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Ensaios-->Seca no Nordeste e o exemplo israelense -- 29/06/2012 - 11:37 (Félix Maier) Siga o Autor Destaque este autor Destaque este Texto Envie Outros Textos

            Sobre as secas e a irrigação do semiárido. E o exemplo israelense.‏

            por Gerhard Erich Boehme

 

Caros do Grupo,

 

As secas no semiárido vêm sendo estudadas desde os tempos do Império, quando foram produzidos importantes estudos. Sabemos dos diversos ciclos que assolam a região, o quais poderiam ser minimizados através de um maciço investimento no florestamento e na construção de adutoras, açudes e represas, principalmente elevando o lençol freático. Com outras ações importantes, como a fertiirrigação, que entendo não ser uma ilusão, mas uma técnica que deve ser aplicada, mas ela exige tecnologia, outra ação importante é  o programa “carvão zero”. Na realidade falta um esforço concentrado para mudar esta triste realidade. Assim quem sabe possa resultar numa região com abundante produção agrícola, pois a fertilidade do solo, com pequenas correções, é boa.

 

A região tem sido vítima da demagogia política, muito se deve a famosa “indústria da seca”, que basicamente consiste nas 10 etapas básicas:

 

1.  Se escolhe uma área onde será construído um açude ou reservatório dentre as inúmeras áreas onde há histórico de secas.

2.  Se incentiva a produção de poucas culturas, normalmente a monocultura, seja com financiamento e outros incentivos.

3.  No próximo ciclo de seca se deixa propositadamente faltar água, seja através da falta de manutenção nas redes de abastecimento e outro artifícios, em especial o desperdício.

4.  Neste período de seca são  adquiridas vastas áreas, pois muitos agricultores tiveram perda do poder aquisitivo devido a falta de água agravada com o excesso de safra, que baseado na lei da oferta e da procura jogaram o preço dos produtos para baixo. Pequenos agriculturores e pecuaristas vendem então suas terras, pois não há alento, muito embora nos gabinetes dos políticos a solução já esteja pronta, com recursos abundantes, mas estes não chegam aos endividadados ou desesperançosos, ou mesmo desânimados, desenganados, desesperados, quando não resignados.

5.  Dada a tragédia na região, são aprovados projetos junto aos governos federal e estaduais para a construção dos açudes ou reservatórios.

6.  Para a consecução dos projetos são desapropriadas áreas, e estas estão justamente nas áreas adquiridas no período mais grave da seca, de pequenos agricultores e pecuaristas desesperados.

7.  projeto é levado a termo por empresas da região, estas ligadas ao esquema.

8.  projeto  é concluído e as melhores áreas, no entorno, são igualmente pertencentes ao mesmo grupo.

9.  As áreas mais distantes irão depender do suprimento de água e as organizações que irão fazê-lo são pertencentes ao mesmo grupo, como frota de caminhões pipas, reservatórios, etc.  Quando não ocupando postos chaves nas empresas estatais que cuidam do assunto.

10.             ...

 

E assim temos o resultado, o enriquecimento é resultante de diversas práticas:

 

a)  aquisições de terras fraudulentas e produzidas muitas vezes com recursos públicos;

b)  o estímulo a financiamentos e à produção de uma determinada safra, que com a abundância promove a queda do preço;

c)   desapropriação da área necessária para as obras públicas, estas recentemente adquiridas de agricultores e pecuaristas;

d)  da construção das obras necessárias, estas muitas vezes super-faturadadas e com gordas comissões;

e)  valorização das propriedades no entorno;

f)   ganhos políticos conquistado na região, criando-se assim mais um curral eleitoral.

g)  comercialização de água para outras propriedades mais distantes na região, quando efetuado por empresas privadas.

h)  o empreguismo nas empresas estatais, seja de saneamento ou irrigação, quando públicas.

 

E o mais importante, este esquema foi denunciado por Dom Pedro II junto ao nosso parlamento e imprensa na época. E esta foi uma das razões pelas quais surgiram tantos “republicanos” nesta região e forte oposição aos que defendiam a monarquia.

