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Ensaios-->Demografia das empresas -- 01/12/2008 - 23:28 (Félix Maier) Siga o Autor Destaque este autor Destaque este Texto Envie Outros Textos
Demografia das Empresas – Fonte IBGE

Base: Ano de 2006

Ricardo Bergamini - Prof. de Economia, Florianópolis, SC


Cerca de metade dos assalariados pertenciam a novas empresas em 2006

O número de empresas ativas no Cadastro Central de Empresas-CEMPRE apresentou um crescimento contínuo entre 2000 e 2006, passando de 3,7 milhões para 5,1 milhões. Ao ano, foram criadas, em média, 726.567 empresas e extintas 493.766, com saldo médio anual de 232.800 empresas. Em 2006, no entanto, o baixo crescimento observado (46.379 empresas) resultou da combinação entre a criação de novas empresas abaixo da média (710.868), com o maior número de saídas do período (664.489). As maiores taxas de entrada de empresas foram na Agricultura, pecuária, silvicultura, exploração florestal e Pesca e em atividades relacionadas aos Serviços. Por outro lado, as menores taxas foram nas atividades industriais. De cada dez empregos formais criados pelas empresas novas (com até cinco anos), entre 2000 e 2006, em média, quatro foram no Comércio, três nos Serviços e três na Indústria. Em média, cinco foram em microempresas1, três em pequenas, um nas médias e um nas grandes. Empresas criadas entre 2001 e 2006 foram responsáveis por 46,5% do emprego formal em empresas no ano. As maiores taxas médias de entrada e de saída das unidades locais e do pessoal assalariado foram no Amapá, Roraima, Acre e Tocantins. Por outro lado, as menores taxas de entrada de unidades locais foram nas quatro Unidades da Federação do Sudeste. Essas são algumas das conclusões do estudo Demografia das Empresas 2006, que focalizou 5,1 milhões de empresas de um total de 5,7 milhões de empresas e outras organizações ativas no Cadastro Central de Empresas – CEMPRE, no período de 2000 a 2006.

O estudo Demografia de Empresas 2006 concentrou-se em 5,1 milhões de empresas de um total de 5,7 milhões de empresas e outras organizações ativas no Cadastro Central de Empresas – CEMPRE, em 2006. Essas empresas ocuparam, naquele ano, 30,2 milhões de pessoas, sendo 23,3 milhões (77,2%) de assalariadas. Elas pagaram R$ 324,5 bilhões em salários e outras remunerações, o que corresponde a um salário médio mensal de R$ 1.072, ou 3,2 salários mínimos mensais. O estudo revelou que mais de 90,0% delas eram microempresas, 40,6% eram novas (com até 5 anos de idade) e mais da metade (53,4%) pertenciam ao setor do Comércio, seguido pelas Atividades Imobiliárias, aluguéis e serviços prestados às empresas (12,7%) e pelas Indústrias de Transformação (10,3%). O número médio de ocupados por empresa foi de 6 pessoas, sendo 5 como assalariadas, que recebiam em média, 3,2 salários mínimos mensais.

A análise por porte das empresas revelou que elas eram em sua maioria (92,2%) microempresas. As grandes empresas representavam uma pequena parcela desse conjunto (0,2%0, porém absorviam 32,0% das pessoas ocupadas, 41,4% das pessoas assalariadas e pagaram 57,7% do total de salários e outras remunerações no ano.

Os menores salários eram pagos pelas microempresas, R$ 654 (1,9 salário mínimo mensal), enquanto os maiores pelas grandes empresas, R$ 1.494 (4,4 salários mínimos mensais), uma diferença de 128,4%. As grandes empresas pagaram salários 39,4% acima da média nacional. Em relação à idade das empresas ativas em 2006, 40,6% eram novas (com até cinco anos), enquanto 39,2% tinham 10 anos ou mais.

O Comércio absorveu quase um terço (31,5%) das pessoas ocupadas no ano. A Indústria de Transformação empregou uma em cada quatro pessoas ocupadas (25,0%) e as Atividades Imobiliárias, aluguéis e serviços prestados às empresas, 13,8%. Apesar do pequeno quantitativo de empresas, a Indústria de Transformação foi a atividade econômica mais importante na absorção do pessoal assalariado (29,2%) e nos salários pagos (35,3%).

