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Ensaios-->IDH - A verdadeira riqueza das nações -- 11/11/2010 - 13:46 (Félix Maier) Siga o Autor Destaque este autor Destaque este Texto Envie Outros Textos
IDH - A verdadeira Riqueza das Nações (Sic)

Gerhard Erich Boehme
boehme@folha.com.br
boehme@globo.com
boehme@r7.com
http://gboehme.blogspot.com/

Como se avalia se um país é desenvolvido ou não?

A resposta acabou de sair do forno, foi publicado ontem pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento - PNUD. Mas este órgão da ONU comete um erro, apresenta resultados como se fosse o caminho. Não me parece correto. Citam na apresentação do Relatório de Desenvolvimento Humano 2010 — Edição do 20º Aniversário: A verdadeira riqueza das Nações: Caminhos para o Desenvolvimento Humano (Sic). Chamo atenção ao erro, pois não é somente olhando para onde estamos que encontramos o caminho, quando muito permite-nos fazer uma reflexão, para saber se estamos no caminho certo. A questão é saber qual caminho tomar a partir daí. O “o quê” não é o ”como”.

'O sucesso de uma organização não é alcançado por meio de uma brilhante estratégia. É alcançado por meio de uma brilhante execução da estratégia. Na verdade, a execução da estratégia é mais importante do que a estratégia em si.' (Robert Kaplan & David Norton)

Não é olhando para o termômetro que iremos encontrar a solução para uma febre. O que está lá apenas indica que devemos tomar uma decisão, resta saber qual.


O que nos leva ao desenvolvimento?

Poderia apresentar inúmeros caminhos, mas me limito aos fundamentais:

1. Investir em educação e saúde, envolvendo não apenas o 1º Setor, mas fundamentalmente reconhecer e apoiar a participação do 2º e 3º Setor, o papel do 1º Setor deve ser subsidiário.

2. Assegurar boa gestão pública, com destaque às práticas que inviabilizem a discriminação espacial, entre elas podemos citar os Planos Diretores, as Agenda 21 Locais e principalmente assegurar o direito de propriedade.

3. Termos uma gestão pública e leis que privilegiem a liberdade, que nos assegurem regras claras de garantias ao direito de propriedade, ao estado de direito e à economia de mercado.


1. Investir em educação e saúde

Investir em educação e saúde deve ser um desafio de todos os brasileiros, entendermos a importância da participação do 2º e 3º Setor.

Devemos entender que é prioritário o investimento em saúde pública e educação fundamental, pois são serviços cuja provisão também deve ser garantida subsidiariamente pelo Estado, apesar de que a melhor solução provavelmente se encontra no financiamento a cada contribuinte para aquisição desses serviços, seja diretamente ou através de entidades cooperadas, privadas, das etnias ou confessionais e não na prestação direta do serviço pelo Estado, sempre em fiel observância ao princípio da subsidiariedade.

Os gastos estatais nesses setores se justificam porque geram externalidades positivas para a sociedade, que se beneficia de uma população educada e sadia, benefícios estes que não poderiam ser individualmente apropriados por investidores privados.

Além disso, existe um argumento normativo: os gastos nessas áreas reduzem as diferenças de oportunidade dos indivíduos no momento da partida do jogo social, para que a partir daí a competição ocorra baseada nos talentos e méritos de cada um.


2. Assegurar boa gestão pública

Antes devemos saber responder aos quesitos:

1. Quais são as tarefas autênticas do Estado?

2. Em que nível, federal, estadual ou municipal, deve ser realizadas?

3. Como controlar os gastos estatais e impedir que eles se expandam continuamente?

Assegurar boa gestão pública, com destaque às práticas de gestão que inviabilizem a discriminação espacial, entre elas podemos citar os Planos Diretores, as Agenda 21 Locais e principalmente assegurar o direito de propriedade. E vale lembrar que se soubermos agir tendo como base a boa gestão pública estaremos eliminando a discriminação espacial, pois ela leva a escalada da violência. Não podemos aceitar programas populistas, como o Minha casa, Minha vida, invasões e favellas, pois elas nos levam a termos “Cidade de Deus” como referencial de urbanização.

A discriminação espacial é de fato a discriminação contra a qual devemos lutar, mas com boas práticas de gestão, não com base no descaso público. Deve incluir a Reforma Agrária, mas em uma nova base ideológica, onde o cooperativismo, a agricultura familiar, boas práticas gestão, o respeito ao direito de propriedade, a fiel observação do princípio da subsidiariedade e o respeito ao livre mercado se façam presentes.

E quando analisamos os compromissos de nossa próxima presidente, em especial o segundo deles, onde é citado: “Além disso, a adoção de políticas regionais, com especial atenção ao desenvolvimento da Amazônia, do Nordeste e do Centro-Oeste, associando uma nova dinâmica dessas regiões com a pujança do Sul e Sudeste, levarão a um desenvolvimento mais harmônico do país”.

