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Ensaios-->O QUE É POLITICAMENTE CORRETO? -- 10/08/2017 - 12:33 (Félix Maier) Siga o Autor Destaque este autor Destaque este Texto Envie Outros Textos

O QUE É POLITICAMENTE CORRETO? 

Hugo Studart, no face 

Universidade australiana promove concurso anual que pede a definição de uma expressão da atualidade. Este ano, a expressão foi "politicamente correto". A definição vencedora dizia o seguinte:

"Politicamente correto é uma doutrina sustentada por uma minoria iludida e sem lógica, rapidamente promovida pelos meios de comunicação, defendendo a idéia de que é perfeitamente possível para alguém pegar um pedaço de merda pelo lado limpo." (CLÁUDIO LESSA, JORNALISTA)

Levei de Renato Riella

 

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A LÍNGUA DE PAU 

Félix Maier

Em sua obra Pequena História da Desinformação - do Cavalo de Troia à Internet, Vladimir Volkoff fala sobre a “língua de pau” (langue de bois, em francês), adotada como língua oficial pelos antigos países comunistas: “Língua de pau, segundo o Larousse, é uma forma rígida de expressão, nomeadamente no domínio da política, através da multiplicação de estereótipos e de fórmulas congeladas” (pg. 66).

A antiga língua de pau fugia da argumentação e do silogismo e se utilizava de imagens linguísticas e figuras de retórica para fazer propaganda ideológica, como a alegoria, o eufemismo, a tautologia, a catacrese, o truísmo, a prosopopeia, a logomaquia, o pleonasmo, a polissemia, a prolixidade, o paradoxo, o circunlóquio, a metonímia, a metalepse, de modo a dizer platitudes e realizar refutações sofísticas para causar uma eufonia aos ouvidos. Utilizava-se do maniqueísmo simplista para exaltar suas próprias virtudes e demonizar o inimigo. Com o tempo, o idioma russo foi se empobrecendo, tornando-se minimalista. “O dicionário de Dahl contém 22000 palavras; os escritores soviéticos utilizavam 1500” (pg. 68). Enfim, o “idioma fantasma” assume a confissão de Goebbels: “Não falamos para dizer alguma coisa, mas para obter um determinado efeito” (pg. 68). 

Hoje, ocorre, nos meios pensantes, algo semelhante à antiga língua do rígido pau-ferro: o modo “politicamente correto” (PC ou pecê) de se expressar. As antigas línguas de pau, utilizadas tanto por comunistas quanto por nazistas, tentavam camuflar o objetivo ideológico que havia por trás das palavras colocadas no freezer linguístico, que tinha a intenção subliminar de difundir a desinformação. O PC de hoje não tem nenhuma vergonha em assumir, não só a novalíngua, mas também a duplideia (doublethink), que é a crença simultânea em duas ideias contraditórias, a simplificação, o ufanismo, a glossolalia, o tartufismo, a teratologia, o determinismo, o relativismo, a desconstrução, o revisionismo histórico, o assassinato do sinfronismo, a taxonomia do “preconceito linguístico”, a “hagiografia” de terroristas, a catalepsia materialista e o proselitismo ideológico. O paradoxo do mentiroso dos neossocialistas é imposto a toda criatura humana com a mesma ênfase que os islâmicos, extremistas ou não, tentam impor a fé de Alá em todo o planeta. 

O “politicamente correto” é a gramática de pau que orienta a sociedade moderna e tem enorme influência na elaboração das leis, a exemplo da Constituição brasileira de 1988, que subordinou todas as decisões legais a uma palavra abstrata, oca, que nada diz, mas que tem força plena, por ter apelo populista: o “social”. “A questão social não é, apenas, uma questão corporal ou estomacal; é uma questão cerebral a resolver. Não é nas vísceras abdominais; é nas vísceras cerebrais que está a chave do problema humano” (PEREIRA, 2003: 142). William Lind classifica o politicamente correto como “AIDS intelectual”.

