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Artigos-->Os Crewlinas -- 03/02/2009 - 22:59 (Jefferson Cassiano)
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Respire fundo: o assunto é a Creolina. Se você for muito jovem, é provável que nunca tenha ouvido falar dela. A Creolina é uma mistura de Cresóis (daí o nomezinho simpático) e Fenóis que exerce uma profunda ação bactericida. Em palavras mais simples e inteligíveis: a Creolina é um desinfetante “ninja”. Acaba com o Salmonella, o Staphilococcus e outros bandidinhos microscópicos. Vai ser difícil encontrar um especialista que negue a eficiência da Creolina.
Quando estava no antigo ginasial, o banheiro da escola era desinfetado com Creolina. Era fácil saber quando a aplicação do produto tinha ocorrido. A Creolina apresentava um odor muito característico: o famoso fedor de Creolina, que não podia ser comparado com nada. Era terrível. Era, vírgula. É terrível, pois a Creolina continua no mercado, firme, forte e fétida, e ainda há quem a utilize para limpar não apenas pocilgas, estábulos e canis, mas quintais e outras áreas residenciais. Há malucos que até pingam umas gotas de creolina em água e mel e bebem como forma – pasme! – de eliminar vermes do intestino (ficou curioso? http://br.answers.yahoo.com/question/index?qid=20070704192843AAIk4Ee).
Não precisa ser médico para saber que beber Creolina, mesmo que diluída, pode causar problemas sérios à saúde. Há quem diga que nem é necessário ingerir a substância para começar a ter problemas. O cheiro forte da creolina pode provocar, tanto em humanos quanto em animais domésticos, enjoos, alergias graves, tontura, problemas no estômago ou no fígado e fadiga. Isso para não entrar no mérito do mito que rotula o produto como cancerígeno, algo que pode ser só isto mesmo: um mito.
Se na década de oitenta do século passado, o faxineiro da EEPG Ernestina Del Buono Trama não tinha outra opção para manter os banheiros limpos, ainda que fedidos e tóxicos, o mesmo já não acontece hoje. Há inúmeros produtos com a mesma potência de ação bactericida nas prateleiras. Produtos menos agressivos e com preços equivalentes ao da Creolina. Pergunta simples: por que, então, muita gente ainda usa a maledita Creolina?
Não, caro leitor, eu não estou vendendo produtos de limpeza. Você já vai entender o porquê da Creolina. Antes, peço que se lembre de alguma vez em que você tenha entrado numa loja, num bar, num restaurante, num posto de gasolina, num consultório médico e tenha recebido o produto ou o serviço que procurava. Comprou o presente na loja, a cerveja no bar, o P.F. no restaurante, o combustível no posto, e a receita no médico. Tudo certo. Se esses estabelecimentos fossem um desinfetante, poderíamos dizer que cumpriram a função: eliminaram a bactéria da sua carência pelo produto ou serviço. Só precisamos saber se, ao realizar a tarefa, tais empresas não agiram como a Creolina.
As Empresas Creolina são facilmente identificáveis. Não deixam de vender, mas o fazem da maneira mais primitiva, agressiva e tóxica possível. Cuidam mal de suas instalações, da recepção ao banheiro (nos quais é possível que ainda usem Creolina...) . Remuneram seus funcionários com salários injustos e os transformam em robozinhos sem educação, sem iniciativa, sem vontade. São empresas marcadas pela grosseria, pela lentidão, pelo mau humor, pela falta de respeito ao ser humano chamado cliente. São pastelarias, mercados, bancos, escritórios de advocacia, lojas finas de shopping, bancas de jornal. As Empresas Creolina estão por toda parte.
Por que essas empresas, que não são poucas, continuam existindo? Porque você, cliente, continua comprando nelas. Você, meu caro, ainda acredita que o melhor é a Creolina: fede, intoxica, mas funciona. Muitas empresas oferecem os mesmos serviços com uma qualidade muito maior (falaremos delas na semana que vem), mas você continua nos Cresóis misturados com Fenóis. Aí é: crew! Crew em você, seu Crewlina!
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   Ailton 
Muito bom    
   AoNHhbRQ 
achei ótimo este texto. parabens    
   angel_scotti 
achei ótimo este texto. parabens    



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