Esta me parece correta, o Brasil necessita crescer para o interior, de forma a se evitar a concentração da população em cidades que há muito tempo são inviáveis. Mas esta solução, ou compromisso, não deve se pautar por meio de privilégios, como é feito atualmente, pois assim cria dependência e os vícios republicanos.

Com 10, 9 milhões de habitantes, o município de São Paulo é o mais populoso do país, seguido da cidade do Rio de Janeiro (6,1 milhões), de Salvador (2,9 milhões), de Fortaleza (2,43 milhões) e de Belo Horizonte (2,41 milhões). No bloco das cidades que superaram o primeiro milhão de habitantes, mas não chegaram ao segundo estão Curitiba (1,8 milhão), Recife (1,5 milhão), Porto Alegre (1,42 milhão), Belém (1,41 milhão), Goiânia (1,244 milhão), Guarulhos (1,236 milhão) e Campinas (1,03 milhão). O Distrito Federal tem 2,5 milhões de habitantes.

O Brasil necessita crescer para o interior, é onde se pode dar qualidade de vida ao brasileiro, sem onerar o bolso do contribuinte. São cidades como Lages, em Santa Catarina, Poços de Caldas, em Minas Gerais, São José do Rio Preto, em São Paulo, Ilhéus, na Bahia, Maringá, Cascavel, Ponta Grossa, Guarapuava, Toledo, Apucarana, Cambé, Umuarama e Rolândia, no Paraná, Bagé, Bento Gonçalves, Uruguaiana, Ijuí, Caxias do Sul e Gravataí no Rio Grande do Sul ou Sobral, no Ceará.

O brasileiro deve deixar de ser inimigo do Brasil e deixar de dar as costas para o Brasil como o fazem a grande maioria dos brasileiros que vivem nas capitais que se estendem ao longo do litoral. Desejosos em dar as costas para o Brasil e ficar olhando para as ondas do mar. E no Brasil devemos reavaliar a possibilidade de se voltar em legalizar o jogo, que poderia ser feito como os norte-americanos o fizeram, transformaram o deserto em Las Vegas ou uma praia de merda, desculpe-me, em Atlantic City (New Jersey). Poderíamos ter o jogo no interior de Tocantins, Sul do Maranhão, no Vale do Jequitinhonha, ou outras regiões mais atrasadas que estas.

Tudo é uma questão de se saber definir prioridades, estas devem ser dadas a cidades com menos de 500 mil habitantes, os custos para se investir são menores, a qualidade de vida e o potencial de mobilidade social (crescimento econômico) para os mais pobres são melhores. Grandes centros, com uma população maior que 800 mil habitantes se tornam inviáveis de serem administradas, os custos das obras públicas se tornam 3 a 5 vezes mais caras que em cidades menores.

Um bom exemplo do que eu digo é a Europa, a Europa tem hoje apenas 66 cidades com mais de um milhão de habitantes. A Alemanha tem apenas 3 cidades, com mais de 1 milhão de habitantes: Berlim, antes divida em duas devido ao socialismo, hoje com 3,5 millhões, Hamburgo com 1,8 milhão e München (Munique) com 1,4 milhão. Cidades como Köln (Colônia), Frankfurt, Stuttgart, Dortmund, Düsseldorf, Essen, Bremen, Hannover, Leipzig, Dresden, Kemnitz, Nuremberg usw. com excelente qualidade de vida e mundialmente conhecidas são menores que Campinas ou Guarulhos.

No Brasil temos 13 cidades com mais de 1 milhão de habitantes. A Região Metropolitana do Rio de Janeiro conta com mais de mil favellas, somente a cidade do Rio de Janeiro conta oficialmente com 513 favellas, São Paulo: 612, Fortaleza: 157, Guarulhos: 136, Curitiba: 122, Campinas: 117, Belo Horizonte: 101, Osasco – um enclave na cidade de São Paulo: 101, Salvador: 99 e Belém: 93. E temos Brasília, cercada por um bolsão de miséria.

O Brasil é uma favella! E é preciso entender a razão dos dois “l”, sem nenhuma alusão a ex-presidentes.

A discriminação espacial, com seus conjuntos de casas populares, no melhor estilo do “Programa Minha casa, Minha vida”, nestes casos é mais grave, pois geram a violência por uma série de razões, dentre as quais destaco:



1. não permitem que as crianças tenham espaço para brincar sob os olhos dos pais ou responsáveis, já que em tenra idade são “expulsas” para as ruas, com todo tipo de influência negativa; fazendo com que a educação não venha de pessoas responsáveis, mas de oportunistas que se apropriam de nossas crianças para iniciá-las na criminalidade ou em atividades sexuais;

2. as famílias não possuem condições, em seu espaço físico, de exercer uma atividade econômica, como uma oficina, um atelier usw., nem hoje e muito menos no futuro, assim destruindo qualquer iniciativa de voltada ao empreendorismo;

