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Artigos-->ATUALIDADES BRASIL QUESTÕES DE VESTIBULARES 2007 -- 06/02/2007 - 10:22 (edson pereira bueno leal)
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Este autor concorda com o uso dos seus textos, desde que informem a autoria e o local da divulgação
QUESTÕES DE VESTIBULARES 2007 ATUALIDADES BRASIL . COMPILADAS PELO PROF. EDSON PEREIRA BUENO LEAL .


1. FGV 2007 SÃO PAULO INDUSTRIALIZAÇÃO E URBANIZAÇÃO
Observe as tabelas sobre as regiões metropolitanas paulistas:
Regiões metropolitanas
Paulistas População Residente
1996 2000 Taxa
cresc.%
São Paulo 16.583.234 17.878.703 1,90
Campinas 2.094.596 2.338.148 2,79
Baixada Sant. 1.309.263 1.476.820 3,06
Fonte: IBGE, Censo Demográfico 2000.

Número de estabelecimentos
e de empregos setor industrial
Participação das regiões metropolitanas
Em relação ao Estado SP (%)
Estabelecimentos Empregos
1990 2000 1990 2000
RM São Paul 48,6 43,9 56,1 53,0
RM Campin 6,7 7,5 6,1 7,2
RM B Sant. 2,0 2,4 1,5 1,8
Fonte: EMPLASA. Disponível em www.emplasa.sp.gov.br/Acessado
em 11/07/2006.
B.a)Os dados das tabelas expressam um fenômeno de ordem geográfica. Qual é esse fenômeno? Explique a causa principal para a sua ocorrência.
B.b)A cidade de São Paulo, em termos mundiais, é classificada como Megacidade e Cidade Global. Defina e diferencie esses conceitos, relacionando-os com o contexto em que foram criados.


2 FUVEST 2007 DESCONCENTRAÇÃO INDUSTRIAL
Estado de SP fica com peso menor no setor
A Pesquisa Industrial Anual do IBGE confirma a continuidade do processo de desconcentração regional da indústria no Brasil. O peso da indústria paulista caiu de 46,4% em 2000 para 42,5% em 2003. São Paulo, porém, ainda está bem à frente do segundo colocado – Minas Gerais, com 10%. Em contrapartida ao desempenho de São Paulo, ganharam espaço, na estrutura industrial do país, Rio de Janeiro (por causa do petróleo), Paraná, Bahia, Amazonas, Goiás e Pará. Fonte: Adaptado de Folha de S. Paulo, 22/06/2005.
a) Cite e explique dois motivos do processo de desconcentração mencionado no texto.
b) Identifique e explique um fenômeno geográfico decorrente da desconcentração industrial.


3 UFSCAR 2007 INDÚSTRIA PAULISTA
Analise a tabela.
ESTADO DE SÃO PAULO Participação
Do Valor da Transformação Industrial (em %)
1970 1980 1990
Região metropolitana
De SP 77,52 68,42 58,92
Município SP 48,59 53,84 30,29
Interior SP 22,48 31,57 41,07
(FIESP/CIESP/IBGE.www.mre.gov.br/CDBRASIL/ITAMARATY/WEB/port/consnac/ocupa/descind/ index.htm. Acessado em 23.10.2006.)
a) Qual tipo de processo espacial fica evidenciado pelos dados da tabela? Justifique a sua ocorrência.
b) Indique quais as atividades que comandam, na atualidade, a dinâmica socioeconômica e espacial da capital paulista.


4 UFSCAR 2007 TRANSPORTE
Observe as informações.
SOBRE QUATRO RODAS
1. 200 milhões de litros de combustível são desperdiçados por ano devido aos congestionamentos.
2. 33.707.640 Veículos circulam no país, dos quais mais de 23 milhões são carros
e 427 mil são ônibus.
3. 14% - Foi a porcentagem de passageiros que os ônibus perderam nos últimos
cinco anos.
4. 6% Do PIB é o preço pago pelos desperdícios dos longos engarrafamentos nas
metrópoles brasileiras.
5. 240 . É quanto tempo (em horas) todos os brasileiros juntos perdem presos em
congestionamento.


(Vitale & Oliveira. Correio Brasiliense, 22.05.2002. Apud Lucci, Branco & Mendonça. Geografia Geral e do Brasil. São Paulo: Saraiva, 2003. p. 277.)
a) Quais problemas no sistema de transporte, sobretudo das grandes metrópoles, explicam a ocorrência de tantos congestionamentos?
b) Indique dois problemas ambientais agravados pela adoção do modelo de transporte evidenciado pelos dados da tabela.

5 PUC 2007 1 DIA USO ÁGUA
Examine a tabela:
Domicílios abastecidos com
Água tratada – 2005
Região Sudeste 91,5
Região Sul 84,0
Região Centro Oeste 78,2
Região Nordeste 73,9
Região Norte(urbana) 67,0
Brasil ( 1) 83,4
Fonte: IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coordenação de Trabalho e Rendimento, PNAD, 2005 (1) Exclusive os domicílios de área rural de Rondônia, Acre, Amazonas, Roraima, Pará e Amapá
Levando em consideração a distribuição geográfica e o uso da água no Brasil, assinale a alternativa correta:
a) O Brasil detém 12% da água doce no mundo, e cerca de 70% estão na Bacia Amazônica, onde a densidade populacional é a menor do país, mas para Região Norte esse fato não garante um maior acesso de água tratada para a população.
b) A capacidade econômica das regiões interfere pouco na distribuição de água encanada, pois o fundamental são as condições naturais de distribuição e densidade da rede hidrográfica.
c) Embora a Amazônia tenha 70% da água doce no país, o restante encontra-se num equilíbrio relativo com seu quadro demográfico. Por exemplo: o Nordeste possui 5% da água doce, mas sua população está entre as menores do país.
d) Apesar da grande disponibilidade de água na região Centro-Oeste, o índice de distribuição de água encanada só se tornará mais elevado quando houver crescimento das atividades agrícolas nessa região.
e) Diante da baixa densidade demográfica da Região Norte, não se justifica a baixa densidade da rede de água tratada, já que redes de água canalizada são mais viáveis nessas condições.

