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Erótico-->O Nefilim - Capítulo 4 -- 09/08/2019 - 16:34 (Lorde Kalidus) Siga o Autor Destaque este autor Destaque este Texto Envie Outros Textos

Passam dois dias desde a última tarde que Rafael esteve na casa de Audrey. Não se falaram no final de semana, o que já era de se esperar; ela deveria estar com o namorado, a mãe ocupada com os deveres familiares e ele, por que não admitir, não estava interessado em nada que dissesse respeito a sexo depois de ter se saciado com as duas na cama onde dona Elaine dorme com o marido. Um dia memorável, ele pensa, nunca tinha estado com duas na cama, especialmente sendo mãe e filha. Revezou-se com as duas de forma demoníaca, nenhuma delas conseguia acreditar que era um homem comum que estava na cama com elas. O próprio Rafael muitas vezes se pergunta sobre seu desempenho, uma vez que a comparação com as estórias contadas por amigos lhe leva a se perguntar se o que faz seria realmente normal. Não que fosse um problema, mas, ainda assim, não é comum.

O domingo foi bastante usual; umas cervejas com os camaradas durante um churrasco na casa de um deles, muita conversa jogada fora, risadas, mulheres também, mas nada em que Rafael fosse jogar suas fichas, haja visto que estava saciado o suficiente para não ir atrás de mais ninguém por alguns dias. Alguns beijos, investidas curiosas cuja origem seriam os boatos sobre o tamanho da ferramenta do jovem, mas nada que o estimulasse a ir muito longe.

Encontra os camaradas na sala de aula na manhã de um dia da semana. Em um dado momento nota que Audrey não se encontra. Não diz nada para não chamar a atenção, embora todos por lá saibam das andanças da garota com ele. Num dado momento, porém, sem que ele tenha de tomar qualquer iniciativa, o nome da jovem acaba saindo da boca de um dos amigos:

- Cara, você soube da Audrey?

- Não, que é que tem?

- O pai dela foi preso. No final de semana, parece que deu um couro na mãe dela e ela chamou a polícia.

- Putz! Como foi isso?

- Não tô sabendo direito, mas parece que teve a ver com traição. Só não conheço a estória. Acho que ela teve que ir na delegacia, por isso não veio hoje.

O professor entra na sala e eles se dirigem às suas carteiras. Rafael começa a se preocupar sobre o que poderia ter causado o problema na casa de Audrey e se, por acaso, seu pai teria descoberto alguma coisa sobre sexta passada. Não conhecia o homem e nem sabia exatamente como ele reagiria caso soubesse do que aconteceu entre dona Elaine, Audrey e Rafael. Já havia saído com as namoradas de outros garotos antes, mas a grande maioria ou não soube de nada ou simplesmente agiu como se não soubesse. Mas e num caso como esse, em que não apenas o casamento está envolvido como também o fato de que a filha do casal também fez parte da traição?

Enquanto o professor explica a matéria, se virando como pode em meio à algazarra promovida pelos alunos, Rafael entra em contato com Audrey pelo aplicativo no celular e procura conversar com ela para saber exatamente o que aconteceu. Ele manda uma mensagem de texto:

- “Oi, que aconteceu com você?” – Após alguns minutos de espera, a garota responde.

- “Deu o maior quebra pau aqui em casa no final de semana. Aconteceu no sábado. Meus pais tavam no quarto e eu acordei ouvindo a discussão dos dois. E, pelo que eu pude escutar, o problema começou na sexta, pelo menos foi o que causou tudo...” – Ao ouvir isso, Rafael permanece em expectativa, já esperando que vá ser revelado algo sobre a tarde de sexo que passou com a mãe e a filha.

- “Parece que minha mãe mandou meu pai fazer um oral nela... Ela sempre curtiu fazer isso, depois que sai com algum cara ela pede pro meu pai chupar a boceta dela. Ele não sabe que é chifrudo, mas minha mãe gosta de pensar que ele tá metendo a boca onde o amante dela meteu o pinto... “ – Rafael tenta conter o riso, olhando em volta e se certificando que o professor segue com a explicação e que os outros alunos não o vêm conversando com Audrey no telefone.

- “Aí, o que acontece... parece que você gozou muito dentro da minha mãe e tava vazando ainda. Aí, quando meu pai caiu de boca, minha mãe tava sentada em cima dele e ele ficou cheio de porra na cara... ela não aguentou, começou a rir, e ele, sem entender nada daquilo, viu que ela andou dando pra outro e perdeu a cabeça, começou a bater nela...”

