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Ensaios-->Banditismo e terrorismo -- 17/01/2007 - 16:20 (Félix Maier) Siga o Autor Destaque este autor Destaque este Texto Envie Outros Textos
Banditismo e Terrorismo

por Heitor De Paola (*) em 17 de janeiro de 2007

Resumo: Qual a saída para o Brasil? Dizem que Guarulhos ou Galeão. Mas no último caso deve-se atravessar a Linha Vermelha – leia-se Complexo da Maré, mais violento que a Faixa de Gaza - e a viagem talvez seja para a eternidade.

© 2007 MidiaSemMascara.org


Quando o Presidente Lula definiu o que ocorrera no Rio de Janeiro como terrorismo, alvoroçaram-se os “especialistas” de sempre, indignados com a confusão do Presidente e tome de filigranas teóricas para definir diferentemente os dois fenômenos. Também aprecio estudar teorias e escrever artigos fundamentados e recheados de citações. No entanto, como a vida de qualquer ser humano não é um fenômeno teórico, não o farei aqui. Prezo muito a minha e as dos meus familiares e amigos, assim como a de qualquer pessoa inocente que seja assassinada por bandidos, terroristas e quem mais seja. Abordarei o assunto do ponto de vista abominado pelos “especialistas” – e que só aparece nas cartas dos leitores aos jornais: o das vítimas. Título ao qual concorro diariamente atravessando as Vias Expressas do Rio de Janeiro.

Apesar de morar numa cidade violenta até o momento tive a sorte de escapar ileso, assim como meus familiares. Ironicamente, fui ser assaltado em Buenos Aires onde me levaram um Rolex que habitava meu punho há trinta e três anos, mas só sofri escoriações no local. Rolex, nunca mais. O que é uma chantagem que deveria ser execrada! Mas fico a pensar: se algum familiar for assassinado num assalto destes que abundam por aqui, qual seria o interesse em definir se o culpado foi um bandido ou um terrorista? Pergunte-se às famílias israelenses enlutadas há décadas se lhes alivia a dor saber que seus entes queridos foram mortos por terroristas e qual a justificativa que usaram para tal?

Tudo isto não passa de tergiversação da pior espécie. Bandidos ou terroristas podem ser definidos numa só palavra: assassinos! Seja qual for a justificativa que dêem aos seus atos ou as desculpas encontradas pelos “especialistas”. A idéia de que crimes por motivos políticos, religiosos ou ideológicos são atenuantes é uma desculpa esfarrapada que não encontra nenhuma fundamentação psicológica. Mesmo as mais sofisticadas explicações teóricas só fazem confundir e obscurecer que, de qualquer maneira, vidas humanas inocentes são ceifadas por monstros impiedosos.

Fico indignado quando se chamam os assassinos palestinos de “homens-bomba” ou “suicidas” e tenta-se justificar seus atos através de perversões de linguagem e “respeito” à sua “cultura” e crenças. O próprio fato de serem chamados suicidas já é uma perversão, pois sua intenção final não é a própria morte, mas matar o maior número possível de pessoas à sua volta. Os verdadeiros suicidas – e conheço-os bem por razões de ofício – se matam sem levar ninguém consigo. Têm ao menos alguma consideração com os outros – embora também sejam cruéis pela dor e culpa que causam aos familiares – mas não os matam.

Se os homens-bomba justificam seus crimes por um suposto acesso ao paraíso das virgens, que se matem uns aos outros e deixem os outros viver. Através do multiculturalismo e do relativismo moral que infestam como uma praga o mundo ocidental tentam nos obrigar a “entender, aceitar e conviver com as diferenças culturais”. Mas como com-viver se eles querem é matar? Da mesma maneira que os bandidos ou terroristas ou o que sejam, que assolam nossos morros: não querem convivência coisa nenhuma, querem é nossos pertences e nossas vidas, e o que merecem é bala e não “direitos humanos”.

A confusão entre aceitação e convivência com as diferenças e aceitação e convivência com assassinos não é aleatória, mas proposital: se devemos aceitar conviver com pessoas que pensem diferente ou não sejam da nossa cor ou tenham outras preferências, não se segue que tal alegação sirva para justificar agressões, assassinatos, roubos, estupros, pedofilia, etc. Principalmente que só os seres civilizados e pacíficos precisam “aceitar as diferenças”; os terroristas, bandidos, ou sei lá o quê, têm um salvo-conduto, um hábeas corpus preventivo, pois ou são pobres, ou explorados, ou lutam contra um “invasor” de seus países, etc. Os verdadeiros invasores, que no Brasil atendem pelo nome de MST e outras siglas, não precisam respeitar nada, vão invadindo e pronto. Ai do proprietário que reagir à bala: é preso por crime inafiançável. Se a polícia ousar prender algum invasor, este é imediatamente convertido em “preso político” com a cumplicidade de ONGs nacionais e estrangeiras dos “direitos humanos” e defendidos pela mídia corrupta que alardeia a necessidade de endurecer o Estatuto do Desarmamento.

Mas não se trata de defender o Presidente. Ao, espertamente, defini-los como terroristas, abre caminho para futuras anistias e polpudas indenizações por “crimes políticos”, que no seu governo e nos dois anteriores estão repletos, e também justificar a ação da tal Força Nacional de Segurança, embrião de uma futura GESTAPO brasileira.

Qual a saída? Dizem que Guarulhos ou Galeão. Mas no último caso deve-se atravessar a Linha Vermelha – leia-se Complexo da Maré, mais violento que a Faixa de Gaza - e a viagem talvez seja para a eternidade!


(*) O autor é escritor e comentarista político, membro da International Psychoanalytical Association e Clinical Consultant, Boyer House Foundation, Berkeley, Califórnia, e Membro do Board of Directors da Drug Watch International. Possui trabalhos publicados no Brasil e exterior. E é ex-militante da organização comunista clandestina, Ação Popular (AP).




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