Abaixo, alguns verbetes que constarão de meu livro A LÍNGUA DE PAU - Uma história da intolerância e da desinformação (em elaboração):

 

Politicamente correto - Não se deve chamar um homem baixo de “anão”. Nem de “baixinho”. É politicamente correto chamá-lo de “negativamente avantajado”. Não existe mulher feia, apenas “beleza não praticante”. Preto brasileiro deve ser chamado de “afro-brasileiro” (Gustavo Kuerten, Giselle Bünchen, teuto-brasileiros). Infanticídio não existe mais, apenas “aborto”, um “direito da mulher dispor de seu próprio corpo”. Prostituta não é mais prostituta, é “empresária do sexo”. Papa-defunto virou “empresário do luto”. “Pederasta”, palavra que tentaram riscar do atual Código Civil, passou a ser o inofensivo “gay”. Os proprietários do Dicionário Webster foram obrigados a “riscar” várias palavras, como “crioulo”. Uma deputada distrital do PT, no Governo Cristóvam Buarque, apresentou projeto semelhante, visando riscar do Dicionário Aurélio palavras julgadas “ofensivas”. (Na mesma época, o PT negou a Pelé o título de cidadão brasiliense.) Com essa bobagem semântica - a “novalíngua” -, o movimento do “politicamente correto”, dominado pelas esquerdas, se assenhorou da mídia e aproveita para distorcer fatos que lhe são antipáticos e dourar a pílula que todos devem engolir. Politicamente correto não é nada mais do que “marxismo cultural” ou “multiculturalismo” e tem por objetivo destruir a cultura ocidental e a religião cristã, com a contribuição importante de Georg Lukacs (“terrorismo cultural”), Antonio Gramsci (“longa marcha nas instituições”, ou seja, o domínio das escolas, mídia, até igrejas, para influenciar a cultura) e os integrantes da “teoria crítica” da Escola de Frankfurt, que inicialmente seria chamada de “Instituto para o Marxismo”: Max Horkheimer, Theodor Adorno, Eric Fromm, Wilhelm Reich e Herbert Marcuse. ”A correção política é a carrancuda vingança do rancoroso, intolerante e mal-intencionado idiota sobre tudo aquilo que tem vida no mundo. Não é nada mais do que o recurso insincero e desprovido de humor de mentes tão medíocres, que, para eles, o ressurgimento do stalinismo é preferível à dor de um vislumbre do Ser - é o último vestígio da besta que Nietzsche identificava como ‘ressentimento’. Tais mentes tiram sua melancólica noção de prazer - como as fantasiosas ereções de eunucos centenários - maquiando o pouco que desejam conhecer da História para pessoas que parecem não se conformar com os padrões artificiais dos mais ineptos governos do século XX” (SEYMOUR-SMITH, 2002: 84-5). “Um dos objetivos da "novilíngua" (vide Orwell) é apagar as emoções e tornar tudo pasteurizado, anódino, sem emoção. Os sentimentos devem ser varridos para debaixo do tapete. Tome cuidado com o que fala. O termo ‘crioulo’ pode enquadrá-lo na Lei Caó (cujo apelido nos tempos da UNE era Crioulo). Tudo depende de como se fala, embora a descrição ‘passou por aqui, era um crioulão’ seja adequada. Mas, se fosse vivo, Adolfo Caminha teria problemas com ‘O bom crioulo’ ” (Fritz Utzeri, in O Politicamente correto). Até o Exército Brasileiro se rendeu à língua do PC: não se realizam mais grupos de trabalho para tratar de Recursos Humanos, mas de “Talentos Humanos”. Nos EUA, o jornalista Bernard Goldberg lançou o livro Bias - A CBS Insider Exposes How the Media Distort the News (Tendencioso - Um Conhecedor da CBS Mostra Como a Mídia Distorce as Notícias). Logo, Goldberg