Os salários médios mensais diferenciam-se segundo a atividade econômica, oscilando de R$ 549 (1,6 salário mínimo), em Alojamento e alimentação, a R$ 3.242 (9,6 salários mínimos), em Produção e Distribuição de eletricidade, gás e água, o que representa uma diferença de 490,5%. Somente seis das 15 atividades pagaram salários acima da média nacional, sendo 3 relacionadas às atividades industriais, Produção e Distribuição de eletricidade, gás e água, Indústrias extrativas e Indústrias de Transformação e três relacionadas às atividades de serviços, Intermediação financeira, Administração pública e Transporte, armazenagem e comunicações.


Entre 2000 e 2006, o saldo médio entre empresas criadas e extintas foi de 232.800 empresas ao ano

O número de empresas ativas no CEMPRE apresentou um crescimento contínuo entre 2000 e 2006, passando de 3,7 milhões para 5,1 milhões. Ao ano, foram criadas, em média, 726.567 empresas e extintas 493.766, o que representou um saldo médio anual de 232.800 empresas. Entretanto, esse crescimento não foi homogêneo ao longo do período analisado, variando de 499.026 empresas, em 2001, a 46.379, em 2006. O crescimento do número de empresas em 2001 foi resultado tanto do maior número de entradas de empresas do período analisado (829.302) como do mais baixo número de saídas (330.276). Por outro lado, o baixo crescimento observado em 2006 foi resultado de um crescimento das entradas abaixo da média (710.868), com o maior número de saídas do período (664.489).

A taxa média de entrada de empresas no mercado, entre 2000 e 2006, foi de 16,9%, enquanto a de saída foi de 11,2%, representando um crescimento médio anual de 5,7% no total de empresas ativas no período. A taxa de entrada de empresas no mercado oscilou de 14,0%, em 2006, a 22,2%, em 2001, enquanto a de saída oscilou de 13,0%, em 2006, a 8,8%, em 2001.

As maiores taxas de entrada foram observadas nas atividades relacionadas à Agricultura, pecuária, silvicultura, exploração florestal e Pesca e em atividades relacionadas aos serviços como Outros serviços coletivos, sociais e pessoais e Atividades imobiliárias, aluguéis e serviços prestados às empresas. As menores taxas foram observadas em atividades industriais, que apresentam maiores barreiras à entrada, como maior necessidade de investimentos produtivos e/ou conhecimento tecnológico, como as Indústrias extrativas e as Indústrias de Transformação. Em serviços, as atividades de Saúde e serviços sociais, a partir de 2001 também estão entre as menores taxas de entrada.

O estudo demografia das empresas revelou que a taxa de sobrevivência das empresas brasileiras situou-se em 81,0%, para os anos 2004/2006. As taxas de sobrevivência mais elevadas foram verificadas nas seções de Educação e Saúde e serviços sociais, 87,7% e 86,6%, respectivamente, enquanto as mais baixas foram observadas em Alojamento e alimentação e em Atividades imobiliárias, aluguéis e serviços prestados às empresas, com 78,5% em ambas as atividades, e em Produção, distribuição de eletricidade, gás e água, com 76,9%.


Análise internacional mostra que setor de serviços é responsável pelas maiores taxas de entrada e saídas

Entre onze países analisados, a maior taxa de entrada de empresas no mercado foi observada na Grã-Bretanha, 12,9%, seguida da Austrália, 11,2% e da Noruega, 10,6%. Os Estados Unidos ficaram em quarto lugar com 10,1%. Portugal, Itália e Finlândia apresentaram as menores taxas, 5,9%, 7,4% e 7,7%, respectivamente.

Em nove dos onze países, as maiores taxas de entrada foram em atividades relacionadas aos serviços, como Alojamento e alimentação na Grã-Bretanha, na Suécia e nos Estados Unidos, Intermediação Financeira na Finlândia e na Holanda, Educação na Noruega e na Itália, Transporte, armazenagem e comunicações em Portugal e Atividades imobiliárias, aluguéis e serviços prestados às empresas, na Dinamarca. Austrália e Espanha, por sua vez, apresentaram as maiores taxas em atividades industriais como Produção e Distribuição de eletricidade, gás e água e Construção, respectivamente.

