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Artigos-->Poesia concreta brasileira. Dados, Informações. Comentários. -- 13/07/2011 - 12:00 (LUIZ CARLOS LESSA VINHOLES) Siga o Autor Destaque este autor Destaque este Texto Envie Outros Textos

POESIA CONCRETA BRASILEIRA

Dados-Informações-Comentários

 

L. C Vinholes

 

 

Nota de 14.02.2007: Este artigo, em versão japonesa, foi escrito para o número inaugural da revista da Associação para Estudos da Arte (ASA), lançada em setembro de 1965 e dirigida pelo poeta Seiichi Niikuni (1925-1977), interessado em divulgar subsídios que justificassem perante aos poetas japoneses seu interesse pelas idéias veiculadas pela poesia concreta brasileira. Foi assim que Niikuni passou a compartilhar da liderança da poesia de vanguarda no Japão, ao lado de Katsue Kitasono (1902-1978), do grupo VOU, e de Shuzo Iwamoto (1908-1975), do grupo Pan Poésie. Neste momento, a divulgação deste artigo na Usina de Letras visa proporcionar aos interessados em conhecer os movimentos de vanguarda da segunda metade do século XX, principalmente aos das novas gerações, dados relativos à aproximação e à troca de informações entre poetas do Brasil e do Japão. ASA publicou este artigo ilustrado com um mapa do Brasil mostrando a divisão política dos estados com suas capitais e com trabalhos de Décio Pignatari, Eusélio Oliveira, João Adolfo Abreu Moura, Edgard Braga, Haroldo de Campos e Pedro Xisto.

 

 

Escrever a respeito do Grupo Noigandres é escrever a respeito da origem e dos primeiros anos da poesia concreta.

O Grupo Noigandres foi criado em 1952 e na mesma época foi editada pelos irmãos Augusto e Haroldo de Campos e por Décio Pignatari a primeira revista Noigandres

Noigandres é uma palavra provençal que Erza Pound usa no seu Cantar XX (Em 1948, em Nova York, foram publicados no original em inglês 95 cantares de Ezra Pound. Em 1960, o Ministério da Educação do Brasil editou 17 Cantares, de Pound, no original e na tradução para o português por Décio Pignatari, Augusto e Haroldo de Campos).

Oficialmente, o movimento de poesia concreta teve início com a Exposição Nacional de Arte Contemporânea realizada no Museu de Arte Moderna de São Paulo (XII.1956). Neste mesmo ano, foi publicado o terceiro número da revista Noigandres. O Plano Piloto para a poesia concreta, texto básico do movimento, foi lançado somente em 1958, junto com a revista Noigandres nº 4, que trazia trabalhos dos irmãos Campos, de Décio Pignatari, Ronaldo Azeredo e José Lino Grünewald. Em 1957, Pedro Xisto e Edgard Braga, representantes das gerações anteriores, alistaram-se também como poeta do concretismo, não membros do Grupo Noigandres.

Em 1957, Pedro Xisto foi convidado para ser crítico de poesia do jornal Folha da Manhã, de São Paulo. Escreveu quatro artigos publicados em 04 e 08 de agosto e 01 e 15 de setembro daquele ano “sobre teoria, história e razão de ser da poesia concreta na sociedade moderna brasileira”. Todos os quatro artigos tiveram como título comum: Poesia em Situação. Em 1960, em Fortaleza, Poesia em Situação, na forma de livro, foi lançado pelo Grupo Concreto do Ceará.

De 1957 a 1960, a poesia concreta foi divulgada por todo o país inspirando até mesmo poetas de gerações e escolas anteriores a 1950, tais como Manuel Bandeira, Cassiano Ricardo e Carlos Drummound de Andrade. A influência foi também marcante entre os jovens poetas dos quatro cantos do, geográfica e culturalmente, imenso Brasil.

Estudando os trabalhos de Cassiano Ricardo, Carlos Drummound de Andrade e João Cabral de Melo Neto podemos encontrar as origens brasileiras da poesia concreta.

O número de poetas concretistas independentes aumenta ano após ano. Em dezembro de 1960, nas páginas da revista Diálogo nº 13, foi publicada uma antologia de poesia concreta com 26 trabalhos de Dora Ferreira da Silva, Maria José de Carvalho, Edgard Braga, Pedro Xisto, Clarival do Prado Valladares, Roberto Thomas Arruda, Eusélio Oliveira, Alcides Pinto e L. C. Vinholes.

O Grupo Noigandres e os poetas independentes Pedro Xisto e Edgard Braga, editaram a revista Invenção, publicação nacional e internacional do movimento e de suas variantes, e da vanguarda da poesia em geral. O exemplar nº 4 da revista Invenção publicado no início de 1965, pode ser considerado como um dos mais importantes documentos entre as publicações de diferentes movimentos de poesia moderna no mundo contemporâneo.

