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Discursos-->URNAS VAZIAS (1º CAPÍTULO: BIOGRAFIA) -- 11/09/2005 - 06:40 (GERALDO EUSTÁQUIO RIBEIRO) Siga o Autor Destaque este autor Destaque este Texto Envie Outros Textos
Como não tem um link para texto politico, estou usando esta espaço para escrever a primeira parte de um livro formatado há mais de 15 anos. Espero que tenham paciência para ler.
BIOGRAFIA
Este amontoado de palavras que pretensiosamente chamo de livro começou a ser escrito há muito tempo e estou esperando a condição financeira melhorar para tentar compartilhar com as pessoas o movimento e o tempo político que vivi e que até hoje, na minha modesta opinião não passou por nenhuma mudança.
Tenho certeza que não estou escrevendo nenhuma novidade, apenas tendo a coragem de passar para o papel o que muitos gostariam de fazer e o que muitos fazem todos os dias, em todos os jornais, folhetins, panfletos, revistas e documentários em forma de noticia.
Agora, que o nosso país (isto já foi escrito várias vezes e de várias formas), política e economicamente foi para o buraco e com a proximidade das eleições era preciso que este livro chegasse às mãos de quem vai se candidatar e principalmente dos que vão votar para eleger os representantes do povo.
Estes ilustres que na verdade representam apenas os seus interesses.
Eu poderia simplesmente correr atrás de um político pedindo patrocínio, mas honestamente acredito que poucos terão coragem de patrocinar algo que vai mexer com as idéias do povo.
Temos um novo governo (LULA) ,mas o patrimônio do país pertence ao capital estrangeiro que com as privatizações patrocinadas com o nosso próprio dinheiro dilapidaram as principais empresas do país.
Esta foi a herança maldita do governo passado.
Mas o que tudo indica, os novos administradores gostaram do que foi feito e, além de não consertarem o que estava errado vão continuar com a mesma política de entreguismo do país.
Deixaram um país.....
Abandonado
Vendido como as mercadorias dos camelôs.
A privatização veio se juntar à terceirização e provocaram a maior sacanagem que já foi feita com o trabalhador que carrega este país nas costas.
Parece brincadeira dizer que eleições estão próximas, neste país de ninguém elas sempre estarão, é preciso jogar dinheiro fora a cada dois anos, aqui não temos ninguém passando fome ou abandonado à própria sorte como um cachorro sem dono, o nosso povo não mora em cortiços e nem sofre o abandono dos desafortunados de terem nascido no país da corrupção.
Quem começar a ler irá pensar se tratar da biografia de quem nunca viu e nem sequer ouviu falar, sei também que não existe nada mais chato do que ler sobre a vida de quem não é famoso ou que ainda não realizou nada na vida.
O que não deveria ser, existem pessoas totalmente desconhecidas que bastaria o teclar de uma máquina ou o dedo de alguém para que estórias bonitas pudessem ser contadas ou vividas.
Não se trata de uma biografia porque seria muito fácil escrevê-la, bastaria um punhado de folhas em branco, o que também seria fácil de ler.
Muitas vezes as folhas em branco falam mais que muitas palavras, como brancas deveriam ficar as cédulas de votação (ainda usadas em muitos países do mundo) ou zeradas, as benditas (ou serão malditas) urnas eletrônicas.
Alguns dirão benditas porque graças a elas o povo exerce a cidadania, outros dirão maldita porque é graças a elas que se elegem tanto político sem escrúpulo, verdadeiros ladrões.
Quem ler achará tratar-se de um simples desabafo de candidato derrotado, o que não deixa de ser.
Se todos os derrotados tivessem coragem de passar para o papel as suas experiências, certamente este país já teria eleições mais limpas e mais candidatos e eleitores comprometidos com a comunidade.
Este desabafo tem um propósito: Servir de alerta para que outros não façam o mesmo papel de idiota que fiz por três eleições consecutivas, sem dinheiro para organizar reuniões onde uma grande parcela do povo vai mastigar um churrasco servido a troco de voto e ruminar durante quatro anos por ter votado em um sacana.
Quando se chama alguém para uma reunião política esta pergunta é infalível.
Vai ter churrasco?
É bem verdade que o povo vive com fome.
de escola,
de lazer
de cultura.
de emprego,
de dignidade
de cidadania.
Fome de um pedaço de carne...