 

Outra questão que merece ser debatida são entraves a trabalhos que foram ou seriam realizados por empresas de Israel com financiamento do Governo da República Federal da Alemanha. Praticamente todos eles foram sabotados, seja no meio burocrático, em Brasília, com a participação ativa do atual dono do Brasil, o Sr. José Ribamar Ferreira de Araújo Costa.

 

Descrição: Descrição: Descrição: Descrição: image002.png@01CD4CA1.47F003D0

 

Portanto, neste caso, nesta região, o que temos é mais um dos grandes trunfos da quartelada que muitos chamam de “Proclamação da República”.

 

E estudos como os apresentados, ou são desacreditados, ou servem para alimentar a indústria da seca na época certa.

 

Quanto a geração de 2042, esta será mais uma vez vítima deste mesmo grupo. E até lá iremos assistir ações que no primeiro momento encantam, como o Programa de Estruturação Produtiva Agrícola, desenvolvido pela PETROBRAS, junto com a subsidiária Petrobras Biocombustível, que de certa forma dá um ar de seriedade a muitos projetos, mas somente repetem os velhos conhecidos 10 passos da “indústria da seca”, pois detrás está um dos prepostos do dono do Brasil, o Sr. José Ribamar Ferreira de Araújo Costa, no caso o Sr. Ministro Edison Lobão. Portanto fiquem de olho na agenda do mesmo, em suas declarações, ... Mas nem tudo está perdido, temos entidades sérias atuando na região, com destaque a EMBRAPA, a qual igualmente carece de importantes recursos e ainda não se deixou contamianar pela emPTização e pelo nePTismo.

 

E vale sempre lembrar que nesta região os maiores caciques eleitoriais estão profundamente comprometidos hoje com o PT e sua base afilhada, onde seguramente desponta o PMDB.

 

Quanto a 10ª etapa, esta trata-se do finaciamento de campanha dos que promovem este tipo de curral eleitoral. Hoje na mão do PT/PMDB. E assim temos o dono do Brasil, o Sr. José Ribamar Ferreira de Araújo Costa, de mão dadas com o dono da consciência dos brasileiros. Tudo uma farsa.

 

Mas nem tudo está perdido, no Rio Grande do Sul temos uma das pessoas mais lúcidas que trata da questão das terras no Brasil, é o Professor Denis Lerrer Rosenfield da UFRGS, que publicou diversos livros e algumas centenas de artigos. Estes de leitura obrigatória de todos da PUC/RS, fundamental para que não sejam inocentes úteis neste e outros esquemas que temos no Brasil.

 

Recomendo igualmente o acesso ao Site “Paz no Campo”: http://www.paznocampo.org.br/

 

E o mais importante, devem ser deixadas de lado questõe políticas ideológicas, como a do PT com sua hostilidade frente ao Estado de Israel, pois seguramente são os judeus os que poderão dar a melhor contribuição à região do semiárido. Israel é um dos países do Oriente Médio que enfrentam graves problemas em decorrência da escassez hídrica, mas tem desenvolvido inúmeras tecnologias para assegurar a falta de secasses e o aumento de produtividade, como a alternativa de reuso da água capazes de transformar água de esgoto em potável. Essas e outras alternativas de convivência com o problema podem servir de base para o desenvolvimento de políticas públicas, principalmente na Bahia, que tem 69,3% de seu território no semiárido.

E quanto ao número, a área é composta por 266 municípios e reúne uma população estimada, segundo o IBGE, de 6.451.835 pessoas.

