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Ensaios-->A extradição de Cesare Battisti -- 23/03/2007 - 10:39 (Félix Maier) Siga o Autor Destaque este autor Destaque este Texto Envie Outros Textos
A extradição de Cesare Battisti

Por Carlos Alberto Brilhante Ustra (*)

O italiano Cesare Battisti foi preso domingo, dia 18 de março, no Rio de Janeiro. Battisti foi um dos chefes da organização terrorista de extrema-esquerda “Proletários Armados pelo Comunismo” ( PAC), ligada ao grupo terrorista Brigadas Vermelhas, que aterrorizou a Itália, na década de 70.

A prisão foi feita quando o mesmo recebia de uma francesa, Luci Genevève, 9 mil euros. Ela desembarcou no Rio, no mesmo domingo, 18 de março, e após deixar as malas em um hotel, dirigiu-se ao encontro do terrorista, em Copacabana. A Polícia Federal investiga a procedência do apoio financeiro.

Battisti foi preso em 1979, mas fugiu em 1981e encontrava-se foragido há 26 anos.

Nos anos 80, Battisti foi condenado a duas prisões perpétuas por envolvimento em quatro assassinatos e outros atos de terrorismo, destacando-se, entre eles, o seqüestro e assassinato do ex-premier e líder democrata-cristão Aldo Moro. O seqüestro foi realizado em 16/03/1978. O corpo de Aldo Moro foi encontrado, em 09/05/1978, 52 dias depois.

Além dos vários crimes de que é acusado e dos quatro assassinatos, uma de suas vítimas, AlbertoTorregiani, de 42 anos, vive em uma cadeira de rodas, por ter sido ferido no assalto à joalheria de seu pai, o qual, durante a ação, foi morto por Battisti.

As Brigadas Vermelhas, grupo terrorista de extrema esquerda, que nasceu oficialmente em outubro de 1970, foi responsável por diversos atentados. No entanto, Battisti, como muitos terroristas de vários países, inclusive os do Brasil, nega os crimes, se diz vítima e contesta o julgamento.

Segundo o jornal O Globo, de 21/03/07, a pressão italiana pela extradição de Battisti já começou. O Ministro da Justiça italiano já telefonou para o Ministro da Justiça brasileiro, Tarso Genro, elogiando a polícia brasileira e falando da importância da extradição de Cesare Battisti.


-- “Para nós é muito importante a extradição, já que Battisti cometeu quatro homicídios e fugiu do cárcere italiano, desrespeitando o direito dos cidadãos, das famílias das vítimas e a própria democracia- disse Mastella, segundo relato de Tarso Genro a um de seus auxiliares.”

(...) “A reação dos políticos italianos à prisão de Cesare foi quase unânime: da esquerda à direita, elogiou-se a ação da polícia. Exceção foi o senador Giovanni Russo Spena, chefe da bancada de Refundação Comunista. Para ele, a solução não é a perseguição judiciária.” (...)

“ --Vamos cumprir todos os trâmites legais, sem qualquer parcialidade – disse Tarso”

(O Globo 21/03/07)


O deputado Fernando Gabeira, que “lançou um movimento para tentar impedir a extradição de Battisti”, e pretendia mobilizar um grupo de deputados para visitar o ex-militante na prisão, parece que, segundo O Globo, chegou à conclusão que não existe ambiente na Comissão de Direitos Humanos da Câmara ou em qualquer outra instância da Câmara, favorável ao debate.

No entanto, atos de terrorismo, assassinatos, atentados e assaltos praticados em nome da ideologia comunista, para as comissões de direitos humanos e organizações não governamentais, dirigidas por militantes da luta armada dos anos 60 e 70, não são considerados crimes.

Vejam as declarações abaixo publicadas na mesma reportagem do Globo:


“Ontem, o grupo Tortura Nunca Mais anunciou que enviaria ainda hoje uma mensagem de solidariedade a Battisti, repudiando sua extradição a integrantes dos três poderes em Brasília. Segundo Cecília Coimbra, fundadora do grupo, a Itália vem realizando uma conservadora caçada política contra militantes “de um outro momento histórico”. O grupo pressionará o governo brasileiro a conceder asilo político a Battisti.”


Perguntas que ficam no ar:

- será que o governo brasileiro agirá com imparcialidade, já que muitos de seus membros, inclusive ministros, participaram ativamente da luta armada no Brasil?

- será que o governo italiano tem conhecimento que no Brasil assassinos e terroristas são indenizados pelo governo?


(*) Ustra é coronel reformado do Exército Brasileiro, autor dos livros 'Rompendo o Silêncio' e 'A verdade sufocada - a história que a esquerda não quer que o Brasil conheça'.


Visite o site www.averdadesufocada.com


***

Comentário

Félix Maier

É muito natural que um antigo terrorista, como Gabeira, não queira a extradição de seu comparsa italiano. Gabeira, junto com Franklin Martins (cogitado para ser o chefe da 'TV Lula') e outros renegados, seqüestraram em 1969 o embaixador americano no Brasil, Charles Elbrick. O crime rendeu o livro 'O que é isso, companheiro?', de Gabeira, e um filme de mesmo nome que concorreu anos atrás ao Oscar de melhor filme estrangeiro. Na época, Gabeira solicitou um visto de entrada nos EUA, para fazer propaganda do filme, o que foi negado. Naquele país, ao contrário da Terra do Mico-leão-dourado, crime de seqüestro não prescreve nunca.

Na Itália, terroristas das Brigadas Vermelhas foram presos e condenados à prisão. O mesmo ocorreu na Alemanha com o Baader-Meinhoff. No Brasil, infelizmente, antigos terroristas foram anistiados, ganharam indenizações milionárias e fazem parte do governo, desde FHC.

Aloysio Nunes Ferreira, um dos terroristas que assaltaram o trem-pagador Santos-Jundiaí, em 1968, foi ministro da Justiça de FHC. José Dirceu, envolvido em terrorismo financiado por Cuba, o Molipo, foi Chefe da Casa Civil de Lula. Foi substituído por outra integrante de uma antiga organização terrorista (VAR-Palmares), Dilma Rousseff, a 'companheira d armas', segundo Dirceu.

Aliás, sou a favor de o governo brasileiro não somente extraditar Battisti para a Itália, mas também extraditar Gabeira para os EUA, onde deveria passar uns belos anos na cadeia. Obviamente, com a atual República Socialista dos Bandidos, isto nunca irá ocorrer. Para o bem do terrorismo mundial.




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