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Crônicas-->Crônicas de Cingapura -- 26/08/2013 - 04:45 (Brazílio) Siga o Autor Destaque este autor Destaque este Texto Envie Outros Textos
Chegamos à exata metade do ano? Salvo engano. Cálculos meus, julho por Deus. Férias, velas a

todo pano. E mens sana in corpore sano. Tempos atrás falávamos das duas araras que voltaram

para o Brasil e, aparentemente estão vivendo happily ever after. Dia desses deu na imprensa que a

população delas havia pulado a cerca, para cerca, digo, de 260 aves, das cento e tantas originais.

Difícil entender essa súbita elevação. Ou será que nosso INSS estendeu o benefício da fertilização

in-vitro à categoria? Ave Maria. Enquanto isso, o Governo deste país declara guerra -

limitada, ié bom que se esclareça - aos corvos. O corvo é um estorvo. Sua população precisa ser

controlada, baixar das 120 mil aves para 75 mil. A gente fica com pena dos bichinhos que apesar

de inteligentésimos, não parecem entender a dinâmica das coisas por aqui. Só pensam naquilo e

a quilo: comer e reproduzir. Não sei em que ordem. Como restos de comida aqui abundam e eles

são capazes de abrir os sacos plásticos de lixo, ficam com tempo de sobra pra dar asas à libido.

E a tudo mais que para quebrar os galhos, lhes é permitido. Curioso é que devoram também as

embalagens de isopor. Que só pode ser o antídoto para os restos de tanto fast-food.

E sem sair do mundo emplumado, vem a notícia de que na China, um miná (esse pássaro

pretinho, com uma nesga branca nas asas e um topetinho a la Itamar) capaz de mimetizar os sons

humanos, tornou-se figura central numa ação de divórcio. Não que quisesse imitar o

passarinho do marido ou o Governador. Mas é que a mulher, tendo passado uma temporada

fora do lar, ao regressar, deu-se conta que o miná, cuja gaiola fica próxima do telefone, havia

aumentado substancialmente o seu vocabulário. E parecia ter apanhado gosto especial pelas

expressões: tenha paciência, eu te amo, o divórcio há de sair, e outras do mesmo naipe. E tudo

isso em mandarim. A mulher recorreu ao Tribunal e pediu que arrolassem o miná como

testemunha auricular na ação. Enquanto o juiz não se decide sobre quem engaiolar,é

esperado que o miná convoque uma conferência de imprensa e, como já deu com a língua

nos dentes, abra o bico. Ate porque, se não o fizer, o corre o risco de ser eliMINAdo, virando

passarinho à frango. Ah, se o Hitchcock pega um tema desses.

Ainda no mundo das aves, mas é a penúltima sentença, garanto: Não devemos menosprezar a

perspicácia desses animaizinhos, conquanto leve lhes seja a cabeça. Já tivemos um Passarinho

ministro. Duas vezes. E temos tucanos partout. Dadá Maravilha, o Dario Peito de Aço, e alma de

beija-flor contabilizou quase mil gols em sua longa, e folclórica carreira futebolística. Dizia que ss

três coisas podem parar no ar: o helicóptero, o colibri e ele proprio. Embora ja tenha botado os pés

em terra firme e pendurado as chuteiras há anos, ele voltaria ao ar para celebrar uma marca muito

preciosa, em verso e prosa, do nosso Egmar, que chegou aos cem gols na Liga cingapurense. Até

eu gostaria pegar uma rebarba nessa comemoração, pois também no time do Zoro astro

não sou, mas meu total de gols já passa de sem. Guga ergueu pela terceira vez o cobiçado torneio

de Roland Garros. Coisa que só 5 grandes tenistas haviam conquistado. E o momento mais

dramático nessa epopéia foi nas oitavas-de-final, quando o americano Russell dois sets à frente e

pronto pra liquidar a partida tremeu na hora aga. Aí, o Guga tomou as rédeas do jogo, marchou,

trotou e galopou e só parou quando botou a mão na taça, e - com um desempenho de

ginasiano - mas com um glamour irretocável, falou francês. A platéia veio abaixo.

Por outro lado, jogando uma bola quadrada nossa seleção b, sob o comando de Leão, foi disputar

a Copa

das Confederações, um ensaio para a Copa do Mundo. Bem

que a rapaziada correu, se esfalfou, mas não deu. A

não ser vexame. Terminamos em quarto lugar, com a

Franca - também sem a metade do time titular - dando

lição exemplar. E de pensar que nos bastava um Vieira,

não o Padre, mas o Patrick para as coisas ajeitar...

Leão já desembarcou ex-técnico dando lugar a um

Felipão, que logo de cara disse que prefere bandido a

bailarino na seleção. E ainda quer que muita gente dance. Dia

primeiro de julho pegamos o Uruguai em Montevidéu pra

valer. A vitória pode nos dar a oportunidade de apagar

a má impressão deixada no Japão. Ou no apagão, sei

não.

Complicadas negociações entre a agência para a

alimentação da ONU e os talibãs, fazem com que,

finalmente, os fanáticos dos turbantes e de outras

coisas menos visíveis em suas cabeças, permitam que

mulheres afegãs participem de um programa para o

combate à avassaladora fome no país, via fabricação de

pães. Mas não deixam de advertir: só pode ser feito o

pão afegão, aquele chato, tipo pita, nada de biscoitos

e, muito menos baguettes, que aparentemente são

considerados fornográficos em excesso naquele país. Ou quiçá,

querem proteger suas mulheres da influência perniciosa

de galicismos...

Bonnes vacances.
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