muito cedo, com a família, para o Rio de Janeiro e foi internado no Colégio Abílio, dirigido pelo educador Abílio César Borges, o barão de Macaúbas. Logo se distingue como aluno aplicado, com o gosto dos estudos e leituras, bom desenhista e caricaturista, que redigia e ilustrava do próprio punho o jornalzinho O ARCHOTE.

Em 1879, com 16 anos, transferiu-se para o Colégio Pedro II, para fazer os preparatórios, e onde se projetou como orador e publicou o seu primeiro livro, UMA TRAGÉDIA NO AMAZONAS, em 1880, quando tinha 17 anos.

Em 1881 começou o curso de Direito em São Paulo, entrando em contato com o ambiente literário e as idéias reformistas da época. Engajou-se nas campanhas abolicionista e republicana, tanto nas atividades acadêmicas como na imprensa. Tornou-se amigo de Luís Gama, o famoso abolicionista.

Escreveu em jornais de São Paulo e do Rio de Janeiro, freqüentemente sob o pseudônimo "Rapp", um dentre os muitos que depois adotaria: Pompeu Stell, Um moço do povo, Y, Niomey e Hygdard, R., ?, Lauro, Fabricius, Raul D., Raulino Palma.

Ainda em São Paulo publicou, no JORNAL DO COMMERCIO, as "Canções sem metro", poemas em prosa, parte das quais foi reunida em volume, de edição póstuma.

Também, em folhetins da GAZETA DE NOTÍCIAS, publicou a novela AS JÓIAS DA COROA. Reprovado no 3o ano, em 1883, seguiu com 93 acadêmicos para o Recife e ali concluiu o curso de Direito, em 1884, com 21 anos, mas não exerceu a advocacia.

De volta ao Rio de Janeiro, em 1885, dedicou-se ao jornalismo, escrevendo crônicas, folhetins, artigos, contos e participando da vida boêmia das rodas intelectuais.

Nos momentos de folga, escreveu O ATENEU, romance de cunho autobiográfico, narrado em primeira pessoa, contando o drama de um menino que, arrancado do lar, é colocado num internato da época. Publicou-o em 1888, primeiro em folhetins, na GAZETA DE NOTÍCIAS, e, logo a seguir, em livro, que o consagra definitivamente como escritor.

Em 1889, com 26 anos, colaborou no jornal A RUA, de Pardal Mallet, e no JORNAL DO COMMERCIO. Proclamada a República, foi nomeado professor de mitologia da Escola de Belas Artes e, logo a seguir, diretor da Biblioteca Nacional.

No jornalismo, revelou-se um florianista exaltado, em oposição a intelectuais do seu grupo, como Pardal Mallet e Olavo Bilac. Numa das discussões, surgiu um duelo entre Bilac e Pompéia. Combatia o cosmopolitismo, achando que o militarismo, encarnado por Floriano Peixoto, constituía a defesa da pátria em perigo.

Com a morte de Floriano, em 1895, foi demitido da direção da Biblioteca Nacional, acusado de desacatar a pessoa do Presidente no explosivo discurso pronunciado em seu enterro.

Rompido com amigos, caluniado em artigo de Luís Murat, sentindo-se desdenhado por toda parte, inclusive dentro do jornal A NOTÍCIA, que não publicara o segundo artigo de sua colaboração, pôs fim à vida, SUICIDANDO-SE, no dia de Natal de 1895.

Outros trabalhos: Uma tragédia no Amazonas, novela (1880); As jóias da coroa, novela (1882); Canções sem metro (1883); O Ateneu, romance (1888). A obra completa de Raul Pompéia está reunida em Obras, org. de Afrânio Coutinho, 10 vols. (1981-1984).

Jornalista, contista, cronista, novelista e romancista. Faleceu no Rio de Janeiro, RJ, em 25.12.1895, com 32 anos de idade.

É o patrono da Cadeira 33, por escolha do fundador Domício da Gama. Sua Cadeira 33, na Academia Brasileira de Letras tem como Patrono(ele mesmo, Raul Pompéia), Fundador Domicio da Gama, sendo também ocupada por Fernando Magalhães, Luis Edmundo, Afrânio Coutinho e Evanildo Cavalcante Bechara.

Muito bem analisado na ENCICLOPÉDIA DE LITERATURA BRASILEIRA, de Afrânio Coutinho e J. Galante, edição do MEC, 1990, com revisão de Graça Coutinho e Rita Moutinho, em 2001.

Não é referido no DICIONARIO BIOBIBLIOGRAFICO DE ESCRITORES CARIOCAS(1965), de J. S. Ribeiro Filho.

Muito bem estudado no livro DICIONÁRIO DE SUICIDAS ILUSTRES(1999), de José Mario Arruda Toledo.

Não é estudado na antologia A POESIA FLUMINENSE NO SÉCULO XX(1998), de Assis Brasil.

Apesar de sua importância, não é estudado no DICIONÁRIO HISTÓRICO-BIOGRÁFICO BRASILEIRO(2001, 5 volumes, 6.211 páginas), da Fundação Getúlio Vargas e nem é convenientemente referido, em nenhuma das enciclopédias nacionais, Delta, Barsa, Larousse, Mirador, Abril, Koogan/Houaiss, Larousse Cultural, etc.

É verbete do DICIONÁRIO BIOBIBLIOGRÁFICO REGIONAL DO BRASIL, de Mário Ribeiro Martins, via INTERNET, dentro de ENSAIO, no site www.usinadeletras.com.br ou www.mariomartins.com.br



FUNDADOR DA CADEIRA 33-DOMÍCIO DA GAMA(Domício Afonso Forneiro da Gama), de Maricá, Estado do Rio, 23.10.1862, escreveu, entre outros, CONTOS A MEIA TINTA(1891), HISTORIAS CURTAS(Contos-1901), sem dados biograficos completos e sem qualquer outra informação ao alcance da pesquisa, via textos editados. Filho de pais não referidos em sua biografia. Após os estudos primários em sua terra natal, deslocou-se para outros centros, onde também estudou.

Fez estudos preparatórios no Rio de Janeiro e ingressou na Escola Politécnica, mas não chegou a terminar o curso. Seguiu para o estrangeiro em missões diplomáticas. A sua primeira comissão foi a de secretário do Serviço de Imigração.

O contato com o Barão do Rio Branco, valeu-lhe ser nomeado secretário da missão Rio Branco para a questão de limites Brasil-Argentina (1893-1895) e de limites com a Guiana Francesa (1895-1900) e com a Guiana Inglesa (1900-1901).

Foi secretário de Legação na Santa Sé, em Roma, em 1900 e Ministro em Lima, no Peru, em 1906. Desenvolveu grande e notável atividade, preparatória da política de Rio Branco, coroada pelo Tratado de Petrópolis.

Embaixador em missão especial, em 1910, representou o Brasil no centenário da independência da Argentina e nas festas centenárias do Chile.

Embaixador do Brasil em Washington, de 1911 a 1918, foi o digno sucessor de Joaquim Nabuco, por escolha do próprio Barão do Rio Branco. Ao celebrar-se a Paz européia de Versalhes, Domício, como ministro das Relações Exteriores, pretendeu representar o Brasil naquela conferência, propósito que suscitou divergências na imprensa brasileira.

Convidado para a mesma embaixada, Rui Barbosa recusou, e o chefe da representação brasileira foi, afinal, Epitácio Pessoa, eleito pouco depois, em seguida à morte de Rodrigues Alves, presidente da República.

Domício foi substituído na Chancelaria por Azevedo Marques, seguindo como Embaixador em Londres, em 1920-21. Foi posto em disponibilidade durante a Presidência Bernardes.

Em 1919 foi Presidente da Academia Brasileira de Letras, em substituição a Rui Barbosa. Escreveu contos, crônicas e críticas literárias. Colaborador da GAZETA DE NOTÍCIAS ao tempo de Ferreira de Araújo.

Outros trabalhos: Contos a meia-tinta (1891); Histórias curtas (1901); e vários trabalhos diplomáticos.

Jornalista, diplomata, contista e cronista. Faleceu no Rio de Janeiro, RJ, em 8.11.1925, com 63 anos de idade.

Foi um dos dez acadêmicos eleitos na sessão de 28.01.1897, para completar o quadro de fundadores da Academia. Escolheu Raul Pompéia como patrono, ocupando a Cadeira 33. Foi recebido na sessão de 10.07.1900, por Lúcio de Mendonça.

Sua Cadeira 33, na Academia Brasileira de Letras tem como Patrono Raul Pompéia, Fundador Domicio da Gama, sendo também ocupada por Fernando Magalhães, Luis Edmundo, Afrânio Coutinho e Evanildo Bechara. Foi Presidente da Academia Brasileira de Letras em 1919.

Pouco analisado na ENCICLOPÉDIA DE LITERATURA BRASILEIRA, de Afrânio Coutinho e J. Galante, edição do MEC, 1990, com revisão de Graça Coutinho e Rita Moutinho, em 2001.

Não é referido no DICIONARIO BIOBIBLIOGRAFICO DE ESCRITORES CARIOCAS(1965), de J. S. Ribeiro Filho.

Não é estudado na antologia A POESIA FLUMINENSE NO SÉCULO XX(1998), de Assis Brasil.

Apesar de sua importância e de ter sido Embaixador do Brasil em Washington, não é estudado no DICIONÁRIO HISTÓRICO-BIOGRÁFICO BRASILEIRO(2001, 5 volumes, 6.211 páginas), da Fundação Getúlio Vargas e nem é convenientemente referido, em nenhuma das enciclopédias nacionais, Delta, Barsa, Larousse, Mirador, Abril, Koogan/Houaiss, Larousse Cultural, etc.

É verbete do DICIONÁRIO BIOBIBLIOGRÁFICO REGIONAL DO BRASIL, de Mário Ribeiro Martins, via INTERNET, dentro de ENSAIO, no site www.usinadeletras.com.br ou www.mariomartins.com.br



SEGUNDO OCUPANTE DA CADEIRA 33-FERNANDO MAGALHÃES (Fernando Augusto Ribeiro Magalhães), Carioca, do Rio de Janeiro, 18.02.1878, escreveu, entre outros, DISCURSOS(1916), A DESOFICIALIZAÇÃO DO ENSINO-CAUSA DA DECADÊNCIA PROFISSIONAL(1922), DISCURSOS(1924), A MEDICINA A SERVIÇO DA DEMOCRACIA(1925), FILOSOFIA MÉDICA(1927), CARTILHA DA PROBIDADE(1932), CENTENARIO DA FACULDADE DE MEDICINA DO RIO DE JANEIRO(1932), sem dados biográficos completos nos livros e sem qualquer outra informação ao alcance da pesquisa, via textos editados. Filho de Antônio Joaquim Ribeiro de Magalhães e de Deolinda Magalhães. Após os estudos primários em sua terra natal, deslocou-se para outros centros, onde também estudou.

Bacharelou-se em Ciências e Letras(antigo secundário), pelo Colégio Pedro II. Doutorou-se na Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro, em 1899, com 21 anos de idade. Foi Professor interino de Clínica Ginecológica e Obstétrica, entre 1900-1901. Livre docente de Obstetrícia, de 1901 a 1910. Professor de Clínica Obstétrica, de 1911 a 1915.

Diretor do Hospital da Maternidade do Rio de Janeiro, de 1915 a 1918. Catedrático de Clínica Obstétrica, em 1922. Foi diretor da Faculdade de Medicina, em 1930.

Reitor da Universidade do Rio de Janeiro, em 1913, com 35 anos de idade. Além disso, teve atuação na política nacional, como deputado do Estado do Rio de Janeiro à Constituinte em 1934 e pelo Distrito Federal ao Congresso Nacional em 1937. Médico, professor e orador.

Foi fundador da Pró-Matre, entidade beneficente que ele dirigiu por muitos anos. Exerceu a presidência da Academia Brasileira de Letras, em 1929, 1931 e 1932.

Membro da Academia Nacional de Medicina, do Conselho Nacional de Ensino, da Sociedade de Medicina e Cirurgia, do Instituto Histórico Geográfico Brasileiro, da Liga de Defesa Nacional, da Academia das Ciências de Lisboa, da Société Obstétrique de Paris e de inúmeras outras associações médicas, nacionais e estrangeiras.

Doutor Honoris Causa das universidades de Coimbra e de Lisboa. Detentor de muitos prêmios, dentre outros, Alvarenga e Madame Durocher da Academia Nacional de Medicina.

Outros trabalhos: Deixou uma vasta obra médica, da qual se destacam os seis volumes de Clínica obstétrica, as Lições de clínica obstétrica, A obstetrícia no Brasil, Síntese obstétrica e Obstétrica forense, e mais de 200 trabalhos esparsos sobre assuntos médicos.

Outras obras: Discursos e conferências, 4 vols.; O centenário da Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro (1932); Na Constituinte de 34 (1934); Cartilha da probidade (1936).

Faleceu no Rio de Janeiro, 10.01.1944, com 66 anos de idade.

Segundo ocupante da Cadeira 33, eleito em 22.07.1926, com 48 anos de idade, na sucessão de Domício da Gama e recebido pelo Acadêmico Medeiros e Albuquerque em 8.09.1926. Recebeu os Acadêmicos João Neves da Fontoura, Barão de Ramiz Galvão e Alceu Amoroso Lima.

Sua Cadeira 33 na Academia tem como Patrono Raul Pompéia, Fundador Domicio da Gama, sendo também ocupada por Fernando Magalhães, Luis Edmundo, Afrânio Coutinho e Evanildo Cavalcante Bechara. Foi Presidente da Academia Brasileira de Letras em 1929, 1931 e 1932.

Pouco analisado na ENCICLOPÉDIA DE LITERATURA BRASILEIRA, de Afrânio Coutinho e J. Galante, edição do MEC, 1990, com revisão de Graça Coutinho e Rita Moutinho, em 2001.

Bem referido no DICIONARIO BIOBIBLIOGRAFICO DE ESCRITORES CARIOCAS(1965), de J. S. Ribeiro Filho.

Não é estudado na antologia A POESIA FLUMINENSE NO SÉCULO XX(1998), de Assis Brasil.

Apesar de sua importância, não é estudado no DICIONÁRIO HISTÓRICO-BIOGRÁFICO BRASILEIRO(2001, 5 volumes, 6.211 páginas), da Fundação Getúlio Vargas e nem é convenientemente referido, em nenhuma das enciclopédias nacionais, Delta, Barsa, Larousse, Mirador, Abril, Koogan/Houaiss, Larousse Cultural, etc.

É verbete do DICIONÁRIO BIOBIBLIOGRÁFICO REGIONAL DO BRASIL, de Mário Ribeiro Martins, via INTERNET, dentro de ENSAIO, no site www.usinadeletras.com.br ou www.mariomartins.com.br



TERCEIRO OCUPANTE DA CADEIRA 33-LUÍS EDMUNDO(Luis Edmundo de Melo Pereira da Costa), Carioca, do Rio de Janeiro, 26.06.1878, escreveu, entre outros, NIMBOS(Poesia-1897), TURIBULOS(Poesia-1899), TURRIS EBURNEA(Poesia-1902), ROSA DOS VENTOS(Poesia-1919), RECORDAÇÕES DO RIO ANTIGO(Memórias-1950), sem dados biográficos completos nos livros e sem qualquer outra informação ao alcance da pesquisa, via textos editados. Filho de Edmundo Pereira da Costa e Maria Joana Melo Pereira da Costa. Após os estudos primários em sua terra natal, deslocou-se para outros centros, onde também estudou.

Já com 20 anos, em 1898, indicado por Cardoso Junior, tornou-se Diretor da REVISTA CONTEMPORÂNEA, uma dentre as muitas publicações de vanguarda do Simbolismo brasileiro.

De 1899 a 1900, trabalhou no jornal IMPRENSA, de Alcindo Guanabara, passando em seguida para o jornal CORREIO DA MANHÃ, de Edmundo Bittencourt.

Foi, durante muitos anos, corretor de companhias francesas de navegação, tendo feito inúmeras viagens marítimas à Europa. Publicou seu primeiro livro de versos, NIMBOS, em 1897, com 19 anos de idade. Logo seguido de TURÍBULOS, em 1899, e TURRIS EBURNEA, em 1902, com 24 anos. Tornou-se um poeta muito popular. Poesias suas, como o soneto "Olhos tristes", eram declamados nos salões da época. Foi um poeta de cunho impressionista, que misturava elementos do Parnasianismo e do Simbolismo.

Era um carioca apaixonado pela sua cidade. Sentindo que o estro poético se lhe esgotara, passou a ser o grande cronista da cidade. O boêmio e o poeta foram substituídos pelo bibliófilo e pesquisador do passado, buscando temas para as peças de teatro que vivia a escrever.

Voltou seu interesse para o século XVIII e imaginou um vasto painel do Rio de Janeiro no tempo dos vice-reis. Foi a Portugal, pesquisou em arquivos, bibliotecas e conventos de província, depois à Espanha, reunindo material, inclusive iconográfico, para as obras que iria escrever.

Encetou a crônica do passado, em O RIO DE JANEIRO NO TEMPO DOS VICE-REIS e A CORTE DE DOM JOÃO NO RIO DE JANEIRO. Escreveu também O RIO DE JANEIRO DE MEU TEMPO.

Outros trabalhos: Nimbus (1899); Turíbulos (1900); Turris eburnea (1902); Poesias (1907); Rosa dos ventos (1919); As fábulas de Trilussa (1927).

Teatro: Marquesa de Santos, em 1 ato (1924); Dom João VI (1924); Independência (1925); L appel à la raison (1926).

Crônicas e memória: O Rio de Janeiro no tempo dos vice-reis, 3 vols. (1938); A corte de D. João VI no Rio de Janeiro, 3 vols. (1940); O Rio de Janeiro do meu tempo (1940); Recordações do Rio antigo (1950); Memórias, 5 vols. (1958, 1962 e 1968). Algumas de suas conferências tiveram grande êxito, entre as quais: As artes plásticas do Brasil no século XVIII.

Danças antigas do Brasil; Vida e morte de José Maurício; A mulher brasileira no século XVIII; Vida boêmia no Rio de Janeiro; Como nasceu a imprensa do Brasil; Trilussa e suas fábulas; Aquarelas de Portugal; Eça de Queirós.

Jornalista, poeta, cronista, memorialista, teatrólogo e orador. Faleceu no Rio de Janeiro, em 08.12.1961, com 83 anos de idade.

Terceiro ocupante da Cadeira 33, eleito em 18.05.1944, na sucessão de Fernando Magalhães e recebido pelo Acadêmico Viriato Correia em 2.08.1944.

Sua Cadeira 33, na Academia Brasileira de Letras tem como Patrono Raul Pompeia, Fundador Domicio da Gama , sendo também ocupada por Fernando Magalhães, Luis Edmundo, Afrânio Coutinho e Evanildo Cavalcante Bechara.

Pouco analisado na ENCICLOPÉDIA DE LITERATURA BRASILEIRA, de Afrânio Coutinho e J. Galante, edição do MEC, 1990, com revisão de Graça Coutinho e Rita Moutinho, em 2001.

Bem referido no DICIONARIO BIOBIBLIOGRAFICO DE ESCRITORES CARIOCAS(1965), de J. S. Ribeiro Filho.

Não é estudado na antologia A POESIA FLUMINENSE NO SÉCULO XX(1998), de Assis Brasil.

Apesar de sua importância, não é estudado no DICIONÁRIO HISTÓRICO-BIOGRÁFICO BRASILEIRO(2001, 5 volumes, 6.211 páginas), da Fundação Getúlio Vargas e nem é convenientemente referido, em nenhuma das enciclopédias nacionais, Delta, Barsa, Larousse, Mirador, Abril, Koogan/Houaiss, Larousse Cultural, etc.

É verbete do DICIONÁRIO BIOBIBLIOGRÁFICO REGIONAL DO BRASIL, de Mário Ribeiro Martins, via INTERNET, dentro de ENSAIO, no site www.usinadeletras.com.br ou www.mariomartins.com.br



QUARTO OCUPANTE DA CADEIRA 33-AFRÂNIO COUTINHO(Afrânio dos Santos Coutinho), de Salvador, Bahia, 15.03.1911, escreveu, entre outros, DANIEL ROPS E A ANSIA DO SENTIDO NOVO DA EXISTÊNCIA(Ensaio-1935), O HUMANISMO IDEAL DE VIDA(Ensaio-1938), A FILOSOFIA DE MACHADO DE ASSIS(1940), ASPECTOS DA LITERATURA BARROCA(1951), O ENSINO DA LITERATURA(1952), ENCICLOPEDIA DE LITERATURA BRASILEIRA(1990), DO BARROCO(Ensaio-1994), sem dados biográficos completos e sem qualquer outra informação ao alcance da pesquisa, via textos editados. Filho de Eurico da Costa Coutinho e de Adalgisa Pinheiro dos Santos Coutinho. Após os estudos primários em sua terra natal, deslocou-se para outros centros, onde também estudou.

Fez o curso primário em escola pública, o secundário no Ginásio N. S. da Vitória, dos Irmãos Maristas. Fez o preparatório no Colégio da Bahia. Diplomou-se em Medicina, em 1931, com 20 anos de idade, na Faculdade de Medicina da Bahia, mas não seguiu a carreira médica, entregando-se ao ensino de Literatura e História no curso secundário.

Foi bibliotecário da Faculdade de Medicina, Professor da Faculdade de Filosofia da Bahia.

Em 1942, com 31 anos, foi para os Estados Unidos, convidado para exercer o cargo de redator-secretário da revista SELEÇÕES DO READER’S DIGEST, em Nova York, permanecendo no posto por cinco anos. Durante esse tempo, freqüentou cursos na Universidade de Columbia e em outras universidades norte-americanas, aperfeiçoando-se em crítica e história literária com mestres europeus e americanos.

Em 1947, de regresso ao Brasil, fixou-se no Rio de Janeiro. Foi nomeado catedrático interino do Colégio Pedro II, na cadeira de Literatura. Efetivou-se na cadeira por concurso, em 1951, já com 40 anos de idade, com tese sobre o Barroco, de grande repercussão.

Também naquele ano fundou, na Faculdade de Filosofia do Instituto Lafayette, a cadeira de Teoria e Técnica Literária, primeira iniciativa do gênero no Brasil.

Em 1948, inaugurou, no Suplemento Literário do DIÁRIO DE NOTÍCIAS, a seção "Correntes Cruzadas", que manteve até 1961, debatendo problemas de crítica e teoria literária. Colaborou ativamente na imprensa e em revistas literárias, do país e do estrangeiro.

Dirigiu a revista Coletânea (1951-1960) e divulgou os critérios de análise estético-literária formulados pelo New Criticism norte-americano.

Em 1952, foi encarregado pelo prof. Leonídio Ribeiro, diretor do Instituto Larragoiti, da Companhia Sul América, de planejar e dirigir a publicação, A LITERATURA NO BRASIL, com a colaboração de uma equipe de especialistas. Obra publicada, em quatro volumes, de 1955 a 1959, sendo ampliada para seis volumes na edição de 1968-71, revista e atualizada em 1986.

Em 1958, fez concurso para livre docente da cadeira de Literatura Brasileira na Faculdade Nacional de Filosofia da Universidade do Brasil, hoje UFRJ, conquistando o título de Doutor em Letras Clássicas e Vernáculas.

Em 1963, após a aposentadoria de Alceu Amoroso Lima, foi nomeado professor catedrático interino de Literatura Brasileira. Em 1965, após concurso, foi nomeado catedrático efetivo. Designado, a seguir, para dividir o ensino de letras da Faculdade de Filosofia, criou a Faculdade de Letras da UFRJ, que instalou e organizou.

Em 1968, foi nomeado Diretor da Faculdade de Letras UFRJ, permanecendo no cargo até aposentar-se, em 1980, com 69 anos de idade. A ele é devida a criação da Biblioteca da Faculdade de Letras, reconhecida como a melhor do gênero no Rio de Janeiro, bem como lhe é devido o alto nível dos cursos de pós-graduação na área de Letras, dos quais foi coordenador.

Nas décadas de 1960 e 1970, realizou inúmeras viagens para o exterior, como professor visitante em Universidades dos Estados Unidos, da Alemanha e da França, também com o intuito de ampliar os estudos brasileiros nas universidades visitadas.

Durante os seus anos de pesquisa, magistério e militância literária, construiu uma vasta biblioteca particular, que se tornou a base para a criação, em 1979, da Oficina Literária Afrânio Coutinho (OLAC), destinada a promover estudos na área da literatura, ministrar cursos e conferências, e receber escritores nacionais e estrangeiros.

A Biblioteca foi adquirida pela Faculdade de Letras da UFRJ. Coordenou a elaboração da Enciclopédia de Literatura Brasileira, publicada em 1990, de que o autor destas notas é VERBETE, na página 1028.

Médico, professor, crítico literário e ensaísta. Por sua atividade literária, recebeu a Medalha Anchieta, da Secretaria da Educação do Rio de Janeiro (1954). Recebeu o Prêmio Paula Brito (1956) e o Prêmio Nacional do Livro (ensaio), por sua obra A TRADIÇÃO AFORTUNADA. Recebeu o Prêmio Golfinho de Ouro (1980).

Outros trabalhos: Daniel Rops e a ânsia do sentido novo da existência, ensaio (1935); O humanismo, ideal de vida, ensaio (1938); L Exemple du métissage, in L Homme de couleur, ensaio (1939); A filosofia de Machado de Assis, crítica (1940); Aspectos da literatura barroca, história literária (1951); O ensino da literatura, discurso de posse na cátedra de Literatura do Colégio Pedro II (1952); Correntes cruzadas, crítica (1953); Da crítica e da nova crítica (1957); Euclides, Capistrano e Araripe, crítica (1959).

Introdução à literatura no Brasil, história literária (1959); A crítica (1959); Machado de Assis na literatura brasileira, crítica (1960); Conceito de literatura brasileira, ensaio (1960); No hospital das letras, polêmica (1963); A polêmica Alencar-Nabuco, história literária (1965); Crítica e poética, ensaio (1968); A tradição afortunada, história literária (1968); Crítica & críticos (1969); Caminhos do pensamento crítico, ensaios (1974); Notas de teoria literária, didática (1976).

Universidade, instituição crítica, ensaio (1977); O erotismo na literatura: o caso Rubem Fonseca, crítica (1979); Evolução da crítica literária brasileira, história literária (1977); Tristão de Athayde, o crítico, crítica (1980); O processo da descolonização literária, história literária (1983); As formas da literatura brasileira, ensaio (1984); Reformulação do currículo de Letras, educação (1984); Impertinências, artigos e ensaios (1990); Do Barroco, ensaios (1994).

Obras Organizadas: Memórias de um sargento de milícias, de Manuel Antônio de Almeida (s.d.); Os retirantes, de José do Patrocínio (s.d.); Cabocla, de Ribeiro Couto (1957); A literatura no Brasil, 4 vols. (1955-59), 6 vols. (1968-71 e 1986); Obra completa de Jorge de Lima (1959); Obra completa de Machado de Assis, 3 vols. (1959); Brasil e brasileiros de hoje, biografias (1961); Romances completos de Afrânio Peixoto (1962); Obra completa de Carlos Drummond de Andrade (1964).

Estudos literários de Alceu Amoroso Lima (1966); Obra completa de Euclides da Cunha, 2 vols. (1966); Obra poética de Vinicius de Morais (1968); Obra crítica de Araripe Júnior, 5 vols. (1958-1966); Cruz e Sousa (1975); Obras de Raul Pompéia, 10 vols. 1981-1985; Enciclopédia de Literatura Brasileira, 2 vols. (1990). Para a coleção Fortuna Crítica, organizou os volumes Carlos Drummond de Andrade (1977); Graciliano Ramos (1977); Cassiano Ricardo (1979); Manuel Bandeira (1980). Além de colaboração em jornais, desde 1934, escreveu inúmeros artigos para revistas especializadas.

Foi membro do Instituto Histórico e Geográfico da Bahia, da Academia de Letras da Bahia, da Sociedade de Estética dos Estados Unidos, da União Brasileira de Editores e da Academia Brasileira de Educação.

Doutor Honoris Causa pela Universidade Federal da Bahia e Professor Emérito da Universidade Federal do Rio de Janeiro. Faleceu no dia 05.08.2000, com 89 anos de idade, no Rio de Janeiro.

Quarto ocupante da Cadeira 33, eleito em 17.04.1962, na sucessão de Luís Edmundo e recebido em 20.07.1962, pelo Acadêmico Levi Carneiro. Recebeu o Acadêmico Eduardo Portella.

Sua Cadeira 33, na Academia Brasileira de Letras tem como Patrono Raul Pompeia, Fundador Domicio da Gama, sendo também ocupada por Fernando Magalhães, Luis Edmundo, Afrânio Coutinho e Evanildo Cavalcante Bechara.

Muito bem analisado na ENCICLOPÉDIA DE LITERATURA BRASILEIRA, de Afrânio Coutinho e J. Galante, edição do MEC, 1990, com revisão de Graça Coutinho e Rita Moutinho, em 2001.

Não é mencionado no livro BAIANOS ILUSTRES(1979), de Antonio Loureiro de Souza.

Não é estudado na antologia A POESIA BAIANA NO SÉCULO XX(1998), de Assis Brasil.

Apesar de sua importância, não é estudado no DICIONÁRIO HISTÓRICO-BIOGRÁFICO BRASILEIRO(2001, 5 volumes, 6.211 páginas), da Fundação Getúlio Vargas e nem é convenientemente referido, em nenhuma das enciclopédias nacionais, Delta, Barsa, Larousse, Mirador, Abril, Koogan/Houaiss, Larousse Cultural, etc.