 

E vale uma curiosidade para nossa reflexão, a população de Israel é quase a mesma que a estimada pelo IBGE e em ambas regiões se estima um crescimento populacional para  8,5 milhões até 2020. E se compararamos estas regiões em termos de educação, é ai que encontramos a grande diferença, no Brasil não se baloriza a educação fundamental, no semiárido a situação, face aos currais eleitoriais, é ainda pior. Realmente falta vergonha na cara do brasileiro. E volto a insistir num ponto, deve ser deixado de lado a mentalidade do atraso, do populismo e do assistencialismo, e principalmente no semiárido se valorizar o empreendedorismo, o que tem sido difícil, pois até mesmo a Igreja Católica, na realidade seu braço político, a CNBB tem feito um pessímo trabalho, pois reforça a ideologia do atraso, como o Embaixador José Osvaldo de Meira Penna tem advertido em seus seu livros  Descrição: Descrição: Descrição: Descrição: Descrição: Descrição: Descrição: cid:image002.gif@01CD4BB4.131879A0, com destaque o “O Evangelho Segundo Marx”.

 

De minha parte, por ter sido coordenador de alguns projetos de investimento a fundo perdido por parte do governo alemão, tenho a certeza absoluta que o que falta lá é vontade política, retirar do caminho políticos que querem tirar proveito da desgraça alheia e um entendimento claro de que extensas áreas, em especial de mananciais e/ou afloramentos do lençól freático devem ser florestadas, com o uso de especies apropriadas, igualmente com pesado investimento por parte de entidades de pesquisa, tanto públicas, quanto privadas. Mas enquanto o Brasil for governado por políticos mais interessados na formação de currais eleitorais e manterem seus esquemas de apropriação, esta será também uma solução que será procrastinada, o que tem sido próprio dos útimos governos.

 

A escassez de água na região exige esforços intensos para maximizar o uso dos recursos disponíveis e a busca por novos. No meu entender, nas regiões mais densamente habitadas falta uma rede integrada de aquedutos, mas longe de projetos faraônicos. Devem ser desenvolvidos projetos para o bombardeio de nuvens, a reciclagem da água de esgotos, o transporte de água e o florestamento.

 

Outra questão muito bem lembrada no texto do Gogó, os estudos da ANA, pois somente na região do semiárido o déficit atual de água já chega a mais de dois bilhões de metros cúbicos.

 

Outro problema, ainda ligado ao  PT, é a hostilidade frente as Forças Armadas, quando deveriam desenvolver o projeto que, igualmente por falta de recursos, vem sendo procratinado, este junto a Força Aérea Brasileira. O CTA possui um potencial enorme para desenvolver tecnologias e dotar a FAB de uma infraestrutura para produção de chuva por meios artificiais, como o bombardeamentos de nuvens com cristais de iodeto de prata. Se não fosse a ideologia do atraso do PT, hoje a região do semiárido estaria dotada de uma frota de aeronaves e bases terrestres de bombardeamento.

 

E para finalizar, merecem inúmeras críticas a forma com que a CNBB atua na região, pois se houvesse um maior pragmetismo estariam desenvolvendo uma estrutura de cooperativas na região, pois este é um dos melhores meios de se promover o desenvolvimento. Considerando a realidade da região, talvez o único. Mas sem a ideologia do querer fazer na terra o céu.  Pois isso requer uma mentalidade, digamos, mais capitalista, o que não encontra eco entre os clérigos de esquerda atrelados à CNBB e suas CPT, cuja crítica espero que o Gogó e sua turma entenda e assim, quem sabe, deem ouvidos e atenção aos alertas do Embaixador José Osvaldo de Meira Penna e do Professor Dr. Denis Lerrer Rosenfield.

 

A estas propostas é importante somar a questão da educação, da educação fundamental em especial, com ações no médio e longo prazo, pois não apenas através de programas desenvolvido na região, que focam a difusão de métodos, técnicas e procedimentos que contribuam para a convivência com o semiárido, devem ser desenvolvidas novas tecnologias para a região, sendo a educação fundamental, pois será a população educada que irá difundir e aplicar os métodos, técnicas e procedimentos necessários. E é através do ensino fundamental que se tem o melhor meio para se ter pessoas com competência para assegurar a consecução de ações articuladas em prol do desenvolvimento sustentável, dando visibilidade às potencialidades do semiárido. Somente assim se poderá assegurar a continuidade de própositos e deixarmos de lado uma outra triste realidade, programas abandonados nas trocas de governo ou que visam muito mais dar sustentação a palanqueiros que a pessoas que de fato lideram processos de mudança.

