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Ensaios-->Aquecimento da Terra: O embuste do século? -- 12/11/2007 - 15:40 (Félix Maier) Siga o Autor Destaque este autor Destaque este Texto Envie Outros Textos
Preâmbulo

Félix Maier

Eu tenho lido muitos artigos sobre o aquecimento da Terra, tanto os escritos por alarmistas, que pregam o fim do mundo, quanto pelos realistas - ainda que os artigos dos realistas possam ser milhares de vezes mais tenebrosos do que os dos alarmistas. Afinal, a Terra, em futuro longínquo, será engolida pelo Sol, quando este cessar sua fusão nuclear e se tornar uma gigante vermelha e depois, moribunda, uma anã branca.

Os alarmistas, muitas vezes, não se coram de vergonha ao propagar as mentiras mais deslavadas, como o aumento de até 11 metros dos oceanos até o final deste século, devido ao descongelamento das calotas polares e da Groenlândia. Tchau para cidades como Nova York e Rio de Janeiro! Cientistas sérios afirmam, no entanto, que o aumento dos mares será de, no máximo, meio metro. Quem viver até lá (ou quem se dispuser a ficar congelado e depois despertar), verá...

Parece que essa profecia dos ecologistas exaltados se assemelha muito àquela do 'bug do milênio', lembra? Na virada para o ano 2000, muitos 'especialistas' em informática previam coisas escabrosas: que aviões despencariam dos céus, que ogivas nucleares seriam lançadas automaticamente, o escambau. E o que aconteceu? Gastou-se bilhões de dólares para 'corrigir' os computadores, passando as datas (dia, mês e ano) a ter oito dígitos, em vez de seis. No final das contas, as modificações milionárias não serviram para nada, pois não houve um 'bug' sequer para ser comemorado. Foi, no entanto, uma festa e tanto para as contas bancárias dos 'entendidos' em informática.

O clima está realmente mudando, não há dúvida. No interior de Santa Catarina, minha terra natal, p. ex., onde predomina a paisagem montanhosa, hoje foi tudo tomado pelo mato. Não existem, praticamente, mais plantações, somente alguns roçados. Aumentou, no entanto, o número de granjas de galinha e de suíno, em que os trabalhadores rurais fazem parceria com a Sadia ou a Perdigão, para a engorda dos animais. Esse trabalho é feito por uns poucos agricultores, normalmente da geração passada, pois os filhos e netos, em sua maioria (como eu), já se mandaram há muito tempo para as cidades.

O interessante é que nessa paisagem verde de Santa Catarina, mais ecológica do que nunca, predomina o que se passou a chamar 'seca verde'. A chuva, naquela região, não tem mais os níveis de décadas atrás. Não chove mais 'para água', apenas para manter as árvores verdes (e as plantações secas). Os rios não enchem mais, como o Rio do Peixe. Um verdadeiro paradoxo: muito verde, pouca chuva. Fica minha pergunta aos alarmistas do juízo final: por que uma região que ficou tão verde deixou de trazer chuva?

Como se vê, o problema do meio ambiente é muito mais complexo do que se imagina. Se formos levados mais cedo ou mais tarde para o crematório do aquecimento global sem limites, isto não nos exime de que tenhamos o máximo cuidado com o planeta em que vivemos, talvez o único habitat que existe para o ser humano. Mesmo que haja outros planetas semelhantes ao nosso, em outros sistemas solares, não há como chegar até lá, pois ficam a milhares ou milhões de anos-luz da Terra. Temos que cuidar muito bem do que temos aqui. Aqui a humanidade nasceu e, provavelmente, aqui ela irá perecer.

Enfim, como disse Lula por ocasião da morte das duas dezenas de cientistas na explosão do foguete em Alcântara, MA, 'há males que vêm para o bem'. Não sei o que ele quis dizer com isso. No entanto, não custa admitir que, com o aquecimento global, a Sibéria irá se beneficiar desse 'mal que vem para o bem'. As taigas se transformarão em tundras, as tundras em vastas plantações de cereais que irão alimentar toda a humanidade que porventura tiver que se deslocar de seu território em busca de comida. Além de se transformar no “celeiro do mundo”, os russos serão os maiores produtores de biodiesel. E os esquimós, enfim, poderão comprar sua geladeira Brastemp. A propósito, Lula deverá viajar em breve para o Alaska, um dos poucos lugares do mundo que ainda não conhece...

Com o aquecimento global, os franceses não terão mais a temperatura ideal para a produção de seus famosos vinhos, da champanhe, dos licores. Nem a Suíça o incomparável leite para a produção de chocolate. A Rússia, os EUA, a Europa Oriental, a Patagônia e o Canadá agradecem penhoradamente o aumento da temperatura mundial. E o Pólo Norte verá prosperar, enfim, uma nova civilização...

É, Lula estava certo na frase, não no tema: definitivamente, 'há males que vêm para o bem'. Não é que Bush estava certo?


Compartilho com meus leitores o interessante artigo abaixo, de autoria de José Carlos Azevedo.