Não deve ser confundido com o outro médico baiano AFRÂNIO PEIXOTO que nasceu em Lençóis, na Bahia, em 1875.

É verbete do DICIONÁRIO BIOBIBLIOGRÁFICO REGIONAL DO BRASIL, de Mário Ribeiro Martins, via INTERNET, dentro de ENSAIO, no site www.usinadeletras.com.br ou www.mariomartins.com.br



QUINTO OCUPANTE DA CADEIRA 33-EVANILDO BECHARA(Evanildo Cavalcante Bechara), de Recife, Pernambuco, 26.02.1928, escreveu, entre outros, FENOMENOS DE ENTONAÇÃO(Ensaio-1948), PRIMEIROS ENSAIOS DE LINGUA PORTUGUESA(Ensaio-1954), MODERNA GRAMATICA PORTUGUESA(1961), GRAMATICA ESCOLAR DA LINGUA PORTUGUESA(2001), sem dados biográficos completos nos livros e sem qualwquer outra informação ao alcance da pesquisa, via textos editados. Filho de pais não referidos em sua biografia. Após os estudos primários em sua terra natal, deslocou-se para outros centros, onde também estudou.

Com 11 anos, em 1939, órfão de pai, transferiu-se para o Rio de Janeiro, a fim de completar sua educação em casa de um tio-avô. Desde cedo mostrou vocação para o magistério, vocação que o levou a fazer o curso de Letras, modalidade Neolatinas, na Faculdade do Instituto Lafayette, hoje UERJ.

Bacharel em Letras Neolatinas em 1948, com 20 anos de idade. Licenciado em Letras Neolatinas em 1949. Com quinze anos, em 1943, conheceu o Prof. Manuel Said Ali, um dos mais fecundos estudiosos da língua portuguesa, que na época contava entre 81 e 82 anos.

Essa experiência permitiu a Evanildo Bechara trilhar caminhos no campo dos estudos lingüísticos. Com dezessete anos, em 1945, escreveu seu primeiro ensaio, intitulado FENÔMENOS DE ENTONAÇÃO, publicado em 1948, com prefácio do filólogo mineiro Lindolfo Gomes.

Em 1954, com 26 anos, é aprovado em concurso público para a cátedra de Língua Portuguesa do Colégio Pedro II e reúne no livro PRIMEIROS ENSAIOS DE LÍNGUA PORTUGUESA artigos escritos entre os dezoito e vinte e cinco anos, saídos em jornais e revistas especializadas.

Concluído o curso universitário, vieram-lhe as oportunidades de concursos públicos, que fez com brilho, num total de onze inscritos e dez realizados.

Aperfeiçoou-se em Filologia Românica em Madri, na Espanha, com Dámaso Alonso, nos anos de 1961 e 1962, com bolsa oferecida pelo Governo Espanhol.

Doutor em Letras pela UEG (atual UERJ-Universidade Estadual do Rio de Janeiro) em 1964.

Convidado pelo Prof. Antenor Nascentes para seu assistente, chegou à cátedra de Filologia Românica da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras da UEG (atual UERJ) em 1964. Professor de Filologia Românica do Instituto de Letras da UERJ, de 1962 a 1992.

Professor de Língua Portuguesa do Instituto de Letras da UFF(Universidade Federal Fluminense), de 1976 a 1994. Professor titular de Língua Portuguesa, Lingüística e Filologia Românica da Fundação Técnico-Educacional Souza Marques, de 1968 a 1988. Professor de Língua Portuguesa e Filologia Românica em IES nacionais (citem-se: PUC-RJ, UFSE, UFPB, UFAL, UFRN, UFAC) e estrangeiras (Alemanha, Holanda e Portugal).

Em 1971-72 exerceu o cargo de Professor Titular Visitante da Universidade de Colônia (Alemanha) e de 1987 a 1989 igual cargo na Universidade de Coimbra (Portugal). Professor Emérito da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (1994) e da Universidade Federal Fluminense (1998).

Dentre suas teses universitárias contam-se os seguintes títulos: A EVOLUÇÃO DO PENSAMENTO CONCESSIVO NO PORTUGUÊS (1954), O FUTURO EM ROMÂNICO (1962), A SINTAXE NOMINAL NA PEREGRINATIO AETHERIAE AD LOCA SANCTA (1964), A CONTRIBUIÇÃO DE M. SAID ALI PARA A FILOLOGIA PORTUGUESA (1964), OS ESTUDOS SOBRE OS LUSÍADAS DE JOSÉ MARIA RODRIGUES (1980), AS FASES HISTÓRICAS DA LÍNGUAPPORTUGUESA: TENTATIVA DE PROPOSTA DE NOVA PERIODIZAÇÃO (1985).

Autor de duas dezenas de livros, entre os quais a MODERNA GRAMÁTICA DA LÍNGUA PORTUGUESA, amplamente utilizada em escolas e meios acadêmicos.

Diretor da equipe de estudantes de Letras da PUC-RJ que, em 1972, levantou o CORPUS LEXICAL DO VOCABULÁRIO ORTOGRÁFICO DA LÍNGUA PORTUGUESA, sob a direção geral de Antônio Houaiss.

Orientador de dissertações de Mestrado e de teses de Doutoramento no Departamento de Letras da PUC-RJ, no Instituto de Letras da UFF e no Instituto de Letras da UERJ, desde 1973.

Membro de bancas examinadoras de dissertações de Mestrado, de teses de Doutoramento e de Livre-Docência na Faculdade de Letras da UFRJ, no Instituto de Letras da UERJ e em outras IES do país, desde 1973.

Membro de bancas examinadoras de concursos públicos para o magistério superior no Instituto de Letras da UFF, no Instituto de Letras da UERJ e no Departamento de Letras da USP, desde 1978.

Foi Diretor do Instituto de Filosofia e Letras da UERJ, de 1974 a 1980 e de 1984 a 1988. Secretário-Geral do Conselho Estadual de Educação do Rio de Janeiro, de 1965 a 1975. Diretor do Instituto de Educação do Rio de Janeiro, de 1976 a 1977.

Membro do Conselho Estadual de Educação do Rio de Janeiro, de 1978 a 1984. Chefe do Departamento de Filologia e Lingüística do Instituto de Filosofia e Letras da UERJ, de 1981 a 1984. Chefe do Departamento de Letras da Fundação Técnico-Educacional Souza Marques, de 1968 a 1988.

Membro titular da Academia Brasileira de Filologia, da Sociedade Brasileira de Romanistas, do Círculo Lingüístico do Rio de Janeiro. Membro da Société de Linguistique Romane (de que foi membro do Comité Scientifique, para o quadriênio 1996-1999) e do PEN Clube do Brasil.

Sócio correspondente da Academia das Ciências de Lisboa e da Academia Internacional da Cultura Portuguesa. Professor Emérito da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (1994) e da Universidade Federal Fluminense (1998). Doutor Honoris Causa da Universidade de Coimbra (2000).

Distinguido com as medalhas José de Anchieta e de Honra ao Mérito Educacional (da Secretaria de Educação e Cultura do Rio de Janeiro), e medalha Oskar Nobiling (da Sociedade Brasileira de Língua e Literatura).

Foi convidado por acadêmicos amigos para candidatar-se à Academia Brasileira de Letras, na vaga do grande Mestre Afrânio Coutinho, na alegação de que a Instituição precisava de um filólogo para prosseguir seus deveres estatutários no âmbito da língua portuguesa.

Entre centenas de artigos, comunicações a congressos nacionais e internacionais, Bechara escreveu livros que já se tornaram clássicos, pelas suas sucessivas edições.

Diretor das revistas Littera (1971-1976) – 12 volumes publicados. Confluência (1990-2003) – até agora, 2003, 23 volumes publicados.

Outros trabalhos: Primeiros ensaios de Língua Portuguesa. 1954. A evolução do pensamento concessivo no Português. 1954. Exercícios de linguagem. 1954. Curso moderno de Português. Vol. I e II. 1968-1969. O futuro em Românico. 1962. A sintaxe nominal na Peregrinatio Aetheriae ad Loca Sancta. 1964.

A contribuição de M. Said Ali para a Filologia Portuguesa. 1964. Os estudos sobre Os Lusíadas de José Maria Rodrigues. 1980. As fases históricas da Língua Portuguesa: tentativa de proposta de Nova Periodização. 1985. Lições de Português pela Análise Sintática. 1960. 17ª ed., 2000. Moderna gramática portuguesa. 1961. 37ª ed., 1999. 13ª reimpressão, 2003.

Guias de estudo de língua e de linguagem (org.). 4 vols. 1977: I - Introdução Lingüística. II - Dos Termos Lingüísticos ao seu Conceito. III - Da Lingüística ao Ensino da Língua. IV - Instrumentos de Avaliação. Ensino da Gramática. Opressão ou liberdade? 11ª ed. 2ª impressão, 2000. Gramática escolar da Língua Portuguesa. 2001.

Tradução: Eugenio Coseriu. Lições de Lingüística Geral. 1980. Em colaboração: Bernardo Élis. Seleta. 1974. Luís de Camões. Antologia. 2ª ed., 1999. Na ponta da língua. Até 2003 5 vols. publicados: I (2ª ed.); II (2ª ed.); III (2001); IV (2002); V (2003).

Quinto ocupante da Cadeira 33, eleito em 11.12.2000, com 72 anos de idade, na sucessão de Afrânio Coutinho e recebido em 25.05.2001, pelo Acadêmico Sergio Corrêa da Costa.

Sua Cadeira 33, na Academia Brasileira de Letras tem como Patrono Raul Pompeia, Fundador Domicio da Gama, sendo também ocupada por Fernando Magalhães, Luis Edmundo, Afrânio Coutinho e Evanildo Bechara.

Pouco analisado na ENCICLOPÉDIA DE LITERATURA BRASILEIRA, de Afrânio Coutinho e J. Galante, edição do MEC, 1990, com revisão de Graça Coutinho e Rita Moutinho, em 2001.

Não é mencionado no DICIONÁRIO BIOBIBLIOGRÁFICO DE POETAS PERNAMBUCANOS(1993), de Lamartine Morais.

Apesar de sua importância, não é estudado no DICIONÁRIO HISTÓRICO-BIOGRÁFICO BRASILEIRO(2001, 5 volumes, 6.211 páginas), da Fundação Getúlio Vargas e nem é convenientemente referido, em nenhuma das enciclopédias nacionais, Delta, Barsa, Larousse, Mirador, Abril, Koogan/Houaiss, Larousse Cultural, etc.

É verbete do DICIONÁRIO BIOBIBLIOGRÁFICO REGIONAL DO BRASIL, de Mário Ribeiro Martins, via INTERNET, dentro de ENSAIO, no site www.usinadeletras.com.br ou www.mariomartins.com.br





CADEIRA 34

A esta Cadeira, estão vinculados os seguintes nomes:

Sousa Caldas-PATRONO(Rio de Janeiro, RJ, 24.11.1762).

Pereira da Silva-FUNDADOR(Nova Iguaçu, RJ, 30.08.1817).

Barão do Rio Branco(Rio de Janeiro, RJ, 20.04.1845).

Lauro Muller(Itajaí, Santa Catarina, 08.11.1863).

Dom Aquino Correia(Cuiabá, Mato Grosso, 02.04.1885).

Raimundo Magalhães Júnior(Ubajara, Ceará, 12.02.1907).

Carlos Castello Branco(Teresina, Piauí, 25.06.1920).

João Ubaldo Ribeiro(Itaparica, Bahia, 23.01.1941).





BIOGRAFIAS:



PATRONO DA CADEIRA 34-SOUSA CALDAS(Antônio Pereira de Sousa Caldas), Carioca, do Rio de Janeiro, RJ, em 24.11.1762, escreveu, entre outros, CARTAS DE ABDIR A IRZERUMO(1810), OBRAS POETICAS(Postuma-1820), sem dados biograficos completos nos livros e sem qualquer outra informação ao alcance da pesquisa, via textos editados. Filho de Luís Pereira de Sousa e de Ana Maria de Sousa. Após os estudos primários em sua terra natal, deslocou-se para outros centros, onde também estudou.

Com oito(8) anos de idade, em 1770, foi mandado a Lisboa, aos cuidados de um tio. Passou a estudar nas escolas locais. Em 1778, com 16 anos, matriculou-se no curso de matemática, concluído quatro anos depois.

Em 1781, com 19 anos, foi preso pelo Santo Ofício, da Igreja Católica, por causa de suas "idéias francesas", e penitenciado no auto-de-fé que se celebrou em 26.08.1781, sendo condenado por ser "herege, naturalista, deísta e blasfemo".

Foi transferido para o convento de Rilhafoles, a fim de ser ali "catequizado" por seis meses. Depois foi para Coimbra e se matriculou no curso de Leis(Direito), formando-se em 1789, com 27 anos de idade.

Já "regenerado", despertou nele a vocação para a vida eclesiástica. Em 1784, com 22 anos, compõe a "ODE AO HOMEM SELVAGEM", inspirado em Rousseau. Antes de se formar, fez uma viagem à França, indo recomendado em Paris ao Embaixador de Portugal, o Marquês de Pombal.

Depois da formatura em Direito, em 1789, viajou novamente, indo pelo Mediterrâneo até Gênova, recebendo ordens sacras em Roma no ano de 1790, quando tinha 28 anos de idade. Ainda em 1790, escreveu a pequena ode "A CRIAÇÃO", ao entrar no estreito de Gênova.

Em 1801, com 39 anos de idade, foi ao Rio de Janeiro para visitar a mãe e para aí se transferiu definitivamente em 1808. De 1810 a 1812 compôs as CARTAS, de que restam apenas umas cinco, quando seriam pelo menos meia centena. Versam sobre a liberdade de opinião, mostrando que a fé religiosa, sincera e forte, coexistia nele com a extrema liberdade intelectual.

Outros trabalhos: Poesias sacras e profanas, com notas e aditamentos de Francisco de Borja Garção Stockler, publicadas em 1820-21 pelo sobrinho do poeta, Antonio de Sousa Dias, em Paris, em 2 tomos, sendo o Tomo I constituído dos Salmos de Davi; Poesias sacras. Nova edição para uso das escolas públicas da instrução primária do município da Corte (1872). Das suas Cartas restantes, a 47ª e a 48ª apareceram na Revista do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro, n. III, p. 144-148 e 216-221.

Sacerdote, poeta e orador sacro. Desinteressado e modesto, sofrendo a vida toda por sua constituição frágil. Faleceu aos 52 anos, em 02.03.1814, sendo enterrado no convento de Santo Antonio, no Rio de Janeiro.

É o patrono da Cadeira 34, por escolha do fundador Pereira da Silva. Sua Cadeira 34, na Academia Brasileira de Letras tem como Patrono Sousa Caldas, Fundador Pereira da Silva, sendo também ocupada por Barão do Rio Branco, Lauro Muller, Dom Aquino Correa, Raimundo Magalhães Junior, Carlos Castelo Branco e João Ubaldo Ribeiro.

Bem analisado na ENCICLOPÉDIA DE LITERATURA BRASILEIRA, de Afrânio Coutinho e J. Galante, edição do MEC, 1990, com revisão de Graça Coutinho e Rita Moutinho, em 2001.

Bem referido no DICIONARIO BIOBIBLIOGRAFICO DE ESCRITORES CARIOCAS(1965), de J. S. Ribeiro Filho.

Não é estudado na antologia A POESIA FLUMINENSE NO SÉCULO XX(1998), de Assis Brasil.

Apesar de sua importância, não é estudado no DICIONÁRIO HISTÓRICO-BIOGRÁFICO BRASILEIRO(2001, 5 volumes, 6.211 páginas), da Fundação Getúlio Vargas e nem é convenientemente referido, em nenhuma das enciclopédias nacionais, Delta, Barsa, Larousse, Mirador, Abril, Koogan/Houaiss, Larousse Cultural, etc.

É verbete do DICIONÁRIO BIOBIBLIOGRÁFICO REGIONAL DO BRASIL, de Mário Ribeiro Martins, via INTERNET, dentro de ENSAIO, no site www.usinadeletras.com.br ou www.mariomartins.com.br



FUNDADOR DA CADEIRA 34-PEREIRA DA SILVA(João Manuel Pereira da Silva), de Nova Iguaçu, Estado do Rio, 30.08.1817, escreveu, entre outros, HISTÓRIA DA FUNDAÇÃO DO IMPÉRIO DO BRASIL(1864/1868), sem dados biograficos completos nos livros e sem qualquer outra informação ao alcance da pesquisa, via textos editados. Filho de Miguel Joaquim Pereira da Silva e de Joaquina Rosa de Jesus.

Em 1834, com 17 anos de idade, foi estudar Direito em Paris, na França, formando-se em 1838, com 21 anos. De volta ao Brasil, exerceu a advocacia e se tornou político. Pelo Partido Conservador, em 1840, com 23 anos, elegeu-se Deputado Provincial, depois Deputado Geral, quase sem interrupção, de 1840 a 1888, quando entrou para o Senado. Era titular do Conselho do Império.

Estreou como ficcionista, em 1838, com 21 anos, com o romance UMA PAIXÃO DE ARTISTA, ao qual se seguiram as novelas históricas O ANIVERSÁRIO DE D. MIGUEL, em 1839, e JERÔNIMO CORTE REAL, em 1840.

Em história e crítica literária publicou notadamente os dois volumes do PARNASO BRASILEIRO, o primeiro em 1843 e o segundo em 1848, boa antologia com um longo ensaio sobre a literatura brasileira. Editou também o PLUTARCO BRASILEIRO e VARÕES ILUSTRES DO BRASIL cada um em dois volumes.

Quase todas as biografias são de intelectuais, retomando em grande parte, sem contribuição pessoal a mais, o trabalho de biógrafos como Januário da Cunha Barbosa, Varnhagen e outros.

Como historiador, a sua obra principal é a HISTÓRIA DA FUNDAÇÃO DO IMPÉRIO DO BRASIL, em 7 volumes, publicados entre 1864 e 1868. Publicou ainda O SEGUNDO PERÍODO DO REINADO DE D. PEDRO I NO BRASIL, em 1871, e A HISTÓRIA DO BRASIL DE 1831 A 1840, em 1879.

Outros trabalhos: Uma paixão de artista, romance (1838); O aniversário de D. Manuel em 1828, novela histórica (1839); Religião, amor e pátria, romance (1839); Jerônimo Corte-Real, crônica (1840); Aspásia, romance (s.d.); Parnazo brasileiro, antologia, 2 vols. (1843-48); Plutarco brasileiro, biografias, 2 vols. (1847).

Varões ilustres do Brasil durante os tempos coloniais, biografias (1858); Obras literárias e políticas, antologia, 2 vols. (1862); História da fundação do Império, 7 vols. (1864-68); Segundo período do Reinado de D. Pedro I no Brasil (1871); História do Brasil de 1831 a 1840 (1879); Nacionalidade da língua e literatura de Portugal e do Brasil (1884); Felinto Elísio e sua época (1891); Memórias do meu tempo (1897).

João Manuel Pereira da Silva foi um dos fundadores da Academia, quando contava já oitenta anos. Tendo falecido dois anos após a fundação, foi sucedido pelo Barão do Rio Branco, que tomou posse por meio de carta, deixando por isso de estudar a figura e a obra de seu antecessor. Os sucessores do Barão não estavam obrigados a esse estudo, e assim permaneceu sem exame profundo tudo quanto fez aquele acadêmico, polígrafo e historiador com muitos volumes publicados.

Além dos já citados, vários outros livros escreveu e ainda pouco antes de falecer, em Paris, aos 81 anos, havia publicado MEMÓRIAS DO MEU TEMPO. Muitos outros trabalhos deixou, quase todos esparsos, o que mostra a sua produtividade.

Faleceu em Paris, na França, em 14.06.1898, com 81 anos de idade. Político, romancista, historiador, crítico literário, biógrafo, poeta e tradutor.

É o fundador da Cadeira 34, tendo como Patrono Souza Caldas.

Sua Cadeira 34, na Academia Brasileira de Letras tem como Patrono Sousa Caldas, Fundador Pereira da Silva, sendo também ocupada por Barão do Rio Branco, Lauro Muller, Dom Aquino Correa, Raimundo Magalhães Junior, Carlos Castelo Branco e João Ubaldo Ribeiro.

Pouco analisado na ENCICLOPÉDIA DE LITERATURA BRASILEIRA, de Afrânio Coutinho e J. Galante, edição do MEC, 1990, com revisão de Graça Coutinho e Rita Moutinho, em 2001.

Muito pouco estudado no livro DICIONARIO BIOBIBLIOGRAFICO DE ESCRITORES CARIOCAS(1965), de J. S. Ribeiro Filho.

Não é estudado na antologia A POESIA FLUMINENSE NO SÉCULO XX(1998), de Assis Brasil.

Apesar de sua importância, não é estudado no DICIONÁRIO HISTÓRICO-BIOGRÁFICO BRASILEIRO(2001, 5 volumes, 6.211 páginas), da Fundação Getúlio Vargas e nem é convenientemente referido, em nenhuma das enciclopédias nacionais, Delta, Barsa, Larousse, Mirador, Abril, Koogan/Houaiss, Larousse Cultural, etc.

É verbete do DICIONÁRIO BIOBIBLIOGRÁFICO REGIONAL DO BRASIL, de Mário Ribeiro Martins, via INTERNET, dentro de ENSAIO, no site www.usinadeletras.com.br ou www.mariomartins.com.br



SEGUNDO OCUPANTE DA CADEIRA 34-BARÃO DO RIO BRANCO(José Maria da Silva Paranhos Júnior), Carioca, do Rio de Janeiro, 20.04.1845, escreveu, entre outros, EFEMÉRIDES BRASILEIRAS(1893), HISTORIA MILITAR DO BRASIL, QUESTÕES DE LIMITES, LE BRESIL EM 1889, sem dados biográficos completos nos livros e sem qualquer outra informação ao alcance da pesquisa, via textos editados. Filho de José Maria da Silva Paranhos(Visconde do Rio Branco) e mãe não referida em sua biografia. Após os estudos primários em sua terra natal, deslocou-se para outros centros, onde também estudou.

Em 1860, com 15 anos de idade, foi estudar no Colégio Pedro II. Em 1862, ingressou na Faculdade de Direito de São Paulo, mas se transferiu no ultimo ano, terminando o curso na Faculdade de Direito do Recife, em 1866, com 21 anos.

Viajou para a Europa, em 1867, com a finalidade de tratar da saúde. Foi nomeado pelo Governo Imperial, professor de Corografia e História do Brasil do Colégio Pedro II.

Em 1869, com 24 anos, foi nomeado Promotor Público de Nova Friburgo, no Estado do Rio(naquela época, os Promotores não faziam concurso e eram nomeados pelos governantes a seu bel prazer. Por isso, quase não permaneciam nos cargos). No mesmo ano acompanhou, como secretário da Missão Especial, o pai ao Rio da Prata e ao Paraguai. No mesmo caráter participou, em 1870 e 1871, nas negociações da paz entre os Aliados e o Paraguai.

Foi eleito Deputado por Mato Grosso, em 1869. Regressando ao Rio, dedicou-se ao jornalismo, dirigiu A NAÇÃO, juntamente com Gusmão Lobo. Em 1872, com 27 anos, casou-se com a atriz belga Marie Stevens. Em maio de 1876, Rio Branco deixava o jornalismo, para exercer o cargo de Cônsul Geral do Brasil em Liverpool, na Inglaterra, onde permaneceu até 1893.

Em 1884, com 39 anos, recebeu a missão de Delegado à Exposição Internacional de São Petersburgo. Depois de proclamada a República, em 15.11.1889, foi nomeado em 1891, em substituição ao conselheiro Antonio Prado, Superintendente Geral na Europa da emigração para o Brasil, cargo que exerceu até 1893, em Paris.

Durante a estadia na Europa, produziu várias obras, sempre em torno da história pátria: redigiu uma MEMÓRIA SOBRE O BRASIL PARA A EXPOSIÇÃO DE SÃO PETERSBURGO. Para o LE BRÉSIL, de Sant Anna Nery, escreveu a ESQUISSE DE L HISTOIRE DU BRÉSIL. Apresentou contribuições para a GRANDE ENCYCLOPÉDIE DE LEVASSEUR, na parte relativa ao Brasil.

Iniciou no JORNAL DO BRASIL a publicação das EFEMÉRIDES BRASILEIRAS. Acumulou material para as ANOTAÇÕES À HISTÓRIA DA GUERRA DA TRÍPLICE ALIANÇA DE SCHNEIDER e a BIOGRAFIA DO VISCONDE DO RIO BRANCO.

Em 1893, com 48 anos, em substituição ao Barão Aguiar de Andrade, que faleceu, foi nomeado chefe da missão encarregada de defender os direitos do Brasil ao território das Missões. A questão, estava submetida ao arbitramento do presidente Grover Cleveland, dos EUA, reivindicada pela Argentina.

Rio Branco, advogando o ponto de vista brasileiro, apresentou ao presidente Cleveland exposição e valiosa documentação em seis volumes. O laudo arbitral de 5.02.1895 foi inteiramente favorável às pretensões brasileiras.

Em 1898, com 53 anos, foi encarregado de resolver outro importante assunto diplomático a questão do Amapá com a França. Foi escolhido árbitro da questão o presidente do Conselho Federal da Suíça, Walter Hauser. Rio Branco vinha estudando a questão do Amapá desde 1895. Apresentou uma memória de sete volumes.

A sentença arbitral, de 10.12.1900, foi favorável ao Brasil, e o nome de Rio Branco foi colocado em plano de grande popularidade. Terminada a missão, em 31.12.1900, foi nomeado Ministro Plenipotenciário em Berlim.

Em 1902 foi convidado pelo presidente Rodrigues Alves a assumir a pasta das Relações Exteriores, na qual permaneceu até a morte em 1912.

Logo no início de sua gestão, defrontou-se com a questão do Acre, território fronteiriço que a Bolívia pretendia ocupar, solucionando-a amigavelmente pelo Tratado de Petrópolis, assinado em 1903. A seguir, encetou negociações com outros países limítrofes cujas fronteiras com o Brasil suscitavam questões litigiosas.

Erigiu como bandeira das reivindicações o princípio do “uti possidetis solis”, e assim dirimiu velhas disputas do Brasil com quase todos os países da América do Sul.

Em 1901, a questão da Guiana Inglesa foi resolvida por laudo do árbitro Victor Emanuel, o rei da Itália, contra o Brasil, apesar dos esforços do plenipotenciário brasileiro Joaquim Nabuco, que foi nomeado em 1905, embaixador do Brasil em Washington.

Em seguida, uma série de importantes tratados: em 1904, com o Equador. Em 1907, com a Colômbia. Em 1904 e 1909, com o Peru. Em 1909 assinou tratado do condomínio da Lagoa-Mirim com o Uruguai. Em 1910, com a Argentina. Ficavam definidos, de um modo geral, os contornos do território brasileiro, que, com pequenas alterações, ainda hoje subsistem.

Além da solução dos problemas de fronteira, Rio Branco lançou as bases de uma nova política internacional, adaptada às necessidades do Brasil moderno. Foi, nesse sentido, um devotado pan-americanista, preparando o terreno para uma aproximação mais estreita com as repúblicas hispano-americanas e acentuando a tradição de amizade e cooperação com os Estados Unidos.

O Barão do Rio Branco como Ministro das Relações Exteriores cercou-se de uma plêiade de intelectuais e homens de letras como Graça Aranha, Euclides da Cunha, Domício da Gama, Clovis Bevilaqua, Gastão da Cunha e Heráclito Graça.

Outros trabalhos: Efemérides brasileiras (1893-1918); A questão de limites entre o Brasil e a República Argentina, 6 vols. (1894); A questão de limites entre o Brasil e a Guiana Francesa, 7 vols. (1899-1900); numerosas obras de história do Brasil, história diplomática, biografias, séries de comentários concernentes às questões de fronteira.

O Ministério das Relações Exteriores no ano do centenário de nascimento do Barão do Rio Branco, publicou as Obras Completas em 10 volumes, incluindo além das memórias das questões de limites, os volumes Estudos Históricos, Biografias, Discursos, precedidas de Introdução pelo embaixador A. de Araújo Jorge.

Diplomata e historiador.

Foi Presidente do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro, em duas ocasiões. Faleceu no Rio de Janeiro, em 10.02.1912.

Segundo ocupante da Cadeira 34, eleito em 01.10.1898, na sucessão de Pereira da Silva. Ao se fundar a Academia em 1897, Rio Branco se encontrava ausente do país. Na votação para preenchimento das dez vagas restantes, em 28.01.1897, teve apenas dez votos, não sendo eleito.

Mas com o falecimento de Pereira da Silva, em 1898, Rio Branco foi eleito para essa vaga.

Sua Cadeira 34, na Academia Brasileira de Letras tem como Patrono Sousa Caldas, Fundador Pereira da Silva, sendo também ocupada por Barão do Rio Branco, Lauro Muller, Dom Aquino Correia, Raimundo Magalhães Junior, Carlos Castelo Branco e João Ubaldo Ribeiro.

Pouco analisado na ENCICLOPÉDIA DE LITERATURA BRASILEIRA, de Afrânio Coutinho e J. Galante, edição do MEC, 1990, com revisão de Graça Coutinho e Rita Moutinho, em 2001.

Bem referido no DICIONARIO BIOBIBLIOGRAFICO DE ESCRITORES CARIOCAS(1965), de J. S. Ribeiro Filho.