3. as famílias, impossibilitadas pela área disponibilizada, não podem ampliar as suas construções de forma que tenham uma vida mais digna e que acompanhe o seu crescimento natural, com a chegada dos filhos ou mesmo a vinda de pais ou parentes em idade mais avançada;

4. as famílias ficam impossibilitadas de terem uma complementação da alimentação, através de árvores frutíferas, hortas ou criação de pequenos animais (galinhas, codornas, etc);

5. as famílias, devido a irracional ocupação dos espaços, ficam privadas de sua intimidade, quando não levadas à promiscuidade;

6. as famílias ficam impossibilitadas de ampliarem as suas residências, conferindo a elas mais conforto, qualidade de vida e praticidade;

7. as famílias ficam impossibilitadas de investirem suas poupanças, tempo e recursos em suas residências, possibilitando o aumento natural do valor de seu patrimônio;

8. as famílias passam a ocupar o espaço sem preocupações com o ambiente que as cercam, criando e agravando os impactos ambientais e deteriorando o espaço urbano.



Minha casa, Minha vida reforça a cultura da lombada e as cidades de deus:





'Cidade de Deus, o berço da criminalidade institucionalizada no Brasil foi construída pela COHAB e financiada pelo BNH, a Cidade de Deus foi construída pelos governadores do Estado da Guanabara de 1965 até 1970, idealizado pelo populista da extrema direita, Carlos Lacerda, cassado na Contra-Revolução de 1964, e concluído pelo então governador Negrão de Lima entre os anos 1968 e 1970.

Manteve-se a discriminação espacial, que antes os confinavam em favelas como Praia do Pinto, Parque da Gávea, Ilha das Dragas, Parque do Leblon, Catacumba e Rocinha. Atravessada pelo Rio Grande e seu afluente Estiva, a Cidade de Deus passou a ter um crescimento interno desordenado, observando-se um processo de favelização ao longo desses canais.

Junto ao conjunto surgiram as comunidades do Muquiço, Santa Efigênia, travessa Efraim, Rocinha II e Jardim do Amanhã II, além de mais discriminação espacial institucionalizada, com os novos conjuntos habitacionais como o Vila Nova Cruzada e o Jardim do Amanhã. Em 1997, com a inauguração da 'Linha Amarela', a Cidade de Deus seria seccionada: de um lado os Conjuntos Margarida, Gabinal etc e, do outro, o restante das antigas glebas, as duas partes interligadas por passarelas. A vida no bairro inspirou o filme brasileiro 'Cidade de Deus', baseado no romance homônimo de Paulo Lins, com roteiro de Bráulio Mantovani, dirigido por Fernando Meirelles. Lançado em 2002 no Brasil e, posteriormente, no exterior, o filme teve enorme sucesso, recebendo inúmeros prêmios e indicações. Infelizmente não trouxe à reflexão dos brasileiros, hoje pocotizados, como bem nos lembra Luciano Pires (www.lucianopires.com.br) em seu bestseller, para a questão da discriminação espacial no Brasil, decorrente de falta de políticas públicas consistentes, como Plano Diretor e Agenda 21 Local.' (Gerhard Erich Boehme)







3. Termos uma gestão pública e leis que privilegiem a liberdade



Infelizmente não temos no Brasil a cultura voltada a saber privilegiar o princípio da subsidiariedade e assim termos uma boa gestão pública e leis que privilegiem a liberdade, que nos assegurem regras claras de garantias ao direito de propriedade, do estado de direito e da economia de mercado.

O entendimento de como a liberdade é indutora é fundamental, observando os indicadores abaixo podemos ver que é outro ponto chave, talvez o principal indutor, pois é o que se aproveita de todo o potencial das pessoas, da ação humana:



1. 'Index of Economic Freedom World Rankings' da The Heritage Foundation:

2. http://www.heritage.org/index/ranking.aspx

3. 'Economic Freedom of the World: 2010 Annual Report' do The Cato Institute:

4. http://www.cato.org/pubs/efw/

5. 'Economic Freedom of the World: 2010 Annual Report' do Fraser Institute

6. http://www.freetheworld.com/release.html



Além dos indicadores anteriormente apresentados, os quais são indutores, atuam na causa, temos efeitos, entre eles recomendo que acesse também os indicadores de Corrupção, onde o Brasil também se destaca pelo péssimo desempenho:

http://www.transparency.org/policy_research/surveys_indices/cpi/2010



A falta de liberdade leva à concentração de poder e esta à corrupção.



E como será o nosso caminho rumo à verdadeira riqueza das nações: Caminhos para o Desenvolvimento Humano?

O primeiro Relatório de Desenvolvimento Humano em 1990 abriu com a premissa afirmou simplesmente que tem orientado todos os relatórios subsequentes:



'As pessoas são a verdadeira riqueza de uma nação.'