Perdido entre a apreensão causada pelo ocorrido e uma risada que parece brigar pra abrir caminho, Rafael começa a pensar na situação; o pai de Audrey preso por agredir sua mãe, uma crise visível na família... E agora, o que aconteceria?

- “E agora, o que acontece?”

- “Cara, eu não quero ver meu pai na cadeia... Mas o delegado disse que não tem jeito de soltar depois que minha mãe deu queixa. O foda é que ele tá querendo saber quem é que andou comendo minha mãe, acha até que foi mais de um cara, era muita porra...  ela também já tá arrependida de ter denunciado, quer perdoar... E meu pai tá falando em matar, em separar dela, disse que quer saber quem são os outros... Problema, viu...”

Apesar de novo, Rafael já pode juntar as peças do quebra-cabeças; o pai de Audrey pode logo sair da cadeia e, no intuito de estar em paz com a família, vai acabar se reconciliando com a esposa, perdoando a mulher como todo chifrudo otário faz e, pra reparar a própria honra, vai atrás de quem teria desonrado a esposa, mesmo que com o consentimento dela.

- “Tá, mas e aí... Como eu fico nessa? Tá dizendo que o seu pai deve vir atrás de mim?”

- “Olha, eu não sei... Mas ficou difícil pra te ver, pelo menos por enquanto... Eu ainda não sei o que minha mãe pode fazer pra manter meu pai por perto...”

O risco parece ser grande, não tem como dizer que não. Rafael logo imagina que o pai de Audrey poderá, em breve, estar indo atrás dele, provavelmente com uma arma, seja através de uma emboscada no caminho da escola para casa, na rua ou simplesmente indo busca-lo em casa, o que, fatalmente, iria colocar seus pais em risco. Fica no ar, então, a pergunta sobre qual seria a melhor atitude em tomar, dúvida que ocupa seu raciocínio de tal forma que ele até mesmo se esquece da conversa que mantém pelo celular com a menina.

As horas passam. No intervalo, Rafael debate o ocorrido com os amigos na arquibancada da quadra, contando-lhes sobre a orgia de sexta:

- Caralho, meu, agora você chutou mesmo o pau da barraca... Comeu a Audrey e a mãe dela???

- Foi. Mas o pior é que não foi nem planejado. A Audrey tinha saído, eu cheguei na casa dela e a mãe já caiu de boca. Aí deixou claro que eu tinha que comer as duas dali em diante. Não dava pra negar fogo, até porque a mãe também é gostosa...

- É... Mas será que o pai dela não vai atrás de você agora? Pelas mensagens dela, ficou meio claro que ele vai querer catar quem comeu a mãe dela. Ainda mais depois de ter ficado com a cara cheia de porra...

- É isso que tá me preocupando; o cara não vai deixar isso passar batido, mesmo que seja pra ficar com a mulher e ela logo trair ele de novo comigo ou outro cara. E o que eu faço? Não quero b.o. e menos ainda arrumar algum problema pros meus pais.

- Não tem como você passar um tempo fora? Sei lá, de repente ir pra casa de algum parente longe...

- Tenho quase certeza que vou acabar tendo que fazer isso...

Horas depois, Rafael está indo para casa. Faz o trajeto sozinho, como de costume, e percebe, discretamente, comentários de algumas alunas do colégio que não conhece a seu respeito. Mais preocupado com os últimos acontecimentos que animado com o que podem ou que ele sabe estarem falando, ele prefere seguir seu caminho, procurando ficar atento a quem quer que possa surgir do nada e lhe causar qualquer tipo de problema.

Súbito, ao virar uma rua e passar pela praça que cruza, próximo à casa de Audrey, novamente ele avista o homem que viu na última sexta, pouco antes de chegar à casa da jovem. Alguma coisa chama a atenção no sujeito e Rafael se pergunta se seria algum homossexual que teria ouvido a respeito dele e sido encorajado a se aproximar ou fazer alguma tentativa. Mas, por algum motivo, ele sente que aquele não seria o motivo de estarem se cruzando novamente. Também não poderia ser alguém contratado pelo pai de Audrey, já que ele já o havia visto antes da orgia da última sexta.

Quando olha novamente para o banco onde o homem estava, ele já se foi. Então, resolve se aproximar do local e se senta, aproveitando para olhar no celular e ver se tem algum recado de Audrey, talvez de alguma outra garota, e respirar um pouco antes de ir para casa, talvez pensar na forma como irá debater o assunto com seus pais mais tarde. Qual seria a alternativa? Ir embora de casa, passar um tempo na casa de algum parente? Mudar-se para o apartamento da família no litoral? Ele não consegue se decidir, mas sabe que precisa pensar rápido, caso contrário pode ter problemas quando o pai de Audrey estiver novamente solto.

