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Artigos-->Resumo da peça "A ópera do malandro", de Chico Buarque -- 12/12/2003 - 11:25 (Paulo Machado da Costa)
Este autor concorda com o uso dos seus textos, desde que informem a autoria e o local da divulgação.
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TRABALHO DE LITERATURA BRASILEIRA III







A Ópera do Malandro

de

Chico Buarque de Holanda





Professora: Kátja





Por: Paulo Machado da Costa



2003


A Ópera do Malandro, do Comendador Francisco Buarque de Holanda, está atualíssima, ou seja, continua fazendo parte de um Brasil conhecido pela maioria dos brasileiros. Focaliza uma terra Brasilis de malandros e seus gingados, com um linguajar típico de quem vive às margens da lei, um cafetão de nome Duran, que se passa por um grande comerciante, e sua mulher Vitória, que do nome nada herdou. Vitória era uma cafetina que, na realidade, vivia da comercialização do corpo. A sua filha.Teresinha era apaixonada por uma patente superior, Max Overseas, que vive de golpes e conchavos com o chefe de Polícia Chaves. Outras personagens são as prostitutas, apresentadas como vendedoras de uma butique, e o travesti “Geni”, que só serve para apanhar, cuspir e dar para qualquer um.

A peça se passa nos anos 40, época do Casino da Urca, tendo como pano de fundo a legalidade do jogo, a prostituição e o contrabando. Mostra um contexto bem parecido com nosso terceiro milênio, em que temos o jogo do bicho, entre outros tantos; as prostitutas do calçadão de Copacabana, da vila Mimosa, das Termas e as garotas de programa, que cobram em torno de R$ 500,00 por uma “noite de amor”; o contrabando nas ruas de CDs, DVDs e toda a sorte de aparelhos vindos do Paraguai, que infestam a nossa cidade, a preços módicos, como reflexo de uma péssima política salarial, do arrocho do governo FHC, da falta de crescimento da nação. Este cenário lembra o poeta Patativa do Assaré, quando dizia: “A ignorância é a flor da miséria.” Se todos ouvissem e compreendessem esse verso, sem dúvida seríamos um povo com uma outra História

A personagem Teresinha vive uma história de amor com o fora da lei Max Overseas, desejando desposá-lo. Quando seus pais descobrem, através de Geni, que o namorado não é um homem de posses e nem pertence ao meio-social que eles tanto desejam para ela, resolvem eliminá-lo, contando, para isso, com o chefe de Polícia que lhes deve dinheiro. Este, porém, é convidado para ser padrinho de casamento, já que tem negócios escusos com Max. Assim sendo, o delegado realiza o casamento no esconderijo, investido do Código Civil, porque ambos são amigos.

Quando o pai da Teresinha descobre tudo, através de Geni, resolve chantagear o delegado, no dia primeiro de maio, tornando público o envolvimento de Max com ele. Chaves, por sua vez, não vê outra saída, senão “engaiolar o passarinho”. Teresinha assume o controle dos negócios do marido e expulsa um dos fora-da-lei.. Quando vai visitar Max na delegacia, conta-lhe que pretende transformar o negócio ilegal em legal. Nesta primeira visita, ela descobre que ele tem uma “asa partida” por Lucia, filha do delegado. Esta conta ao Max que está grávida. Com juras de eterno amor, e convencida disso, furta as chaves do pai e acaba por libertá-lo.

Max está livre para comercializar o contrabando, comandar os malandros, transar com as prostitutas e promover um quebra-quebra nos bordéis do pai de Teresinha. Ele descobre que os seus negócios estão péssimos, devendo à praça. Só então vê que a mulher, uma principiante nos negócios, estava lhe arruinando. O pai de Teresinha, contrariado pelo fato de o malandro estar vivo e solto, se enfurece com o delegado e “joga para ganhar”: Max morto ou o delegado arruinado pela denúncia popular e o poder público! É claro que Chaves, mais uma vez, resolve prendê-lo. E executá-lo!

