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Ensaios-->Memorial de uma nação em frangalhos -- 25/04/2007 - 11:48 (Félix Maier) Siga o Autor Destaque este autor Destaque este Texto Envie Outros Textos
Memorial de uma nação em frangalhos.

Renildo Vicente Queiroz (*)

Vivenciar conscientemente o tempo histórico em que transcorre a nossa existência é um grande privilégio, um dever e um direito da inteligência individual, que não alcança sua plenitude senão absorvendo e integrando as tenções e mutações do ambiente maior em torno. Desde o início do século XX, esse direito foi negado a várias gerações de seres humanos, induzidos a viver uma história fictícia no mundo paralelo das militâncias ideológicas e a atravessar a existência em pleno estado de ignorância quanto aos fatores reais que determinaram o seu destino. A minha geração viveu graves turbulências: tivemos muitos revezamentos de poderes com golpes de Estado sucessivos, passamos a viver também sob a influência desastrosa da ideologia sem foco verdadeiro. É verdade que tivemos o suicídio de um presidente, produto do ódio político, e tivemos um presidente que fez a “Nação Prosperar 50 anos em cinco”, mas em toda a República não “Prosperou a Corrupção como Política de Governo”.

No mundo pós 2ª Guerra Mundial, o Comunismo se expandira. Dominara a China, comandara a descolonização de parte da Ásia e de quase toda a África e chegara ao Caribe, em Cuba, usando a tática ensinada na guerra revolucionária. Sem apoio do povo, a “Luta Armada Comunista” foi vencida no Brasil. Ressentidos, vencidos dizem que foram derrotados pela tortura, que aqui não era política de Estado, mas era das ditaduras comunistas que eles defendiam. A paixão ideológica ceifara vidas de ambos os lados. Pela primeira vez a farda, em 1964, se apoderou do Poder Político, num regime autoritário, mas não totalitário. Os cinco generais que nos presidiram foram incorruptíveis e modernizaram nosso País. Escrevemos uma Constituição que em certas normas é das mais avançadas do mundo. Claudicamos ao acolher medidas provisórias num regime presidencialista. E a esquerda, de vários matizes, chegou ao governo, apoiada nas urnas pêlos políticos que, antes, se associaram aos militares que a combateram. A despeito de inegáveis atos de retaliação, permanecem fiéis ao Poder Civil, preferindo confiar no julgamento da História, quando ela, livre das “Paixões e seus Vícios” deformadoras do caráter das pessoas, julgar em definitivo o período sombrio da contra-insurreição, o saldo trágico dos cadáveres dos revolucionários e dos que, ao iniciar a carreira castrense, no seu julgamento se compromenteram a “Defender as Instituições e a Pátria com o Sacrifício da Própria Vida”.

Mas que temos como resultado, após duas décadas do Poder Civil, síntese de todos os poderes? Um executivo que, minoritário na Câmara dos Deputados (91 do PT ante 422 das outras legendas), se tornou maioria corrompendo os vendilhões de votos, os mensaleiros. Isto é um exemplo da atuação da “Organização Criminosa”. Tecnicamente “mensalão”, está definido como a propina paga a políticos ou aliados de um governo, resultante de participações de empresas que prestam serviços ou vendem produtos para o Poder Estatal. Recentemente, para não cair no esquecimento, houve as denúncias de “Compra e Venda” de sentenças judiciais em tribunais superiores (caso investigado em covarde segredo de Justiça, porque envolve nomes da fina flor do Judiciário tupiniquim). Ou, para finalizar, fiquem bestas (como se isso fosse possível), com a máfia das “Sanguessugas”, que mobiliza muito mais que 150 congressistas, comprovando que a “Organização Criminosa”, age sistematicamente, em parceria com a classe política.



Um executivo, que, usando as medidas provisórias, legisla mais que o Congresso. Um Executivo, que, trocou a preocupação social da administração por um modelo assistencialista que, em parte, estimula o desemprego e era chamado de esmola quando oposicionista, quem hoje é presidente da República. Um Executivo, que, se gaba de ter sido o melhor desde “Tomé de Souza”, em cuja gestão o PIB, só cresceu um pouco mais que o do “Haiti” em 2005 (país destruído, pela guerra civil à anos). Um Executivo, que, se “Protege da Corrupção”, COM MENTIRAS, dizendo sempre que nada sabe e nada vê e se esquece de todas as promessas de campanha.