6 FGV ECONOMIA 2007 ECOLOGIA
Considere os itens apresentados, com características de um importante bioma brasileiro.
• Menos de 5% da porção brasileira está protegida por algum tipo de reserva ambiental, sejam públicas ou particulares.
• As estimativas são de 3,7 milhões de jacarés em toda a região.
• Diariamente, é desmatada uma área equivalente a 1000 campos de futebol iguais aos do Maracanã.
• Há 3,8 millhões de cabeças de gado espalhadas pelas fazendas.
• A densidade demográfica é de 1 habitante a cada 3 km2.
(Embrapa/Conservação internacional) .Trata-se:
a) dos Pampas Gaúchos.
b) do Pantanal Matogrossense.
c) da Floresta Amazônica.
d) das caatingas.
e) da Mata dos Cocais.

7. FUVEST 2007 1 FASE ABASTECIMENTO DE ÁGUA
As atuais dificuldades de saneamento e abastecimento, observadas na Metrópole de São Paulo, são devidas, entre outros fatores, a processos
(I)________ de apropriação e uso de recursos hídricos. A (II)________ do rio Pinheiros, por exemplo, realizada na primeira metade do século XX, para geração de energia na escarpa da Serra do Mar, prejudicou o uso, para
abastecimento, de parte da represa Billings. Por outro lado, a urbanização das últimas décadas em áreas de (III)________ aumentou a degradação dos escassos recursos hídricos superficiais.
As lacunas do texto serão corretamente preenchidas por:
I II III
a) naturais canalização proteção de
mananciais
b) urbanísticos inversão do fluxo parques estaduais
c) urbanísticos canalização reservas florestais
d) históricos canalização reservas florestais
e) históricos inversão do fluxo proteção de mananciais


8 UFSCAR 2007 MEIO AMBIENTE
No quadro, são listadas ameaças ambientais às águas marinhas brasileiras e exemplos de suas respectivas áreas de ocorrência.
Ameaças ambientais Exemplos de área de ocorrência
I. Concentração
E urbana e industrial Regiões metropolitanas de
Salvador (BA) e Fortaleza (CE)

II. Aterro e desmatamento
De manguezais Litoral sul de São Paulo e
Litoral de Santa Catarina

II. Assoreamento de
Áreas marinhas costeiras Delta do Parnaíba (MA/PI)
e Baía de Paranaguá (PR)

III. Extinção de
Espécies pesqueiras
Oceânicas Região metropolitana de Manaus (AM)
e mangues de Recife (PE)
IV. Lançamento de
Efluentes e resíduos
Sólidos de origem industrial Baía da Guanabara (RJ) e Baía de
Todos os Santos (BA)

Estão corretas as correlações entre ameaças ambientais e áreas de ocorrências:
a) I, II, III, IV e V. b) I, III e V, apenas. c) II, III e IV, apenas. d) I, II, III e V, apenas.
e) I e V, apenas.


9 UFSCAR 2007 VIOLÊNCIA
A escalada da violência tem gerado debates sobre a redução da maioridade penal no Brasil. Tramitam no Congresso Nacional 12 projetos de lei e 27 emendas para alterar o conteúdo do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). Parte considerável destas propostas defende a redução da maioridade penal para 16 anos ou menos. Sobre o assunto, analise os dados das tabelas
Tabela 1 Posição da População
Sobre Questões Penais
% dos entrevistados
Apoiam Redução da Maioridade Penal 84
Favoráveis Introdução
Da pena de Morte 51
1Entrevistas realizadas em 396 municípios do país.
( Datafolha, 13.08.2006.)

Tabela 2 – participação de
Menores de 18 anos em
Crimes graves
Estado SP em 2003
Crime Participação%
Homic doloso 0,97
Latrocínio 1 2,60
Roubo 1,50
Roubo veícu. 0,60
Tráfico droga 12,80
Porte il arma 14,80
1Roubo seguido de morte.
(Secretaria de Segurança Pública de São Paulo e Coordenadoria de Análise e Planejamento, 2003.)

Tabela 3 –Mortes violentas1
De crianças e adolescentes
No Brasil – 2002
Faixa etária Participação %
1 a 4 anos 17
5 a 9 anos 38
10 a 17 anos 58
1São contabilizadas como mortes violentas as decorrentes de acidentes, afogamentos e homicídios. (IBGE. 2002.)

A partir das informações contidas nas tabelas, é correto concluir que:
a) apesar da maioria da população colocar-se a favor de aplicação de penas mais brandas, a redução da maioridade penal deverá reduzir a expressiva participação dos menores de 18 anos em crimes graves.
b) apesar do posicionamento da sociedade civil pelo endurecimento das penalidades criminais, a análise das tabelas demonstra que as crianças e adolescentes são mais vítimas do que autores da violência.
c) a participação de menores em crimes graves apresenta disparidades e é mais intensa nos casos que põem em risco a manutenção da vida; por isso, a aplicação da pena de morte para crimes violentos poderá coibir a ocorrência deste tipo de delito.
d) a considerável participação de crianças e adolescentes nos crimes de tráfico de drogas e de porte ilegal de armas é a causa principal para as mortes violentas de crianças e adolescentes, o que justifica a redução da maioridade penal.
e) ao apoiar a redução da maioridade penal, a sociedade civil busca sanar o elevado índice de morte violenta entre crianças e adolescentes, visto que os dados demonstram que tais crimes são executados, em sua maioria, por menores de 18 anos.



10 MACKENZIE 2007 BIODIESEL
A primeira fábrica brasileira de biodiesel foi inaugurada em Chapadão do Céu, GO. Hoje, o país já conta com cerca de 40 indústrias, que produziram 176 mil litros de biodiesel em 2004. São números muito modestos quando comparados com o 1,54 milhão de barris de
petróleo por dia que marcaram a conquista da auto-suficiência do setor, em 2006.
Jornal Mundo
I. A União Européia, grande defensora do Protocolo de Kyoto, é o principal produtor mundial de biodiesel, com 1,35 milhão de toneladas por ano.
II. Os países que possuem setor agrícola modernizado e amplas áreas cultivadas, têm grande potencial para serem os maiores produtores de biodiesel, com objetivos, inclusive, comerciais.
III. Devido à atual política energética, o Brasil não demonstra interesse em se transformar em um dos maiores produtores de biodiesel, apesar de possuir as condições básicas para esse feito.
Das afirmações acima, a respeito da produção mundial do biodiesel,
a) apenas I está correta.
b) apenas II está correta.
c) apenas I e II estão corretas.
d) apenas II e III estão corretas.
e) I, II e III estão corretas.


11 FUVEST 2007 BIODIESEL
O biodiesel é um combustível biodegradável, derivado basicamente de diversas fontes vegetais, e que pode substituir total ou parcialmente o diesel de petróleo em vários tipos de motores.
a) Dê exemplo de duas fontes utilizadas na produção do biodiesel.
b) Explique por que o biodiesel tem sido considerado uma alternativa econômica e ambientalmente viável para o Brasil.

