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Artigos-->Panorama topográfico da Velha Serrana -- 07/10/2013 - 08:58 (Brazílio) Siga o Autor Destaque este autor Destaque este Texto Envie Outros Textos
Entre subidas e descidas, pouco tem de plana a Velha Serrana, senão algumas



tortuosas ruelas que ligam um morro ao outro. Tinha o "campo de aviação", um



tanto afastado do centro, que acabou retalhado em lotes e, seguindo a vocação



matricial da cidade, foi-se espalhando pirambeira abaixo - e arriba, pra quem



pensa, e pena, na volta.



Herança dos bandeirantes, que atrás do ouro e das índias, se encantavam mesmo



era com as bibocas, bobocas.



Os trechos de subida mais íngreme, as ladeiras, ganhavam distinção da morraria



comum e acabavam sendo identificados com algum morador mais ilustre. Assim



havia a ladeira do Vinício, a ladeira do Brandão, a ladeira do Inácio Campos, só



pra citar as mais centrais, que acabavam recebendo alguma benfeitoria como



calçamento, meio-fio e passeio, ou na falta dessas comodidades, ao menos as



pedra redondas, os pés-de-moleque, para permitirem de forma minimanente



segura o tráfego de homens e bestas. E ainda firmarem o chão para que as



enxurradas não o escalavrassem de forma irrecorrível.



Bicicleta era uma raridade e uma quase inutilidade, senão temeridade, o que nos



aguçava a inveja de cidades vizinhas, como o Pará, Bom Despacho, Luz, Abadia,



Pompéu, onde rodar sobre duas rodas era aquele conforto.



O lado bom, dizia-se em tom de mossa, é que nossas moças eram da perna-grossa.
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