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Artigos-->Arquivos do Inferno -- 13/08/2008 - 18:30 (Lúcio Emílio do Espírito Santo Júnior) Siga o Autor Destaque este autor Destaque este Texto Envie Outros Textos
Os Arquivos do Inferno: O Manual Prático do Vampirismo & Outros Textos Renegados de Paulo Coelho

Lúcio Emílio do Espírito Santo Júnior

Falar de Paulo Coelho, para mim, é saltar de um trapézio sem rede. O autor é polêmico e divide opiniões. Coelho queixa-se insistentemente da crítica, principalmente da frase “não li e não gostei”, aplicada a seus livros. Essa frase já foi usada por Oswald de Andrade em sua coluna Telefonema. Depois, foi apropriada por Paulo Francis e virou sua marca registrada. No entanto, posso dizer de Paulo Coelho: li e não mais lerei. Li Brida e O Alquimista, O Zahir. Prefiro ler aqueles autores que ele cita: Jorge Luís Borges, Constantinos Kaváfis. Não lerei pelo seguinte motivo: ele faz misticismo europeizado no Leblon. Aí só entram bruxas irlandesas, celtas e druidas de telenovela, etc. Umbanda e Camdomblé nem pensar. Para curtir misticismo, ele precisa ir a Katmandu; não bastava procurar um babalorixá no Rio? Outra: Coelho ambienta seus romances em todo lugar do mundo, até no Casaquistão, menos no Brasil. A meu ver, seus livros são apenas medianos, mas daí parece nascer sua força para conquistar um público de gosto médio (e são milhões). Em relação à contracultura hippie, da qual ele participou, seus textos são yuppies.
Vou aqui falar de um outro tema: os livros renegados de Paulo Coelho. Ele não tem o dom supremo da sinceridade: já disse, em entrevistas, que só publicou seu primeiro livro aos 38 anos. Como veremos abaixo, não é verdade: ele começou em 1969, aos 22 anos.
Muito pouca gente sabe, mas o primeiro livro de Paulo Coelho não foi O Alquimista, seu grande sucesso editorial ocorrido logo após a morte de Raul Seixas, em 1988, logo no início de sua projeção para o sucesso. Os livros de Paulo Coelho antes de 1989 foram inúmeros:

A Revolta da Chibata, peça teatral. Ed. Louma, 1969.
Os Limites da Resistência, contos. Ed. Conservatório de Teatro, 1970.
A Fundação de Krig-Ha. Com Raul Seixas, ed. Intersong, 1973.
O Teatro na Educação. Ed. Forense Universitária, 1974.
Os Arquivos do Inferno. Shogun Arte, 1982.
O que é o Amor. Com Cristina Oiticica, ed. Shogun, 1984.
O Manual Prático do Vampirismo. Ed. Eco, 1986. (Edição recolhida pelo autor em 1987. Em 1990, foi publicado pela mesma editora um livro diferente, assinado por outro autor, mas se aproveitando do mesmo título).