Para as taxas de saída do mercado, analisados sete países, a Grã-Bretanha possui a maior taxa do mercado (10,8%), mas, neste caso, é seguida pelos Estados Unidos com 10,4%. As menores taxas de saída de empresas foram observadas na Austrália, 4,1%, e em Portugal, 4,5%.

Em cinco dos sete países, as maiores taxas de saída foram, também, em atividades relacionadas aos serviços, como Alojamento e alimentação, na Grã-Bretanha e na Suécia, Transporte, armazenagem e comunicações, nos Estados Unidos e Intermediação financeira, na Itália e em Portugal. Na Austrália e na Finlândia, as maiores taxas foram no Comércio. Por outro lado, as menores taxas de saída em quatro dos sete países, Finlândia, Itália, Suécia e Estados Unidos, ocorreram em Produção e Distribuição de eletricidade, gás e água, em dois países, Portugal e Grã-Bretanha, em Saúde e serviços sociais, e na Austrália, em Intermediação Financeira. Entre os cinco países selecionados, a Suécia é o que apresenta a maior taxa de sobrevivência, 88,6%, enquanto a Espanha apresenta a menor, 71,1%.


Uma em cinco empresas era nova entre 2000 e 2006

As empresas com pessoas assalariadas representaram, em média, cerca de um terço (32,4%) das empresas ativas ao ano entre 2000 e 2006. Enquanto para o conjunto das empresas ativas a taxa média de entrada foi de 16,9%, a das empresas com empregados foi de 20,7%. Por outro lado, a taxa de saída dessas empresas também foi alta, 15,3%, enquanto o conjunto da empresas foi de 11,2%, o que pode significar que as empresas com pessoas assalariadas se preocupam mais em encerrar formalmente suas atividades do que as empresas sem empregados. Em 2006, a taxa de entrada das empresas com pessoas assalariadas (18,4%) foi a menor do período analisado, enquanto a taxa de saída (14,7%) esteve abaixo da média (15,3%).

De acordo com o estudo Demografia das Empresas, entre 2000 e 2006, foram criadas, em média, 290.252 empresas com pessoal assalariado ao ano, que empregaram 1.159.254 pessoas assalariadas, enquanto foram extintas 214.883 empresas, com menos 843.714 pessoas assalariadas. O crescimento líquido do número de empresas e do pessoal assalariado tem sido positivo ao longo do período, em média, de 75.369 empresas e de 315.540 pessoas assalariadas ao ano.

As médias de pessoas assalariadas, tanto nas empresas criadas quanto nas empresas extintas, foram muito próximas, 4,0 e 3,9 pessoas, respectivamente, que representam cerca de 30,0% do pessoal assalariado médio em todas as empresas brasileiras (13,2 pessoas assalariadas). As baixas médias de pessoal assalariado nas empresas criadas e nas extintas estão associadas à grande volatilidade das empresas menores que entram e saem constantemente do mercado. Os salários médios mensais pagos pelas empresas criadas, 1,2 salário mínimo, têm sido, em média, quase metade dos salários pagos pelas empresas extintas, 2,3 salários mínimos.

As empresas criadas apresentaram um impacto significativo no estoque de empresas, representando cerca de uma em cada cinco empresas existentes em cada ano. Entretanto, seu impacto no pessoal assalariado tem sido menor, representando, em média, 6% do estoque de emprego. Vale ressaltar que a participação das empresas criadas e do pessoal assalariado foi decrescente entre 2000 e 2006, passando de 21,5% para 17,7% no estoque de empresas e de 6,8% para 5,0% no estoque de pessoal assalariado.

As maiores taxas de entrada e de saída de empresas têm sido observadas no setor de Comércio, seguido dos Serviços, enquanto a Indústria apresentou as menores taxas de criação e de extinção em quase todos os anos analisados.

