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Crônicas-->Metáfora -- 29/06/2019 - 16:10 (Lorde Kalidus) Siga o Autor Destaque este autor Destaque este Texto Envie Outros Textos

Ao redor dele nada é avistado, apenas a escuridão. Em sua mente apenas os vestígios espalhados de algo que poderia ser rapidamente comparado a um raciocínio, que talvez o levem a refletir sobre o tempo que já deve ter passado ali. Uma estranha, quase infantil ansiedade, parecem se equiparar às trevas em volta, tomando seu ser como morada e transformando toda porcentagem possível de pensamento em algo mais emocional que racional.

Sua percepção sobre os arredores aumenta com o passar do tempo. Ele ouve algo que alguém fatalmente associaria a uma voz humana e associa rápida e inconscientemente aquilo a alguém muito próximo de si, como se fizessem parte um do outro. Os dias parecem fortalece-lo e lhe dar uma percepção maior sobre quem ou o que ele é, e também que seu tempo encarcerado parece estar terminando.

Como se soubesse que sua temporada ali terminou, algo que parece ser uma luz surge adiante. Ele não tarda a associar aquilo a uma saída, e, atraído pelo brilho qual uma mariposa, move-se como pode em sua direção. Ouve gritos, gemidos, e vozes de outros, além da que já havia ouvido. Estranhamente capta um sofrimento gritante misturado àquela voz que, há pouco tempo, parecia confortá-lo, levando-o a entender que terrível engodo era aquela luz que, agora, mais parecia atraí-lo a um mundo de agonia e tristeza, onde seria feliz se conseguisse algo para consola-lo mais ou menos dependendo do momento.

Ao final de sua saída, lágrimas jorram de seu rosto. E, como numa dolorosa metáfora, elas dão início ao que ele chamará de sua vida, que se inicia com um choro anterior mesmo ao fato de receber um nome... 

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