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Discursos-->URNAS VAZIAS (5º CAPÍTULO) OS MARIONETES -- 01/05/2006 - 20:33 (GERALDO EUSTÁQUIO RIBEIRO) Siga o Autor Destaque este autor Destaque este Texto Envie Outros Textos
OS MARIONETES
As câmaras e os gabinetes estão cheios de jovens e velhos, homens e mulheres que nunca passaram fome e frio, moram em mansões e são protegidos pelos melhores planos de saúde pagos com o dinheiro de cada pobre assalariado.
Nasceram no berço da política e foram criados com o dinheiro fácil vindo dos impostos absurdos cobrados do povo.
Cresceram mamando nas tetas do governo sem se importar com o sofrimento dos abandonados pela sorte.
Hoje o país está repleto destes exemplos.
Estes são os verdadeiros políticos, conseguem manipular as pessoas como o domador manipula o leão, como o ventríloquo manipula seu boneco.
Nós somos os leões e os bonecos.
Parece que ser oposição por longo tempo ensina direitinho como fazer isto, o partido dos trabalhadores está sendo uma cópia fiel dos que roubaram e desgovernaram este país desde o seu descobrimento, estão conseguindo fazer os conchavos, manipular e aprovar todos o projetos que querem e todas as leis que prejudicam o mesmo povo que juram ter defendido por longos anos.
Precisamos parar de votar em esposas, pais, filhos, noras, genros, sobrinhos, compadres e em parentes de políticos profissionais.
Eles nunca passaram dificuldades e nunca irão compreender a dor de uma panela vazia ou de uma receita amarelada dentro de uma gaveta por falta de dinheiro para comprar o remédio.
Aqui temos vereadores com dezesseis anos de mandato e nunca fizeram nada a não ser enganar a boa fé dos mais humildes.
Tem um que adiantava o décimo terceiro dos empregados da empresa onde trabalhava e mesmo assim os eleitores idiotas achavam que ele estava fazendo algum favor.
Candidatos são todos iguais?
Não.
É preciso entender que nem todo candidato é político, se assim fosse todos se elegeriam, alguns se aventuram na política por ideologia e só tem o voto ideológico, isto é, muitos têm certeza que ele merece o voto, fazem idéia de votar nele, mas ficam só na idéia e votam no outro que pode pagar.
Outro, se achando popular e conhecido de todos e pensando possuir muitos amigos, na hora da apuração descobre que ninguém o conhece ou foi apenas mais um candidato de bolsos vazios enganado pelo partido e pelo candidato ao cargo maior.
Eu fui um destes, achei que o trabalho prestado e continuo à comunidade me faria ser eleito e me enganei, descobri que o eleitor gosta de quem mente e pode pagar uma rodada de cerveja no boteco da esquina, que pode dar telhas, padrão de água e de luz, ou mesmo doar cestas básicas que servirão para enganar o estômago durante alguns dias.
Sendo repetitivo:
Acho que todo eleitor necessitado pode e deve arrancar tudo do sem vergonha disposto a comprá-lo, mas nunca deve votar no sacana que o trata como uma mercadoria de segunda categoria vendida em um esquina qualquer.
É melhor votar em um cachorro que não faz política a eleger o vagabundo que só pisa no barro ou na poeira da periferia para pedir voto.
Muitos se candidatam como se estivessem comprando um bilhete de loteria, querem ganhar o grande prêmio e arrumar a vida, nem que para isto tenham que passar por cima de todos os princípios.
A maioria não é candidato, são lançados pelos partidos, enganados com falsas pesquisas de popularidade e não passam de brinquedos nas garras dos politiqueiros, são meros cabos eleitorais de graça e nunca acreditam que vão ser derrotados nas "urnas que não mentem", e que expressam a "vontade do povo".
A vontade dos que não tiveram coragem de dizer não à corrupção e trocaram o seu voto por qualquer coisa, muitas vezes sem nenhuma necessidade.
Principalmente para vereador, os partidos já sabem antecipadamente qual o de maior chance e voltam suas atenções apenas para ele em detrimento dos demais.
Tem os que saem à cata de financiamento de campanha e acaba arranjando um padrinho a quem terá que pedir a benção pelo resto da vida, ganhando ou não a eleição que disputou.
São os políticos marionetes que existem em todos os partidos que se mexem e votam de acordo com quem os financiou.
Tem pessoas que se candidatam apenas para tirar alguns votos do adversário de quem o está comprando.
Políticos são todos iguais?
Não.
Uma minoria que pode se contar nos dedos consegue se manter independente e são honestos nas suas atitudes, mas mesmo estes votam projetos que não estão de acordo com as suas consciências a mando dos partidos que colocam a política acima das pessoas.
Isto vale para todos os partidos.
A outra parcela de políticos, a maioria esmagadora só se lembra do povo na hora do voto e age como se as pessoas fossem um simples zero à esquerda e que não servem para mais nada.
Esta cambada não sente nenhum peso na consciência ao aprovarem projetos liberando verbas cujo destino é a conta bancaria dos ladrões do dinheiro da merenda escolar, dos remédios que nunca chegam para amenizar a dor do pobre sofredor cliente do SUS; etc.
E isto está provado na CPI do Narcotráfico onde muitos deputados aparecem como traficantes e ladrões de carga, chefes de quadrilha e assassinos.
Como eles conseguiram ser eleitos?
Graças ao apoio de eleitores mal informados ou mal intencionados que querendo ou não passam a fazer parte da quadrilha, inconscientemente, os puxa-sacos se transformam em marginais como os vagabundos que foram eleitos.
Esta CPI não adiantou nada.
Conseguiram tirar um ou dois deputados simplesmente porque as evidências eram gritantes.
Perderam tempo.
Encheram o saco no horário nobre do rádio e da televisão.
Como todas a CPI’S que pipocaram nos últimos meses.
A punição foi pequena demais
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