foi tachado de “mentiroso”, “extremista de direita”. Uma das teses polêmicas de Goldberg se refere aos doentes da AIDS, cujos números foram escondidos para agradar ao lobby dos homossexuais e das minorias raciais dos EUA (negros e hispânicos), para acelerar as pesquisas de remédios. Por exemplo, dos aidéticos mostrados na TV, 6% eram gays, 16% eram negros e hispânicos e 2% eram drogados. Na verdade, 58% eram gays, 46% eram negros e hispânicos e 23% eram drogados (período estudado: 1992 a 1995). A Universidade de Oxford, nos EUA, lançou uma versão “politicamente correta” do Novo Testamento (Novo Testamento e Salmos: uma versão não excludente), onde há alterações, como: “A expressão Deus Pai passa a ser Deus Pai e Mãe; a oração Pai-Nosso recebe o nome de Pai e Mãe Nossos; foi excluído o termo ‘escuridão’ como sinônimo do mal por Ter conotação racista; eliminaram-se as acusações de que os judeus mataram Jesus Cristo; as mulheres deixam de ser ‘sujeitas’ aos maridos e passam a ser ‘compromissadas’; as crianças devem ‘prestar atenção aos pais’, não ‘obedecê-los’ ” (“Deus Pai e Mãe”, in revista Istoé, 6/9/1995). “Em qualquer país, preconceitos e maneiras ofensivas de pensar ficam entranhados na linguagem e nas instituições sem às vezes nos darmos conta disso. O legado mais positivo do politicamente correto foi chamar atenção para esse fato e nos tornar mais atentos para as situações em que ofendíamos inadvertidamente um grupo ou uma minoria. (...) No ambiente acadêmico, qualquer opinião deve passar pelo teste do debate, e ser mantida ou descartada por seus méritos, não porque alguém disse que ela é aceitável ou inaceitável a priori. O politicamente correto tentou estabelecer códigos do que era apropriado pensar e dizer e, nesse sentido, foi muito nefasto” (Lawrence Summers, reitor da Universidade de Harvard, entrevista a Veja, 31/3/2004, pg. 14). “O politicamente correto consiste na observação da sociedade e da história em termos maniqueístas. O politicamente correto representa o bem e o politicamente incorreto representa o mal. O sumo bem consiste em buscar as opções e a tolerância nos demais, a menos que as opções do outro não sejam politicamente incorretas; o sumo mal encontra-se nos dados que precederiam à opção, quer sejam estes de caráter étnico, histórico, social, moral e sexual, e inclusive nos avatares humanos. O politicamente correto não atende à igualdade de oportunidade alguma no ponto de partida, senão, ao igualitarismo nos resultados no ponto de chegada” (Entrevista de Vladimir Volkoff a Marc Vittelio - site Mídia Sem Máscara, 27/04/2004). “O típico intelectual exasperado de hoje defende sistematicamente reivindicações contraditórias: liberação do aborto e repressão ao assédio sexual, moralismo político e imoralismo erótico, liberação das drogas e proibição dos cigarros, destruição das religiões tradicionais e defesa das culturas pré-modernas, democracia direta e controle estatal da posse de armas, liberdade irrestrita para o cidadão e maior intervenção do Estado na conduta privada, antirracismo e defesa de ‘identidades culturais’ sustentadas na separação das raças, e assim por diante” (CARVALHO, 2000: 90-91). Por pressão de grupos LGBT, MPF e Conselho de Defesa dos Direitos da Pessoa Humana, do MJ, o ministério da Defesa irá propor aos legisladores tirar a palavra “pederastia” do Código Penal Militar, que em seu art. 235 trata aquela prática como crime.

