Usina de Letras
Usina de Letras
                    
Usina de Letras
34 usuários online

 

Autor Titulo Nos textos

 


Artigos ( 56726 )
Cartas ( 21160)
Contos (12583)
Cordel (10005)
Crônicas (22134)
Discursos (3130)
Ensaios - (8936)
Erótico (13378)
Frases (43204)
Humor (18336)
Infantil (3739)
Infanto Juvenil (2597)
Letras de Música (5463)
Peça de Teatro (1315)
Poesias (137949)
Redação (2915)
Roteiro de Filme ou Novela (1053)
Teses / Monologos (2386)
Textos Jurídicos (1922)
Textos Religiosos/Sermões (4725)

 

LEGENDAS
( * )- Texto com Registro de Direito Autoral )
( ! )- Texto com Comentários

 

Nossa Proposta
Nota Legal
Fale Conosco

 



Ensaios-->Inventores brasileiros -- 24/05/2007 - 16:05 (Félix Maier) Siga o Autor Destaque este autor Destaque este Texto Envie Outros Textos
Inventores brasileiros

Félix Maier

Santos Dumont nunca quis registrar seus inventos. Mão aberta que era, distribuía os prêmios conquistados entre seus empregados e pobres de Paris. Se ele tivesse registrado a patente de seu 14-Bis, com o qual recebeu dois prêmios em Paris, em frente a centenas de testemunhas, feito homologado pela Federação Internacional de Aeronáutica, além de efetivamente ser o “Pai da Aviação”, sem contestação dos irmãos Wright, teria trazido enormes benefícios ao Brasil.

Infelizmente, Santos Dumont era apenas um rico jovem romântico, descuidou-se de patentear o invento, e logo outros o fizeram, iniciando a criação de várias empresas de construção de aviões e empresas de transporte aéreo. O mesmo descuido não teve, p. ex., Graham Bell, inventor do telefone, que patenteou o invento e o resultado foi a criação de um gigante das comunicações mundiais, a ITT. O Brasil é campeão mundial do desleixo neste sentido.

Outros brasileiros foram também inventores pioneiros. O Padre Landell de Moura, muito antes do invento do italiano Marconi, fez uma demonstração de comunicação sem fio (ondas rádio) ao imperador D. Petro II, no Rio de Janeiro, que apenas achou que o invento era uma simples “curiosidade”, coisa de “padre maluco”.

O Padre Bartolomeu Lourenço de Gusmão, o “padre-voador”, tornou-se famoso na corte de D. João VI com seu balão dirigível, a “Passarola”.

Francisco João de Azevedo inventou uma máquina de escrever em 1861 e apenas recebeu uma medalha de ouro de D. Pedro II.

Os irmãos José de Sá Bittencourt Accioli e Manuel Ferreira da Câmara Bittencourt criaram inovadora tecnologia de mineração, quando o mundo todo usava a bateia.

Um francês estabelecido em Campinas, Hercules Florence, criou um processo fotográfico cinco anos antes que Daguerre o fizesse na França, a daguereotipia. Florence tinha a vantagem de já utilizar o negativo – como ocorre hoje em dia, pelo menos nas câmaras não-digitais -, para cópias múltiplas, ao contrário do processo daguereótipo, que utilizava um processo “positivo”, ou seja, uma chapa de cada vez, sem possibilidade de cópias.

Quantos benefícios esses inventos genuinamente brasileiros poderiam ter trazido ao País, se seus inventores tivessem tido uma visão prática da criação de suas obras extraordinárias! Ou que, pelo menos, o Governo tivesse se interessado por algumas dessas criações!

O mesmo se pode dizer do criador do identificador de chamadas telefônicas, o “bina”, criado por Nélio Nicolai. Até agora, de prático, Nicolai recebeu apenas o reconhecimento através de um selo comemorativo da ECT (Empresa de Correios e Telégrafos). “Nicolai patenteou o aparelho em 1981, e 11 anos depois atualizou o sistema para ser empregado em aparelhos celulares. Segundo o inventor, o Brasil está deixando de receber mais de US$ 1,3 bilhão por mês em royalties, pois não briga pela patente industrial do identificador de chamadas. ‘O mundo tem cerca de 1,3 bilhão de celulares. As operadoras de telefonia cobram de US$ 6 a US$ 10 mensais dos usuários pelo identificador. Se recebêssemos US$ 1 em royalties por cada celular, poderíamos faturar US$ 15,6 bilhões por ano’, afirmou”
(http://si3.inf.ufrgs.br/HomePage/noticias/noti04082.cfm).

Em 1966, “o cientista cearense Expedito Parente criou o biodiesel, um óleo combustível derivado de plantas oleaginosas capaz de substituir, com vantagens, o diesel derivado de petróleo usado pelas indústrias pesadas, caminhões, usinas geradoras e outros equipamentos. (...) A pesquisa era tão séria que o então ministro da Aeronáutica, Délio Jardim de Matos, entusiasmado, mandou que os estudos de Expedito continuassem no Centro Tecnológico da Aeronáutica, em São José dos Campos” (“Os novos irmãos Wright”, in jornal Inconfidência, nº 100, outubro 2006, pg. 15). Em 1991, quando caducou a patente, a Alemanha e a Áustria “ressuscitaram a idéia. E aí a Europa passou a produzir o biodiesel” – disse o inventor em entrevista à repórter Olga Bardawil, da Agência Brasil.

O inventor brasileiro do biodiesel também criou a “vaca mecânica”, para fazer leite de soja, e o bioqueresene para aviões, o “prosene”: “Primeiro, nós fizemos ensaios em turbinas estacionadas, em bancada. Depois de muitos testes, nós decidimos fazer o teste num vôo. Usamos um Bandeirante, da Embraer, que saiu de São Jose dos Campos no dia 23 de outubro de 1984. Era o Dia do Aviador. E voou até Brasília. Eu quis ir nesse avião, mas me foi negado o acesso, porque eu não era militar. Eles fizeram questão de voar só com o prosente, sem uma gota de combustível de petróleo. O tanque estava cheio de querosene vegetal. E isso foi fantástico, porque lá em cima não tem acostamento, não!” Por que a Petrobrás não se interessou pelo invento? “O país não estava motivado. Além disso, a produção de petróleo do país começou a crescer, o preço do petróleo caiu. E a Petrobrás não deu a mínima bola para o combustível, apesar de eu ter procurado a empresa muitas vezes” – lamentou o inventor na mesma entrevista a Oga Bardawil.




Comentários

O que você achou deste texto?        Nome:     Mail:    

Comente: 
Perfil do Autor Seguidores: 489Exibido 656 vezesFale com o autor