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Ensaios-->Memorial do Comunismo: Opeação Thomas Mann -- 05/07/2007 - 09:11 (Félix Maier) Siga o Autor Destaque este autor Destaque este Texto Envie Outros Textos
O QUE AS ESQUERDAS NÃO DEIXAM O JOVEM SABER

Ternuma - http://www.ternuma.com.br/esquerda.htm

Resumo

Hoje, está provado que a versão da participação dos norte-americanos na Contra-Revolução de 1964 foi consolidada, por meio de documentos forjados pela espionagem tcheca que, em 1964, atuava pela KGB no Brasil. Esta escandalosa mentira, chamada de 'Operação Thomas Mann', foi montada por Ladislav Bittman, que chefiava o serviço secreto de desinformação, da Tchecoslováquia.

Obs.: A recente reportagem do jornal O Globo a respeito do assunto não é nada mais do a requentagem de uma velha mentira que, de tão repetida, já está sendo considerada verdadeira (F. Maier).


Introdução

A juventude, pelo desabrochar do idealismo e pelo viço natural aos verdes anos da existência do ser humano, constitui-se em alvo importante dos esforços da propaganda de facções políticas, que procuram moldar a consciência do indivíduo em formação, quaisquer que sejam as conotações ideológicas, de forma a assegurar-se do controle ou, pelo menos, da simpatia do futuro cidadão para as suas intenções de tomada ou de manutenção do poder político.

Em nosso País isso é bem nítido e atual, pela cuidadosa e diligente massificação da esquerda, que bombardeia a juventude de todas as maneiras, particularmente nas escolas, invertendo valores e distorcendo fatos, de modo a reescrever a História segundo a sua ótica revanchista.

Com vistas a combater tal trabalho de perversão política e corruptor da verdade histórica, o Grupo TERNUMA inicia a publicação de uma breve série de artigos, com linguagem simples e voltada aos jovens de nível médio, principalmente, com o propósito de apresentar-lhes a vertente da realidade que lhes é criminosamente negada.

Capítulo 1

O INÍCIO DA LUTA ARMADA

As esquerdas procuram justificar a sua participação nas ações armadas e violentas que praticaram, afirmando que lutavam contra a 'ditadura militar' e pelo restabelecimento da Democracia. Não admitem, jamais, que pretendiam, ao contrário do que afirmam, o estabelecimento de uma ditadura comunista como a que existia na antiga União Soviética e ainda existe em Cuba e na China. Na verdade, os comunistas brasileiros lutaram, com a violência das armas, pela abolição das liberdades democráticas, que naquela época nunca deixaram de existir para o povo brasileiro ordeiro e trabalhador, avesso, na sua imensa maioria, a aventuras políticas.

Retrocedendo ao ano de 1961, recordamos que o presidente Jânio Quadros condecorou o guerrilheiro cubano Che Guevara com a Ordem do Cruzeiro do Sul. Ao fazê-lo, Jânio desconhecia que, cerca de quatro meses antes, precisamente no dia 30 de abril de 1961, o Partido Comunista Brasileiro (PCB) mandara a Cuba, em missão especial, um de seus mais influentes membros, o militante Jover Telles, que permaneceu na ilha do Caribe até o dia 23 de maio do mesmo ano. Sua missão era acertar com os cubanos o envio de jovens brasileiros para treinamento político-militar na terra de Fidel Castro, no que viria a ser a preparação de quadros 'revolucionários' para o desencadeamento da luta armada no Brasil. Nesse mesmo período, encontrava-se igualmente na Ilha o líder das Ligas camponesas - o Movimento dos Sem Terra (MST) da época - , Francisco Julião, que da mesma forma tratava do apoio cubano à revolução em nosso País.