Não é estudado na antologia A POESIA FLUMINENSE NO SÉCULO XX(1998), de Assis Brasil.

Com sua importância, é grandemente estudado no DICIONÁRIO HISTÓRICO-BIOGRÁFICO BRASILEIRO(2001, 5 volumes, 6.211 páginas), da Fundação Getúlio Vargas e é convenientemente referido, em todas as enciclopédias nacionais, Delta, Barsa, Larousse, Mirador, Abril, Koogan/Houaiss, Larousse Cultural, etc.

É verbete do DICIONÁRIO BIOBIBLIOGRÁFICO REGIONAL DO BRASIL, de Mário Ribeiro Martins, via INTERNET, dentro de ENSAIO, no site www.usinadeletras.com.br ou www.mariomartins.com.br



TERCEIRO OCUPANTE DA CADEIRA 34-LAURO MÜLLER(Lauro Severiano Muller), de Itajaí, Santa Catarina, 08.11.1863, escreveu, entre outros, A REVOLTA DA ARMADA(1918), sem dados biográficos completos nos livros e sem qualquer outra informação ao alcance da pesquisa, via textos editados. Filho de pais não referidos em sua biografia. Após os estudos primários em sua terra natal, deslocou-se para outros centros, onde também estudou.

Apaixonado discípulo de Benjamin Constant, ingressou na carreira militar na província de Santa Catarina. Era Doutor em Leis, título concedido pela Universidade de Harvard, dos Estados Unidos. A sua carreira pública começou em 1889, com 26 anos de idade, quando recebeu do Presidente Deodoro da Fonseca a incumbência de organizar a província que seria transformada em Estado de Santa Catarina.

Foi depois Deputado Federal, Senador, Ministro de Estado, empreendendo grandes reformas na pasta da Indústria, Viação e Obras Públicas, ao tempo da presidência de Rodrigues Alves. Tornou-se popular por suas importantes obras, como a construção da Avenida Central, hoje Avenida Rio Branco, e os melhoramentos do porto do Rio de Janeiro.

Quando, em 1912, com 49 anos de idade, faleceu o Barão do Rio Branco, coube a Lauro Müller a honra de sucedê-lo no Ministério das Relações Exteriores, no qual se manteve até 1914, para passá-lo então às mãos de Nilo Peçanha, nos agitados dias da Primeira Guerra Mundial.

O maior empenho de Lauro Müller na pasta das Relações Exteriores consistiu em alicerçar a aproximação definitiva do Brasil com as nações da América, por meio da Missão Campos Sales a Buenos Aires, de visita aos Estados Unidos e ao Rio da Prata, para assinar, com as repúblicas denominadas do ABC, um tratado de arbitragem ampla.

Por ser de origem alemã, foi contrario à entrada do Brasil na Primeira Guerra Mundial, em 1914. Foi eleito Governador de Santa Catarina, em 1918, mas preferiu não assumir, permanecendo como Senador da República. Foi promovido a General, embora tenha deixado o Exército em 1894.

Outros trabalhos: Os ideais republicanos, discurso; Liga de Defesa Nacional, discurso; Saudação a Hélio Lobo; e vários relatórios como ministro das Relações Exteriores.

Engenheiro militar, político e diplomata. Faleceu no Rio de Janeiro, RJ, em 30.07. 1926, com 63 anos de idade.

Terceiro ocupante da Cadeira 34, eleito em 14.09.1912, na sucessão do Barão do Rio Branco e recebido pelo Acadêmico Afonso Celso em 16.08.1917. Recebeu o Acadêmico Hélio Lobo. Parece ter sido eleito para a Academia, sem ter, até então, nenhuma obra publicada.

Sua Cadeira 34, na Academia Brasileira de Letras tem como Patrono Sousa Caldas, Fundador Pereira da Silva, sendo também ocupada por Barão do Rio Branco, Lauro Muller, Dom Aquino Correia, Raimundo Magalhães Junior, Carlos Castelo Branco e João Ubaldo Ribeiro.

Não é analisado e nem mencionado na ENCICLOPÉDIA DE LITERATURA BRASILEIRA, de Afrânio Coutinho e J. Galante, edição do MEC, 1990, com revisão de Graça Coutinho e Rita Moutinho, em 2001.

Apesar de sua importância e de ter sido Ministro das Relações Exteriores e Diplomata, não é estudado no DICIONÁRIO HISTÓRICO-BIOGRÁFICO BRASILEIRO(2001, 5 volumes, 6.211 páginas), da Fundação Getúlio Vargas e nem é convenientemente referido, em nenhuma das enciclopédias nacionais, Delta, Barsa, Larousse, Mirador, Abril, Koogan/Houaiss, Larousse Cultural, etc.

É verbete do DICIONÁRIO BIOBIBLIOGRÁFICO REGIONAL DO BRASIL, de Mário Ribeiro Martins, via INTERNET, dentro de ENSAIO, no site www.usinadeletras.com.br ou www.mariomartins.com.br



QUARTO OCUPANTE DA CADEIRA 34-DOM AQUINO CORREIA(Francisco Aquino Correia), de Cuiabá, Mato Grosso do Norte, 02.04.1885, escreveu, entre outros, ODES(Poesia-1917), TERRA NATAL(Poesia-1920), A FLOR D`ALELUIA(Poesia-1926), CASTRO ALVES E OS MOÇOS(Ensaio-1933), NOVA ET VETERA(Poesia-1947), sem dados biográficos completos nos livros e sem qualquer outra informação ao alcance da pesquisa, via textos editados. Filho de Antônio Tomás de Aquino e Maria de Aleluia Guadie-Ley Correia. Após os estudos primários em sua terra natal, deslocou-se para outros centros, onde também estudou.

Iniciou os estudos no Colégio São Sebastião e depois no Seminário da Conceição, em Cuiabá. Freqüentou o Liceu Salesiano de São Gonçalo, onde recebeu o grau de Bacharel em Humanidades. Em 1902 ingressou no Noviciado dos Padres Salesianos de D. Bosco em Cuiabá, ordenando-se sacerdote em 1903, com 18 anos de idade.

Em 1904 seguiu para Roma, na Itália, onde se matriculou, simultaneamente, na Universidade Gregoriana e na Academia São Tomás de Aquino, onde se doutourou em Teologia, em 1908, com 23 anos. Em 17.01.1909, já tendo recebido todas as Ordens Menores e Maiores, foi ordenado presbítero.

De volta ao Brasil, foi nomeado diretor do Liceu Salesiano de Cuiabá, cargo que desempenhou até 1914, quando foi designado, pelo Papa Pio X, para titular do Bispado de Prusíade e Auxiliar do Arcebispo da Diocese de Cuiabá, cargo em que foi investido em 1º.01.1915, aos 29 anos, sendo o mais moço entre todos os bispos do mundo.

Em 1919, o papa Bento XV conferiu-lhe os títulos de Assistente do Sólio Pontifício e Conde Palatino. Em 1921, com o falecimento do Arcebispo Dom Carlos Luís de Amour, foi elevado ao Arcebispado de Cuiabá, recebendo o Pálio Arcepiscopal das mãos de Dom Duarte Leopoldo e Silva, arcebispo de São Paulo.

Em 1917, indicado pelo governo de Venceslau Brás como elemento conciliador, fora eleito governador do seu Estado para o período de 1918-1922, com 32 anos. Ali se manteve a consciência democrática, a capacidade construtiva e o profundo sentimento patriótico. Amparou a cultura regional, tomando a iniciativa de fundar a Academia Mato-grossense de Letras onde, depois, como titular, seria aclamado por unanimidade Presidente de Honra.

Criou também o Instituto Histórico e Geográfico de Mato Grosso, do qual foi eleito Presidente Perpétuo. Autor de inúmeras e notáveis Cartas pastorais, de discursos, trabalhos históricos e poesias.

D. Aquino Correia publicou ODES, o seu primeiro livro de versos, em 1917, seguido de TERRA NATAL, onde reuniu poemas de exaltação a Mato Grosso e ao Brasil, cheios de suave lirismo e fascínio pelo seu torrão.

Foi poeta em quatro línguas: Português, Latim, Italiano e Francês. Membro do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro, onde foi recebido em 1926.

Outros trabalhos: Odes, poesia, 2 vols. (1917); Terra natal, poesia (1920); A flor d aleluia, poesia (1926); Discursos, oratória (1927); O Brasil novo, discurso (1932); Castro Alves e os moços, discurso (1933); Oração aos soldados, discurso (1937); O Padre Antônio Vieira, discurso (s.d.); Nova et vetera, poesia (1947); cartas pastorais, ensaios e conferências publicadas na imprensa do país, não reunidas em livro.

Escreveu ainda obras de geografia e história: A fronteira de Mato Grosso/Goiás, memória sobre os limites entre os dois estados, e o Brasil em Genebra (1919).

Sacerdote, prelado, arcebispo de Cuiabá, poeta e orador sacro. Faleceu em São Paulo, SP, em 22.03.1956, com 71 anos de idade.

Quarto ocupante da Cadeira 34, eleito em 9.12.1926, na sucessão de Lauro Müller e recebido pelo Acadêmico Ataulfo de Paiva em 30.11.1927.

Sua Cadeira 34, na Academia Brasileira de Letras tem como Patrono Sousa Caldas, Fundador Pereira da Silva, sendo também ocupada por Barão do Rio Branco, Lauro Muller, Dom Aquino Correa, Raimundo Magalhães Junior, Carlos Castelo Branco e João Ubaldo Ribeiro.

Pouco analisado na ENCICLOPÉDIA DE LITERATURA BRASILEIRA, de Afrânio Coutinho e J. Galante, edição do MEC, 1990, com revisão de Graça Coutinho e Rita Moutinho, em 2001.

Apesar de sua importância, não é estudado no DICIONÁRIO HISTÓRICO-BIOGRÁFICO BRASILEIRO(2001, 5 volumes, 6.211 páginas), da Fundação Getúlio Vargas e nem é convenientemente referido, em nenhuma das enciclopédias nacionais, Delta, Barsa, Larousse, Mirador, Abril, Koogan/Houaiss, Larousse Cultural, etc.

É verbete do DICIONÁRIO BIOBIBLIOGRÁFICO REGIONAL DO BRASIL, de Mário Ribeiro Martins, via INTERNET, dentro de ENSAIO, no site www.usinadeletras.com.br ou www.mariomartins.com.br



QUINTO OCUPANTE DA CADEIRA 34-RAIMUNDO MAGALHÃES JÚNIOR, de Ubajara, Ceará, 12.02.1907, escreveu, entre outros, IMPROPRIO PARA MENORES(Antologia-1934), FUGA E OUTROS CONTOS(Contos-1936), DICIONARIO DE PROVERBIOS E CURIOSIDADES(1960), DICIONARIO DE CITAÇÕES BRASILEIRAS(1971), A VIDA VERTIGINOSA DE JOÃO DO RIO(Biografia-1978), VIDA E OBRA DE MACHADO DE ASSIS(1981), sem dados biográficos completos nos livros e sem qualquer outra informação ao alcance da pesquisa, via textos editados. Filho de Raimundo Magalhães e mãe não referida em sua biografia. Após os estudos primários em sua terra natal, deslocou-se para outros centros, onde também estudou.

Fez seus estudos na cidade natal. Em 1924, com 17 anos de idade, mudou-se para Campos, no Estado do Rio de Janeiro. Em 1930, com 23 anos de idade, mudou-se para o Rio de Janeiro. Lá fez os estudos de humanidades e se iniciou no jornalismo, na FOLHA DO COMÉRCIO, de que foi Redator-Chefe.

Desde 1927, com 20 anos, já escrevia peças de teatro e contos. Em 1934, com 27 anos, a Editora Record lançou IMPRÓPRIO PARA MENORES, seu primeiro livro de contos. Na imprensa do Rio, foi secretário de A NOITE ILUSTRADA. Fez parte do grupo fundador do DIÁRIO DE NOTÍCIAS. Foi também diretor das revistas CARIOCA, VAMOS LER e REVISTA DA SEMANA e redator de A NOITE desde 1930.

Como correspondente no estrangeiro, foi mandado pelo jornal A NOITE ao Paraguai durante a Guerra do Chaco, tendo escrito reportagens que foram simultaneamente transcritas em jornais de Assunção (Paraguai) e La Paz (Bolívia).

Em missão jornalística passou três anos nos Estados Unidos. Foi assistente especial do escritório do Coordenador de Assuntos Interamericanos, que era então Nelson Rockefeller, posto em que permaneceu de 1942 a 1944.

Colaborou no The New York Times, Pan-American Magazine, American Mercury e Theatre Arts.

De volta ao Brasil, participou da redação da revista Brazilian-American, que então se publicava em inglês no Rio de Janeiro. Na política, assinou Manifesto da Esquerda Democrática, que se converteu, em seguida, no Partido Socialista Brasileiro.

Em 1949, com 42 anos de idade, foi eleito vereador à Câmara do Distrito Federal, sendo reeleito em 1954. Como autor teatral, escreveu mais de três dezenas de revistas, comédias e peças dramáticas, entre as quais sobressaem CARLOTA JOAQUINA, O IMPERADOR GALANTE, VILA RICA, CANÇÃO DENTRO DO PÃO e ESSA MULHER É MINHA.

Foi membro do Conselho Deliberativo da Sociedade Brasileira de Autores Teatrais e seu diretor desde 1959 até o seu falecimento. Foi também conselheiro do Serviço de Defesa do Direito Autoral. Participou dos Congressos Internacionais de Direito Autoral de 1952, em Amsterdã, e de 1969, em Viena.

Foi um dos fundadores e o primeiro presidente da Associação Brasileira de Tradutores. Como poeta, aparece na ANTOLOGIA DOS POETAS BISSEXTOS CONTEMPORÂNEOS, de Manuel Bandeira. Algumas de suas traduções de poetas franceses são reproduzidas na ANTOLOGIA DA POESIA UNIVERSAL, organizada por Sérgio Milliet.

Como contista, teve trabalhos incluídos nas seguintes antologias: CONTOS DO BRASIL, de D. Lee Hamilton e Ned Fahs (EUA). ANTOLOGIA DO CARNAVAL, de Wilson Lousada. HISTÓRIA DE CRIMES E CRIMINOSOS, de Edgard Cavalheiro e Raimundo de Menezes. CONTOS E NOVELAS, de Graciliano Ramos. BRAZILIAN SHORT STORIES, de William Grossman.

Outros trabalhos: Conto, Crônica e novela: Impróprio para menores (1934); Fuga e outros contos (1936); Chico-vira-bicho e outras histórias, literatura infantil (1942); Janela aberta (1945); Quero em teu seio adormecer (1970).

Teatro: O homem que fica (1934); Um judeu (1939); Mentirosa (1939); Carlota Joaquina (1940); A família Lero-lero (1941); Trio em lá menor (1942); Novas aventuras da família Lero-lero (1945); O testa-de-ferro (1945); Vila Rica (1945); O imperador galante (1946); Canção dentro da pão (1945); e outras peças.

Biografias e ensaio: Artur Azevedo e sua época (1953); Idéias e imagens de Machado de Assis (1956); Machado de Assis, funcionário público (1958); Machado de Assis desconhecido (1955); Ao redor de Machado de Assis (1958); Três panfletos do Segundo Reinado (1956); O fabuloso Patrocínio Filho (1957); Deodoro a espada contra o Império (1957); Poesia e vida de Cruz e Sousa (1961).

Poesia e vida de Álvares de Azevedo (1962); Poesia e vida de Casimiro de Abreu (1965); Rui: o homem e o mito (1964); A vida turbulenta de José do Patrocínio (1969); Martins Pena e sua época (1971); José de Alencar e sua época (1971); Olavo Bilac e sua época (1974); Poesia e vida de Augusto dos Anjos (1977); A vida vertiginosa de João do Rio (1978).

Dicionários: Dicionário de coloquialismos anglo-americanos, provérbios, idiotismos e frases feitas (1964); Dicionários de citações brasileiras (1971); Dicionário brasileiro de provérbios, locuções e ditos curiosos (1974); Como você se chama? (1974).

Obras organizadas: De Machado de Assis, Contos e crônicas (1958); Contos esparsos; Contos esquecidos; Contos recolhidos; Contos avulsos; Contos sem data; Crônicas de Lélio; Diálogos e reflexões de um relojoeiro, todas editadas em 1966, pela Civilização Brasileira. De Artur Azevedo, Histórias brejeiras, contos escolhidos (1962). De Olavo Bilac, Sanatorium.

Organizou ainda a Antologia do humorismo e sátira, de Gregório de Matos a nossos dias (1957); O conto do Rio de Janeiro (1959); O diabo existe?, as melhores histórias diabólicas de todos os tempos (1974).

Obteve vários prêmios literários, entre os quais o Prêmio do Serviço Nacional do Teatro, em 1940, o Prêmio Brasília de Literatura, da Fundação Cultural do Distrito Federal (1972), o Prêmio Juca Pato, como o "Intelectual do Ano", da União Brasileira de Escritores (1974).

Antes de seu ingresso na Academia, obtivera os Prêmios Artur Azevedo (teatro), em 1945. José Veríssimo (ensaio e crítica). Carlos de Laet (crônica), em 1945. Prêmio Sílvio Romero (ensaio), em 1953.

Era membro efetivo do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro e sócio correspondente dos Institutos Históricos e Geográficos de São Paulo e do Ceará. Jornalista, biógrafo e teatrólogo. Faleceu no Rio de Janeiro, RJ, em 12.12.1981, com 74 anos de idade.

Quinto ocupante da Cadeira 34, eleito em 9.08.1956, na sucessão de D. Aquino Correia e recebido pelo Acadêmico Viriato Correia em 6.11.1956. Recebeu os Acadêmicos Dinah Siveira de Queiroz e Jorge Amado.

Sua Cadeira 34, na Academia Brasileira de Letras tem como Patrono Sousa Caldas, Fundador Pereira da Silva, sendo também ocupada por Barão do Rio Branco, Lauro Muller, Dom Aquino Correa, Raimundo Magalhães Junior, Carlos Castelo Branco e João Ubaldo Ribeiro.

Bem analisado na ENCICLOPÉDIA DE LITERATURA BRASILEIRA, de Afrânio Coutinho e J. Galante, edição do MEC, 1990, com revisão de Graça Coutinho e Rita Moutinho, em 2001.

Não é estudado na antologia A POESIA CEARENSE NO SÉCULO XX(1996), de Assis Brasil.

Apesar de sua importância, não é estudado no DICIONÁRIO HISTÓRICO-BIOGRÁFICO BRASILEIRO(2001, 5 volumes, 6.211 páginas), da Fundação Getúlio Vargas e nem é convenientemente referido, em nenhuma das enciclopédias nacionais, Delta, Barsa, Larousse, Mirador, Abril, Koogan/Houaiss, Larousse Cultural, etc.

É verbete do DICIONÁRIO BIOBIBLIOGRÁFICO REGIONAL DO BRASIL, de Mário Ribeiro Martins, via INTERNET, dentro de ENSAIO, no site www.usinadeletras.com.br ou www.mariomartins.com.br



SEXTO OCUPANTE DA CADEIRA 34-CARLOS CASTELLO BRANCO, de Teresina, Piauí, 25.06.1920, escreveu, entre outros, CONTINHOS BRASILEIROS(1952), ARCO DE TRIUNFO(Romance-1959), OS MILITARES NO PODER(1980), RETRATOS E FATOS DA HISTORIA RECENTE(Crônicas-1994), sem dados biográficos completos nos livros e sem qualquer outra informação ao alcance da pesquisa, via textos editados. Filho do Desembargador Cristino Castelo Branco e de Dulcila Santana Castelo Branco. Após os estudos primários em sua terra natal, no Grupo Escolar Teodoro Pacheco e no Liceu Piauiense, onde concluiu o Ginásio, deslocou-se para outros centros, onde também estudou.

Fez o curso Pré-Juridico em Belo Horizonte, Minas Gerais. Como estudante, foi também repórter do jornal O ESTADO DE MINAS, de Assis Chateaubriand. Foi companheiro de Fernando Sabino, Paulo Mendes Campos, Autran Dourado, Otto Lara Resende e Helio Pelegrino.

Em 1943, com 23 anos de idade, formou-se em Ciências Jurídicas e Sociais, pela Faculdade de Direito da Universidade de Minas Gerais. Em 1944, tornou-se Secretario de Agencia Meridional de Noticias, em Belo Horizonte, dos Diários Associados.

Em 1945, com 25 anos, transferiu-se para o Rio de Janeiro, a convite de Carlos Lacerda, para trabalhar no DIARIO CARIOCA. Como Lacerda deixou o jornal, foi ser secretario nos Diários Associados, de O JORNAL.

Em 1947, esteve em Belém do Pará, relançando o jornal A PROVINCIA DO PARÁ, de Assis Chateaubriand. De volta, foi ser secretario do jornal DIARIO DA NOITE.

Em 1950, foi ser Editor do jornal DIARIO CARIOCA. Em 1952, foi trabalhar com Odilo Costa Filho no IAPC(Instituto de Aposentadoria e Pensões dos Comerciários). Em setembro de 1953, foi trabalhar na revista O CRUZEIRO. Em 1956, foi trabalhar no jornal O MUNDO.

Em 1960, com 40 anos, foi nomeado Procurador-Geral do Departamento Nacional de Estradas de Rodagem(DNER). Em 1961, transferiu-se para Brasília, como Secretario de Imprensa do Governo de Jânio Quadros, depois de ter feito com ele uma viagem a Cuba e a outros paises.

Com a renuncia de Jânio, voltou para a revista O CRUZEIRO e para o JORNAL DO BRASIL, onde inaugurou a COLUNA DO CASTELO. Em 1968, com o Ato Institucional 5, foi preso por 48 horas e sua coluna proibida de circular. Em 1970, pediu demissão do JORNAL DO BRASIL.

Neste período, perdeu a eleição na Academia Brasileira de Letras para Antonio Houaiss. Em 1971, voltou ao JORNAL DO BRASIL e também à sua coluna.

Em 1977, foi eleito Presidente do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Distrito Federal(Brasília). Jornalista, contista e romancista.

Em 24.10.1978, foi homenageado nos Estados Unidos com o prêmio Maria Moors Cabot, pela Universidade de Columbia, Nova York, destinado aos jornalistas notáveis das Américas. Recebeu também o Prêmio Mergenthaler, de liberdade de imprensa. Foi agraciado com o Prêmio Nereu Ramos de jornalismo, dado pela Universidade de Santa Catarina.

Outros trabalhos: Continhos brasileiros (1952); Arco de triunfo, romance (1959); Introdução à Revolução de 1964, 2 vols. (1975); Os militares no poder, 4 vols. (1977, 1978, 1980 e 1981); Retratos e fatos da história recente (1994); A renúncia de Jânio (1996); Retratos e fatos da história recente (1996).

Detentor do Prêmio Almirante, na área de jornalismo. Foi casado com Élvia Lordelo Castelo Branco, com quem teve três filhos. Sua esposa Elvia, tornou-se Ministra do Tribunal de Contas da União. Foi membro da Academia Piauiense de Letras. Faleceu no Rio de Janeiro, RJ, em 01.06.1993, com 72 anos de idade.

Eleito em 4.11.1982, para a Cadeira 34, na sucessão de Raimundo Magalhães Júnior, foi recebido em 25.05.1983, pelo acadêmico José Sarney. Sua Cadeira 34, na Academia Brasileira de Letras tem como Patrono Sousa Caldas, Fundador Pereira da Silva, sendo também ocupada por Barão do Rio Branco, Lauro Muller, Dom Aquino Correia, Raimundo Magalhães Junior, Carlos Castelo Branco e João Ubaldo Ribeiro.

Pouco analisado na ENCICLOPÉDIA DE LITERATURA BRASILEIRA, de Afrânio Coutinho e J. Galante, edição do MEC, 1990, com revisão de Graça Coutinho e Rita Moutinho, em 2001.

Acha-se no DICIONÁRIO DE ESCRITORES DE BRASÍLIA(1994), de Napoleão Valadares.

Não é estudado na antologia A POESIA PIAUIENSE NO SÉCULO XX(1995), de Assis Brasil.

Bem analisado no DICIONÁRIO BIOGRÁFICO ESCRITORES PIAUIENSES DE TODOS OS TEMPOS(1995), de Adrião Neto.

Com sua importância, é grandemente estudado no DICIONÁRIO HISTÓRICO-BIOGRÁFICO BRASILEIRO(2001, 5 volumes, 6.211 páginas), da Fundação Getúlio Vargas e é convenientemente referido, em todas as enciclopédias nacionais, Delta, Barsa, Larousse, Mirador, Abril, Koogan/Houaiss, Larousse Cultural, etc.

É verbete do DICIONÁRIO BIOBIBLIOGRÁFICO REGIONAL DO BRASIL, de Mário Ribeiro Martins, via INTERNET, dentro de ENSAIO, no site www.usinadeletras.com.br ou www.mariomartins.com.br



SÉTIMO OCUPANTE DA CADEIRA 34-JOÃO UBALDO RIBEIRO(João Ubaldo Osório Pimentel Ribeiro), da Ilha de Itaparica, Salvador, Bahia, 23.01.1941, escreveu, entre outros, REUNIÃO(Contos-1961), SETEMBRO NÃO TEM SENTIDO(Romance-1968), SARGENTO GETULIO(Romance-1971), VENCECAVALO E O OUTRO POVO(Contos-1974), VILA REAL(Romance-1979), VIVA O POVO BRASILEIRO(Romance-1984), O SORRISO DO LAGARTO(Romance-1989), MISERIA E GRANDEZA DO AMOR DE BENEDITA(Romance-2000), sem dados biograficos completos nos livros e sem qualquer outra informação ao alcance da pesquisa, via textos editados. Filho de Manoel Ribeiro e de Maria Felipa Osório Pimentel. Após os estudos primários em sua terra natal, na casa de seu avô materno, à Rua do Canal, número um, deslocou-se para outros centros, onde também estudou. Irmão de Sonia Maria e Manoel.

Ao completar dois meses de idade, mudou-se com a família para Aracajú, Sergipe, onde passaria a infância. Em 1947, com seis anos de idade, inicia seus estudos com um professor particular. Já alfabetizado, em 1948, ingressou no Instituto Ipiranga, de Aracaju. A partir daí permaneceria horas trancado na biblioteca de sua casa devorando livros infantis, sobretudo os de Monteiro Lobato. Forçado por seu austero pai, iria se dedicar com afinco aos estudos, procurando ser sempre o primeiro da classe.

Em 1951, com 10 anos, ingressou no Colégio Estadual de Sergipe. Nos anos seguintes, retornou a Salvador. Matriculou-se no Colégio Sofia Costa Pinto. Vizinho de engenheiros americanos, fez amizade com seus filhos para aprimorar ainda mais seus conhecimentos da língua inglesa.

Em 1955, com 14 anos, matriculou-se no curso clássico do Colégio da Bahia, conhecido como "Colégio Central". Em 1956, fez amizade com Glauber Rocha, seu colega na escola. Estréia no jornalismo, começando a trabalhar como repórter no JORNAL DA BAHIA, em 1957, sendo que posteriormente se transferiria para A TRIBUNA DA BAHIA, onde chegaria a exercer o posto de editor-chefe.

Em 1958, com 17 anos, inicia seu curso de Direito na Universidade Federal da Bahia, formando-se Bacharel em Ciências Jurídicas e Sociais, em 1961, com 20 anos.

Com Glauber Rocha edita revistas e jornais culturais e participa do movimento estudantil. Apesar de nunca ter exercido a profissão de advogado, foi aluno exemplar.

Lê e relê, então, os grandes clássicos: Rabelais, Shakespeare, Joyce, Faulkner, Swift, Lewis Carroll, Cervantes, Homero, e, entre os brasileiros, Graciliano Ramos e Jorge de Lima. Nessa mesma Universidade da Bahia, onde concluiu o curso de Direito, fez também pós-graduação em Administração Pública.

Participou da antologia PANORAMA DO CONTO BAHIANO, organizada por Nelson de Araújo e Vasconcelos Maia, em 1959, com "Lugar e Circunstância", e publicada pela Imprensa Oficial da Bahia.

Passou a trabalhar na Prefeitura de Salvador como office-boy do Gabinete e, em seguida, como redator no Departamento de Turismo.

Seu primeiro casamento deu-se em 1960, com 19 anos, com Maria Beatriz Moreira Caldas, sua colega na Faculdade de Direito. Separaram-se após 9 anos de vida conjugal, por volta de 1969, quando João Ubaldo já tinha 28 anos de idade.

Com "Josefina", "Decalião" e "O Campeão" participa da coletânea de contos REUNIÃO, editada pela Universidade Federal da Bahia no ano de 1961, em companhia de David Salles (organizador do livro), Noêmio Spinola e Sonia Coutinho.

Em 1963, com 22 anos de idade, escreveu seu primeiro romance, SETEMBRO NÃO FAZ SENTIDO, título que substituiu o original ("A Semana da Pátria"), por sugestão da editora.

Em plena efervescência política do ano de 1964, João Ubaldo parte para os Estados Unidos, através de uma bolsa de estudos conseguida junto à Embaixada norte-americana, para fazer seu mestrado em Administração Pública e Ciência Política na Universidade da Califórnia do Sul.

Volta ao Brasil em 1965 e começa a lecionar Ciências Políticas na Universidade Federal da Bahia. Ali permaneceu por seis anos, até 1971, mas desistiu da carreira acadêmica e retornou ao jornalismo.