A data de publicação deste livro é divulgada como sendo 1974. Porém, a edição localizada por nós indica 1973. Paulo Coelho afirma que 1974 deve ser a data de lançamento deste livro. Devemos também notar duas outras questões: há um trabalho chamado Os Limites da Resistência, que configura uma publicação sui generis do autor, isto é, um envelope (que possui um selo editorial, chamado Alfa e a data de edição de 1970), que contém uma peça teatral e contos. O mais provável é que a tiragem desta edição artesanal tenha atingido poucas cópias. Esta obra é até hoje, com efeito, pouco conhecida e o próprio Paulo Coelho não dá destaque a este trabalho inicial, relacionado ao seu interesse em teatro.
Ao que tudo indica, o “mago de Copacabana” renegou todos, pois nunca resolveu relançá-los, ainda que revistos, depois de famoso. Coelho escrevia desde a adolescência. Aos treze anos ganhou um concurso de poesias e dirigiu o jornalzinho do colégio jesuíta Santo Inácio, onde estudou alguns anos. Além de sempre atuar e dirigir inúmeras peças, escrevia as próprias: dirigiu e escreveu a peça Juventude Transviada, em 1966; em 1968, formou seu próprio grupo de teatro, o Grupo de Arte Popular, dissolvido pouco depois; escreveu e dirigiu a peça Desapareceu a Margarida. Em 1969, Coelho reuniu dinheiro e criou seu próprio grupo teatral; com esse grupo escreveu e dirigiu a peça O Apocalipse. O espetáculo teve críticas divididas e foi um fracasso de público. Yan Michalski teria escrito que foi “o espetáculo mais maluco que vi”. O crítico do jornal O Dia chamou a peça de “ato de irresponsabilidade artística”.
Em 2002, uma tese foi defendida na USP a respeito de Paulo Coelho. Nela, Romancini, o autor, dizia que o sucesso mercadológico da literatura de Paulo Coelho não pode ser visto como um evento único e que irrompe abruptamente na carreira do autor. O sucesso desta literatura tem paralelo – ainda que ela ultrapasse em muito os termos da comparação – com outro momento da carreira do autor: sua parceira com Raul Seixas, com o qual produziu músicas até hoje lembradas. O autor também publicou outros livros antes de tornar-se best-seller.
Dito isso, retornarmos ao objetivo principal do artigo, evidenciando o quanto a aparência de “sucesso espontâneo e imediato” que o caso de Paulo Coelho pode sugerir é enganosa. Ao mesmo tempo, o exame da trajetória editorial de Paulo Coelho permitirá visualizar um traço marcante da mesma, qual seja, a passagem da produção literária do escritor do que chamaremos de um circuito ligado à “cultura das bordas” ao “centro” de uma indústria cultural do livro no Brasil.
Aspecto este característico da profissionalização assumida por Paulo Coelho e de uma mudança em seu estatuto como escritor, em termos de práticas e representações assumidas por ele. Por fim, o ano de 1989 é uma marca relevante para datarmos o sucesso mercadológico do escritor, pois é neste ano que ele começa a freqüentar as listas de mais vendidos de publicações como a Folha de S.Paulo.
A partir de 1990, Paulo Coelho estará em todas as listas de livros mais vendidos do país. Menos explicitamente, estes trabalhos e as ocupações do autor durante este tempo, relacionam-se a temas e preocupações depois explorados nos livros de Paulo Coelho mais bem sucedidos comercialmente. O exame desta produção, e principalmente da parceira com Raul Seixas, é feito com mais detalhe na dissertação realizada na USP (Romancini, 2002, 79-89).
O último livro desta fase inicial de Paulo Coelho, Arquivos do Inferno, é talvez a mais marcante tentativa de expressão literária por parte do autor nesta fase. Não é estranho, pois, que tenha sido publicado pela Shogun Arte, uma editora que havia sido criada pelo próprio Paulo Coelho. O livro que marcará a continuidade da carreira de Paulo Coelho e seu ingresso no espaço da “cultura das bordas” é o Manual prático do Vampirismo, escrito por ele e Nelson Liano Jr. e publicado pelo editora carioca ECO. A história editorial deste livro e da continuidade da carreira do escritor na ECO fornece exemplos do sentido estratégico do autor na conquista de um público e da mudança de circuitos pela qual passa sua obra.
Em 1991, quando a fama de Paulo Coelho no Brasil ainda estava se consolidando e a fama no exterior ainda se anunciava, a Martin Claret Editores lançou um livro chamado Paulo Coelho por Ele Mesmo. O livro nunca mais foi reeditado desde então. Quem sabe o motivo tenham sido as revelações que o livro trouxe, além de fragmentos de Arquivos do Inferno e inúmeros textos curtos de Paulo Coelho que ele jamais republicou. Vejamos um fragmento intitulado Os Pedaços:

