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Ensaios-->Será que somos bundões diante do computador? -- 23/09/2008 - 21:44 (Félix Maier) Siga o Autor Destaque este autor Destaque este Texto Envie Outros Textos
Será que somos bundões diante do computador?

Por Arlindo Montenegro (*)

Há tempo me venho relacionando com pessoas que demonstram ainda possuir alguns neurônios patriotas. Pessoas que prezam princípios, valores, democracia, liberdade e tradições culturais.

Algumas destas pessoas mantêm sites e blogs denunciando a marcha de socialização disfarçada, soturna, insidiosa dos que desconhecem a Constituição e disseminam leis na contra mão do estado democrático de direito.

Há tempos venho pensando sobre as dificuldades para juntar pessoas com os mesmos objetivos, mas que parecem assustadas com a agressividade dos antagonistas, talvez assustadas com os riscos, perseguições, infiltrações. Esta é uma guerra contra o tempo, contra o poder total que hoje se traduz em poder financeiro que gerou e comanda capimunismo.

Pessoas conscientes me têm dito sobre pequenos empresários que preferem calar-se a defender as instituições e o estado democrático de direito. Calam-se e não se comprometem para iluminar a cena e impedir avanços totalitários bandidescos contra o direito consuetudinário das nações, contra as individualidades e a excelência competitiva.

Aqui nas Américas, a UNASUL já é uma realidade para conduzir este continente ao objetivo dos “esquerdistas” – para ser politicamente correto e não dizer comunistas, como seria mais correto e menos político. Mais ainda quando a correção política é um sofisma. É mais fácil um camelo passar pelo buraco de uma agulha que encontrar um político correto na atualidade.

Aqui no Brasil: onde o crime organizado é protegido por organizações que se proclamam defensoras dos direitos humanos com o beneplácito dos governantes.

Onde o território é retalhado entre indivíduos e empresas estrangeiras, comprometendo a soberania.

Onde se criam leis que promovem o racismo.

Onde os crimes cometidos por membros do governo são arquivados e os responsáveis blindados.

Onde se desfiguram traços culturais e se mantém uma escola que promove ineptos.

Onde as negociatas e o desvio do dinheiro público é a regra e não exceção punida com cadeia.

Onde movimentos terroristas à margem da lei recebem verbas públicas, como o mst e outros apoiados por missionários internacionais.

Onde o partido do governo tem como objetivo a socialização, nos dias em que o socialismo se provou um sistema criminoso com um rastro histórico de sangue, medo e pobreza.

Organizar-se contra a marcha dos acontecimentos, organizar-se para tomar o poder e corrigir erros históricos, organizar-se para defender a pátria e os direitos dos nacionais, corresponde a defender-se de assaltantes, defender a própria casa contra ladrões, defender a própria família contra a violência institucionalizada.

Por que então, os que conhecem os fatos, percebem a presença do Foro São Paulo, entendem como se aplicam as lições de Antonio Gramsci, têm tanta dificuldade de unir-se e agir num sentido coerente?

A inferência a mais que me chega é que estamos todos controlados de modo subliminar, por uma mídia controlada por alienígenas poderosos.

Tradicionalmente podemos observar como se criam “necessidades” artificiais. Como se mobiliza a gente para uma economia descartável: com natais, dia das mães, dos pais, da criança, páscoa, dia do namorado, eventos como a parada gay, direitos exdrúxulos, racismo, mobilização de etnias, mobilização de grupos ideológicos radicais, tudo batizado sob a bandeira dos “direitos humanos” - irresponsabilidade e mais violência.

Ou será que estamos em cima do muro e aí vamos ficar esperando o estreitamento do cerco totalitário, aproveitando mais um dia de vida e pretensa liberdade? Quando Julio Verne escreveu sobre balões, viagens submarinas, viagem à lua, aplaudimos o resultado final do engenho humano que hoje nos permite visitar o mundo, museus, idéias, sem sair de casa.

O fato é que diante da telinha do computador viramos uns bundões: apreciamos a marcha dos acontecimentos na dúbia “segurança” do lar, enquanto uma bala perdida da guerra lá fora não nos atingir.

Desconfiamos das razões, dos bons motivos e até deixamos de acreditar em nossa mesma possibilidade, porque a liberdade de expressar o pensamento pode entrar em choque com forças poderosas que vigiam com olho do “big brother” imaginado por George Orwell, que diferente de Julio Verne, pintou o rebanho controlado e robotizado nos guetos.

Acho que ainda não comemos pastilhas feitas com restos mortais humanos. Mas estou certo de que a indústria química, há muito, implanta medos e controla algumas de nossas escolhas vendendo toneladas de comprimidos contra a dor de cabeça e o resfriado. Automáticamente - e não deliberada e racionalmente, - “escolhemos”: o que comer, vestir, fazer contra a nossa própria natureza, contra a liberdade, contra a livre iniciativa.

Esquecemos ou abrimos mão (por medo ou precaução?) de agir como cidadãos, de defender o nosso território. Será que já estamos convencidos de que é inútil defender a própria casa e a própria família? Será que já estamos robotizados a ponto de mover-nos sem perceber os riscos do terreno, sem capacidade de reagir?

Se é assim, viramos zumbis! Os formadores de opinião, os pais, os educadores, os ministros religiosos, os políticos, os profissionais liberais, os intelectuais, os empresários fracassaram e também foram contaminados por uma inteligência externa que invadiu as nossas instituições, igrejas, lares, repartições e cérebros para realizar o mundo do big brother de Orwell.

Como a natureza sempre resistiu e sobreviveu, resta esperar que comportamentos naturais possam aflorar para superar esta debilidade mental que nos acovarda.

(*) Arlindo Montenegro é Apicultor.

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