No Comércio, as taxas de criação e de extinção foram, em média, de 22,0% e 15,9%, respectivamente, que resultaram em um aumento de quase 160 mil empresas e a extinção de 115 mil, em média, ao ano. O número de empresas comerciais aumentou 3,7 vezes mais, ao ano, do que as empresas industriais e quase 2 vezes mais que as empresas de serviços.


Setor do Comércio foi o responsável pela maioria dos empregos formais criados

De cada dez empregos formais criados pelas empresas novas entre 2000 e 2006, em média, quatro foram criados no Comércio, 3 nos Serviços e 3 na Indústria. Essa distribuição permaneceu praticamente constante neste período, entretanto, observa-se que entre 2000 e 2004, a Indústria reduziu paulatinamente sua capacidade de geração de emprego, de 30,1% para 24,7%, enquanto o Comércio passou de 35,8% para 39,1%. Porém, a partir de 2005 a Indústria recupera-se e sua participação na geração de empregos nas empresas criadas aumenta novamente.

O Comércio foi responsável por quase 40% dos empregos gerados a cada ano, seguido das Indústrias de transformação com cerca de 20%. Portanto, as Indústrias de transformação geraram metade do volume de emprego do Comércio. As Atividades imobiliárias, aluguéis e serviços prestados às empresas e Alojamento e Alimentação, relacionadas aos Serviços, vieram em seguida, em terceiro e quarto lugares, com 11,9% e 7,4%, em média, respectivamente, enquanto a Construção Civil ficou somente em quinto lugar, com 6,8% em média.

A distribuição do pessoal assalariado perdido pelas empresas extintas difere da apresentada anteriormente pelo pessoal assalariado gerado nas empresas novas. Enquanto nas empresas criadas a geração de pessoal assalariado no Comércio predomina, entre as empresas extintas, não existe um padrão específico. Em quatro dos sete anos analisados, 2000, 2003, 2004 e 2006, houve um predomínio dos Serviços, enquanto em 2002 e em 2005 o Comércio foi majoritário e em 2001 foi a Indústria. Em 2006, de cada dez pessoas assalariadas das empresas extintas, quatro estavam nos Serviços, três no Comércio e três na Indústria.

O estudo apontou o predomínio do Comércio com cerca de um terço do pessoal assalariado nas empresas extintas, seguido das Indústrias de transformação com cerca de 20% e das Atividades imobiliárias, aluguéis e serviços prestados às empresas com 15,6%, em 2006. O estudo apontou redução na participação das Indústrias de Transformação (de 24,0%, em 2000, para 19,4%, em 2006) e na Construção Civil (de 8,0% para 5,8%), enquanto observou, neste mesmo período, um aumento da participação Atividades imobiliárias, aluguéis e serviços prestados às empresas (de 12,2% para 15,6%) entre as pessoas assalariadas nas empresas extintas.


Empresas novas foram responsáveis por 46,5% do emprego formal nas empresas em 2006

Do total de 1,7 milhão de empresas com pessoal assalariado ativas em 2006, 404,4 mil (23,6%) estavam ativas desde 2000 e foram consideradas sobreviventes entre 2000 e 2006. As 1,3 milhão de empresas restantes foram criadas entre 2001 e 2006 e estavam ativas em 2006.

Em 2006, 23,3 milhões de pessoas eram assalariadas formais nas empresas brasileiras. Deste total, 12,5 milhões (53,5 %) estavam empregadas em empresas consideradas sobreviventes entre 2000 e 2006, enquanto 10,8 milhões (46,5%) estavam empregadas em empresas criadas entre 2001 e 2006.

As Indústrias extrativas (33,5%) e de Produção e distribuição de eletricidade, gás e água (30,9%) apresentaram as maiores participações de empresas sobreviventes entre 2000 e 2006. Por outro lado, Transporte, armazenagem e comunicações (21,3%) e Pesca (18,3%).