Com o prefácio de Glauber Rocha, que se empenhou junto a José Álvaro Editores pela sua publicação, João Ubaldo tem seu primeiro romance SETEMBRO NÃO FAZ SENTIDO impresso, com o apadrinhamento de Jorge Amado.

Em 1969, com 28 anos, casa-se com a historiadora Mônica Maria Roters, que lhe daria duas filhas: Emília (nascida em fevereiro de 1970) e Manuela (cujo nascimento ocorreria em junho de 1972). O casamento acabaria em 1978, após 9 anos de vida conjugal.

Em 1971 lança, pela Editora Civilização Brasileira, o romance SARGENTO GETÚLIO, merecedor do Prêmio Jabuti concedido pela Câmara Brasileira do Livro, em 1972, na categoria "Revelação de Autor".

Publica, em 1974, o livro de contos VENCECAVALO E O OUTRO POVO (cujo título inicial era "A guerra dos Pananaguás"), pela Artenova.

Com tradução feita pelo próprio autor, o romance Sargento Getúlio é lançado nos Estados Unidos em 1978, com boa receptividade pela crítica daquele país.

Em 1979, com 38 anos de idade, passa nove meses como professor convidado do International Writing Program da Universidade de Iowa e publica no Brasil, pela Nova Fronteira, que a partir de então seria sua principal editora, um "conto militar", na sua definição, intitulado "Vila Real".

1980, com 39 anos, marca seu terceiro casamento, com a fisioterapeuta Berenice Batella, que lhe daria dois filhos: Bento e Francisca (nascidos em junho de 1981 e setembro de 1983, respectivamente).

Participa, em Cuba, do júri do concurso Casa das Américas, juntamente com o critico literário Antônio Cândido e o ator e diretor de teatro Gianfrancesco Guarnieri. O primeiro prêmio foi concedido à brasileira Ana Maria Machado.

Muda-se, com a família, para Lisboa, Portugal, em 1981, graças a uma bolsa concedida pela Fundação Calouste Gulbenkian. Edita, no período em que ali viveu, com o jornalista Tarso de Castro, a revista Careta.

De volta ao Brasil, passa a residir no Rio de Janeiro e lança Política, livro até hoje adotado por inúmeras faculdades. Lança, também, LIVRO DE HISTÓRIAS (depois republicado com o título de JÁ PODEIS DA PÁTRIA FILHOS), coletânea de contos.

Inicia colaboração com o jornal O Globo, que perdura até hoje(2006), com pequenas interrupções, publicando uma crônica por semana. Sua produção dessa época seria reunida em 1988 no livro SEMPRE AOS DOMINGOS.

Em 1982 inicia o romance VIVA O POVO BRASILEIRO, que se passa na Ilha de Itaparica e percorre quatro séculos da história do país. Originalmente o livro se chamava "ALTO LÁ, MEU GENERAL". Nesse ano participou do Festival Internacional de Escritores, em Toronto, Canadá.

No ano seguinte(1983), estréia na literatura infanto-juvenil com VIDA E PAIXÃO DE PANDONAR, O CRUEL. Seu livro SARGENTO GETÚLIO chega aos cinemas, num filme dirigido por Hermano Penna e protagonizado por Lima Duarte. O longa-metragem receberia os seguintes prêmios no Festival de Gramado: Melhor Ator, Melhor Ator Coadjuvante, Melhor Som Direto, Melhor Filme, Grande Prêmio da Crítica e Grande Prêmio da Imprensa e do Júri Oficial.

Volta a residir em Itaparica, na casa onde nascera. VIVA O POVO BRASILEIRO é finalmente editado em 1984, e recebe o Prêmio Jabuti na categoria "Romance" e o Golfinho de Ouro, do governo do Rio de Janeiro.

Inicia a tradução desse livro para o inglês, tarefa que lhe consumiria dois anos de trabalho e a partir do qual passaria a utilizar o computador para escrever.

Ao lado de Jorge Luis Borges e Gabriel Garcia Marques, participa de uma série de nove filmes produzidos pela TV estatal canadense sobre a literatura na América Latina.

Seu livro VIVA O POVO BRASILEIRO é escolhido como samba-enredo da escola Império da Tijuca para o carnaval do ano de 1987.

Em 1989 lança o romance O SORRISO DO LAGARTO. Em 1990, com 49 anos de idade, publica A VINGANÇA DE CHARLES TIBURONE, sua segunda experiência em literatura infanto-juvenil.

A convite da Deutsch Akademischer Austauschdienst, muda-se com a família para Berlim, na Alemanha, onde viveria por 15 meses. Publica crônicas semanais no jornal Frankfurter Rundschau, além de produzir peças radiofônicas de grande alcance popular, entre elas, uma adaptação de seu conto "O santo que não acreditava em Deus".

Retorna ao Brasil em 1991, e volta a residir no Rio de Janeiro. Seu romance O SORRISO DO LAGARTO é adaptado para o formato de minissérie por Walter Negrão e Geraldo Carneiro e estréia na Rede Globo, tendo como protagonistas Tony Ramos, Maitê Proença e José Lewgoy.

Volta a escrever no jornal O GLOBO e inicia colaboração no jornal O ESTADO DE SÃO PAULO, passando a publicar em ambos uma crônica aos domingos.

Em 1993 adapta "O SANTO QUE NÃO ACREDITAVA EM DEUS" para a série Caso Especial, da Rede Globo, que teve Lima Duarte no papel principal.

No dia 07.10.1993, com 52 anos de idade, é eleito para a Cadeira 34 da Academia Brasileira de Letras, na vaga aberta com a morte do jornalista Carlos Castello Branco. Disputavam com ele o piauiense Álvaro Pacheco e o mineiro Olavo Drummond. No terceiro escrutínio João Ubaldo obteve 21 votos contra 13 de Pacheco e um nulo.

Termina, em 1994, a adaptação cinematográfica, feita em parceria com Cacá Diegues e Antônio Calmon, do romance "Tieta do Agreste", de seu amigo e conterrâneo Jorge Amado. O filme teve a atriz Sonia Braga no papel principal e direção de Cacá Diegues.

Outros trabalhos: Setembro não tem sentido. Rio de Janeiro: José Álvaro Editor, 1968. 2ª edição, Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1987. 3ª ed., 1997. Sargento Getúlio. Rio de Janeiro: Artenova, 1971. 2ª ed., Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1984. (Publicado pelo Círculo do Livro, seguido de Vencecavalo e o outro povo, em 1980). 5ª edição, Rio de Janeiro: Nova Fronteira, Vila Real. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1979. 2ª edição.

Viva o povo brasileiro. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1984. 15ª ed., 1997. O sorriso do lagarto. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1989. 4ª ed., 1998.

O feitiço da Ilha do Pavão. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1997. 2ª ed. 1998.

A Casa dos Budas Ditosos. Rio de Janeiro: Editora Objetiva, 1999. (Série Plenos Pecados, 4º Vol.)

Miséria e grandeza do amor de Benedita (primeiro e-book - livro virtual - lançado no Brasil) – 2000. Diário do Farol. Rio de Janeiro:Nova Fronteira, 2002.

Contos: Vencecavalo e o outro povo. São Paulo: Artenova, 1974. 2ª ed., Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1984. Livro de histórias. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1981. Reeditado em 1991, incluindo os contos "Patrocinando a arte" e "O estouro da boiada", sob o título de Já podeis da pátria filhos. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1991. 4ª ed., 1997.

Crônicas: Sempre aos domingos. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1988. 2ª ed., 1997. Um brasileiro em Berlim. Crônicas originalmente publicadas no Frankfurter Rundschau e em livro, na Alemanha). Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1995. 4ª ed., 1998. Arte e ciência de roubar galinhas (coletânea de textos publicados na imprensa). Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1999.

O Conselheiro Come. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2000.

Ensaios: Política: quem manda, por que manda, como manda. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1981. 16ª ed., 1998. Literatura infanto-juvenil: Vida e paixão de Pandomar, o cruel. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1983. 18ª ed., 1998. A vingança de Charles Tiburone. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1990.

Antologia: Histórias pitorescas. Seleção de textos de Maura Sardinha. Rio de Janeiro: Ediouro, 1997. (Coleção Clássicos de Ouro).

Participação em coletâneas: ARAÚJO, Nelson de e MAIA, Vasconcelos (orgs.). Panorama do conto baiano. Salvador, Imprensa Oficial da Bahia, 1959. SALLES, David (org.). Reunião (com Sônia Coutinho, David Salles e Noênio Spínola). Salvador, Universidade da Bahia, 1961. Onze em campo e um banco de primeira.2ª ed., Rio de Janeiro: Relume Dumará, 1998.

Organização de livro: BERNARDES, Manuel. Nova floresta. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1993.

Apresentação de livros: Um espelho distante. In: Anônimo. A arte de furtar.Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1992, pp. I-III. Apresentação. In: BERNARDES, Manuel. Nova floresta. Organização de João Ubaldo Ribeiro. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1993, pp.V-VIII. Apresentação. In: LACERDO, Rodrigo. O mistério do Leão Rampante. São Paulo: Ateliê Editorial. 1995, pp.9-10. Vida e livro fascinantes. In:GOMES, João Carlos Teixeira. Glauber Rocha, esse vulcão. Rio de Janeiro: Nova Fronteira,1997, pp.XV-XVII.

Traduções: Para o alemão- Der Heilige, der nicht an Gott glaubte (O santo que não acreditava em Deus). Tradução de Ray-Güde Mertin. Frankfurt: Suhrkamp, 1988. Sargento Getúlio. Tradução de Curt Meyer-Clason. Frankfurt: Suhrkamp, 1988. Brasilien, Brasilien (Viva o povo brasileiro). Tradução de Curt Meyer-Clason e Jacob Deutsch. Frankfurt: Suhrkamp, 1988.

Das Lächeln der Eidechse (O sorriso do lagarto). Traduçãode Karin von Schweder-Schreiner. Frankfurt: Suhrkamp, 1994.

Ein Brasilianer in Berlim (Um brasileiro em Berlim). Tradução de Ray-Güde Mertin . Frankfurt: Suhrkamp, 1994.

Leben und Leidenschaft von Pandonar dem Grausamen (Vida e paixão de Pandomar, o cruel). Tradução de Ray-Güde Mertin. Munique: Hanser, 1994.

Para o dinamarquês: Sergenten (Sargento Getúlio). Tradução de Peer Sibast. Aarhus: Husets, 1991.

Para o espanhol: Viva el pueblo brasileño (Viva o povo brasileiro). Tradução de Mario Merlino. Madri: Alfaguara, 1989.

Vila Real. Tradução de Mario Merlino. Madri: Altera Taurus/Alfaguara, 1991.

La sonrisa del lagarto (O sorriso do lagarto). Tradução de Mario Merlino. Madri: Alfaguara, 1993. La Casa de los Budas Dichosos (A Casa dos Budas Ditosos). Barcelona: Tusquets, 2000.

Para o francês: Sergent Getúlio. Tradução de Alice Raillard. Paris: Gallimard, 1978. Vila Real. Tradução de Alice Raillard. Paris: Gallimard, 1986. Vive le peuple brésilien (Viva o povo brasileiro). Tradução de Jacques Thiériot. Paris: Pierre Belfond, 1989. Ô Luxure ou La Maison des Bouddhas Bienheureux (A Casa dos Budas Ditosos). Paris: Le Serpent à Plumes, 1999.

Para o hebraico: Samal Getúlio (Sargento Getúlio). Tradução de Miriam Tivon. Tel-Aviv: Zmora-bitan, 1984.

Para o inglês: Sergeant Getulio (Sargento Getúlio). Tradução de João Ubaldo Ribeiro.Boston: Houghton Mifflin, 1978. An invincible memory (Viva o povo brasileiro). Tradução de João Ubaldo Ribeiro. Nova York: Harper & Row, 1989. The lizard s smile (O sorriso do lagarto). Tradução de Clifford E. Landers. Nova York: Atheneum, 1994.

Para o italiano: Sergente Getúlio (Sargento Getúlio).Tradução de Stefano Moretti. Turim: Einaudi, 1986. Libro delle storie naturali (Livro de histórias). Tradução de Daniela Ferioli. Turim: Einaudi, 1991. Viva il popolo brasiliano (Viva o povo brasileiro) - Piacenza – 1997.

Para o iugoslavo: Serzant Getulio (Sargento Getúlio) . Tradução de Janko Moder. Murska Sobota: Pomuta Zalosba, 1984.

Para o sueco: Sergeant Getúlio (Sargento Getúlio) - Estocolmo - 1994

Ödlas leenden (O sorriso de lagarto) - Estocolmo – 1994.

Para o holandês: Het huis van de gelukkige boeddha`s (A casa dos Budas ditosos). Ámsterdam: De Bezige Bij, 2001.

Bericht uit de vuurtoren (O Diário do Farol). Amsterdam: De Bezige Bij.

Sobre o autor: Livros- COUTINHO, Wilson. João Ubaldo Ribeiro: um estilo de sedução . Rio de Janeiro: Relume Dumará/Prefeitura Municipal do Rio de Janeiro/Rioarte, 1998. Coleção “Perfis do Rio.”

Dissertações e teses- FILLUS, Luíza Nelma.Sargento Getúlio: uma análise mítica (mestrado em Letras) . Curitiba: Pontifícia Universidade Católica, 1983. FURTADO, Magda Medeiros.A memória invencível: literatura e história em Viva o povo brasileiro (mestrado em Literatura Brasileira). Rio de Janeiro: Universidade Federal do Rio de Janeiro, 1992.

CECCANTINI, João Luís C. T. Vida e paixão de Pandomar, o cruel, de João Ubaldo Ribeiro: um estudo de produção e recepção (mestrado em Letras) .Assis: Universidade Estadual Paulista, 1993. CUNHA, Eneida Leal.Estampas do imaginário: literatura, cultura, história e identidade (doutorado em Literatura Brasileira).Rio de Janeiro: Pontifícia Universidade Católica, 1993.

SANTOS, Osmar Moreira.Folhas venenosas do discurso: um diálogo entre Oswald de Andrade e João Ubaldo (mestrado em Letras).Salvador: Universidade Federal da Bahia, 1996.

Ensaios e apresentações incluídos em livros: DACANAL, José Hildebrando. “O sargento sem mundo”. In: Nova narrativa épica no Brasil. Porto Alegre: Sulina, 1973. MIYAZAKI, Tieko Yamaguchi. “Sargento Getúlio: o um e o outro”. In: Um tema em três tempos:João Ubaldo Ribeiro, João Guimarães Rosa, José Lins do Rego.São Paulo: Fundação Editora da Universidade Estadual Paulista, 1996.

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Entrevista a Cícero Sandroni. “O que é que o baiano tem ?”. Leia. São Paulo, dez. 1989. Entrevista a Isa Pessoa. “João Ubaldo Ribeiro. Profissão: escritor”. O Estado de S. Paulo, 30/06/90. Entrevista a Beatriz Marinho. “Playboy entrevista João Ubaldo Ribeiro”. Playboy. São Paulo, abr. 1991. Entrevista a Carlos Maranhão. “Editora sueca lança cem mil livros de João”. O Estado de S. Paulo, 13/07/91. Entrevista a Eric Nepomuceno. “O que é que o baiano tem ?”. O Globo, 02/02/92.

Entrevista a Cláudio Henrique. “Memórias do exílio”. Interview. São Paulo, mar. 1992. Entrevista a Scarlett Moon de Chevalier. “O veneno do lagarto”. Manchete. Rio de janeiro, 26/09/92. Entrevista a Maria Helena Malta. “A síntese do Brasil em João Ubaldo”. Nossa América, nº 3. São Paulo, 1992. Entrevista a Eric Nepomuceno. “Um baiano de língua afiada”. Vip Exame. São Paulo, jul. 1993. Entrevista a José Ruy Gandra. “O político somos nós”. Veja, 27/10/93.

Entrevista a Rinaldo Gama. “João Ubaldo Ribeiro:’O livro tem tantas existências quanto seus leitores’”. Jornal da Tarde, São Paulo, 30/10/93. Entrevista a Hermes Rodrigues Nery. “Entrevista com João Ubaldo Ribeiro”. In: CECCANTINI, João Luís C.T. "Vida e paixão de Pandonar, o cruel", de João Ubaldo Ribeiro: um estudo de produção e recepção (mestrado em Letras). Assis: Universidade Estadual Paulista, 1993.

Entrevista a João Luís C.T.Ceccantini. “A dúvida do autor diante da criação”. O Globo, 19/03/95. Entrevista a Eric Nepomuceno. “Ubaldo se entrega à euforia das palavras”. O Estado de S. Paulo. 04/04/95. Entrevista a José Castello. “O autor de Viva o povo brasileiro diz que ‘escrever dói’. E, como estudioso, avalia a atuação do governo”. Imprensa, São Paulo, nov. 1996.

Entrevista a Ari Schneider. “Sou fiel, talvez por comodidade”. Jornal do Brasil, 27/09/98. Entrevista a Regina Navarro Lins. “Ofereceram-me o tema da preguiça, mas recusei”. O Estado de S. Paulo, 12/12/98. Entrevista a José Castello.

Adaptações para o cinema: Sargento Getúlio - Direção de Hermano Penna – 1983. Tieta do Agreste (roteiro). De Jorge Amado. Com Cacá Diegues e Antônio Calmon – 1996. Deus é brasileiro (baseado no conto O santo que não acreditava em Deus) - Direção Cacá Diegues – 2003.

Para a televisão: O santo que não acreditava em Deus (Caso especial) - Do livro Já podeis da pátria filhos - Rede Globo – 1993.

O compadre de Ogum (minissérie) - Do romance Os pastores da noite, de Jorge Amado - Rede Globo – 1994. A maldita (Caso especial) - Do conto "Patrocinando a Arte" - Rede Globo – 1995. O sorriso do lagarto - Adaptação de Geraldo Carneiro e Walter Negrão - Rede Globo – 1991. Danada de sabida (Terça nobre) - Do conto "O artista que veio aqui dançar com as moças". Com Geraldo Carneiro - TV Bahia – 1997.

Toma posse na Academia Brasileira de Letras em 8.06.1994, com 53 anos.

Cobre, nos Estados Unidos, a Copa do Mundo de Futebol como enviado dos jornais O GLOBO e O ESTADO DE SÃO PAULO.

De volta ao Brasil é internado numa clínica em Botafogo, com arritmia cardíaca.

Participa da Feira do Livro de Frankfurt, na Alemanha, e lá recebe o Prêmio Anna Seghers, concedido somente a escritores alemães e latino-americanos. Recebe o prêmio Die Blaue Brillenschlange -- concedido ao melhor livro infanto-juvenil sobre minorias não-européias -- pela edição alemã de VIDA E PAIXÃO DE PANDONAR, O CRUEL.

Lança o livro de crônicas UM BRASILEIRO EM BERLIM, sobre sua estada naquela cidade. Volta a participar da Feira do Livro de Frankfurt, em 1996. Detém a cátedra de Poetik Dozentur na Universidade de Tubigem, Alemanha.

Em 1997, com 56 anos, é internado novamente no Rio, desta vez com fortes dores de cabeça provocadas por uma queda. Cacá Diegues compra os direitos de filmagem do livro JÁ PODEIS DA PÁTRIA FILHOS. Renova contrato com a Nova Fronteira, depois de receber propostas de outras editoras.

Publica o romance O FEITIÇO DA ILHA DO PAVÃO. Participa em Paris do Salão do Livro da França, em 1998. Vende os direitos de VIVA O POVO BRASILEIRO para o cinema. O filme deve ser dirigido pelo cineasta André Luis Oliveira.

Lança o livro ARTE E CIÊNCIA DE ROUBAR GALINHA, seleção de crônicas publicadas nos jornais O GLOBO e O ESTADO DE SÃO PAULO. Durante a IX Bienal do Livro - Rio de Janeiro, em abril de 1999, lançou o livro A CASA DOS BUDAS DITOSOS, da série "Plenos Pecados", um romance sobre a luxúria publicado pela Editora Objetiva Ltda.

Ainda em 1999, com 58 anos, foi um dos escritores escolhidos em todo o mundo para dar um depoimento ao jornal francês "Libération", sobre o milênio que se aproxima. Escreveu, juntamente com Carlos (Cacá) Diegues, o roteiro de um filme baseado em seu conto "O SANTO QUE NÃO ACREDITAVA EM DEUS", cujo título provisório é "DEUS É BRASILEIRO".

Seu romance O FEITIÇO DA ILHA DO PAVÃO foi publicado em Portugal e em tradução alemã, pela editora C. H. Beck. A CASA DOS BUDAS DITOSOS permanece, no Brasil, há trinta e seis semanas entre os dez livros mais vendidos. Será publicado brevemente na Espanha e já está com edições pré-contratadas em diversos outros países.

Seu lançamento em Portugal se transformou em problema nacional face à proibição, por duas redes de supermercados, de sua venda naqueles estabelecimentos. A primeira edição, de 5.000 exemplares, foi vendida em poucos dias e novas edições estão no prelo.

João Ubaldo, em janeiro de 2000, esteve lá para ser homenageado pelos escritores portugueses com um desagravo a tal procedimento. Nessa oportunidade participou da Semana de Estudos Lusófonos, na Universidade de Coimbra. Foi, também, citado em diversas antologias, nacionais e estrangeiras, inclusive numa sobre futebol, publicada pelo jornal Le Monde, na França.

Saíram várias reedições de seus livros na Alemanha, incluindo uma nova edição de bolso de SARGENTO GETÚLIO. O SORRISO DO LAGARTO foi publicado na França. A CASA DOS BUDAS DITOSOS está sendo traduzido para o inglês, nos Estados Unidos.

Seu livro VIVA O POVO BRASILEIRO foi indicado para o exame de Agrégation, um concurso nacional realizado na França para os detentores de diploma de graduação.

Sétimo ocupante da Cadeira 34, eleito em 7.10.1993, com 52 anos, na sucessão de Carlos Castello Branco e recebido em 8.06.1994, pelo Acadêmico Eduardo Portella.

Sua Cadeira 34, na Academia Brasileira de Letras tem como Patrono Sousa Caldas, Fundador Pereira da Silva, sendo também ocupada por Barão do Rio Branco, Lauro Muller, Dom Aquino Correia, Raimundo Magalhães Junior, Carlos Castelo Branco e João Ubaldo Ribeiro.

Não é mencionado no livro BAIANOS ILUSTRES(1979), de Antonio Loureiro de Souza.

Pouco analisado na ENCICLOPÉDIA DE LITERATURA BRASILEIRA, de Afrânio Coutinho e J. Galante, edição do MEC, 1990, com revisão de Graça Coutinho e Rita Moutinho, em 2001.

Não é estudado na antologia A POESIA BAIANA NO SÉCULO XX(1999), de Assis Brasil.

Apesar de sua importância, não é estudado no DICIONÁRIO HISTÓRICO-BIOGRÁFICO BRASILEIRO(2001, 5 volumes, 6.211 páginas), da Fundação Getúlio Vargas e nem é convenientemente referido, em nenhuma das enciclopédias nacionais, Delta, Barsa, Larousse, Mirador, Abril, Koogan/Houaiss, Larousse Cultural, etc.

É verbete do DICIONÁRIO BIOBIBLIOGRÁFICO REGIONAL DO BRASIL, de Mário Ribeiro Martins, via INTERNET, dentro de ENSAIO, no site www.usinadeletras.com.br ou www.mariomartins.com.br







CADEIRA 35

A esta Cadeira, estão vinculados os seguintes nomes:

Tavares Bastos-PATRONO(Marechal Deodoro, Alagoas, 20.04.1839).

Rodrigo Octavio-FUNDADOR(Campinas, São Paulo, 11.10.1866).

Rodrigo Octavio Filho(Rio de Janeiro, RJ, 08.12.1892).

José Honório Rodrigues(Rio de Janeiro, RJ, 20.09.1913).

Celso Cunha(Teófilo Otoni, Minas Gerais, 10.05.1917).

Candido Mendes(Rio de Janeiro, RJ, 03.06.1928).





BIOGRAFIAS:



PATRONO DA CADEIRA 35-TAVARES BASTOS(Aureliano Cândido Tavares Bastos), de Marechal Deodoro, Alagoas, 20.04.1839, escreveu, entre outros, OS MALES DO PRESENTE E AS ESPERANÇAS DO FUTURO(Ensaio-1861), CARTAS DO SOLITARIO(1872), O VALE DO AMAZONAS(Ensaio-1866), REFLEXÕES SOBRE A IMIGRAÇÃO(1867), A PROVINCIA(1870)), sem dados biograficos completos nos livros e sem qualquer outra informação ao alcance da pesquisa, via textos editados. Filho de José Tavares Bastos e de Rosa Cândida de Araújo. Após os estudos primários em sua terra natal, deslocou-se para outros centros, onde também estudou.

Fez os primeiros estudos com o pai, latinista e professor de filosofia, e concluiu os preparatórios em Olinda, Pernambuco. Matriculou-se na Academia de Direito, em 1854, ano em que a antiga Faculdade de Olinda se transferiu para o Recife.

No ano seguinte(1855), acompanhou o pai, que fora nomeado Presidente da Província de São Paulo, e matriculou-se na Faculdade de Direito. Formou-se Bacharel em Ciências Jurídicas e Sociais, em 1859, com 20 anos de idade.

Ali já se encontravam Lafayette Rodrigues Pereira, Silveira Martins, Paulino de Sousa, Ferreira Viana, Afonso Celso (pai), chegando, pouco depois, Tomás Coelho, Macedo Soares, Pedro Luís, entre outros.

Em 1860, com 21 anos, passou a residir no Rio de Janeiro, onde foi nomeado oficial de secretaria da Marinha, sendo exonerado do cargo em 1861, em represália contra o discurso que proferiu sobre os negócios da Marinha.

Foi eleito Deputado Geral por Alagoas em três legislaturas, 1861-1863, 1864-1866 e 1867-1870. Quando foi eleito pela primeira vez, em 1861, com 22 anos de idade, foi o mais jovem deputado no Parlamento, eleito juntamente com José de Alencar, João Alfredo, José Bonifácio, o Moço, entre outros.

Publicou seus textos com o pseudônimo de "Um Excêntrico". Sua carreira política foi marcada pela preocupação com as questões sociais e econômicas do seu tempo, sobretudo a escravidão, a imigração, a livre navegação do Amazonas, a educação, a questão religiosa. Tratava desses problemas nas Cartas que passou a publicar, sob o pseudônimo de "O Solitário", no CORREIO MERCANTIL, de Francisco Otaviano, reunindo-as nas CARTAS DO SOLITÁRIO, publicadas em 1862.

Em 1864, com 25 anos, participou da Missão Saraiva ao Rio da Prata, como secretário, o que deu motivo a grandes polêmicas na Câmara. Depois partiu para o Amazonas, em viagem de estudos e observações. No Parlamento, predominavam as discussões relativas à liberdade religiosa e à separação entre a Igreja e o Estado, à imigração e à reforma eleitoral e parlamentar.

A ele é atribuído o panfleto EXPOSIÇÃO DOS VERDADEIROS MOTIVOS SOBRE QUE SE BASEIA A LIBERDADE RELIGIOSA E A SEPARAÇÃO ENTRE A IGREJA E O ESTADO, que apareceu em 1866, sob o pseudônimo de Melásporo.

Deixou de ser deputado ao dissolver-se a Câmara em 18.07.1868. Passou a dirigir o DIÁRIO DO POVO, com Lafayette Rodrigues Pereira, e colaborou com o jornal A REFORMA do recém-fundado Clube da Reforma (1869).

Em 1870, com 31 anos, publica A PROVÍNCIA, o seu livro mais importante e conhecido. É neste livro que ele se dedica a uma das suas idéias fundamentais: a da descentralização ou da federalização do Brasil, dando certa autonomia às províncias e acabando com o centralismo unitarista imperial, que as sufocava e lhes negava praticamente qualquer iniciativa.

Outros trabalhos: Cartas do Solitário (1862); O vale do Amazonas (1866); Reflexões sobre a imigração (1867); A província (1870); Reforma eleitoral e parlamentar e Constituição da magistratura (1873.

Em 1874, como escritor e jornalista, faz uma segunda e última viagem à Europa, com a esposa e a filha.

Acometido de pneumonia, faleceu em 3.12.1875, em Nice, no sul da França.

Em 30.04.1876, seu corpo chega ao Rio de Janeiro, a bordo do navio francês Henri IV, sendo então realizado seu enterro no Cemitério São João Batista. Advogado, jornalista, político e publicista. Faleceu em Nice, França, em 3.12.1875, com 36 anos de idade.

É o patrono da Cadeira 35, por escolha do fundador Rodrigo Octavio. Sua Cadeira 35, na Academia Brasileira de Letras tem como Patrono(ele mesmo, Tavares Bastos), Fundador Rodrigo Octavio, sendo também ocupada por Rodrigo Octavio Filho, José Honório Rodrigues, Celso Cunha e Candido Mendes.

Não é analisado na ENCICLOPÉDIA DE LITERATURA BRASILEIRA, de Afrânio Coutinho e J. Galante, edição do MEC, 1990, com revisão de Graça Coutinho e Rita Moutinho, em 2001.

Bem estudado no DICIONARIO BIOBIBLIOGRAFICO LUSO-BRASILEIRO(1965), de Victor Brinches.

Apesar de sua importância, não é estudado no DICIONÁRIO HISTÓRICO-BIOGRÁFICO BRASILEIRO(2001, 5 volumes, 6.211 páginas), da Fundação Getúlio Vargas e nem é convenientemente referido, em nenhuma das enciclopédias nacionais, Delta, Barsa, Larousse, Mirador, Abril, Koogan/Houaiss, Larousse Cultural, etc.

