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Ensaios-->Memorial do Comunismo: El cóndor pasa... -- 25/07/2007 - 15:41 (Félix Maier) Siga o Autor Destaque este autor Destaque este Texto Envie Outros Textos
El cóndor pasa (e os urubus tapam o nariz)

Félix Maier
Usina de Letras - 23/06/2000 - 16:58

É de estarrecer o que se vê atualmente na imprensa, o cinismo com que se aborda a questão da assim chamada 'Operação Condor'.

Sabe-se que havia uma Internacional Comunista (Komintern), que pretendia impor o regime soviético a todos os cantos da terra. Sabe-se também que o brasileiro Luiz Carlos Prestes era um agente do Komintern, recebia salário de Moscou e pretendeu fazer do Brasil um imenso gulag, no levante conhecido como Intentona Comunista, em 1935. Cantado em verso e prosa por Jorge Amado e pelos bicheiros das escolas de samba do Rio como o 'cavaleiro da esperança', Prestes na realidade já fora, anteriormente, o chefe dos 'cavaleiros do apocalipse', ao comandar a Coluna que levou seu nome, espalhando o terror no sertão brasileiro, com roubos, estupros e assassinatos, como comprovam as memórias de Juarez Távora, recentemente liberadas. O mesmo facínora mandou matar Elza, uma comparsa da fracassada Intentona, ao desconfiar que a mesma havia entregado companheiros à polícia (veja o livro 'Camaradas', de William Waack, com pesquisas nos arquivos de Moscou).

Sabe-se, ainda, que em 1967 foi criada a Organização Latino-Americana de Solidariedade (OLAS), em Cuba, com a presença de Salvador Allende e Marighela, entre outros, para 'criar um Vietnam em cada país sul-americano', nas palavras de Fidel Castro. A organização desencadeou 'olas' (ondas) de movimentos revolucionários marxistas em todo o Cone Sul, por isso se explica o grande número de grupos terroristas, como a ALN, o Molipo, a Colina, a VPR, o MR-8 e muitos outros, que se formaram a partir de então no Brasil, não para lutar pela democracia, contra a 'vil ditadura dos militares', porém, para tentar impor aqui uma ditadura comunista. Brizola também recebeu dinheiro de Cuba para iniciar uma guerrilha no Brasil e foi apelidado por Fidel Castro de 'el ratón', por não saber explicar o sumiço de 100 mil dólares.

Apesar de se saber tudo isso - e tudo o que aconteceu nos outros países sul-americanos -, os terroristas sobreviventes tentam desmoralizar as Forças Armadas do Cone Sul ao imputar-lhes um crime que não cometeram. Jornais importantes, como o 'Jornal do Brasil', apenas retratam uma face da moeda. Criminosamente, deixam de dizer apenas a verdade: nunca houve uma 'central do terror' no Cone Sul. O que houve foi apenas a coordenação dos governos locais para fazer face à internacional do terror que tentou impor aqui o pior pesadelo que a humanidade já conheceu: o comunismo. Se querem desvendar a história, o que seria correto, comecem por historiar o que os terroristas foram fazer em Cuba, quantos bancos assaltaram, quantos assassinatos promoveram. E depois, somente depois, opinem sobre o serviço executado pelas Forças Armadas - por sinal, muito bem executado.

Essa turma toda se parece com urubus que tapam o nariz ao sentir a carniça exalada pelos mortos dos outros, esquecendo-se de que a maior carniça é aquela exalada pelos 110 milhões de mortos que eles próprios promoveram neste século, mau cheiro, este sim, longe de acabar.


Brasília, 23 de junho de 2000.

(Publicado no 'Jornal do Brasil', 1/7/2000, sob o título 'A outra face'; no site www.midiasemmascara.com.br; e no site www.ternuma.com.br, link 'Opinião'.)


Obs.: Como afirmou o mais novo santo das esquerdas, Santo Betinho (Herbert de Souza), que foi pombo-correio dos dólares Fidel-Brizola, o maragato gaúcho teria desviado 200 mil dólares, não 100 mil. Isto está publicado no Jornal do Brasil de 17/07/1996.




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