Para escolher um bom candidato o eleitor não precisa participar de churrascos e cheirar fumaça.
Precisa de uma mente aberta para escolher o candidato que realmente vai lutar por uma sociedade mais justa, na qual o bem estar do pobre, a luta pela justiça social e o direito a uma vida digna terão que ser as principais metas a alcançar.
Estes eleitores existem.
São raros.
Mas existem.
Quem paga o churrasco?
A maioria acha que é o político, não sabe que isto é patrocinado por quem está no poder e tem certeza que pode comprar o voto da maioria dos pobres com um "espetinho".
E o pior é que podem.
A maioria não sabe ou não está nem aí se este churrasco é, muitas vezes pago com o dinheiro do contribuinte a todo momento assaltado e obrigado a pagar impostos abusivos.
Muitos cabos eleitorais conseguem levar o candidato que o controla para fazer um churrasco na casa de pobre.
Neste momento o pobre eleitor se acha o mais importante do pedaço e o centro do mundo.
E o político sacana sai dali como se tivesse realizado uma grande festa e com a certeza que conseguiu muitos votos, porque no íntimo ele acredita que o pobre vota em quem paga uma pinga ou que enche a barriga do eleitor.
Infelizmente isto é verdade.
Mundo pequeno.....
Não é possível que depois de ler este pretenso livro ainda tenha alguém disposto a vender seu voto ou trocá-lo por um pedaço da tão sonhada carne que nunca aparece na panela sempre vazia de tudo, ou na marmita que carrega a vergonha e a tristeza de ser um assalariado e cidadão honesto.
Marmita com comida feita no dia anterior, ou de madrugada com o esforço sobre-humano de quem ama e se sente amargurada quando não pode colocar algo decente que realmente irá alimentar o marido ou o filho trabalhador que vai construir o futuro da nação e enriquecer cada vez mais o empresário que pensa apenas no lucro.
O futuro de um país que em momento algum nos deixa vislumbrar uma melhora de vida por causa dos impostos injustos que as quadrilhas de mandato votam para massacrar e cada vez mais empurrar o pobre para a miséria absoluta.
Minha cidade é Betim, uma das maiores da Grande Belo Horizonte, um grande pólo industrial, tendo como carro chefe, empresas como a Petrobrás e a Fiat Automóveis, o que acontece aqui é o mesmo em todas as cidades do Brasil, as maracutaias são maiores ou menores de acordo com o tamanho delas.
Se este livro chegar às suas mãos, coloque o nome da sua cidade no lugar da minha e verá que não fará nenhuma diferença.
Vou falar de crise, inflação, enganação e da maldita corrupção que todos tomam conhecimento e não precisa provar, e se precisasse a maioria delas não teria como porque sempre são feitas dentro das leis que foram criadas justamente para ocultá-las. As poucas que são praticadas fora da lei a justiça faz vistas grossas e finge não ver.
Neste país, maracutaias e tramóias são apenas noticias.
É impressionante como jornais, revistas, rádios e as emissoras de televisão tem acesso a pessoas e documentos que levariam muitos para a cadeia, mas quase sempre a nossa justiça só age quando pressionada pela mídia ou pelo clamor popular.
Clamor popular que é abafado sempre que se promove um grande show ou jogo de futebol, o nosso povo ainda não descobriu a força que tem e já deveria saber que festas patrocinadas pelos governos são remédios paliativos que nos embriagam apenas por algumas horas.
A justiça é ágil quando é um crime cometido por pobre contra rico, contra autoridades policiais e políticas, aí as investigações avançam a passos largos, a denuncia voa como águia e a sentença corre como um carro de fórmula um para que as polícias armem emboscadas e invadam uma favela para prender o criminoso.
Constantemente nossas casas são invadidas por reportagens que traçam detalhadamente uma rota de tráfico de drogas e parece que a polícia é a única que não tem conhecimento.
Viajei mais de 25.000 km em três meses e não fui parado em nenhuma barreira de fiscalização, e em muitas delas vários policiais estavam batendo papo.
Com certeza o traficante também não é parado.
Os ladrões não são parados.
Não deveria ser norma se parar pelo menos dois veículos a cada dez que trafegasse em frente a um posto policial?
Em vários destes postos vi viaturas paradas e patrulheiros batendo papo.
E ainda ficam dizendo que o contingente é pequeno, porque a carga horária não é a mesma de um trabalhador da iniciativa privada?