AIDS intelectual - Segundo William Lind, Political Correctness is intellectual AIDS. Everything it touches it sickens and eventually kills (O Politicamente correto é AIDS intelectual. Tudo que ela toca adoece e finalmente morre). http://www.blueagle.com/editorials/Lind_982.htm   

Agente de transformação social - “Um termo elegante que significa, em bom português, instrumento de agitprop (CARVALHO, 2000: 274). Segundo o autor, trata-se do uso de crianças como veículos de propaganda e intromissão do Estado ou da mídia nas relações familiares. Um exemplo é o famigerado Kit Gay do MEC. Outro, a Lei da Palmatória. Urge o MEC reeditar livros como Organização Social e Política do Brasil, de Elizabeth Maria Araújo Loureiro, para ensinar a verdadeira cidadania aos jovens, e jogar o politicamente correto no lixo.

Teoria crítica - Ferramenta da Escola de Frankfurt, tinha por objetivo criticar tudo, principalmente as instituições sociais, como a família e a religião, de modo a destruir a cultura ocidental. Essa contracultura ajudou a parir o “politicamente correto”, inclusive no ambiente acadêmico. Toda a cultura tradicional era definida como um conjunto de “preconceitos”, culminando no livro The Authoritarian Personality (A Personalidade Autoritária), de Theodor Adorno. “Eles inventaram uma fraude chamada ‘escala F’, que buscava associar ao fascismo as crenças tradicionais com relação à moral sexual, às relações entre homens e mulheres e às questões familiares. Hoje em dia, o termo politicamente correto favorito contra qualquer um que discorda deles é ‘fascista’” (Willian S. Lind, in “Quem roubou a cultura dos EUA?”).

Stalinismo puritano - Denominação dada pelo diretor teatral inglês, Peter Hall, para a moda do “politicamente correto” em vigor. Para Hall, a esquerda liberal substituiu a antiga direita e hoje promove patrulhamento e censura a trabalhos de intelectuais que ousam escrever palavras julgadas ofensivas. Segundo Hall, um de seus atores secundários recusara-se a dizer a palavra nigger (negro), embora o autor de Um Bonde Chamado Desejo, Tennessee Williams, a tivesse escrito.

Social - Adjetivo de pau, meleca grudada em tudo o que se refere a “politicamente correto”.

Relativismo - “Marx, Freud, Einstein, todos transmitiram a mesma mensagem para a década de 20: o mundo não era o que parecia ser. Os sentidos, cujas percepções empíricas moldaram nossas ideias de tempo e distância, certo e errado, lei e justiça, e a natureza do comportamento do homem em sociedade, não eram confiáveis. Além disso, a análise marxista e freudiana se juntaram para minar, cada uma à sua maneira, o sentimento de responsabilidade pessoal e de dever para com o código da verdadeira moral, que era o centro da civilização europeia do século XIX” (JOHNSON, 1994: 9). Assassinatos de judeus, ciganos e populações do Leste europeu, realizados pelas SS de Hitler, incluíam expressões de pau como “tratamento especial”, “repovoamento”, “a linha geral”, “atos soberanos além do alcance do judiciário”, “envio para o Leste”. Os comunistas também têm seu relativismo moral: comunista não mata, “faz justiçamento”; a feroz ditadura comunista é batizada de “centralismo democrático” ou “governo popular e democrático”. Freud era exímio em criar neologismos relativistas: “o inconsciente”, “sexualidade infantil”, “complexo de Édipo”, “complexo de inferioridade”, “complexo de culpa”, o “ego”, o “id”, o “superego”, a “sublimação”, a “psicologia profunda”. Ideias destacadas, como a “interpretação sexual dos sonhos”, se tornaram conhecidas como o “ato falho freudiano”. O relativismo também afetou a Igreja Católica, durante o Concílio Ecumênico, presidido pelo Papa João XXIII (aggiornamento), reconhecendo as outras religiões também como “verdadeiras”, o que implica tornar a Igreja Católica uma mera seita a mais; essa tese é válida para um sociólogo, mas não para um teólogo católico. A Conferência Episcopal Latino-Americana (CELAM), realizada em Medellin, Colômbia, em 1968, com sua “opção preferencial pelos pobres”, estava infiltrada de tal forma pela esquerda que ela ditou praticamente todas as resoluções finais. A partir daí, surgiu a Teologia da Libertação, com os padres-guerrilheiros, a exemplo de Frei Betto. “Para educar, é preciso saber quem é a pessoa humana, conhecer a sua natureza. A progressiva difusão de uma visão relativista desta coloca sérios problemas à educação, sobretudo à educação moral, prejudicando a sua extensão a nível universal. Cedendo a tal relativismo, ficam todos mais pobres” (Papa Bento XVI, encíclica Caritas in Veritate, n. 61, de 2009, que atualiza a encíclica Populorum Progressio, de 1967, publicada por Paulo VI). Atualmente, o relativismo moral é visto principalmente na onda esquerdista de uma “Nova Era”, onde predomina a “novalíngua” do “politicamente correto”.

