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Ensaios-->JONATHAS BRAGA, ILUSTRE POETA DE PERNAMBUCO -- 01/03/2004 - 17:28 (Filemon Francisco Martins) Siga o Autor Destaque este autor Destaque este Texto Envie Outros Textos
JONATHAS BRAGA, ILUSTRE POETA DE PERNAMBUCO



Filemon F. Martins



O ilustre poeta pernambucano, Jonathas Braga nasceu na rua do Alecrim, bairro de São José, no Recife, em 08 de maio de 1908. Estudou na antiga Escola Normal de Pernambuco, no Colégio Americano Batista, tornando-se bacharel em teologia pelo Seminário Teológico Batista do Norte do Brasil. Obteve também o grau de licenciado em letras neolatinas, pela Faculdade de Filosofia da Universidade do Recife, hoje Universidade Federal de Pernambuco.
Além de Ministro Evangélico, foi professor de Português no Ginásio Pan-Americano, do Recife e no Colégio Agrícola de São Lourenço da Mata, da Universidade Federal Rural de Pernambuco, tendo sido membro ativo da Academia Evangélica de Letras do Brasil.
Começou a escrever poesias em 1925 e escreveu vários livros, entre outros, “O POEMA DA VIDA” e “A NOVA ALEGRIA” – 1942; “O SUAVE CONVITE” – 1948, “O CAMINHO DA CRUZ” – 1949, “A CANÇÃO DO SENHOR EM TERRA ESTRANHA” – 1953, “ A ESTRELA DE BELÉM” – 1957, “O MILAGRE DO AMOR” – 1969 e “O CÂNTICO DA MINHA ESPERANÇA” – 1970.
Poeta primoroso, sensível, inspirado, Jonathas Braga não apreciava a presença de adjetivos junto da palavra poeta, porque julgava-os bajulatórios. Nunca aprendeu a incensar ninguém e confessa que essa atitude lhe custou alguns sacrifícios, conforme diz em seu livro “O CÂNTARO JUNTO À FONTE”, páginas 11 e 12.
Escreveu versos admiráveis, como estes do soneto “EU TE AGRADEÇO”, transcrito do livro “O CÂNTARO JUNTO À FONTE”: “Senhor, eu te agradeço a vida que me deste,/o ar que respiro, o sol e o céu cheio de estrelas,/os pássaros que estão cantando, alegres, pelas/campinas a florir, no mundo que fizeste. Eu te agradeço a luz que os píncaros reveste/de cores que ninguém pudera concebê-las,/e as fontes de cristal que sempre sonho vê-las/sussurrando canções que tu lhes compuseste. Eu te agradeço o riso inocente das crianças,/que semeiam na terra alegres esperanças,/enchendo os corações de cânticos de amor.../Eu te agradeço a paz que me consola e anima,/e tudo quanto é bom e que me vem de cima,/de onde me vês aqui, por onde quer que eu for.”
O Dr. Ebenézer Gomes Cavalcanti, em 20 de maio de 1937, já afirmava: “Ao Jonathas Braga coube o quinhão da Poesia, que canta e sorri e chora nas artérias sensíveis dos seus versos rimados...” Para Alfredo Mignac, “Jonathas Braga tem um estilo maravilhoso. Rima rica e perfeita. De raro brilho e lavor, seus versos são como prados amenos onde o riacho corre manso e liso e o ambiente tresanda a perfume de lírios. É uma espécie de orvalho que cai de cima, num deslumbramento e mansuetude admiráveis.”
De rara beleza e simplicidade é a sua poesia sobre o Natal: “Foi em Belém, naquele dia,/quando uma estrela apareceu/que, em cumprimento à profecia:/Jesus nasceu! Tudo era então viva poesia/e os anjos cantaram pelo céu,/como a dizer com alegria:/Jesus nasceu! E ele, na pobre estrebaria,/olhando em torno o povo seu,/qual novo sol resplandecia!/Jesus nasceu! Feliz Natal o desse dia,/quando uma estrela apareceu/e disse ao mundo com alegria:/Jesus nasceu!”
Jonathas Braga tornou-se um dos mais populares poetas evangélicos, ao lado de Mário Barreto França e Gióia Júnior, formando a tríade dos maiores poetas do evangelismo nacional. Mário Barreto França, em janeiro de 1949, afirmava: “Poeta primoroso, Jonathas Braga tem escrito em vários jornais e revistas, tanto do norte como do sul do país. Seus poemas apresentam o suave sabor de seu lirismo próprio dos grandes vates, dos que possuem em alto grau as vibrações naturais da sensibilidade artística. Jonathas Braga é, pois, o poeta da simplicidade, que sabe transmitir as confortadoras verdades do evangelho, através da delicadeza dos seus versos, onde se espelha a bondade, a pureza e o amor.”
No soneto “O CONTRASTE” o poeta pernambucano apresenta sua preocupação social: “Buscam jazidas ricas de minério/os que imaginam mundos coruscantes,/pensando nos palácios fulgurantes/que poderão encher todo o hemisfério./ Outros devassam o silêncio etéreo/das atmosferas ínvias e distantes,/como se fossem pássaros gigantes/buscando além a chave de um mistério./ E o mundo fica estarrecido e absorto,/mas há milhões que vivem sem conforto/e tantos outros a que falta o pão.../ Por que, pois, ir tão alto ou ir tão fundo,/quando aqui mesmo, em cima deste mundo,/há tanto que fazer por nosso irmão ?”
Não faz muito tempo, peregrinei pelas livrarias e sebos da cidade de São Paulo, na esperança de encontrar um exemplar de qualquer livro publicado pelo poeta do Recife, mas nada consegui. Infelizmente, após a morte do poeta, a comunidade evangélica não tem se preocupado em reeditar os livros do vate de Sucupira, mas vale a pena ler a obra do poeta pernambucano, que viveu sob o calor dos trópicos e que conforme o juízo crítico do Professor Joanyr Ferreira de Oliveira, “Se algum estudioso da poesia sacra brasileira desconhecia o nome de Jonathas Braga, estava em falta, pois trata-se de um dos mais férteis e está entre os mais corretos bardos evangélicos brasileiros.” Para o escritor e crítico literário Mário Ribeiro Martins, “Jonathas Braga tem uma poesia de sensibilidade incomum.” O Professor Pereira de Assunção, referindo-se a Jonathas Braga, afirma: “sua bagagem literária representa algo apreciável que o coloca entre os grandes da poesia brasileira.”
Comentários

Levy Gadelha Arantes  - 31/12/2015

preciso da letra da poesia: Os dias felizes que não voltam mais.
grato desde já.

CARLOS ALBERTO GOMES  - 24/08/2014

Professor inconteste,do qual eu tive o privilégio de ser discípulo até 1969, quando conclui o curso ginasial,com louvor em uma das suas disciplinas-Português, pois fui também seua aluno nas disciplina-Francês.Tive ainda o privilégio de ser um dos seus alunos-destaques em análise sintática, onde ele abordava temas do Hino Nacional Brasileiro e da Bíblia Sagrada. Devo muito aos seus ensinamentos.Nós nos encontraremos na Glória com Cristo.

severino borba  - 12/10/2012

tive o prazer de ser aluno do prof. Jonathas, professor de primeira que primava pela leitura em sala de aula, e que gostava tambem de ler para nos.
ele tambem tinha uma filha professora tambem do ginasio pan americano, voce saberia dela?

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