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Ensaios-->Al Qaeda e o Jihad Media Battallion -- 27/05/2009 - 09:08 (Félix Maier) Siga o Autor Destaque este autor Destaque este Texto Envie Outros Textos
O imbróglio do libanês “K”

quarta-feira, 27 de maio de 2009 5:54

Leia primeiro o post abaixo

O Ministério Público Federal divulgou uma nota informando que um homem de origem árabe — o libanês “K” — era moderador de um fórum fechado na Internet com mensagens de conteúdo racista e antiamericano (ver nota no post abaixo), mas que, até agora, não há provas que o liguem ao terrorismo.

Pois é… Essa história só piora a cada hora. Informações que partem da cúpula da Polícia Federal e que circulam entre procuradores, transmitidas a jornalistas e a parlamentares, asseguram que surgiram, sim, os vínculos entre o tal indivíduo e a Al Qaeda. O dito-cujo, que já está solto, tem atividade regular em São Paulo, o que, por si, não quer dizer nada. Simpatizantes e militantes terroristas buscam sempre uma fachada legal para a sua atividade. Há tergiversação para todo lado. A nota do Ministério Público dá o que pensar. Seria necessário haver um “conteúdo criptografado” para ficar caracterizado o vínculo? Por quê? Uma coisa é certa: setores da PF e do próprio MP não gostaram do desfecho do episódio e reafirmam a ligação do agora ex-detido com a rede terrorista chefiada por Osama Bin Laden.

Ainda que tudo não passasse de um engano — mas gente muito próxima do caso assegura que é fato —, as reações de Lula e Tarso Genro não poderiam ser piores. O presidente acusou interferência estrangeira no caso. Ora, segundo a procuradoria, “o FBI apenas pediu para receber informações sobre o caso para fins de inteligência”, cumprindo-se, diga-se, o seu papel. E peço que vocês atentem para o fato de que, em sua nota oficial, a Polícia Federal NÃO NEGOU os vínculos entre a pessoa que foi presa e a Al Qaeda. A investigação, é fato, se dá sob sigilo de Justiça, mas poderia ter havido um genérico “até agora, nada foi encontrado”. Não houve.

A reação de Lula é pautada por aquela costumeira ignorância de causa. Pra variar, ele busca a saída no senso comum rebaixado que a tantos alegra. Mas Tarso Genro, bem, esse já é diferente. Para o ministro da Justiça, “se esse cidadão tem ou não relações políticas e ideológicas com países ou com correntes de opinião no mundo, isso para nós não é uma questão institucional ou legal.” Ah, não é? Observem, então, que, na sua fórmula, cabe perfeitamente um terrorista. Aliás, o Brasil começa a ficar coalhado deles, não é?

Também o ministro, a exemplo da PF, não se comprometeu com uma negativa. O alerta, como reconhece o MP, partiu da polícia americana, que está de olho no Brasil faz tempo. A região da Tríplice Fronteira é considerada área de atuação de simpatizantes do terrorismo islâmico. E é bom que o leitor se lembre: uma região infiltrada pelo terror não é necessariamente vítima dele.


Jihad Media Battallion

A Folha de hoje traz reportagem a respeito. Leiam um trecho:

Em decisão contrária a um habeas corpus impetrado por K., o desembargador do TRF (Tribunal Regional Federal) da 3ª Região Baptista Pereira citou, de modo genérico, que as investigações da PF vinculavam esse fórum da internet a “grupos como Al Qaeda”.
“Consta dos autos que o paciente está sendo investigado pela Polícia Federal, na denominada Operação Imperador, originada de interceptações telefônicas, com a finalidade de investigar a existência de suposta organização denominada “Jihad Media Battalion”, que propagaria material de cunho racista e de intolerância e discriminação religiosa pela rede mundial de computadores, internet, visando à incitação do ódio aos ocidentais e o fomento de ideologia antissemita, colaborando com grupos como Al-Qaeda”, escreveu Pereira.
O advogado do investigado, Mehry Daychoum, disse que houve “uma completa confusão da Polícia Federal” e uma “precipitação”. “O meu cliente não tem qualquer vínculo com qualquer organização paramilitar ou terrorista”, disse.
“Ele [cliente] cometeu a infelicidade de emitir comentários na internet, jamais imaginando que isso pudesse ser crime no Brasil”, disse Daychoum. Segundo seu advogado, K. “mora nos fundos de uma casa”, tem um pequeno comércio e conserta aparelhos de informática.

Pois bem. O próprio juiz que mandou soltar “K”, depois de 21 dias, reconhece que não chegaram do exterior todas as informações solicitadas. A Polícia Federal queria que ele continuasse preso porque considerou a apuração insuficiente.