Entre as 404,4 mil empresas sobreviventes entre 2000 e 2006, metade era do Comércio (49,9%), 17,6% eram das Indústrias de transformação e 7,7% das Atividades imobiliárias, aluguéis e serviços prestados às empresas. Entre as 1,3 milhão de empresas criadas entre 2001 e 2006, as atividades mais importantes foram as mesmas das sobreviventes, entretanto, as empresas comerciais representavam mais da metade dessas empresas, 53,5%, enquanto as Indústrias de transformação foram somente 13,6% e Atividades imobiliárias, aluguéis e serviços prestados às empresas, 8,4%. Em termos absolutos, o aumento do número de empresas comerciais novas (701,3 mil) foi 3,9 vezes superior ao das Indústrias de transformação (178 mil).

A análise da distribuição do pessoal assalariado nas empresas sobreviventes e nas criadas ao longo do período analisado revela a importância das Indústrias de Transformação. Do total de 12,4 milhões de pessoas assalariadas nas empresas sobreviventes, 4,1 milhões, ou 32,8%, estavam nas Indústrias de Transformação, o que representava 60,1% do total de pessoas assalariadas nesta atividade e 17,5% do total de pessoas assalariadas em 2006.

Entre as empresas criadas, destacou-se o Comércio, que foi responsável pela geração de 30,5% (3,3 milhões) do total de 10,8 milhões de pessoas assalariadas, o que representa 54,1% do pessoal assalariado nesta atividade e 14,2% do total de pessoas assalariadas no ano. As Indústrias de Transformação também se destacaram com 25,1% do total de pessoal assalariado gerado por essas empresas, seguidas das Atividades imobiliárias, aluguéis e serviços prestados às empresas com 13,9%. Essas três atividades em conjunto foram responsáveis por 69,5% do total de pessoal assalariado gerado pelas empresas criadas entre 2001 e 2006.


Maioria das empresas criadas e extintas eram microempresas

Mais de 90% das empresas criadas a cada ano foram microempresas. Percebe-se que sua participação ampliou-se em 1,7 ponto percentual entre 2000 e 2006, em contrapartida à redução na participação das pequenas (10 a 49 pessoas ocupadas). As empresas médias (50 a 249 pessoas ocupadas) e as grandes (250 e mais pessoas ocupadas) mantiveram-se com participação constante ao longo do período analisado, com 0,6% e 0,1%.

O predomínio das microempresas na quantidade de empresas novas não ocorre na mesma proporção do pessoal assalariado, entretanto, elas foram responsáveis por quase metade (47,0%, em média) dos postos assalariados formais gerados por essas empresas a cada ano analisado. Entre 2000 e 2005, elas ampliaram sua participação, passando de 44,8% para 49,3%, em contrapartida a uma redução das empresas dos demais portes, destacadamente das grandes empresas que teve sua participação reduzida de 11,8 % para 9,0%. Em 2006, a participação das micro e pequenas empresas recuou em relação à observada em 2005, enquanto a das médias e, principalmente, a das grandes aumentou. Entre 2000 e 2006, de cada dez empregos formais gerados ao ano nas empresas novas, em média cinco foram em microempresas, três em pequenas, um nas médias e um nas grandes.

Entre as empresas extintas, mais de 90,0% eram microempresas e foram responsáveis pela extinção de 44,8%, em média, ao ano, dos postos assalariados formais. Entre 2000 e 2004, a participação dessas empresas no total do pessoal assalariado nas empresas extintas aumentou de 39,0% para 47,8%, em contraposição à redução da participação de 6,5 pontos percentuais das grandes empresas e de 2,6 pontos percentuais das médias. As pequenas empresas mantiveram uma participação praticamente constante ao longo do período em torno de 25,0%. Entre 2000 e 2006, de cada 10 empregos formais perdidos ao ano, em média, 4,5 estavam nas microempresas, 2,5 nas pequenas, um nas médias e dois nas grandes.


Rio de Janeiro, São Paulo, Rio Grande do Sul e Alagoas apresentaram menores taxas de entrada de assalariados

O estudo demografia das empresas revelou que, entre os anos de 2000 a 2006, a taxa média de entrada das unidades locais no mercado foi de 20,3%, enquanto a taxa média de saída foi de 15,1%. A região Norte apresentou as maiores taxas de entrada e saída (24,5% e 17,0%), seguida da região Centro-oeste (23,7% e 16,7%). Por outro lado, as regiões Sul (20,7% e 15,1%) e Sudeste (18,7% e 14,6%) apresentaram as menores taxas, ressaltando que o Sudeste foi o único que apresentou taxas inferiores à média nacional.