12 UNESP 2007 PETRÓLEO
O texto de Monteiro Lobato descreve um acordo através do qual o Brasil investiria recursos para “a realização de estudos e trabalhos de petróleo” na Bolívia. Quinze anos depois, em 1954, a PETROBRÁS iniciou suas atividades de prospecção em território brasileiro.
Observe o gráfico.
Petrobras – 2006.
Produção de petróleo entre 1954 e 2006
1954 2,6 1997 869,3
1961 94,6 2001 1.335,8
1975 171,5 2003 1.540
1984 467,5 2006 1.850
Obs: mil barris por dia . Autosuficiência em 2006.

Descreva a evolução da produção de petróleo no Brasil, destacando as duas causas que a impulsionaram.


13. FUVEST 2007 1 FASE ENERGIA - GÁS NATURAL
Desde a década de 1990, o Brasil vem
incrementando a importância do gás natural na matriz energética nacional, abrindo-se, a partir daí, a possibilidade de integração econômica com países
vizinhos. A prova disto está
a) no esforço do Brasil para aumentar a importação de gás natural do Paraguai, sendo que o enfraquecimento recente do MERCOSUL tem causado obstáculos para essa proposta.
b) nos novos acordos com o governo uruguaio, no âmbito do MERCOSUL, dobrando a importação de gás natural efetuada pelo Brasil, em troca do aumento de exportação de carros brasileiros para o Uruguai.
c) nos novos investimentos feitos pela Petrobrás em território venezuelano, constituindo parceria com a estatal da Venezuela, estreitando assim a relação do Mercosul com o Pacto Andino.
d) na construção do gasoduto Brasil-Bolívia, que, todavia, tem encontrado dificuldades, em função da recente nacionalização dos hidrocarbonetos, realizada pelo governo boliviano.
e) no consórcio TRANSIERRA, empresa constituída pela Petrobrás, pela Repsol YPF e pela TotalfinaELF, com a finalidade de intensificar a exploração de gás natural em território peruano.


14 UNESP 2007 GÁS NATURAL
As reservas brasileiras de gás natural somam 297 bilhões de m3. Observe as tabelas, que representam a origem do volume de gás natural utilizado no Brasil e o destino desta produção em 2005.
Origem do gás natural
Consumido no Brasil
Brasil 69%
Bolívia 29%
Argentina 2%
Consumo do gás natural
No Brasil
Região Sul 43%
S Paulo 53%
Mato Grosso Sul 4%
ABEGÁS e ANP, 2005.

Qual é a importância da importação de gás natural para o Brasil e por que o consumo está concentrado em poucas regiões?

15 FGV ECONOMIA 2007 ENERGIA NUCLEAR
A energia nuclear é, até hoje, um assunto polêmico. Dentre as críticas sobre a geração e a utilização, pode-se destacar:
a) a localização das usinas deve ser perto dos grandes centros urbanos, visando a uma melhor distribuição da energia, o que compromete a qualidade de vida dos habitantes devido à intensa poluição gerada pelas chaminés.
b) o Brasil tem duas usinas nucleares construídas (Angra I e II), que geram grande quantidade de resíduos radioativos estocados em depósitos provisórios, o que é alvo de críticas por parte de ambientalistas.
c) o primeiro acidente em usinas nucleares foi o de Chernobyl. Antes, nenhum acidente havia sido registrado, mostrando que pouco se sabe sobre as causas dos acidentes bem como as conseqüências da liberação da radioatividade na atmosfera.
d) para a obtenção da energia atômica, utiliza-se o urânio, material difícil de ser extraído e raro de ser encontrado. No Brasil, não há reservas, exigindo a necessidade de importação, encarecendo o processo energético.
e) por meio do beneficiamento do urânio e de sua utilização, nos reatores nucleares, é possível a fabricação de bombas nucleares, não necessitando de grandes investimentos para isso. Portanto, a preocupação de que o Irã venha a fabricar sua bomba atômica é procedente.



16 UNESP 2007 CRESCIMENTO REGIONAL
Observe a tabela, cujos dados referem-se ao Brasil do ano de 2001.
Região % PIB % população Renda anual média
Por habitante em
Reais
Sudeste 57,1 43,5 3.961,00
Sul 17,0 15,1 3.570,00
Centro Oeste 7,2 7,0 3.087,00
Norte 4,8 5,6 1.833,00
Nordeste 13,1 28,6 1.384,00

(Cités Unies France, Dossier Brésil. Adaptado.)
Como a história pode colaborar para explicar as diferenças da distribuição de riquezas entre as regiões sudeste e nordeste do Brasil?

17 UNESP 2007 ECONOMIA DE MINAS GERAIS
Explique, geograficamente, a afirmação de Monteiro Lobato: “A Bolívia é uma espécie de Estado de Minas da América do Sul”, destacando a implicação econômica desta realidade.

18. UNESP 2007 1 FASE MIGRAÇÃO NORDESTINA

Patativa do Assaré (1909-2002) cantou, nos seus poemas populares, a vida difícil da população sertaneja do nordeste.
Quando há inverno abundante
No meu nordeste querido
Fica o pobre em um instante
Do sofrimento esquecido
Tudo é graça, paz e riso
Reina um verde paraíso
Por vale, serra e sertão
Porém não havendo inverno
Reina um verdadeiro inferno
De dor e de confusão
Fica tudo transformado
Sofre o velho e sofre o novo
Falta pasto para o gado
E alimento para o povo
E um drama de tristeza
Parece que a natureza
Trata a tudo com rigor
Com esta situação
O desumano patrão
Despede o seu morador
(Reprodução fiel à pontuação original.)
17 UNESP/CG
De acordo com os versos do cordelista, a migração nordestina
resulta
(A) da baixa qualificação profissional do sertanejo, contraposta ao desenvolvimento industrial do país.
(B) da estrutura política do sertão, caracterizada por conflitos entre famílias de poderosos locais.
(C) das imposições do meio geográfico da região, associadas à natureza da propriedade fundiária.
(D) da religiosidade do camponês nordestino, que entende o sofrimento como determinação divina.
(E) do caráter itinerante da economia sertaneja, voltada para a exportação de produtos naturais.

