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Infantil-->Coletânea de Poesias - Homenagem ao dia da Criança -- 09/10/2012 - 20:04 (Armando A. C. Garcia) Siga o Autor Destaque este autor Destaque este Texto Envie Outros Textos
Número do Registro de Direito Autoral:143769011593880300

 

Coletânea de Poesias

EM HOMENAGEM AO DIA DA CRIANÇA

 

SORRISO DE CRIANÇA

O sorriso de criança
De angelical pureza
Demonstra sua confiança
Neste mundo de incerteza

Franco e sadio sorriso
No seu reino de alegria
A vida é um paraíso
Que ela vive a cada dia

Sorri contente e feliz
Numa alegria sem par
É da vida um aprendiz
Capaz de nos ensinar

O sorriso de criança
Puro elo de ventura
Exprime e traça a esperança
Do criador à criatura.

São Paulo, 19/05/2005
Armando A . C. Garcia

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A GAZELA E O LOBO MAU

Certo dia uma gazela desgarrada
Á beira de um riacho, tranquila pastava
Quando um lobo, goela aguçada
Olhava, mirava, se d’um pulo alcançava

O porco-espinho, compadre da gazela
Atento observava a avidez do lobo
Que a cada segundo, pensava comê-la.
Como o porco espinho, nada tinha de bobo...

Arquitetou um plano contra o intento
Do astuto e ardiloso lobo mau,
Que fingia nutrir-se do mesmo sustento
Para acercar-se da gazela, o marau!

E quando o manhoso, o bote tinha certo,
O porco-espinho que a tudo assistia,
Jogou seus espinhos, em firme acerto
Que o lobo cegou; e de dor, ele gania...

A doce gazela, tão pura e tão bela,
Sequer percebeu o perigo iminente.
Continuou comendo, nenhuma cautela...
Só foi perceber, quando à sua frente!

O lobo ganindo, socorro pedia...
A pobre gazela, seus espinhos tirou,
Curou suas chagas, serviu-lhe de guia,
Para ser atacada, tão logo ele sarou!

O quanto podia, correu pelos prados
Saltava, pulava, só poeira fazia.
Por fazer o bem, pagou seus pecados...
Até que chegou, aonde o lobo não ia.

Aí, foi pensar que nem sempre se pode
Ao seu inimigo, comida lhe dar.
Porque à primeira rusga a poeira sacode...
Agradecendo assim, quem o quis ajudar.

São Paulo, 23 de agosto de 2004

Armando A. C. Garcia

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O CURUPIRA

A estória que vou contar
Não é minha criação
É folclore brasileiro
Das matas ou do sertão

Consta que na floresta
Havia um menino peludo
Dentes verdes, pés virados
Cabelos avermelhados

Criatura horripilante
Não fosse sua bondade
Dos animais vigilante
Tornar linda a fealdade.

Conta a lenda que protege
Todo animal que lá habita
E quando um caçador herege
Que caça não necessita...

Os bichos da mata imita
Ninguém o consegue ver
Assobia, grulha e grita
E da trilha o faz perder

Os que matam os filhotes
E caçam só por prazer
Judia-os passa-lhes trotes
Ficam loucos pra valer

Diz a lenda que certo dia
-Curupira era o seu nome
Na floresta um índio dormia
E Curupira tinha fome.

Então resolve comer
Do índio seu coração
Este acorda, ouve dizer
Vou fazer dele um lanchão

O índio apavorado
Fingindo medo não ter
- Teu olhar fique fechado
Que vou-te dar tal prazer !...

No bornal tinha guardado
Um coração de macaco
- Ao Curupira ofertado
Como se dele, fosse o naco.

O índio em troca pediu
Que o Curupira lhe desse
seu coração. Consentiu!
Com a faca o peito abriu...

Porque havia acreditado
Que o índio nada sentiu !
Caiu morto, esticado.
O índio fugiu aterrado...

Jurando lá não voltar
Mal um ano se passou !...
Sua filha pediu um colar
Diferente qu’o povo usou.

