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Erótico-->O Nefilim - Capítulo 7 -- 10/08/2019 - 13:36 (Lorde Kalidus) Siga o Autor Destaque este autor Destaque este Texto Envie Outros Textos

 

 Passados alguns dias, o marido de dona Elaine e pai de Audrey saiu da prisão. Conforme o esperado, era preciso deixar a poeira baixar, pra não dizer que o namorado da menina já era há muito tempo bombardeado pelos rumores sobre o que os dois andavam fazendo e, também por esta razão, a garota e Rafael já não se viam como antes. Os pais da menina fizeram as pazes e tudo parece estar correndo dentro da normalidade, embora a mulher, assim como a filha, segundo ela, não estejam interessados em abrir mão de seu amante bem-dotado, motivo pelo qual marcaram um encontro, segundo a conversa que teve no intervalo com Audrey naquela manhã. A escola conversava sobre o ocorrido, bem como sobre as andanças da menina e de sua mãe com Rafael, mas tudo de forma muito discreta, sem chamar a atenção dos dois.

Após a aula, ele vai para casa e almoça. Avisa a mãe que vai demorar para voltar e que tem um encontro após a academia. Apreensiva sobre alguns boatos que ouviu na vizinhança e já conhecendo a fama do rapaz com as mulheres, dona Júlia pergunta a Rafael se isso teria algo a ver com a menina e a mãe, cujo marido a teria agredido depois de ter supostamente descoberto um adultério da esposa com Rafael...

- Não, não, nada a ver. Fica tranquila. – dona Júlia já sabia do encontro de Rafael com seu pai verdadeiro e andava preocupada com o menino. Fosse como fosse, tudo parecia estar indo bem, embora não tenha deixado de notar um certo distanciamento dele com relação ao homem que sempre acreditou ser seu pai verdadeiro. Ela ainda se pergunta que atitude tomar e também o que teria levado o homem que concebeu Rafael a tomar tal atitude. Mas, se tratando de quem era, também não esperava que sua atitude, que só traria consequências às vidas dos mortais que são, não esperava outra coisa.

O treino dura em média uma hora e meia e, então, Rafael pega um ônibus até a região central, onde dona Elaine disse que ele deveria encontrá-la. Não especificou se Audrey também estaria lá. Seja como for, não é nela que ele pensa agora, mas em outra colega, recentemente chegada à escola, chamada Lilian, que já demonstrou algum interesse, independente do namorado estar sempre por perto, e que parecia já ter ouvido falar da fama do garoto no colégio, o que significa que, se ele investisse como deveria, logo ela seria mais uma de suas conquistas.

O amor, como uma tolice romântica frequentemente cultivada pelas pessoas, há algum tempo já havia sido completamente descartada por ele. Não apenas a experiência prática que sua pouca idade já lhe traz, mas, provavelmente, o sangue de seu pai, o ser, entidade ou o que quer que ele poderia chamar, que seria o então senhor do inferno, que revelou ser este mundo, parecia tê-lo purificado de toda e qualquer possibilidade de entregar-se a qualquer tipo de sentimentalismo humano. Como fazê-lo, pensa ele. Entregar-se a qualquer tipo de sentimento que o levasse a dependência de seres escravos de suas próprias emoções seria nada menos que suicídio psicológico. Não por acaso, estes seres foram chamados por seu progenitor de erros, os mesmos que Deus lançou sob as águas por ter se arrependido de tê-los criado. Como poderia ser perfeito um ser que precisou destruir aquilo que havia criado por Se arrepender tê-lo feito e, com isso, comprovar que errou? E como poderia haver qualquer graça ou formosura neles uma vez que são feitos à imagem e semelhança deste mesmo Deus? Não serviriam para outro propósito que não se tornarem instrumentos para que seres como Rafael se divertissem.

Algo que se esqueceu de perguntar àquele que, aos poucos, reconhece como seu pai, subitamente, lhe vem à mente: é obvio que ele não seria o único anjo que teve um filho recentemente com uma mortal. Haveria outros como ele? Ou irmãos que ele teria, gerados com outras mulheres? O anjo que ele aprendeu a chamar de Lúcifer seria o mais poderoso entre eles, seria ele, então, o filho mais forte destas mortais? Seria interessante saber a respeito, mas não necessariamente dar prioridade a isto enquanto há mulheres que podem servi-lo e lhe proporcionar prazer.