19 UFSCAR 2007 PEA
Em 2005, a População Economicamente Ativa (PEA) do Brasil era de 96 milhões de pessoas, representando 62,9% da população do país com 10 anos ou mais. Sobre o comportamento da PEA, é correto afirmar que:
a) a maior parte da população economicamente ativa insere-se no setor secundário, executando atividades tipicamente urbanas.
b) há predomínio da mulher na composição da população economicamente ativa, pois aumentou o número de mulheres chefes de família na última década.
c) tem havido sucessivos decréscimos frente ao total da população não-ativa, devido ao crescimento substancial do desemprego.
d) há predomínio das atividades primárias nas grandes regiões onde prevalece a população rural frente à urbana.
e) há participação significativa do setor informal da economia, em função do subemprego nos setores de comércio e serviços.


20 FGV ADMINISTRAÇÃO 2007 TRABALHO ESCRAVO
“Um pequeno agricultor do interior é recrutado para trabalhar numa plantação distante de sua área de origem, durante a época da colheita. O recrutado oferece ao agricultor um adiantamento em dinheiro, sendo que o agricultor concorda em pagar sua dívida trabalhando na plantação. Já trabalhando na plantação, o pequeno agricultor tem que comprar comida e outros bens no armazém da fazenda, todos com preços inflacionados.
Ele ou ela endivida-se cada vez mais, e um círculo vicioso de escravidão por dívida começa.” (site da Organização Internacional do Trabalho – www.ilo.org/public/portugue/region/ampro /brasilia/trabalho_forcado/oit/faq/p1.htm).
a) O trecho acima descreve uma situação atualmente denominada trabalho escravo ou trabalho forçado. Trata-se de um fenômeno social que ainda ocorre nos países que foram colonizados, caracterizado por recorrer à mão-de-obra escrava, especialmente a africana.
b) Várias organizações não-governamentais têm denunciado a persistência do trabalho escravo no Brasil, mas até agora nada pôde ser comprovado, por se tratar de uma atividade ligada à economia informal.
c) O trabalho forçado, atualmente, refere-se sobretudo ao trabalho infantil no campo, ainda significativo na Região Nordeste do Brasil.
d) O BrasiI nunca assumiu oficialmente a existência do trabalho escravo no país, não obstante as reiteradas denúncias veiculadas pela OlT.
e) O Ministério do Trabalho, além de outras atividades, criou equipes para libertar pessoas que trabalham em situação análoga à da escravidão. Entre as penalidades previstas para aqueles que utilizam trabalho escravo, inclui-se a não obtenção de recursos financeiros
de instituições estatais.


21. UNESP 2007 1 FASE MÃO DE OBRA RURAL

Observe a tabela, que representa as formas de relação de trabalho no meio rural brasileiro.

BRASIL: MÃO-DE-OBRA RURAL EM 2004.
Condição do trabalhador Total de
trabalhadores % do total
Posseiro 654.615 4,2
Parceiro 366.995 2,3
Pequeno Proprietário 2.437.001 15,6
Arrendatário 101.409 0,8
Assalariado permanente 975.50 6,3
Assalariado temporário 6.844.849 44,0
Não remunerado 4.190.152 26,8
(INCRA, 2005.)

Assinale a alternativa que exprime a principal causa da relação
de trabalho predominante.
(A) A expansão da pecuária extensiva é a grande responsável pelo predomínio de pequenos proprietários, parceiros e assalariados permanentes.
(B) As heranças coloniais brasileiras explicam o predomínio de pequenos proprietários e trabalhadores não-remunerados.
(C) A sazonalidade das safras agrícolas é a grande responsável pelo predomínio de assalariados temporários.
(D) O avanço do agronegócio contribui para o predomínio dos trabalhadores não-remunerados.
(E) Os conflitos pela posse da terra são responsáveis pelo predomínio de assalariados temporários.


22. UNESP 2007 1 FASE AGRONEGÓCIO
No primeiro semestre de 2006 o agronegócio brasileiro enfrentou uma das piores crises: as dívidas do setor atingiram R$ 50 bilhões, 40% dos agricultores estavam inadimplentes e a taxa de desemprego no campo aumentava continuamente.
Esta crise pode ser explicada pelos seguintes fatores:
(A) desvalorização do real, aumento dos preços dos insumos, erradicação dos focos da aftosa e investimentos em barreiras à entrada da gripe aviária.
(B) desvalorização do dólar, diminuição dos preços dos insumos, aumento no volume das exportações, facilidades cambiais e suspensão do boicote às importações de carne
bovina e de frango.
(C) supervalorização do dólar, queda no preço dos insumos agrícolas e de combustíveis, aumento na quantidade de produtos exportados e fuga de capitais para o exterior.
(D) desvalorização do dólar, aumento nos preços dos insumos, aparecimento da ferrugem asiática, reaparecimento da aftosa e crise mundial da gripe aviária.
(E) valorização do real, diminuição dos preços dos insumos agropecuários e de combustíveis, controle dos focos de aftosa e descapitalização dos produtores rurais.


23 PUC 2007 1 DIA BRASÍLIA
“A viagem rumo a Brasília, através do Planalto Central, é uma jornada de separação. Faz o viajante confrontar-se com a separação entre a Brasília modernista e o Brasil de todos os dias; entre os densos povoamentos do litoral e o vazio do interior; entre o congestionamento e a aglomeração das grandes cidades e os silenciosos horizontes do planalto; entre as praças do interior, com suas feiras e suas conversas, e os espaços vazios de Brasília, onde não há praças nem feiras (...)” Fonte: James HOLSTON. A Cidade modernista: uma crítica de Brasília e sua utopia. SP: Companhia das Letras, p. 11
A capital brasileira é um fenômeno geográfico que sempre despertou muitas discussões. A respeito de sua situação atual, tendo em vista as afirmações do autor, pode-se afirmar que
a) o autor está se referindo somente ao plano piloto de Brasília, já que existe em seu entorno outra urbanização que está longe da descrição feita.
b) esse panorama de Brasília diz respeito apenas a seus primeiros anos, pois atualmente o plano está subvertido, com praças, ruas, feiras e mercados que alteraram o traçado original.
c) a rigor, o fundamental do plano de Brasília se manteve, com a exceção dos vários enclaves de favelas instalados nos espaços vazios entre as superquadras residenciais.
d) o plano piloto sofreu profundas alterações no seu traçado e densidade porque, originalmente, a circulação foi concebida para usuários de automóvel, o que inviabilizou a cidade.
e) uma das dificuldades para manter o plano de Brasília na íntegra, em especial no que se refere ao padrão residencial, diz respeito à renda e decrescente de seus moradores.




