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Ensaios-->Memorial do Comunismo: Os incríveis exércitos de Brizoleone -- 05/07/2007 - 11:06 (Félix Maier) Siga o Autor Destaque este autor Destaque este Texto Envie Outros Textos
OS INCRÍVEIS EXÉRCITOS DE BRIZOLEONE

OPERAÇÃO PINTASSILGO

http://www.ternuma.com.br/brizola2.htm

Após a Revolução de 31 de Março de 1964, centenas de comunistas e inconformados políticos fugiram para o Uruguai. A proximidade do Rio Grande do Sul, então visualizado como o principal foco de resistência, oferecia condições seguras para que fosse feita uma avaliação da situação e realizado o planejamento das maquinações revanchistas. A fronteira seca favorecia o contato permanente entre os asilados e aqueles que, embora atingidos por atos revolucionários, ainda não se sentiam ameaçados a ponto de se aventurarem a abandonar o Brasil.

O folclore afirma que Brizola fugiu disfarçado de mulher, com uma sainha curta e batom na boca. A verdade, entretanto, é que, depois de passar todo o mês de abril escondido em diferentes locais de Porto Alegre, Brizola, disfarçado de soldado da Brigada Militar, foi levado num fusquinha dirigido por Lenir, esposa do advogado Ajadil de Lemos, até à praia de Pinhal. Daí, um avião monomotor dirigido por Manoel Leaes ('Maneco') levou-o até Sarandi Grande, já no Uruguai.

Em pouco tempo, Brizola tornou-se um ponto de referência no Uruguai. A 'cadeia da legalidade', sua frustrada tentativa para conter o movimento de Março, dava-lhe uma ascendência natural sobre todos os asilados. Sua inegável liderança carismática, associada a uma verbosidade demagógica, fizeram-no o centro de iradas tertúlias contra o regime militar que se instalara no Brasil.

Enviava mensagens pelo rádio dizendo que, até dezembro, estaria de volta ao País, na 'crista de um movimento insurrecional'. Usando senhas e os intermediários Albery Vieira dos Santos, ex-sargento da Brigada Militar, e Lucio Soares Costa, recebia muita gente: comunistas, militares, sindicalistas, políticos, padres e freiras. Fez contatos com agentes cubanos, dentre os quais o próprio chefe da polícia secreta, Miguel Bruguera del Valle. Elaborou um 'Livro de Ouro' para angariar recursos financeiros no Brasil e no exterior. Os famosos dólares de Cuba estariam entre eles. Elaborou um 'Regulamento Revolucionário', com dez mil exemplares impressos em Montevidéu.

Não conseguiu, entretanto, unir todas as forças que se opunham ao novo governo revolucionário. Seu projeto de formar e liderar uma 'frente' esbarrou no jogo de interesses e na inconciliável luta que envolvia a vaidade pessoal dos outros líderes. Num prolongamento das anteriores fracassadas tentativas de união e refletindo a crise das esquerdas, os asilados acabaram se dividindo em três grandes grupos, distintos por suas origens: um sindical, um militar e um liderado por Brizola.

Em novembro, estava em pleno desenvolvimento a crise envolvendo Mauro Borges, governador de Goiás, acusado de uma tentativa de socialização com a participação de estrangeiros e de militares cassados.

Nessa época, em clima de aproveitamento da crise de Goiás, foi montada, no Uruguai, a 'Operação Pintassilgo'. O plano previa o ataque a diversos quartéis, a tomada da Base Aérea de Canoas, no Rio Grande do Sul, e a utilização dos aviões da FAB para o bombardeamento aéreo do Palácio Piratini, visando à morte do Governador Ildo Meneghetti.

A prisão em Porto Alegre, em 26 de novembro de 1964, do capitão-aviador cassado, Alfredo Ribeiro Daudt, abortou a operação e todos os seus planos caíram em poder da polícia. Diversos militares da Aeronáutica estavam envolvidos, aliciados pelo tenente-coronel reformado Américo Batista Moreno e pelo ex-sargento Santana.

Muitos anos mais tarde, em 1982, em entrevista concedida na Assembléia Legislativa do Rio Grande do Sul, o ex-coronel Jeffersom Cardim de Alencar Osório acusaria Brizola de ter sido o responsável pela Operação Pintassilgo.

Do Uruguai, no conforto de suas estâncias, Brizola queria enviar os ingênuos para as ações que ele próprio não tinha coragem de executar.

F. Dumont


***

“El ratón” - É como Fidel Castro denominou Leonel Brizola, por este não ter sabido explicar o destino de US$ 200 mil que o ditador cubano lhe mandou para desencadear a luta armada no Brasil - fato confirmado por Herbert de Souza, o “Betinho” no Jornal do Brasil de 17/07/1996. 'Santo Betinho' era o pombo-correio Fidel-Brizola, era ele que levava o dinheiro do Corvo do Caribe para o caudilho guasca refugiado no Uruguai, em uma tranqüila estância da família (F. Maier).











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