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Cartas-->Perco-me -- 19/11/2008 - 20:07 (Dolores Marques) Siga o Autor Destaque este autor Destaque este Texto Envie Outros Textos
A fuga onde me encontro
Serena-me a alma
Distancia-se de mim
Nesta noite calma

Mais um dia que chegou ao fim e agora em casa, após a aula de natação, é mais uma noite onde me encontro neste silêncio sem fim. Um jantar apressado, um filme que já vi, um telefonema para quebrar este silêncio da noite, mais um cigarro à janela e as luzes brilham do outro lado do rio.

Imagino-me um barco inacabado, um leito estagnado que corre sempre no mesmo sentido, e perco-me nestes pensamentos, escondo a tristeza por entre a minha janela que se fecha na escuridão da noite. Sento-me no sofá e leio o meu livro favorito, entrego-me neste “Desassossego” que me delicia, onde me encontro em cada palavra. Costumo dizer que Fernando Pessoa é o meu companheiro de viagem e nesta viagem da noite, só ele está a meu lado, e o sono vem suave com o som das palavras que leio.

Não dou por adormecer neste sofá, Sinto-te um sonho leve, e vou ao teu encontro, e quando volto a esta sala só o som da televisão quebra este silêncio. Estou agora na minha cama e nem sei como aqui cheguei, nem o pijama vesti. Estou um corpo nu e quedo, espero agora já mais desperta porque sei que estás presente. Ouço-te os passos suaves, um toque na mesinha de cabeceira, alguns arremessos na abertura da janela um vento suave que irrompe por estas quatro paredes e uma ondulação quente e delicada a afagar-me o corpo. Mais uma noite que fica na memória, penso eu, agora mais serena do que em outras ocasiões, em que não entendia esta presença, este sentir único transcendente nas noites estáticas e fruto da minha ignorância, fugia. Mas tu nunca me abandonaste, sempre me protegeste, respeitando as minhas escolhas. Esperavas pacientemente o momento certo para te denunciares, para me teres unicamente tua. E eu sem saber quem, e porquê eu, me refugiava nos dias que passavam analisando as minhas inseguranças na esperança de obter respostas.
Mas como se há coisas que não têm explicação nem resposta, simplesmente são. E neste ser Eu Sou e Tu És…
Simplesmente Ser, numa dança onde os corpos se enlaçam e os rituais não têm nome.





De livro a editar "Às Escuras Encontro-te"
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