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Artigos-->QUEM FOI JÚLIO PATERNOSTRO? -- 29/09/2007 - 22:07 (Mário Ribeiro Martins) Siga o Autor Destaque este autor Destaque este Texto Envie Outros Textos
QUEM FOI JÚLIO PATERNOSTRO?

*Mario Ribeiro Martins

JÚLIO PATERNOSTRO(Júlio Novaes Paternostro), de Cruzeiro, São Paulo, em 26.11.1908, escreveu, entre outros, “VIAGEM AO TOCANTINS”, publicado pela Companhia Editora Nacional, São Paulo, em 1945, com prefácio de Roquete Pinto, sem dados biográficos no livro e sem qualquer outra informação ao alcance da pesquisa, via texto publicado.
Filho de Francisco Paternostro e Esmênia Novaes Paternostro. Após os estudos primários e secundários em sua terra natal, formou-se em Medicina, tornando-se Médico Sanitarista.

Casou-se com sua prima, Julia Guimarães Paternostro (filha de Tranquilo Paternostro, irmão de Francisco Paternostro). Os nomes deles, Julio e Julia, foram dados em homenagem à avó, Julia.
Do casamento de Julio e Julia Paternostro, nasceram Lucia Paternostro, em 29.09.1937, Teresa Paternostro, em 1939 e Jorge Paternostro em 1941(já falecido). Todos nascidos no Rio de Janeiro.

Lucia casou-se e teve 7 filhos: 2 morreram, ficando 5, entre os quais, está Maria Lúcia Paternostro(Malu), a caçula que reside em Brasilia. Teresa teve o filho Marcelo que mora no Canadá. Ela que fez Direito, aposentou-se na Policia Federal e mora no Rio de Janeiro. Jorge fez Engenharia na Tchecoslováquia, casou-se com uma tcheca e voltou para o Brasil em 1970, não tendo filhos. Trabalhou em Furnas Centrais Elétricas, no Rio de Janeiro, e faleceu de enfarte em 1994, com 53 anos de idade.

O Médico Júlio Paternostro foi Funcionário do Serviço de Febre Amarela, do Ministério da Saúde, do Governo Federal. Trabalhou durante muitos anos no convênio da Divisão Internacional de Saúde Pública, da Fundação Rockefeller. Percorreu 17 Estados Brasileiros, colhendo material, especialmente mosquitos, para estudar o problema da febre amarela.
Entre maio e setembro de 1935, quando tinha 27 anos de idade, realizou a “VIAGEM AO TOCANTINS”, saindo de Belém do Pará, subindo o Tocantins, passando por Tocantinópolis, Filadélfia, Carolina, Pedro Afonso, Tocantínia e Porto Nacional. Seguiu depois para Natividade, Paranã, Arraias, São Domingos, Posse, Formosa e Anápolis, de onde retornou ao Rio de Janeiro, de Trem de Ferro, via Uberaba.

Na cidade de Pedro Afonso, participou em 1935, da formatura de 52 soldados da Companhia de Polícia do Norte de Goiás. Em Porto Nacional, esteve com o Dr. Francisco Ayres e com o Frei Reginaldo Tournier. Em Arraias, participou das comemorações do dia 7 de setembro e nela permaneceu 10 dias realizando estudos. Em Formosa, visitou os padres dominicanos.

Sua viagem ao tocantins, teve o seguinte roteiro: Do Rio de Janeiro a Belém, de Navio, 17 dias(naquele ano, o avião da PANAIR fazia em 2 dias). Belém a Alcobaça-264 Km, de Vapor, 4 dias. Alcobaça a Carolina-1236 Km, de Barco a motor, 18 dias. Carolina a Pedro Afonso-480 Km, de Barco a remo, gastando 12 dias. Pedro Afonso a Arraias, passando por Porto Nacional-1020 Km, de Cavalo.
De Pedro Afonso a Tocantínia, demorou 5 dias. De Tocantínia a Porto Nacional, gastou 4 dias. De Porto Nacional a Natividade, demorou 5 dias. De Natividade a Paranã, gastou 6 dias. De Paranã a Arraias, demorou 4 dias. De Arraias a Anápolis, passando por Formosa- 540 Km, de Caminhão, gastando 7 dias.

Descreveu todos os córregos, afluentes e povoados ao longo do Rio Tocantins. Seus estudos sobre o Rio Tocantins serviram de base para o livro do Dr. Fred L. Soper, Diretor da Fundação Rockefeller no Brasil, com o título “THE GEOGRAPHICAL DISTRIBUTION OF IMMUNITY TO YELLOW FEVER IN MAN IN SOUTH AMERICA”, publicado nos Estados Unidos, em julho de 1937.
Em 1934, já tinha visitado o Sul de Goiás, tendo estado em cidades como Rio Verde e Jataí.