Ao apoiar esta afirmação com uma abundância de dados empíricos e uma nova maneira de pensar e medir o desenvolvimento, o Relatório de Desenvolvimento Humano teve um profundo impacto sobre as políticas de desenvolvimento ao redor do mundo. Seguramente, pois dele podemos ter informações importantes para saber onde estamos e quais os sinais vitais devemos analisar para aplicar a medicação correta.



Os links acima e o link do PNUD obrigatoriamente devem ser os que estão entre os nossos favoritos de seu Web browser ou navegador de Internet, seja ele o Internet Explorer, Safari, Google Crome ou o Mozilla Firefox, de preferência também como página inicial. De minha parte recomendo que coloquem The Heritage Foundation como página inicial. Ou podem refletir sobre outras causas complementares e os principais efeitos:



http://hdr.undp.org/en/reports/global/hdr2010/chapters/pt/



Inicialmente cabe uma reflexão crítica, pois a composição que levava o Brasil rumo ao desenvolvimento foi desviado para o ramal secundário, assim dito considerando a tradição ferroviária de nosso II Império.

Tivemos a quartelada que muitos chamam hoje de “Proclamação da Repúbica”, venceu um “PMDB” da época. Resulta disso é que não nos assustamos pelo fato do Brasil ter dono, o Sr. José Ribamar Ferreira de Araújo Costa.



O Engenheiro André Pinto Rebouças, o mais ilustre dos brasileiros, no meu entender, foi afastado da vida política e da gestão que invariavelmente no levaria ao sucesso no III Império, já que a Princesa Isabel contaria com nomes que traziam consigo o ideal de liberdade pelo qual lutaram pessoas como o engenheiro e intelectual André Pinto Rebouças, o jurista Joaquim Aurélio Barreto Nabuco de Araújo, o engenheiro Alfred d’Escragnolle Taunay, o Visconde Taunay e o farmacêutico e jornalista José Carlos do Patrocínio.



Joaquim Aurélio Barreto Nabuco de Araújo (Liberal), Taunay (Conservador) e André Rebouças (liberal sem partido). Por meio de uma tênue linha pontilhada, os ângulos da figura uniam-se em uma pirâmide, em cujo vértice encontrava-se o nome de Dom Pedro II.




Assim ilustrava Rebouças suas relações com seus companheiros de campanha abolicionista e militância reformadora, reunidos pelo exílio europeu: divergentes em suas escolhas partidárias, mas unidos em sua lealdade a Dom Pedro II e aos brasileiros.



Face ao momento que estamos vivendo, quando comemoramos 2010 como Ano Nacional Joaquim Nabuco, tendo como referência o centenário de morte do pensador, escritor, diplomata, político e abolicionista pernambucano Joaquim Aurélio Barreto Nabuco de Araújo, sua vida e sua obra deve ser estudada por todos os brasileiro, de igual modo conhecer a vida e a obra do engenheiro André Pinto Rebouças é um desafio que cabe a todos os brasileiros para entenderem a história e a importância em se acreditar no brasileiro, sem invocar lutas de classes ou outro tipo de divisão dentro da sociedade, ou entrar em um circo ideológico que o Brasil de Rebouças não conhecia.



As obras que André Rebouças realizou como engenheiro estavam ligadas a área de saneamento e o abastecimento de água na cidade do Rio de Janeiro, assim como obras ligadas a infra-estrutura. Foi professor e soube ser também auto-didata, vocação que aprendeu com seu pai, responsável pela sua alfabetização.



Já naquela época se preocupava em agregar valor aos produtos brasileiros, tornando-os competitivos no mercado internacional, buscava viabilizar a construção de máquinas e equipamentos no Brasil, e defendeu a adaptação de produtos agrícolas não produzidos no Brasil, e o melhor preparo e acondicionamento dos produzidos aqui. Era o que chamamos hoje de afrodescendente, mas soube assumir sua responsabilidade, na década de 1880, o Engenheiro Rebouças se engajou na campanha abolicionista e ajudou a criar a Sociedade Brasileira Contra a Escravidão, ao lado de Joaquim Nabuco, José do Patrocínio e outros. Participou também da Confederação Abolicionista e redigiu os estatutos da Associação Central Emancipadora.

Rebouças participou da Sociedade Central de Imigração, juntamente com o Visconde de Taunay. Lutou, ao contrário de hoje, para um Brasil de oportunidades e não de privilégios.



http://www.boehme.com.br/andrereboucas.pdf

http://www.historianet.com.br/conteudo/default.aspx?codigo=704



O que nos cabe hoje é colocar o Brasil novamente nos trilhos, inclusive da ALL, uma empresa privada que mostra sua competência e se destaca pela gestão, que deveria ser referencial a muitas outras.



Citar o Engenheiro Rebouças é fundamental, pois o que apresento para o debate é o texto do PNUD - Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento, quando apresenta o Índice de Desenvolvimento Humano – IDH. Fazem referência à “verdadeira Riqueza das Nações”, o que não me parece correto, pois a verdadeira riqueza de uma nação é o que leva ela a ser de fato rica, é o que induz a pessoa a participar com verdadeiros fundamentos da sociedade livre e virtuosa.



