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Ensaios-->NENHUM SER IMENSO É SIMPLES -- 03/10/2003 - 22:57 (MARIA PETRONILHO) Siga o Autor Destaque este autor Destaque este Texto Envie Outros Textos

NENHUM SER IMENSO É SIMPLES
(homenagem a Frida Kalo)




Falar de Frida Kalo é revelar a complexidade da alma feminina, tantas vezes oculta, porém exposta por esta mulher de uma força, tenacidade, poder imensos. Percorrer a sua vida e a sua obra é como olhar-se num duplo espelho: no espelho de seu interior que insistentemente nos mostra; olhar-se no espelho de mistério que habita ocultamente cada mulher, porém só ousa desvendar uma grande alma.

Frida sofreu desde cedo a sina do sofrimento. Aos seis anos a poliomielite deixa-a com uma perna definhada. Aos dezanove um terrível acidente ferroviário arruina para sempre a sua saúde. Mas muito mais pode a mente de uma mulher de vontade férrea!

Apaixonada, casa com o pintor Diego Rivera, famoso e com o dobro da sua idade. Em alguns dos seus quadros mostra o amor obsessivo que por ele nutria; perdoando-lhe infedelidades, levando-a ao divórcio e a recidivo casamento meses mais tarde. Pensa nele constantemente; dimui-se perante o seu talento: observe-se o quadro “Frida Kahlo y Diego Rivera”, 1931, ele enorme, de grandes pés bem assentes na terra e ela como que uma menina de mão dada, flutuante a seu lado... porém no amor feminino há sempre algo de materno, um amor telúrico que abrange tudo. quem nos deu o ser e o ser que damos: patentes no quadro El abrazo de amor de El universo, la tierra (México), Yo, Diego y el señor Xólotl, 1949.

Frida autoretratou-se em todas as fases da sua vida, mesmo aquelas que apenas pode adivinhar: o seu nascimento; o aleitamento pela sua ama - porque nada a podia impedir de se doar, mostrando, como ela dizia quem conhecia melhor - Frida ela-mesma.

Dualidade de mulher,Las dos Fridas, 1939, assume o seu consciente e os assomos do inconsciente na sua pintura Lo que vi en el agua o Lo que el agua me dio, 1938 -não, não lhe chamassem surrealismo, "eu pinto a minha realidade", e com que frontalidade o fazia! Com a mesma com que assumidamente se declarava uma mulher sensual Yo y mis pericos, 1941 Autorretrato con monos, 1943, porém enferma de solidão Autorretrato con mono, 1938, rebelando-se contra tal Autorretrato con pelo cortado, 1940. -qual a fêmea que rejeita os seus instintos senão a que deixa reprimir-se.

Frieda deixar-se reprimir?! Nunca! Por nada! Nem o mais voraz sofrimento, as sucessivas cirurgias cujo sofrimento físico também não dissimula, antes pungentemente revela. Como se dissesse: sou uma mulher por inteiro, sim: sofro e amo; quero ser mãe e assumo ser mulher, de cabeça bem erguida!

Esta pintora mexicana é mais que um exemplo, é um símbolo de força e persistência. É alguém que desentranhou o seu âmago e o mostrou destemidamente ao mundo. A vida deixou-a liberta e a nós o sonho de nos tornarmos mais fortes; guiando os nossos instintos com inteligência; as nossas emoções sem vergonha.

Viva Frida Kahlo Mulher, Atitude e Exemplo!

María Petronilho
Lisboa (Almada), Portugal
Fevereiro 2003








NINGÚN SER INMENSO ES SIMPLE
By Maria Petronilho




Hablar de Frida Kahlo es revelar la complejidad del alma femenina, tantas veces oculta, pero sí expuesta por esta mujer de fuerza, tenacidad y poder inmensos. Recorrer su vida y su obra es como mirarse en un doble espejo: en el espejo de su interior, que insistentemente nos muestra, y en el espejo del misterio que habita ocultamente en cada mujer. Esto, sólo logra una cosa: develar una gran alma.

Frida padeció desde temprano el sino del sufrimiento. A los seis años, la poliomielitis la deja con una pierna más delgada. A los diecinueve, un terrible accidente de tránsito arruina para siempre su salud. ¡Pero la mente de una mujer de férrea voluntad puede mucho más!

Apasionada, se casa con el pintor Diego Rivera, famoso y mucho mayor que ella. En algunos de sus cuadros muestra el amor obsesivo que por él sentía; perdonándole infidelidades, llevándolo al divorcio y a otro casamiento repetido meses más tarde. Piensa en él constantemente; se autodisminuye delante de su talento: obsérvese el cuadro "Frida Kahlo y Diego Rivera" (1931), él, enorme, con grandes pies bien asentados en la tierra; y ella, como una niña tomada de su mano flotando a su lado... Pero, en el amor femenino hay siempre algo de maternal, un amor telúrico que abarca todo: desde quien nos dio el ser, hasta el ser que damos. Esto es patente en el cuadro "El abrazo de amor de El universo, la tierra (México), Yo, Diego y el señor Xólotl" (1949).

Frida se autorretrató en todas las fases de su vida, aun en aquéllas en que apenas podía adivinar: su propio nacimiento, o el amamantamiento de su nana -porque nada podía impedirle darse mostrando, como ella decía, a quien conocía mejor: a sí misma, a Frida.

Dualidad de mujer, "Las dos Fridas" (1939). Asume su conciencia y los asomos del inconciente en su pintura "Lo que vi en el agua" o "Lo que el agua me dio" (1938) -no, no le llamaba surrealismo, "yo pinto mi realidad" ¡Y con qué frontalidad lo hacía! Con la misma con que resueltamente se declaraba una mujer sensual como en "Yo y mis pericos" (1941) y en "Autorretrato con monos" (1943), o enferma de soledad, como puede verse en "Autorretrato con mono" (1938), o rebelándose contra su propio sexo en "Autorretrato con pelo cortado" (1940). -cual la hembra que rechaza sus instintos para que no la repriman.

¡¿Frida dejarse reprimir?! Nunca! Por nada! Ni por el más voraz de los dolores, ni por las sucesivas cirugías, cuyo sufrimiento físico tampoco disimula pues lo expone en forma punzante, como si dijese: "Sí, soy una mujer por entero: sufro y amo; quiero ser madre y me asumo siendo mujer, con la cabeza bien erguida!"

Esta pintora mexicana es más que un ejemplo: es un símbolo de fuerza y persistencia. Es alguien que desentrañó su esencia y la mostró al mundo sin miedos. La vida la dejó libre y a nosotros el sueño de tornarnos más fuertes: guiando nuestros instintos con inteligencia, nuestras emociones sin vergüenza.

¡Viva Frida Kahlo: Mujer, Actitud y Ejemplo!

Maria Petronilho
Lisboa (Almada), Portugal
Marzo 2003
Traducción: Alberto Peyrano
(Texto original en portugués)

http://www.geocities.com/fridadecoyoacan/frida_petronilho2.htm
Comentários

Elizabeth  -

Continue assim........... parabens

silviafnunes  -

Quem faz poesia vive a vida de um outro jeito. Vive de forma dobrada

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