As taxas médias de entrada e de saída do pessoal assalariado nas unidades locais com pessoas assalariadas foram de 8,0% e 4,8%, respectivamente. Assim como nas unidades locais, as regiões Norte e Centro-oeste também apresentaram as maiores taxas de entrada e de saída de pessoal assalariado e as regiões Sul e Sudeste, as menores.

Na região Norte, a diferença entre as taxas de entrada e de saída de unidades locais atingiu 7,8 pontos percentuais e 4,8 pontos percentuais no pessoal assalariado, valores próximos aos verificados na Região Centro-Oeste, 7,1 pontos percentuais e 4,3 pontos percentuais, respectivamente. Por outro lado, no Sudeste a diferença foi bem inferior, 4,2 pontos e 2,8 pontos percentuais, respectivamente.

As diferenças nas taxas de entrada e de saída das unidades locais e do pessoal assalariado, entre os anos de 2000 e 2006, influenciaram na distribuição dessas variáveis segundo as Grandes Regiões. O estudo mostra que ainda existe uma forte concentração de unidades locais e de pessoal assalariado na região Sudeste, cuja participação supera em 50,0% em ambas as variáveis, tanto em 2000 como em 2006. Entretanto, as taxas de entrada e de saída observadas nas regiões Norte, Centro-oeste e Nordeste superiores às apresentadas pela região Sudeste aumentaram a participação relativa dessas regiões tanto em unidades locais quanto em pessoal assalariado e reduziu a participação relativa da Região Sudeste. Na região Sul, houve aumento da participação em unidades locais de 21,9% para 22,6%, mas sua participação no pessoal assalariado manteve-se constante entre os dois anos analisados em 19,0%.

As maiores taxas médias de entrada e de saída das unidades locais e do pessoal assalariado foram em Unidades da Federação da Região Norte, como Amapá, Roraima, Acre e Tocantins. Por outro lado, as menores taxas de entrada de unidades locais foram nas quatro Unidades da Federação do Sudeste - Minas Gerais, Espírito Santo, São Paulo e Rio de Janeiro. As menores taxas de entrada de pessoal assalariado foram no Rio de Janeiro e em São Paulo, no Rio Grande do Sul e em Alagoas.

A relação entre as unidades locais criadas e a população residente na Unidade da Federação permite identificar a densidade da criação das unidades locais por habitante. Em 2006, foram criadas 353,0 mil novas unidades locais de empresas com pessoas assalariadas, das quais 48,5% na Região Sudeste. Como esta região concentrava 81,0 milhões de habitantes, ou 42,6% da população total, a densidade da Região Sudeste foi de 2,1 por mil habitantes, pouco acima da média nacional de 1,9 unidade local criada por mil habitantes.

Considerando uma população mais restrita, de 10 anos ou mais, a densidade aumenta para 2,3 unidades locais por mil habitantes. As maiores densidades restritas foram observadas nas Regiões Sul e Centro-oeste, 3,5 e 2,6 unidades locais, respectivamente, enquanto a menor foi na Região Norte, 1,2 unidade local por mil habitantes. Por Unidade da Federação, a maior densidade restrita foi observada em Santa Catarina, 4,2 unidades locais por mil habitantes, enquanto a menor foi no Amazonas e no Maranhão, 0,9 unidade local. Portanto, apesar das altas taxas de entrada de unidades locais observadas na Região Norte, a densidade restrita de unidades locais nesta região (1,2 unidade local) foi bem inferior à apresentada pelas demais regiões, estando junto com a Região Nordeste (1,4 unidade local) abaixo da média nacional (2,3 unidades locais).


Nota:

1 Consideram-se, neste estudo, de 0 a 9 pessoas ocupadas – microempresas; de 10 a 49 pessoas ocupadas - pequenas empresas; de 50 a 249 pessoas ocupadas - médias empresas; e de 250 e mais pessoas ocupadas - grandes empresas.


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