É verbete do DICIONÁRIO BIOBIBLIOGRÁFICO REGIONAL DO BRASIL, de Mário Ribeiro Martins, via INTERNET, dentro de ENSAIO, no site www.usinadeletras.com.br ou www.mariomartins.com.br



FUNDADOR DA CADEIRA 35-RODRIGO OCTAVIO(Rodrigo Octavio de Landgaard Meneses), de Campinas, Estado de São Paulo, 11.10.1866, escreveu, entre outros, PAMPANOS(Poesia-1886), SONHOS FUNESTOS(Poesia-1895), POEMAS E IDILIOS(Poesia-1897), NA TERRA DA VIRGEM INDIA(1924), sem dados biográficos completos nos livros e sem qualquer outra informação ao alcance da pesquisa, via textos editados. Filho de Rodrigo Octavio de Oliveira Meneses e de Luísa Landgaard. Após os estudos primários em sua terra natal, deslocou-se para outros centros, onde também estudou.

Com 5 anos de idade, em 1871, foi com sua família para o Rio de Janeiro, fazendo ali o primário, secundário e preparatório, nos Colégios Nossa Senhora da Soledade, Dom Pedro II e Dom Pedro de Alcântara.

Em 1878, com 12 anos, em virtude da nomeação de seu pai como Presidente da Província do Paraná, residiu em Curitiba, onde teve aulas particulares.

Em 1879, foi morar em Vassouras, Estado do Rio, onde também estudou. Foi para São Paulo, matriculando-se na Faculdade de Direito de São Paulo. Bacharelou-se em Ciências Jurídicas e Sociais, em 1886, com 20 anos de idade.

Iniciou a vida pública, tendo sido nomeado, em 1894, com 28 anos, secretário da Presidência da República no governo de Prudente de Morais, entre 1894 e 1896.

Em 1896, com 30 anos, tornou-se professor da Faculdade de Ciências Jurídicas e Sociais da Universidade do Brasil. Foi consultor-geral da República (1911-1929). Delegado plenipotenciário do Brasil em diversas Conferências Internacionais, como as de Haia, para o Direito relativo à Letra de Câmbio (1910 e 1912), de Bruxelas, para o Direito Marítimo (1909, 1910 e 1912).

Na Conferência Científica Pan-Americana de Washington (1916). Conferencia da Paz, de Paris (1919), tendo assinado o Tratado de Versalhes. Foi vice-presidente na I Assembléia da Liga das Nações (1920). Membro da Comissão Internacional de Jurisconsultos Americanos, reunida no Rio de Janeiro (1927).

Presidente da Seção de Direito Internacional Privado. Membro da Comissão Permanente para a Codificação do Direito Internacional e da Comissão Brasileira de Cooperação Intelectual. Exerceu a advocacia até 1928.

Em 1929, com 63 anos, foi nomeado, pelo presidente Washington Luís, Ministro do Supremo Tribunal Federal, cargo em que se aposentou em 1934.

Fez conferências nas universidades de Paris, Roma, Varsóvia e Montevidéu, e um curso sobre os Selvagens americanos perante o Direito, na Academia de Direito Internacional de Haia. Doutor Honoris Causa das universidades do México, La Plata, Buenos Aires, Lima, Arequipa e Havana.

Foi subsecretário de Estado das Relações Exteriores no governo Epitácio Pessoa, entre 1920 e 1921. Por diversas vezes foi presidente do Instituto da Ordem dos Advogados Brasileiros. Presidente da Sociedade Brasileira de Direito Internacional. Membro honorário e vice-presidente do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro.

Outros trabalhos: Pâmpanos,1886; Poemas e idílios, poesia, 1887; Sonhos funestos, 1895; Vera, 1916; Coração de caboclo, 1924; Coração aberto,1928; Aristo, 1889; Festas nacionais, educação cívica,1893; Bodas de sangue, publicada na Revista Brasileira, tomo IV ,1895; A Balaiada, crônica histórica 1903.

Felisberto Caldeira, crônica dos tempos coloniais, 1900; A estrada,1907; Águas passadas, 1914; A Constituinte de 1823, memória apresentada ao Congresso de História Nacional ,1914; O reconhecimento da Independência do Brasil pelos Estados Unidos, conferência no Instituto Histórico 1924; As Convenções de Paz de 1827 e 1828 - Brasil e Argentina,1929; Les sauvages américains devant le droit, 1931.

Contos de ontem e de hoje,1932; Minhas memórias dos outros, 3 vols. 1934, 1935 e 1936;México e Peru, 1940; inúmeros estudos e conferências publicados na Revista Brasileira, na Revista da Academia e na Revista do IHGB.

Publicou também obras de Direito e política internacional, entre as quais: Divisão e demarcação de terras particulares,1893; Direito do estrangeiro no Brasil, 1909; Elementos de Direito Público e Constitucional Brasileiro, em colaboração com Paulo Viana,1913; Pareceres do consultor geral da República, vários volumes; Dicionário de Direito Internacional Privado ,1933; pareceres publicados em diversas revistas jurídicas.

Na Academia Brasileira, além de primeiro-secretário (1897-1908), foi secretário-geral (1915-1924) e presidente (1927). Fez parte da Comissão de Bibliografia (1909-1910); da Comissão de Redação da Revista (1911-1912 e 1915-1916) e da Comissão de Publicações (1919).

Nos anos iniciais(1896, 1897, 1898, 1899), as sessões ordinárias da Academia se realizavam no escritório de advocacia de Rodrigo Octavio, à rua da Quitanda 47, no centro do Rio de Janeiro. Em 13.11.1905, propôs a criação da Biblioteca que hoje tem o nome de Biblioteca Acadêmica Lucio de Mendonça. Advogado, professor, magistrado, contista, cronista, poeta e memorialista. Faleceu no Rio de Janeiro, RJ, em 28.02.1944, com 78 anos de idade.

Fundador da Cadeira 35 que tem como patrono Tavares Bastos. Recebeu o Acadêmico Alcides Maia. Na sessão inaugural da Academia, em 20.07.1897, como primeiro-secretário, leu a "MEMÓRIA HISTÓRICA DOS ATOS PREPARATÓRIOS".

Sua Cadeira 35, na Academia Brasileira de Letras tem como Patrono Tavares Bastos, Fundador(ele mesmo, Rodrigo Octavio), sendo também ocupada por Rodrigo Octavio Filho, José Honório Rodrigues, Celso Cunha e Candido Mendes. Foi Presidente da Academia Brasileira de Letras em 1927.

Pouco analisado na ENCICLOPÉDIA DE LITERATURA BRASILEIRA, de Afrânio Coutinho e J. Galante, edição do MEC, 1990, com revisão de Graça Coutinho e Rita Moutinho, em 2001.

Muito bem estudado no DICIONÁRIO DE AUTORES PAULISTAS(1954), de Luis Correia de Melo.

Com sua importância, é grandemente estudado no DICIONÁRIO HISTÓRICO-BIOGRÁFICO BRASILEIRO(2001, 5 volumes, 6.211 páginas), da Fundação Getúlio Vargas e é convenientemente referido, em todas as enciclopédias nacionais, Delta, Barsa, Larousse, Mirador, Abril, Koogan/Houaiss, Larousse Cultural, etc.

É verbete do DICIONÁRIO BIOBIBLIOGRÁFICO REGIONAL DO BRASIL, de Mário Ribeiro Martins, via INTERNET, dentro de ENSAIO, no site www.usinadeletras.com.br ou www.mariomartins.com.br



SEGUNDO OCUPANTE DA CADEIRA 35-RODRIGO OCTAVIO DE LANGAARD MENEZES FILHO, Carioca, do Rio de Janeiro, 08.12.1892, escreveu, entre outros, ALAMEDA NOTURNA(Poesia-1922), FUNDO DA GAVETA(Poesia-1924), FIGURAS DO IMPERIO E DA REPUBLICA(Ensaio-1944), A MISSÃO DO ESCRITOR E OUTROS DISCURSOS(1957), O INFANTE DOM HENRIQUE(Ensaio-1960), sem dados biográficos completos nos livros e sem qualquer outra informação ao alcance da pesquisa, via textos editados. Filho de Rodrigo Octavio de Langaard Meneses e de Maria Rita Pederneiras de Landgaard Meneses. Após os estudos primários em sua terra natal, deslocou-se para outros centros, onde também estudou.

Fez o curso secundário no Ginásio Nacional, hoje Colégio Pedro II, e no Colégio Alfredo Gomes, recebendo o grau de bacharel em Ciências e Letras(secundário) em 1909, com 17 anos de idade. Bacharelou-se em Ciências Jurídicas e Sociais, em 1914, com 22 anos, pela Faculdade Livre de Ciências Jurídicas e Sociais do Rio de Janeiro, e dedicou-se à advocacia.

Fundou, com seu pai, a REVISTA JURÍDICA, órgão que teve grande prestígio na vida jurídica do país e da qual foi redator-secretário. Participou ativamente da vida intelectual e literária do Rio de Janeiro, graças a uma inteligência privilegiada e sua irradiante personalidade humana.

Estreou na literatura em 1922, com 30 anos, publicando o livro de poemas ALAMEDA NOTURNA. Assinava-se Octavio Filho. Amigo de Álvaro Moreyra, fez parte do grupo de colaboradores da revista FON-FON!

Colaborou em vários jornais, entre os quais o CORREIO DA MANHÃ. Entre os escritores focalizados em seu livro póstumo SIMBOLISMO E PENUMBRISMO (1970), estão Mário Pederneiras, Homero Prates, Gonzaga Duque, Álvaro Moreyra, Guilherme de Almeida, Ribeiro Couto.

Foi membro da Comissão Legislativa do Governo Provisório. Fez parte do Conselho Superior do Instituto dos Advogados Brasileiros e do Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil. Foi um dos delegados brasileiros nos plenários do Conselho Interamericano das Câmaras de Comércio e Produção, realizados em Chicago (1948) e Santos (1950).

Foi orador oficial do Clube dos Advogados. Fundador e presidente da Sociedade Felipe d’Oliveira. Organizou e foi o Secretário-Geral do Congresso Brasileiro de Língua Vernácula, comemorativo do centenário de Rui Barbosa e promovido pela Academia Brasileira de Letras, em 1949.

Foi um dos fundadores do PEN Clube do Brasil, do qual foi secretário-geral, vice-presidente e fez parte do seu Conselho da Presidência. Era membro efetivo do Instituto dos Advogados Brasileiros, da Sociedade Brasileira de Geografia, da Sociedade Brasileira de Direito Internacional, da Sociedade Capistrano de Abreu.

Outros trabalhos: Alameda noturna, 1922; Fundo da gaveta,1924; O poeta Mário Pederneiras,1932; A vida amorosa de Liszt, conferência, 1937; Velhos amigos 1938; Prudente de Morais,1941; Figuras do Império e da República, estudos biográficos ,1944; Viagem a Barbacena,1944; Camilo, homem de vidro e de pimenta, conferência, 1950; Inglês de Sousa, ensaio,1955; Política e Direito Internacional 1955.

Mário Pederneiras, coleção Nossos Clássicos, 1958; O infante D. Henrique, 1962; Simbolismo e Penumbrismo, ensaio póstumo, 1970; Espelho de duas faces - Presença de Portugal no Brasil", ensaio póstumo, 1972; numerosas conferências, proferidas na Academia Brasileira de Letras, no Instituto Histórico, no PEN Clube e no Instituto dos Advogados Brasileiros, além de colaborações em periódicos.

Sócio correspondente da Academia das Ciências de Lisboa e da Academia Nacional de História da Argentina.

Na Academia Brasileira de Letras, foi segundo-secretário em 1945. Primeiro-secretário em 1946 e 1950. Secretário-geral em 1953 e 1954 e Presidente em 1955. Advogado, poeta, crítico literário, ensaísta e orador. Faleceu no Rio de Janeiro, em 20.04.1969, com 77 anos de idade.

Segundo ocupante da Cadeira 35, eleito em 10.08.1944, na sucessão de seu pai Rodrigo Octavio e recebido pelo Acadêmico Pedro Calmon em 19.06.1945. Recebeu os Acadêmicos Ivan Lins e Aurélio Buarque de Holanda.

Sua Cadeira 35, na Academia Brasileira de Letras tem como Patrono Tavares Bastos, Fundador Rodrigo Octavio, sendo também ocupada por Rodrigo Octavio Filho, José Honório Rodrigues, Celso Cunha e Candido Mendes. Foi Presidente da Academia Brasileira de Letras em 1955.

Pouco analisado na ENCICLOPÉDIA DE LITERATURA BRASILEIRA, de Afrânio Coutinho e J. Galante, edição do MEC, 1990, com revisão de Graça Coutinho e Rita Moutinho, em 2001.

Bem estudado na antologia A POESIA FLUMINENSE NO SÉCULO XX(1998), de Assis Brasil.

Muito bem referido no DICIONARIO BIOBIBLIOGRAFICO DE ESCRITORES CARIOCAS(1965), de J. S. Ribeiro Filho

Apesar de sua importância, não é estudado no DICIONÁRIO HISTÓRICO-BIOGRÁFICO BRASILEIRO(2001, 5 volumes, 6.211 páginas), da Fundação Getúlio Vargas e nem é convenientemente referido, em nenhuma das enciclopédias nacionais, Delta, Barsa, Larousse, Mirador, Abril, Koogan/Houaiss, Larousse Cultural, etc.

É verbete do DICIONÁRIO BIOBIBLIOGRÁFICO REGIONAL DO BRASIL, de Mário Ribeiro Martins, via INTERNET, dentro de ENSAIO, no site www.usinadeletras.com.br ou www.mariomartins.com.br



TERCEIRO OCUPANTE DA CADEIRA 35-JOSÉ HONÓRIO RODRIGUES, Carioca, do Rio de Janeiro, 20.09.1913, escreveu, entre outros, CIVILIZAÇÃO HOLANDESA NO BRASIL(Ensaio-1940), TEORIA DA HISTORIA DO BRASIL(1949), A PESQUISA HISTORICA NO BRASIL(1952), HISTORIA E HISTORIADORES DO BRASIL(1965), VIDA E HISTORIA(1966), sem dados biográficos completos nos livros e sem qualquer outra informação ao alcance da pesquisa, via textos editados. Filho de Honório José Rodrigues e de Judith Pacheco Rodrigues. Após os estudos primários em sua terra natal no Externato Santo Antonio Maria Zacarias, no Ginásio São Bento e no Instituto Superior de Preparatórios, deslocou-se para outros centros, onde também estudou.

Matriculou-se na Faculdade de Direito da então Universidade do Brasil, no Rio de Janeiro, formando-se Bacharel em Ciências Jurídicas e Sociais, em 1937, quando tinha 24 anos de idade.

Começou escrevendo para a revista A ÉPOCA, da Faculdade de Direito. Com 24 anos ganhou o Prêmio de Erudição da Academia Brasileira de Letras com o livro CIVILIZAÇÃO HOLANDESA NO BRASIL.

Foi para os Estados Unidos, em 1943, com 30 anos, com uma bolsa de pesquisa da Fundação Rockefeller. Freqüentou cursos na Universidade de Colúmbia e fez pesquisas históricas.

Retornou ao Brasil em 1945. Foi trabalhar no Instituto Nacional do Livro(INL), passando a diretor da Divisão de Obras Raras e Publicações da Biblioteca Nacional (1946-1958) e diretor interino da mesma Biblioteca em várias ocasiões.

Diretor da Seção de Pesquisas do Instituto Rio Branco, do Ministério das Relações Exteriores (1948-1951). Diretor do Arquivo Nacional do Rio de Janeiro (1958-1964), tendo promovido extensa reforma. Secretário executivo do Instituto Brasileiro de Relações Internacionais (1964-1968) e editor da Revista Brasileira de Estudos Internacionais.

Exerceu também o magistério, como professor de História do Brasil, História Diplomática do Brasil, História Econômica do Brasil e Historiografia Brasileira. De 1946 a 1956, foi professor do Instituto Rio Branco, do Ministério das Relações Exteriores. Professor do Ensino Superior do Estado da Guanabara, de 1949 até aposentar-se.

Professor da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro por vários anos. Professor visitante em inúmeras universidades norte-americanas. Professor de Pós-Graduação na Universidade Federal Fluminense e de Doutorado da Universidade Federal do Rio de Janeiro.

Colaborou no Programa de História da América, promovido pelo Instituto Pan-Americano de Geografia e História, com sede no México, de que resultaram três séries de publicações universitárias e um livro conjunto para o ensino de História da América. Participou dos debates de várias reuniões e sua colaboração está no livro Brasil.

Foi conferencista em várias universidades brasileiras e norte-americanas e, de 1956 a 1964, na Escola Superior de Guerra, pela qual se graduara em 1955. Sua bibliografia compreende mais de duas dezenas de livros, opúsculos, colaborações em livros coletivos, direção de obras, edições críticas e prefácios.

Outros trabalhos: Civilização holandesa no Brasil,1940; Teoria da História do Brasil: introdução metodológica 1949; Historiografia e bibliografia do domínio holandês no Brasil,1949; As fontes da História do Brasil na Europa 1950; A pesquisa histórica no Brasil,1952; Brasil. Período colonial,1953; O continente do Rio Grande,1954; Brasil e África. Outro horizonte,1961; Aspirações nacionais.

Interpretação histórico-política",1963; Conciliação e reforma no Brasil: um desafio histórico-cultural,1965; História e historiadores do Brasil,1965; Interesse nacional e política externa,1966; Vida e história, 1966; História e historiografia, 1970.

A Assembléia Constituinte de 1823,1974; Independência: revolução e contra-revolução, 5 vols., 1976; História, corpo do tempo 1976; O Conselho de Estado. O Quinto Poder?, 1978; História da História do Brasil, 1a Parte: A historiografia colonial ,1979.

Foi membro do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro, de Institutos Históricos estaduais, da Sociedade Capistrano de Abreu, da Academia Portuguesa da História, da American Historical Association (EUA), da Royal Academy of History (Inglaterra) e da Sociedade Histórica de Utrech (Holanda).

Além do Prêmio de Erudição da Academia Brasileira de Letras (1937), recebeu o Prêmio Clio de Historiografia da Academia Paulista de Letras (1980), Prêmio de História do Instituto Nacional do Livro (1980) e a Medalha do Congresso Nacional (1980).

Era casado com a escritora Lêda Boechat Rodrigues, autora da História do Supremo Tribunal Federal. Professor, historiador e ensaísta. Faleceu no Rio de Janeiro, em 06.04.1987, com 74 anos de idade.

Terceiro ocupante da Cadeira 35, eleito em 4.09.1969, na sucessão de Rodrigo Octavio Filho e recebido pelo Acadêmico Barbosa Lima Sobrinho em 5.12.1969.

Sua Cadeira 35, na Academia Brasileira de Letras tem como Patrono Tavares Bastos, Fundador Rodrigo Octavio, sendo também ocupada por Rodrigo Octavio Filho, José Honório Rodrigues, Celso Cunha e Candido Mendes.

Pouco analisado na ENCICLOPÉDIA DE LITERATURA BRASILEIRA, de Afrânio Coutinho e J. Galante, edição do MEC, 1990, com revisão de Graça Coutinho e Rita Moutinho, em 2001.

Não é estudado na antologia A POESIA FLUMINENSE NO SÉCULO XX(1998), de Assis Brasil.

Bem referido no DICIONARIO BIOBIBLIOGRAFICO DE ESCRITORES CARIOCAS(1965), de J. S. Ribeiro Filho

Apesar de sua importância não é estudado no DICIONÁRIO HISTÓRICO-BIOGRÁFICO BRASILEIRO(2001, 5 volumes, 6.211 páginas), da Fundação Getúlio Vargas e nem é convenientemente referido, em nenhuma das enciclopédias nacionais, Delta, Barsa, Larousse, Mirador, Abril, Koogan/Houaiss, Larousse Cultural, etc.

É verbete do DICIONÁRIO BIOBIBLIOGRÁFICO REGIONAL DO BRASIL, de Mário Ribeiro Martins, via INTERNET, dentro de ENSAIO, no site www.usinadeletras.com.br ou www.mariomartins.com.br



QUARTO OCUPANTE DA CADEIRA 35-CELSO CUNHA, de Teófilo Otoni, Minas Gerais, 10.05.1917, escreveu, entre outros, PAAY GÓMEZ CHARINHO (1947), JOAN ZORRO (1949) E MARTIN CODAX (1956), MANUAL DE PORTUGUÊS(1965), GRAMÁTICA DO PORTUGUÊS CONTEMPORÂNEO (1966), GRAMÁTICA DA LÍNGUA PORTUGUESA (1972), NOVA GRAMÁTICA DO PORTUGUÊS CONTEMPORÂNEO, em co-autoria com Luís Filipe Lindley Cintra, da Universidade de Lisboa, sem dados biográficos completos nos livros e sem qualquer outra informação ao alcance da pesquisa, via textos editados. Filho de Tristão da Cunha e de Júlia Versiani da Cunha. Após os estudos primários em sua terra adotiva(Rio de Janeiro), deslocou-se para outros centros, onde também estudou.

Em 1921, com 4 anos de idade, sua família transferiu-se para o Rio de Janeiro, onde iniciou sua formação no Colégio Anglo-Brasileiro. Bacharelou-se em Direito, em 1938, com 21 anos de idade, pela Faculdade de Direito, da Universidade do Brasil.

Licenciou-se em Letras, em 1940, pela antiga Universidade do Distrito Federal. Em 1947, formou-se Doutor em Letras e Livre Docente em Literatura Portuguesa pela Faculdade Nacional de Filosofia da Universidade do Brasil, no Rio de Janeiro, com a tese O CANCIONEIRO DE PAAY GÓMEZ CHARINHO, trovador do século XIII. Seus três livros sobre os cancioneiros foram tese de concurso.

Nos últimos anos, dedicava-se à linguagem quinhentista e ao estudo da modalidade brasileira do português. Deixou incompleta a HISTÓRIA DA LÍNGUA PORTUGUESA NO BRASIL. Foi Professor no Colégio Pedro II e na Faculdade de Filosofia.

Iniciou a carreira no magistério em 1935, com 18 anos, como professor contratado de Português do Colégio Pedro II. Foi professor titular de Língua Portuguesa da Faculdade de Letras da Universidade Federal do Rio de Janeiro. Foi Decano do Centro de Letras e Artes. Professor titular e, por dez anos, Diretor da Faculdade de Humanidades Pedro II. De 1952 a 1955, de 1970 a 1972 e em 1983, foi o primeiro leitor brasileiro na Universidade de Sorbonne, na França.

Em 1966 foi professor na Universidade de Colônia, na Alemanha. Em 1984, lecionou História da Língua Portuguesa no curso de pós-graduação da Universidade Clássica de Lisboa, em Portugal. Recebeu os títulos de Doutor Honoris Causa pela Universidade de Granada, Espanha (1959), e de Professor Emérito da Faculdade de Letras da Universidade Federal do Rio de Janeiro (1987). Dirigiu a Biblioteca Nacional.

Foi Secretário Geral de Educação e Cultura do Governo Provisório do Estado da Guanabara, em 1960. Membro do Conselho Federal de Educação, onde exerceu dois mandatos, de 1962 a 1970. Coordenador geral do Projeto de Estudo Coordenado da Norma Lingüística Culta Projeto NURC, em 1972. Coordenador do Projeto de Estudo da Fala dos Pescadores na Região dos Lagos(Projeto FAPERJ), em 1980.

Coordenador do Atlas Etnolingüístico dos pescadores do Estado do Rio de Janeiro Projeto APERJ, em 1986. Membro do Conselho Federal de Cultura. Era figura importante na Comissão de Textos da Unesco e representante do Brasil no Instituto Internacional de Língua Portuguesa.

Foi membro da Comissão Machado de Assis, encarregada de elaborar a edição crítica das obras do escritor e da Comissão para fixação da Nomenclatura Gramatical Brasileira, em 1957. Presidente do Grupo de Trabalho, criado pelo ministro da Educação e Cultura Ney Braga, destinado a apresentar sugestões objetivando o aperfeiçoamento do ensino do Português, em 1976.

Revisor do texto da atual Constituição do Brasil, a convite da Assembléia Constituinte, em 1987.

Outros trabalhos: O cancioneiro de Paay Gómez Charinho, trovador do século XIII ,1947; O cancioneiro de Joan Zorro. Aspectos lingüísticos" Texto crítico ,1949; O cancioneiro de Martin Codax, 1956); Estudos de poética trovadoresca, 1961; Manual de português, vários volumes ,1962 a 1965; Uma política do idioma 1965.

Língua portuguesa e realidade brasileira, 1968; Língua e verso, 1968; Gramática moderna, 1970; Gramática do português contemporâneo 1970; Português através de textos, em colaboração com Wilton Cardoso, 1970; Gramática da língua portuguesa, 1972; Estilística e gramática histórica, em colaboração com Wilton Cardoso, 1978; Gramática de base, 1979; Língua, nação e alienação,1981.

Estudos de versificação portuguesa: século XIII a XVI, 1982; Nova gramática do português contemporâneo, em colaboração com Luís Filipe Lindley Cintra,1985; A questão da norma culta brasileira, 1985; Breve gramática do português contemporâneo, em colaboração com Luís Filipe Lindley Cintra, 1985; Significância e movência na poesia trovadoresca, 1985; Em torno do conceito de brasileirismo, 1987.

Pertenceu à Academia das Ciências de Lisboa, à Academia Mineira de Letras, à Academia Brasileira de Filologia, ao Círculo Lingüístico do Rio de Janeiro, à Société de Linguistique de Paris, à Société de Linguistique Romane, à Association Internationale de Sémiotique, à Associación de Lingüística y Filología de la América Latina, à Oficina Internacional de Información y Observación del Español e ao PEN Clube do Brasil.

Detentor do Prêmio José Veríssimo (Ensaio e Erudição) da Academia Brasileira de Letras (1956), bem como do Prêmio Paula Brito, da Prefeitura do antigo Distrito Federal (1958) e ainda o Prêmio Moinho Santista de Filologia (1983).

Em sua homenagem foi publicado o volume MISCELÂNEA DE ESTUDOS LINGÜÍSTICOS, FILOLÓGICOS E LITERÁRIOS IN MEMORIAM DE CELSO CUNHA, com a coordenação de Cilene da Cunha Pereira e Paulo Roberto Pereira, em 1995, pela Nova Fronteira.

Professor, filólogo e ensaísta. Faleceu no Rio de Janeiro, RJ, em 14.04.1989, com 72 anos de idade.

Eleito em 13.08.1987, para a Cadeira 35, na sucessão de José Honório Rodrigues. Foi recebido em 4.12.1987, pelo acadêmico Abgar Renault.

Sua Cadeira 35, na Academia Brasileira de Letras tem como Patrono Tavares Bastos, Fundador Rodrigo Octavio, sendo também ocupada por Rodrigo Octavio Filho, José Honório Rodrigues, Celso Cunha e Candido Mendes.

Não é mencionado, nem analisado na ENCICLOPÉDIA DE LITERATURA BRASILEIRA, de Afrânio Coutinho e J. Galante, edição do MEC, 1990, com revisão de Graça Coutinho e Rita Moutinho, em 2001.

Não é estudado na antologia A POESIA MINEIRA NO SÉCULO XX(1998), de Assis Brasil.

Apesar de sua importância, não é estudado no DICIONÁRIO HISTÓRICO-BIOGRÁFICO BRASILEIRO(2001, 5 volumes, 6.211 páginas), da Fundação Getúlio Vargas e nem é convenientemente referido, em nenhuma das enciclopédias nacionais, Delta, Barsa, Larousse, Mirador, Abril, Koogan/Houaiss, Larousse Cultural, etc.

É verbete do DICIONÁRIO BIOBIBLIOGRÁFICO REGIONAL DO BRASIL, de Mário Ribeiro Martins, via INTERNET, dentro de ENSAIO, no site www.usinadeletras.com.br ou www.mariomartins.com.br



QUINTO OCUPANTE DA CADEIRA 35-CANDIDO MENDES(CANDIDO ANTONIO JOSÉ FRANCISCO MENDES DE ALMEIDA), Carioca, do Rio de Janeiro (RJ), 03.06.1928, escreveu, entre outros, PERSPECTIVA ATUAL DA AMERICA LATINA(1959), NACIONALISMO E DESENVOLVIMENTO(1963), O VINCO DO RECADO(Ensaio-1996), A INTERPRETAÇÃO LIMITE(Ensaio-1997), sem dados biográficos completos nos livros e sem qualquer outra informação ao alcance da pesquisa, via textos editados. Filho de Candido Mendes de Almeida Junior e de Emilia Melo Vieira Mendes de Almeida. Após os estudos primários em sua terra natal, deslocou-se para outros centros, onde também estudou.

Formou-se em Direito e Filosofia, pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro(PUC), em 1950, com 22 anos de idade. Em 1948, foi Secretário-Geral da União Nacional dos Estudantes(UNE). A partir de 1951, fez Doutorado em Direito, pela Faculdade Nacional de Direito da Universidade do Brasil, hoje Universidade Federal do Rio de Janeiro.

Em 1952, tornou-se Professor da Universidade Católica do Rio de Janeiro(PUC). Em 1957, com 29 anos, fez-se Professor da Escola Brasileira de Administração Pública, da Fundação Getulio Vargas.

Em 1960, foi Fundador e Presidente do Conselho Executivo do Instituto Brasileiro de Estudos Afro-Asiáticos. Em 1961, tornou-se Chefe da Assessoria Técnica do Presidente Jânio Quadros. Em 1962, fez-se Presidente da Sociedade Brasileira de Instrução(SBI), mantenedora das Faculdades Cândido Mendes, fundadas em 1902, bem como se tornou Professor das ditas Faculdades.