É muito importante saber que andei espalhando partes do meu corpo pelo mundo. Cortei unhas em Roma, cabelos na Holanda e na Alemanha. Vi meu sangue molhar o asfalto em Nova York, e muitas vezes meu esperma caiu em solo francês, num campo de parreiras perto de Tours. Já descarreguei minhas fezes em rios de três continentes, reguei algumas árvores da Espanha com minha urina e cuspi no Canal da Mancha e no Fjorde de Oslo. Certa vez, arranhei o rosto e deixei algumas células presas numa grade em Budapeste.
Estas pequenas coisas – geradas por mim e que jamais verei de novo – me dão uma sensação de Onipresença. Sou um pouco dos lugares onde andei, das paisagens que vi e que me comoveram.
Além disso, meus pedaços espalhados têm uma aplicação prática: em minha próxima encarnação, não vou me sentir só ou desamparado porque alguma coisa familiar – um cabelo, um pedaço de unha, um velho cuspe seco – estará sempre por perto.
Semeei em vários lugares da Terra, porque não sei onde vou renascer um dia.

O texto que abre o livro de Paulo “por ele mesmo” é da pintora Maria de Lourdes Argèles-Gazost (será um pseudônimo?). Ela inicia contando como conheceu Paulo, num dia em que, com flores no cabelo e vestida de branco, fez um coquetel de drogas e desmaiou diante do prédio da faculdade de teatro, no Rio de Janeiro. Foi socorrida e levada para o apartamento de Paulo Coelho, que a convidou para fazer amor. Coelho recebeu uma negativa, o deixou prontamente irritado, pois costumava fazer o amor livre com todas suas alunas no curso pré-vestibular da faculdade de teatro.
Maria de Lourdes prosseguiu contando como os dois, vivendo a fase do misticismo hippie, por volta de 1972, ligaram-se à “Sociedade Besta do Apocalipse”, seita secreta composta de satanistas que seguiam o mago inglês Aleister Crowley. A seita tinha fama de promover orgias sexuais. Ela conta que Coelho e ela buscavam trazer mais pessoas para a seita, fazendo proselitismo e buscando divulgação para os rituais e propostas mágicas até mesmo entre empresas sérias como a Petrobrás. Raul entrou em contato com a seita através do jornalzinho hippie que o grupo produzia e logo passou a financiar o grupo. O sucesso obtido por Raul nessa fase parece ter alavancado seu envolvido nos rituais satânicos. Curiosamente, era o dinheiro da gravadora Phonogram que patrocinava a Sociedade Alternativa.
Vale lembrar que nessa época Mick Jagger cantava o sucesso Simpathy for the Devil e inúmeros roqueiros da moda de então, tais como Jimmy Page, do Led Zeppelin, demonstravam interesse crescente por Aleister Crowley e fazia sucesso o filme O Bebê de Rosemary, também sobre uma mulher grávida usada por um grupo de jovens satanistas malucos.
Gazost escreveu que o grupo liderado por Coelho promovia o uso de drogas nos rituais satânicos, até que durante um deles uma das pessoas envolvidas enlouqueceu. O grupo, que passou a ser visado pela polícia a partir do sucesso de Raul e do assunto “sociedade alternativa”, dissolveu-se; Raul e Paulo foram presos, passaram um tempo no exterior e voltaram, para dentro em pouco seguirem caminhos diversos. Maria de Lourdes ficou às voltas com crises e internações psiquiátricas durante algum tempo e Paulo Coelho esteve anos paranóico. Os textos que ficaram e que registraram essa fase foram dos mais interessantes do livro:

Digo que estou o tempo todo na corda bamba, e que já vi os melhores cérebros de minha geração destruídos pela loucura ou pelo esquecimento. Eu não pertenço à geração da espada nem à geração da flor.
Não dancei rock, não pedi esmola viajando, não briguei em passeatas. Tudo foi acontecendo um pouco à margem, e antes que acabasse eu já tinha consumido. Por isso não pegava nem na pedra nem na guitarra. Como eu sofri, meu Deus, por causa disto.
Mas o fato é que tudo acontecia dentro de mim. Só que em algumas horas eu devorava aqueles anos inteiros da vida de outras pessoas. Não vim aqui para mudar a lei, nem para estar de acordo com ela. Eu vim para contar o fim da história, escrever os evangelhos que estão faltando. Eu sou o grande mito da nossa Era. Eu sou o Jovem.
Eu falo com você numa linguagem bem simples, dialética do conhecimento misturada com cafonice de escola de samba no Leblon. (...) Eu tenho vivido neste tempo. Entre pessoas que me dizem que se eu comprar aquela geladeira vou ter felicidade o ano inteiro. (...) Eu tenho vivido num tempo difícil de caminhar pelas ruas sem que alguém largue todas as suas preocupações cotidianas e venha me ofender. De pessoas que não gostam de mim porque uso cabelos compridos.

Na Alocução Final há algumas “revelações” mais claras:

Cada homem tem seu caminho e sua forma de agir. A nossa foi Krig-Há. Destruiremos, sem compromisso algum, as crenças e opiniões arraigadas durante séculos de cultura. Somos mais parecidos com bárbaros que com Robespierre, aprendemos a ler, no grande livro, os segredos da chuva e das pedras. Krig-Ha é apenas o estágio do momento.

Paulo Coelho publicou na revista Planeta um artigo chamado As Sociedades Alternativas no ano de 1974, tentando organizar o pensamento e as tendências de algo que os estudiosos chamavam As Sociedades Alternativas. Vou tentar destacar e analisar alguns de seus trechos mais interessantes. É muito curioso pensar que esse ensaio, aparentado ao ensaísmo de esquerda, tenha sido escrito por um cabeludo seguidor de uma seita satanista. Paulo sempre me parece ter oscilado entre a razão e seu oposto. Nesse mesmo ano de 1974, Paulo, entre um ritual com drogas e outro, entre uma letra de rock inspirada em sábios indianos e magos ingleses e outra, escreveu sobre um livro sobre o teatro na educação (!). Paulo e Raul mostram uma tentativa de compreensão daquele momento crucial, quando o “milagre brasileiro” ia acabando em meio à crise do petróleo em 1973. Raul e Paulo acreditaram na contracultura como a única utopia que valia a pena ser tentada daí por diante:

O mundo parece desabar numa crise, provocada pelo próprio homem. O sonho acabou, como disse John Lennon. Agora, as pessoas estão em busca de caminhos, objetivos e realização pessoal. Todo o conforto da idade tecnológica não é suficiente, se falta ao homem o essencial: a descoberta de si mesmo.

O texto de Paulo Coelho também avança no sentido de analisar a absorção da contracultura pelo capitalismo. Ele anota que:

Os hippies, sentindo-se seriamente atacados, passaram a radicalizar a contracultura, proclamando-a superior a tudo. A contestação transformou-se em romantismo, cultuando macaquinhos em posição de ioga, consumindo incensos, gurus e conceitos completamente distorcidos. Quando o jovem compreendeu que estava sendo atacado, ao invés de procurar controlar as destrutivas forças da sociedade de consumo, resolveu fugir, no tempo e no espaço, em busca de um primitivismo marginal. O hippie passou a alienar-se por completo dos movimentos sociais e assumir esta alienação como eterna e admirável.

Outro trecho mostra como a crença dos hippies era uma radicalização da ideologia liberal, caindo num individualismo abstrato:

A sociedade deveria adaptar-se às necessidades humanas, e não vice-versa.(...) Todos os movimentos políticos tradicionais partiam do princípio de que a sociedade era a justificativa para a existência do homem. O hippismo inverteu o processo: o homem era a única justificativa para a existência da sociedade.