O índio aí se lembrou ...
Verdes dentes do duende !
Ao tirar... o ressuscitou
- O duende, nada entende....

Quis retribuir a bondade !
Arco e flechas certeiras
Para caçar sem maldade
Foram as ordens primeiras.

E avisado não poder
Mais que para um apontar
Com bando, nunca mexer ...
Porque o iriam atacar

Um dia, todo emproado...
Quis mostrar ao povo inteiro
De nenhum disparo errado
Com seu atirar certeiro

Esqueceu o recomendado
Atirou num bando inteiro
Foi de tal forma atacado
Qu’nada sobrou do arqueiro

O Curupira tudo viu
Cheio de pena ficou
Com cola, os restos uniu
O índio inteiro montou

Em razão da tal colagem
Ao índio recomendou
Não comer ou beber quente
Se não derrete para sempre

Um dia sua mulher
Fez um prato apetitoso
Muito quente e o guloso
Se apressou em comer

Derreteu de uma só vez.
- A lenda quer nos mostrar
Que a caça predatória
Não se deve praticar.

Que Curupira só deixa
Caçar um para comer
E aquele que caça enfeixa
Da trilha o faz perder.
---------
Esqueci de acrescentar
Como Curupira tem pés virados para trás
Ninguém o consegue encontrar !...

S.P. 04/12/2004 -
Armando A. C. Garcia

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TEXTO DE UTILIDADE PÚBLICA - POR FAVOR, REPASSE-O


CRIANÇA, TOMA CUIDADO (Infantil)
(Com a Pedofilia)

Criança, presta atenção
Naquilo que vou falar
Tem muito espertalhão
Querendo te abocanhar

É o lobo mau da historinha
Só que, em figura de gente
Criança, seja espertinha
Não sejas tão inocente

Criança, toma cuidado
De estranhos.Não aceites
Doces, bolacha ou salgados
O lobo, com esse deleites

Visa estraçalhar você.
Criança, toma cautela
O pedófilo é jacaré
Não quer que sejas donzela.

Nem um aperto de mão
Ou um elogio sequer
A sua má intenção
Está querendo esconder

Se pedófilo te abordar
Criança, toma juízo
Nem pares pra conversar
Que ele promete o paraíso

Chama a Polícia depressa
Antes que ele te faça mal
Brinquedos, são vil promessa
De uma troca desigual...

Se tu fores abordada,
Com proposta desonesta
Dá-lhe grande bofetada
E cospe na sua testa .

Aos Pais:

Quem ama toma cuidado
Com aquilo que o filho faz
Não deixe a vigília de lado
Às garras do satanás

Quem ama, toma cuidado
Alerte seu filho também
Não deixe que um desgraçado
Faça mal, a quem quer bem.


São Paulo, 21/07/2008
Armando A. C. Garcia
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O Poeta Pigmeu ! (Infantil)

Era uma vez um poeta
Pigmeu por natureza
Escrevia tão bonito
Que encantava a realeza

Um dia p’lo Rei foi chamado
Quis saber donde provinha
Seu lindo palavreado
Que, mesmo o Rei, não o tinha

-Respondeu-lhe: são as musas
Que o transportam do além
Achando as respostas escusas
O Rei, achou ser desdém

Mandou-o encarcerar
Pensando preso não usa
Com as musas conversar
E a escrever, ele se recusa...

Foi em vão. Logo em seguida
O Pigmeu escreveu
Poesia. O sopro da vida.
- Melhor entre terra e o céu!