Mesmo com sua importância, como Médico Sanitarista brasileiro e de seu livro com cerca de 400 páginas, prefaciado por Roquete Pinto, ilustrado pelo Urbanista Atílio Correia Lima e publicado pela Companhia Editora Nacional, de São Paulo, em 1945, nenhuma das Enciclopédias nacionais, nem a Delta, nem a Barsa, nem a Mirador, nem a Abril ou qualquer outra, faz referência ao seu nome, o que é um esquecimento imperdoável.

Seu livro importantíssimo quanto raro, é hoje disputado por colecionadores de obras raras. O exemplar existente com o autor destas notas, foi adquirido por uma pequena fortuna num dos “SEBOS” de São Paulo e foi dedicado pelo próprio autor, ao DR. JOÃO MAC-DOWELL, em outubro de 1945, quando de seu lançamento oficial.
Este livro VIAGEM AO TOCANTINS foi escrito em 1935, mas só foi publicado em 1945, pela Companhia Editora Nacional, de São Paulo.

Entre seus familiares, oriundos da Itália, destacam-se, Biase Paternostro(1872), Francesco Paternostro(1877), Luigi Paternostro(1885), Antonio Paternostro(1925), Paolo Paternostro(1953), etc.
Ainda em 1944, fundou junto com José Affonso Netto, Danilo Perestrello, Elso Arruda, Julio Paternostro, Oswaldo Domingues de Moraes e Walderedo Ismael de Oliveira, o Centro de Estudos Juliano Moreira, no Rio de Janeiro, todos psiquiatras vinculados ao Serviço Nacional de Doenças Mentais. Quanto a Júlio Paternostro, em 1946, com 38 anos de idade, foi para a Itália, onde continuou a sua formação científica, não mais se tendo noticia dele. Faleceu aos 41 anos no Rio de Janeiro, no bairro de Santa Teresa, em 05/01/1950. Sua esposa Julia Paternostro, pianista, nascida também em Cruzeiro/SP em 12.06.1912, viveu até os 84 anos, falecendo em agosto de 1996, no Rio de Janeiro.

Encontra-se na ESTANTE DO ESCRITOR TOCANTINENSE, da Biblioteca Pública do Espaço Cultural de Palmas.
Apesar de sua importância, não é mencionado na ENCICLOPÉDIA DE LITERATURA BRASILEIRA, de Afrânio Coutinho e J. Galante, edição do MEC, 1990, com revisão de Graça Coutinho e Rita Moutinho, em 2001 ou DICIONÁRIO HISTÓRICO-BIOGRÁFICO BRASILEIRO(2001), da Fundação Getúlio Vargas e nem é referido no DICIONÁRIO DAS FAMILIAS BRASILEIRAS(2001), de Antonio Henrique da Cunha Bueno e Carlos Eduardo de Almeida Barata.

Como também não é referido no DICIONÁRIO DE AUTORES PAULISTAS(1954), de Luis Correia de Melo, bem como no DICIONARIO BIOBIBLIOGRAFICO LUSO-BRASILEIRO(1965), de Victor Brinches. Não é referido no livro ITALIANOS NO BRASIL(2003), de Franco Cenni. Biografado no DICIONÁRIO BIOBIBLIOGRÁFICO DO TOCANTINS, de Mário Ribeiro Martins, MASTER, Rio de Janeiro, 2001. Verbete do DICIONÁRIO BIOBIBLIOGRÁFICO REGIONAL DO BRASIL, de Mário Ribeiro Martins, via INTERNET, dentro de ENSAIO, no site www.usinadeletras.com.br ou www.mariomartins.com.br

Quando o autor destas notas, matriculou-se no curso de Bacharel em Teologia, no Seminário Teológico Batista do Norte do Brasil, em 1966, fez o seu exame Psicotécnico com o Prof. J. N. Paternostro(CRP 06/25), oriundo de São Paulo, sobre o qual não tem maiores informações, não sabendo se existe algum parentesco entre ele e JULIO PATERNOSTRO. Seu Consultório ficava na Rua Riachuelo, 275, 9º Andar, Salas 915/7, Fone 35 96 41, São Paulo. A Malu Paternostro tirou a dúvida, dizendo, via e-mail: "Eles eram irmãos sim. O José era psiquiatra. Era padrinho da minha mãe, casado com Zelinda".