Finalmente, transcrevemos aqui um fragmento do Manual Prático do Vampirismo, que tem como abertura um fragmento de Jorge Mautner, possui um interessante e bastante útil capítulo sobre como identificar uma pessoa acometida de vampirismo, especialmente durante a relação sexual. O capítulo em questão chama-se As Marcas do Vampiro:

Para se reconhecer uma pessoa que está sendo vítima de vampirismo teremos que observar atentamente o seu comportamento. Depois que suas energias começam a ser roubadas, começa a denotar mudanças significativas em seus hábitos. Isso acontece de forma tão significativa que dificilmente aqueles que a cercam deixariam de notar. As transformações começam no olhar que, a partir do primeiro contato com o vampiro, torna-se estático, dando a impressão que seu globo ocular está sempre concentrado no mesmo ponto, vendo alguma coisa além do concretismo das coisas. Posteriormente, se se trata de uma pessoa muito ativa e jovial, começa a se mostrar indolente e vagarosa, sem ânimo para participar de reuniões sociais. O senso de humor desaparece completamente, tomando o seu lugar uma rígida indiferença em relação a tudo que se passa a sua volta. A pessoa vampirizada começa a evitar propositalmente o contato com os raios solares, e durante a noite revela uma tendência ao sonambulismo, o que a torna cada vez mais apática, chegando a desmaiar ao menor esforço físico. Uma extrema palidez começa a contornar-se pelo seu rosto, e durante as refeições alimenta-se com carne praticamente crua e grande quantidade de vinho. Com o passar do tempo torna-se arredia a todo tipo de contato com outras pessoas, permanecendo trancada em seu quarto. Passa a falar muito pouco, e quando o faz, é possível notar-se mudanças no tom de voz. Diz fazes desconexas, incapazes de serem entendidas pelos outros. A sua higiene pessoal também começa a se deteriorar evitando entrar em contato com a água, com perfumes, sobretudo aqueles feitos de essências de flores. Além da palidez, é possível observar pelo corpo da vítima enormes marcas roxas como se tivesse sido espancada por alguém muito forte. Se estiver sendo sugada por um vampiro de sangue, é possível ver no alto do pescoço, onde ficam as veias jugulares, duas pequenas marcas parecidas com incisões feitas por uma pequena agulha que aos poucos vão se tornando arroxeadas e cobertas por uma espécie de substância purulenta. No entanto, é possível encontar essas marcas também em outras regiões do corpo, como nos pulsos, nas pontas dos dedos, e próximos ao coração, sendo que nesse caso o estado de deteriorização da vítima é muito rápido, impossibilitando qualquer tipo de salvamento. Mas tanto no caso do vampirismo de sangue, como do vampirismo astral, a vítima mostra uma estranha ansiedade com a chegada da noite, transparecendo uma tristeza misturada ao desejo de se entregar completamente. Normalmente essa pessoa evita olhar-se no espelho, e repudia imediatamente qualquer tipo de simbolismo sagrado de qualquer religião.
Existem casos em que a pessoa começa a comer todo tipo de inseto e pequeninos animais como rato, gato, passarinhos, lagartos lagartixas, etc., ainda com vida. Se o vampiro não lhe roubar toda a energia e ninguém se der conta da sua verdadeira doença, a vítima fica histérica, tornando-se insuportável nos meios sociais, o que obriga um internamento em sanatório para alienados mentais. Dessa forma estará condenada a uma insanidade sem cura até os últimos dias de sua vida. Não é difícil encontrar nos hospícios do mundo inteiro, pessoas vampirizadas falando uma linguagem completamente estranha e uivando como lobo para os raios lunares. Quando psicanalizados, elas revelam estar esperando a chegada do mestre para terminar a metamorfose iniciada. Nesse estado vivem durante anos, sem a menor compreensão dos médicos que a cercam. Mas, apesar de sua sina, são dóceis, incapazes de atitudes violentas contra outros internos, contanto lhe sejam permitidos preservarem os seus hábitos.

Bibliografia:

Site Lágrima Psicodélica. http://lagrimapsicodelica.blogspot.com/2006/12/livros-de-paulo-coelho.html

ROMANCI, Richard. Paulo Coelho, um autor singular: da “cultura das bordas” ao “centro”.Trabalho apresentado no NP04 – Núcleo de Pesquisa Produção Editorial, XXV Congresso Anual em Ciência da Comunicação, Salvador/BA, 04 e 05. setembro.2002.
Faculdades Integradas Rio Branco.
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