É um texto fundamental para a análise de todos os brasileiros, em especial àqueles que irão participar dos novos governos que irão nos governar entre 2011-14.



http://hdr.undp.org/en/reports/global/hdr2010/chapters/pt/



Brasil sobe quatro posições no novo IDH; avanço é o mais expressivo de 2009 a 2010. Mas que isso não sirva de motivação ao Lula, pois poderíamos ter subido muito mais.

Reformulado, Índice de Desenvolvimento Humano usa Renda Nacional Bruta em vez de PIB e apresenta novos indicadores sobre educação.



PNUD lança estudos para orientar RDH 2010



O PNUD está divulgando o Relatório de Desenvolvimento Humano. O faz no ano que marca o 20º aniversário do RDH, o tema escolhido foi o próprio conceito de desenvolvimento humano e também questões como o papel dos governos e mercados, o desafio da sustentabilidade e novas formas de se mensurar esse desenvolvimento.

Conduzidos por pesquisadores de universidades e do PNUD, os nove artigos disponíveis até o momento tratam do conceito de desenvolvimento humano, da relação entre esse conceito e sustentabilidade, da variação do IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) nas últimas décadas, das condições da Europa e da África, da desigualdade de desenvolvimento dentro dos países, da importância da transparência para o desenvolvimento e do papel dos fatores que influenciam o processo (ação estatal e capitalismo).

A iniciativa de tornar públicos os estudos que ajudam a fundamentar o relatório já havia sido adotada no ano passado. Na ocasião, o PNUD criou uma página para agrupar os artigos que serviram de base para todos os RDHs anteriores, reunidos sob a rubrica de Human Development Research Paper Series.





A coleção é um formato “ágil e informal, cujos títulos podem em seguida serem revisados para publicação como artigo em revistas acadêmicas ou capítulos em livros”, afirma o PNUD na nota de apresentação, observando que as conclusões de cada texto são de seus autores, não necessariamente compartilhadas pelo PNUD ou pela ONU. “Individualmente, cada artigo lança à luz uma perspectiva importante do desenvolvimento humano”, afirma a nota.



O Brasil subiu quatro posições de 2009 para 2010 e ficou em 73º no ranking de 169 nações e territórios da nova versão do IDH (Índice de Desenvolvimento Humano), que passou por uma das maiores reformulações desde que foi criado, há 20 anos.



O índice brasileiro, de 0,699, situa o país entre os de alto desenvolvimento humano, é maior que a média mundial (0,624) e parecido com o do conjunto dos países da América Latina e Caribe (0,704), de acordo com o Relatório de Desenvolvimento Humano. O documento, intitulado A verdadeira riqueza das nações: caminhos para o desenvolvimento humano, foi divulgado ontem em Nova York.



Em razão da mudança de metodologia, não se pode comparar o novo IDH com os índices divulgados em relatórios anteriores. Mas seguindo a nova metodologia, em comparação com os dados recalculados para 2009, o IDH do Brasil mostra uma evolução de quatro posições.



A lista é encabeçada pela Noruega (0,938), seguida de Austrália, Nova Zelândia, Estados Unidos e Irlanda. A última posição é ocupada por Zimbábue (0,140), superado por República Democrática do Congo, Níger, Burundi e Moçambique. O Brasil está logo acima de Geórgia (74º), Venezuela (75º), Armênia (76º) e Equador (77º), e abaixo de Ilhas Maurício (72º), Macedônia (71º), Irã (70º), Ucrânia (69º) e Bósnia-Herzegóvina (68º).



O índice manteve suas características principais — varia de 0 a 1 (quanto mais próximo de 1, maior o nível de desenvolvimento humano) e engloba três aspectos essenciais do desenvolvimento humano: conhecimento (medido por indicadores de educação), saúde (medida pela longevidade) e padrão de vida digno (medido pela renda). Assim, conserva a premissa que norteou sua criação em 1990: o progresso deve ser mensurado não apenas pelo crescimento econômico, mas também por conquistas em saúde e educação.



Para o 20º aniversário da publicação, foram introduzidas mudanças nos indicadores de renda e educação e no cálculo final (leia mais abaixo o texto “As mudanças na metodologia do IDH”). A reformulação resultou em aprimoramento, mas implicou uma redução no número de países e territórios abrangidos: 15 (incluindo Cuba, Omã e Líbano) saíram da lista por não disporem de informações verificáveis para pelo menos um dos quatro indicadores usados no índice.



Dos três subíndices que compõem o IDH, apenas o de longevidade não passou por alterações: continua sendo medido pela expectativa de vida ao nascer. No subíndice de renda, o PIB (Produto Interno Bruto) per capita foi substituído pela Renda Nacional Bruta (RNB) per capita, que contabiliza a renda conquistada pelos residentes de um país, incluindo fluxos internacionais, como remessas vindas do exterior e ajuda internacional, e excluindo a renda gerada no país, mas repatriada ao exterior. Ou seja, a RNB traz um retrato mais preciso do bem-estar econômico das pessoas de um país. No subíndice de educação, houve mudanças nos dois indicadores. Sai a taxa de analfabetismo, entra a média de anos de estudo da população adulta; para averiguar as condições da população em idade escolar, em vez da taxa bruta de matrícula passa a ser usado o número esperado de anos de estudos.




