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Artigos-->A “Síndrome da Língua Solta” e suas inconseqüências -- 22/07/2010 - 12:35 (Félix Maier) Siga o Autor Destaque este autor Destaque este Texto Envie Outros Textos
A “Síndrome da Língua Solta” e suas inconseqüências.

General Azevedo(*)

- Corre um leve rumor que a criatura pode estar doente. Seu criador, também. Ela, física. Ele, mentalmente.

Nela, os sintomas se manifestam pela falta de controle e a dificuldade no concatenar idéias, no construir argumentos, no emitir opiniões. Daí fugir dos debates, como o diabo da cruz. Nele, o linguajar leve e solto, sem medidas, sem pudores, inconseqüente.

Nela, quem sabe, uma doença ainda não curada. Nele, refluem reveses mal assimilados, doloridos catiripapos no ego. É a síndrome da egolatria inflamada? Infeccionada? Desarvorada?

No Campo Externo, a equivocada pressão sobre Honduras, o risível périplo no Oriente Médio, o malfadado passeio a Cuba, o indigesto acordo com o Irã, a perda da Copa, o circuito tirânico pela África. E o pior, para cada insucesso, a terrível certeza, de que em todos foram desperdiçadas oportunidades de engrandecimento nacional e pessoal, não fosse a triste opção ideológica do desgoverno.

Honduras, apesar das reativas inúteis do Brasil, aos poucos vai retornando a sua vida normal, sob o aval das demais Nações. No Oriente Médio, um hilário papel. Após uma ridícula tentativa de resolver na “conversa mole” o milenar affaire entre Israel e a Palestina, ainda agregaram visível arranhão na antes sólida amizade do Brasil com aquele país, afrontado pelo “noço guia” ao negar-se a visitar, protocolarmente, o túmulo de um herói israelense. A vergonhosa tertúlia e o abraço em Fidel, e as lamentáveis colocações em referência aos presos cubanos, e ao mártir grevista, pecaram pela leviandade diplomática do Itamaraty do B.

O vergonhoso chute na nossa honra protagonizado pelas sanções ao Irã acordados pela ONU, apesar das ridículas ameaças da “pseudopotência”. A perda da Copa, e ver escorrer pelos dedos a apoteose de retornar para o Brasil, no aero - lula trazendo a Taça. O discurso perante a cúpula da FIFA, eivado de “senões”, que macularam o Brasil, e jogaram às traças o nosso Turismo com desastrosas comparações. A desfaçatez ao não assistir à grande final, como é a praxe pelo mandatário do País responsável pela Copa seguinte. Sem esquecer os alegres encontros com tenebrosos ditadores africanos, como ele, os pais da pátria. E, para culminar a desdita, os vitoriosos acertos entre a Igreja Católica e a Espanha para a libertação de presos cubanos, sem qualquer alusão para tal, a préstimos pelo Brasil – que não houve.

No Campo Interno, não olvidar as derrapagens mais recentes, o famigerado PNDH - 3, o drama de Belo Monte, o rosário de multas do TSE, o capenga desempenho da “marionete”, o lançamento “ao mar” do navio sem motor, as inaugurações do “nada”, como a montagem de um evento, apenas para anunciar que em dezembro sairá o edital para a licitação do trem–bala. Uma tremenda presepada, não fosse eleitoreira e suprimento para uma soberba imensurável, que se satisfaz, não por fazer, mas, simplesmente, por anunciar o que será feito, como se a parlapatice pudesse agregar como sua, aquela obra.

Culminando, o policiamento da educação com a abolição da palmada.

É, meus amigos, após tantos infortúnios, só desbundando. Em conseqüência, após uma série de reveses, a metamorfose tem dado sinais de profundo estresse.

Podemos perceber alguns sinais do seu desgaste, principalmente no ego, que sofreu profundos arranhões nos últimos meses, sintomas que repercutem no seu linguajar descontrolado, nas suas colocações desabridas, impertinentes, e nas declarações estapafúrdias e nas afirmações descabidas, que denotam um alto grau de desvairo.

Como exemplo marcante, a descarada afronta ao Presidente do TSE, ao tecer, em solenidade, loas a sua marionete, sob a farsesca alegação de que no dia anterior, não poderia omitir–se de citá-la, segundo ele, como a mãe do trem-bala, e por isso, fingindo-se de tolo, super ingênuo ou debochado, repetiu a façanha.

Do exposto e, levando-se em consideração que seus últimos pronunciamentos primam pela megalomania, pelo distanciamento com a realidade, e que suas atitudes carecem da retidão que o cargo impõe, alguns diagnosticam que um perigoso e irreversível processo patológico domina a mente e o coração do incongruente, tornando seus últimos meses à testa da Nação, como perigosos para o nosso futuro.

Que Deus nos proteja!

Brasília, DF, 21 de julho de 2010

(*) Gen. Bda Rfm Valmir Fonseca Azevedo Pereira


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