24 MACKENZIE 2007 URBANIZAÇÃO
Cidades Globais são aquelas que
a) apresentam, segundo a ONU – Organização das Nações Unidas, uma população superior a dez milhões de habitantes.
b) influenciam todo o território nacional em que estão inseridas, situando-se no topo da hierarquia e apenas comandando uma rede urbana nacional.
c) funcionam como centros de decisões que afetam a organização de territórios em escala macrorregional, continental ou mundial.
d) exercem influência sobre diversas cidades de uma determinada região, por apresentar uma enorme gama de produtos e serviços usualmente conhecidos.
e) apresentam exclusivamente aglomerações de empresas de alta tecnologia e são sedes de instituições públicas de âmbito internacional.

25 MACKENZIE 2007 CARTEL
Em decisão inédita, Tribunal de Justiça de Minas Gerais confirma a condenação das Companhias Siderúrgicas Belgo Mineira, Gerdau e Barra Mansa, no CADE – Conselho Administrativo de Defesa Econômica, por formação de cartel. O Estado de São Paulo
Essa condenação se baseia
a) na formação de um agrupamento empresarial, em que uma empresa exerce o controle acionário sobre as demais.
b) na formação de um grupo de empresas independentes que seguem uma mesma orientação quanto a práticas comerciais, controle de matérias-primas,
divisão do mercado e cotas de produção.
c) na formação de um grupo empresarial que não desenvolve nenhuma atividade produtiva, mas centraliza toda a política de produção de um segmento industrial.
d) na fusão empresarial para viabilizar o controle conjunto do capital e a centralização das decisões, garantindo o domínio do mercado nacional
e) na fusão de várias empresas, cujas atividades se interligam e abrangem a extração das fontes de matérias-primas, as fases de produção e a comercialização do produto, garantindo a manutenção dos preços em níveis elevados.


26 MACKENZIE 2007 ECONOMIA
Considerando a história econômica do Brasil, em 1973, esse produto correspondia a 16% do valor total das importações do país. Essa porcentagem foi aumentando de ano em ano, saltando para 53,5% em 1982, o que resultou num elevado peso na balança comercial brasileira nas décadas de 1970 e 1980, e comprometeu o desenvolvimento industrial desse período, uma vez que a política econômica vigente nessa época priorizava as exportações.
O produto a que o texto se refere é
a) o carvão mineral. b) o urânio. c) o gás natural. d) o petróleo. e) a biomassa.




27 FGV ECONOMIA 2007 REFLORESTAMENTO
A lei de Gestão de Florestas Públicas, que foi sancionada pelo governo federal no início de 2006, consiste em
a) demarcar as florestas nacionais em Áreas de Proteção Ambiental.
b) conceder, durante um determinado período, as florestas públicas nacionais para a exploração madeireira ou para outras atividades econômicas.
c) utilizar os espaços florestais para reservas indígenas e parques ecológicos.
d) autorizar a pesquisa e extração de petróleo nas florestas nacionais públicas situadas na Amazônia.
e) permitir pesquisas sobre a diversidade biológica, nas florestas nacionais, em parceria com empresas privadas.





28 FGV ECONOMIA 2007 DIPLOMACIA BRASILEIRA
O governo brasileiro sentiu-se derrotado por duas vezes no ano de 2006: a primeira derrota foi o fracasso na Conferência das Partes sobre Diversidade Biológica das Nações Unidas (COP-8) e a outra foi o fracasso da Rodada Doha. Dentre os motivos do governo brasileiro para as frustrações, pode(m)-se destacar que
I. a COP-8, realizada em Curitiba, não definiu regras claras sobre biodiversidade, uma vez que o Brasil é considerado um megadiverso, ou seja, dono de uma grande variedade de espécies – portanto há interesses do País;
lI. a Rodada Doha foi suspensa sem avanços sobre subsídios agrícolas dos países ricos – tema que o Brasil tem interesse para ter força no comércio internacional;
III.os Estados Unidos representaram entraves tanto na COP-8 como na Rodada Doha: na primeira, os Estados Unidos, que não são membros da Convenção sobre Diversidade Biológica, reduziram o repasse de verbas e, na segunda, procuraram proteger os seus produtores;
IV. as duas reuniões foram marcadas por diversas críticas ao Brasil: no campo da biodiversidade, o desmatamento da Floresta Amazônica e, no campo do comércio, o dumping praticado por agroindústrias brasileiras.
Está correto o contido em
a) I, II, III e IV. b) I, II e III, apenas. c) I, III e IV, apenas. d) II e IV, apenas. e) IV, apenas.


29 FGV ADMINISTRAÇÃO 2007 TAXAS DE JUROS
Há vários anos a taxa de juros vem sendo debatida nas campanhas eleitorais e colocada como uma das questões centrais da política econômica brasileira. Sobre isso pode-se afirmar:
a) O maior problema relacionado às taxas de juros no Brasil refere-se à sua constante oscilação, porque dificulta a opção segura por investimentos de médio e longo prazo.
b) A queda da taxa de juros no Brasil vem acarretando, nos últimos anos, o desaquecimemo da economia brasileira e, portanto, a redução do PIB.
c) A oscilação da taxa de juros que atualmente se verifica no Brasil leva os empresários a investir, preferencialmente, no mercado financeiro, e não nos setores produtivos da economia.
d) As atuais altas taxas de juros inibem a expansão e o crescimento econômico porque, entre outros fatores, não estimulam a tomada de empréstimos.
e) Taxas de juros baixas, como as verificadas atualmente no Brasil, inibem a expansão industrial porque reduzem a taxa de lucro das empresas.



30 FGV ADMINISTRAÇÃO 2007 MINERAÇÃO
Leia o poema de Carlos Drummond de Andrade sobre a atividade mineradora em Itabira (MG) e responda:
Proibido escalar
Proibido sentir o ar
Da liberdade destes cimos
Proibido viver
A selvagem intimidade destas pedras
Que se vão desfazendo
Em forma de dinheiro
I. O texto refere-se a uma atividade cujo impacto ambiental é sobretudo local, mas pode estender-se regionalmente, pois gera também resíduos fluidos , além de partículas suspensas.
II. O recurso minério de ferro, por ter baixo valor de mercado, só pode ser comercializado internacionalmente após passar por processo siderúrgico que lhe agregue valor.
III. O minério de ferro brasileiro, embora tenha baixo valor de mercado em estado bruto, ainda assim é largamente comercializado no mercado externo, devido a sua qualidade e abundância.
IV. O passivo ambiental gerado pela atividade em questão é passível apenas de reabilitação e não de restauração das condições originais.
a) Estão corretas apenas as afirmações I, III e IV.
b) Estão corretas apenas as afirmações I, II e IV.
c) Estão corretas apenas as afirmações I e II.
d) Estão corretas apenas as afirmações II e III.
e) Estão corretas apenas as afirmações III e IV.