De outro lado, um Parlamento que, em boa parte, se vendeu a “Delúbios Soares” a “Marcos Valérios” e a “Dudas Mendonças” e, como se fosse pouco, no qual 105 dos parlamentares, agora, se igualam aos ladrões despudorados, recebendo, em dinheiro vivo, para fugir de provas, ou em conta corrente própria ou de assessores, a miserável propina derivada de emendas ao orçamento para compras superfaturadas de ambulâncias. Os “Marcolas e Fernandinhos Beira-Mar”, execráveis figuras do narcotráfico, são menos repugnantes que os que furtam o dinheiro público e entregam aos prefeitos (iguais a eles), ambulâncias desprovidas, muitas vezes, de acessórios indispensáveis para o atendimento básico da população, e salvar a vida de pobres enfermos. O Retrato Moral do Parlamento (principalmente da Câmara, depois da desautorização do Conselho de Ética), é objeto do conceito que lhe faz o presidente da CPI dos chamados popularmente “Sanguessugas”: “O Parlamento aceita com naturalidade os desvios de conduta de seus pares”. “ Os fatos colocam sob suspeita não só 10% dos Parlamentares, mas a integridade de todo o Congresso”. “Nunca chegamos a um nível tão baixo e repugnante do Poder Legislativo, no qual há exceções (felizmente) e, que nos merecem admiração e não merecem tão asquerosas companhias”.

Hoje, é de conhecimento de todos os cidadãos minimamente informados, que as Instituições brasileiras não querem ou não podem, com os atuais mecanismos à disposição, dar uma solução adequada, verdadeira e eficaz, para Conter a Evolução do Crime Organizado, da Corrupção e a conseqüente Escalada da Violência Explicita existente no País como um todo. A debilidade Institucional, é vítima da própria Corrupção, que é o meio usado para enfraquecer e controlar, ainda mais, as Instituições republicanas. Eis por que a Corrupção parece um fim em si mesma, mas não é. Ela atende a outros fins e senhores. O “Crime Organizado”, é o verdadeiro inimigo do Estado Moderno. A associação sinistra dos Criminosos de toda espécie, com Membros do Poder de Estado, forma o “Crime Organizado”. Este utiliza a “Corrupção”, a “Violência” e as “Sutilezas Ideológicas” como instrumentos de dominação da sociedade. Os ocupantes do Poder, no Executivo, no Legislativo e no Judiciário, não resolvem o problema por vários motivos: ou não querem e lhes falta vontade política; ou não podem porque estão envolvidos no próprio “sistema”; ou não vale a pena, porque, para eles, aparentemente, tudo está bom como está.

Também sabemos (talvez, não ao nível de consciência), que o maior problema histórico do Estado brasileiro, é a falta de “Democracia”. Democracia que, em poucas palavras, nada mais é do que a “Segurança do Direito de Todos”. No Brasil, não temos Democracia Plena, simplesmente porque não temos a “Segurança do Direito”. A Insegurança é tamanha que o Direito virou um instrumento de manobra da “Organização Criminosa”. No Brasil, há muito tempo, “o certo vira o errado, e o errado se legitima politicamente como certo”. Nessa inversão de valores é que o “Crime Organizado” impõe a regra de que “Vale Tudo”. O Brasil, antes de mais nada, precisa de Soberania para Restabelecer o Estado de Direito e as Instituições.



Os seguimentos mais esclarecidos da sociedade precisam saber imediatamente que seus verdadeiros e implacáveis inimigos, não são apenas e simplesmente os “Marcolas, Fernandinhos Beira-Mar ou os Miros das Candongas da vida”. Uma vez Conscientes dos Problemas e Conhecendo os Verdadeiros Inimigos do Estado, temos o DEVER de praticar a Solução ou Soluções. Como por exemplo: estabelecer mecanismos de defesa que neutralizem suas ações criminosas, seja de Corrupção, de Violência ou de Domínio de Poder Político. Poderíamos começar como primeiro passo, incentivando a Participação da Sociedade nas Corregedorias de Órgãos Públicos.

Este seria um fator imprescindível para aprimorar e recuperar as Instituições republicanas que hoje carecem de mecanismos de controle externo efetivo (hoje, vemos necessidades em criarmos uma CPI das CPIs). Parece até brincadeira. Antes fosse! A viabilidade disto só depende da vontade política de cada um de nós, para que não sejamos “uma sociedade de vigaristas, covardes e psicóticos”. Temos que “Pensar e Agir com Soberania e Sabedoria”, pois será o único jeito de derrotarmos a “Organização Criminosa”, e não ser detonado por ela, que opera com “Idéias e Ideologias, fora do lugar”, sob real comando dos controladores reais. Como já disse anteriormente, para eles “Vale Tudo” e por enquanto está “Tudo Dominado”.

“Temos que agir logo, reagir incisivamente é mais que preciso, com o conceito certo, na hora certa, e contra o inimigo certo e verdadeiro”.


(*) Consultor Técnico em Biotecnologia





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