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Poesias-->REFÚGIO -- 03/08/2001 - 00:41 (Fernando Tanajura) Siga o Autor Destaque este autor Envie Outros Textos
REFÚGIO



Nas minhas cataduras incessantes

procuro um ninho

de chão quieto



Recorro aos deuses pagãos

mastigando minhas saudades

a comer solidões cobertas de esquecimentos



São os ossos diários do ofício

roendo os próprios dentes



Bocejo,

livre de telhas-vãs e cumieiras,

a esperar que mensageiros

de dorsos suados,

de fuzis devassados

me tragam indecifráveis placas



Na cozinha do sonho

engolfo arcadas solares

formando luzeiros,

moendo o tétrico trigo

dos destinos dementes



Chego à exaustão

sempre rasgando-me em fios do vazio do mundo,

arrastando-me entre sangues imaginários,

banhando-me em tremuras

de miados banais



Neste vazio insaciável

dilato-me em canções de hospícios,

afogo o sopro dissolvido da morte,

engulo figuras de epidermes chupadas

e busco o âmago do abrigo

que vá me dar o merecido repouso





©Fernando Tanajura Menezes®

(n. 1943 - )

http://tanajura.cjb.net







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