 

SEMIÓTICA

 

Desde 1963, Décio Pignatari e Luiz Angelo Pinto trabalham juntos pesquisando e estudando problemas diversos relacionados à linguagem através da semiótica e das teorias da informação e comunicação.

O manifesto sobre poesia e linguagem semiótica que tem seus fundamentos no Plano Piloto da poesia concreta (1958) foi assinado por Pignatari e Pinto, mas entre os primeiros novos poemas vamos encontrar aqueles de autoria de Ronaldo Azeredo, um outro poeta concretista.

Nova Linguagem, Nova Poesia, assim se intitula o manifesto, foi publicado primeiramente pelo Suplemento Literário do jornal Times, de Londres (03.IX.1964) e, depois, pelo Suplemento Literário nº 399, do jornal O Estado de São Paulo (25.IX.1964). Foi divulgado, também pela revista GRANTA, vol. 69, nº 1240 (28.XI.1964) editada em Cambridge, Reino Unido, e, finalmente, pela revista Invenção nº 4 (1965), em São Paulo. No Japão, em tradução de Yasuo Fujitomi, figura às páginas da revista Design nº 72 (Tokyo VI.1965).

 

GRUPO CONCRETO DO CEARÁ

 

Eusélio Oliveira e João Adolfo Abreu Moura são membros do Grupo Concreto do Ceará, organizado em 1957.

Eusélio Oliveira que nasceu em 1933 é advogado e publicou sua primeira coleção de poemas Três Dedos de Orfeu, em 1955. Recentemente, foi eleito presidente da Federação dos Clubes de Cinema do Nordeste do Brasil. É colaborador permanente do jornal O Estado, de Fortaleza, escrevendo sobre literatura e artes na sua coluna Literatura/Diálogo.

Do mesmo grupo é Pedro Henrique S. Leão nascido em Fortaleza (1938) e que, em 1957, foi pioneiro do movimento de poesia concreta do Ceará. Leão publicou 12 Poemas em Inglês (1960), editados pela Imprensa da Universidade do Ceará. Em 1961, como bolsista, visitou os Estados Unidos da América do Norte onde teve oportunidade de entrar em contato com Jack Kerouac e Allen Ginseberg, nomes representativos na Greenwich Village, em Nova York. De 1963 para cá, tem pesquisado sobre símbolos fonéticos, como uma nova fonte de elementos para a poesia concreta. Pedro Leão é médico e trabalha como assistente no Departamento de Cirurgia da Escola de Medicina da Universidade do Ceará.

Outros membros do Grupo Concreto do Ceará são: os poetas Antônio Girão Barroso, Alcides Pinto, Arialdo Pinho, Humberto Espinosa, Francisco Barroso Gomes e os pintores Anfrisio Rocha Neto e J. Figueiredo. Muito recentemente Luzinete Moreira Cunha ingressou no Grupo. Ela nasceu na cidade de Osasco (1936), Estado de São Paulo, e logo transferiu residência para Fortaleza.

Em 1960, o Grupo Concreto do Ceará publicou, na forma de livro, os quatro artigos de Pedro Xisto intitulados Poesia em Situação, citados acima.

 

GRUPO TENDÊNCIA

 

O movimento de poesia moderna no Estado de Minas Gerais pelo Grupo Tendência foi e é diferente daqueles de São Paulo e do Ceará. Graças ao trabalho individual de alguns poetas o movimento começou por volta de 1953 quando foram publicados os poemas O Açude, de Affonso Ávila, trabalhos escritos de 1949 a 1952.

Affonso Ávila, Fábio Lucas, Laís Corrêa de Araújo e Maria Luiza Ramos participaram do Congresso Internacional de Escritores (1954), organizado dentro do programa das comemorações o IV Centenário de São Paulo. A primeira revista Tendência apareceu em 1956 e os números 2 e 3 foram publicados em 1958 e 1960, respectivamente. Neste último ano editou-se a Antologia de 4 Poetas, com trabalhos de Affonso Romano de Sant´Anna, Teresinha Alves Pereira, Silviano Santiago e Domingos Mushon acompanhados de uma introdução e análise de autoria do crítico Fábio Lucas.

Em 1961, tiveram início os contatos entre os poetas do Grupo Tendência e do Grupo Noigandres.

Quando em 1962 foi distribuída a revista Tendência nº 4, em São Paulo a revista Invenção nº 2 incluía em suas páginas poemas de Affonso Ávila, o mais ativo poeta do Grupo Tendência.