 

E temos ainda mais uma forma de enriquecimento ilícito que requer a firme ação dos poderes de fiscalização e de polícia por parte dos governos federal e estaduais, pois dos fartos recursos advindos na sistuação de calamidade, boa parte fica pelo caminho ou há a destinação preferencial a privilegiados. É nas secas e nas enchurradas que os políticos fazem a festa, pois o controle, com todas as suas deficiências, é relaxado ou inexiste nas ocasiões de “calamidade pública”.  Trata-se da criação desenfreada de novos municípios na região semiárida. E aqui vale a refelexão sobre a Constituição de 1988 e a sociedade de privilégios que com ela queriam criar Descrição: image003.gif@01CD4CAB.3225D070

 

[Em resposta à mensagem: ]

Se olharmos o mapa de municípios do Brasil uma coisa me chamou a atenção: A densidade de municípios na região semiárida é igual à do interior de São Paulo, Sul de Minas e norte do Paraná. Na escala 1:1.000.000 não é possível distinguir qualquer município em nenhuma das duas áreas do Brasil.

Alguém poderia me explicar a razão?

Arrisco um palpite. Acredito que o aparecimento de novos municípios nas regiões Sudeste e Sul tenha se dado em função de crescimento da atividade econômica, ou seja, um distrito de um município “X” qualquer, se desenvolve a ponto de requerer a sua emancipação econômica e administrativas da sua sede para que ela, sozinha, administre as riquezas que gera. E assim vão ocorrendo as divisões municipais e o adensamento de municípios.

Já no semiárido não deve ser essa a razão principal de possuir tantos e tantos municípios, uma vez que a atividade econômica não tem a mesma intensidade das regiões meridionais mencionadas.

- Será que é para ter mais fundo de participação de municípios (recursos da União)? Basta decretar estado de calamidade por causa da seca que Brasília abre uma torneira despejando recursos para carros-pipa, mutirões para fazer cisternas, etc..

É uma lástima, pois em quase todos os lugares no sertão, como chamam carinhosamente o semiárido, não há economia que consiga sustentar tais estruturas administrativas (prefeitura, câmara municipal de vereadores, etc.).

 

E assim passamos a entender as razões pelas quais o atual governo afirma que não vai permitir que as conquistas do povo nordestino se percam, quando aborda o tema estiagem.

 

Para quem não ouviu ainda vale a pena ouvir as palavras da presidente Dilma Rousseff, em edição especial do programa de rádio “Café com a Presidenta”Descrição: image003.gif@01CD4CAB.3225D070, que seu governo não vai permitir que as conquistas acumuladas pelo povo nordestino se percam por conta da seca. Para enfrentar os efeitos da estiagem que atinge a região Nordeste e o norte do estado de Minas Gerais, que estão enfrentando uma das piores secas das últimas décadas, o governo investiu R$ 2,7 bilhões em ações emergenciais para oferecer água, garantir a renda e dar crédito aos produtores da região.

 

De minha parte fica a pergunta: Resta saber agora onde foram parar tais recursos?

 

Segundo a nossa presidente, o Nordeste está mais bem preparado para enfrentar essa estiagem do que esteve no passado. O que não deixa de ser verdade, pois retroceder também é demais. Seguramente que com mais de 6 milhões de brasileiros trabalhando na região muito deve ter sido feito, mesmo com uma política tão perversa sendo posta em prática neste nosso cenário “republicano”.

 

Diz ela:

“Nos últimos anos, a região recebeu grandes investimentos e muitas obras do governo federal e, também, do setor privado. É muito importante destacar o papel da rede de proteção social construída nos últimos anos. O Bolsa Família e a valorização do salário mínimo, por exemplo, garantiram uma grande melhoria de renda na região, protegendo as famílias mais pobres.