Palavra-gatilho - Chavão utilizado largamente por charlatães, mormente esquerdistas. Confunde-se com a língua de pau e o politicamente correto.

Newspeak - “Um dos objetivos da ‘novalíngua’ (vide Orwell) é apagar as emoções e tornar tudo pasteurizado, anódino, sem emoção. Os sentimentos devem ser varridos para debaixo do tapete” (Fritz Utzeri, in O politicamente correto). “George Orwell escreveu seu memorável romance ‘1984’ para protestar contra a revolução semântica perpetrada pelas ideologias coletivistas da sua época, sobretudo o comunismo. A perversão da linguagem e da lógica por regimes totalitários levou o grande escritor inglês a inventar um termo para esse controle político-ideológico das palavras e do raciocínio: newspeak. No Brasil de hoje, subjugado pela mesma ideologia contra a qual Orwell lutou, naturalmente não há falta de colunistas e acadêmicos versados no uso do newspeak, autênticos virtuoses nessa arte nefasta. O articulista do JB Emir Sader não é um desses virtuoses. Seu estilo primitivo carece de sutileza, embora não se possa negar que ele se esforce. De toda maneira, é uma pena que ninguém tenha tido a ideia de criar um software específico para a tradução do newspeak, o que facilitaria muito o trabalho de quem deseja inferir o verdadeiro intuito de autores oblíquos em seus textos melífluos” (Alceu Garcia in Decifrando Emir Sader, publicado em 18/3/2002 no site www.olavodecarvalho.org). Quem sabe este livro seja, enfim, o software para decifrar a novalíngua do politicamente correto? Vale acrescentar, dentro do conceito da “novalíngua”, que comunista não rouba, apenas “expropria”; comunista não mata, apenas “faz justiçamento”.

Gay - O politicamente correto desvirtuou a palavra gay, que substituiu as palavras “pederasta” e “homossexual”. Nas antigas canções, como Old Black Joe, de Stephen Foster, gay significava apenas “alegre” (Gone are the days when my heart was young and gay). No Brasil, o gayzismo persegue pessoas, como o escritor evangélico Júlio Severo e a psicóloga Rozangela Justino. O primeiro teve que residir no exterior, devido a ameaças sofridas após lançar o livro O Movimento Homossexual, considerado ofensivo pelos pederastas, enquanto que a psicóloga foi tolhida de trabalhar integralmente em sua profissão, por tentar ajudar pessoas a se livrar de sua condição homossexual, a pedido destas.

Desconstrução - Crítica abrangente ao pensamento ocidental, foi abraçado com vigor pela esquerda, por feministas e minorias para “fazer crítica social”, levando ao modo “politicamente correto” de se expressar. “Teóricos como Roland Barthes, Pierre Macheray, Jacques Derrida e outros pós-estruturalistas propõem novas maneiras de ler os textos e empreender a crítica da ideologia. Segundo eles, os textos devem ser lidos como expressão de várias vozes, e não como enunciação de uma única voz ideológica, que precise então ser especificada e atacada. Desse modo, exigem leituras polivalentes e um conjunto de estratégias críticas ou textuais que desvendam suas contradições, seus elementos contestatórios periféricos e seus silêncios estruturados” (KELLNER, 2001: 148). “Trata-se de uma estratégia ‘subversiva’ de leitura, que parte do princípio de que qualquer texto, por mais que almeje à clareza e ao rigor, sempre contém pontos cegos ou nódulos de ambiguidade que, devidamente explorados, permitem desfazer as amarras lógicas do raciocínio, inverter suas premissas, anular suas hierarquias de ideias” (“O profeta da desconstrução”, revista Veja no. 1876, pg. 154). Jacques Derrida foi “o doutor Frankenstein da filosofia contemporânea” (idem, pg. 154).

E muito mais. Coming soon!

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