Jover Telles, em seu relatório ao Comitê Central (CC) do PCB sobre as suas atividades em Cuba, escreveu: '...Curso político-militar: levantei a questão. Estão dispostos a fazer. Mandar nomes, biografia e aguardar a ordem de embarque'. '...Julião começou a falar em pedidos de armas etc...'. Da narrativa de Jover, transpira, nitidamente, a concordância dos cubanos em promover cursos militares para revolucionários brasileiros, sem o conhecimento do Governo do Brasil, que exercia a Democracia plena. Segundo Jacob Gorender, então integrante do CC/PCB, 'desde o início (1959) os cubanos estavam convictos de que a luta armada no Brasil era o caminho para a revolução'.

O relatório de Jover revelou também que, em maio de 1961, encontrava-se em Havana o antigo assessor das Ligas Camponesas Clodomir dos Santos Morais, hoje um dos principais ideólogos do MST e destacado formulador dos 'Cadernos de Formação' do movimento, em que agora discorre sobre teorias de invasão e manutenção, pela força, das propriedades privadas invadidas. Cuba cumpriu com a palavra, diplomando, até 1971, duzentos e dois brasileiros nos cursos realizados na Ilha, para desencadear ações de guerrilha rural e urbana, que tanto ensangüentaram a Nação. Sem o aval do Brasil, os cubanos atentaram contra a soberania e o livre arbítrio do povo brasileiro, para exportar a versão caribenha da ditadura do proletariado.

Da mesma forma, os chineses também colaboraram para a tentativa de implantação do comunismo no País, já que, ainda durante o Governo João Goulart, o clandestino Partido Comunista do Brasil (PC do B) encaminhava para a Academia Militar de Pequim um primeiro contingente de brasileiros, visando à formação de quadros guerrilheiros para o movimento a ser implantado na Região do Araguaia, escolhida pelo PC do B, desde 1962, como palco preferencial para a sua violência revolucionária. Nascia aí a sangrenta 'Guerrilha do Araguaia', que, pela irresponsabilidade assassina de comunistas caducos, levou dezenas de jovens à morte, até 1973, sob o cínico pretexto de lutar contra 'o regime dos militares'.

Jânio Quadros foi um presidente eleito pelo povo e, após renunciar ao mandato, foi substituído por seu Vice, João Goulart, como garantia a Constituição do Brasil, que vivia a plenitude democrática e o império da lei. Por que, então, os comunistas vinham preparando os seus contingentes de guerrilheiros para o desencadeamento da luta armada? Onde estava a 'ditadura militar', a cuja existência atribuem os seus 'patrióticos' esforços para restabelecer a Democracia? Essa descarada mentira reproduzem até a exaustão, na ousada estratégia de que a repetição a transformará em verdade histórica, confundindo as gerações que não foram testemunhas de tanto cinismo.

As esquerdas não deixam a juventude saber do seu inteiro alinhamento a um movimento internacional, que desprezava o nacionalismo e a vontade soberana dos países democráticos, para transformá-los em satélites da União Soviética, ou da China , ou de Cuba, ou de onde pudessem importar os recursos e os esforços para comunizar o Brasil.

O que aos jovens as esquerdas omitem é que o Brasil, no início da década de sessenta, vivia sob frágil Democracia, do que se aproveitavam os comunistas para preparar a revolução. O que as esquerdas negam aos jovens é que as Forças Armadas, em 1964, atendendo ao clamor da família brasileira, promoveram a contra-revolução, pondo fim à anarquia e restaurando a ordem, para garantir as condições de trabalho e de segurança que transformaram o Brasil na oitava economia do mundo.

O que as esquerdas escondem da juventude são também os apelos da Igreja e da imprensa brasileira, que, nos cultos e nas manchetes dos jornais, clamavam pela intervenção das Forças Armadas, que, assim, cumpriram com o seu papel de guardiãs da lei e da ordem, como lhes impõe a sua missão constitucional.

As Instituições Militares devolveram ao povo brasileiro uma Nação pacificada e retiraram-se do cenário político, após uma transição para a Democracia plena que ora vivenciamos.

As esquerdas, porém, parecem não ter entendido a lição histórica e teimam em não aceitar a derrota, agora deturpando os fatos e usando a mentira como camuflagem de um passado de desamor ao Brasil, para, novamente, atentar contra a Democracia, com os métodos que a oportunidade indicar.