Devo expressar um agradecimento todo especial a Maria Lucia Paternostro, neta de Júlio Paternostro e suas filhas Lucia Paternostro e Teresa Paternostro, pelas informações preciosas que me enviaram, eis que JULIO PATERNOSTRO é o meu Patrono, na Cadeira 13 da Academia Goianiense de Letras.

Tal a importância do assunto, que resolvi divulgar a carta pessoal de Teresa Paternostro ao autor. “Oi Mario Martins, sou Teresa, 2a filha de Julio Paternostro. Ele teve 3 filhos. Lucia, mãe da Malu, que me enviou o seu email, eu e Jorge, o caçula. Lucia casou-se e teve 7 filhos. Morreram dois e hoje ela tem mais 4 filhos além da Malu, que é a caçula. Mora em Brasília. Eu, que fiz Direito, trabalhei e me aposentei na Policia Federal. Moro no Rio de Janeiro. Tive só um filho, Marcelo que mora no Canadá desde o ano de 2000. Marcelo tem um filho, o Leonardo de 2anos, completados anteontem dia 16 de setembro de 2007. Jorge, que fez Engenharia na Tchecoslováquia. Casou-se com uma tcheca e voltou para o Brasil em 1970. Não teve filhos. Trabalhou como Engenheiro em Furnas Centrais Elétricas, no Rio de Janeiro e faleceu em 1994, de enfarte. Sobre o papai, enviei hoje para Malu um material e ela naturalmente passará tudo para você. Se precisar de mais alguma informação também estou aqui a seu dispor. Fico orgulhosa e emocionada quando mencionam meu pai, pois ele foi realmente fenomenal. Abraço, Teresa Paternostro”.

A primeira correspondência de Malu Paternostro ao autor:“Olá Mário, desculpe a invasão. Meu nome é Maria Lucia Paternostro, moro em Brasília e sou neta de Julio Paternostro, falecido médico sanitarista e psiquiatra. O motivo dessa mensagem é que, de tempos em tempos, eu recorro à internet para tentar localizar originais dos livros do meu avô. Em uma de minhas investidas encontrei sua carta à editora Barsa, na qual se queixa da ausência da dados biográficos de Julio Paternostro. Em sua identificação consta que é Procurador de Justiça. Não sei se você tem ligação com a área médica para justificar o interesse pelo trabalho desenvolvido pelo meu avô na região de Tocantins, de qualquer forma fez referência ao seu livro Viagem ao Tocantins. Essa é uma das obras que tenho grande interesse em conseguir o original. Minha avó, Julia Paternostro, também já falecida, esposa (e prima) de Julio Paternostro cedeu, a titulo de empréstimo, seu original da obra para um grupo de alunos pesquisadores de uma universidade federal, não sei bem ao certo qual, para que fotocopiassem, e nunca o teve de volta. Embora aqui em Brasília as bibliotecas do Senado e da UnB tenham disponível um exemplar cada do livro, sempre foi desejo da minha mãe possuir um exemplar original. O pleito já foi feito às bibliotecas, porém negado, pois o título está classificado como obra rara. Este mês, dia 28/09, minha mãe completa 70 anos e seria maravilhoso se pudesse contemplá-la com o livro. Bem, contada toda a história, gostaria de saber se você tem conhecimento sobre a existência de um exemplar disponível em Tocantins que eu possa adquiri-lo. Desde já agradeço a compreensão e fico no aguardo de informações. Atenciosamente, Maria Lucia Paternostro”.

Carta de Malu Paternostro ao autor: “Mas posso lhe adiantar que Julio Novaes Paternostro era filho de Francisco Paternostro e Esmênia Novaes Paternostro. Nasceu em Cruzeiro, São Paulo, em 26/11/1908 e faleceu aos 41 anos no Rio de Janeiro, no bairro de Santa Teresa, em 05/01/1950. Casou-se com sua prima, Julia Guimarães Paternostro (filha de Tranquilo Paternostro), irmão de Francisco Paternostro. Os nomes deles, Julio e Julia, foram dados em homenagem à avó, Julia. Do casamento de Julio e Julia Paternostro, nasceram Lucia (minha mãe), em 1937; Teresa (minha tia que lhe escreveu), em 1939; e Jorge (já falecido), em 1941. Todos nascidos no Rio de Janeiro. Sua esposa Julia Paternostro, pianista, nascida também em Cruzeiro/SP em 12.06.1912, viveu até os 84 anos, falecendo em agosto de 1996, no Rio de Janeiro”.



*Mário Ribeiro Martins
é Procurador de Justiça e Escritor.
(mariormartins@hotmail.com)
Fone: (063)99779311 (063) 3215 44 96
Caixa Postal, 90, Palmas, Tocantins, 77001-970.
www.mariomartins.com.br
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