- Realmente, quando o cara sair da cadeia você corre um sério risco de ter problemas.

- Ah! – A reação de Rafael é de susto quando ele percebe que o homem que há pouco encontrava-se no banco, o mesmo que viu há alguns dias, encontra-se, repentinamente, sentado a seu lado. Ele se sente perdido entre se perguntar como o homem foi parar ali, se não ouviu qualquer movimento, percebeu qualquer aproximação e, ali perto, não há uma árvore baixa ou que esteja a uma distância do banco que lhe permitisse se esconder e esperar que Rafael se aproximasse para promover uma emboscada.

- Calma, garoto, você tá todo assustado como se eu é que estivesse aqui pra te causar problema e não o pai da mina que você andou comendo... Pra não falar da mãe dela.

- Quem é você? De onde você veio?

- Quem eu sou é uma pergunta complicada... Ainda mais pelo fato de que você e eu, diretamente, somos aparentados, apesar da Júlia nunca ter dito nada pra você sobre o assunto.

- Júlia? Júlia é minha mãe! Você conhece ela? De onde?

- Conheço, garoto, conheço bem. Gente boa a sua velha, nunca pensei que eu pudesse ter me divertido tanto numa festa. Eu fico me perguntando se ela sentiu minha falta ou se seu pai adotivo teve alguma reação adversa depois que tudo aconteceu... sabe como os seus reagem quando a mulher deles tem um filho de outro homem, mesmo que a farra seja consensual.

- Do que você tá falando? Eu fui adotado, sim, mas por parte de pai e mãe. Não sou filho biológico de nenhum dos dois.

- Tá, já vi que não te contaram nada, diz o homem, com jeito debochado. Bom, você pode saber a verdade sobre o assunto, se quiser. Eu não vejo por que você não deva conhecer sua origem ou saber por que você é tão superior fisicamente aos seus amigos, o que te dá uma vantagem grande com as mulheres.

- E o que você sabe sobre isso? E sobre os meus pais? Fala!

- Posso falar, sim... Mas antes me diz, como é que tão seus pais? Depois que me conheceram fiquei me perguntando como uma mulher que passou pela experiência que eu proporcionei pros dois se acostuma com um cara comum...

- Quer saber, já ouvi muita merda aqui hoje e acho que você tá querendo é um cacete... – Apesar da estatura privilegiada e do porte robusto do homem, Rafael não se intimida e desfere um soco com toda sua força contra ele que, com um movimento rápido, segura a mão do jovem e passa a apertá-la, pegando-o pelo pescoço em seguida e erguendo-o com uma mão só.

- É, Rafa, eu devia ter imaginado que você ia reagir dessa forma, até porque os erros nunca foram conhecidos por saber receber algumas notícias de forma muito receptiva ou de se desapegar de seus conceitos morais, por mais imorais que eles mesmos sejam. Mas tudo bem, eu vim aqui hoje pra esclarecer as coisas e a gente vai fazer isso. Mas não agora, já que você se comportou mal, me tirou do sério... então, a gente vai terminar esse assunto em outra ocasião. E vai ser em breve, pela sua noção de tempo, e mais ainda pela minha. – Com um movimento do braço, o homem arremessa Rafael a uma distância que homem algum faria com alguém do tamanho do jovem. Ele atinge uma árvore e cai ao chão, observando em seguida o local onde o estranho se encontrava, não avistando mais ninguém. Correndo como pode até a rua mais próxima, ele não vê ninguém. Olha em volta, mas não vê qualquer sinal do estranho e se pergunta como ele poderia ter desaparecido tão rapidamente e somente então se indaga de onde ele teria tirado tamanha força para arremessa-lo daquela maneira.

Certo de que sua mente já absorveu ou foi obrigada a absorver toda sorte de loucura que ele poderia suportar por um dia, o garoto pega sua bolsa e segue para casa. Não há dúvida de que terá de conversar com a mãe à noite, quando ela voltar do trabalho, mas, por ora, prefere chegar em casa e tentar absorver, ao menos parcialmente, o que foi dito pelo estranho cujo nome ele sequer perguntou e que sabe não apenas o seu, mas o de sua mãe. O quão verdadeiro seria tudo que afirmou? 

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