Fizeram também a economia da região crescer muito, bem mais do que a média nacional”.

 

De acordo com a nossa presidente:

 

“Para garantir a distribuição de água, o governo federal contratou 3.360 caminhões-pipa e entregou 111 mil cisternas. Até o final do ano, serão entregues mais 200 mil cisternas em todo o semiárido.  Com o Bolsa Estiagem, que começará a ser pago a partir do próximo dia 18 de junho, 400 mil pequenos produtores rurais afetados pela seca serão beneficiados, como explicou a presidenta. A partir deste mês também começará a ser pago o Garantia-Safra. Serão cinco parcelas de R$ 136,00 para produtores que perderam a produção, ou nem conseguiram plantar por causa da seca.

Pagar um benefício diretamente à população nos dá a certeza de que o dinheiro está chegando exatamente no bolso de quem precisa”.

 

Você pode ler o artigo completo em:

http://blog.planalto.gov.br/governo-nao-vai-permitir-que-as-conquistas-do-povo-nordestino-se-percam-diz-dilma-sobre-estiagem/

 

Pelo que vemos, na sua maioria, as ações focam o efeito, não as causas. É a famosa cultura da lombada que tanto é própria dos brasileiros. A qual se soma a miopia de esquerda, em vez de gerar emprego, riqueza e renda, optam, ou melhor oPTam por distribuir o pouco que temos. E notem que as ações de distribuição prvalecem sobre as ações de boa gestão, e isso desde o Império, quando na região vieram a falecer mais de 500 mil pessoas Descrição: image003.gif@01CD4CAB.3225D070.

 

Abraços,

 

Gerhard Erich Boehme

gerhard@boehme.com.br
+55 (41) 8877-6354

Skype: gerhardboehme

Caixa Postal 15019

80530-970 Curitiba PR

Brasil

 

 

Israel terá participação ativa na “Rio+20”

Descrição: Descrição: http://www.alefnews.com.br/Rio20_logo_x.jpg

Fonte: ALEF News Descrição: image003.gif@01CD4CAB.3225D070

 

O ministro do Meio Ambiente de Israel, Gilad Erdan, confirmou presença no evento. Além da participação de empresas e ONGs israelenses na conferência, a delegação oficial de Israel contará com um espaço no Riocentro, onde oferecerá treinamentos e palestras. Na quarta-feira (dia 20 de junho) acontecerá o curso oferecido pelo Keren Kayemet LeIsrael KKL, que abordará o tema “Água e arborização como meios de reabilitação de terras degradadas”, e o evento “Compartilhando e formando parcerias nas soluções de tratamento de águas urbanas”, organizado pelo Ministério Da Indústria, Comércio e Trabalho de Israel. Outro destaque será o evento liderado por Israel marcado para sexta-feira (dia 22 de junho), sob o título “utilizando a agricultura verde para estimular o crescimento econômico, alcançar a segurança alimentar e a erradicação da pobreza”. Como um país com escassez de recursos naturais, Israel está bem familiarizado com o desafio de fazer mais com menos. E muito tem sido feito na última década para atender aos desafios do desenvolvimento sustentável, como o desenvolvimento de programas para a sustentabilidade local, a definição de metas para energia renovável e conservação de energia, a formulação de um plano nacional para as alterações climáticas, o início de uma revolução na reciclagem de resíduos, a formulação de um plano nacional para redução da poluição do ar, a elaboração de um “Plano Nacional de Biodiversidade” e a decisão do governo sobre uma estratégia de crescimento verde.

