Usina de Letras
Usina de Letras
   
                    
Usina de Letras
77 usuários online

 

Autor Titulo Nos textos

 


Artigos ( 54835 )
Cartas ( 21056)
Contos (12106)
Cordel (9509)
Crônicas (21076)
Discursos (3107)
Ensaios - (9896)
Erótico (13126)
Frases (39798)
Humor (17544)
Infantil (3558)
Infanto Juvenil (2308)
Letras de Música (5411)
Peça de Teatro (1309)
Poesias (135516)
Redação (2869)
Roteiro de Filme ou Novela (1034)
Teses / Monologos (2371)
Textos Jurídicos (1913)
Textos Religiosos/Sermões (4172)

 

LEGENDAS
( * )- Texto com Registro de Direito Autoral )
( ! )- Texto com Comentários

 

Nossa Proposta
Nota Legal
Fale Conosco

 



Artigos-->MERCADEUS X MERCADIABO -- 07/06/2007 - 21:53 (José Virgolino de Alencar) Siga o Autor Destaque este autor Destaque este Texto Envie Outros Textos

Todas as discussões político-econômicas, em que estejam sendo avaliadas as ações dos Governos no mundo globalizado, passam necessariamente pela interpretação e análise do comportamento do mercado universalizado, suas virtudes e defeitos, seus resultados positivos e suas conseqüências negativas, principalmente quando se trata de distribuição de renda, de divisão de riquezas.

Nesse prisma, há os que colocam o mercado como uma força autopropulsora da economia e que deve ser livre, gerido pela Lei da Oferta e da Procura. Para estes o mercado é um verdadeiro ser superior, é o Mercadeus. Outros duvidam dessa divindade e expontaneidade do mercado, questionam seriamente a teoria de que, sponte sua, ele distribua a renda, pelo contrário, afirmam que o mercado, ou melhor, seus operadores, concentram a renda gerada nas mãos de poucos e a maioria fica literalmente chupando o dedo. Aí o mercado é satanizado, é o Mercadiabo.

Muitos pensadores dizem que a verdade das idéias "está no meio", distante dos extremos. Assim, em matéria político-econômica, a verdade está no centro, equidistante do Mercadeus e do Mercadiabo. Por esse caminho, aceita-se que o mercado seja competitivo, gere as riquezas, mas há que existir um árbitro, um mediador, para que o mercado não vire Mercadiabo.

Esse mediador do conflito é o Poder político de qualquer nação democrática, seus chefes e dirigentes. O papel dos governos é fundamental para estabelecer o equilíbrio, dentro das leis, respeitanto a iniciativa privada e as liberdades, mas impondo-lhes normas que evitem a puxada de brasa, do operador de mercado, sempre para a sua sardinha.

No Brasil, essa mediação não existe, o governo é leniente diante das forças do mercado explorador, as rendas são distribuidas de baixo para cima, com um comportamento robinroodiano às avessas, tirando das camadas inferiores e transferindo para as camadas superiores. O caso da transferência de renda para o poderoso sistema financeiro é uma clamorosa distorção do fluxo de renda intermembros da sociedade, principalmente pelos vários extratos sociais e econômicos de suas populações.

O equívoco é considerável, não há força motriz capaz de reverter o panorama e, assim, o Brasil demorará muito para ser um país justo e igualitário.

Além do mais, a corrupção e os desvios são uma praga que graça como HIV no tecido social e moral do país, acarretando a imunodeficiência adquirida pelo corpo da nação, fraquejada, vulnerável a qualquer surto virótico que venha atingir a economia mundial.

É esse o panorama nacional, são essas as perspectivas, estamos longe de ver uma solução adequada para a latente crise sempre a ameaçar a tranqüilidade nacional.

O resto é sandice, é cegueira diante do quadro negro, é tapar o Sol com peneira, é acolitar-se à insensatez e omitir-se diante da cruel realidade que atinge, dos 200 milhões de habitantes, 160 milhões de brasileiros, de pobres a miseráveis, ou seja, 80% de sua população.

Aplaudir isso é um escárnio.




Comentários

O que você achou deste texto?       Nome:     Mail:    

Comente: 
Informe o código de segurança:          CAPTCHA Image                              

De sua nota para este Texto Perfil do Autor Renove sua assinatura para ver os contadores de acesso - Clique Aqui