Usina de Letras
Usina de Letras
                    
Usina de Letras
120 usuários online

 

Autor Titulo Nos textos

 


Artigos ( 56711 )
Cartas ( 21128)
Contos (12517)
Cordel (9863)
Crônicas (21892)
Discursos (3121)
Ensaios - (10000)
Erótico (13200)
Frases (41694)
Humor (17749)
Infantil (3605)
Infanto Juvenil (2334)
Letras de Música (5448)
Peça de Teatro (1312)
Poesias (137071)
Redação (2886)
Roteiro de Filme ou Novela (1049)
Teses / Monologos (2381)
Textos Jurídicos (1917)
Textos Religiosos/Sermões (4520)

 

LEGENDAS
( * )- Texto com Registro de Direito Autoral )
( ! )- Texto com Comentários

 

Nossa Proposta
Nota Legal
Fale Conosco

 



Artigos-->DEUS, O ÚLTIMO DOS DEUSES -- 06/02/2007 - 17:13 (ANTICRISTO) Siga o Autor Destaque este autor Destaque este Texto Envie Outros Textos

Ao mesmo tempo que a evolução diversifica as espécies animais, milhares delas já foram extintas. No campo sobrenatural ocorre a mesma coisa, mas os deuses tendem à extinção em ritmo mais acelerado. Há dois mil anos, havia milhares de deuses, hoje, praticamente sobrevive um, que também vem definhando e tende a ir para o mesmo lugar dos outros. E quando isso ocorrer, o mundo terá a ganhar.

“Onde fica o cemitério dos deuses mortos? Algum enlutado ainda regará as flores de seus túmulos? Houve uma época em que Júpiter era o rei dos deuses, e qualquer homem que duvidasse de seu poder era ipso facto um bárbaro ou um quadrúpede. Haverá hoje um único homem no mundo que adore Júpiter? E que fim levo Huitzilopochtli? Em um só ano – e isto foi há apenas cerca de quinhentos anos – 50 mil rapazes e moças foram mortos em sacrifício a ele. Hoje, se alguém se lembra dele, só pode ser um selvagem errante perdido nos cafundós da floresta mexicana. Falando em Huitzilopochtli, logo vem à memória seu irmão Tezcatilpoca. Tezcatilpoca era quase tão poderoso: devorava 25mil virgens por ano. Levem-me a seu túmulo: prometo chorar e depositar uma couronne des perles. Mas quem sabe onde fica? (...) Arianrod, Nuada, Argetlam, Morrigu, Tagd, Govannon, Goibniu, Gunfled, Odim, Dagda, Ogma, Ogurvan, Marzin, Dea Dia, Marte, Iuno Lucina, Diana de Éfeso, Saturno, Robigus, Furrina, Plutão, Cronos, Vesta, Engurra, Zer-panitu, Belus, Merodach, Ubililu, Elum, U-dimmer-an-kia, Marduk, U-sab-sib, Nin, U-Mersi, Perséfone, Tammuz, Istar, Vênus, Lagas , Belis, Nirig, Nusku, Nebo, Aa, En-Mersi, Sin, Assur, Apsu, Beltu, Elali, Kusky-banda, Mami, Nin-azu, Zaraqu, Qarradu, Zagaga, Ueras. Peça ao seu vigário que lhe empreste um bom livro sobre religião comparada: você encontrará todos eles devidamente listados. Todos foram deuses da mais alta dignidade – deuses de povos civilizados –, adorados e venerados por milhões. Todos eram onipotentes, oniscientes e imortais. E todos estão mortos.” (Henry Louis Mencken).

A crença no sobrenatural vem caindo em todo o mundo, com ênfase nos lugares mais civilizados. Pesquisas sociais já mostram os seguintes dados:
quinze por cento da população de Israel já não acredita mais em Yavé,
nove por cento dos americanos não acreditam em Deus,
trinta por cento dos sul-coreanos não acreditam em entes sobrenaturais,
vinte e três por cento dos ingleses também não acreditam em algo sobrenatural;
mas cem por cento dos nigerianos acreditam em uma ou mais divindades.
(VIDA & RELIGIÃO, ano 1, nº 1, págs. 6 e 7).

Das informações acima, se vê claramente que a crença no sobrenatural tende a resistir mais nos meios mais atrasados. Alguém já disse que, se deus ajudasse os crentes, a Nigéria seria o melhor país do mundo, não o mais miserável que é. O Cristianismo impôs quase ao mundo inteiro a idéia de um “deus verdadeiro”. Entretanto, a humanidade, aos poucos, vai percebendo que esse deus não é mais verdadeiro do que aqueles mencionados por Henry Lous Menken ou outros também já esquecidos. No dia em que toda a população mundial compreender que Yavé ou Alá não é mais real do que Júpiter, Netuno, Mercúrio, Marduque, etc., deixará de existir a principal razão para o conflito no Oriente Médio e a interminável guerra na Irlanda do Norte; ninguém vai querer ser homem-bomba para alimentar o terror; acabar-se-ão os entraves que hoje atrasam o progresso científico; a medicina encontrará mais meios de contornar as enfermidades; e o mundo poderá ser um pouco melhor.

VEJA MAIS


Comentários

O que você achou deste texto?        Nome:     Mail:    

Comente: 
Perfil do Autor Renove sua assinatura para ver os contadores de acesso - Clique Aqui