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Ensaios-->E quando mamãe cai na vida? -- 20/09/2010 - 11:38 (Félix Maier) Siga o Autor Destaque este autor Destaque este Texto Envie Outros Textos
E quando mamãe cai na vida?

A. C. Portinari Greggio 19 Setembro 2010

Pela primeira vez em nossa História, o poder caiu nas mãos duma facção empenhada na dissolução e no desaparecimento da Nação.

Querer democracia no Brasil é como plantar café na Groenlândia. Não dá. E se der, é porque plantaram uma coisa e nasceu outra diferente, por mutação causada pelo clima. No caso do Brasil e países semelhantes, plantando democracia, o que nasce é oclocracia. É outro regime, mais aclimatado, que brota naturalmente no solo pátrio, tal como o caruru, a barba de bode e a tiririca.

Oclocracia é a ditadura da ralé legitimada pelo voto da maioria, entendendo-se como ralé não apenas a pior parte do povão, mas também o rebotalho da classe média e da elite, mancomunados contra você, sua família e o seu País.

Não se iluda, caro leitor. Se você acha que isso que aí está não é a 'verdadeira democracia', nem a 'democracia que queremos', então sua idéia de democracia estava errada. Democracia é isso mesmo. E ponha na cabeça: todos os ideais prometidos da democracia foram atingidos. Finalmente chegamos ao Paraíso: o povão está no poder por intermédio de seus legítimos representantes.

Nunca, nem mesmo na Primeira República, houve sistema eleitoral tão manipulado e controlado - sem que ninguém lhe possa pôr defeito. Nunca a oposição - digo a oposição de verdade - esteve tão marginalizada, tão esquecida, tão falando sozinha.

Pela primeira vez em nossa História, o poder caiu nas mãos duma facção empenhada na dissolução e no desaparecimento da Nação.

Embora o Chefe de Estado seja (falso) operário, não se trata de governo de trabalhadores. Quem o cerca, e apóia, e ocupa o poder, é uma classe de intelectuais que nunca trabalharam na vida, associada ao crime, ao terrorismo e ao narcotráfico, cujo único objetivo é destruir tudo para que só sobrem eles próprios.

É natural que esses indivíduos identifiquem nas Forças Armadas seu principal obstáculo, e é inútil que estas tentem apaziguá-los. Por mais que se mantenham fiéis à ordem, curvem-se ao revanchismo e se mostrem solícitas ao poder civil, existe entre eles e as Forças Armadas uma insanável incompatibilidade de índole e de propósitos.

Por isso os políticos têm tratado de desmontá-las, entregando a segurança nacional e os poderes do Estado a organizações internacionais e inserindo o País num sistema de interdependência que conduzirá inexoravelmente à transferência da nossa soberania a um governo mundial cuja futura constituição ninguém conhece porque está sendo tramada em obscuros centros de influência que, só se sabe ao certo, não estão no Brasil.

Antes, a Política e as Forças Armadas eram expressões distintas, porém complementares, da Nação Brasileira. Hoje o Brasil mudou.

As Armas continuam onde sempre estiveram, mas a Política, como o câncer, virou-se contra a Nação. A unanimidade que se anuncia nas próximas eleições não é de estranhar. Afinal, a metástase é uma forma de unanimidade às avessas.

Vamos às conseqüências.

1. O único setor da sociedade brasileira que permanece institucionalmente imune à desmoralização geral são as Forças Armadas.

2. Não há possibilidade de salvar o Brasil pela via das eleições majoritárias. O jogo eleitoral só favorece a nomenklatura no poder.

3. A solução só poderia surgir de mobilização da parte mais consciente da população, que conduzisse a virada política fora das regras do jogo.

4. A mobilização exigiria que pelo menos parte da mídia e dos políticos se voltasse contra a nomenklatura, da qual, convém nunca esquecer, fazem parte.

5. Em condições normais isso não pode acontecer. Mas, nas atuais circunstâncias, a nomenklatura está em processo de ruptura interna.

6. As regras do jogo, inventadas pela própria nomenklatura para perpetuar-se no poder, previam revezamento. Mas uma das facções, que chegou lá graças à conivência da outra, ignorou as regras e está, no momento, a expulsar a sócia para fora da política.

7. Os derrotados, mirando o exemplo da Venezuela, sentem-se inseguros. Sabem que seus antigos comparsas não têm moral, e temem até pela sobrevivência futura. Estão confusos, e hoje lamentam ter ajudado a eliminar a 'direita' do cenário político.

8. A 'direita', que seria sua natural aliada, continua viva e atuante nas catacumbas.

9. Tudo sugere o cenário em que a facção derrotada da nomenklatura talvez venha a perceber onde está a sua única esperança de sobreviver.

Os militares amam sua Pátria e por ela se guiam. Mas quando a Pátria se confunde, se divide e se corrompe, é dentro de si mesmas que as Forças Armadas têm de encontrar seu caminho.


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