Em 1965, com 37 anos de idade, reuniu em sua casa, Roberto Kennedy, irmão de John Kennedy, Presidente dos Estados Unidos, para tratar da violação dos direitos humanos no Brasil. Em 1966, se tornou Professor Visitante de diversas Universidades Americanas, entre as quais, Harvard, Princeton, Stanford e Columbia. Em 1969, fundou o Instituto Universitário de Pesquisas do Rio de Janeiro.

Em 1973, tornou-se membro do Conselho Executivo da Federação Internacional de Universidades Católicas. Em 1981, foi Presidente da Associação das Mantenedoras de Ensino Superior Privado e do Sindicato dos Estabelecimentos de Ensino Superior Privado do Rio de Janeiro. Em 1986, foi Suplente de Deputado Federal, pelo PMDB. Em 1990, assumiu o mandato de Deputado Federal, na licença de Jorge Leite.

Em 1998, foi candidato a Senador, mas não foi eleito. Em 1999, tornou-se Reitor da Universidade Candido Mendes, depois de ter sido Diretor das Faculdades de Direito Candido Mendes, das Faculdades de Ciências Políticas e Econômicas do Rio de Janeiro e do Instituto Universitário de Pesquisas do Rio de Janeiro.

Outros trabalhos: Nacionalismo e desenvolvimento. Rio de Janeiro: Instituto Brasileiro de Estudos Afro-Asiáticos, 1963. Momento dos vivos. Rio de Janeiro, Tempo Brasileiro, 1966. Perspectiva atual da América Latina. Rio de Janeiro: Edições ISEB, 1968.

Después del populismo - Impugnación social y desarrollo en America Latina. México-Buenos Aires: Fondo de Cultura Econômica, 1974. Beyond populism. State University of New York at Albany, 1977. Justice, faim de l´Église. Ed. Desclées, 1977. Mudança do século, mudança da Igreja. Comissão Nacional de Justiça e Paz / EDUCAM. 1978.

Contestation et développement en Amérique Latine. Paris, Ed. Presse Universitaires de France, 1979. A Inconfidência Brasileira. Rio de Janeiro: Forense Universitária Brasileira, 1986. A democracia desperdiçada. Poder e imaginário social. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1992.

Collor Anos luz, Ano zero. Rio de Janeiro: Nova fronteira, 1993. O vinco do recado. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1996. A interpelação limite. EDUCAM, 1997. A presidência afortunada - Depois do Real, antes da Social Democracia. Rio de Janeiro:Editora Record, 1999. História e pós-modernidade no Brasil.

Discurso de posse no Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro, 1999. Notas para a História pátria. EDUCAM, 1999. O país da paciência, trégua e alternativa. Rio de Janeiro: Record, 2000. Lula: a opção mais que o voto. Rio de Janeiro: Editora Garamond, 2002. Lula et l´autre Brésil _ Essais. IHEAL Éditions, 2003. Lula depois de Lula. Ed. Garamond, 2005.

Em colaboração: O outro desenvolvimento. Rio de Janeiro: Editora Arte Nova, 1974. O Legislativo e a tecnocracia. Rio de Janeiro: Editora Imago, 1975. Urban Networks: Structure and Changes. Rio de Janeiro: Conjunto Universitário Candido Mendes, 1977. Le Mythe du Développement. Paris, Ed. du Seuil,1977.

Crise e mudança social na América Latina. Rio de Janeiro: Editora Eldorado, 1978. Development of Metropolitan Areas. EDUCAM, 1979. The Control of Technocracy. EDUCAM, 1979. Urban Networks - development of metropolitan areas. EDUCAM, 1979. Qualidade, expansão e financiamento do ensino superior privado.EDUCAM-ABM, 1984. BEYOND Eco/92 - Global change, the discourse, the progress, the awareness. UNESCO -ISSC-EDUCAM, 1995.

Comissão brasileira de justiça e paz - 1969-1995 - Empenho e memória. EDUCAM, 1996. Représentation et complexité. UNESCO-ISSC-EDUCAM, 1997. Cultural pluralism, identity and globalization. UNESCO-ISSC-EDUCAM, 1997. Ethics of the future. UNESCO-ISSC-EDUCAM, 1998. Media and social perception. UNESCO-ISSC-EDUCAM, 1999.

Time in the making and possible futures. UNESCO-ISSC-EDUCAM, 2000. Collective imagination: limits and beyond. UNESCO-ISSC-EDUCAM, 2001. Identity and difference in the Global Era. UNESCO-ISSC-EDUCAM, 2002. Real-Simulacrum-Artificial: Ontologies of postmodernity. UNESCO-ISSC-EDUCAM, 2003.

Conferências: Na Academia Brasileira de Letras: "Língua e identidade nacional: o francês e a cultura literária brasileira", 1996. "Os pensadores" membros da ABL, 1997. "O pensador Machado de Assis", 1999. Discurso de recepção do sócio correspondente Alain Touraine, 1999.

Casou-se com Maria de Lurdes Melo Coimbra Mendes de Almeida, com quem teve quatro filhos.

Extensa atuação como Professor Visitante (Associate Research) em Universidades americanas, 1965-1971: Brown University, New York University, New Mexico University, University of California (LA), Princeton University, Stanford University, Lincoln University, Columbia University, Harvard University, Syracuse University, Tufts University, Lousiania State University, University of Texas, Cornell University.

Irmão do Bispo Dom Luciano Mendes de Almeida.

Quinto ocupante da Cadeira 35, eleito em 24.08.1989, na sucessão de Celso Cunha e recebido em 12.09.1990, pelo Acadêmico Eduardo Portella. Recebeu os Acadêmicos Darcy Ribeiro, Cícero Sandroni e Hélio Jaguaribe.

Sua Cadeira 35, na Academia Brasileira de Letras tem como Patrono Tavares Bastos, Fundador Rodrigo Octavio, sendo também ocupada por Rodrigo Octavio Filho, José Honório Rodrigues, Celso Cunha e Candido Mendes.

Pouco analisado na ENCICLOPÉDIA DE LITERATURA BRASILEIRA, de Afrânio Coutinho e J. Galante, edição do MEC, 1990, com revisão de Graça Coutinho e Rita Moutinho, em 2001.

Não é estudado na antologia A POESIA FLUMINENSE NO SÉCULO XX(1998), de Assis Brasil.

Referido no DICIONARIO BIOBIBLIOGRAFICO DE ESCRITORES CARIOCAS(1965), de J. S. Ribeiro Filho

Com sua importância, é grandemente estudado no DICIONÁRIO HISTÓRICO-BIOGRÁFICO BRASILEIRO(2001, 5 volumes, 6.211 páginas), da Fundação Getúlio Vargas e é convenientemente referido, em todas as enciclopédias nacionais, Delta, Barsa, Larousse, Mirador, Abril, Koogan/Houaiss, Larousse Cultural, etc.

É verbete do DICIONÁRIO BIOBIBLIOGRÁFICO REGIONAL DO BRASIL, de Mário Ribeiro Martins, via INTERNET, dentro de ENSAIO, no site www.usinadeletras.com.br ou www.mariomartins.com.br







CADEIRA 36

A esta Cadeira, estão vinculados os seguintes nomes:

Teófilo Dias-PATRONO(Caxias, Maranhão, 08.11.1854).

Afonso Celso-FUNDADOR(Ouro Preto, Minas Gerais, 31.03.1860).

Clementino Fraga(Muritiba, Bahia, 15.09.1880).

Paulo Carneiro(Rio de Janeiro, RJ, 04.10.1901).

José Guilherme Merquior(Rio de Janeiro, RJ, 22.04.1941).

João de Scantimburgo(Dois Córregos, São Paulo, 31.10.1918).





BIOGRAFIAS:



PATRONO DA CADEIRA 36-TEÓFILO DIAS(Teófilo Odorico Dias de Mesquita), de Caxias, Maranhão, 08.11.1857, escreveu, entre outros, FLORES E AMORES(Poesia-1874), LIRA DOS VERDES ANOS(Poesia-1876), CANTOS TROPICAIS(Poesia-1878), A COMEDIA DOS DEUSES(Poesia-1887), sem dados biográficos completos nos livros e sem qualquer outra informação ao alcance da pesquisa, via textos editados. Filho de Odorico Antonio de Mesquita e de Joana Angélica Dias de Mesquita. Sobrinho de Gonçalves Dias. Após os estudos primários em sua terra natal, deslocou-se para outros centros, onde também estudou.

Os primeiros estudos foram feitos no Liceu de Humanidades, em São Luís, Capital do Maranhão.

Em 1875, com 18 anos de idade, mudou-se para o Rio de Janeiro, onde encontrou abrigo no convento de Santo Antônio.

Logo depois, transferiu-se para São Paulo, matriculando-se na Faculdade de Direito, na qual concluiu o curso de Bacharel em Ciências Jurídicas e Sociais, em 1881, com 24 anos de idade. Embora exercesse a militância na advocacia, dedicou-se, também, ao jornalismo, ao ensino e à poesia.

Em 1885, com 28 anos, foi eleito Deputado Provincial. Lecionou Gramática Filosófica e Francês no Colégio Aquino. Colaborou nos jornais "PROVÍNCIA DE SÃO PAULO", em "A REPÚBLICA", na "REVISTA BRASILEIRA", de José Veríssimo e em outras publicações.

Outros trabalhos: Flores e amores,1874; Caxias, 1874; Cantos tropicais,1878; Fanfarras,1882; Lira dos verdes anos, 1876; e A comédia dos deuses, 1887; A América, 1887; Poesias escolhidas (org. por Antonio Cândido), 1960.

Faleceu na cidade de São Paulo, a 30.03.1889, com 35 anos de idade.

Patrono da cadeira 36, da Academia Brasileira de Letras. Sua Cadeira 36 na Academia Brasileira de Letras tem como Patrono(ele mesmo, Teófilo Dias), Fundador Afonso Celso, sendo também ocupada por Clementino Fraga, Paulo Carneiro, José Guilherme Merquior e João de Scantimburgo.

Não é estudado na antologia A POESIA MARANHENSE NO SÉCULO XX(1995), de Assis Brasil.

Pouco analisado na ENCICLOPÉDIA DE LITERATURA BRASILEIRA, de Afrânio Coutinho e J. Galante, edição do MEC, 1990, com revisão de Graça Coutinho e Rita Moutinho, em 2001.

Apesar de sua importância, não é estudado no DICIONÁRIO HISTÓRICO-BIOGRÁFICO BRASILEIRO(2001, 5 volumes, 6.211 páginas), da Fundação Getúlio Vargas e nem é convenientemente referido, em nenhuma das enciclopédias nacionais, Delta, Barsa, Larousse, Mirador, Abril, Koogan/Houaiss, Larousse Cultural, etc.

É verbete do DICIONÁRIO BIOBIBLIOGRÁFICO REGIONAL DO BRASIL, de Mário Ribeiro Martins, via INTERNET, dentro de ENSAIO, no site www.usinadeletras.com.br ou www.mariomartins.com.br



FUNDADOR DA CADEIRA 36-AFONSO CELSO(Afonso Celso de Assis Figueiredo Júnior), de Ouro Preto, Minas Gerais, 31.03.1860, escreveu, entre outros, PRELUDIOS(Poesia-1876), DEVANEIOS(Poesia-1877), TELAS SONANTES(Poesia-1879), RIMAS DE OUTRORA(Poesia-1891), VULTOS E FATOS(Ensaio-1892), OITO ANOS DE PARLAMENTO(Discursos-1898), AVENTURAS DE MANOEL JOÃO(Romance-1899), SEGREDO CONJUGAL(1932), sem dados biográficos completos nos livros e sem qualquer outra informação ao alcance da pesquisa, via textos editados. Filho do Visconde de Ouro Preto(Afonso Celso de Assis Figueiredo) e de Francisca de Paula Martins de Toledo. Após os estudos primários em sua terra natal, deslocou-se para outros centros, onde também estudou.

Com 15 anos de idade, publicou o seu primeiro livro de poesias PRELÚDIOS. Bacharelou-se em Ciências Jurídicas e Sociais, na Faculdade de Direito de São Paulo, em 1880, com 20 anos de idade. Defendeu na ocasião, a tese "Direito da Revolução".

Casou-se em 1884, com 24 anos, com Eugênia da Costa. Foi elevado à condição de Conde Romano em 1905. Ingressando nas lides políticas foi eleito quatro vezes Deputado Geral por Minas Gerais. Na Assembléia Geral exerceu as funções de 1º. Secretário.

Seu pai, do mesmo nome, Afonso Celso de Assis Figueiredo foi o último Ministro do Império do Brasil. Com a proclamação da República, em 15.11.1889, abandonou a política e acompanhou o pai no exílio, que se seguiu à partida da família imperial para Portugal em novembro do referido ano.

Coube-lhe a delicada tarefa de defender o pai no início da implantação do regime republicano. Dedicou-se ao magistério e ao jornalismo, tendo colaborado durante mais de 30 anos no JORNAL DO BRASIL e em outros órgãos da imprensa, tais como A TRIBUNA LIBERAL, A SEMANA, RENASCENÇA, CORREIO DA MANHÃ E O ALMANAQUE GARNIER, que divulgaram muitos de seus artigos.

Ingressou no Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro em 1892, com 32 anos de idade, na qualidade de sócio efetivo, tendo posteriormente sido elevado a honorário em 1913 e a grande benemérito em 1917.

Com a morte do Barão do Rio Branco, em 1912, foi eleito presidente perpétuo dessa instituição, de 1912 a 1938. Coube-lhe a incumbência de presidir à instalação da entidade em uma das alas do Silogeu Brasileiro, localizada na esquina das Ruas Augusto Severo e Teixeira de Freitas.

De sua vasta obra merecem especial destaque os seguintes livros: OITO ANOS DE PARLAMENTO, PORQUE ME UFANO DE MEU PAÍS - título que gerou críticas e elogios e a popularidade da expressão "ufanismo", de uso até os nossos dias - SEGREDO CONJUGAL, O IMPERADOR NO EXÍLIO, O ASSASSINATO DO CORONEL GENTIL DE CASTRO, UM ENJEITADO, RIMAS DE OUTRORA, MINHA FILHA, VULTOS E FATOS, UM INVEJADO, LUPE, GIOVANINA.

Outros trabalhos: Prelúdios, 1876; Devaneios, 1877; Telas sonantes, 1879; Um ponto de interrogação, 1879; Poenatos, 1880; Rimas de outrora, 1891; Vultos e fatos, 1892; O imperador no exílio, 1893; Minha filha, 1893; Lupe, 1894; Giovanina, 1896; Guerrilhas, 1896; Contraditas monárquicas, 1896; Poesias escolhidas, 1898.

Oito anos de parlamento, 1898; Trovas de Espanha, 1899; Aventuras de Manuel João, 1899; Porque me ufano de meu país, 1900; Um invejado, 1900; Da imitação de Cristo, 1903; Biografia do Visconde de Ouro Preto, 1905; Lampejos Sacros, 1915; Segredo conjugal, 1932.

Afonso Celso participou das atividades da Academia Brasileira de Letras, como um dos membros fundadores, tendo como patrono - na Cadeira 36 - o poeta Teófilo Dias de Mesquita, sobrinho de Gonçalves Dias, falecido em 1889.

No magistério, foi Professor da Cadeira de Economia Política na Faculdade de Ciências Jurídicas e Sociais do Rio de Janeiro, da qual foi diretor por alguns anos e reitor da Universidade do Rio de Janeiro.

A última visita de Afonso Celso à Academia Brasileira de Letras ocorreu na sessão de 7.07.1938, quatro dias antes de seu falecimento. Faleceu no Rio de Janeiro a 11.07.1938, com 78 anos de idade.

Fundador da Cadeira 36. Recebeu os Acadêmicos Otávio Mangabeira e Lauro Müller. Sua Cadeira 36 na Academia Brasileira de Letras tem como Patrono Teófilo Dias, Fundador Afonso Celso, sendo também ocupada por Clementino Fraga, Paulo Carneiro, José Guilherme Merquior e João de Scantimburgo. Foi Presidente da Academia Brasileira de Letras em 1925 e 1935.

Pouco analisado na ENCICLOPÉDIA DE LITERATURA BRASILEIRA, de Afrânio Coutinho e J. Galante, edição do MEC, 1990, com revisão de Graça Coutinho e Rita Moutinho, em 2001.

Não é estudado na antologia A POESIA MINEIRA NO SÉCULO XX(1998), de Assis Brasil.

Apesar de sua importância, não é estudado no DICIONÁRIO HISTÓRICO-BIOGRÁFICO BRASILEIRO(2001, 5 volumes, 6.211 páginas), da Fundação Getúlio Vargas e nem é convenientemente referido, em nenhuma das enciclopédias nacionais, Delta, Barsa, Larousse, Mirador, Abril, Koogan/Houaiss, Larousse Cultural, etc.

É verbete do DICIONÁRIO BIOBIBLIOGRÁFICO REGIONAL DO BRASIL, de Mário Ribeiro Martins, via INTERNET, dentro de ENSAIO, no site www.usinadeletras.com.br ou www.mariomartins.com.br



SEGUNDO OCUPANTE DA CADEIRA 36-CLEMENTINO FRAGA(Clementino da Rocha Fraga Junior), de Muritiba, Bahia, 15.09.1880, escreveu, entre outros, DISCURSOS E CONFERENCIAS(1912), ORAÇÕES À MOCIDADE(1923), A FEBRE AMARELA NO BRASIL(1929), CETICISMO EM MEDICINA(Ensaio-1930), VOCAÇÃO LIBERAL DE CASTRO ALVES(Ensaio-1948), REENCONTROS IMAGINARIOS(Memórias-1968), sem dados biográficos completos nos livros e sem qualquer outra informação ao alcance da pesquisa, via textos editados. Filho de Clementino Rocha Fraga e de Córdula de Magalhães Fraga. Após os estudos primários em sua terra natal, deslocou-se para outros centros, onde também estudou.

Depois de concluídos os estudos básicos, primário e secundário, na cidade de Salvador, no Colégio Carneiro, matriculou-se na tradicional Faculdade de Medicina da Bahia, onde se formou Medico em 1903, com 23 anos de idade. Em 1904, tornou-se Professor Assistente da dita Faculdade.

Em 1906, foi para o Rio de Janeiro, nomeado Inspetor Sanitário. Quatro anos depois, em 1910, voltou para Salvador, na Bahia e começou a lecionar Clínica Médica, na qualidade de Professor Substituto da Faculdade de Medicina da Bahia.

Em 1918, com 38 anos de idade, foi para o Rio de Janeiro, tornando-se Diretor do Hospital Deodoro, durante a epidemia de gripe. Em 1921, foi eleito Deputado Federal pela Bahia, sendo reeleito em 1924. Tornou-se Professor da Faculdade Nacional de Medicina, da Universidade do Rio de Janeiro.

Em 1925, representou o Brasil no XVII Congresso de Medicina, em Londres, na Inglaterra. Em 1928 foi convocado pelo Presidente Washington Luís para chefiar na capital do país(Rio de Janeiro) a campanha contra a febre amarela. Em 1930, criou o curso de aperfeiçoamento, em TUBERCULOSE, na Faculdade Nacional de Medicina do Rio. Em 1937, com 57 anos, foi nomeado Secretario-Geral de Saúde e Assistência da Prefeitura do Rio de Janeiro.

Em 1950, foi eleito Suplente de Deputado Federal pelo Rio de Janeiro, tendo exercido o cargo até o fim de 1953. Em 1954, foi novamente candidato, mas não foi eleito. Não mais voltou à Câmara dos Deputados.

Membro da Academia Nacional de Medicina, da Academia de Medicina de Paris, da Academia de Medicina de Buenos Aires e da Academia de Ciências de Lisboa. Pertenceu também à Academia de Letras da Bahia, à Academia Fluminense de Letras, bem como a Societé Française de la Tuberculose.

Outros trabalhos: Discursos e conferências, 1912; Orações à mocidade, 1923; A febre amarela no Brasil, 1929; Ceticismo em medicina, 1930; Ensino médico e medicina social, 1932; Orientação profissional e higiene pública,1934; Ciência e arte em medicina, 1938; Elogio a Afonso Celso, in. Discursos Acadêmicos XI.

Bovarismo antes e depois de Flaubert, 1939; Médicos-educadores, 1940;Amores crepusculares, 1941; A vocação de Xavier Marques, 1941; Medicina e humanismo, 1942; Antero de Quental, 1942; Doença e gênio literário, 1943;Últimas orações, 1944; Vida e obra de Teófilo Dias,1946.

A cadeira 36 da Academia Brasileira de Letras, 1946; Vocação Liberal de Castro Alves, 1948; Rui acadêmico", 1949; Medicina e médicos na vida de Rui Barbosa,1949; Meditações, 1965; Reencontros imaginários, 1968; Vida e Obra de Oswaldo Cruz, 1972.

Foi casado com Olindina da Silva Fraga, com quem teve três filhos, entre os quais, Helio Fraga que foi Reitor da Universidade Federal do Rio de Janeiro, em 1973. Faleceu no Rio de Janeiro, em 8.01.1971, com 91 anos de idade.

Membro da Academia Brasileira de Letras, eleito em 23.03.1939, na sucessão de Afonso Celso. Foi empossado em 10.06.1939, com 59 anos. Foi recebido por Cláudio de Sousa.

Sua Cadeira 36, na Academia Brasileira de Letras tem como Patrono Teófilo Dias, Fundador Afonso Celso, sendo também ocupada por Clementino Fraga, Paulo Carneiro, José Guilherme Merquior e João de Scantimburgo.

Muito bem analisado na ENCICLOPÉDIA DE LITERATURA BRASILEIRA, de Afrânio Coutinho e J. Galante, edição do MEC, 1990, com revisão de Graça Coutinho e Rita Moutinho, em 2001.

Bem mencionado no livro BAIANOS ILUSTRES(1979), de Antonio Loureiro de Souza.

Não é estudado na antologia A POESIA BAIANA NO SÉCULO XX(1999), de Assis Brasil.

Com sua importância, é grandemente estudado no DICIONÁRIO HISTÓRICO-BIOGRÁFICO BRASILEIRO(2001, 5 volumes, 6.211 páginas), da Fundação Getúlio Vargas e é convenientemente referido, em todas as enciclopédias nacionais, Delta, Barsa, Larousse, Mirador, Abril, Koogan/Houaiss, Larousse Cultural, etc.

É verbete do DICIONÁRIO BIOBIBLIOGRÁFICO REGIONAL DO BRASIL, de Mário Ribeiro Martins, via INTERNET, dentro de ENSAIO, no site www.usinadeletras.com.br ou www.mariomartins.com.br



TERCEIRO OCUPANTE DA CADEIRA 36-PAULO CARNEIRO(Paulo Estevão Berredo Carneiro), Carioca, do Rio de Janeiro, 04.10.1901, escreveu, entre outros, LA PUISANCE ECONOMIQUE DU BRESIL(Enaio-1941), INTRODUÇÃO À HISTORIA CIENTIFICA E CULTURAL DA HUMANIDADE(Ensaio-1955), ROQUETE PINTO(Ensaio-1957), IDEIAS E PROBLEMAS DO NOSSO TEMPO(Ensaio-1958), VERS UM NOUVEL HUMANISME(Ensaio-1970), sem dados biográficos completos nos livros e sem qualquer outra informação ao alcance da pesquisa, via textos editados. Filho de Mario Barbosa Carneiro e Maria Teodoro de Berredo Carneiro. Após os estudos primários em sua terra natal, deslocou-se para outros centros, onde também estudou.

Em 1927, com 26 anos de idade, foi estudar na França, ali permanecendo por mais de quatro anos. Em 1931, com 30 anos, Doutorou-se no Instituto Pasteur, de Paris, na França. Doutor em Química. Foi funcionário do Ministério da Agricultura. Foi Secretário de Agricultura no Estado de Pernambuco. Docente de Química Geral na Escola Politécnica do Rio de Janeiro, bem como em diferentes outras instituições de ensino.

Publicou estudos sobre o CURARE VENENO que merecera a atenção de Claude Bernard, um dos grandes expoentes da Medicina Experimental no século XIX. Quando exercia as funções de Secretário do Governo de Pernambuco redigiu Paulo Carneiro uma carta aos bispos daquele Estado na qual chamava a atenção para a lastimável condição de miséria que atingia os trabalhadores urbanos e rurais da região, com o titulo "IGREJA E O ESTADO EM PROL DO TRABALHADOR PERNAMBUCANO", em 25.09.1935.

Deixou publicadas as seguintes obras: "INTRODUÇÃO À HISTÓRIA CULTURAL E CIENTÍFICA DA HUMANIDADE", "IDÉIAS E PROBLEMAS DE NOSSO TEMPO", "AUGUSTO COMTE, OEUVRE ET JEUNESSE" E "VERS UM NOUVEL HUMANISME".

Indicado pelo governo brasileiro o cientista participou da Primeira Assembléia Geral das Nações Unidas, efetuada no ano de 1946. A seguir foi nomeado EMBAIXADOR DO BRASIL junto á UNESCO, função que exerceu de 1946 a 1958.

Outros trabalhos: Introdução à história cultural e científica da humanidade", s.d.; Idéias e problemas de nosso tempo, s.d.; Augusto Comte, oeuvre et jeunesse, s.d.; Roquette Pinto, 1957; Vers um nouvel humanisme, 1970.

Faleceu no Rio de Janeiro, em 17.02.1982, com 81 anos de idade.

Terceiro ocupante da Cadeira 36, eleito em 20.05.1971, na sucessão de Clementino Fraga e recebido pelo Acadêmico Ivan Lins em 4.10.1971.

Sua Cadeira 36, na Academia Brasileira de Letras tem como Patrono Teófilo Dias, Fundador Afonso Celso, sendo também ocupada por Clementino Fraga, Paulo Carneiro, José Guilherme Merquior e João de Scantimburgo.

Pouco analisado na ENCICLOPÉDIA DE LITERATURA BRASILEIRA, de Afrânio Coutinho e J. Galante, edição do MEC, 1990, com revisão de Graça Coutinho e Rita Moutinho, em 2001.

Não é estudado na antologia A POESIA FLUMINENSE NO SÉCULO XX(1998), de Assis Brasil.

Referido no DICIONARIO BIOBIBLIOGRAFICO DE ESCRITORES CARIOCAS(1965), de J. S. Ribeiro Filho.

Apesar de sua importância e de ter sido EMBAIXADOR DO BRASIL, entre 1946 e 1958, não é estudado no DICIONÁRIO HISTÓRICO-BIOGRÁFICO BRASILEIRO(2001, 5 volumes, 6.211 páginas), da Fundação Getúlio Vargas e nem é convenientemente referido, em nenhuma das enciclopédias nacionais, Delta, Barsa, Larousse, Mirador, Abril, Koogan/Houaiss, Larousse Cultural, etc.

É verbete do DICIONÁRIO BIOBIBLIOGRÁFICO REGIONAL DO BRASIL, de Mário Ribeiro Martins, via INTERNET, dentro de ENSAIO, no site www.usinadeletras.com.br ou www.mariomartins.com.br



QUARTO OCUPANTE DA ACADEMIA 36-JOSÉ GUILHERME MERQUIOR, Carioca, do Rio de Janeiro, 22.04.1941, escreveu, entre outros, POESIA DO BRASIL(1963), RAZÃO DO POEMA(Ensaio-1965), A ASTUCIA DA MÍMESE(Ensaio-1972), FORMALISMO E TRADIÇÃO MODERNA(Ensaio-1974), A ESTETICA DE LEVI-STRAUSS(Ensaio-1975), O VEU E A MASCARA(Ensaio-1997), sem dados biográficos completos nos livros e sem qualquer outra informação ao alcance da pesquisa, via textos editados. Filho de Danielo Merquior e de Maria Alves Merquior. Após os estudos primários em sua terra natal, deslocou-se para outros centros, onde também estudou.

Fez todos os seus estudos no Instituto Lafayette, no Rio de Janeiro. Em 1961, com 20 anos de idade, formou-se Bacharel em Ciências Jurídicas e Sociais, na Faculdade de Direito da antiga Universidade do Estado da Guanabara.

Em 1963, com 22 anos, entrou para a carreira diplomatica, passando a servir em diferentes paises. Licenciado em Filosofia, no Rio de Janeiro, em 1962. Bacharel em Direito, em 1963. Diploma do curso de preparação à carreira diplomática, em 1963. Aluno do Seminário de Antropologia do College de France, entre 1966 e 1970.

Doutor em Letras pela Universidade de Paris, em 1972, com 31 anos de idade. PhD(Doutor) em Sociologia pela London School of Economics and Political Science, em 1978, na Inglaterra. Curso de Altos Estudos do Instituto Rio Branco, no Rio de Janeiro, em 1979, com 38 anos.

Como professor ministrou cursos nas seguintes instituições: Instituto de Belas-Artes - Rio de Janeiro (1963). Curso de História da Literatura Brasileira, na Universidade do Ar. Curso de pós-graduação sobre o modernismo brasileiro (Universidade Nova de Lisboa, 1976). Curso de Estética Contemporânea, (Montevidéu - julho de 1981).

Ministrou conferências sobre Arte, Literatura, Filosofia, Sociologia, Semiologia e História da Civilização em várias Universidades brasileiras. Participou de vários eventos de natureza cultural em nosso país e no exterior.

