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Ensaios-->Aviso aos EUA: Aprendam com a queda de Roma -- 05/09/2007 - 16:54 (Félix Maier) Siga o Autor Destaque este autor Destaque este Texto Envie Outros Textos
Aviso aos EUA: Aprendam com a queda de Roma

Artigo de Jeremy Grant

Financial Times, 14/8/2007

O Governo norte-americano está numa 'plataforma em chamas' de políticas e práticas insustentáveis com défices fiscais, subfinanciamento crónico da saúde, imigração e compromissos militares no exterior. Todos estes factores ameaçam resultar numa crise, caso não seja tomada qualquer acção num curto prazo, alertou o Inspector Geral do governo dos EUA.

David Walker, Inspector Geral ('comptroller') dos EUA, fez uma análise muito pessimista do futuro do país, num relatório que menciona o que Walker apelidou de 'arrefecimento das simulações a longo prazo'.

Entre estas incluem-se aumentos 'dramáticos' nos impostos, cortes em serviços governamentais e a desvalorização em larga escala por parte dos governos estrangeiros face aos detentores da dívida americana.

Estabelecendo um paralelo com o fim do Império Romano, Walker avisou que existem 'similaridades acutilantes' entre a situação actual dos EUA e os factores que levaram à queda de Roma. Entre estas incluem-se o 'declínio dos valores morais e da civilidade política interna, uma presença militar no exterior em excesso e com excesso de confiança, e uma irresponsabilidade fiscal por parte do governo central.'

'Soa-vos familiar?', questionou Walker. 'Na minha perspectiva, é tempo de aprender com a História e dar passos para assegurar que a República Americana é a primeira a resistir à passagem do tempo.'

As posições de Walker acarretam bastante peso, uma vez que este ocupa uma posição não partidária, encontrando-se à frente do 'Gabinete de Contabilidade Geral' ['Government Accountability Office'], repetidas vezes descrito como o braço investigador do Congresso Americano.

Ao passo que muitos dos seus estudos são comissariados por legisladores, cerca de 10% - incluindo o estudo que continha os seus últimos avisos - são iniciados pelo próprio Inspector Geral.

Numa entrevista ao Finantial Times, Walker disse ter já mencionado alguns destes assuntos anteriormente, mas sem querer 'aumentar o volume da discussão'. Alguns seriam também demasiado sensíveis para que outras pessoas do Governo 'vissem o seu nome ser-lhes associado'.

'Estou a tentar soar um alarme e a fazer uma chamada de alerta', referiu. 'Como Inspector Geral tenho capacidade para realizar uma análise mais ampla, e abordar assuntos em relação aos quais outros podem estar hesitantes, e em muitos casos não estar sequer em posição de os abordar.'

'Uma das preocupações é obviamente a de que somos um grande país, mas enfrentamos grandes desafios de sustentabilidade que não estamos a levar em linha de conta de forma suficientemente séria.', disse Walker, que foi nomeado para o cargo durante a administração de Clinton, com um mandato de 15 anos.

O desequilíbrio fiscal significa que os EUA estarão 'a caminho de uma explosão da dívida'.

'Com a assustadora reforma dos 'baby-boomers', o aumento em espiral dos custos dos cuidados de saúde, a queda acentuada das taxas de poupança e a crescente dependência do crédito estrangeiro, enfrentamos riscos fiscais sem precedentes', disse Walker, antigo executivo sénior da auditora PwC.

As políticas actuais dos EUA para a educação, energia, ambiente, imigração e Iraque estão também num 'rumo insustentável'.

'A nossa própria prosperidade está a colocar grandes exigências à nossa infra-estrutura física. Serão necessários biliões de dólares para modernizar tudo, desde as auto-estradas e aeroportos, às águas e sistemas de saneamento. O recente colapso da ponte em Mineápolis foi uma sóbria chamada de atenção.'

Walker referiu ainda que iria propor um briefing aos potenciais candidatos à presidência, na próxima primavera.

'Estes necessitam tornar a responsabilidade fiscal e a equidade inter-geracional numa das suas prioridades de topo. Se o fizerem, creio que teremos hipótese de dar a volta à situação. Se não o fizerem, o risco de uma crise séria aumenta consideravelmente'.


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