São Paulo, 18/07/2008
Armando A. C. Garcia

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A MENTIRA ! - (Infantil)

O meu pai sempre dizia
Filho, não deve mentir
Porque a Mentira um dia
Poderá te atingir

Vejam só o que aconteceu
Ao Zé, que apascenta gado
- À noite não adormeceu,
Por sentir-se entediado

Então, sem o que fazer
Uma farsa engendrou
E gritando, ele fez crer
Que o lobo o atacou

Os pastores da vizinhança
Ouvindo... lobo gritar
Acudiram na esperança
Do lobo mau espantar

Lá chegando, circunspecto
O palco do acontecido
Não revelava aspecto
Do lobo ali ter bramido

Mal três dias se passaram
O Zé, de novo gritou...
Lobo, lobo, socorram ...
E todo mundo ali voltou

Vendo a mentira do Zé
Os pastores s’entreolharam
E sem tapa ou pontapé
Desapontados... retiraram

Zé, ficou desacreditado
No meio da vizinhança
- O caráter demonstrado
Foi de uma vil criança

No dia que o lobo atacou
O Zé, socorro pediu ...
Mas ninguém se importou
Porque o Zé, sempre mentiu

Com fúria e sanguinolência
O lobo mau sacrificou
Dez ovelhas, em consequência
Da mentira que criou

Foi então que o Zé pensou
No mal que havia feito
Quando mentindo gritou
Por socorro sem efeito !

São Paulo, 07/02/2008
Armando A. C. Garcia
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O casal de castores

Lindo casal de castores
Vivia à beiro do rio
Nem tudo eram flores
Pelo risco que corriam

É que lá ia beber
Casal de gatos selvagens
Passando logo a querer
Dos castores tirar vantagens

Tocaiaram sua presa
Um bom tempo sem cessar
P’ra colocá-los à mesa
À noite no seu jantar

Mas o casal de castores
Arquitetos por nascença
Tinha erguido uma barragem
P’ra defender sua existência

Construíram sua morada
Com galhos bem entrançados
Com a porta de entrada
Na barragem submersa

No meio dos paus trançados
Grande espaço reservado
Lá moravam sossegados,
Com mantimento, guardado.

Até que dois gatos selvagens
Perturbaram sua paz,
Mantendo guarda cerrada
Com finalidade voraz!

Por terem discreta porta
Com entrada pelo rio,
Deixaram de virar torta
Nos ataques que sofriam.

Cansados da perseguição
Resolveram se vingar...
Fizeram um mutirão,
Para os gatos afogar.

Assim na próxima investida
Os castores de prontidão
Abriram as águas do rio
Dos gatos... nunca mais se ouviu falar.


São Paulo 09/08/2004
Armando A. C. Garcia

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A RITINHA E O GATO SIAMÊS


A Ritinha tinha um gato
Cuja raça é siamês
Pulando sobre os telhados
Escapulia de vez

A Ritinha não gostava
Das fugas do siamês
Na sua ausência chorava
Pela falta que lhe fez

Sempre o bichano voltava
De cada sua escapada
- Nas ausências se encontrava
Com gata que muito amava

A Ritinha não sabia
Quem o siamês visitava
Até que um certo dia...
Trouxe a prole e a namorada

A Ritinha muito alegre
A todos eles abraçou
- Sua casa foi albergue
Da prole qu’o siamês gerou

São Paulo, 14/09/2007
Armando A. C. Garcia

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Oração da Criança

Quis rezar mas não sabia,
Nenhuma oração legal.
Vou pedir p’ra cada dia
O que acho principal.

Senhor, meu Deus, atendei
O pedido que vos faço,
Eu nem sei porque busquei
Abrigo em Vosso regaço.

Minha mãe, está doente,
Meu pai, desempregado
Que ela, cure de repente,
P’ra ele, trabalho achado.

Sabeis que sou pequenina
Tenho três anos de idade,
Não sei oração Divina
P’ra vós, não é novidade!

Atendei o que vos peço
Que chegando à mocidade,
Pagar-vos-ei justo preço
Rezando com qualidade.

Obrigado meu senhor,
Em atender meu pedido.
Eu não sei rezar melhor,
Mas vos fico agradecido.


São Paulo 07/08/2004
Armando A. C. Garcia

E-mail: armandoacgarcia@superig.com.br
Visite meu blog: 
http://brisadapoesia.blogspot.com

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