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Artigos-->Professor José Ribeiro Leitão -- 22/10/2006 - 22:18 (Pedro Wilson Carrano Albuquerque) Siga o Autor Destaque este autor Destaque este Texto Envie Outros Textos
Professor José Ribeiro Leitão

Deixou-nos o Dr. José Ribeiro Leitão. O sepultamento ocorreu em uma tarde chuvosa do dia 7 de outubro de 2006, no Cemitério Campo da Esperança, em Brasília. Parecia que o mundo chorava a sua perda.

Ele nasceu em Leopoldina em 15 de março de 1928, tendo cursado o ensino médio e Filosofia, no Seminário de Mariana.

Formado em Teologia pela Pontifícia Universidade Gregoriana, em Roma, e em Direito, pela Universidade Estadual do Rio de Janeiro, licenciou-se em Filosofia pela Faculdade Dom Bosco, em São João del Rei.

Lecionou Religião e Filosofia no Colégio Leopoldinense, depois Colégio Estadual Professor Botelho Reis, tendo sido, também, professor universitário em Belo Horizonte e Brasília.

Sacerdote no período de 1953 a 1960, tornou-se Cônego da Catedral e Vigário-Geral de Diocese.

Com autorização da Santa Sé, casou-se em 1967 com Regina Coeli de Freitas Leitão, tendo o matrimônio dado origem a três filhos, Rodrigo, Raíssa e Rômulo, que deram ao Dr. Leitão quatro netos: Nina, Marina, Camila e Gabriel.

Aprovado em concurso público, foi Juiz de Direito em Brasília, onde lecionou Direito Processual Civil na Universidade do Distrito Federal (UDF).

Publicou diversos livros e trabalhos na área do Direito, participando, também, de congressos e cursos no Brasil e no exterior.

Também era poeta, dedicando-se principalmente aos sonetos, por acreditar que fazer poesia também era forma de amar o mundo e sua gente.

Em Leopoldina, organizou a Juventude Estudantil Católica - de que fui Presidente na década de 1950 -, incentivando encontros e passeios propiciadores de bons momentos de oração e lazer. Lembro-me, a propósito, de piquenique que fizemos, após exaustiva caminhada, ao Morro do Cruzeiro, sobre o qual o Professor Leitão elaborou o seguinte soneto:

“Cruzeiro

No oculto escaninho da lembrança,
revivi uma imagem esvaída,
tão grata, de meu tempo de criança.
era um passeio de íngreme subida,

após “pedra-pinguda” e que avança,
escalavrando os pés numa ferida
que pára de doer, quando se alcança
cume do morro ou alma embevecida,

por ver de cima a bênção do cruzeiro,
e em baixo a minha rua, numa rede
da gente formigando num terreiro,

hoje triste a dizer: amigo, vede!
aquela antiga cruz, nosso luzeiro
- falou Drummond – é quadro na parede!”

O Cônego Leitão foi meu professor no Colégio Leopoldinense, com aulas que provocavam o raciocínio e o interesse dos alunos. Foi o paraninfo da turma da 4ª Série Ginasial que se formou em 13 de dezembro de 1958. A comemoração do término do curso constou, além da sessão solene, de missa às 7 horas e 30 minutos na Catedral e de baile no Clube Leopoldina, animado pela Leopoldina Orquestra.

Ali estávamos eu e os demais quartanistas: Sérgio Maranha, Elisete Tavares André da Cruz, Welser Machado de Oliveira, Maria do Carmo Bastos Lima, José Luiz Pereira, Durval Ramos Bastos, Darci Barbosa Resende, Alice Muller Botelho, Robson Almeida Lacerda, José Francisco Meireles, Pompílio Bastos Lima, Márcio Ribeiro, Marta Magda Meireles, Nilmar Bastos Lima, Ivan Roberto Pinheiro, Arlene Fontes Freire, Edwiges Maria de Souza, Maurício José Panza, Ernandes Nunes Fernandes, Elisabeth do Carmo Guimarães, Terezinha Ribeiro Leitão, Creusa Freire de Souza, Helmar Fontes Freire, Maria Aparecida Lacerda Brandão, Norma Maria Resende, João Batista André da Cruz e Heloísa Andrade.

O Cônego Leitão, confirmando a fama de grande orador, brindou-nos com belas palavras, comparando, em seu discurso, a despedida dos alunos à que ocorreu entre a raposa e o principal personagem do livro “O Pequeno Príncipe”, de Saint Exupéry. Como o animalzinho, ele também se acostumara com os passos dos alunos invadindo a sala de aula, o que, a partir de então, não mais ocorreria.

Realmente, não mais fui seu aluno, mas entre os formandos de Direito da UDF de 1983 estava minha esposa, tendo os seus alunos homenageado o querido e respeitado mestre com a designação de “Professor José Ribeiro Leitão” para o nome de sua turma.

Creio que o nosso planeta ficou mais pobre com o falecimento do ilustre leopoldinense. Certamente, deixou uma grande lacuna.



Comentários

U.Z.MENDES  - 13/09/2011

REVOLVENDO OS ARQUIVOS DA INTERNET DEPAREI-ME, SÓ HOJE - 13.9.11 - COM A NOTICIA DO PASSAMENTO DO ILUSTRE MESTRE JOSÉ RIBEIRO LEITÃO, DE QUEM, COM MUITA HONRA,FUI ALUNO PELA UDF, IDOS DE 1970. O DR. RIBEIRO LEITÃO FOI UM EMÉRITO EDUCADOR NA ÁREA DO PROCESSO CIVIL, CUJA MATÉRIA ERA POR ELE ESMIUÇADA A FUNDO, NO SENTIDO DE BEM INSTRUIR SUA CLASSE. COMO HOMEM HONRADO E CATÓLICO FERVOROSO ELE ESTÁ, SEM DÚVIDA, NA PAZ DE NOSSO PAI MAIOR.

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