Como diplomata exerceu suas funções, a partir de sua nomeação para o cargo de terceiro secretário em 07.11.1963, nos seguintes locais: Ministério das Relações Exteriores. Divisão de Cooperação Intelectual. Oficial de Gabinete do Ministro de Estado.

Secretário da Delegação brasileira à II Conferência Interamericana Extraordinária. Terceiro Secretário na Embaixada do Brasil em Paris, 1966, e Segundo Secretário no ano seguinte. Primeiro Secretário em Bonn, Alemanha (1973). Primeiro Secretário em Londres, Inglaterra (1975/1979). Conselheiro, em Montevidéu, Uruguai (1980/1981).

Ministro de segunda classe em Montevidéu (1982) e Ministro-conselheiro na Embaixada do Brasil em Londres (1983).

Deixou publicados, dentre outros, os seguintes livros: "RAZÃO DO POEMA", "ARTE E SOCIEDADE EM MARCUSE, ADORNO E BENJAMIN", "A ASTÚCIA DA MÍMESE", "SAUDADES DO CARNAVAL", "FORMALISMO E TRADIÇÃO MODERNA, "VERSO E UNIVERSO DE DRUMMOND", "DE ANCHIETA A EUCLIDES", "O FANTASMA ROMÂNTICO E OUTROS ENSAIOS", "AS IDÉIAS E AS FORMAS", "A NATUREZA DO PROCESSO", "O ARGUMENTO LIBERAL", "O ELIXIR DO APOCALIPSE", "O ESTRUTURALISMO DOS POBRES E OUTRAS QUESTÕES".

Além dessas obras, José Guilherme Merquior publicou vários outros trabalhos em colaboração com Manuel Bandeira, Jacques Bergue, Eduardo Portella, Perry Anderson, Roberto Campos, Lucio Colletti, etc.

Outros trabalhos: Poesia do Brasil, (antologia com Manuel Bandeira),1963; Razão do Poema, 1965; Arte e Sociedade em Marcuse, Adorno e Benjamin, 1969; A astúcia da Mímese, 1972; Saudades do Carnaval / Introdução à crise da cultura, 1972; Formalismo e tradição moderna, 1974; O estruturalismo dos pobres e outras questões, 1975.

A estética de Levi-Strauss, 1975; Verso e universo de Drummond, 1976; De Anchieta a Euclides, 1977; The veil and the mask, 1979; Rousseau and Weber", 1980; O fantasma romântico e outros ensaios, 1980; As idéias e as formas, 1981; A natureza do processo, 1982; O argumento liberal, 1983; O elixir do Apocalipse,1983.

Michel Foucault, ou o niilismo de cátedra, 1985; Crítica, 1990; O véu e a máscara, 1997; De Praga a Paris: uma crítica do estruturalismo e do pensamento pós-estruturalista, 1991. Obras em colaborações com Manuel Bandeira, Jacques Bergue, Eduardo Portella, Perry Anderson, Lúcio Colletti.

Prefaciou alguns livros e colaborou com verbetes em enciclopédias, especialmente na Mirador, dirigida por Antonio Houaiss. Diplomata, filósofo, sociólogo, escritor e advogado. Faleceu em Nova York, Estados Unidos, em 7.01.1991, com 50 anos de idade.

Quarto ocupante da Cadeira 36, eleito em 11.03.1982, na sucessão de Paulo Carneiro e recebido pelo Acadêmico Josué Montello em 11.03.1983.

Sua Cadeira 36, na Academia Brasileira de Letras tem como Patrono Teófilo Dias, Fundador Afonso Celso, sendo também ocupada por Clementino Fraga, Paulo Carneiro, José Guilherme Merquior e João Scantimburgo.

Pouco analisado na ENCICLOPÉDIA DE LITERATURA BRASILEIRA, de Afrânio Coutinho e J. Galante, edição do MEC, 1990, com revisão de Graça Coutinho e Rita Moutinho, em 2001.

Não é estudado na antologia A POESIA FLUMINENSE NO SÉCULO XX(1998), de Assis Brasil.

Não é referido no DICIONARIO BIOBIBLIOGRAFICO DE ESCRITORES CARIOCAS(1965), de J. S. Ribeiro Filho

Apesar de sua importância e de ter sido Embaixador do Brasil, em Londres, na Inglaterra, não é estudado no DICIONÁRIO HISTÓRICO-BIOGRÁFICO BRASILEIRO(2001, 5 volumes, 6.211 páginas), da Fundação Getúlio Vargas e nem é convenientemente referido, em nenhuma das enciclopédias nacionais, Delta, Barsa, Larousse, Mirador, Abril, Koogan/Houaiss, Larousse Cultural, etc.

É verbete do DICIONÁRIO BIOBIBLIOGRÁFICO REGIONAL DO BRASIL, de Mário Ribeiro Martins, via INTERNET, dentro de ENSAIO, no site www.usinadeletras.com.br ou www.mariomartins.com.br



QUINTO OCUPANTE DA CADEIRA 36-JOÃO DE SCANTIMBURGO, de Dois Córregos, Estado de São Paulo, 31.10.1918, escreveu, entre outros, JOSÉ ERMIRIO DE MORAIS- O HOMEM E A OBRA(Biografia-1975), DISCURSO DE POSSE NA ACADEMIA PAULISTA DE LETRAS(1977), INTERPRETAÇÃO DE CAMÕES(Ensaio-1980), MEMORIAS DA PENSÃO HUMAITÁ(1992), EÇA DE QUEIROZ E A TRADIÇÃO(Ensaio-1995), AMANHÃ- O ANO 2000(Ensaio-1999), OS OLIVAIS DO CREPUSCULO(2001), sem dados biográficos completos nos livros e sem qualquer outra informação ao alcance da pesquisa, via textos editados. Filho de João de Scantimburgo e de Julia Censi de Scantimburgo. Após os estudos primários em sua terra natal e em Rio Claro, interior paulista, no Instituto Joaquim Ribeiro, deslocou-se para outros centros, onde também estudou.

Cursou, na Capital Paulista, o Instituto Superior de Cultura Católica. Mestre em Economia e Doutor em Filosofia e Ciências Sociais (Política). Foi professor da Fundação (universitária) Armando Álvares Penteado e da Universidade Estadual Paulista, UNESP.

É jornalista, tendo sido diretor dos Diários Associados (DIÁRIO DE SÃO PAULO e DIÁRIO DA NOITE) em São Paulo e do CORREIO PAULISTANO. Fundou e foi presidente da Televisão Excelsior (canal 9), posteriormente transferida.

É diretor do DIÁRIO DO COMÉRCIO, jornal econômico-financeiro, editado em São Paulo, do DIGESTO ECONÔMICO, revista bimestral de cultura, e da Revista Brasileira, da Academia Brasileira de Letras. Foi membro do Conselho Curador da Fundação Padre Anchieta – Rádio e Televisão Educativa (São Paulo). É membro da diretoria da Fundação Bunge, do Conselho Curador (vitalício) da Fundação Bienal de São Paulo e da Irmandade da Santa Casa (mesa administrativa).

Pertence às seguintes instituições culturais: Academia Brasileira de Letras, Academia Paulista de Letras, Instituto Brasileiro de Filosofia, Sociedade Brasileira de Filósofos Católicos, Centro Dom Vital, American Catholic Philosophical Association, Washington DC, International Society for Metaphysics, Washington DC e Londres, Societá Tomista Internazionale, Roma, Archives Maurice Blondel, Louvain, Bélgica, Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro, Instituto Histórico e Geográfico de São Paulo, e PEN Clube do Brasil, Academia Portuguesa da História.

Detentor de muitos Prêmios, entre os quais, Prêmio José Ermírio de Moraes, do PEN Clube de São Paulo, Prêmio Alfred Jurzikowski, da ABL. Diploma e medalha Oscar Nobling, da Sociedade Brasileira de Língua e Literatura.

Outros trabalhos: O destino da América Latina - A democracia na América Latina.São Paulo, Companhia Editora Nacional, 1966. A crise da república presidencial. São Paulo, Livraria Pioneira Editora, 1969. A extensão humana - Introdução à Filosofia da Técnica. São Paulo, Companhia Editora Nacional e Editora da Universidade de São Paulo.

Tratado geral do Brasil. São Paulo, Companhia Editora Nacional e Editora da Universidade de São Paulo. 2ª. ed., Livraria Pioneira Editora, 1978. 3ª ed., São Paulo, LTr, 1998. José Ermírio de Moraes - O homem e a obra. Companhia Editora Nacional. 2ª. ed., Rio de Janeiro, Livraria José Olympio Editora, 1975.

Ilusões e desilusões do desenvolvimento. São Paulo, Editora Comercial, 1976. Concepção cristocêntrica da História. São Paulo, Editora RTr, 1977. O problema do destino humano, segundo a filosofia de Maurice Blondel. São Paulo, Editora Convívio. O café e o desenvolvimento do Brasil. São Paulo, Companhia Melhoramentos Editora, 1977.

O Poder Moderador - Historia e teoria. São Paulo, Livraria Pioneira Editora, 1978. Interpretação de Camões - À luz de Santo Tomás de Aquino. São Paulo, Companhia Melhoramentos e Editora da Universidade de São Paulo, 1979. A filosofia da ação - Síntese do blondelismo. São Paulo, Editora Digesto Econômico, 1980.

O segredo japonês. São Paulo, Instituto Brasileiro de Altos Estudos - IBRAE, 1983. Os paulistas - Evolução social, política e econômica do povo paulista. Imprensa Oficial do Estado de São Paulo (Coleção Paulística), 1984. 2ª ed., São Paulo, LTr, 2000. Gastão Vidigal e seu tempo. São Paulo, Fundação Gastão Vidigal, 1985.

O Brasil e a Revolução Francesa. São Paulo, Livraria Pioneira Editora, 1989. O drama religioso de Rui Barbosa. Rio de Janeiro, Fundação Casa de Rui Barbosa. Memórias da Pensão Humaitá (crônica de reminiscências). São Paulo, Cia. Editora Nacional, 1992. No limiar de novo humanismo. ABL, 1994. Coleção Afrânio Peixoto, vol. 22. Eça de Queirós e a tradição. São Paulo, Editora Siciliano, 1995.

História do liberalismo no Brasil. São Paulo, Editora LTr, 1996. Introdução à filosofia de Maurice Blondel. Instituto Brasileiro de Filosofia / FAAP, São Paulo, 1995. 2ª ed., 1997. A empresa moderna no Brasil. São Paulo, Digesto Econômico. Camões e o averroísmo.

Tese apresentada no Congresso de Estudos Camonianos, São Paulo, 1997. Galeria de retratos. Rio de Janeiro, ABL, 1998. Coleção Afrânio Peixoto, vol. 41. O mal na História: os totalitarismos do século XX. São Paulo, LTr, 1999. Amanhã, o ano 2000. São Paulo, LTr, 1999.

A crise da República presidencial, do marechal Deodoro a Fernando Henrique Cardoso. São Paulo, Editora LTr, 2000. A extensão humana - Introdução à filosofia da técnica. São Paulo, Editora LTr, 2000. Os olivais do crepúsculo. Romance. São Paulo, Editora LTr, 2000.

É casado com a condessa Anna Teresa Maria Josefina Tekla Edwige Isabel da Lubowiecka.

Quinto ocupante da Cadeira 36, eleito em 21.11.1991, na sucessão de José Guilherme Merquior e recebido em 26.05.1992 , pelo Acadêmico Josué Montello.

Sua Cadeira 36, na Academia Brasileira de Letras tem como Patrono Teófilo Dias, Fundador Afonso Celso, sendo também ocupada por Clementino Fraga, Paulo Carneiro, José Guilherme Merquior e João de Scantimburgo.

Pouco analisado na ENCICLOPÉDIA DE LITERATURA BRASILEIRA, de Afrânio Coutinho e J. Galante, edição do MEC, 1990, com revisão de Graça Coutinho e Rita Moutinho, em 2001.

Estudado no DICIONÁRIO DE AUTORES PAULISTAS(1954), de Luis Correia de Melo.

Apesar de sua importância, não é estudado no DICIONÁRIO HISTÓRICO-BIOGRÁFICO BRASILEIRO(2001, 5 volumes, 6.211 páginas), da Fundação Getúlio Vargas e nem é convenientemente referido, em nenhuma das enciclopédias nacionais, Delta, Barsa, Larousse, Mirador, Abril, Koogan/Houaiss, Larousse Cultural, etc.

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CADEIRA 37

A esta Cadeira, estão vinculados os seguintes nomes:

Tomás Antônio Gonzaga-PATRONO(Porto, Portugal, 11.08.1744).

Silva Ramos-FUNDADOR(Recife, Pernambuco, 06.03.1853).

Alcântara Machado(Piracicaba, São Paulo, 19.10.1875).

Getúlio Vargas(São Borja, Rio Grande do Sul, 19.04.1883).

Assis Chateaubriand(Umbuzeiro, Paraíba, 05.10.1892).

João Cabral de Melo Neto(Recife, Pernambuco, 09.01.1920).

Ivan Junqueira(Rio de Janeiro, RJ, 03.11.1934).





BIOGRAFIAS:



PATRONO DA CADEIRA 37-TOMÁS ANTÔNIO GONZAGA, de Porto, Portugal, 11.08.1744, escreveu, entre outros, TRATADO DE DIREITO NATURAL(Tese-1770), MARILIA DE DIRCEU(Poesia-1792), sem dados biográficos completos nos livros e sem qualquer outra informação ao alcance da pesquisa, via textos editados. Filho do brasileiro João Bernardo Gonzaga e de Tomásia Isabel Clark. Após os estudos primários em sua terra natal, deslocou-se para outros centros, onde também estudou.

Passou alguns anos da infância no Recife e na Bahia onde o pai, Juiz, servia na magistratura. Adolescente, retornou a Portugal a fim de completar os estudos, matriculando-se na Universidade de Coimbra na qual concluiu o curso de Bacharel em Ciências Jurídicas e Sociais, aos 24 anos, em 1768.

Depois de formado exerceu alguns cargos de natureza jurídica, já tendo advogado em várias causas na cidade do Porto, Portugal, onde nasceu. Candidatou-se a uma Cadeira na Universidade de Coimbra.

Em 1778, com 34 anos, voltou ao Brasil e foi nomeado JUIZ-DE-FORA na cidade de Beja, com exercício até 1781. Em 1782, foi indicado para ocupar o cargo de Ouvidor Geral na comarca de Vila Rica (Ouro Preto), na Capitania de Minas Gerais. Em 1789, com 45 anos, em Vila Rica, foi envolvido na famosa Inconfidência Mineira.

Em maio de 1789, acusado de participação na conspiração é detido e, sem maiores formalidades, remetido preso para o Rio de Janeiro. Nessa ocasião estava noivo de Maria Dorotéia Joaquina de Seixas, jovem pertencente a uma das principais famílias da capital mineira, e a quem dedicava poesias do mais requintado sabor clássico, que iriam fazer parte do livro intitulado "Marília de Dirceu" cuja primeira parte foi publicada em Lisboa, pela Impressão Régia, no ano de 1792.

Na Ilha de Moçambique, para onde foi levado, em virtude de sua condição no processo da Conjuração mineira, casou-se com Juliana de Sousa Mascarenhas, com quem teve um casal de filhos.

Seu livro "TRATADO DE DIREITO NATURAL", foi também publicado pelo Instituto Nacional do Livro.

Outros trabalhos: Marília de Dirceu, 1792; Cartas Chilenas, 1862; Obras Completas, org. M. Rodrigues Lapa, 1957.

Faleceu na Ilha de Moçambique, na África, onde cumpria pena de degredo, em fevereiro de 1807, com 63 anos de idade.

Patrono da cadeira 37, da Academia Brasileira de Letras. Sua Cadeira 37, na Academia Brasileira de Letras tem como Patrono(ele mesmo, Tomás Antonio Gonzaga), Fundador Silva Ramos, sendo também ocupada por Alcântara Machado, Getulio Vargas, Assis Chateaubriand, João Cabral de Melo Neto e Ivan Junqueira.

Pouco analisado na ENCICLOPÉDIA DE LITERATURA BRASILEIRA, de Afrânio Coutinho e J. Galante, edição do MEC, 1990, com revisão de Graça Coutinho e Rita Moutinho, em 2001.

Apesar de sua importância, não é estudado no DICIONÁRIO HISTÓRICO-BIOGRÁFICO BRASILEIRO(2001, 5 volumes, 6.211 páginas), da Fundação Getúlio Vargas e nem é convenientemente referido, em nenhuma das enciclopédias nacionais, Delta, Barsa, Larousse, Mirador, Abril, Koogan/Houaiss, Larousse Cultural, etc.

É verbete do DICIONÁRIO BIOBIBLIOGRÁFICO REGIONAL DO BRASIL, de Mário Ribeiro Martins, via INTERNET, dentro de ENSAIO, no site www.usinadeletras.com.br ou www.mariomartins.com.br



FUNDADOR DA CADEIRA 37-SILVA RAMOS(José Júlio da Silva Ramos), de Recife, Pernambuco, 06.03.1853, escreveu, entre outros, ADEJOS(Poesia-1817, PELA VIDA AFORA(Crônicas-1922), A REFORMA ORTOGRAFICA(Ensaio-1926), CENTENARIO DE JOÃO DE DEUS(Conferencia-1930), sem dados biograficos completos nos livros e sem qualquer outra informação ao alcance da pesquisa, via textos editados. Filho de José da Silva Ramos e de Emília Augusto Ramos. Após os estudos primários em sua terra natal, deslocou-se para outros centros, onde também estudou.

Como sua mãe faleceu cedo e era de origem portuguesa, ele foi enviado para Portugal. Passou grande parte da infância em Portugal, educado pelas tias maternas. Depois de uma temporada no Brasil regressou à Lisboa, de onde se transferiu para Coimbra, em cuja Universidade se matriculou em 1872, concluindo o curso de Bacharel em Ciências Jurídicas e Sociais, em 1877, com 24 anos de idade.

Conviveu com os grandes escritores portugueses da época, incluindo entre eles os poetas João de Deus e Guerra Junqueiro.

Em 1881, com 28 anos de idade, ainda estava na Europa, tendo residido por algum tempo na Inglaterra. Quando estudante universitário publicou um livro de versos ao qual deu o nome de ADEJOS (Coimbra, 1871).

A volta definitiva ao Brasil começou pela sua cidade natal, Recife, onde, como Jornalista, escrevia sob o pseudonimo de JULIO VALMOR.

Mudou-se logo depois para o Rio de Janeiro, onde foi Professor durante 45 anos. Na capital brasileira lecionou em vários colégios. No Pedro II ensinou português, e, na mesma época, colaborou em alguns periódicos, destacando-se entre eles A SEMANA, dirigida por Valentim Magalhães.

Outros trabalhos: Pela vida afora, Rio de Janeiro, 1922; Centenário de João de Deus, 1930 e A reforma ortográfica, 1926.

Fez parte do grupo que fundou a Academia Brasileira de Letras na qual escolheu para patrono de sua Cadeira 37, o poeta português Tomás Antônio Gonzaga, embora tivesse manifestado anteriormente preferência pelo nome de Gonçalves Crespo.

Fez parte, na qualidade de Segundo-Secretário, da Diretoria que assinou os primeiros estatutos da Academia, em 15.12.1896 e depois na instalação em 28.01.1897. Em 22.12.1927, já com 74 anos de idade, chegou a ser eleito Presidente, mas se recusou, em virtude da idade.

Teve Silva Ramos publicados os seguintes livros: PELA VIDA AFORA, Rio de Janeiro, 1922. CENTENÁRIO DE JOÃO DE DEUS, 1930 e A REFORMA ORTOGRÁFICA, 1926.

Professor, filólogo e poeta. Faleceu no Rio de Janeiro, em 16.12.1930, com 77 anos de idade.

Fundador da Cadeira 37. Sua Cadeira 37, na Academia Brasileira de Letras tem como Patrono Tomás Antonio Gonzaga, Fundador(ele mesmo, Silva Ramos), sendo também ocupada por Alcântara Machado, Getulio Vargas, Assis Chateaubriand, João Cabral de Melo Neto e Ivan Junqueira.

Não é mencionado na ENCICLOPÉDIA DE LITERATURA BRASILEIRA, de Afrânio Coutinho e J. Galante, edição do MEC, 1990, com revisão de Graça Coutinho e Rita Moutinho, em 2001.

Muito bem mencionado no DICIONÁRIO BIOBIBLIOGRÁFICO DE POETAS PERNAMBUCANOS(1993), de Lamartine Morais.

Apesar de sua importância, não é estudado no DICIONÁRIO HISTÓRICO-BIOGRÁFICO BRASILEIRO(2001, 5 volumes, 6.211 páginas), da Fundação Getúlio Vargas e nem é convenientemente referido, em nenhuma das enciclopédias nacionais, Delta, Barsa, Larousse, Mirador, Abril, Koogan/Houaiss, Larousse Cultural, etc.

É verbete do DICIONÁRIO BIOBIBLIOGRÁFICO REGIONAL DO BRASIL, de Mário Ribeiro Martins, via INTERNET, dentro de ENSAIO, no site www.usinadeletras.com.br ou www.mariomartins.com.br



SEGUNDO OCUPANTE DA CADEIRA 37-ALCÂNTARA MACHADO(José de Alcântara Machado de Oliveira), de Piracicaba, Estado de São Paulo, 19.10.1875, escreveu, entre outros, VIDA E MORTE DO BANDEIRANTE(Ensaio-1929), ALOCUÇÕES ACADÊMICAS(1940), sem dados biograficos completos nos livros e sem qualquer outra informação ao alcance da pesquisa, via textos editados. Filho de Brasilio Machado de Oliveira e Maria Leopoldina de Sousa Machado de Oliveira. Após os estudos primários em sua terra natal na Escola Neutralidade, do Professor João Kopke, deslocou-se para outros centros, onde também estudou.

Fez o secundário no Colégio Moretzsohn, da capital. Em 1893, com 18 anos de idade, Bacharelou-se em Ciências Jurídicas e Sociais, na Faculdade de Direito de São Paulo, onde seu pai era Professor. Por concurso público, em 1895, com 20 anos de idade, tornou-se Professor de Medicina Legal e Higiene Publica.

Entre 1927 e 1930 e entre 1931 e 1935, foi Diretor da Faculdade de Direito de São Paulo. Em 1911, com 36 anos, foi eleito Vereador junto à Câmara Municipal de São Paulo. Em 1915, foi eleito Deputado Estadual. Em 1924, foi eleito Senador Estadual. Em 1934, com 59 anos de idade, foi eleito para a Assembléia Nacional Constituinte, no Rio de Janeiro. Elaborou o Código Penal Brasileiro, promulgado por Getulio Vargas, em 1940.

Outros trabalhos: A embriaguez e a responsabilidade criminal, 1894. O exame pericial no Direito Romano, 1930. O Hipnotismo, 1985. Vida e morte do bandeirante, 1929. Brasílio Machado, 1938. Projeto do Código Penal, 1938; Alocuções acadêmicas, 1941.

Casou-se com Maria Emilia de Castilho Machado, com quem teve dois filhos. Faleceu na capital paulista(São Paulo) a 1º de abril de 1941, com 66 anos de idade.

Segundo ocupante da Cadeira 37, eleito em 23.04.1931, na sucessão de Silva Ramos e recebido em 20.05.1933, pelo Acadêmico Afrânio Peixoto. Recebeu o Acadêmico Levi Carneiro.

Sua Cadeira 37, na Academia Brasileira de Letras tem como Patrono Tomás Antonio Gonzaga, Fundador Silva Ramos, sendo também ocupada por Alcântara Machado, Getulio Vargas, Assis Chateaubriand, João Cabral de Melo Neto e Ivan Junqueira.

Pouco analisado na ENCICLOPÉDIA DE LITERATURA BRASILEIRA, de Afrânio Coutinho e J. Galante, edição do MEC, 1990, com revisão de Graça Coutinho e Rita Moutinho, em 2001.

Muito bem estudado no DICIONÁRIO DE AUTORES PAULISTAS(1954), de Luis Correia de Melo.

Com sua importância, é grandemente estudado no DICIONÁRIO HISTÓRICO-BIOGRÁFICO BRASILEIRO(2001, 5 volumes, 6.211 páginas), da Fundação Getúlio Vargas e é convenientemente referido, em todas as enciclopédias nacionais, Delta, Barsa, Larousse, Mirador, Abril, Koogan/Houaiss, Larousse Cultural, etc.

É verbete do DICIONÁRIO BIOBIBLIOGRÁFICO REGIONAL DO BRASIL, de Mário Ribeiro Martins, via INTERNET, dentro de ENSAIO, no site www.usinadeletras.com.br ou www.mariomartins.com.br



TERCEIRO OCUPANTE DA CADEIRA 37-GETÚLIO VARGAS(Getúlio Dornelles Vargas), de São Borja, Rio Grande do Sul, 19.04.1883, escreveu, entre outros, A NOVA POLITICA DO BRASIL(1938), A POLITICA TRABALHISTA DO BRASIL(1950), A CAMPANHA PRESIDENCIAL(1951), O GOVERNO TRABALHISTA DO BRASIL(1952), sem dados biográficos completos nos livros e sem qualquer outra informação ao alcance da pesquisa, via textos editados. Filho de Manuel do Nascimento Vargas e de Cândida Dornelles Vargas. Após os estudos primários em sua terra natal, deslocou-se para outros centros, onde também estudou.

Em 1897, com 14 anos de idade, foi estudar em Ouro Preto, Minas Gerais, onde já se encontravam seus irmãos Viriato e Protásio. Foram também seus irmãos Espártaco e Benjamim.

De volta a São Borja, sentou praça no 6º Batalhão de Infantaria, aquartelado em São Borja. Mais tarde matriculou-se na Escola Preparatória e de Tática, sediada na histórica cidade de Rio Pardo, Rio Grande do Sul, de onde saiu para fazer parte do 25º Batalhão de Infantaria, na capital do Estado, Porto Alegre.

Em 1903, o batalhão em que servia foi designado para transferir-se para a cidade de Corumbá, em Mato Grosso, a fim de guarnecer a fronteira com a Bolívia. Terminada a missão o referido batalhão regressou a Porto Alegre e Getúlio, que atingira o posto de sargento, desistiu da carreira militar.

Em 1903, com 20 anos de idade, matriculou-se na Faculdade de Direito de Porto Alegre, formando-se em Ciências Jurídicas e Sociais, em 1907, sendo orador da Turma.

Em janeiro de 1908, foi nomeado Segundo Promotor Público do Tribunal de Justiça, em Porto Alegre(naquela época, os Promotores não faziam concurso e eram nomeados pelos governantes, a seu bel przazer. Por isso, quase não permaneciam nos cargos). Em 1909, passou o cargo de Promotor para o seu colega João Neves e voltou para São Borja, onde montou um Escritório de Advocacia.

Em março de 1909, foi eleito Deputado Estadual no Rio Grande do Sul. Em março de 1911, com 28 anos, casou-se com Darci Lima Sarmanho, com quem teve os filhos Lutero, Jandira, Alzira, Manoel Antonio e Getulio Filho. Em 1913, foi reeleito Deputado Estadual. Em 1917, foi novamente eleito Deputado Estadual.

Em 1922, com 39 anos de idade, foi eleito Deputado Federal. Em 15.11.1926, foi nomeado pelo Presidente Washington Luis, Ministro da Fazenda. Em 25.01.1928, assumiu a Presidência(Governador) do Rio Grande do Sul.

Em 1930, com 47 anos, foi candidato à Presidência da Republica, tendo como Vice o paraibano João Pessoa. João Pessoa foi assassinado no Recife e Getúlio perdeu a eleição para o paulista Júlio Prestes.

A deposição do Presidente Washington Luís ocorreu a 24.10.1930. No dia 31.10.1930, Getulio Vargas desembarcou no Rio de Janeiro com TRÊS MIL SOLDADOS e tomou o poder. Tornou-se Chefe do Governo Provisório, no dia 03.11.1930. Era a chamada REVOLUÇÃO DE 30.

Em fevereiro de 1931, diminuiu o numero de Ministros do Supremo Tribunal Federal, de 15 para 11, aposentando compulsoriamente 6 deles, por serem contrários à Revolução. Em 20.07.1934, Getulio Vargas assumiu o novo Mandato Presidencial. Em 10.11.1937 foi dissolvido o Congresso Nacional e tem início o período intitulado Estado Novo, com a outorga de uma Carta Constitucional que vigoraria até a deposição de Getúlio Vargas, em 29.10.1945.

Em novembro de 1937 e com o Golpe do Estado Novo, apoiado pela Constituição de 37, Getulio Vargas tornou-se Ditador, governando 8 anos. Em 31.10.1945, Vargas caiu, retornando para São Borja. No dia 03.10.1950, Getulio Vargas derrotou nas urnas Eduardo Gomes, Cristiano Machado e João Mangabeira, tornando-se mais uma vez Presidente da Republica, tomando posse no dia 31.01.1951, com 68 anos de idade.

Outros trabalhos: A Nova Política do Brasil (discursos reunidos).

Em 1941, mesmo já sendo Ditador, um grupo de acadêmicos patrocinou a admissão de Getúlio Vargas na Academia Brasileira de Letras. A eleição foi tranqüila mas o eleito só tomou posse, recebido pelo ministro Ataulfo de Paiva, em 29 de dezembro de 1943.

Mediante suicídio, faleceu a 24.08.1954, no Rio de Janeiro, com 71 anos, deixando um bilhete, no qual dizia: “Eu vos dei minha vida, agora vos ofereço minha morte...”. (42 anos depois, em 15.01.1996, seu filho Maneco Vargas(Manuel Antonio Sarmanho Vargas) também se suicidou, deixando tambem um bilhete: “Não pretendo entrar para a História, mas, simplesmente, deixar a História passar”).

