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Ensaios-->Como surgiram os Intelectuais da Esquerda -- 08/04/2014 - 12:51 (Félix Maier) Siga o Autor Destaque este autor Destaque este Texto Envie Outros Textos

Como surgiram os Intelectuais da Esquerda

 
*A. C. Portinari Greggio

Este é o quinto artigo duma série cujo objetivo é mostrar que a ubíqua conspiração comunista, que cada vez mais domina o mundo, emana das universidades, e nenhuma contra-revolução será efetiva se não mexer profundamente com essas instituições.

Hoje nos indagaremos a razão pela qual as universidades são, em todo o mundo, domínios políticos da esquerda. A questão é pertinente. Não seria mais natural que fossem baluartes da direita conservadora? Afinal, elas são entidades privilegiadas, nas quais se forma a elite de cada país. Por que, então, a teimosa tendência à revolta e à subversão contra a ordem social de que fazem parte e da qual dependem?

Para compreender esse comportamento aparentemente incoerente, é preciso descrever o tipo que lhe dá causa – o intelectual militante.

Os intelectuais são classe relativamente nova na História, e podem ser considerados como subproduto da economia capitalista que tanto odeiam. Antes da Renascença não havia lugar para intelectuais independentes, portanto a categoria não existia. Quem quisesse escrever, pintar, compor música ou filosofar precisava nascer aristocrata, ou arrumar algum patrocinador poderoso, ou então entrar para um convento. Não existia mercado para a produção intelectual livre. Esse mercado específico só se desenvolveu lá pelo século 15. Foi nessa época que, graças ao comércio internacional e às navegações, surgiu uma nova e próspera sociedade urbana que gostava de livros, de música, de obras de arte e de teatro. Essa “fome” de bens culturais, combinada com a invenção da imprensa e a grande procura por tutores que ensinassem artes e letras às novas gerações, criou um mercado no qual escritores, artistas e pensadores podiam, pela primeira vez na História, viver de seu ofício sem a proteção de patrocinadores. A medida que a sociedade se enriquecia, mais recursos sobravam para a cultura e o lazer, e mais artistas, filósofos, escritores, poetas e educadores encontravam o caminho da riqueza e da fama. Seu número se multiplicou até o ponto em que constituíram uma sociedade à parte dentro das sociedades nacionais. Foi então que se transformaram em problema político. Tinham cultura e prestígio, mas faltava-lhes posição definida na sociedade, pois a economia era administrada por empresários e proprietários rurais, as repartições públicas pela burocracia, o poder civil pela nobreza, os quartéis pelos soldados e as igrejas pelo clero. O único lugar onde uma parte dos intelectuais se encaixava naturalmente era a universidade.

Assim, muitos intelectuais viviam à margem da sociedade, em rodas boêmias ou círculos de confrades, sem compromisso com a economia, a administração ou a política. Nessa situação de privilegiada irresponsabilidade, davam-se ao luxo de adotar opiniões contrárias, comportamentos escandalosos e atitudes críticas. Tal conduta, longe de afastá-los dos que carregavam o peso da sociedade organizada, tornavam-nos ainda mais encantadores, emprestando-lhes exagerada aura de inteligência, de originalidade e de coragem.

Na Europa continental os governantes esclarecidos passaram a patrociná-los. Virou mania, na alta nobreza, manter salões frequentados por intelectuais. Indivíduos de pouco valor e nenhum caráter, como Voltaire, Diderot, d’Alembert, Rousseau e outros, entraram na moda de tal maneira que inverteram o relacionamento com o poder político: eram os reis e rainhas que se sentiam honrados em tê-los como convidados, amigos e confidentes. Catarina a Grande da Rússia envaidecia-se de trocar cartas com Voltaire; e tinha ciúmes do imperador da Prússia, que também era amigo desse esperto vigarista. O rei da Polônia não se pejou de manter polêmica pública com Rousseau, quando este ainda era um moleque e ensaiava seus primeiros passos literários. E assim por diante: os palácios e castelos da Europa se abriam para esses sofistas, que viviam de salão em salão, levando a todos a sua irreverência vazia e sua falsa originalidade.

Não demorou para que os intelectuais se organizassem em grande rede subversiva. Para montá-la, incentivaram os reis e os nobres provinciais a estabelecer Academias e Sociedades de Pensamento por toda a Europa ocidental. Nesses locais, mantidos com dinheiro público ou subvenções dos vaidosos senhores, os intelectuais, por meio do controle das eleições estatutárias e das admissões de novos membros, estabeleceram uma vasta cadeia européia de difusão de idéias e notícias – denominada República das Letras – que afinal virou poder paralelo de fazer inveja à Rede Globo. Os membros da República das Letras ficaram conhecidos como philosophes, e até hoje seu nome é glorificado nos livros de História (escritos por seus seguidores, é claro!) como pioneiros da liberdade e da ciência.

Infelizmente não há espaço para descrever a formação da máfia dos philosophes. Não faltou quem os denunciasse na época; mas, como acontece até hoje, os que naquela época se levantavam contra a conspiração eram ignorados ou reduzidos ao silêncio por campanhas de difamação conduzidas em escala continental. Os centros de controle nas capitais – especialmente em Paris – mandavam instruções às províncias para fazer manifestações de repúdio, redigir manifestos e petições e espalhar todo o tipo de calúnias contra os adversários, de modo que os salões lhes fechassem as portas e o público os repudiasse, condenando-os ao isolamento e muitas vezes à pobreza e ao exílio. Voltaire, que era notório na condução dessas sórdidas campanhas, repetia que era preciso tacher d’infamie todos os desafetos da máfia dos philosophes.

Já no século 18 a conspiração dos philosophes era denunciada por observadores franceses, ingleses e russos. Mais denúncias vieram à luz após a tragédia da Revolução Francesa, o genocídio da Vendéia e as matanças do Terror. O tema foi tratado por Tocqueville, Taine, Carlyle, Burke, Augustin Cochin e muitos outros. Mas infelizmente os best sellers das denúncias contra os philosophes foram os panfletos do padre Barruel e do escocês John Robinson, que atribuíam as calamidades do século XIX à maçonaria, orientada por uma tramóia de jesuítas e judeus. Essas teses sensacionais distraíam o público do real e notório inimigo, a máfia dos intelectuais. Frustrada com o fim inglório da Revolução Francesa, a intelectualidade européia, que até então se limitava a tentar influir na política com suas idéias, passou a lucubrar projetos de tomada direta do poder, na forma de utopias comunistas.

Não podendo lutar em causa própria, os intelectuais militantes se auto-nomearam (sem consultar os interessados) representantes dos explorados e dos oprimidos, e passaram a exigir reformas revolucionárias, voltando-se com raiva assassina contra a “burguesia”, a nobreza e os governos.

Através de complexas metamorfoses e subdividido em facções, o movimento culminou na revolução bolchevique de 1917, na social-democracia, no gramscismo e na democracia de massas, o regime político hoje vigente no Brasil.

No próximo artigo analisaremos melhor a estratégia subversiva da máfia intelectual, ou seja, procuraremos entender o que de fato se passa por trás das algaravias ideológicas e das enganações da propaganda. O assunto é importante porque os métodos, pretextos e disfarces da máfia mudam continuamente, e muitas vezes desnorteiam os seus inimigos. Mas seus propósitos e motivos continuam sempre os mesmos. São esses fatores constantes – cuidadosamente ocultos pela máfia – que nos fornecem a chave para lidar eficazmente com ela.

Economista, ex-aluno da Escola Preparatória de Cadetes de São Paulo

 

MEMORIAL 31 DE MARÇO DE 1964

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