É preciso uma denuncia para se coibir o tráfico e depois tirar fotos para sair em toda a mídia como se fosse um trabalho planejado.
Políticos.
Traficantes!
Justiça!
Por isto não vou falar de um político especificamente, vou generalizar e antecipadamente peço desculpas se acaso a grande carapuça não couber em alguma cabeça, o que vai ser muito difícil, peço desculpas à exceção, dizem que todas as regras as têm.
Espero que esta também.
Desde que me entendo por gente, ouço falar de política e depois de cinqüenta e quatro anos percebo que nada mudou.
Os pobres continuam sendo pisados como estrume e somente fazem falta na hora de votar.
Em época de eleição visitando um bairro da periferia vi um candidato a vereador distribuindo balas e pipocas para às crianças que na sua inocência acreditavam que ele era bonzinho e os pais achando uma maravilha como se realmente ele estivesse agradando seus filhos com esta distribuição cujo interesse era a compra de votos.
Os pais sabem!
Fingem de bobos.
Fazem papel de idiotas na hora de votar.
Estes canalhas tem certeza que podem comprar o eleitor com um saquinho de pipoca.
Eu estou pedindo pelo amor de Deus a todos que tem compromisso com suas famílias e principalmente com sua comunidade, antes de votar, procure saber alguma coisa sobre o candidato, vote naquele que já trabalha para ela antes da política, que luta e está sempre preocupado com o bem estar de todos, mesmo que algumas vezes não possa atender o pedido particular de alguém.
Mesmo que ele não possa te dar um saco de cimento.
Pagar sua conta de luz.
Te dar uma cesta básica.
Se ele não puder te dar nada é porque não pode te comprar, observe bem quem está mais perto de você, quem te visita fora da política.
Se for eleito uma pessoa assim ela poderá ser efetivamente cobrada para que a comunidade cresça e o bem estar de cada um melhore as condições da vida de todos.
Muitos não votam no candidato do bairro, principalmente quando ele é pobre, achando que ele vai se mudar da comunidade, mas quem tem raízes fincadas no alicerce da solidariedade e da justiça, pode até mudar de casal, mas não vai mudar de atitude.
Eu posso falar sem medo de errar, porque a vida inteira freqüentei os bairros mais pobres e nunca encontrei um político dentro de um barraco a não ser na hora de pedir voto.
Não posso ser candidato novamente porque não sei mentir e jamais iria prometer algo que não estivesse ao meu alcance.
E os pedidos são tantos que não sei quem é o mais sem vergonha:
O eleitor ou o candidato!
Pense bem!
Porque não votar em pobre?
Rico se preocupa com pobre?
Se em cada eleição o eleitor votasse para eleger um pobre, teoricamente em alguns anos, teríamos tirado da miséria muitos pais de família que hoje lutam com dificuldade para sustentar os filhos.
Eleição não é para isto, dirão alguns.
Concordo.
E elegendo um rico?
O que vai mudar?
Uma câmara de vereadores ou de deputados com a maioria de pobres e trabalhadores de verdade votarão leis mais justas para o povo
A gente só gosta daquilo que experimenta, quem nunca viveu no meio dos pobres dificilmente irá fazer alguma coisa para ajudá-los.
Graças a Deus esta regra tem algumas exceções.
Esmolas muitos dão.
A maioria das obras é de cunho eleitoreira, político nenhum faz obras pensando no povo, o pensamento é ganhar uma nova eleição.
Todo mundo sabe disso.
Este pequeno livro tem uma vantagem sobre todos os outros que abordaram este tema, quem o possuir terá que imediatamente se transformar em escritor e todos os dias acrescentar alguma coisa, os acontecimentos são tantos e as sacanagens que se praticam contra o povo acontecem todos os dias, as maracutaias são tantas e os sacanas são tantos, que a tendência deste livro é se tornar maior que a Bíblia.
Agora mesmo, ligando o rádio ou a televisão, lendo os jornais, tomamos conhecimento de alguma maracutaia dos bandidos eleitos ou nomeados e são tantos estes bandidos que realmente não podem ir para a cadeia porque se isto acontecesse seria necessário construir uma em cada esquina.
Na verdade todos são poetas e escritores, alguns fazem poesia sem saber ler ou escrever, outros tem o dom da escrita e não será muito difícil relatar as tramóias e maracutaias que são praticadas contra o povo.
Povo é um simplesmente um detalhe.

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