Terceiro ocupante da Cadeira 37, eleito em 7.08.1941, recebido pelo Acadêmico Ataulfo de Paiva em 29.12.1943.

Sua Cadeira 37 na Academia tem como Patrono Tomás Antonio Gonzaga, Fundador Silva Ramos, sendo também ocupada por Alcântara Machado, Assis Chateaubriand, João Cabral de Melo Neto e Ivan Junqueira.

Não é mencionado na ENCICLOPÉDIA DE LITERATURA BRASILEIRA, de Afrânio Coutinho e J. Galante, edição do MEC, 1990, com revisão de Graça Coutinho e Rita Moutinho, em 2001.

Muito bem estudado no livro DICIONÁRIO DE SUICIDAS ILUSTRES(1999), de José Mario Arruda Toledo.

Bem analisado no livro de sua neta Celina Vargas do Amaral Peixoto, sob o título GETULIO VARGAS.

Com toda a sua importância, é grandemente estudado no DICIONÁRIO HISTÓRICO-BIOGRÁFICO BRASILEIRO(2001, 5 volumes, 6.211 páginas), da Fundação Getúlio Vargas e referido, em todas as enciclopédias nacionais, Delta, Barsa, Larousse, Mirador, Abril, Koogan/Houaiss, Larousse Cultural, etc.

É verbete do DICIONÁRIO BIOBIBLIOGRÁFICO REGIONAL DO BRASIL, de Mário Ribeiro Martins, via INTERNET, dentro de ENSAIO, no site www.usinadeletras.com.br ou www.mariomartins.com.br



QUARTO OCUPANTE DA CADEIRA 37-ASSIS CHATEAUBRIAND(Francisco de Assis Chateaubriand Bandeira de Melo), de Umbuzeiro, Paraíba, 05.10.1892, escreveu, entre outros, A MORTE DA POLIDEZ(1911), ALEMANHA(Viagem-1921), AQUARELA DO BRASIL(Discurso-1956), NUVENS QUE VEÊM(1963), sem dados biográficos completos nos livros e sem qualquer outra informação ao alcance da pesquisa, via textos editados. Filho de Francisco Chateaubriand Bandeira de Melo e de Carmem Gondim Bandeira de Melo. Após os estudos primários em sua terra natal, deslocou-se para outros centros, onde também estudou.

Esteve em Campina Grande, na Paraíba, como estudante. Seguiu logo depois para João Pessoa, que na época se chamava “Cidade da Paraíba”. Mudou-se para o Recife, passando a estudar no Colégio Pernambucano. Em 1906, com 14 anos, passou a escrever para o jornal O PERNAMBUCO.

Ingressou na Faculdade de Direito do Recife, em 1908, concluindo o curso em 1913, com 21 anos. Para se sustentar no curso, trabalhou no JORNAL PEQUENO, no JORNAL DE RECIFE e no DIARIO DE PERNAMBUCO. Em 1915, foi aprovado em concurso para professor da Faculdade de Direito, passando a lecionar DIREITO ROMANO e FILOSOFIA DO DIREITO.

Em 1917, com 25 anos, transferiu-se para o Rio de Janeiro, passando a advogar e Consultor Jurídico do Ministério das Relações Exteriores. Colaborou com o CORREIO DA MANHÃ e se tornou Redator-Chefe do JORNAL DO BRASIL e correspondente de LA NACIÓN, na Argentina.

Em 1920, com 28 anos, viajou pela Europa, visitando Suíça, Inglaterra, França, Holanda, Bélgica, Itália e Alemanha. De volta ao Brasil, em 1924, com a ajuda de Alfredo Pujol e Alexandre Mackenzie comprou O JORNAL, no Rio de Janeiro e logo depois o DIARIO DA NOITE, de São Paulo. Em 1927, com 35 anos, fundou a revista O CRUZEIRO.

Em julho de 1929, comprou o jornal O ESTADO DE MINAS GERAIS, de Belo Horizonte. Ainda em 1929, comprou os jornais DIARIO DE SÃO PAULO, na capital paulista e DIARIO DA NOITE, no Rio de Janeiro. Em agosto de 1931, fundou a Agencia de Noticias Meridional já agora pertencente aos DIARIOS ASSOCIADOS.

Em abril de 1934, comprou a revista A CIGARRA, no Rio de Janeiro, bem como a Radio Tupi, do Rio e a Radio Tupi, de São Paulo. Em 1938, passou a comprar fazendas em São Paulo, tornando-se produtor de café e algodão.

Em 1943, comprou o DIARIO DE NOTICIAS, de Salvador, na Bahia. Em 1947, fundou o MUSEU DE ARTE DE SÃO PAULO. Em 1950, inaugurou a TV TUPI, de São Paulo, a primeira Estação de Televisão, da América Latina.

Em outubro de 1952, foi eleito Senador, pela Paraíba, na legenda do PSD. Mas quando tentou a Reeleição em 1954, foi derrotado. Porem, foi eleito Senador pelo Maranhão, em 1955, na legenda do PSD.

Em 1957, foi ser Embaixador do Brasil, na Inglaterra, a convite de Juscelino Kubitschek. Em 1959, comprou para os DIARIOS ASSOCIADOS, o JORNAL DO COMMERCIO, do Rio de Janeiro. Nos anos seguintes, instituiu o CONDOMINIO ACIONARIO DAS EMISSORAS E DIARIOS ASSOCIADOS, ficando 49% das ações e cotas para 22 auxiliares, dentre outros, seus dois(2) filhos.

Em 1960, com 68 anos de idade, sofreu uma Trombose que lhe deixou em cadeira de rodas. Em 1962, distribuiu o restante das ações, 51%, deixando de fora os seus dois filhos.

Em 1964, com a vitória da Revolução lançou, pelos DIARIOS ASSOCIADOS, a campanha OURO PARA O BEM DO BRASIL, para ajudar no pagamento da dívida externa.

Em 1965, teve uma crise grave do coração e não mais trabalhou.

Outros trabalhos: A maior parte da obra do diretor dos Diários Associados, encontra-se dispersa em seus artigos para a imprensa. Em livros contribuiu com os seguintes trabalhos: Em defesa de Oliveira Lima; Terra desumana; Um professor de energia - Pedro Lessa e Alemanha (impressões de viagem).

João Calmon passou a dirigir os DIARIOS ASSOCIADOS, mas brigando com um dos filhos de Assis Chateaubriand, o Gilberto Chateaubriand Bandeira de Melo, os DIARIOS ASSOCIADOS começaram a perder força.

De seu casamento com Maria Henriqueta Barroso do Amaral Bandeira de Melo, teve um filho. De outros relacionamentos, teve dois filhos, um deles Gilberto Chateaubriand(que se tornou o maior colecionador de arte contemporânea brasileira).

O livro mais importante sobre Assis Chateaubriand, foi publicado, em 1994, por Fernando Morais, com o titulo CHATÔ, REI DO BRASIL. Chateaubriand faleceu em São Paulo em 4.04.1968, com 76 anos de idade.

Quarto ocupante da Cadeira 37, eleito em 30.12.1954, na sucessão de Getúlio Vargas e recebido pelo Acadêmico Aníbal Freire da Fonseca em 27.08.1955.

Sua Cadeira 37, na Academia Brasileira de Letras tem como Patrono Tomás Antonio Gonzaga, Fundador Silva Ramos, sendo também ocupada por Alcântara Machado, Getulio Vargas, Assis Chateaubriand, João Cabral de Melo Neto e Ivan Junqueira.

Pouco analisado na ENCICLOPÉDIA DE LITERATURA BRASILEIRA, de Afrânio Coutinho e J. Galante, edição do MEC, 1990, com revisão de Graça Coutinho e Rita Moutinho, em 2001.

Com sua importância, é grandemente estudado no DICIONÁRIO HISTÓRICO-BIOGRÁFICO BRASILEIRO(2001, 5 volumes, 6.211 páginas), da Fundação Getúlio Vargas e é convenientemente referido, em todas as enciclopédias nacionais, Delta, Barsa, Larousse, Mirador, Abril, Koogan/Houaiss, Larousse Cultural, etc.

Seus artigos publicados ao longo dos anos, foram reunidos na coleção de livros O PENSAMENTO DE ASSIS CHATEAUBRIAND(1998), editados pela FUNDAÇÃO ASSIS CHATEAUBRIAND, sob a Presidência de Paulo Cabral de Araújo, com o planejamento de Adirson Vasconcelos.

É verbete do DICIONÁRIO BIOBIBLIOGRÁFICO REGIONAL DO BRASIL, de Mário Ribeiro Martins, via INTERNET, dentro de ENSAIO, no site www.usinadeletras.com.br ou www.mariomartins.com.br



QUINTO OCUPANTE DA CADEIRA 37-JOÃO CABRAL DE MELO NETO, de Recife, Pernambuco, 09.01.1920, escreveu, entre outros, PEDRA DO SONO(1942), OS TRES MAL-AMADOS(1943), O ENGENHEIRO(1945), O CÃO SEM PLUMAS(1950), PREGÃO TURISTICO(1955), POEMAS ESCOLHIDOS(1963), MORTE E VIDA SEVERINA(1965), FUNERAL DE UM LAVRADOR(1967), SEVILHA ANDANDO(1989), sem dados biográficos completos nos livros e sem qualquer outra informação ao alcance da pesquisa, via textos editados. Filho de Luís Antônio Cabral de Melo e de Carmen Carneiro Leão Cabral de Melo. Após os estudos primários em sua terra natal, deslocou-se para outros centros, onde também estudou.

Viveu a infância nos engenhos da família nos municípios de São Lourenço da Mata e de Moreno. Com 10 anos de idade, em 1930, de volta do interior para o Recife, ingressou no Colégio de Ponte d’Uchoa, dos Irmãos Maristas, onde permaneceu até concluir o curso secundário. Em 1938, com 18 anos, freqüentou o Café Lafayette, ponto de encontro de intelectuais que residiam no Recife.

Dois anos depois a família transferiu-se para o Rio de Janeiro mas a mudança definitiva só foi realizada em fins de 1942, ano em que publicara o seu primeiro livro de poemas "PEDRA DO SONO", com 22 anos de idade.

No Rio, depois de ter sido funcionário do DASP, inscreveu-se, em 1945, no concurso para a carreira de diplomata. Daí por diante, já enquadrado no Itamarati, inicia uma larga peregrinação por diversos países, incluindo, até mesmo, a República Africana do Senegal.

Em 1984, com 64 anos, é designado para o posto de Cônsul-Geral na cidade do Porto (Portugal).

Em 1987 volta a residir no Rio de Janeiro. A atividade literária acompanhou-o durante todos esses anos no exterior e no Brasil, o que lhe valeu ser contemplado com numerosos prêmios, entre os quais - Prêmio José de Anchieta, de poesia, do IV Centenário de São Paulo (1954). Prêmio Olavo Bilac, da Academia Brasileira de Letras (1955). Prêmio de Poesia do Instituto Nacional do Livro. Prêmio Jabuti, da Câmara Brasileira do Livro. Prêmio Bienal Nestlé, pelo conjunto da Obra e Prêmio da União Brasileira de Escritores, pelo livro "CRIME NA CALLE RELATOR" (1988).

Em 1990, com 70 anos, aposentou-se no posto de Embaixador. A Editora Nova Aguilar, do Rio de Janeiro, publica, no ano de 1994, sua "Obra completa". Seu trabalho de pesquisa histórico-documental, editado pelo Ministério das Relações Exteriores, recebeu o título de "O BRASIL NO ARQUIVO DAS ÍNDIAS DE SEVILHA".

Da obra poética de João Cabral pode-se mencionar tambem, os seguintes títulos: "O RIO", 1954, "QUADERNA", 1960, "POEMAS ESCOLHIDOS", 1963, "A EDUCAÇÃO PELA PEDRA", 1966, "MORTE E VIDA SEVERINA E OUTROS POEMAS EM VOZ ALTA", 1966, "MUSEU DE TUDO", 1975, "A ESCOLA DAS FACAS", 1980, "AGRESTE", 1985, "AUTO DO FRADE", 1986.

Em prosa, publicou "JUAN MIRÓ", 1952 e "CONSIDERAÇÕES SOBRE O POETA DORMINDO", 1941.

Com selecionada colaboração de escritores brasileiros, portugueses e espanhóis e abundante material iconográfico, a coletânea "Cadernos de Literatura Brasileira", editada pelo Instituto Moreira Salles - dedicou seu Número I - março de 1996, ao poeta pernambucano João Cabral de Melo Neto.

Outros trabalhos: Pedro do sono, 1942; Os três mal-amados, 1943; O engenheiro, 1945; Psicologia da composição com a Fábula de Anfion e Antiode, 1947; O cão sem plumas, 1950; Poemas reunidos, 1954.

O Rio ou Relação da viagem que faz o Capibaribe de sua nascente à Cidade do Recife, 1954; Pregão turístico, 1955; Duas águas, 1956; Aniki Bobó, 1958; Quaderna, 1960; Dois parlamentos, 1961; Terceira feira, 1961; Poemas escolhidos, 1963; Antologia poética, 1965; Morte e vida Severina, 1965.

Morte e vida Severina e outros poemas em voz alta, 1966; A educação pela pedra, 1966; Funeral de um lavrador, 1967; Poesias completas 1940-1965, 1968; Museu de tudo, 1975; A escola das facas, 1980; poesia crítica (antologia), 1982; Auto do frade, 1983; Agrestes, 1985; Poesia completa, 1986.

Crime na Calle Relator, 1987; Museu de tudo e depois, 1988; Sevilha andando, 1989; Primeiros poemas, 1990; J.C.M.N.: os melhores poemas, (org. Antonio Calos Secchin),1994; Entre o sertão e Sevilha, 1997; Serial e antes, 1997; A educação pela pedra e depois, 1997.

Prosa: Considerações sobre o poeta dormindo, 1941; Juan Miro, 1952; A Geração de 45 (depoimento), 1952; Poesia e composição / A inspiração e o trabalho de arte, 1956; Da função moderna da poesia, 1957; Obra completa (org. por Marly de Oliveira), 1995; Prosa, 1998.

Faleceu no dia 9.10.1999, no Rio de Janeiro, com 79 anos de idade. Sua esposa Marly de Oliveira, faleceu no Rio de Janeiro e foi sepultada no MAUSOLEU DA ACADEMIA, no dia 02.06.2007. Eleito membro da Academia Brasileira de Letras em 15.08.1968, tomou posse na Cadeira 37, em 6.05.1969, como Quinto ocupante da Cadeira. Foi recebido por José Américo.

Sua Cadeira 37, na Academia Brasileira de Letras tem como Patrono Tomas Antonio Gonzaga, Fundador Silva Ramos, sendo também ocupada por Alcântara Machado, Getulio Vargas, Assis Chateaubriand, João Cabral de Melo Neto e Ivan Junqueira.

Muito bem analisado na ENCICLOPÉDIA DE LITERATURA BRASILEIRA, de Afrânio Coutinho e J. Galante, edição do MEC, 1990, com revisão de Graça Coutinho e Rita Moutinho, em 2001.

Pouco analisado no DICIONÁRIO BIOBIBLIOGRÁFICO DE POETAS PERNAMBUCANOS(1993), de Lamartine Morais.

Apesar de sua importância, eis que Embaixador do Brasil, em vários paises, não é estudado no DICIONÁRIO HISTÓRICO-BIOGRÁFICO BRASILEIRO(2001, 5 volumes, 6.211 páginas), da Fundação Getúlio Vargas e nem é convenientemente referido, em nenhuma das enciclopédias nacionais, Delta, Barsa, Larousse, Mirador, Abril, Koogan/Houaiss, Larousse Cultural, etc.

É verbete do DICIONÁRIO BIOBIBLIOGRÁFICO REGIONAL DO BRASIL, de Mário Ribeiro Martins, via INTERNET, dentro de ENSAIO, no site www.usinadeletras.com.br ou www.mariomartins.com.br



SEXTO OCUPANTE DA CADEIRA 37-IVAN JUNQUEIRA(Ivan Nóbrega Junqueira), Carioca, do Rio de Janeiro, 03.11.1934, escreveu, entre outros, OS MORTOS(Poesia-1964), TRES MEDITAÇÕES NA CORDA LIRICA(Poesia-1977), A RAINHA ARCAICA(Poesia-1980), TESTAMENTO DE PASÁRGADA(Ensaio-1981), O ENCANTADOR DE SERPENTES(Ensaio-1987), POEMAS REUNIDOS(Poesia-1999), sem dados biograficos completos nos livros e sem qualquer outra informação ao alcance da pesquisa, via textos editados. Filho de pais não declarados. Após os estudos primários em sua terra natal, deslocou-se para outros centros, onde também estudou.

Ingressou nas Faculdades de Medicina e Filosofia da Universidade do Brasil, mas não concluiu nenhum curso. Iniciou-se no jornalismo em 1963, com 32 anos de idade, como redator do jornal TRIBUNA DA IMPRENSA, tendo atuado depois no CORREIO DA MANHÃ, JORNAL DO BRASIL E O GLOBO, nos quais foi redator e sub-editor até 1987. Assessor de Imprensa. Diretor do Centro de Informações das Nações Unidas no Rio de Janeiro entre 1970 e 1977.

Tornou-se mais tarde supervisor editorial da Editora Expressão e Cultura e diretor do Núcleo Editorial da UERJ. Colaborador da ENCICLOPÉDIA BARSA, ENCYCLOPAEDIA BRITANNICA, ENCICLOPÉDIA DELTA LAROUSSE, ENCICLOPÉDIA DO SÉCULO XX, ENCICLOPÉDIA MIRADOR INTERNACIONAL E DICIONÁRIO HISTÓRICO-BIOGRÁFICO BRASILEIRO, este último editado pelo CPDOC, da Fundação Getúlio Vargas.

Foi também assessor de Rubem Fonseca na Fundação Rio. Como crítico literário e ensaísta, tem colaborado em todos os grandes jornais e revistas do Rio de Janeiro, São Paulo e Minas Gerais, bem como em publicações especializadas nacionais e estrangeiras, entre elas COLÓQUIO LETRAS, REVISTA DO BRASIL, SENHOR, LEITURA E IBEROMANIA.

Em 1984, foi escolhido como “Personalidade do Ano” pela UBE. Assessor da Fundação Nacional de Artes Cênicas (Fundacen) de 1987 a 1990. Em 1991 transferiu-se para a Fundação Nacional de Arte (Funarte), onde foi editor da revista PIRACEMA e chefe da Divisão de Texto da Coordenação de Edições.

Aposentou-se do serviço público em 1997, com 63 anos. Foi ainda editor adjunto e depois editor executivo da revista POESIA SEMPRE, da Fundação Biblioteca Nacional.

Conferencista, realizou palestras no Rio de Janeiro, São Paulo, Belo Horizonte, Salvador, Fortaleza, Manaus, São Luís, Brasília, Recife, Porto Alegre, Florianópolis, Petrópolis, Buenos Aires, Santiago do Chile e Lisboa, onde, em 1994, abriu o Projeto Camões, patrocinado pelo Instituto Camões e a Fundação das Casas de Fronteira e Alorna, ocasião em que ministrou, na Biblioteca Nacional da capital portuguesa, o curso “A RAINHA ARCAICA: UMA INTERPRETAÇÃO MÍTICO-METAFÓRICA”, além de realizar recitais de poesia na Casa de Fernando Pessoa e no Palácio da Fronteira.

No ano seguinte voltou a participar do Projeto Camões, tendo proferido conferências em Coimbra, Porto, Vila Real, Lisboa e Ponte de Sor. De 1995 a 1997 tomou parte no Projeto Ponte Poética Rio-São Paulo, de que constavam leituras comentadas de poemas de sua autoria e palestras.

Ainda em 1995, com 61 anos de idade, recebeu da UFRJ, por unanimidade de votos, o diploma de “Notório Saber”, tendo ali participado também do ciclo de palestras “Os Poetas”. De 1996 a 1997 participou, como poeta e ensaísta, das “Rodas de Leitura” do CCBB e organizou, naquele último ano, com Moacyr Félix e Leonardo Fróes, as “Quintas de Poesia”, sob o patrocínio da Funarte.

Em 1998 foi curador do Programa de Co-Edições da Fundação Biblioteca Nacional, que possibilitou a publicação de 35 títulos de autores das regiões Norte, Nordeste e Sudeste, onde, entre 2000 e 2003, realizou diversas conferências.

Outros trabalhos: Os mortos. Rio de Janeiro: Atelier de Arte,1964. Menção honrosa no Concurso Jorge de Lima, 1965. Três meditações na corda lírica. Rio de Janeiro: Lós, 1977. A rainha arcaica. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1980. Prêmio Nacional de Poesia, do Instituto Nacional do Livro, 1981.

Cinco movimentos. Rio de Janeiro: Gastão de Holanda Editor, 1982. Estes poemas foram musicados por Denise Emmer no CD Cinco movimentos & um soneto, 1997. Rio de Janeiro. Leblon Records. O grifo. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1987. Menção honrosa do Prêmio Jabuti, da Câmara Brasileira do Livro, 1988. Tradução dinamarquesa, Griffen. Husets Forlag, Copenhague, 1994.

A sagração dos ossos. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1994. Prêmio Jabuti, da Câmara Brasileira do Livro, 1995. Prêmio Luísa Cláudio de Sousa, do PEN Clube do Brasil, 1995. Poemas reunidos. Rio de Janeiro: Record, 1999. Prêmio Jorge de Lima, da UBE, 2000. Melhores poemas de Ivan Junqueira. Organização e introdução de Ricardo Thomé. São Paulo: Global, 2003.

Em antologias: A novíssima poesia brasileira, II. Org. Walmir Ayala. Rio de Janeiro: Cadernos Brasileiros, 1965. Antologia da poesia brasileira contemporânea. Org. Carlos Nejar. Lisboa: Imprensa Nacional / Casa da Moeda, Col. Escritores dos Países de Língua Portuguesa, no 6, 1986. Palavra de poeta. Org. Denira Rozário. Rio de Janeiro: José Olympio, 1989. Antologia da poesia brasileira. Org. Antônio Carlos Secchin, trad. Zhao Reming. Pequim: Embaixada do Brasil em Pequim / Fundação Biblioteca Nacional, 1994.

Modernismo brasileiro und die Brasilianische Lyric der Gegenwart. Org. e trad. Curt Meyer-Clason. Berlin: Druckhaus Galrev, 1997. Poesia fluminense do século XX. Org. Francisco Assis Brasil. Rio de Janeiro: Imago / Fundação Biblioteca Nacional / Universidade de Mogi das Cruzes, 1998. 41 poetas do Rio. Org. Moacyr Félix. Rio de Janeiro: Funarte, 1998. Antologia de poetas brasileiros. Org. Mariazinha Congílio. Lisboa: Universitária Editora, 2000. Literatura portuguesa e brasileira. Org. João Almino e Arnaldo Saraiva. Porto: Fundação Calouste Gulbenkian, 2000.

Antologia da poesia contemporânea brasileira. Org. Álvaro Alves de Faria. Coimbra: Alma Azul, 2000. Santa poesia. Org. Cleide Barcelar. Rio de Janeiro: Casarão Hermê / MM Rio, 2001. Poesia brasileira. Org. Floriano Martins e trad. Eduardo Langagne. Cidade do México: Alforja, XIX, Invierno, 2001. Os cem melhores poemas brasileiros do século. Org. Ítalo Moriconi. Rio de Janeiro: Objetiva, 2001.

Os cem melhores poetas brasileiros do século.Org. José Nêumane Pinto. São Paulo: Geração Editorial. 2001. Cem anos de poesia. Org. Claufe Rodrigues e Alexandra Maia, 2 vols. Rio de Janeiro: O Verso Edições, 2001. Poesia brasileira do século XX. Dos modernos à actualidade. Org. Jorge Henrique Bastos. Lisboa: Antígona, 2002.

Ensaísmo: Testamento de Pasárgada (antologia crítica da poesia de Manuel Bandeira).Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1980. 2ª ed. revista, Rio de Janeiro, Nova Fronteira / ABL, 2003. Dias idos e vividos (antologia crítica da prosa de não-ficção de José Lins do Rego). Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1981. À sombra de Orfeu. Rio de Janeiro, Nórdica/INL, 1984. Prêmio Assis Chateaubriand, da Academia Brasileira de Letras, 1985.

O encantador de serpentes.Rio de Janeiro: Alhambra, 1987. Prêmio Nacional de Ensaísmo Literário, do Instituto Nacional do Livro, 1985. Prosa dispersa. Rio de Janeiro: Topbooks, 1991. O signo e a sibila. Rio de Janeiro: Topbooks, 1991. O fio de Dédalo. Rio de Janeiro: Record, 1998. Prêmio Oliveira Lima, da UBE, 1999. Baudelaire, Eliot, Dylan: três visões da modernidade. Rio de Janeiro: Record, 2000.

Tradução: Quatro quartetos, de T. S. Eliot (com introdução e notas). Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1967. T.S.Eliot. Poesia (com introdução e notas). Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1981. 8ª ed., 2002. A obra em negro, de Marguerite Yourcenar. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1981. 6ª ed., 1985.

Como água que corre, de Marguerite Yourcenar. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1982. Prólogos. Com um prólogo dos prólogos, de Jorge Luis Borges. Rio de Janeiro: Rocco, 1985. As flores do mal, de Charles Baudelaire (com introdução e notas). Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1985. 10ª ed., 2002. Albertina desaparecida, de Marcel Proust. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1988. Ensaios, de T.S.Eliot (com introdução e notas). São Paulo: Art Editora, 1989.

Menção honrosa do Prêmio Jabuti, 1990. De poesia e poetas, de T.S.Eliot (com introdução e notas). São Paulo: Brasiliense, 1991. Poemas reunidos 1934-1953, de Dylan Thomas (com introdução e notas). Rio de Janeiro: José Olympio, 1991. Prêmio da Associação Paulista de Críticos de Arte (1991) e da Biblioteca Nacional (1992). 2ª ed., revista, 2003.

Doze tipos, de G. K. Chesterton (com introdução e notas). Rio de Janeiro: Topbooks, 1993. T.S.Eliot. Poesia completa. São Paulo: Editora Siciliano (2004). Suas traduções dos poemas de Baudelaire e de Leopardi constam das edições das obras reunidas desses dois autores, publicadas, respectivamente, em 1995 e 1996, pela Nova Aguilar.

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Foi Tesoureiro (2001), Secretário-Geral (2002-2003) e Presidente (2004-2005) da Academia Brasileira de Letras. É membro do PEN Clube do Brasil.

Recebeu vários prêmios literários: Prêmio Nacional de Poesia, do INL (1981), Prêmio Assis Chateaubriand, da ABL (1985), Prêmio Nacional de Ensaísmo Literário, do INL (1985), Prêmio da Associação Paulista de Críticos de Arte (1991), Prêmio da Biblioteca Nacional (1992), Prêmio José Sarney de poesia inédita, do Memorial José Sarney (1994), Prêmio Jabuti, da Câmara Brasileira do Livro (1995), Prêmio Luísa Cláudio de Sousa, do PEN Clube do Brasil (1995), Prêmio Oliveira Lima, da UBE (1999) e Prêmio Jorge de Lima, da UBE (2000).

Em 1998 recebeu a Medalha Cruz e Sousa, da municipalidade de Florianópolis, e, em 1999, a Medalha Paul Claudel, da UBE. Em 2002 foi patrono do IV Concurso Nacional de Poesia Viva, patrocinado pelo jornal POESIA VIVA.

Sua poesia já foi traduzida para o espanhol, alemão, francês, inglês, italiano, dinamarquês, russo e chinês.

Sexto ocupante da Cadeira 37, eleito em 30.03.2000, na sucessão de João Cabral de Melo Neto e recebido em 7.07.2000, pelo Acadêmico Eduardo Portella. Recebeu o Acadêmico Antonio Carlos Secchin.

Sua Cadeira 37 na Academia Brasileira de Letras tem como Patrono Tomás Antonio Gonzaga, Fundador Silva Ramos, sendo também ocupada por Alcântara Machado, Getulio Vargas, Assis Chateaubriand, João Cabral de Melo Neto e Ivan Junqueira. Foi Presidente da Academia Brasileira de Letras entre 2004 e 2005.

Pouco analisado na ENCICLOPÉDIA DE LITERATURA BRASILEIRA, de Afrânio Coutinho e J. Galante, edição do MEC, 1990, com revisão de Graça Coutinho e Rita Moutinho, em 2001.

Não é referido no DICIONARIO BIOBIBLIOGRAFICO DE ESCRITORES CARIOCAS(1965), de J. S. Ribeiro Filho.

Bem estudado na antologia A POESIA FLUMINENSE NO SÉCULO XX(1998), de Assis Brasil.

Apesar de sua importância, não é estudado no DICIONÁRIO HISTÓRICO-BIOGRÁFICO BRASILEIRO(2001, 5 volumes, 6.211 páginas), da Fundação Getúlio Vargas(de que é um dos colaboradores) e nem é convenientemente referido, em nenhuma das enciclopédias nacionais, Delta, Barsa, Larousse, Mirador, Abril, Koogan/Houaiss, Larousse Cultural, etc.

É verbete do DICIONÁRIO BIOBIBLIOGRÁFICO REGIONAL DO BRASIL, de Mário Ribeiro Martins, via INTERNET, dentro de ENSAIO, no site www.usinadeletras.com.br ou www.mariomartins.com.br

 


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