Evolução recente



Esta não é a primeira vez que o IDH passa por mudanças — a disponibilidade de novos dados e as sugestões de alguns críticos fizeram com que o índice se adaptasse ao longo das últimas duas décadas. Porém, a fim de possibilitar que sejam verificadas tendências no desenvolvimento humano, a equipe responsável pelo relatório usou a nova metodologia não só para calcular o IDH de 2010, mas também o de 2009 e de outros seis anos de referência: 1980, 1985, 1990, 1995, 2000 e 2005. Para o Brasil, há dados completos desde 2000.



Desde aquele ano, o IDH brasileiro teve um ganho de 7,6% (73ª maior variação numa lista de 137 países). O progresso foi mais rápido que o latino-americano (6,6%) e mais lento que o global (9,3%). De 2005 para cá, a alta foi de 3,1% (92º mais veloz em uma lista de 169 países e territórios). De 2009 para 2010, o aumento foi de 0,8%, o 53º mais elevado entre 169 países. Com isso, o Brasil subiu quatro posições desde o ano passado, a maior alta mundial — apenas França, Irã, Indonésia, Iêmen e Nepal chegaram perto disso (avançaram duas posições).



Na última década, a expectativa de vida dos brasileiros aumentou 2,7 anos, a média de escolaridade cresceu 1,7 ano e os anos de escolaridade esperada recuaram em 0,8 ano. A renda nacional bruta teve alta de 27% no período.



Em comparação com países que estavam em nível semelhante de desenvolvimento em 2000 — os quatro logo acima e os quatro logo abaixo no ranking do IDH —, o Brasil saiu-se como um dos melhores. Se há dez anos era o quinto nesse grupo de nove nações, agora é o terceiro. O grande salto, porém, foi da Ucrânia, que registrava índice semelhante ao brasileiro em 2000, e em 2010 é o país com maior IDH desse conjunto.



As alterações foram pequenas para os países da América Latina ao longo da última década. Chile, Argentina e Uruguai mantêm-se no topo do IDH desse grupo, seguido de México e Peru. Bolívia e Paraguai ainda registram os índices mais baixos. Nas posições intermediárias, estiveram Colômbia, que acelerou menos entre 2000 e 2010, Equador, Venezuela e Brasil.

O indicador brasileiro era o sexto no início do período, chegou a ser superado pelo venezuelano em 2009, mas neste ano voltou à sexta colocação.



As mudanças na metodologia do IDH

Os pilares do IDH não foram alterados: o índice varia de 0 a 1 (quanto mais próximo de 1, maior) e engloba três dimensões fundamentais do desenvolvimento humano: conhecimento (mensurado por indicadores de educação), saúde (medida pela longevidade) e padrão de vida digno (medido pela renda). Mas houve modificação em alguns indicadores e no cálculo final do índice.



Subíndice de longevidade

Não mudou: continua sendo medido pela expectativa de vida ao nascer.



Subíndice de educação

É o único que engloba dois indicadores, e ambos foram alterados. Sai a taxa de alfabetização, entra a média de anos de estudo da população adulta (25 anos ou mais). Para averiguar as condições da população em idade escolar, em vez de taxa bruta de matrícula passa a ser usado o número esperado de anos de estudos (expectativa de vida escolar, ou tempo que uma criança ficará matriculada, se os padrões atuais se mantiverem ao longo de sua vida escolar). Essas alterações foram feitas porque alguns países, sobretudo os do topo do IDH, haviam atingido níveis elevados de matrícula bruta e alfabetização — assim, esses indicadores vinham perdendo a capacidade de diferenciar o desempenho dessas nações. Na avaliação do Relatório de Desenvolvimento Humano, as novas variáveis captam melhor o conceito de educação e permitem distinguir com mais precisão a situação dos países. No entanto, assim como os indicadores anteriores, não consideram a qualidade da educação. No método antigo, a taxa de analfabetismo tinha peso 2 nesse subíndice, e a taxa de matrícula, peso 1. Agora, os dois novos indicadores têm peso semelhante.



Subíndice de renda

O PIB (Produto Interno Bruto) per capita foi substituído pela Renda Nacional Bruta (RNB) per capita, que abrange os mesmos fatores que o PIB, mas também leva em conta recursos enviados ou recebidos do exterior — é uma maneira de captar melhor as remessas vindas de imigrantes.

