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Ensaios-->O CÓDIGO GENÉTICO DO COMUNISMO -- 01/03/2017 - 13:50 (Félix Maier) Siga o Autor Destaque este autor Destaque este Texto Envie Outros Textos
   O CÓDIGO GENÉTICO DO COMUNISMO

                                  
 
                 Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
 
                            Por Carlos I. S. Azambuja
 
     O texto abaixo é o resumo de um dos capítulos do livro “Comunismo”, de Richard Pippes, professor da Universidade de Harvard, autor de vários livros sobre a Rússia e o Comunismo. Editora Objetiva, 2002.
 “Enquanto Você sonha, Você está fazendo o rascunho do seu futuro
(Charles Chaplin)
                         ____________________________

     “Cada país ou Partido Comunista tem a sua história específica e apresenta variações regionais ou locais particulares, mas é possível traçar uma conexão com o padrão elaborado em Moscou em novembro de 1917. Essa conexão forma uma espécie de código genético do comunismo” (Livro Negro do Comunismo).
                              
          A conexão aludida na citação acima deriva do fato de que o comunismo, em todos os lugares, apareceu de duas maneiras: ou foi imposto pelo Exército Soviético - na Europa Oriental – ou emergiu, geralmente com a ajuda soviética, em países cuja cultura política – ausência de tradições estabelecidas da propriedade privada e de leis reguladoras, herança da autocracia, etc. -, assim como a estrutura social – preponderância da classe camponesa, uma classe média pouco desenvolvida – parecia-se com as da Rússia antes de 1917. Embora projetado para sociedades industriais avançadas, o comunismo, na prática, deixou raízes somente em sociedades agrárias subdesenvolvidas. Daí o padrão recorrente. 
     Em 1985 o Politburo designou um membro, relativamente jovem, Mikhail Gorbachev, como seu Primeiro-Secretário. A sua tarefa era reanimar o sistema sem abalar seus alicerces. Essa tarefa revelou-se impossível de ser realizada, pois os esforços de reforma esbarraram na resistência da Nomenklatura entrincheirada, que os sabotou. Por volta de 1988, Gorbachev e seus conselheiros tinham concluído que o comunismo era “irreformável” e passaram a dar passos para transformar a URSS em um Estado Socialista Democrático.   
     Primeiro foi a glasnost, que significava um fim ao sigilo do governo e um relaxamento considerável da censura. O regime enfrentou um dilema: ou continuava reprimindo toda opinião e sufocava, lentamente, o país, ou o liberava e corria o risco de uma explosão definitiva. Gorbachev optou pelo que acreditava ser uma explosão controlada. Isso se revelou um passo extremamente perigoso. Yuri Andropov, o chefe da KGB e sucessor imediato de Brejnev, havia alertado que o relaxamento dos controles do discurso poderia derrubar o regime:
     “Grupos demais sofreram sob a repressão em nosso país (...). Se abrirmos      todas as válvulas de uma só vez, e as pessoas começarem a expressar suas queixas, haverá uma avalanche e não teremos como detê-la”.  
     Os ressentimentos acumulados, agora com escapes, realmente romperam publicamente, destruindo os mitos oficiais e a surrealidade assentada sobre eles.
     Gorbachev não parou na glasnost: acabou com o monopólio político do PCUS, autorizando a convocação de um Congresso dos Deputados do Povo, com parte de seus representantes sendo eleitos diretamente pelos cidadãos. Pela primeira vez, desde 1917, foi dada voz à Nação na eleição de seus funcionários… Foram escolhidos muitos não-comunistas e, até mesmo, anticomunistas, entre os quais Boris Yeltsin, o chefe não-ortodoxo da organização do Partido, em Moscou, que conquistara muita popularidade atacando os privilégios da Nomenklatura. Daí em diante, a situação moveu-se em um ritmo alucinante. Em 1989, o Muro de Berlim, símbolo da separação intransponível entre o Leste e o Oeste, ruiu, porque Moscou recusou-se a enviar forças militares para ajudar o governo da Alemanha Oriental a reafirmar sua autoridade. Um país-satélite, atrás do outro, declarou sua independência de Moscou. Esforços ineficazes foram feitos para impedir que as repúblicas soviéticas seguissem o exemplo. Em dezembro de 1991, depois de um putsch frustrado de comunistas intransigentes dispostos a deter a desintegração do país, Yeltsin, que no começo do ano havia sido eleito presidente da república russa, declarou a Rússia um Estado soberano, dissolvendo, assim, a União Soviética. Um de seus primeiros atos foi proscrever o Partido Comunista, O novo governo proclamou a democracia e o mercado livre. A Nomenklatura, que tinha o poder de inverter o progresso dos eventos, foi subornada, sendo permitido que se apropriasse de um grande número de propriedades do Estado.
     A velocidade com que esses eventos se desenrolaram revelou a extrema fragilidade de um império que parecia indestrutível. Sua dissolução assemelhou-se à do império czarista três quartos de século antes. Nos dois casos, a rigidez do regime e a sua falta de contato íntimo com a população, deixaram-no, na hora em que mais precisava, sem amigos, abandonado.
     O comunismo na Rússia simplesmente extinguiu-se, pois havia exigido demais e oferecido muito pouco, criando uma atmosfera de apatia, na qual os únicos prazeres eram poucos e o futuro sem perspectivas. Por volta da década de 1980, até mesmo a elite soviética tinha perdido a fé no comunismo, ao observar o mundo alcançando o país em todos os campos, exceto em gastos militares e consumo de álcool. Sem confiança em si mesmo, após uma fraca resistência e, confiscando em benefício próprio grande parte da propriedade do Estado, aceitou a extinção do regime com equanimidade.

 

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