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Crônicas-->A moça da mesa ao lado -- 05/03/2006 - 00:04 (Pedro Wilson Carrano Albuquerque) Siga o Autor Destaque este autor Destaque este Texto Envie Outros Textos
A MOÇA DA MESA AO LADO

Eu aguardava pacientemente, em restaurante da Avenida Atlântica, a cerveja gelada, garrafa pequena, e os petiscos solicitados ao garçom.

Ao lado, uma jovem chamou minha atenção. Pensativa, cotovelos sobre a mesa, as mãos sustentando o rosto, mostrava-se distante do burburinho à sua volta. Tez clara. Cabelos e olhos castanhos. Bela! Muito bela! Belíssima!

O vestido branco, sem decote, estendia-se até a panturrilha. O par de sapatos, da mesma cor, tamanho trinta e quatro ou trinta e cinco, salto baixo, envolvia seus mimosos pés.

Servida, passou a alimentar-se com elegância. Os bons modos revelavam educação esmerada.

Ao notar que eu a fitava insistentemente, baixou os olhos encabulada. Procurei ser mais discreto, mas, vez ou outra, nossos olhos encontravam-se, desviando-se, logo após, para outros cantos.

Sua expressão facial demonstrara, até então, certa tristeza, talvez provocada por amor desfeito.

Não pude, contudo, conter o riso quando a vi socar, sem sucesso, o açucareiro à sua frente. O doce conteúdo grudara no recipiente, impedindo a moça de adoçar o café.

Longe de se irritar com meu ar divertido, mostrou-me os dentes perfeitos e lindo sorriso até então escondido.

Encantado, não podia permitir que ela se retirasse sem falar-lhe. Ali se encontrava a mulher de minha vida.

Ergui-me, portanto, e caminhei até sua mesa. A troca de algumas palavras só aumentou minha atração pela jovem.

Quando se levantou, ofereci-me para acompanhá-la até sua residência, alegando que uma dama não deveria, àquela hora da noite, caminhar sozinha pelas ruas de Copacabana. Aquiesceu agradecida.

Diante do prédio onde morava, no Leme, disse-lhe que desejava encontrá-la novamente. Não queria perdê-la.

Sem pestanejar, retirou da bolsa cartão de visita, onde avistei o prenome Michele e número de seu celular.

E antes que eu tecesse qualquer comentário, despediu-se exclamando: - São duzentos reais por uma hora de programa.


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