Excluir da conta o envio de lucro para o exterior das empresas e computar a verba de ajuda humanitária recebida pelo país, por exemplo. Assim como na versão anterior usava-se o logaritmo natural do PIB per capita, agora usa-se o logaritmo natural da renda. Também foi mantido o modo como os valores são expressos: em dólar corrigido pela paridade do poder de compra (PPC), que leva em conta a variação do custo de vida entre os países.



Normalização dos subíndices

Para poder comparar indicadores diferentes (a renda é expressa em dólares, a expectativa em anos, por exemplo), cada subíndice é transformado numa escala de 0 a 1. Por isso, estabelece-se um valor máximo e mínimo para cada indicador. Até o relatório do ano passado, os níveis máximos eram fixados pelo próprio RDH; neste, foram usados os valores máximos verificados na série de dados (desde 1980). Com isso elimina-se a arbitrariedade na escolha desses níveis máximos e mínimos.



Atualização dos dados

Até o ano passado, o IDH sempre trabalhava com indicadores de dois anos anteriores à publicação do relatório. O RDH 2009, portanto, trazia um IDH que refletia a situação de 2007. No RDH 2010, são usados alguns valores e projeções do próprio ano de 2010. Há dados disponíveis para este ano referentes à expectativa de vida e à média de anos de estudo. Para a renda nacional bruta, foram feitas estimativas aplicando-se os dados mais recentes do Banco Mundial às projeções de crescimento feitas pelo Fundo Monetário Internacional (FMI). No número de anos esperados de escolaridade, foi utilizado o dado mais recente disponível.



Cálculo

Até a edição de 2009, o IDH era calculado como a média simples dos três subíndices (somava-se os três e dividia-se o resultado por três). A partir deste relatório, recorre-se à média geométrica: multiplicam-se os três subíndices e calcula-se a raiz cúbica do resultado (um número que, multiplicado três vezes por ele mesmo, é igual ao resultado da multiplicação). Antes, um desempenho baixo em uma dimensão poderia ser diretamente compensado por um desempenho melhor em outra. Com o novo cálculo, essa compensação perde força — um valor ruim em um dos subíndices tem impacto maior em todo o índice.

Além disso, a metodologia permite que 1% de queda na expectativa de vida, por exemplo, tenha o mesmo impacto que 1% de queda na renda ou na educação.



Nível de desenvolvimento humano

O Relatório de Desenvolvimento Humano deixa de classificar o nível de desenvolvimento de acordo com valores fixos e passa a utilizar uma classificação relativa. A lista de países é dividida em quatro partes semelhantes. Os 25% com maior IDH são os de desenvolvimento humano muito alto, o quartil seguinte representa os de alto desenvolvimento, o terceiro grupo é o de médio e os 25% piores, os de baixo desenvolvimento humano.



Esta edição do 20 º aniversário apresenta reflexões introdutórias pelo economista ganhador do Prêmio Nobel Amartya Sen, que trabalhou com a série fundador Mahbub ul Haq, sobre a concepção do primeiro Relatório de Desenvolvimento Humano e contribuiu e inspirou muitos volumes sucessivos.

O Relatório de 2010 continua a tradição de empurrar as fronteiras do pensamento do desenvolvimento. Pela primeira vez desde 1990, o relatório olha para trás com rigor nas últimas décadas e identifica tendências e padrões muitas vezes surpreendente, com importantes lições para o futuro.

Estes caminhos variados para mostrar o desenvolvimento humano que não existe uma fórmula única para o desenvolvimento sustentável em curso e que impressionantes ganhos a longo prazo podem e já foram alcançados, mesmo sem crescimento econômico consistente.



Olhando para além de 2010, este Relatório apresenta importantes questionamentos e aspectos críticos do desenvolvimento humano, a partir das liberdades políticas e estratégias de sustentabilidade e segurança humana, e descreve uma ampla agenda de pesquisa e políticas para responder a estes desafios.



Como Amartya Sen, escreve: 'Vinte anos após o aparecimento do primeiro Relatório de Desenvolvimento Humano, há muito a comemorar no que tem sido alcançado. Mas também temos de estar atentos as formas de melhorar a avaliação das adversidades de idade e de reconhecer e responder às novas ameaças, que põem em perigo o bem-estar e liberdade.'



A edição de aniversário de 20 anos é uma resposta ao imperativo de desenvolvimento humano.



Outras publicações são fundamentais para entendermos que caminho tomar, mas seguramente não devemos e não podemos nos afastar das premissas das duas frases, que volto a repetir:



“Em cada comunidade uma igreja, e ao lado dela uma escola” (Dr. Martin Luther)



'Não se conhece nação que tenha prosperado na ausência de regras claras de garantias ao direito de propriedade, do estado de direito e da economia de mercado.' (Prof. Ubiratan Iorio de Souza)



E para subsidiar a leitura recomendo os livros:



1. Riqueza das Nações de Adam Smith [Jr.]

2. A Nova riqueza das Nações de Guy Sorman

3. O Caminho da Servidão de Friedrich August von Hayek

(http://rodrigoconstantino.blogspot.com/2007/04/o-caminho-da-servido.html)

4. Ação Humana de Ludwig Heinrich Edler von Mises, o qual pode ser feito download no Brasil: http://www.ordemlivre.org/files/mises-acaohumana.pdf

5. O Estado Mínimo do escritor francês Guy Sorman





Na outra ponta temos o Índice de Pobreza Humana (IPH), pois se o desenvolvimento humano é a multiplicidade da livre escolha, a pobreza significa que as oportunidades e escolhas mais básicas para o desenvolvimento humano são negados.