Israel tem trabalhado sobre as principais questões que serão discutidas durante a “Rio+20”, esboçando as realizações do país e seus desafios, as metas para o futuro e sua posição frente à comunidade internacional em áreas como a indústria verde e inovação, gestão da água, agricultura sustentável, cidades verdes e gestão da biodiversidade. O ministro Gilad Erdan afirma: "Durante o ano passado, Israel fez progressos importantes ao mover-se em direção a uma economia verde. Mais importante, em outubro de 2011, o nosso governo resolveu preparar uma estratégia de crescimento nacional verde para Israel. Nosso país tem sido reconhecido como líder mundial em tecnologias de água, demonstrando como é possível desenvolver e alimentar uma população crescente em uma terra com escassos recursos hídricos. O tempo chegou para nós servirmos como laboratório global para o desenvolvimento e aplicação de outras inovações que podem fornecer uma alimentação, energia e água seguras e limpas. Nosso futuro depende do curso que definimos hoje".

A escassez de recursos energéticos, água e terra foi um impulso para o desenvolvimento de tecnologias de ponta no país, em uma grande variedade de áreas que incluem a gestão de água, dessalinização da água do mar, agricultura e energia solar do deserto. Hoje, no entanto, uma mudança mais fundamental começou a emergir: um movimento em direção a uma economia verde. Como um país orientado para a exportação, como um dos mais recentes membros da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) e como membro da comunidade internacional, Israel reconhece a necessidade de ser dissociada a relação destrutiva entre o crescimento econômico e degradação ambiental, e mostrará isso nos próximos dias na “Rio+20”.

O Keren Kayemet LeIsrael KKL-JNF (ONG israelense do meio ambiente) enviou três especialistas mundiais de Israel para participar do evento: Orr Karassin, especialista em Direito Ambiental da Universidade Aberta e membro da diretoria do KKL; David Brand, chefe de Reflorestamento e diretor de Pesquisa do Keren Keren Kayemet Leisrael KKL-JNF, e Itzik Moshe, diretor-adjunto da Região Sul do KKL. Também oferecerá um curso interativo com trabalho grupal, não só para transmitir conhecimentos, mas também para proporcionar soluções práticas às consultas que lhe exponham nas questões específicas que enfrentam os países dos participantes.

De acordo com a entidade, sendo Israel um país com de espaço e recursos limitados, a gestão sustentável da terra e o uso da água lhe são de suma importância. Durante 60 anos, o país foi um laboratório de pesquisa e desenvolvimento aplicados nesta matéria. O KKL trabalhou diretamente com os ministérios do governo israelense para desenvolver avançados sistemas para a gestão da terra. Possui uma rica experiência no desenvolvimento do reflorestamento sustentável e nas práticas agrícolas nas regiões áridas e semiáridas. Mediante o uso de modernas técnicas para a gestão das bacias hidrográficas, a conservação dos solos, e o controle biológico e as espécies resistentes à seca, é capaz de converter esses desafios em oportunidades ecológicas. A política do Keren Kayemet Leisrael – KKL-JNF – é compartilhar seus conhecimentos com as comunidades de todo mundo, sem custo algum.

 

Centro de Aprendizagem do KKL na “RIO+20”:

 

Serão realizadas apresentações interativas a respeito de três temas:

1. As práticas avançadas para o controle dos leitos e o reflorestamento em ambientes semiáridos.
a . Antigas práticas agrícolas dos nabateus atualizadas com técnicas modernas. 
b. Diferentes práticas de coleta de água (limanes, bancos topográficos).
c. O uso múltiplo do solo no reflorestamento em zonas secas, incluindo a reciclagem da água, as práticas de pastoreio, a agro-silvicultura e o ecoturismo.

2 . O melhoramento das árvores: 
Métodos tradicionais e novos para a seleção e propagação de espécies resistentes à seca - inclusive os princípios e práticas de viveiro para a produção de mudas de qualidade. (Espécies de crescimento rápido e produtoras de néctares).

3 . O Planejamento Florestal - utilizando uma programação adequada para assegurar o futuro dos bosques.
a . Proteções legais e seu processo.
b. Planejamento detalhado.
c. A participação pública no planejamento florestal.