31 UNICAMP 2007 2 FASE DEMOGRAFIA
Leia o trecho a seguir e responda às questões.
A população brasileira, segundo o Censo Demográfico 2000, atingiu um total de 169.799.170 pessoas em 1° de agosto de 2000. A série histórica dos censos brasileiros revela o importante crescimento populacional que o país experimentou durante o século XX, tendo
em vista que a população foi multiplicada por quase dez vezes entre os censos de 1900 e 2000. Contudo, o crescimento relativo vem declinando consistentemente desde a década de 1970, atingindo seu ritmo mais intenso durante a década de 1950, quando a população registrou uma taxa média de incremento anual de cerca de 3,0%. A partir de 1970 a taxa de crescimento demográfico vem se desacelerando, em funçao da acentuada redução dos níveis de fecundidade e de seus reflexos sobre os índices de natalidade. (Adaptado de Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, Censo Demográfico 2000, p.29.)
a) O que é índice de natalidade?
b) Por que houve redução da taxa de fecundidade média no Brasil, sobretudo a partir de 1970?
c) Quais são os motivos da redução da taxa de mortalidade no Brasil durante o século XXI?

32 FGV ADMINISTRAÇÃO 2007 DEMOGRAFIA
As características demográficas de um país são dinâmicas e alteram-se ao longo da história, segundo diferentes contextos socioeconômicos. Recentemente, o IBGE identificou algumas mudanças no perfil da população brasileira, entre as quais, a diminuição da população masculina em relação à feminina nas regiões metropolitanas e, por outro lado, o aumento da população masculina em relação à feminina em alguns estados das Regiões Norte e Centro-Oeste, além de um envelhecimento geral da população. Assinale a alternativa que melhor explique pelo menos uma dessas alterações.
a) É natural que exista uma população masculina maior nas áreas rurais, dadas as características das atividades agropecuárias.
b) O envelhecimento da população explica-se pela baixa qualidade de vida de que dispõe o povo brasileiro, em média.
c) Nas Regiões Norte e Centro-Oeste, as más condições de vida afetam principalmente mulheres e crianças, o que explica o aumento proporcional da população masculina.
d) A violência nas regiões metropolitanas envolve mais a população masculina, o que ajuda a explicar a diminuição proporcional dessa população em relação à feminina nessas regiões.
e) O aumento da população feminina nas regiões metropolitanas explica-se pelo êxodo rural, ou seja, a busca de trabalho nas frentes agrícolas pela população masculina.

33 FATEC 2007 DEMOGRAFIA
A análise da atual pirâmide etária brasileira permite afirmar que houve um estreitamento da base e um alargamento do topo, demonstrando
I. a diminuição das taxas de natalidade.
II. o aumento das taxas de mortalidade infantil.
III.o aumento da expectativa de vida.
IV.o aumento das taxas de fecundidade.
Estão corretos SOMENTE os itens
a) I e II. b) I e III. c) I e IV. d) II e III. e) II e IV.



34 UNIFESP 2007 RIO DE JANEIRO
Nos últimos anos, o Comitê Olímpico Brasileiro aspira sediar os Jogos Olímpicos no Brasil. Para tal, inscreveu o Rio de Janeiro como candidato aos Jogos de 2012, que concorreu com outras cidades, mas acabou desclassificado. Aponte a principal característica que dificultou a escolha do Rio de Janeiro.
a) Má infra-estrutura de transporte.
b) Sítio urbano inadequado.
c) Desigualdade social elevada.
d) Desemprego da população.
e) Elevadas temperaturas.


35 UNIFESP 2007 TURISMO
PRINCIPAIS PORTÕES DE ENTRADA DE TURISTAS
ESTRANGEIROS NO BRASIL, EM 2003
Portão % portão %
1 48,7 4 10,5
2 15,4 5 9,8
3 13,8 6 1,8
(Anuário Estatístico da Embratur, 2004.)

De acordo com o gráfico, o principal portão de ingresso de turistas estrangeiros no Brasil é o estado
a) da Bahia, devido à sua localização geográfica.
b) do Rio de Janeiro, por apresentar a maior oferta de aeroportos do Brasil.
c) de São Paulo, graças à quantidade de eventos e congressos que abriga.
d) de Minas Gerais, por ter a maior densidade populacional do país.
e) do Paraná, por estar junto à fronteira com a Argentina.


36 UNIFESP 2007 CURITIBA
A escolha do Brasil como sede da Oitava Conferência das Partes da Convenção sobre Biodiversidade, que ocorreu em Curitiba, está associada
a) ao modelo de desenvolvimento urbano de Curitiba, considerado um exemplo mundial.
b) ao reconhecimento dos serviços prestados pelo país, como o envio de tropas brasileiras ao Haiti.
c) à condição de país megadiverso que influencia decisões na ordem ambiental internacional.
d) à aspiração do país a se tornar membro permanente do Conselho de Segurança da ONU.
e) às pressões internacionais sobre a gestão dos recursos naturais no Brasil, em especial na Amazônia.

37 UNIFESP 2007 CONHECIMENTO INDÍGENA
Os termos “conhecimento local”, “conhecimento indígena”, “conhecimento tradicional” ou mesmo “etnociência” têm surgido com freqüência na última década, com o objetivo de chamar a atenção para a pluralidade de sistemas de produção de saber no mundo e para sua importância nos processos de desenvolvimento. (Boaventura de Souza Santos, 2005.)
De acordo com o texto,
a) os povos indígenas atravancam o desenvolvimento e a exploração econômica de áreas naturais protegidas.
b) a população de uma área protegida deve ser retirada para que ocorra o seu desenvolvimento.
c) os cientistas que estudam áreas naturais devem programar as ações para o seu desenvolvimento.
d) a população que vive em áreas naturais é relevante para o desenvolvimento de novas tecnologias.
e) a população tradicional sofre as conseqüências do desenvolvimento econômico nas áreas protegidas.


