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Crônicas-->Batiquimbum -- 24/03/2008 - 20:37 (Renato Rossi) Siga o Autor Destaque este autor Destaque este Texto Envie Outros Textos
27.02.2008 – 496 - NR

Dois mil e oito é ano de eleições. Exceto Brasília, todas as cidades elegerão seus líderes para mais uma jornada de quatro anos. Em Brasília, não. Aqui o prefeito chama governador e se elege junto com o presidente.

Pois bem, estou pensando em me preparar, pois de repente recebo o chamado cívico e me vejo na contingência de me candidatar. Preciso estar preparado. Assim, nos próximos meses vou estar me preparando para poder estar concorrendo a alguma prefeitura. Se não, talvez possa estar assessorando algum candidato que esteja estando concorrendo a vereador. Nunca se sabe. É preciso estar preparando para ficar preparado. De mais a mais, sempre há o condomínio, vai que precisem de um síndico jovem, atuante, bonito, inteligente.

Assim, há que pensar na plataforma. Algo novo é claro, algo que sensibilize nosso sofrido povo. Se a questão é esta, um vale alguma coisa sempre vem bem. Vale isto, vale aquilo, sei lá. Acho que vale já está ultrapassado, agora é cartão. Cartão do Vale isto, cartão do vale aquilo e tem também o cartão corporativo. Este é ótimo, porque o usuário escolhe o que quer. Não fica preso a velhas fórmulas. Pensei em Vale baile. Este eu acho que ainda não tem. Naturalmente, vale é só modo de dizer, ele também seria um cartão que daria direito ao povo entrar em bailes. Você pensa que o povo não quer se divertir? Claro, com todo direito. Aliás, o povo está sempre dançando. Melhor não, baile vai pegar mal, vão achar que é gozação, e o povo não precisa de baile para dançar. Dança todo dia.

Em Brasília não pode, mas talvez nas outras cidades um vale pizza poderia pegar bem. Aqui já tem pizza de graça e distribuem tantas que atingem o país todo. Mas não digam que são os brasilienses. Os pizzaiolos vêm do Brasil todo. Aos borbotões.

Bem, na falta de um bom vale, melhor prometer algo mais comum. Uma ponte. Sempre precisam de pontes. Se o município é litorâneo prometo uma ponte para Angola, acho que vão gostar. Não? Você que já foi a Angola deve respeitar quem não foi e aceitar que eles também tenham uma chance. Bem, sempre é possível estender a ponte até Portugal. Agora ficou melhor, hein?. Confesse que agora você vota em mim. Já pensou? Ir à Lisboa de carro sem apagão aéreo. O caminho inverso de D. João. Uma promessa destas há de eleger qualquer um. E pense na festa de inauguração. Fados sambados e sambas fadeados, um vira vira, um batiquibum, um virabum, batiquivira. Uma troca saudável de cumprimentos, culturas e muambas.

Bem, pelo menos por enquanto a promessa é esta. Uma ponte, mas não se trata de uma promessa definitiva. Ainda há tempo para pensar melhor, inovar. Escreva com suas reivindicações, conte a vida, peça alguma coisa. Nesta época sempre há quem se disponha a prometer algo que lhe interesse.

Agora é tratar do slogan e da vinheta. Algo novo, alegre, moderno, com criança, cachorro, gato, papagaio, vovó. Algo que deixe todo mundo feliz. Com muita música, com virabum e batiquibum bum bum!

E o povo dançando.

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