Um dos marcos da atividade do Grupo Tendência foi a Semana Nacional de Poesia de Vanguarda realizada em Belo Horizonte (14 a 20.VIII.1963). Poetas e críticos de todos os recantos do Brasil reuniram-se na capital mineira para discutir problemas de interesse comum. Durante uma semana foi organizada uma exposição com trabalhos de Décio Pignatari, Augusto e Haroldo de Campos, José Lino Grünewald, José Paulo Paes, Edgard Braga, Ronaldo Azeredo, Pedro Xisto, Feliz de Athayde, Wladimir Dias Pino, Affonso Ávila, Affonso Romano de Sant´Anna, Laís Corrêa de Araújo, Henri Corrêa de Araújo, Libério Neves, Ubiraçu Carneiro da Cunha, Délio César Paduani, Márcio Sampaio, Osmar Dillon, L. C. Vinholes, representando diferentes tendências. Nesta exposição, representando o Japão, figuraram trabalhos de Akito Osu (Ninfa da Chuva), Fukiko Kobayashi (Poemas) e Katsue Kitasono (Cenário do Branco) traduzidos por L. C. Vinholes.

 

DADOS SOBRE OS POETAS

 

Décio Pignatari- Nasceu na cidade de Jundiaí, em São Paulo (1927). Em 1950 publicou o seu primeiro livro de poemas com o título O Carrossel. Idealizador do movimento de poesia concreta (Revistas Design nº 27, Tokyo dezembro/1961, e Graphic Design nº 18, Tokyo janeiro/1965), junto com os irmãos Augusto e Haroldo de Campos criou o Grupo Noigandres (1952) que publicou ao mesmo tempo a primeira revista de poesia concreta: Noigandres. Os seus trabalhos mais representativos, poesias e ensaios, estão nas revistas Noigandres nºs 3, 4 e 5 (1956, 1958, 1962), Invenção nº 1, 2, 3 e 4, publicadas em São Paulo (1962, 1962, 1963, 1965) e em outras revistas especializadas como ROT, SPIRALE, NOTE e TYPOGRAPHICA. Com os irmãos Campos traduziu para o português 17 Cantares de Ezra Pound, editado pelo Ministério da Educação do Brasil, em 1960. Fez conferências no Chile, Argentina (1952) e em toda a Europa (1954 e 1956). É conhecido como crítico de arte e profundo conhecedor de desenho industrial, artes gráficas e como colaborar ativo de jornais e revistas. É professor de Teoria da Informação (Linguagem e Texto) na Escola Superior de Desenho Industrial do Rio de Janeiro e, recentemente, foi o responsável pela organização do Departamento de Desenho Industrial da Universidade de Brasília.

Ronaldo Azeredo- Nasceu no Rio de Janeiro (1937). Nunca escreveu versos em sua vida; iniciou diretamente com poesia concreta. Tornou-se membro do Grupo Noigandres em 1956 e é apreciado como tendo extraordinária intuição formal. Participou da revista Noigandres nos números 4 e 5, e em todas as atividades do Grupo. Recentemente, com Décio Pignatari e Luiz Angelo Pinto, trabalha num novo tipo de linguagem e poesia: a semiótica. Profissionalmente dedica-se à propaganda.

Luiz Angelo Pinto- Nasceu em São Paulo (1941). É poeta. Estudou engenharia e tem profundos conhecimentos de matemática. Nos últimos tempos junto com Décio Pignatari e Ronaldo Azeredo, acima citados, pesquisa sobre linguagem e poesia semiótica.

Wladimir Dias Pinto- Nasceu em Cuiabá, Mato Grosso (1927). Publicou Os Corcundas (1954), A Máquina ou a Cousa em Si (1955) e A Ave (1956). Com os poetas do Grupo Noigandres participou da Exposição Nacional de Arte Concreta no Museu de Arte Moderna de São Paulo (1956) e no Ministério da Educação no Rio de Janeiro (1957).

José Lino Grünewald - Nasceu no Rio de Janeiro (1929). Poeta e bem informado crítico de cinema, trabalha para o jornal Correio da Manhã e para o Jornal de Letras do Rio de janeiro. Publicou Um e Dois (1958), o ensaio Poesia Concreta e uniu-se ao Grupo Noigandres neste mesmo ano. Seus trabalhos estão nas revistas Noigandres nº 5 e ROT nº 7, esta última dedicada por Max Bense à poesia concreta brasileira.

Edgard Braga- Nasceu em Alagoas (1898). Além de poeta é médico e em suas mãos nasceram mais de 15.000 crianças (outras poesias). Há vinte anos era um poeta parnasiano-simbolista. Publicou Subúrbio Branco (1959), Extralunário (1960) e A Soma (1963). Nas últimas cinco páginas de A Soma figura inteligente e informativa análise da obra de Haroldo de Campos.

Os Irmãos Campos- Augusto e Haroldo de Campos. Augusto nasceu em 1931 e Haroldo é dois anos mais velho do que ele. Ambos são de São Paulo. Alguma cousa já foi dita acima sobre as relações que eles têm com o Grupo Noigandres e com todo o movimento da poesia concreta.