Quando Max está preso, descobre que o carcereiro é um antigo comparsa. O Barrabás! Segue-se uma conversa entre os dois em que o segundo explica como foi colocado para fora da quadrilha por Teresinha, e agora é um homem da lei. O malandro tenta suborná-lo sem sucesso. Chega o dia em que o delegado resolve matar o fora-da-lei. Após um breve diálogo, ele dispara a sua arma contra o amigo, pelas costas. Tem medo de atirar pela frente, olhando nos olhos, já que eram comparsas e amigos. Max sente a dor provocada pelos tiros, a dor provocada pelo medo de morrer. Só que ele não está sangrando. As balas não o atingiram. Barrabás havia trocado a arma do delegado, justificando que em um grande musical as personagens não morrem. Em grandes musicais só existe alegria, em uma clara referência à realidade do texto ficcional, que é verossímel mas não verdade. Um malandro não pode morrer, principalmente Max Overseas. Teresinha aparece para lhe dizer que fechou um grande negócio com os americanos e que irão ganhar muito dinheiro com as importações e distribuições para todo o Brasil. O Sr. Duran, que detestava o malandro, já se oferece para ser seu sócio, junto com Chaves. Os malandros que haviam sido mandados embora por Teresinha resolvem fazer parte da sociedade. Todos então começam a cantar e a sambar com grande euforia.

Qual seria o significado do nome Overseas? (no ultramar)

Se analisarmos o nome Overseas lexicalmente, veremos que over significa sobre e seas, oceanos. Logo, aglutinando as duas palavras, teremos como conclusão, sobre os oceanos. Em bom português: sobre os mares, sobre as fronteiras. Reparem que no final ele se lança em transações “além mar”, ultrapassando as fronteiras, inclusive da legalidade, espalhando a sua malha de negócios, agora legais, com dois grandes ex-amigos: o gigolô Duran e o delegado Chaves, cognominado, “Tigrão”.


E o nome Barrabás?

Barrabás é um nome bíblico. Mais do que isto: é uma personagem bíblica, que foi trocada por Jesus, numa condenação comprada por difamadores da palavra de Deus. Barrabás, na Ópera do Malandro, é um fora-da-lei, que foi expulso do bando por Teresinha. Passa para o lado da polícia, resiste ao suborno do ex-amigo Max. No final, quando sabe que o delegado irá matá-lo, troca as armas e o salva. Tornam-se amigos novamente, com grandes negócios.




As Músicas

Todas as músicas são da autoria de Chico Buarque de Hollanda que, por sua genialidade, consegue harmonizá-las com o texto, explicando a vida da personagem e o real motivo de seu procedimento. Tal é o caso de uma mulher, apelidada de Fichinha, recém chegada do Norte, sem emprego e morta de fome, que vai trabalhar para o Sr Duran em uma de suas butiques – como prostituta, portanto. Podemos também citar como exemplo, a música “Geni e o Zepelim”. Geni, que só serve para apanhar, levar uma cuspida e dar para qualquer um, é um travesti, fato que só descobrimos assistindo à peça. Geni, a princípio, não serve para nada! Todavia, quando o comandante de um Zepelim reluzente resolve bombardear a cidade, mudando de idéia apenas se tiver uma “noite de amor” com o travesti, todos resolvem pedir-lhe para ceder aos caprichos do comandante. As músicas seguem os compassos binário (2/4), terciário (3/4) e quaternário (4/4), como é o caso da marcha, samba-canção, samba estilizado, uma valsa e uma toada. Nada mau para um membro de uma família de intelectuais!








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   nelma rubia  01/09/2014 09:04
assisti a peça ontem e o final ficou muito confuso, não demonstrando o que a sinops fala da peça.
não demonstraram Barraba trocando a arma do delegado nem mesmo este tentando matar o Max.O final não condiz com a impolgação tanto dos atores quanto da plateia no desenrolar do texto. O que houve?
   



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