Usina de Letras
Usina de Letras
   
                    
Usina de Letras
67 usuários online

 

Autor Titulo Nos textos

 


Artigos ( 54805 )
Cartas ( 21052)
Contos (12086)
Cordel (9483)
Crônicas (21048)
Discursos (3105)
Ensaios - (9892)
Erótico (13118)
Frases (39763)
Humor (17540)
Infantil (3559)
Infanto Juvenil (2307)
Letras de Música (5410)
Peça de Teatro (1309)
Poesias (135479)
Redação (2869)
Roteiro de Filme ou Novela (1034)
Teses / Monologos (2371)
Textos Jurídicos (1913)
Textos Religiosos/Sermões (4164)

 

LEGENDAS
( * )- Texto com Registro de Direito Autoral )
( ! )- Texto com Comentários

 

Nossa Proposta
Nota Legal
Fale Conosco

 



Crônicas-->Meia-laranja -- 01/10/2005 - 12:40 (Pedro Wilson Carrano Albuquerque) Siga o Autor Destaque este autor Destaque este Texto Envie Outros Textos
Meia-laranja

A amiga irrompeu em meu apartamento com choros abundantes, declarando-se infeliz por ter perdido sua alma gêmea. Custara tanto a achar a outra metade da laranja e via, então, sua vida descer morro abaixo.

Lágrimas, lágrimas e mais lágrimas. Lenços de papel às centenas, por mim oferecidos, não conseguiam estancá-las. O único homem que amara de verdade a havia abandonado. O que lhe restava? A solidão? O desespero? A morte?

Assustei-me com o estado de Sônia. Sua vida era um mar de rosas desde que conhecera José. - Casal perfeito! – diziam todos. E então? Como eu, tocado pela angústia da moça, poderia confortá-la?

Revolvendo os fatos guardados em minha memória, encontrei situações semelhantes que vivenciara durante minha longa existência. Outras haviam sofrido com o rompimento de relações amorosas ímpares, encontrando, posteriormente, parceiros iguais ou melhores que os anteriores, quando isso lhes parecia impossível.

Fiz ver à amiga, baseado em minha experiência, ser fantasiosa a noção de uma alma gêmea ou meia-laranja, havendo, isso sim, muitas pessoas à nossa espera, prontas para o amor idealizado. Só nos cabe, disse-lhe eu, encontrar uma delas, que pode estar em esquina de Ipanema, numa ruela de Nápoles ou no interior da China.

É como uma tomada na parede, concluí, em que conectamos um aparelho para o recebimento de energia. Haverá sempre outra disponível, no caso de curto-circuito na ligação.

A jovem saiu batendo a porta, sem se despedir, deixando-me a impressão de que meu discurso não fora bem digerido.

Alegrei-me, portanto, quando a encontrei hoje, acompanhada de atencioso cavalheiro, que me apresentou com demonstração de grande felicidade.

Ao se despedir, aproximou-se de meu ouvido e cochichou:
- Eis a minha meia-laranja.

E corrigiu, após poucos segundos de reflexão:
- É a tomada da Barra da Tijuca!


Comentários

O que você achou deste texto?       Nome:     Mail:    

Comente: 
Informe o código de segurança:          CAPTCHA Image                              

De sua nota para este Texto Perfil do Autor Renove sua assinatura para ver os contadores de acesso - Clique Aqui