Capítulo 2
OS NORTE-AMERICANOS NÃO TRAMARAM A CONTRA REVOLUÇÃO DE 31 DE MARÇO DE 1964.

Ao longo dessas últimas décadas a esquerda brasileira tem acusado os Estados Unidos da América de, em conluio com nossas Forças Armadas, participar, ativamente, do Movimento Militar que depôs o presidente João Goulart. Na mídia, nas escolas, em livros didáticos, em pichações e em panfletos a nação americana é acusada de ter tramado, apoiado e subsidiado o 'golpe militar de 1964', por intermédio da CIA.

Durante os chamados 'anos de chumbo', prédios, lojas, estabelecimentos de ensino, enfim, tudo o que representasse os Estados Unidos passou a ser odiado e, inclusive, sendo alvo de atos terroristas as representações diplomáticas, propriedades e até mesmo cidadãos americanos residentes em nosso país.

Entre estes atos podemos destacar:

- A explosão de uma bomba no Consulado Americano, em São Paulo, em 15/03/1968, que feriu duas pessoas;

- O ataque a tiros à Embaixada do Estados Unidos, no Rio de Janeiro, por desconhecidos, no dia 21/06/1968. Esse dia ficou conhecido como 'a sexta feira sangrenta';

- O assassinato do capitão do Exército dos Estados Unidos, Charles Rodney Chandler, em 12/10/1968, que cursava uma Faculdade em São Paulo, determinado por um 'Tribunal Revolucionário' da Vanguarda Popular Revolucionária (VPR), sob a acusação de que era agente da CIA;

- O seqüestro do embaixador dos Estados Unidos, Charles Burke Elbrick, em 04/09/1969, no Rio de Janeiro, pelas organizações terroristas Ação Libertadora Nacional (ALN) e Movimento Revolucionário Oito de Outubro (MR8); e

- A tentativa de seqüestro do cônsul americano Curtis Carly Cutter, em 04/04/1970, em Porto Alegre, pela VPR.

Hoje, está provado que a versão da participação dos norte-americanos na Contra-Revolução de 1964 foi consolidada, por meio de documentos forjados pela espionagem tcheca que, em 1964, atuava pela KGB no Brasil. Esta escandalosa mentira, chamada de 'Operação Thomas Mann', foi montada por Ladislav Bittman, que chefiava o serviço secreto de desinformação, da Tchecoslováquia.

Em fevereiro de 1965, Bittman veio ao Brasil inspecionar as fases iniciais da 'Operação Thomas Mann'. Essa operação levou este nome porque Thomas Mann era o Secretário Adjunto dos Estados Unidos e o objetivo do Serviço Secreto Tcheco era 'provar', com documentos falsos, que, por influência de Thomas Mann, a política externa americana para a América Latina tinha sofrido um 'grande endurecimento', após a morte do presidente John F. Kennedy.

O Ocidente tomou conhecimento desses dados em 1985, pelo próprio Ladislav Bittman, no livro 'The KGB And Soviet Disinformation', publicado em Washington. Bittman em seu livro declara: 'queríamos criar a impressão que os Estados Unidos estavam forçando a Organização dos Estados Americanos (OEA) a tomar uma posição mais anticomunista, enquanto a CIA planejava golpes contra os regimes do Chile, Uruguai, Brasil, México e Cuba' (...) 'A Operação foi projetada para criar no público latino-americano uma prevenção contra a política linha dura americana, incitar demonstrações mais intensas de sentimentos antiamericanos e rotular a CIA como notória perpetradora de intrigas antidemocráticas'.

A operação Thomas Mann dependia de canais anônimos para disseminar uma série de documentos falsos.

A primeira falsificação, um 'press release' da Agência de Informações dos Estados Unidos, na cidade do Rio de Janeiro, continha os principais fundamentos da 'nova política externa americana'. O falso release foi mimeografado e distribuído em meados de fevereiro de 1964, numa simulação de envelope da Agência de Informações e difundida para a imprensa brasileira e alguns políticos selecionados. Em 27/02/64, a falsificação aparece no jornal 'O Semanário' com a manchete: 'Mann determina linha dura para os EUA: nós não somos mascates para negociarem conosco'.

