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Ensaios-->Recrutamento dos jovens -- 28/05/2012 - 11:23 (Félix Maier) Siga o Autor Destaque este autor Destaque este Texto Envie Outros Textos

26/05 - Recrutamento dos jovens

 Por Carlos Alberto Brilhante Ustra
 
Extraído do livro A Verdade Sufocada - A história que a esquerda não quer que o Brasil conheça
 
Aproveitando o idealismo dos jovens, sua ousadia, sua esperança de poder reformar o mundo, o PCB reunia grupos e, discutindo política, incutia nos jovens as idéias do Manifesto Comunista de Marx e Engels. As organizações de esquerda, tendo como suporte experientes militantes comunistas, sempre dispensaram especial atenção ao recrutamento dos jovens - mesmo aqueles no início de sua adolescência -, conhecedores da sua impetuosidade, da alma sonhadora, inquieta e aventureira da juventude.

A penetração de idéias subversivas era feita no momento em que o jovem sentia os problemas sociais no meio em que vivia.
Todas as organizações deram destaque especial ao setor de recrutamento. Normalmente, esse setor era dirigido por elementos altamente politizados, verdadeiros líderes, de fácil trânsito no meio jovem.

Os contatos eram estabelecidos entre os elementos mais permeáveis às novas idéias. Eles eram sondados pelos organismos de fachada das organizações.

Por exemplo, a Dissidência da Guanabara (DI/GB), depois MR-8, tinha na sua estrutura os chamados Grupos de Estudo (GE), especialmente voltados para o aliciamento dos jovens.

O recrutamento começava, geralmente, em reuniões sociais, shows, bares, colégios e faculdades. Inicialmente, reuniões informais, sem intenções políticas.

Depois, os indivíduos que mais se destacavam eram reunidos para discussões em torno de fatos políticos que haviam causado impacto no âmbito internacional ou nacional. Ardilosamente, o coordenador da reunião induzia o debate, conectando-o com a situação sócio-econômica do Brasil e explorando o espírito contestador do jovem contra o sistema.  A discussão dos problemas era feita em nível mais amplo. Nessa etapa, distribuíam textos que, partindo dos problemas gerais, se dirigiam aos problemas brasileiros.

Esses textos, normalmente escritos e publicados por membros da organização, não davam margem a qualquer discussão. Levavam a pessoa a concluir que o sistema vigente era totalmente ineficiente, incapaz, explorador e corrupto.

Adquirida a confiança dos jovens, o líder sugeria uma mudança estrutural do regime vigente no País.

Qualquer crise, insatisfação popular e reivindicação de grupos eram estopins a serem aproveitados como “ganchos”, e explorados para despertar no jovem o desejo de mudar a realidade existente, nem sempre agradável, e criar uma nova condição social. O próximo passo era sugerir aos jovens, aventureiros e “reformadores do mundo”, idéias para concretizar a mudança: a revolução social, inicialmente apresentada como pacífica, para quebrar resistências e comprometê-los com o grupo.

Aos poucos, encantados com a idéia de um mundo melhor, eram envolvidos de forma lenta e ardilosa. Ávidos por mudanças, propunham-se, inicialmente, a apoiar a organização. Contribuíam com dinheiro, mantinham material subversivo e militantes escondidos em suas casas, cediam automóveis para deslocamentos  locais para reuniões. Depois, praticavam pequenas ações, como panfletagem, entrega de mensagens, transporte de material e levantamentos.

Progressivamente, eram escalados para dirigir carros, sem saberem o que, exatamente, seria feito. Num crescente, iam se envolvendo em ações mais comprometedoras e perigosas, perdiam o medo e passavam a considerar questão de honra participar de atos arriscados e ter um bom desempenho perante o grupo. Nessa etapa, era chegada a hora de se afirmarem como guerrilheiros.