***

O aquecimento da Terra

José Carlos Azevedo

Em novembro de 2000, na conferência que proferiu no Festival de Medicina do Milênio, patrocinado pela Associação Médica Britânica, o príncipe Charles disse não ter dúvida de que a doença da vaca louca e as severas mudanças climáticas em seu país decorrem do aquecimento global e que este é fruto do 'descaso arrogante da humanidade em relação ao equilíbrio da natureza'. A correlação entre clima e encefalopatia espongiforme bovina é estapafúrdia, tanto quanto supor, como fez o príncipe, que alterações atmosféricas isoladas têm algo que ver com a mudança do clima, pois apenas as que se manifestem durante longos períodos podem causá-la, o que é confirmado no terceiro relatório do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC) da ONU (pág. 5). O príncipe tampouco sabia que o número anual de tempestades tem sido decrescente nos últimos 30 anos, entre 30 e 60 graus de latitude norte, onde está o seu país.

Ao contrário do que dizem os que alarmam a população com falsas novidades e litanias sobre o dia do Juízo Final, o aquecimento da Terra é assunto antigo: os estudos científicos são anteriores a J. B. Fourier, que, em 1827, discutiu esse tema nos Anais do Institut de France (t. VII), que foi retomado em 1896 pelo sueco S. A. Arrhenius, Prêmio Nobel de Química de 1903, na Philosophical Magazine (41, 237-276), onde analisou a influência do CO2 no ar sobre a temperatura no solo e chegou a resultados pouco diferentes dos que são hoje conhecidos.

No livro Meltdown (Derretimento, Cato Institute, 2004), o festejado climatologista Patrick J. Michaels, com sabedoria e ironia incomparáveis, desmantelou previsões erradas de cientistas, de políticos e da mídia sobre o aquecimento global - seu livro tem o subtítulo The Predictable Distortion of Global Warming by Scientists, Politicians and the Media. Michaels lembrou que Arrhenius se valeu apenas de seus conhecimentos científicos e de lápis e papel para prever as variações de temperatura causadas por concentrações de CO2 na atmosfera e que seus cálculos revelam números apenas 60% superiores aos conhecidos hoje, que, disse ele, são obtidos ao custo de mais de US$ 20 bilhões, gastos com pessoas, computadores, hotéis, reuniões, viagens, modelos climáticos, etc. Em sua última reunião, cerca de 2.500 integrantes do IPCC chegaram a 245 valores diferentes entre 1,5 e 4,5 graus centígrados para o aumento de temperatura nos próximos cem anos, um enorme intervalo que também comprova o pouco apego da ONU à precisão numérica, pois revelou em 1980 que a Terra teria 15 bilhões de habitantes em 2050, número que corrigiu recentemente para 9 bilhões.

O degelo na Groenlândia tem sido apontado como prenúncio da hecatombe que elevaria o nível dos mares em vários metros. O mesmo relatório do IPCC, todavia, revela que ele ficará entre 2 e 9 centímetros. Tão leigo quanto o príncipe inglês, o senador norte-americano J. Lieberman afirmou em 2001: 'A administração Bush ignora o terror do perigo ambiental e nega a realidade de 2.500 cientistas da ONU que nos dizem que, se não encontrarmos um meio de conter o aquecimento global, o nível dos mares poderá crescer para 35 pés (uns 11 metros) e submergirá milhões de lares sob os oceanos.' O senador também ignora que há milênios, quando não havia poluição, a concentração de CO2 na atmosfera foi 15 vezes superior à atual e que a ação do homem é infinitamente menor que a da natureza, pois esta desloca os continentes, levanta cadeias de montanhas, explode vulcões, gera tsunamis e aquece o Pacífico.

Outro ícone dos alarmistas é o Monte Kilimanjaro, que efetivamente perdeu enorme quantidade de neve; segundo Michaels, o jornal The New York Times de 19/2/2001 afirmou: 'A capa de gelo no cimo do Kilimanjaro, que por milhares de anos flutuava como um sereno farol sobre a tremeluzente planície da Tanzânia, está recuando com tal velocidade que desaparecerá em menos de 15 anos, de acordo com estudos recentes.' A verdade é outra: as medições de temperatura feitas em 1912, 1953, 1976, 1989 e 2000 e mais recentemente por satélites mostram que a temperatura nas imediações do monte tem diminuído; a quantidade de neve não depende apenas da temperatura, mas também da umidade do ar e, nessa região, ela varia com o El Niño, que é gerado no Oceano Pacífico e ocorre com regularidade há milhões de anos.

O aquecimento da Terra é real, é lento e não há comprovação científica de que seja irreversível ou influenciado pelo homem. Com certeza, nada pode ser feito para alterá-lo, pois até fenômenos astronômicos conhecidos se correlacionam a mudanças climáticas - as manchas solares e a precessão, por exemplo. Além disso, toda a energia consumida pela humanidade por dia é 7 mil vezes inferior à que a Terra recebe do Sol no mesmo período. Por isso, resta aos governos incutir na população a importância da preservação, coibir os danos causados pela poluição - em particular a mental, de muitos dirigentes - e verificar que são inúteis as revoadas de políticos, diplomatas, burocratas, leigos e cientistas da ONU para locais aprazíveis como o Rio, Viena, Kyoto e Bali para 'conter o aquecimento global.'

Este assunto poderá vir a ser chamado de 'o embuste do século'.


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