38. REDAÇÃO Unicamp 2007
Orientação Geral AGRICULTURA
ORIENTAÇÃO GERAL: LEIA ATENTAMENTE
Apresentação da coletânea
A produção agrícola afeta as relações de trabalho, o uso da terra, o comércio, a pesquisa tecnológica, o meio ambiente.
Refletir sobre a agricultura significa colocar em questão o próprio modo de configuração de uma sociedade.
1) O açúcar O branco açúcar que adoçará meu café nesta manhã de Ipanema
não foi produzido por mim nem surgiu dentro do açucareiro por milagre. Vejo-o puro
e afável ao paladar como beijo de moça, água na pele, flor
que se dissolve na boca. Mas este açúcar não foi feito por mim.
Este açúcar veio da mercearia da esquina e tampouco o fez o Oliveira, dono da mercearia.
Este açúcar veio de uma usina de açúcar em Pernambuco
ou no Estado do Rio e tampouco o fez o dono da usina.
Este açúcar era cana e veio dos canaviais extensos que não nascem por acaso no regaço do vale.
Em lugares distantes, onde não há hospital
O tema geral da prova da primeira fase é AGRICULTURA.
A redação propõe três recortes desse tema.
Propostas:
Cada proposta apresenta um recorte temático a ser trabalhado de acordo com as instruções específicas.
Escolha uma das três propostas para a redação (dissertação, narração ou carta) e assinale sua escolha no alto da página de resposta.
Coletânea:
A coletânea é única e válida para as três propostas.
Leia toda a coletânea e selecione o que julgar pertinente para a realização da proposta escolhida.
Articule os elementos selecionados com sua experiência de leitura e reflexão. O uso da coletânea é
obrigatório.
ATENÇÃO – Sua redação será anulada se você fugir ao recorte temático da proposta escolhida ou desconsiderar a coletânea ou não atender ao tipo de texto da proposta escolhida.
nem escola, homens que não sabem ler e morrem de fome aos 27 anos
plantaram e colheram a cana que viraria açúcar.
Em usinas escuras, homens de vida amarga e dura
produziram este açúcar branco e puro com que adoço meu café esta manhã em Ipanema.
(Ferreira Gullar, Dentro da noite veloz. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1975, p. 44, 45.)
2) Se eu pudesse alguma coisa para com Deus, lhe rogaria quisesse dar muita geada anualmente nas terras de serra acima, onde se faz o açúcar; porque a cultura da cana tem sido muito prejudicial aos povos: 1°) porque tem abandonado ou diminuído a cultura do milho e do feijão e a criação dos porcos; estes gêneros têm encarecido, assim como a cultura de trigo, e do algodão e azeites de mamona; 2°) porque tem introduzido muita escravatura, o que empobrece os lavradores, corrompe os costumes e leva ao desprezo pelo trabalho de enxada; 3°) porque tem devastado as belas matas e reduzido a taperas
muitas herdades; 4°) porque rouba muitos braços à agricultura, que se empregam no carreto dos africanos; 5°) porque exige grande número de bestas muares que não procriam e que consomem muito milho; 6°) porque diminuiria a feitura da cachaça, que tão prejudicial é do moral e físico dos moradores do campo. (Adaptado de José Bonifácio de Andrada e Silva [1763-1838], Projetos para o Brasil. São Paulo: Companhia das Letras, 1998, p. 181, 182.)
3) Uma parceria entre órgãos públicos e iniciativa privada prevê o fornecimento de oleaginosas produzidas em assentamentos rurais paulistas para a fabricação de biodiesel. De um lado, a parceria proporcionará aos assentados uma nova fonte de renda. De outro, facilitará o cumprimento da exigência do programa nacional de biodiesel que estabelece que, no Estado de São Paulo, 30% das oleaginosas para a produção de biodiesel sejam provenientes da agricultura familiar, para que as indústrias tenham acesso à
redução dos impostos federais. (Adaptado de Alessandra Nogueira, “Alternativa para os assentamentos”. Energia Brasileira, n° 3, jun. 2006, p. 63.)
4) Parece que os orixás da Bahia já previam. O mesmo dendê que ferve a moqueca e frita o acarajé pode também mover os trios elétricos no Carnaval. O biotrio, trio elétrico de última geração, movido a biodiesel, conquista o folião e atrai a atenção de investidores. Se aproveitarem a dica dos biotrios e usarem biodiesel, os sistemas de transporte coletivo dos centros urbanos transferirão recursos que hoje financiam o petrodiesel para as lavouras das plantas oleaginosas, ajudando a despoluir as cidades. A auto-suficiência em petróleo, meta conquistada, é menos importante hoje do que foi no passado. O desafio agora é gerar excedentes para exportar energias renováveis por meio de econegócios que melhorem a qualidade do ambiente urbano, com ocupação e geração de renda no campo, alimentando as economias rurais e redistribuindo riquezas. (Adaptado de Eduardo Athayde, “Biodiesel no Carnaval da Bahia”. Folha de S. Paulo, 28/02/2006, p. A3.)
5) Especialistas dizem que, nos EUA, com o aumento dos preços do petróleo, os agricultores estão dirigindo uma parte maior de suas colheitas para a produção de combustível do que para alimentos ou rações animais. A nova estimativa salienta a crescente concorrência entre alimentos e combustível, que poderá colocar os ricos motoristas de carros do Ocidente contra os consumidores famintos nos países em desenvolvimento. (Adaptado de “Menos milho, mais etanol”. Energia Brasileira, n° 3, jun. 2006, p. 39.)
6) O agronegócio responde por um terço do PIB, 42% das exportações e 37% dos empregos. Com clima privilegiado, solo fértil, disponibilidade de água, rica biodiversidade e mão-de-obra qualificada, o Brasil é capaz de colher até duas safras anuais de grãos. As palavras são do Ministério da Agricultura e correspondem aos fatos. Essa é, no entanto, apenas metade da história. Há uma série de questões pouco debatidas: Como se distribui a riqueza gerada no campo? Que impactos o agronegócio causa na sociedade, na forma de desemprego, concentração de renda e poder, êxodo rural, contaminação da água e do solo e destruição de biomas? Quanto tempo essa bonança vai durar, tendo em vista a exaustão dos
recursos naturais? O descuido socioambiental vai servir de argumento para a criação de barreiras não-tarifárias, como a que vivemos com a China na questão da soja contaminada por agrotóxicos? (Adaptado de Amália Safatle e Flávia Pardini, “Grãos na Balança”. Carta Capital, 01/09/2004, p.42.)
7) No que diz respeito à política de comércio internacional da produção agrícola, não basta batalhar pela
redução de tarifas aduaneiras e pela diminuição de subsídios concedidos aos produtores e exportadores no mundo rico. Também não basta combater o protecionismo disfarçado pelo excesso de normas sanitárias. Este problema é real, mas, se for superado, ainda restarão regras de fiscalização perfeitamente razoáveis e necessárias a todos os países. O Brasil não está apenas atrasado em seu sistema de controle sanitário, em relação às normas em vigor nos países mais desenvolvidos. A deficiência, neste momento, é mais grave. Houve um retrocesso em relação aos padrões alcançados há alguns anos e a economia brasileira já está sendo punida por isso. (Adaptado de “Nem tudo é protecionismo”. O Estado de S. Paulo, 14/07/2006, p. B14.)
8) A marcha para o oeste nos Estados Unidos, no século XIX, só se tornou realidade depois da popularização do arado de aço, por volta de 1830. A partir do momento em que o solo duro pôde ser arado, a região se tornou uma das mais produtivas do mundo. No Brasil, o desbravamento do Centro-Oeste, no século XX, também foi resultado da tecnologia. Os primeiros agricultores do cerrado perderam quase todo o investimento porque suas sementes não vingavam no solo da região. Johanna Döbereiner descobriu que bactérias poderiam ser utilizadas para diminuir a necessidade de gastos com adubos químicos. A descoberta permitiu a expansão de culturas subtropicais em direção ao Equador. (Adaptado de Eduardo Salgado, “Tecnologia a serviço do desbravamento”. Veja, 29/09/2004, p. 100.)
9) Devido às pressões de fazendeiros do Meio-Oeste e de empresas do setor agrícola que querem proteger o etanol norte-americano, produzido com base no milho, contra a competição do álcool brasileiro à base de açúcar, os Estados Unidos impuseram uma tarifa (US$ 0,14 por litro) que inviabiliza a importação do produto brasileiro. E o fizeram mesmo que o etanol à base de açúcar brasileiro produza oito vezes mais energia do que o combustível fóssil utilizado em sua produção, enquanto o etanol de milho norte-americano só produz 130% mais energia do que sua produção consome. Eles o fizeram mesmo que o etanol à base de açúcar reduza mais as emissões dos gases responsáveis pelo efeito estufa do que o etanol de milho. E o fizeram mesmo que o etanol à base de cana-de-açúcar pudesse facilmente ser produzido nos países tropicais pobres da Africa e do Caribe e talvez ajudar a reduzir sua pobreza. (Adaptado de Thomas Friedman, “Tão burros quanto quisermos”. Folha de S. Paulo, 21/09/2006, p. B2.)
Proposta A
Leia a coletânea e trabalhe sua dissertação a partir do seguinte recorte temático:
A introdução de novas práticas agrícolas produz impactos de ordem social, econômica, política e ambientaI, envolvendo conflitos de interesses de difícil solução. Cabe a uma política agrícola consistente administrar esses conflitos, propondo diretrizes que considerem o que plantar, onde, como e para que plantar. Pensar sobre a geração de bioenergia é um desafio para a política agrícola atual.
Instruções:
1) Discuta o que significa destinar a produção agrícola brasileira para a geração de bioenergia.
2) Trabalhe seus argumentos no sentido de apontar os impactos positivos, negativos e os impasses dessa
destinação.
3) Explore tais argumentos de modo a justificar seu ponto de vista.
Proposta B
Leia a coletânea e trabalhe sua narração a partir do seguinte recorte temático:
As práticas agrícolas podem ser alteradas pela introdução de novas tecnologias, pela redefinição de culturas agrícolas, pela mudança na destinação dos plantios, pelas modificações na organização do trabalho. Tais alterações deixam marcas profundas na paisagem física e humana das regiões do país.
Instruções:
1) Crie um(a) personagem que viveu um processo de transformação na agricultura de alguma região do Brasil.
2) Narre as conseqüências desse processo de transformação na vida do(a) personagem e descreva o cenário rural onde ocorreu.
3) Sua história pode ser narrada em primeira ou terceira pessoa.
Proposta C
Leia a coletânea e trabalhe sua carta a partir do seguinte recorte temático:
A relação da agricultura com o comércio internacional está marcada por barreiras tarifárias, sanitárias, ambientais, que demandam constantes negociações entre os produtores agrícolas e o Estado.
Instruções:
1) Escolha um produto agrícola brasileiro de exportação ou seu derivado.
2) Argumente, a partir do ponto de vista de um produtor, contra uma barreira internacional imposta a esse
produto.
3) Dirija sua carta a uma associação representativa do setor, solicitando medidas efetivas.
OBS.: Ao assinar a carta, use apenas suas iniciais, de modo a não se identificar.