 

 

 

 

 

From: Lílian [mailto:lmm2002@terra.com.br]
Sent: Sunday, June 17, 2012 12:19 PM
To:
silviojbmaia@ymail.com; gerhard@boehme.com.br
Subject: Loucuras hídricas
Importance: High

 

Roberto Malvezzi, Gogó

Equipe CPP/CPT do São Francisco. Músico. Filósofo e Teólogo

Irrigação em todo o semiárido é ilusão. Só 5% do solo é apto para irrigação. Só há água para 2%. Sempre haverá semiárido, é preciso conviver com isso.

A severa diminuição no regime das chuvas que assola o semiárido brasileiro estava prevista pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). Grandes secas no Nordeste são cíclicas: a última foi há 26 anos, em 1982, e daqui um período semelhante teremos outra diminuição drástica e progressiva no volume da pluviosidade.

Esses momentos são férteis para o cometimento de loucuras e demagogias hídricas. Por isso, são necessárias algumas reflexões.

O regime das chuvas, em média, começou a diminuir desde 2006, tendo seu pico em 2012, mas a seca pode adentrar 2013. A região mais atingida é o semiárido baiano. Na verdade, 40% do semiárido brasileiro está na Bahia. Cerca de 250 municípios decretaram situação de emergência. Mas a diminuição das chuvas já se estende ao chamado polígono das secas, atingindo os nove estados do Nordeste.

Encontros para debater o problema, incluindo os moradores da região, mostram que hoje é mais fácil enfrentar a situação que há 30 anos.

Agora, há pelo menos uma cisternas para depositar a água dos pipas, há o salário dos aposentados para fazer uma feira, há mais facilidade nos transportes, a energia elétrica ajuda e há o próprio Bolsa Família. Entretanto, essa infraestrutura ainda é insuficiente para que o período seja atravessado sem maiores sofrimentos.

Não se pode comparar o semiárido de hoje com o de dom Pedro 2º. No século passado, o Denocs (Departamento Nacional de Obras contra a Seca) construiu cerca de 70 mil açudes para armazenar a água da chuva, com uma capacidade de 36 bilhões de metros cúbicos. Grande parte desses açudes, assim como rio São Francisco, está com água. Onde reside o problema?

Hoje, a maioria dos técnicos insiste que a questão chave está na capilaridade da distribuição dessa água. Não foi realizada a distribuição horizontal, por adutoras.

Pior, alguns açudes, como o de Mirorós, na Bahia, tiveram suas águas intensamente utilizadas para irrigação, quando de forma planejada deveriam ter sido poupadas para o uso humano e para a dessedentação dos animais, já que a seca estava prevista. Nesse caso, o fato novo pode ser o colapso hídrico do meio urbano, não apenas das famílias dispersas no meio rural.

Por isso, o diagnóstico da Agência Nacional de Águas (ANA) é que 1.794 municípios nos nove estados do Nordeste precisam de novos ou complementares serviços de água para não entrarem em colapso hídrico até 2025.

Outra questão é vender a ilusão da irrigação para todo o semiárido.

O projeto Áridas, realizado ainda no governo Fernando Henrique Cardoso, concluiu que apenas 5% dos solos do semiárido são aptos para a irrigação -e, mesmo assim, temos água para irrigar apenas 2% deles.

Portanto, 95% do semiárido sempre serão semiárido.

É inevitável desenvolver um olhar sistêmico sobre a região, algo que chamamos de convivência com o semiárido. São necessárias propostas de atividades econômicas adequadas a esse ambiente específico.

O semiárido tem solução. O pouco que foi feito contribuiu decididamente com a diminuição da mortalidade infantil na região, fato que surpreendeu inclusive os técnicos do IBGE. Temos apenas 400 mil cisternas -projetadas para períodos de seis meses sem chuva- e poucas adutoras, insuficientes para suportar períodos de longa estiagem.

Quem sabe a geração nordestina que vai viver a seca em 2042, agravada pelas mudanças climáticas, possa estar melhor infraestruturada do que a geração atual.

[Autor de "Semiárido: uma visão holística" (Confea/Crea).
Artigo publicado na Folha de S.Paulo].

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