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Crônicas-->Maranhenses rumo aos Estados Unidos -- 16/08/2017 - 08:50 (AROLDO A MEDEIROS) Siga o Autor Destaque este autor Destaque este Texto Envie Outros Textos
Maranhenses rumo aos Estados Unidos

Aroldo Arão de Medeiros

Alguns membros da família Itapary resolveram passear ali nos Estados Unidos. Dois deles fariam o visto, já que tinham o passaporte. Em outra oportunidade tinham visitado a Europa. Já duas mulheres, uma pré-adolescente e a outra adolescente fariam o passaporte e depois o visto. O que será contado a seguir são as peripécias na viagem que fizeram até São Paulo para terem em mãos o precioso e disputado documento.
Os Rosarienses “arribaram” cedo e Gabriel falou:
- “Vamitão”. Já arrumei minha “boróca”, “umbora” viajar.
Rumaram para São Luís afim de voarem até a cidade da garoa. O voo foi tranquilo e nenhum deles ficou “enfarento”. Levavam cada qual uma pasta com os documentos exigidos pelo Consulado Americano. Ai daquele que colocar a palavra consulado e americano com letra minúscula, principalmente quando estas estiverem juntas, provavelmente não receberá o visto desejado.
As pastas de Larissa e Letícia eram pouco volumosas e quem as carregavam era o pai delas, Francisco. Este, além de acompanhar a filha que era de menor, ainda ajudaria nas soluções que o caso exigia, já que é “mala”. As bolsas dos documentos de Camila e Gabriel, avó e tio-avô, respectivamente, eram grossas e tinham cara de enrugadas. Esses dois sexagenários carregavam com eles, título de eleitor, CNH, Certidão de casamento, declaração de Imposto de renda, documento de veículo de sua propriedade, extrato bancário (conta corrente, poupança e aplicação), escritura de imóveis, comprovante de residência (conta de água, luz ou telefone) e aluguel de imóveis.
Eles que já eram aposentados ainda tinham que apresentar: Três últimos comprovantes dos benefícios e “istrati” bancário com o recebimento dos 3 últimos meses.
Para quem é mais velho tudo parece mais difícil, sempre está “aculá” e nunca é encontrado. Achar o título de eleitor é um problema e o comprovante de votação, mais confuso ainda. A certidão de casamento até que foi fácil, eles acharam aquela de mil novecentos e antigamente, rasurada e com cor de burro quando fica parado.
Ainda bem que a última declaração de renda do Gabriel, praticamente um “argé”, foi feita por um contador que lhe entregou direitinho numa pasta e ele colocou dentro da outra sem sequer ver como estavam listados seus pertences.
O documento do veículo desta vez foi fácil. Se acontecesse essa passagem há dois anos, teria problema, ele ficou 4 anos sem atualizar o documento do carro, seguro obrigatório e IPVA.
O “istrati” bancário deu dor de cabeça, pois já não sabe lidar com essas modernidades. Teve que recorrer a ajuda da gerente, que não mediu esforços em ajuda-lo.
O que era comum aos quatro, era a foto 5x7, Carteira de identidade, comprovante de residência.
Gabriel não quis tirar foto no mesmo local que a irmã, Camila, porque não ia com a cara do fotógrafo. Depois ficou reclamando que a irmã, pagou por dois retratos, R$ 7,00 e ele teve que desembolsar R$ 17,00.
Na cidade de Adoniram Barbosa se hospedaram num hotel que era simples e o quarto e banheiros eram pequeníssimos. Para usarem o bacio, tinham que sentar de lado e o espaço do banheiro, diminuto, fez com que Gabriel matasse o banho. Diz a má língua que ele arrumou essa desculpa porque não estava a fim de banhar-se.
Graças a Deus deu tudo certo e Gabriel, ranzinza como sempre, declarou:
- Teve uma coisa de ruim nisso tudo. Trouxemos os documentos, que não eram poucos, carregamo-los para lá e para cá e não foi preciso mostrá-los. “Disgroba”.
Camila falou: “Pió”.
- Outra coisa: Que pena, conseguimos o visto. Agora tenho que visitar os americanos. Eu só ia para acompanhar a Camila. Já que Ele quis assim, que seja.


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