                    Augusto, antes da formação do Grupo Noigandres, publicou os poemas O Rei menos o Reino (1951). Na revista Noigandres nº 1 (1952) foram incluídos seus poemas Ad Augustum per Augusta (escritos entre outubro de 1951 e janeiro de 1952) e O Sol por Natural (a maior parte escrita em março de 1951); e em Noigandres nº 2 (1955), o trabalho Poetamenos escrito entre janeiro e julho de 1953, com uma nova técnica que ele mesmo explica: “com palavras” mas “como em Webern”. Em Poetamenos ele usa cores assim como Webern usa as diferenças de timbres dos instrumentos musicais na composição de suas obras. Os trabalhos mais representativos de Augusto estão nas revistas Noigandres e Invenção. Depois de longo período de trabalho, Augusto viu o Ministério da Educação do Brasil editar em 1960 o original inglês de 10 Poemas de e. e. cummings acompanhado da tradução para o português de sua autoria. Graças a troca de cartas e livros com Augusto de Campos é que Ian Hamilton Finlay e Dom Sylvester Houedard OSB se entusiasmaram pela poesia concreta. Ele também se correspondeu com o pintor e crítico de arte estadunidense Charles Biederman e com o poeta inglês Mike Weaver que, em dezembro de 1964, organizou a exposição de poesia de vanguarda em Cambridge, no Reino Unido.

            Haroldo publicou o seu primeiro livro de poemas O Auto do Possesso (1949) pelo Clube da Poesia de São Paulo. Em Noigandres nº 1, figuram seus trabalhos Cidade (V.1951) e Thalassa Thalassa (VI.1951). Em Noigandres nº 2, foi incluído o poema Cyropédia ou a Educação do Príncipe. Outros trabalhos figuram nas pátinas das revistas Noigandres e Invenção. Em junho e julho de 1961, Haroldo escreveu o  livro-poema intitulado Servidão de Passagem que, em maio/junho de 1964, foi traduzido para o japonês por Seiichi Niikuni e editado por L. C. Vinholes para ser distribuído durante a Exposição Internacional de Poesia Concreta (18 a 20.VI.1964) realizada no hall do Sogetsu Kaikan de Tóquio. Haroldo sempre esteve em contato com artistas de vanguarda da Europa, Japão e México, pessoalmente ou por correspondência: Agam Vasarely, Gerstner, Mavigner, Boulez, Stockhausen, Berio,  Ponge, Heissenbüttel, Gommringer, Döhl, Belloli, Sanguineti, Diacomo, Garnier. Em 1964 Haroldo deu conferências sobre literatura moderna do Brasil na Technische Hochschule Studium Generale, Stuttgart, a convite do professor Max Bense.

            Augusto e Haroldo, trabalhando juntos ou separadamente, traduziram para o português poemas e ensaios de originais em seis línguas. Muitos ensaios e artigos pelos irmãos Campos foram publicados pela revista Invenção (1960) e, anteriormente, nas edições dominicais do jornal Correio Paulistano, em São Paulo, na página intitulada Invenção, origem do nome da revista que ora editam.

Pedro Xisto- Nasceu no Estado de Pernambuco (1902). Um dos poetas de maior destaque dentro do movimento da poesia concreta que tem quase toda sua vida dedicada aos mais diferentes campos da atividade cultural. Foi Adido Cultural brasileiro quando trabalhava para o Ministério das Relações Exteriores. Foi um dos primeiros brasileiros a estudar a cultura japonesa sob o ponto de vista científico. Aprecia a tradução japonesa do haicai e é autor de poemas pequenos em português que chama também de haicai. Pedro Xisto é autor do projeto para o Instituto de Estudos Orientais em São Paulo. Em 1960, em Tóquio, L. C. Vinholes editou a coleção de oito dos seus mais representativos haicais, edição esta que se intitulou 8 Haicais de Pedro Xisto e que, mais tarde, foram musicados para voz e grupo de câmara por H. J. Koellreutter. No mesmo ano, em São Paulo, foi editada a sua magnífica coleção Haicais e Concretos que em 1961 lhe valeram os prêmios de poesia Fabio Prado e International Pen Friend de São Paulo. Alguns dos seus haicais foram escritos num estilo ou numa técnica bastante semelhante ao estilo ou a técnica da poesia concreta. Por exemplo:

 

passa      preto      passa

 

lua   branca    branca  lua

 

passa     preto    pássaro

 

Nas páginas anteriores foram incluídos outros dados referentes às atividades de Pedro Xisto.

Sempre que recebo suas cartas recebo também seus mais recentes poemas.  Na correspondência de 10.IV.1965 chegou o poema  concreto  “astro/ostra”.

 

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