E isso caracteriza o brasileiro, que sem o imposto inflacionário, suas escolhas foram significativamente ampliadas.

Assim, uma pessoa não é livre para levar uma vida saudável e criativa ao longo da vida e é negado o acesso a um padrão de vida decente, liberdade, dignidade, auto-estima e o respeito dos outros.

De uma perspectiva de desenvolvimento humano, a pobreza significa muito mais do que a falta de que é necessário para bem-estar material.

Para os políticos no Brasil, até o advento do Plano Real, a pobreza de escolhas e oportunidades era muitas vezes menos relevante do que a pobreza de renda. A pobreza de escolhas incide sobre as causas da pobreza e leva diretamente às estratégias de capacitação e outras ações para aumentar as oportunidades para todos. Reconhecendo que a pobreza de escolhas e oportunidades implica que a pobreza deve ser abordada em todas as suas dimensões, não de renda apenas.



Recomendações, se é que podemos fazê-las. Bem, aos liberais recomendo que se atenham à liberdade econômica, aos socialistas que se atenham ao índice de desenvolvimento humano (IDH) e ao índice de pobreza humana (IPH). Aos corruPTos ao índice de corrupção. Os liberais irão atuar nas causas, saberão como gerar emprego riqueza e renda e os socialistas em como distribuí-la, quem sabe se encontrem no mesmo lugar, assegurar a liberdade e deixar que o cidadão seja de fato político. Seguramente iremos passar por temas importantes, temas como a participação na vida pública, o embate entre liberdade pessoal e bem comum, os vieses de escolhas e constrangimentos, o descaso dos mais jovens em relação à democracia, a importância da ecocidadania, entre tantos outros pontos que dizem respeito a todos nós.

Quando falamos de riqueza no Brasil, temos que reconhecer que estamos deixando de ter uma tradição, de séculos, na qual as classes mais pobres foram excluídas e nesta exclusão a dificuldade no acesso à política, conquistada pelo engenheiro André Pinto Rebouças, mas retirada dos brasileiros com a quartelada que indevidamente chamamos de “Proclamação da República”. Tivéssemos um Duque de Caxias ainda vivo, tal vergonha não teria ocorrido.

A quantidade de votos que recebe um Tiririca ainda é parte de um aprendizado, mas estamos evoluindo, o que não podemos perder é o rumo da liberdade. E não podemos ser exigentes, pois as mudanças foram profundas, isso se considerarmos que ocorreram em apenas uma ou duas gerações, pois antes do voto obrigatório, ou, sei lá, em 1950, a proporção dos que votavam no Brasil não chegava a 10% da população, e agora temos mais de 100 milhões de eleitores, o que corresponde a mais da metade dos brasileiros, temos um cenário diferente. Sendo assim, até uma coisa que pode ser exercida de forma idiota, como o voto, está democratizada.

A questão que se coloca é como promover uma participação mais ativa do brasileiro na política?



A liberdade e educação são fundamentais. Temos que corrigir erros passados através da inclusão social, que também está cada vez maior.

Bem, de minha parte, o referencial deveria ser outro; o engenheiro André Pinto Rebouças, ainda desconhecido dos brasileiros.



Citei o termo idiota, sem ofensas, já que este termo deve ser entendido pelo brasileiro, de esquerda em especial:



“Política: Para não ser idiota”, publicado pela Editora Papirus 7 Mares, seguido por um bate-papo com os escritores Mario Sergio e Renato Janine Ribeiro.



A ele somo outras indicações importantes:

'Nóis...qui invertemo as coisa.'

http://www.lucianopires.com.br/livros/Nois/







“No Brasil de hoje não é mais o mérito que determina o valor das pessoas, mas sua ideologia. Sua cor. Sua raça. Falar bem o idioma é motivo de piada. Ser elite é quase uma maldição. Música de sucesso é aquela que for mais escatológica. O homem honesto aparece na televisão como se fosse algo inédito. Roubar é normal. Bala perdida é normal. Corrupção é normal. Vivemos uma inversão de valores sem precedentes e é contra esse estado das coisas que devemos gritar” (Luciano Dias Pires Filho)





E os bestsellers de Plinio Mendoza, Carlos Alberto Montaner e Álvaro Vargas Llosa, o 'Manual do Perfeito Idiota Latino-Americano'.



E o mais novo livro 'A Volta do Idiota'

http://rodrigoconstantino.blogspot.com/2007/12/volta-do-idiota.html



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