Perdido em seus pensamentos, ele logo chega à região do Brás. Caminhando pela Piratininga ele vai em direção à Mooca, onde deverá encontrar o endereço dado por dona Elaine. A lembrança do último encontro com a mulher faz com que ele logo se excite com o fato de estar para encontrá-la outra vez, esteja a filha ou não com ela. Provavelmente o encontro diz respeito às consequências do ocorrido com o marido, o que fez com que seus encontros com Rafael em casa se tornassem inviáveis. Embora ele admita que se diverte mais possuindo as duas na cama em que a mulher dorme com o marido, ainda mais estando sua filha incluída no relacionamento, admite que não é interessante correr riscos.

Ele encontra o endereço na rua da Mooca. Uma sobreloja, que fica logo acima de uma oficina. Toca o interfone e aguarda alguns segundos antes de ouvir uma voz que reconhece como sendo de dona Elaine.

- Quem é?

- Oi, é o Rafael. Abre aqui. – a porta se abre. Ele adentra o local, fechando-a em seguida e subindo as escadas, encontrando o local decorado como uma moradia alternativa; um sofá de camurça grande, mesa de centro, smart TV, uma cozinha bem arrumada, levando-o a se indagar que lugar seria aquele e quem moraria ali.

- Lugar ajeitado, diz o garoto, aproximando-se da mulher e beijando-a demoradamente enquanto alisa uma de suas nádegas por cima da calça. Quem mora aqui?

- Ah, eu aluguei o lugar pra poder me encontrar com você. Felizmente, tenho dinheiro pra isso e meu corninho me banca quando preciso. Aqui é sossegado, ele não sabe desse lugar, e posso trazer Audrey também pra você comer nós duas sem problema.

- Isso é importante. Aliás, por que a Audrey não veio com você?

- Dentista. E o namorado anda grudado nela feito sarna desde que os boatos começaram. A galera toda chamando o moleque de chifrudo, coitado... mas moleque dessa idade não tem que se envolver com ninguém mesmo, ela tá na idade de agasalhar todos os pintos que puder, de se divertir, não de ficar andando de mãozinha dada e tendo relacionamento sério. Tem mais é que meter gaia nesse idiota mesmo.

- E eu tenho mais é que ajudar... – ele aperta a nádega de dona Elaine e ela estica o braço até a virilha de Rafael, apalpando o membro de tamanho colossal, que passa a crescer tão logo ele sente sua mão o acariciando. Sentindo a ansiedade crescer, ela não faz cerimônia alguma e se ajoelha diante do rapaz, abrindo-lhe a calça e abaixando-a tão rápido quanto pode, fazendo com que sua tora, agora solta, atinja seu rosto, o que faz com que ambos riam. Então, ela toma o gigante nas mãos e o abocanha com vontade, passando a saboreá-lo enquanto Rafael acaricia seu cabelo. Não conseguindo se conter ele a coloca de pé, abaixando a calça da amante e colocando-a debruçada sobre o balcão, passando a penetrá-la por trás. O pensamento de tirarem toda a roupa passa rapidamente pelas cabeças de ambos, mas, como se aquela foda improvisada e selvagem os agradasse mais do que tudo, decidem prosseguir. Ele se abaixa sobre ela, socando com força, velocidade e sem qualquer pudor, enquanto a mulher geme, diz palavras sem sentido, insulta o marido traído com os piores nomes possíveis e Rafael, sem conseguir se conter, inunda o ventre de Dona Elaine com seu leite, levando-a à loucura quando sente o prazer abundante dele se derramar dentro dela.

Vagarosamente, ele se retira de dentro da mulher, que sente o esperma escorrer de sua fenda, escancarada pelo amante bem-dotado, e descer por suas pernas. Ambos tornam a se vestir, recuperando o fôlego enquanto conversam:

- Essas trepadas de improviso são ótimas. Quando eu chegar em casa vou falar pra Audrey que eu devia ter marcado o dentista dela outro dia. Se ela estivesse aqui também...

- Adoro comer a Audrey, mas também é bom ficar em separado com vocês. E gostei do lugar, juro que eu moraria aqui se pudesse.

- Bom... talvez você possa considerar o assunto. Eu não ia ter problema nenhum em cuidar de você.

Rafael sorri. Ele pensa no elo com a mãe e o pai adotivo, de quem parece se afastar cada vez mais desde que descobriu sua verdadeira origem, a possibilidade de morar só e de ter dona Elaine, a filha e outras amantes em potencial à sua disposição, além de ter suas contas pagas pela mulher... como se novamente o sangue do demônio começasse a falar mais alto, as possibilidades começam a passar por sua mente... e ele já se pergunta como falaria com a mãe. 

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