A segunda falsificação foi uma série de circulares, publicadas em nome de uma fictícia organização chamada de 'Comitê para a Luta Contra o Imperialismo Ianque'. Essa falsa organização tinha por objetivo principal alertar o público latino- americano a respeito da existência de centenas de agentes da CIA, do DOD e do FBI, passando-se por diplomatas.
A terceira falsificação ocorreu em julho de 1964, quando a América Latina recebeu a 'prova adicional' das atividades subversivas americanas, na forma de duas cartas forjadas, supostamente assinadas por J. Edgar Hoover. Ambas estavam endereçadas a Thomas Brady, um funcionário do FBI. A primeira com uma data falsa, dando a idéia de ter sido escrita em 02/01/1961, era uma mensagem de parabéns, pelo aniversário de 20 anos de serviço de Brady no FBI. Seu objetivo era autenticar uma segunda carta, datada de 15/04/1964, também para Brady, com assinatura decalcada de J. Edgar Hoover. Nessa mensagem Hoover cumprimenta Brady pelo sucesso de uma determinada 'Operação', que, pelo contexto, qualquer leitor, imediatamente, associa ao 'golpe' que derrubou João Goulart.

Embora as revelações de Ladislav Bittman tenham sido tornadas públicas no ano de 1985, a imprensa brasileira nada publicou a respeito, talvez por ignorância ou, quem sabe, por não querer que a opinião pública viesse a tomar conhecimento da mentira que durante anos enganou o povo brasileiro.

A Revista Veja na sua edição nº 1777, de 13/11/02, publica a matéria 'O Fator Jango' de autoria de João Gabriel de Lima, onde este mesmo assunto é abordado. Para maior entendimento transcrevemos a seguir a sua parte principal:

'O básico desse enredo foi escrito nos anos setenta pela historiadora americana Phyllis Parker, na obra de referência 1964: O Papel dos Estados Unidos no Golpe de Estado de 31 de Março. Phyllis entrevistou os principais personagens do episódio e teve acesso à maior parte da correspondência secreta. Chegou à conclusão de que o golpe de 1964 foi dado mesmo por brasileiros, não por americanos. Hoje isso soa óbvio, mas na época, até por falta de bons livros em português sobre o assunto, imperava a versão esquerdista de que a tomada de poder pelos militares havia sido planejada em Washington e incluiria até uma invasão do Brasil por marines americanos. Phyllis mostra que os Estados Unidos realmente acompanhavam a situação de perto, faziam seus lobbies e sua política com a costumeira agressividade, e tinham um plano B para o caso de o País entrar em guerra civil.Entretanto, nas palavras da historiadora, não há provas de que os Estados Unidos instigaram, planejaram, dirigiram ou participaram da execução do golpe de 1964. O resto é teoria conspiratória'.

Ainda segundo a Revista Veja, Lincoln Gordon, embaixador americano no Brasil em 1964, em seu livro recentemente editado fornece bastidores sobre o relacionamento na ocasião entre os Estados Unidos e o Brasil. 'O autor do golpe contra Goulart foi o próprio Goulart' disse o ex-embaixador americano a VEJA na semana passada. 'Se ele fosse mais habilidoso, teria pressionado por suas reformas dentro do âmbito constitucional, em vez de ceder à tentação de seguir os modelos de Getúlio Vargas e Perón'.

Recentemente, em 17/02/2001, o jornalista Olavo de Carvalho tornou pública a verdade sobre a montagem dessa grande farsa, em artigo publicado na revista Época. Surpreendentemente, nenhum órgão da nossa imprensa mostrou o desejo de ouvir o ex-espião tcheco que conseguiu, durante tantos anos, impor ao povo brasileiro uma mentira de tão grave repercussão para as nossas relações com os Estados Unidos.




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