O que é o Juhad Media Battalion? A Folha explica:

O “Jihad Media Battalion” é uma organização virtual que propaga na internet um islã radical baseado na nostalgia de uma suposta idade de ouro que precisa ser revivida. Os responsáveis defendem a volta do califado que sucedeu Maomé, no qual, segundo eles, prosperava uma sociedade pura e honrosa.

Os inimigos a serem combatidos são os EUA, Israel e os governos árabes aliados das grandes potências.

Usado como uma espécie de relações públicas on-line da Al Qaeda, o “Jihad Media Battalion” abastece com idéias extremistas fóruns de discussão freqüentados por muçulmanos e dissemina sua versão sobre o noticiário internacional, além de divulgar vídeos com discursos de clérigos radicais e imagens de ataques antiamericanos no Iraque e no Afeganistão.

Alguém ligado à Al Qaeda no Brasil é coisa muito séria. Mas digamos que realmente não fosse, que se tratasse só de um bobalhão moderando um fórum que serve de relações públicas (?!) da rede terrorista… Ainda assim, as reações de Lula e Tarso são lastimáveis.

O governo, como se nota e se sabe, faz questão de transitar em territórios perigosos. O Brasil estava prestes a inaugurar a sua embaixada na isoladíssima Coréia do Norte, por exemplo. O pragmatismo tem sido a desculpa permanente para a diplomacia brasileira andar de braços dados com delinqüentes. Aquela “potência” representa fantástico 0,1% do que o Brasil vende ao exterior!!!

Abrir uma embaixada naqueles cafundós do comunismo é uma maneira estúpida, bocó, de o governo Lula mostrar independência. E é porque se considera realmente soberano e “um soberano” que o Apedeuta se abespinha com o FBI. O Brasil, freqüentemente, tem usado o argumento da soberania para justificar só o que não presta.

“K” tem sorte de não ser um pugilista cubano, não é mesmo?


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Por Reinaldo Azevedo


Al Qaeda no Brasil - Nota do Ministério Público: ainda não há provas

quarta-feira, 27 de maio de 2009 5:49

O Ministério Público Federal divulgou a seguinte nota, assinada pela procuradora Ana Letícia Absy:

*

Sobre a coluna de Jânio de Freitas, intitulada, “Al Qaeda no Brasil”, publicada hoje, 26 de maio, pelo jornal “Folha de S. Paulo”, o Ministério Público Federal em São Paulo esclarece que:

1 - A Polícia Federal recebeu informações do FBI sobre a existência de um fórum fechado da internet, publicado em língua árabe, com mensagens discriminatórias e anti-americanas. A PF tinha a informação de que parte dos conteúdos eram (sic) postados a partir do Brasil;

2 - Após a quebra de sigilo telemático, foi confirmado que um cidadão de origem árabe, residente no Brasil, era o moderador do fórum e que este poderia estar ligado a algum grupo terrorista;

3 - Uma vez quebrado o endereço de IP do investigado, foi autorizada a quebra de sigilo telemático, para interceptação das mensagens;

4 - Após novas manifestações policiais, com a concordância do Ministério Público Federal, foi decretada a prisão preventiva do investigado e a busca e apreensão dos computadores usados por ele;

5 - A Polícia Federal, entretanto, até o momento, não apresentou nenhum laudo que comprove a existência de conteúdo criptografado no computador do investigado e não foi comprovado que o homem preso em São Paulo é membro de qualquer organização terrorista;

6 - Foi juntado aos autos ofício do Federal Bureau of Investigation (FBI, a Polícia Federal americana), no qual o FBI apenas pediu para receber informações sobre o caso para fins de inteligência;

7 - A 4ª Vara Federal Criminal de São Paulo decidiu que a prisão do cidadão de origem árabe, após 21 dias, já não atendia mais os pressupostos legais para uma prisão preventiva. Foi consignado que o investigado vive em situação regular no país, com comércio e residência fixos em São Paulo, não possuindo pendência imigratória;

8 - A investigação apontou que o fórum era organizado e possuía estatuto e que nada era publicado sem autorização do homem preso, entretanto não há indício de que esse grupo integre ou tenha praticado qualquer ato de uma organização terrorista. Não foram apreendidas armas, documentos secretos, planos, etc.;

9 - O MPF entende como deplorável o material publicado pelos integrantes do fórum e, por meio do Grupo de Combate a Crimes Cibernéticos, atua há anos contra crimes contra os direitos humanos na internet, como os crimes de ódio. Tais mensagens de incitação à violência, ódio a americanos e intolerância religiosa continuam sob análise do Ministério Público Federal, de forma serena, em busca da verdade real dos fatos e da correta aplicação dos pressupostos de um Estado Democrático de Direito.

São Paulo, 26 de maio de 2009

Ana Letícia Absy

Procuradora da República


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Por Reinaldo Azevedo


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