A organização, por sua vez, os envolvia cada vez mais. Até que um dia não só dirigiam carros, mas já os furtavam; quando “abriam os olhos” já estavam participando de ações armadas, explosões de bombas e, finalmente, participavam de um assassinato. Nesse momento, descobriam que não tinham mais volta. Largavam a família, o emprego, os estudos e passavam a viver na clandestinidade, usando nomes falsos.Tornavam-se cada vez mais dependentes da organização. Dependiam economicamente dela, ficando sujeitos a praticar qualquer ação para a qual tivessem
sido designados. Passavam a viver em “aparelhos” com pessoas das quais apenas sabiam o codinome. Deslocavam-se por todo o País e perdiam a liberdade.

A prática de ações armadas tornava-se rotina. Em muitos casos, eram enviados ao exterior para cursos de guerrilha e de capacitação política. Cerca de 150 militantes foram para Cuba, 120 para a China e outros para a União Soviética. Seus princípios se alteravam e se submetiam às condições impostas pela organização.

Depois dos cursos, ocupavam cargos de coordenação ou chefia dentro da organização. Nessa altura, sua formação ideológica tinha normas tão rígidas de comportamento que não havia mais volta. Em casos de arrependimento, corriam o risco de serem “justiçados”. Frente à repressão, esses quadros eram orientados a não se entregarem vivos. Eram ensinados a resistir até a morte. A lavagem cerebral e o comprometimento com as organizações subversivas os tornavam reféns do terror e verdadeiros autômatos. Família, pátria, religião passavam a ser “alienações da burguesia”. Em suas mentes só havia espaço para as convicções ideológicas que lhes impregnaram e que, em muitos casos, levaram-nos à morte em enfrentamentos com os órgãos de segurança.

O recrutamento dos jovens talvez tenha sido o pior crime cometido pela esquerda armada no Brasil, pois levou rapazes e moças a crimes hediondos, corrompendo-os e tornando-os verdadeiras “buchas de canhão”.

Manipular criminosamente o idealismo da juventude foi mais uma demonstração de que, para a esquerda revolucionária, os fins, realmente, justificam os meios.

Observação do site www.averdadesufocada.com :

Este mesmo crime está acontecendo agora, com técnicas modernas, propaganda em sites, vídeos  , acampamentos , verbas de Ongs- algumas financiadas indiretamente pelo governo- e por organizações internacionais.O berço desse movimento -Santa Cruz do Sul - em maio está sendo palco dos encontros de jovens menores de idade estão sendo aliciados para a desencadearem a "Revolução Socialista Global

Veja o Texto abaixo Retirado do Blog do Levante Popular da Juventude:

 
"ENCONTRO DE COMUNICADORES DO LEVANTE RS
Nos dias 18, 19 e 20 de maio, aconteceu o primeiro Encontro Estadual do Setor de Comunicação do Levante no Rio Grande do Sul. Levantinas e Levantinos de São Borja, Cachoeira do Sul, Pelotas, Santa Maria e Porto Alegre se reuniram em Santa Cruz do Sul para pensar a Comunicação na construção do Projeto Popular e planejar as ações futuras do setor no Levante.
 
Formações, oficinas e muitos debates deram o tom do encontro, no qual foi possível entender melhor a importância da comunicação para os movimentos sociais. Os comunicadores do Projeto Popular precisam lutar pela democratização dos meios de comunicação, que hoje se concentram nas mãos de poucos. Atualmente, segundo o projeto Donos da Mídia, 10 principais grupos controlam quase 60% dos veículos de comunicação no país. São poucas vozes que, através da TV, jornais, revistas, emissoras de rádio e internet, pautam sobre o que e como devemos pensar.
 
A luta pela comunicação não deve ser separada da luta política, pois só será possível a transformação da sociedade na medida em os meios de comunicação forem democratizados. Que os donos da mídia não falem sobre o povo: que o povo possa falar sobre si mesmo."
 
JUVENTUDE QUE OUSA COMUNICAR CONSTRÓI O PODER POPULAR!
 
 
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