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Ensaios-->Conversações secretas com Irã evitaram ataque à Síria -- 04/12/2013 - 16:58 (Félix Maier) Siga o Autor Destaque este autor Destaque este Texto Envie Outros Textos

"Conversações secretas com o Irã levou Obama a engavetar ataque à Síria”

:: FRANCISCO VIANNA (da mídia internacional)

Sábado, 30 de novembro de 2013

 

TV e mídia israelense têm especulado que o Irã convenceu Bashar al Assad a desistir de armas químicas em troca da desistência dos EUA de efetuar um “ataque punitivo” a Damasco, que seria realizado em meados desse ano.

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Membros de uma equipe de investigação da ONU retiram amostras perto do local de um suposto ataque de armas químicas, na Síria, em 28 de agosto deste ano (foto:escritório midiático da AP/United Media em Arbeen)

A decisão de última hora do presidente Barack Obama de não levar a cabo um ‘ataque punitivo’ que havia planejado contra o presidente da Síria, Bashar al Assad, no fim de agosto deste ano, depois que o ditador alauíta matou quase 1.500 pessoas do seu próprio povo com armas químicas, foi influenciada por discussões secretas através de canais privativos do governo americano com o governo iraniano. É o que, supostamente, o governo israelense e a comunidade de inteligência mundial acreditam.

A questão do uso de armas químicas por Assad foi levantada nos contatos secretos entre EUA e Irã, mantidos nos últimos meses em Omã, na Jordânia. Tais conversas começaram a ser divulgadas pela mídia israelense através do canal 2 de TV na sexta feira passada. A emissora citou fontes de inteligência e de segurança de Israel que, no entanto, fizeram questão de se manter no anonimato. Todas elas afirmam que Obama desistiu da operação militar na Síria por ter sido influenciado por tais contatos secretos com Teerã.

O relato televisivo especulou que “o Irã convenceu Assad a concordar em desmantelar sua capacidade bélica química em troca de Obama não realizar o ataque planejado”.

A matéria sublinha as preocupações dos judeus – ratificadas com insistência pelo Primeiro Ministro israelense Benjamin Netanyahu – de que o Irã está ludibriando os EUA sobre suas intenções, apenas  aparentemente moderadas, e que os EUA estão sendo enganados em relação às atitudes pretensamente amigáveis do novo governo iraniano, em função do que Israel está se tornando gradualmente isolado em sua oposição inflexível em relação ao programa nuclear iraniano.

O mesmo programa de TV também citou funcionários anônimos do governo israelense que supostamente denunciavam Obama por estar a descuidar das negociações nucleares de Genebra, com o resultado do fato de que o Irã ter atribuído a si mesmo o "direito" de enriquecer urânio e que a pressão das sanções econômicas impostas pelo Conselho de Segurança da ONU contra o Irã estivesse entrando em colapso.

A administração Obama, na semana passada, reconheceu esse “direito” depois de meses de negociações secretas com o Irã antes do desonesto acordo provisório sobre o programa nuclear persa, que foi assinado na semana passada pelo grupo P5+1 e pelo Irã em Genebra. O presidente americano, segundo a matéria que foi ao ar, teria informado Netanyahu desses contatos por ocasião da visita do dirigente judeu à Casa Branca no final de setembro, logo depois que eles se tornaram "substantivas".

Relatos israelenses afirmaram que o canal privativo dessas conversações passou a funcionar muito antes da data admitida pela Casa Branca, tendo o Primeiro Ministro transmitido ao presidente americano a sua estranheza e desgosto por não ter sido inteirado delas desde o efetivo início desses contatos.

A matéria que foi ao ar na sexta feira passada pelo Canal 2 de Tel Aviv lembrou que a o governo Obama tinha tanta certeza de que suas forças estavam prestes a atacar a Síria no final de agosto, pela crise armas químicas, que autoridades americanas telefonaram para o Primeiro Ministro e para o Ministro da Defesa de Israel para dar-lhes um "prévio aviso" do ataque que estava prestes a ocorrer. Os telefonemas foram feitos logo após o secretário de Estado, John Kerry, ter acusado o regime de Assad de genocídio e fratricídio em massa com armas químicas proibidas pela Convenção de Genebra, em 31 de agosto. O fato resultou em morte de 1.429 sírios, a quase totalidade de civis e a maioria de mulheres e crianças. Os líderes israelenses disseram, na ocasião, explicitamente, que os EUA iriam desencadear ações militares punitivas contra o regime de Assad, então, em 24 a 48 horas. A desistência da iniciativa por parte do Pentágono e de Washington fez parecer com que o governo israelense passasse como boateiro.

No programa da TV israelense, Kerry surge como tendo telefonado pessoalmente aos líderes judeus para informá-los sobre o ataque iminente, e mostrou o secretário de Relações Exteriores, William Hague, da Grã-Bretanha, também comunicando o mesmo fato por telefone. As chamadas foram feitas para que Israel pudesse tomar medidas profiláticas de defesa contra qualquer potencial retaliação síria que pudesse atingir o estado judeu.

Na verdade, entretanto, Obama para surpresa geral, em 1 de setembro último, anunciou que iria pedir autorização do Congresso para efetuar um ataque à Síria. Em última análise, Obama não realizou a ação estrita, punitiva, que tinha dito ter planejado e decidido levar a cabo, e, ao invés disso, acabou concordando com a iniciativa liderada pela Rússia de se tentar uma solução diplomática destinada a deixar Assad privado de suas armas químicas.

A mídia israelense, de fato, trouxe à tona a estória de que os EUA e o Irã mantêm conversações e consultas secretas há vários anos, desde meados do mandato presidencial de Mahamoud Ahmadinejad, e que essas conversas levaram a uma série de libertações de prisioneiros de ambas as partes, mostrando que essas conversas entre cúpulas têm servido de ponte para superar o abismo diplomático que existia entre os dois países.

A mais dramática dessas solturas de prisioneiros, ocorreu em abril último, quando os EUA libertaram um destacado cientista iraniano, Mojtaba Atarodi, que tinha sido preso em 2011 quando tentava adquirir uma série de equipamentos que poderiam ser utilizados para o desenvolvimento nuclear militar iraniano.

 

Os israelenses pareciam querer o ataque a Damasco, intencionado pelos americanos; mas não só a inteligência israelense como também a inteligência americana, sabem que, “derrubar Assad ou enfraquecê-lo demais seria propiciar a Irmandade Muçulmana – que quer a formação de mais uma república islâmica xiita na Síria – a chegar ao poder”. E isso não interessa nem a Tel Aviv, nem a Washington e, de certa forma também não a Moscou que rivaliza com o Irã a extensão de sua influência no Oriente Médio.

 

 

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