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Ensaios-->Tortura: tema da Guerra Psicológica -- 13/11/2006 - 11:03 (Félix Maier) Siga o Autor Destaque este autor Destaque este Texto Envie Outros Textos
Tortura: tema da Guerra Psicológica

por Agnaldo Del Nero Augusto (*) em 13 de novembro de 2006

Resumo: A mentira, aliada à tortura, além de tema desprezível da guerra psicológica, virou meio de vida dos mais ignóbeis, meio de fortuna vil, de subversivos e de advogados defensores de direitos humanos de bandidos.

© 2006 MidiaSemMascara.org


Derrotados mais uma vez nas suas tentativas de tomada do poder, as organizações subversivas, de corte comunista, necessitavam de uma idéia-força para mobilizar, especialmente, seus combalidos militantes.

As idéias-força são idéias que têm apelo, isto é, que têm força para influir psicologicamente em determinados grupos sociais. São criadas de acordo com os objetivos buscados e os temas que as expressam são criados, insinuados ampliados e orquestrados. É capaz de atingir camadas consideráveis de indivíduos. Por isso mesmo, ela diz respeito, sempre, a alguma coisa que, de certa forma, é aceita ou desejada pela maioria das pessoas. Nascida das motivações existentes, consegue mais espontâneamente a adesão voluntária do público, levando-o a agir em direção a um objetivo que corresponde, simultaneamente, aos seus sentimentos e aos desígnios de quem a emprega. É expressa por meio de temas. A idéia-força é uma sublimação do tema. Assim, por exemplo, um tema referente à repressão das minorias no mundo se prenderia à idéia-força da liberdade.

Como o objetivo que buscavam era a implantação de um regime comunista, totalitário, repudiado pela maioria da população brasileira, tiveram que apelar para a técnica psicológica de indução conhecida como “falso ideal”. Essa técnica fora usada com êxito por Stalin, quando da campanha contra o nazismo. O medo e o desejo de barrar o caminho de Hitler levaram as democracias ocidentais a aceitar, por um tempo, a URSS como a vanguarda da defesa da democracia. Veja-se a eficácia de uma idéia-força: a negação absoluta de democracia aceita como sua defensora.

Aqui o “falso ideal” foi também a democracia, que para ser implantada precisava derrubar o seu empecilho, a “ditadura”. A idéia-força: a ditadura, insinuando-se que derrubada esta, seria implantada uma democracia. Os temas para difundir a idéia-força eram os excessos dos órgãos de repressão, a insensibilidade social da “ditadura” entre outros, particularmente a tortura, dita como “política de governo”. Idéia que só podem ter buscado na decisão do CC/ PCUS tomada em 1937, durante os julgamentos-show de Stalin. Mas, um tema que, sem dúvida, mexe com o emocional das pessoas.

É evidente que para impor sua idéia-força um dos expedientes, dos mais utilizados pelos comunistas, é a mentira. E como surgiu, ligada à guerra psicológica? Jefferson Cardim Osório, ex-coronel do Exército, comunista, em escaramuças no interior do Paraná, em março de 1965, chefiando missão de que lhe incumbira Brizola, em uma emboscada matou o 3o Sargento CARLOS ARGEMIRO DE CAMARGO. Preso, apesar de criminoso e comunista, por ser ex-coronel, tinha o quartel como menagem e fugiu. Sintetizando. Já dentro da guerra psicológica, movida contra a Revolução de 1964, também no exterior, no livro “A Esquerda Armada no Brasil”, editado com o título original “Los Subversivos” pela Casa da Las Américas, de Havana, narra essa escaramuça. Sem tocar no assassinato do Sgt Camargo, diz que Jefferson logrou fugir e anos mais tarde foi entregue pelo regime militar argentino à ditadura brasileira, cujos grupos repressivos o torturaram até a morte, em 1971.

Mas os comunistas são incompetentes até para mentir. Mentiam e pecavam pela data. Jefferson só veio a falecer em 1995 e de morte natural. Em entrevista concedida a Décio de Freitas, em março de 1980, na Assembléia Legislativa gaúcha, declarou entre outras coisas sobre a operação fracassada de que participara em 1965: “Acho que o Brizola se acovardou, foi uma traição...”. Posteriormente, em 1985, se não me falha a memória, deu outra entrevista ao Correio Braziliense (tenho essa entrevista, sem tempo de recuperá-la hoje). Mas o tema da tortura agradou e passou a ser orquestrado no país e no exterior, até hoje. Essa era a primeira mentira totalmente desmascarada envolvendo a tortura e a morte de subversivos. Haja liberdade de imprensa, de editoria para se contar todas as mentiras e a história da guerra psicológica que nos foi movida. Cessado o revanchismo e o patrulhamento ideológico um dia chegaremos lá.

A mentira, aliada à tortura, além de tema desprezível da guerra psicológica, virou meio de vida dos mais ignóbeis, meio de fortuna vil, de subversivos e de advogados defensores de direitos humanos de bandidos, com as indenizações miraculosas oferecidas pelos governos esquerdistas que nos têm governado, desde Fernando Henrique Cardoso, com a Lei 9.140/95.6. Como dizia o Boris antes de ser expelido de seu emprego pelo revanchismo É uma vergonha!

A propósito, por toda essa abjeta engrenagem esquerdista, hoje, o Coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra está sendo processado, vitima da farsa dessa gente. Muitas são as testemunhas da seriedade, honestidade e lisura com que o Ustra cumpriu a missão recebida. Será que os chefes de hoje sabem o que foi aquela guerra? Sabem como a democracia, ainda que cambiante de hoje, foi salva por esses homens? Sabem, pelo menos, que o Ustra cumpria uma missäo? Que o chefe, que é chefe, tem que assumir a responsabilidade da missão que é atribuída ao subordinado? Lamentavelmente parece que não. Porque, não vejo o respaldo que deveria ser dado ao Ustra.

Se Francis Bacon tem razão e esperamos ardentemente que sim, a verdade será restabelecida com o tempo e o seu trabalho, do Sgt Camargo e dos demais companheiros que empreenderam essa luta em defesa da democracia em nosso País, será reconhecido.


(*) O autor é General-de-Divisão Reformado e autor do livro 'A Grande Mentira', Biblioteca do Exército Editora, Rio de Janeiro, 2001.










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