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Ensaios-->Memorial do Comunismo: Macartismo -- 04/07/2007 - 17:19 (Félix Maier) Siga o Autor Destaque este autor Destaque este Texto Envie Outros Textos
Macartismo

Félix Maier

O termo 'macartismo' se refere às ações do político americano McCarthy.

A base do macartismo surgiu com uma lei de 1950, que exigia o registro de todas as organizações ou simpatizantes do Comunismo. A perseguição atingiu cerca de 6 milhões de norte-americanos, destacando-se o casal Ethel e Julius Rosenberg, acusados de passar o segredo da bomba atômica aos soviéticos e executados em 1953 numa câmara de gás.

Na década de 1950, foi instalada nos EUA a Comissão de Atividades Antiamericanas, presidida pelo Senador Joseph McCarthy. O alvo eram principalmente os comunistas, infiltrados no Governo, nos sindicatos, nas universidades e até em Hollywood. Houve uma “lista negra”, da qual não escaparam nomes como Charles Chaplin, Orson Welles e Bertold Brecht, que tiveram que se exilar. Umas 300 pessoas foram impedidas de trabalhar no teatro e no cinema. Muitos intelectuais passaram a assinar seus trabalhos com pseudônimos.

Apesar dos excessos da Comissão, a infiltração comunista nos EUA foi muito maior do que imaginava o próprio McCarthy, como comprovariam documentos posteriormente acessíveis em Moscou – os Códigos Venona.

Na noite de 5 de outubro de 1945, 1.500 piqueteiros, atendendo à convocação de uma central sindical comandada pelo Partido Comunista, cercaram os estúdios da Warner, em Burbank, Califórnia. O ator Kirk Douglas viu-os aproximar-se, armados de “facas, porretes, fios de aço, socos-ingleses, correntes”, e ocupar os quarteirões em torno. Ao chegar para o trabalho, os empregados foram impedidos de atravessar o portão, cujos guardas tinham sido surrados e dominados pelos grevistas. “Nem você nem nenhum outro f. da p. vai entrar aí hoje”, informou ao coreógrafo LeRoy Prinz o líder comunista Herb Sorrell, celebrizado com o apelido de “Generalíssimo”. Prinz, um veterano de guerra, respondeu: “Sr. Sorrell, nem você nem nenhum outro f. da p. vai me impedir de entrar.” Entrou, mas não antes de ser surrado por uma dúzia de capangas de Sorrell diante dos olhos da polícia que, em desvantagem numérica, temia interferir. A maioria dos empregados não se deixou intimidar e alguns conseguiram saltar os muros. As tropas de Sorrell então partiram para a agressão generalizada.

No fim dos combates, o serviço médico relatou ter atendido 89 empregados da Warner, quatro policiais, três bombeiros, o representante de um sindicato contrário à greve – e apenas seis piqueteiros.

Não obstante, nos dias seguintes as manchetes do jornal pró-comunista Hollywood Atom alardeavam: 'Uma garota e um veterano torturados pela Gestapo dos estúdios Warner', 'Camisas-pardas da polícia transbordam de violência', 'Warner instala campos de tortura nazistas'. (...) O sucesso da investida contra a Warner deu a Sorrell a oportunidade de expandir o domínio comunista para muito além da luta sindical: nos anos seguintes, com a ajuda de John Howard Lawson, Ring Lardner Jr. e outros devotos, ele montou um sistema de fiscalização dos roteiros apresentados a Hollywood, para proibir que chegassem a ser filmados aqueles que não tivessem a porção desejada de ideologia comunista e antiamericanismo. A cota podia até ser modesta, mas não devia faltar. Segundo a orientação do espertíssimo Lawson, mensagens isoladas, espalhadas aqui e ali em milhares de filmes aparentemente inocentes, funcionavam mais do que um só filme ostensivamente comunista – uma regra que foi copiada no Brasil e ainda prevalece nas nossas novelas de tevê. A censura era rigorosa: o roteirista que saísse da linha era hostilizado até sujeitar-se a um humilhante ‘mea culpa’ ou cair fora da profissão.

Tudo isso está fartamente documentado em ‘Hollywood Party. How Communism Seduced the American Film Industry in the 1930 s and 1940 s’, de Kenneth Lloyd Billingsley (Roseville, CA, Prima Publishing, 2000) – um livro que decerto não será publicado no Brasil, onde o bloqueio a qualquer informação anticomunista é em geral mais estrito do que nos EUA ou na Europa (Olavo de Carvalho, in “Uma história esquecida”, Jornal da Tarde, 17 de janeiro de 2002).

“Para vocês fazerem uma idéia, porém, de como estamos atrasados nessa área, basta notar que até hoje não saiu neste país um só livro ou reportagem sobre algo que a população dos EUA sabe desde 11 de julho de 1995. Nesse dia foram divulgadas pelo FBI as decodificações de telegramas passados pelo serviço secreto da URSS a seus agentes nos EUA nos anos 40-50. Cinco décadas de negações indignadas chegaram aí ao mais patético dos desenlaces: todos os supostos inocentes que o famigerado senador Joe McCarthy acusara de espiões soviéticos, com uma única exceção, eram mesmo espiões soviéticos. McCarthy havia calculado que eram 57. Eram mais de 300. Os livros sobre isso são hoje abundantes, e as débeis tentativas remanescentes de negar os fatos já foram totalmente desmoralizadas” (Olavo de Carvalho, in É Proibido Saber, Jornal Zero Hora, 13/06/2004 e Mídia Sem Máscara, 14/06/2004).

Depois dos atentados contra os EUA, no dia 11 Set 2001, Lynne Cheney, mulher do Vice-Presidente Dick Cheney, fundou o Conselho Americano das Escolas e dos Graduados, e criou também uma “lista negra” de aproximadamente 100 professores universitários, todos esquerdistas, acusados de serem o único setor da sociedade que critica as ações antiterroristas do Governo.




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