39 Os textos 6 e 9 da coletânea fazem referência ao agronegócio e à empresa agrícola. Uma das características do mundo contemporâneo foi o surgimento das empresas agrícolas nos países desenvolvidos e em algumas regiões de países subdesenvolvidos, enquanto em outras regiões rurais do mundo a produção agrícola ainda depende muito dos ritmos da natureza, de técnicas arcaicas, de relações sociais de produção tradicionais, com pequena propriedade familiar e baixo nível de
capitalização. A partir disto, responda:
a) O que é e o que caracteriza uma empresa agrícola?
b) Cite três características da agricultura tradicional.
c) A região central dos EUA é conhecida por apresentar empresas agrícolas de alta produtividade. Quais as características naturais da região central dos EUA?


40 UNICAMP 2007 2 FASE QUILOMBOS
No Brasil, os remanescentes de antigos quilombos, também conhecidos como "mocambos", "comunidades negras rurais", "quilombos contemporâneos", "comunidades quilombola" ou "terras de preto", constituem um património territorial e cultural inestimável e em grande parte desconhecido pelo Estado, pelas autoridades e pelos órgaos oficiais. Muitas dessas comunidades mantêm ainda tradições que seus antepassados trouxeram da África, como a agricultura, a medicina, a religião, a mineraçao, as técnicas de arquitetura e construção, o artesanato, os dialetos, a culinária, a relação comunitária de uso da terra, dentre outras formas de expressão cultural e tecnológica. (Adaptado de Rafael Sanzio Araújo dos Anjos, Territórios das comunidades remanescentes de antigos quilombos no Brasil. Primeira configuração espacial. 2ª ed., Brasília: Editora Mapas, 2000, p.10.)
a) Tomando como referência o texto acima, discuta o significado do reconhecimento de territórios quilombolas como possibilidade de manutenção das tradições culturais africanas.
b) As populações quilombolas são consideradas tradicionais, tais como as indígenas e as caiçaras. Identifique duas características em comum entre quilombolas e caiçaras.
c) Que tradições trazidas pelos antepassados africanos foram mantidas nas comunidades remanescentes de quilombos?


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